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sexta-feira, maio 22, 2020

OLGA SAVARY, TINA FEY, JAC LEIRNER, MIKA ANDRADE, IANAH MAIA & FILITE

 Luto pela vida entre os mais de 20 mil mortos & a indiferença do meu país. E daí?

DIÁRIO DE QUARENTENA – NENHUM PRÓLOGO PRO PRIMEIRO ATO - Os dias e o jogo de tabuleiro: calendário, ímpar ou par. Tem quem jogue tudo, não sei; qual pião em ziguezague, sou péssimo: dia de sorte ou aziago; a horagá se passei batido, a bola da vez se errei no taco, nada, nada, alvo móvel para nunca acertar. De saber: só pedras, pulhas e conversa fora. Aliás, às vezes um xadrez interminável; se arte ou ciência, ausência completa de concatenar, qual estratégia. Quando não varrido de rainha, torres, bispos e cavalos, a vida pelos tontos peões, xeque-mate. Doutros, nem jeito. Impaciência para lógica, horríveis golpes de vista, piores projeções. Sou pelo injogável, nenhuma regra. Sou o que ouvi da Mary Cassatt: Se você sacode uma árvore, fique por perto para colher as frutas. Ficava, era melhor que ter expectativas ilusórias, milagres não caem do céu. Colhi dela outra lição: Nós estamos travando uma luta desesperada e precisamos de todas as nossas forças. Para mim os inimigos sempre foram invisíveis, não será mais um a nocautear de novo, e eu demore em ficar de pé, como sempre. Dou meu jeito, capenga e destroçado, amanhã esqueço. SEGUNDO ATO – Quanto pelejei: a vida é uma ladeira íngreme. Para quem sobe haja persistência; para quem desce, o desenfreável. Nunca vi a pedra, tinha só a sina de Sísifo. Dois passos e escorregava: o que fazia de melhor não prestava. Refazia, acho nunca aprendi direito. Era menos que um parágrafo de Philip Roth: As pessoas estão cada vez mais idiotas, mas cheias de opinião. Errâncias e sobradas. Dele só ouvia: A vida é apenas um curto período de tempo em que estamos vivos. Sem fôlego, mas persistente, prosseguia. Filas, burocracia, procrastinações. Um dia, dará. Ensinavam um desvio, me perdia. Fiz por mim e por todos, nada certo. Vai ser burro assim na casa de nada, ora! TERCEIRO ATO – Refeito, quase desmemoriado de antes, para onde fosse, queixumes gerais: revolta pairando no ar. Desigualdades, injustiças. E eu lá: pra onde? Só a sisudez de Victor Hugo: Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles. Quem sorria como eu, não sabia de nada, nunca soube mesmo. Nem o que ele dizia: O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inalcançável. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes é a oportunidade. Olhos no vazio, a noite longa, o dia incerto, a clausura, ranhuras e a lâmina, granitos e grafites, uma manhã outra no mundo e eu só quero viver, mais nada. Enquanto isso: vamos aprumar a conversa, gente! Até segunda! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: Eu me preocupo muito com as interações sociais na internet. Porque é deplorável: as pessoas estão dispostas a dizerem coisas terríveis umas às outras sem que seja preciso estarem no mesmo local. Está se tornando uma metástase, graças ao nosso glorioso presidente eleito que não consegue manter a dignidade de um garoto da sétima série. É fácil para as pessoas abandonarem a civilidade e abusar uma das outras. Porque quando você está revoltado, você está revoltado com o que você vê na sua frente e não importa se é com alguém na fila da igreja. ‘Como você equilibra tudo?’, as pessoas me perguntam constantemente, com um olhar acusatório. ‘Você está metendo os pés pelas mãos, né?’, seus olhos dizem. Minha resposta-padrão é que tenho as mesmas dificuldades que qualquer mãe que trabalha, mas com a sorte de estar trabalhando no emprego dos meus sonhos. Ou às vezes apenas dou a eles uma suculenta maçã vermelha que envenenei no meu caldeirão de mulher-bruxa que trabalha e voo para longe. Pensamento da premiada atriz, roteirista e comediante estadunidense Tina Fey, que começou a trabalhar com humor num grupo de improvisação, juntando-se ao grupo do Saturday Night Lives (SNL) como argumentista e, posteriormente como coapresentadora. Ela tem apoiado iniciativas da organização Autism Speaks e defensora da Mercy Corps, atuando em prol das crianças autistas e pelo fim da fome no mundo, afora o Love Our Children, no combate à violência contra as crianças, além de ser porta-voz do Light the Night Walk, da Sociedade de Leucemia & Linfoma.

A POESIA DE OLGA SAVARY
I – Quando eu estiver mais triste / mas triste de não ter jeito, / quando atormentados morcegos / — um no cérebro outro no peito — / me apunhalarem de asas / e me cobrirem de cinza, / vem ensaiando de leve / leve linguagem de flores. / Traze-me a cor arroxeada / daquela montanha — lembra? / que cantaste num poema. / Traze-me um pouco de mar / ensaiando-se em acalanto / na líquida ternura / que tanto já me embalou. / Meu velho poeta, canta / um canto que me adormeça / nem que seja de mentira.
PITÚNA-ÁRA - Exilada das manhãs, / de noite é que me visto. / Caminho só pela casa / e o viajar na casa escura / faz soar meus passos mudos / como em floresta dormida. / Me vêem, eu que não me vejo, / as coisas — de corpo inteiro. / O real está me sonhando, / o real por todo lado. / Não sou eu que vivo o medo; / em seu tapete de sombras, / por ele é que sou vivida. / Aonde me levam estes passos / que não soam e que não vão: / às armadilhas do voo / como a paisagem no espelho / espatifado no chão? / O escuro é tanque de limo / para minha sombra escolhida / pela memória do dia. / Deixo o mel e ordenho o cacto: / cresço a favor da manhã.
ACOMODAÇÃO DO DESEJO - Deito-me com quem é livre à beira dos abismos / e estou perto do meu desejo. / Depois do silêncio úmido dos lugares de pedra, / dos lugares de água, dos regatos perdidos, / lá onde morremos de um vago êxtase, / de uma requintada barbárie estávamos morrendo, / lá onde meus pés estavam na água / e meu coração sob meus pés, / se seguisses minhas pegadas e ao êxtase me seguisses / até morrermos, uma tal morte seria digna de ser morrida. / Então morramos dessa breve morte lenta, / cadenciada, rude, dessa morte lúdica.
OLGA SAVARY - A poesia da escritora, jornalista, crítica, ensaísta e tradutora Olga Savary (1933-2020), que tive a honra de conhecê-la pessoalmente por ocasião do lançamento do seu livro de Hai Kais (Roswita Kempf, 1986), quando me presenteou e autografou o volume. Pude com ela dividir momentos inesquecíveis, entre eles, quando lançou Repertório Selvagem – Obra Poética Reunida: 12 livros de Poesia (BN/Multimais/Universidade de Mogi,1998) e pudemos bater longos papos posteriormente. Dela guardo as obras Espelho provisório (1970), Sumidouro (1977), Altaonda (1979), Magma (1982), Natureza Viva (1982), Linha d’água (1987), Berço esplendido (1987), Retratos (1989), Rudá (1994), Éden Hades (1994), Morte de Moema (1996), Anima Animalis (1996) e O olhar dourado do abismo (1997). Ela faleceu no último dia 15, vítima da covid-19, aqui minha homenagem e saudades. Veja mais aquiaqui e aqui.
&
TRÊS POEMAS DE MIKA ANDRADE
I - vez em quando / preciso me recolher em uma trincheira / para impedir que alguns acontecimentos / não me sangrem por inteira / faço-me de fuzileira / esboço uma estratégia / e hábito nesse abrigo / que só serve aos combatentes.
NÃO CABE - não cabem nesse poema / as mortes / os estupros / a violência / a fome / nesse poema não cabe / o desejo insaciável do presidente por um pãozinho com leite condeNsado / nesse poema não cabe os animais que foram engolidos pela lama da Vale / nesse poema não cabe a polícia que mata jovens negros e periféricos
SOBRE POEMAS – 1. poeta, coloca o poema pra descansar mas não deixa ele morrer 2. acordar com o poema saltando das pálpebras me faz perder o sono e escrevê-lo é devorar o tempo por causa dos sonhos / todo dia usar o poema como remédio para sobreviver ao cotidiano 3. como soltar um poema que está preso no peito? / como revelar um poema que é a imagem de uma lembrança amarrada na memória? / como escrever um poema depois do agora? 4. eu queria escrever um poema que te atingisse em cheio e te fizesse sentir uma fisgada no peito / eu queria escrever um poema que falasse através do silêncio e ainda assim fizesse um estardalhaço / eu queria escrever um poema que pulasse do abismo 5. peguei uma pedra e esfreguei contra a minha bochecha. esfoliei a pele e fiz um poema na face 6. algum poema poderia salvar o mundo algum poema te faria feliz algum poema descreveria a grandiosidade da vida algum poema seria importante algum poema passaria despercebido algum poema poderia tirar seu fôlego 7. eu escrevo poemas extraindo palavras das minhas entranhas rasgo algumas folhas corto minha pele / meu sangue é a tinta fresca com a qual foi escritos estes versos 8. meu corpo tropeçou em um poema tinha um poema no meio do caminho tinha um poema no meio do caminho tinha um poema tinha um poema tinha um poema no meio do meu corpo no meio do meu corpo tinha um poema Drummond trocou o poema pela pedra e eu caí de cara no chão talvez ele dissesse: - levanta e vai ser pedra ou poeta! 9. quem sabe um dia eu entenda a utopia cantada pelos pássaros da rua e assim também meu canto se transforma em poesia 10. eu escrevo poemas como quem cavalga a galopes sacolejando os ossos os sentidos e as palavras em pleno descompasso.
MIKA ANDRADE - Poemas da poeta Mika Andrade, que é autora do livro Poemas obsessivos e zineira de poemas eróticos "alguns versos pervertidos e outros indecorosos", organizou a Antologia poemas eróticos – escritoras cearenses (EC, 2018) e participou das antologias de Contos Literatura BR (Moinhos, 2016) e Contos do Sesc (Sesc, 2017). Veja seus poemas no Medium e Poemas obsessivos. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Eu lido com corpos, com coisas. E o virtual se distancia absolutamente da ideia de presença. Ele é ausência, é a ideia da imagem. Então nunca me pegou. Estou mais para o platônico do que para o virtual. Costumo dizer que o material me escolhe. Já falei isso tantas vezes, mas é verdade.
JAC LEIRNER - A arte da professora e artista visual Jac Leirner, cuja obra possui procedimentos desestetizante e dialoga com as principais tendências da arte conceitual. Foi professora na Universidade de Oxford e artista residente no Museu de Arte Moderna. Veja mais aqui.
&
O GRAFITE DE FILITE
A arte do artista e grafiteiro Filite. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
A ARTE DE IANAH MAIA
A arte da muralista, ilustradora e artista visual, Ianah Maia, que estuda agroecologia e cria murais que celebram a natureza usando apenas geotintas, com suas obras pelas cidades do Recife, Olinda, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Buenos Aires, Barcelona, Madrid, Paris e Marselha. O trabalho dela pode ser vista no Ianah e Ianah.
&
A obra da escritora, professora, feminista e pesquisadora Luzilá Gonçalves Ferreira aqui.
A música da cantora, compositora, percussionista, poeta e atriz Karina Buhr aqui.
A poesia da escritora Graça Graúna aqui.
A arte da escritora, pintora e ilustradora Tatiana Móes aqui.
A arte de Buca aqui.
Partes do meu todo de Zezinha Lins aqui.
&
Festa, goles e cachimbadas aqui.


sábado, maio 20, 2017

EDUCAÇÃO & TRIMEMBRAÇÃO DE STEINER, O MAGMA DE SAVARY & AS BAILARINAS DE MATISSE

Pensamento do escritor russo Isaac Asimov (1920-1992). Veja mais aqui.

QUANTO VALE UMA VIDA – Judilinho vivia desde menino na mesma ladainha: vencer a qualquer custo para ser gente na vida, não um fracassado. O pai carrancudo exprobrava: - Seja homem e vença na vida! O que é seu, é seu; o que é dos outros, é dos outros. Aprendeu? Achado não é roubado, cabeça de otário é marreta! De tanto ouvir a ranzinzice, aprendeu de cor e salteado todos os ditos e chistes do opróbrio popular. Na escola teve ampliado o seu repertório de descaramento: o sabido é que leva a melhor! Assim cresceu usurário e mão de figa, dando as costas pro que não lhe desse proveito: - O que ganho com isso? Ah, é? Então, 20%. A vida lhe ensinara a ser, a escola era só conversa mole, na prática não servia pra nada: - Se não tiver tirocínio, vive só de levar toque de arrodeio. Assim prosperou na base da agiotagem: - Caridade é na igreja, comigo é só ganhando nas costelas dos molengas! Fez um pé de meia, juntou uma meia água e passou a dormir com um olho fechado e outro aberto, pra não ser roubado e ter de voltar a ser pobre: - De novo, não! Vigilante inarredável, todo dia passava na porta do banco pra ver se estavam cuidando direito do seu suado dinheirinho: - Cuidem direitinho, seus cabras! Não bebia, não fumava, nem tinha lá tanta fé assim. Todavia, jogava, isso sim, do primeiro ao quinto, seca, do milhar ao terno, risco no chão e apostava por tudo: tinha o ganhador aberto. Diziam: - Esse nasceu de cu pra lua. Tinha lá suas superstições, cultivando pé de coelho, trevo de cinco pontas, mealheiro do lado, até cortava caminho dos azarados e dos pedintes: vai que a sorte se manda, avalie. Estava atento a tudo: telejornal, noticiário da rádio, telenovelas, manchetes de jornais, procurava entender de qualquer jeito a economia do país, a bolsa de valores, os investimentos, no frigir dos ovos, patavina por resultado. Que coisa! Contudo, uma coisa remoia no quengo: por que tanta violência? Pronde se virasse era assalto, furto, malversação, assassinato. Ficava aflito quando botava o pé na rua e ouvia do primeiro que encontrasse que agora mesmo uma senhora tivera sua bolsa roubada e um outro que reagiu levou um tiro entre os olhos e estava estendido no chão. Ele se arrepiava ao ver viaturas policiais pra cima e pra baixo aceleradas, só teatro, não diminuindo em nada os arrombamentos das casas, os furtos dos veículos, as mãos pro alto nas esquinas, andava temeroso. Tentava compreender a situação e não conseguia, foi aí que resolveu ter com o Doutor Zé Gulu, aboletado na mesa do canto de bar: - Doutor, por que tanta violência e roubalheira, hem? Gostava de ouvir as explicações do erudito, muito embora, muitas vezes saíra sem entender nada do que ele tinha dito. E insistiu na pergunta, sentando-se ao lado dele. De forma costumeira, o intelectual ajeitou os óculos no pau da venta, encostou-se mais na cadeira e começou o palavrório explicando que há milhares de anos haviam os aedos, os poetas da antiguidade, que cometiam seus ditirambos contando das façanhas dos vencedores! Que proezas eram essas? Tomadas de poder na marra, guerras usurpadoras, brigas familiares de reinados, violência de pai pra filho e vice-versa, ofensas e maledicências de todo tipo. Louros aos vencedores. Isso influenciou a vida de todo mundo e os escritores daquele tempo, criaram a Mitologia Grega para mostrar como se comportavam os ricos tidos como deuses e os pobres como humanos condenados aos caprichos deles. Tanto é que influenciou o Velho Testamento e outros livros religiosos. Pelo visto, desde a metáfora de Caim matar Abel e começar a acumulação, que a violência reina no mundo. Tudo sempre foi um conflito: Apolo versus Dioniso, razão versus emoção; Platão versus Aristóteles, fisicalistas versus animistas, Oriente versus Ocidente, bem versus mal, bom versus mau, ou lá ou cá, e a merda fedendo do mesmo jeito. Surgiu a lei pra reger a conduta humana, deu algum resultado? Sob a maior repressão, até o sexo era só para reprodução – e pelo que sei, salvo engano, foram os taoístas que alcançavam orgasmos sem ejaculação, valorizando ainda mais a reprodução. Adiantou alguma coisa? Passou-se o tempo e guerra pralí, invasão pracolá, violência crescente, intolerância, dissensão, golpes, invasões, desrespeito, servidão, privilégios para uns poucos, carestia para todos os demais, tanto matavam e, ao contrário, deu-se a superpopulação que os malthusianos tornaram escatalógica, surgindo a ideia do controle de natalidade. Alguém parou de pular a cerca? Quanto mais riqueza, maior miséria; do mesmo jeito, quanto mais lei e repressão, maior violência. O que tem haver o cu com as calças? Seguinte: alguma coisa mudou desde então? Hoje em dia, a mesma coisa. E o que estou tentando dizer é que de positivo por esses milhares de anos que existe gente na face da terra, só mesmo as extensões e próteses. Cuma? Sim, só isso. Esse homem está endoidando ou me fazendo de besta? Não, arrepare bem: aprendemos a escrita e a linguagem para nos comunicar, essa uma forma positiva pras nossas extensões, conversar, trocar ideias com o outro, dialogar, existir. Afora isso, só aprendemos mesmo a lascar a pedra por meio da técnica para as artes e tecnologias. Por isso, o que a gente fez de mesmo foi criar próteses, como automóveis, aviões, navios, computadores, celulares, óculos, armas, explorações, etc e o escambau, mais nada. De humano mesmo, tirante uma coisinha ou outra lá no meio do inventário de saúde pra doente, não avançamos nada: somos os mesmos e fazemos as mesmas coisas que nossos ancestrais há porrilhões de séculos e milênios faziam. Ainda hoje precisamos aprender a aprender no reino das dicotomias e paradoxos. Aos olhos vistos todo mundo parece hoje ser civilizado; porém, às escondidas, é o animal que prevalece. E quando a cabeça da piroca é quem pensa, vá ver: é merda certa! De fato, só nos tornamos mais hipócritas. Negamos ser preconceituosos, mas basta um espaço pra gente dizer uma frase e já se distingue o quanto somos dissimulados, arcaicos, conservadores, falsos e egoístas! Além do mais, a humanidade continua a mesma desde o tempo do ronca, tudo a mesma coisa com os podres de rico que usam de tudo e todas as formas escusas para manter e aumentar seus recursos, não precisam de leis porque são as próprias e tudo sob seu mando transnacional, pois o que ganham são só pra si e, quando muito, pros amigos e amigos dos amigos, ninguém mais: o resto que se foda; da mesma forma os mais ou menos de sempre que são espremidos, meio lá e meio cá, fazem de tudo pra ficar só lá temendo escorregar pra cá, medíocres burgueses que não se acham e não sabem como vivem ou como estão no meio de tantas ideologias; e a mundiça que somos nós pobres coitados, entre os sacrificados, os babaovos afilhados que são trampolineiros oportunistas, sectários cabeças de fósforos, os miseráveis e os Marias-vão-com-as-outras. Assim caminha a humanidade! Quando Judilinho ia abrindo a boca pra perguntar, entra esfuziante no recinto o folgado Gerdinaldo, riso largo, abraços pra todos, brinca com um, tira dedada em outro, acena pros demais, pede a bênção ao doutor Zé Gulu, faz uma mangação com Judilinho, toma uma pinga, chupa um caju e se despede. Com tudo voltando ao normal no ambiente, Judilinho tenta continuar o assunto, quando o doutor se levanta para ir ao mictório e, de repente, ouve-se um pipoco, gritos e correria. – Que é que houve? Todos saem pra ver e dão de cara com a cena: Gerdinaldo estirado entre a calçada e o meio fio, sangrando com um tiro na nuca. O rádio de pilha no bar anunciava cantarolando: Tá lá um corpo estendido no chão... © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aqui & aqui.

A EDUCAÇÃO & TRIMEMBRAÇÃO SOCIAL DE STEINER
Educação e ensino devem tornar-se uma arte baseada no real conhecimento do homem.
Pensamento do filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), autor das obras A arte da educação: I – O estudo geral do homem, uma base para a Pedagogia, II – Metodologia e didática do ensino Waldorf e III – Discussões pedagógicas (3 vols – Antroposófica, 1999), defendendo a Trimembração Social: Liberdade para o Espírito, a Igualdade perante o Direito e a Fraternidade na Economia. A pedagogia Waldorf tem por princípios a Antropologia Evolutiva, pela qual a educação deve ser totalmente dedicada às necessidades do desenvolvimento da criança; ênfase na importância das artes e o amor pela natureza; inteligência manual com ensinamentos práticos facilitando o diálogo da criança consigo mesma e o aprendizado por meio de imagens que estimulam a capacidade de representação; o papel dos contos de fadas na formação do patrimônio cultural e como instrumento essencial para o crescimento das crianças e compreensão das suas emoções; pedagogia curativa voltada para a educação terapêutica e terapia social, considerando as imperfeições físicas, psíquicas e espirituais dos indivíduos; emulação e experimentação, pelas quais as crianças aprendem por imitação; professores como educadores, entre outros princípios. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Quando renasci pra vida depois de morrer pela primeira vez, Moll Flanders de Daniel Defoe, Presenças de Otto Maria Carpeaux, o teatro de Hugo von Hofmannsthal, a música de El Hadj N'Diaye & Érica García, Hope 2050, a pintura de Antonio Dias & Xul Solar aqui.

E mais:
O pavor dos acrófobos à beira do abismo, o pensamento de Comenius, A jornada do poema de Margaret Edson, a música de Leoš Janáček & Kamila Stösslová, Toponimia pernambucana de José de Almeida Maciel, a poesia alemã de Olívio Caeiro, a pintura de Pierre Alechinsky & Philip Hallawell aqui.
As ideias do doutor Zé Gulu aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
A violência aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
O pensamento de Isaac Asimov aqui.
A arte do pintor e escultor Henri Matisse aqui, aqui, aqui & aqui.
Vamos aprumar a conversa: pedagogia & Brincarte do Nitolino, A mulher de trinta anos de Honoré de Balzac, o teatro de Nelson Rodrigues, Desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson, Os doze gozos de Maria Teresa Horta, a música de Joe Cocker, a arte de Lucelia Santos, a pintura de Eugène Delacroix & Paul Nash aqui.
Vamos aprumar a conversa & George Kelly, A natureza do preconceito de Gordon Allport, a poesia de Alexander Pope, Capital Federal de Artur Azevedo, Repertório selvagem de Olga Savary, a música de Naná Vasconcelos & Uakti, a pintura de Henri Rousseau, a arte de Ana Botafogo, o cinema de Mike Nicholson & Natalie Portman aqui.
A oniomania & o shopaholic, o pensamento de Mestre Eckhart, Guia dos perplexos de Moisés Maimônides, a poesia de Píndaro, o Catatau de Paulo Leminski, a arte de Gilton Della Cella & Programa Tataritaritatá aqui.
O ritual do amor & a pintura de Jacqueline Ripstein aqui.
Tataritaritatá no Palco Aberto aqui.
Literatura de cordel: A mulher, de Oliveira de Panela aqui.
As trelas do Doro: A capotada do guarda aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o muxôxo dá num engasgo, o peso enverga o espinhaço de chega ficar de venta esfolando no chão aqui.
Ada Rogato & Todo dia é dia da mulher aqui.
É pra ela & Crônica de amor por ela, Ofício de escritor de Ernesto Sábato, Guerra e paz de Liev Tolstói, Soneto de amor de Pablo Neruda, a música de Heitor Villa-Lobos & Rosana Lamosa, o pensamento de Horácio, o teatro de Délia Maunás & Magali Biff, o cinema de Aluizio Abranches, Julia Lemmertz & Alexandre Borges, a arte de Aurélio D'Alincourt & Alipio Barrio, Michelle Ramos & Zine Brasil aqui.
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

O NOME NO MAGMA DE OLGA SAVARY
Diria que amor não posso
dar-te de nome, arredia
é o que chamas de posse
à obsessão que te mostra
ao vale das minhas coxas
e maior é o apetite
com que te morde as entranhas
este fruto que se abre
e ele sim é que te come,
que te como por inteiro
mesmo não sendo repasto
o fruto teu que degluto,
que de semente me serve
à poesia.
Poema Nome, extraído da obra Magma (Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1981), da escritora paraense Olga Savary. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
As bailarinas do pintor e escultor francês Henri Matisse (1869-1954).
Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


quinta-feira, maio 21, 2015

POPE, SAVARY, ALLPORT, NANÁ & UAKTI, ARTUR AZEVEDO, ROUSSEAU & PORTMAN.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? – Uma frase do psicólogo estadunidense George Kelly (1905-1967) me chamou a atenção: a nossa interpretação dos eventos é mais importante do que os eventos propriamente ditos. Hem? Alguém aí? O que é isso? Fodeu. Melhor debrear com indagação: nesse tempo de instantaneidade no meio das relações líquidas dá tempo para interpretar algum evento? Ou somos passageiros deslumbrados com o colorido na boleia dos acontecimentos? Hum, pergunta difícil dá trabalho. Seria melhor arrumar outra lavagem de roupa, não? Mas pensando bem, isso me leva a uma constatação: o ser humano é um carona privilegiado pelas cores da novidade e sobrecarregado de informações por todos os lados. E ele: nem, nem. Tá nem aí pra quem pintou a zebra. Deixa a vida me levar, vida leva eu. Vamos no embalo das ondas... pensar é muito difícil. Há coisa pior que pensar, por exemplo, na miséria humana? Ih! Botando os neurônios para se organizar, dá pra gente perceber no ralo da ocasião que existem duas pobrezas? Vamos lá, miudamente: primeira, a das posses - ou seja, dos excluídos e precarizados que vivem pendurados pegando bigu na vida sob a promessa de que um dia o bolo engordará tanto que dará para repartir com todos, contrariando a ideia de causa na acumulação e o malthusianismo; e a de espírito – melhor dizendo: a dos profetas do Informe de Brodie de Jorge Luis Borges. Parece que das duas, a segunda é a pior. Porque a primeira, tendo riqueza de espírito, tem saída: a posse será relativa. A segunda, sei não, acho que inviabiliza, inclusive, qualquer saída para a primeira. Hummmmm... dá pra sacar? Ou quer que desenhe? Ou pedimos penico pros universitários? Deixe ver. Na tortura das sinapses neuronais, troco mais amiudada: parece mesmo que vivemos chafurdando na nossa miséria de espírito e adivinhando acontecimentos, como o de que uma mosca pousará logo logo no nariz. Ah, isso faz eclodir o profeta Fabo: reprodutores do óbvio. E vamos aprumar a conversa aqui.

Imagem: The Dream – Bouquet of Flowers, do artista plástico do Modernismo Pós-Impressionista francês Henri Rousseau (1844-1910)

Curtindo o show Atracatraca que o Naná vem chegando (Recife, 1998), com Naná Vasconcelos & grupo mineiro Uakti - Marcos Antonio Guimarães, Paulo Santos, Artur Andrés e Décio Ramos. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


A NATUREZA DO PRECONCEITO – O livro A natureza do preconceito (1954), do psicólogo estadunidense Gordon Allport (1897-1967), trata sobre o que é o problema do preconceito e a generalização errônea e hostilidade, a normalidade do prejulgamento, formação de in-groups e o preconceito pelo amor em oposição ao preconceito pelo ódio, a rejeição out-groups e exame dos três graus de rejeição expressa, a rejeição verbal, a discriminação, o ataque físico, entre outros assuntos. Ele é autor de uma teoria humanista da personalidade com ênfase na individualidade e da natureza dinâmica da motivação, apresentando o conceito básico de personalidade como sendo a [...] organização dinâmica daqueles sistemas psicofísicos que determinam, dentro do indivíduo, o seu comportamento e pensamento característicos. Ele definiu as sete funções do self como sendo: sentido de corpo; auto-identidade; autoestima; auto-extensão; auto-imagem; imitação(cópia) raciona; e batalhas(lutas) próprias. Tratou também acerca dos traços ou disposições da personalidade, e também definiu as características do proprium, como sendo: extensões do "self" específicas, duradouras, perenes, isto é, envolvimento; técnicas relacionadas visando um relacionamento caloroso com outros, exemplo de confiança, empatia, genuinidade, tolerância; segurança emocional e auto-aceitação; hábitos de percepção realistas (em contraposição à posição de defesa); centralizar problemas e desenvolver destreza na solução deles; auto-objetivização – visão de seu próprio comportamento, capacidade de rir de si próprio; e uma filosofia de vida unificadora, incluindo uma orientação de valor particular, sentimento religioso diferenciado e uma consciência personalizada. Veja mais desse autor aqui.


DE ELOISA PARA ABELARDO – O poema De Eloisa para Abelardo (1717), do poeta inglês Alexander Pope (1688-1744) reúne seus poemas de caráter filosófico e estético, defendendo seu ponto de vista sobre a verdadeira poesia e discute a possibilidade de reconciliação dos males do mundo com a crença no criador justo e misericordioso, tornando-se depois um satirista que ridiculariza a delicadeza da corte da Inglaterra. Destaco da obra o fragmento traduzido pelo professor Jorge Luis Gutiérrez: [...] Nesta profunda solidão e terrível cela, / Onde a contemplação celestial do pensamento habita, / E sempre reina a meditação melancólica; / Que significa esta agitação nas veias de uma virgem? /Por que meus pensamentos se aventuram além do último retiro? / Por que sente meu coração este amplo e esquecido calor? / Ainda, ainda eu amo! De Abelardo veio, / E Eloisa ainda deve beijar seu nome. / Querido fatal nome! Restos nunca confessados, / Nunca passarão estes lábios no sagrado silêncio selado. / Ocultá-lo, meu coração, dentro desse disfarce fechado, / Quando se funde com Deus, sua falsa idéia amada: / Ó mesmo não o escrevendo, minha mão - o nome aparece / Logo escrito – a purificação acabo com minhas lágrimas! / Em vão a perdida Eloisa chora e reza, / Seu coração ainda manda, e a mão obedece. / Inexoráveis paredes! cuja obscura ronda contém / arrependidos suspiros, e amarguras voluntárias: / Vós rochas fortes! Que santos joelhos desgastaram; / Vós grutas e cavernas inalcançáveis com horrível espinhas / Santuários! onde as virgens mantiveram seus pálidos olhos, / E a tristeza dos santos, cujas estátuas aprenderam a chorar! / Embora frio como você, imóvel, em silêncio crescente, / Eu ainda não esqueci-me como pedra. / Nem tudo está no céu enquanto Abelardo tem parte, / Ainda a natureza rebelde mantém a metade de meu coração; / Nem a oração nem os jejuns acalmaram seus impulsos persistentes, / Nem as lágrimas, ou a idade, o ensinaram a fluir em vão. [...] Como é imensa a felicidade da virgem sem culpa. / Esquecendo o mundo e o mundo esquecendo-a. / Eterno resplendor de uma mente sem lembranças! / Cada oração aceita e cada desejo realizado;/ Trabalho e descanso mantidos em iguais períodos; / Obedientes sonhos dos quais podemos acordar e chorar; / Calmos desejos, afetos sempre furiosos. / Deliciosas lágrimas, e suspiros que bóiam no paraíso. / Graça que brilha a seu arredor com raios serenos. / O murmúrio dos anjos arrulha seus sonhos dourados. / Por sua eterna rosa que floresceu no Éden. / E as asas dos serafins derramam perfumes divinos, / Para ela, o esposo prepara o anel nupcial, / para ela as brancas virgens cantam a canção da boda, / e ao som das harpas celestiais ela morre / e se desfaz em visões do dia eterno [...]. Veja mais aqui e aqui.


CAPITAL FEDERAL – A comédia Capital Federal (1907), do dramaturgo, escritor e jornalista Artur Azevedo (1855-1908), traz a visão critica do autor sobre o crescimento urbano e suas contradições por meio de personagens estigmatizados e os costumes urbanos do final do século XIX. Da obra destaco o trecho final: [...] Cena V - LOLA, MERCEDES, DOLORES, BLANCHETTE, RODRIGUES, Pessoas do povo. LOLA.- Então? O Gouveia? Não lhes disse? Bem me arrependi de o ter deixado ficar! Não teve mão em si e lá se foi para o jogo! MERCEDES.- Que tratante! DOLORES.- Que malcriado! BLANCHETTE.- Que grosseirão! LOLA.- E nada de bondes! MERCEDES.- Que fizeste do teu carro? LOLA.- Pois não te disse já que o meu cocheiro, o Lourenço, amanheceu hoje com uma pontinha de dor de cabeça? BLANCHETTE.- (Maliciosa.) Poupas muito o teu cocheiro. LOLA.- Coitado! é tão bom rapaz! (Vendo RODRIGUES que se tem aproximado aos poucos.) Olá, como vai você? RODRIGUES.- (Disfarçando.) Vou indo, vou indo... Mas que bonito ramilhete franco-espanhol! A Dolores... a Mercedes... a Blanchette... Viva la gracia! LOLA.- (Às outras.) Uma idéia, uma fantasia: vamos levar este tipo para jantar conosco? AS OUTRAS.- Vamos! Vamos! BLANCHETTE.- Substituirá o Gouveia! Bravo! LOLA.- (A RODRIGUES.) Você faz-nos um favor? Venha jantar com ramilhete franco-espanhol! RODRIGUES.- Eu?! Não posso, filha: tenho a família à minha espera. LOLA.- Manda-se um portador à casa com esses embrulhos. MERCEDES.- Os embrulhos ficam, se é coisa que se coma. RODRIGUES.- Vocês estão me tentando, seus demônios! LOLA.- Vamos! anda! um dia não são dias! RODRIGUES.- Eu sou um chefe de família! TODAS.- Não faz mal! RODRIGUES.- Ora, adeus! Vamos! (Olhando para a esquerda.) Ali está um carro. O próprio cocheiro levará depois um recado à minha santa esposa... disfarcemos... Vou alugar o carro. (Sai.) TODAS.- Vamos! (Acompanham-no.) PESSOAS DO POVO.- Lá vem afinal um bonde! Tomemo-lo! Avança! (Correm todos. Música na orquestra até o fim do ato. Mutação.) Quadro IV A passagem de um bonde elétrico sobre os arcos. Vão dentro do bonde entre outros passageiros, EUSÉBIO, GOUVEIA, D. FORTUNATA, QUINOTA e JUQUINHA. Ao passar o bonde em frente ao público, EUSÉBIO levanta-se entusiasmado pela beleza do panorama. EUSÉBIO.- Oh! a capitá federá! a capitá federá!... PANO. Veja mais aqui e aqui.


REPERTÓRIO SELVAGEM – O livro Repertório selvagem: obra reunida (BN/UMG/MultiMais, 1998), da escritora paraense Olga Savary reúne seus dose livros de poesia publicados na sua trajetória poética, entre os quais destaco inicialmente Insônia: Quero escrever um poema irritado. / Quero vingar meu sono dividido / (busco palavras que interroguem essa alquimia / do poema, que vire a noite em fogo vário / e a lua em pegada escondida atrás do muro / — vagaroso desmoronar de extinto vôo ). / Quero um poema ainda não pensado, / que inquiete as marés de silêncio da palavra / ainda não escrita nem pronunciada, / que vergue o ferruginoso canto do oceano / e reviva a ruína que são as poças d’água. / Quero um poema para vingar minha insônia. Meritório de destaque o seu Geminiana: Esta quase sempre correu, fugiu da armadilha, / De ser prendida descobre o encanto. Amor / Que faz desta que sendo caça é caçador / E ama de maneira clara porque pertence aos ares. Também o seu belo poema Enquanto: Sou inconstante como o vento / sou inconstante como a vaga / por isso fica / enquanto estou desvelada / enquanto eu não for / vento ou vaga. Também merece o seu Amanhã: Se devoras teus sonhos / quando se ensaiam apenas / e secamente represas / essa linguagem de flores / e teu desejo de asas / que restam subterrâneas, / quem serás tu, depois / do grande sono, amanhã? Outro dos seus belos poemas é Fogo: Dar-me toda este verão / urdideiros de rio, é ser / serpente de prata. Verão, / foi feita mais uma vítima / Sou um ser marcado, natureza. / A tarde crava em meu magma / o selo de sua secreta pata. Veja mais aqui e aqui.


CLOSER – O drama Closer (Perto demais, 2004), do diretor Mike Nicholson é baseada na peça teatral homônima e autor do roteiro do filme Patrick Marber, utilizando vários trechos da ópera Cosi fan tutte, de Mozart, como música, contando a história de uma fotografa bem sucedida que conhece e seduz um jornalista fracassado que tenta lançar um livro, acabando por se envolverem num relacionamento e se casam, quando ele passa a manter um caso com uma stripper como musa inspiradora. O destaque vai para a atriz, produtora e diretora estadunidense Natalie Portman que ganhou o Prêmio Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema. Veja mais aqui, aqui e aqui.















IMAGEM DO DIA
A bailarina e atriz Ana Botafogo em ensaio no Theatro Municipal: Quebra Nozes, em 2007 (Foto: Ivo Foto: Ivo González/Agência O Globo).


Veja mais sobre:
O direito à informação e qual informação, A formação social da mente de Lev Vygotsky, O retrato do Dorian Gray de Oscar Wilde, a poesia de Manuel Bandeira, a pintura de Vincent van Gogh & a música de Gonzaguinha aqui.

E mais:
O desditoso amor de Tomé & Vitalina aqui, aqui, aqui e aqui.
As funduras profundas do coração de uma mulher, A arte de amar de Erich Fromm, a música de Claude Debussy & Isao Tomita, a poesia de Paul Verlaine & Ledo Ivo, a pintura de Fabius Lorenzi, a arte de Cornelia Schleime & Lula Queiroga aqui.
Fonte, Mal-estar na civilização de Sigmund Freud, O jardineiro do amor de Rabindranath Tagore, O homem que calculava de Malba Tahan, Escritos loucos de Antonin Artaud, Amem de Costa-Gavras, a música de Fátima Guedes, a pintura de Vincent van Gogh, Cia de Dança Lia Rodrigues & Brincarte do Nitolino aqui.
Mulheres de Charles Bukowski, a poesia de Konstantínos Kaváfis, O entendimento humano de David Hume, O sentido e a máscara de Gerd Bornheim, a literatura de Gonzalo Torrente Ballester, a música de Brahms & Viktoria Mullova, o cinema de Imanol Uribe, a pintura de Monica Fernandez, Academia Palmarense de Letras (APLE), Velta & Emir Ribeiro aqui.
A paixão avassaladora quando ela é a terrina do amor & a pintura de Julio Pomar aqui.
A síndica dos seios oníricos, a fotografia de Luis Mendonça & Tataritaritatá no Palco Aberto aqui.
Função das agências reguladoras aqui.
Fecamepa: quando a coisa se desarruma, até na descida é um deus nos acuda aqui.
A educação no positivismo de Auguste Comte aqui.
Aurora Nascente de Jacob Boehme, A teoria quântica de Max Planck, A megera domada de William Shakespeare, a música de Pixinguinha, a pintura de Marcel René Herrfeldt, Bowling for Columbine de Michael Moore, a arte de Brigitte Bardot, a Biopoesia de Silvia Mota & PEAPAZ aqui.
Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, A trilha dos ninhos de aranha de Ítalo Calvino, Mademoiselle Fifi de Guy de Maupassant, A mandrágora de Nicolau Maquiavel, A paixão selvagem de Serge Gainsbourg & Jane Birkin, a arte de Maria de Medeiros, a música de Cole Porter, a pintura de Odilon Redon, Quasar Cia de Dança & Sopa no Mel de Ivo Korytowski aqui.
A lenda do açúcar e do álcool, História da Filosofia de Wil Durant, Educação não é privilégio de Anísio Teixeira, Não há estrelas no céu de r João Clímaco Bezerra, a música de Yasushi Akutagawa, a pintura de Madison Moore, o teatro da lenda da Cumade Fulôsinha & o espetáculo de dança Bem vinda Maria Flor aqui.
Cruzetas, os mandacarus de fogo, Concepção dialética da História de Antonio Gramsci, O escritor e seu fantasma de Ernesto Sábato, Sob o céu dos trópicos de Olavo Dantas, a pintura de Eliseo Visconti, a fotografia de Rita-Barreto, a ilustração de Benício & a música de Rosana Sabença aqui.
O passado escreveu o presente; o futuro, agora, Estudos sobre Teatro de Bertolt Brecht, A sociolingüística de Dino Preti, Nunca houve guerrilha em Palmares de Luiz Berto, a música de Adriana Hölszky, a escultura de Antonio Frilli, a arte de Thomas Rowlandson, a pintura de Dimitra Milan & Vera Donskaya-Khilko aqui.
O feitiço da naja, Sistema de comunicação popular de Joseph Luyten, Palmares e o coração de Hermilo Borba Filho, a poesia de Mário Quintana, o teatro de Liz Duffy Adams, a música de Vanessa Lann, a fotografia de Joerg Warda & Luciah Lopez aqui.
A rodagem de Badalejo, a bodega de Água Preta, O analista de Bagé de Luis Fernando Veríssimo, O enredo de Samira Nahid Mesquita, O teatro de Sábato Magaldi, a música de Meredith Monk, Pixote de Hector Babenco, a arte de Vanice Zimerman, a pintura de Robert Luciano & Vlaho Bukovac aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Fecamepa – quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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