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sábado, maio 20, 2017

EDUCAÇÃO & TRIMEMBRAÇÃO DE STEINER, O MAGMA DE SAVARY & AS BAILARINAS DE MATISSE

Pensamento do escritor russo Isaac Asimov (1920-1992). Veja mais aqui.

QUANTO VALE UMA VIDA – Judilinho vivia desde menino na mesma ladainha: vencer a qualquer custo para ser gente na vida, não um fracassado. O pai carrancudo exprobrava: - Seja homem e vença na vida! O que é seu, é seu; o que é dos outros, é dos outros. Aprendeu? Achado não é roubado, cabeça de otário é marreta! De tanto ouvir a ranzinzice, aprendeu de cor e salteado todos os ditos e chistes do opróbrio popular. Na escola teve ampliado o seu repertório de descaramento: o sabido é que leva a melhor! Assim cresceu usurário e mão de figa, dando as costas pro que não lhe desse proveito: - O que ganho com isso? Ah, é? Então, 20%. A vida lhe ensinara a ser, a escola era só conversa mole, na prática não servia pra nada: - Se não tiver tirocínio, vive só de levar toque de arrodeio. Assim prosperou na base da agiotagem: - Caridade é na igreja, comigo é só ganhando nas costelas dos molengas! Fez um pé de meia, juntou uma meia água e passou a dormir com um olho fechado e outro aberto, pra não ser roubado e ter de voltar a ser pobre: - De novo, não! Vigilante inarredável, todo dia passava na porta do banco pra ver se estavam cuidando direito do seu suado dinheirinho: - Cuidem direitinho, seus cabras! Não bebia, não fumava, nem tinha lá tanta fé assim. Todavia, jogava, isso sim, do primeiro ao quinto, seca, do milhar ao terno, risco no chão e apostava por tudo: tinha o ganhador aberto. Diziam: - Esse nasceu de cu pra lua. Tinha lá suas superstições, cultivando pé de coelho, trevo de cinco pontas, mealheiro do lado, até cortava caminho dos azarados e dos pedintes: vai que a sorte se manda, avalie. Estava atento a tudo: telejornal, noticiário da rádio, telenovelas, manchetes de jornais, procurava entender de qualquer jeito a economia do país, a bolsa de valores, os investimentos, no frigir dos ovos, patavina por resultado. Que coisa! Contudo, uma coisa remoia no quengo: por que tanta violência? Pronde se virasse era assalto, furto, malversação, assassinato. Ficava aflito quando botava o pé na rua e ouvia do primeiro que encontrasse que agora mesmo uma senhora tivera sua bolsa roubada e um outro que reagiu levou um tiro entre os olhos e estava estendido no chão. Ele se arrepiava ao ver viaturas policiais pra cima e pra baixo aceleradas, só teatro, não diminuindo em nada os arrombamentos das casas, os furtos dos veículos, as mãos pro alto nas esquinas, andava temeroso. Tentava compreender a situação e não conseguia, foi aí que resolveu ter com o Doutor Zé Gulu, aboletado na mesa do canto de bar: - Doutor, por que tanta violência e roubalheira, hem? Gostava de ouvir as explicações do erudito, muito embora, muitas vezes saíra sem entender nada do que ele tinha dito. E insistiu na pergunta, sentando-se ao lado dele. De forma costumeira, o intelectual ajeitou os óculos no pau da venta, encostou-se mais na cadeira e começou o palavrório explicando que há milhares de anos haviam os aedos, os poetas da antiguidade, que cometiam seus ditirambos contando das façanhas dos vencedores! Que proezas eram essas? Tomadas de poder na marra, guerras usurpadoras, brigas familiares de reinados, violência de pai pra filho e vice-versa, ofensas e maledicências de todo tipo. Louros aos vencedores. Isso influenciou a vida de todo mundo e os escritores daquele tempo, criaram a Mitologia Grega para mostrar como se comportavam os ricos tidos como deuses e os pobres como humanos condenados aos caprichos deles. Tanto é que influenciou o Velho Testamento e outros livros religiosos. Pelo visto, desde a metáfora de Caim matar Abel e começar a acumulação, que a violência reina no mundo. Tudo sempre foi um conflito: Apolo versus Dioniso, razão versus emoção; Platão versus Aristóteles, fisicalistas versus animistas, Oriente versus Ocidente, bem versus mal, bom versus mau, ou lá ou cá, e a merda fedendo do mesmo jeito. Surgiu a lei pra reger a conduta humana, deu algum resultado? Sob a maior repressão, até o sexo era só para reprodução – e pelo que sei, salvo engano, foram os taoístas que alcançavam orgasmos sem ejaculação, valorizando ainda mais a reprodução. Adiantou alguma coisa? Passou-se o tempo e guerra pralí, invasão pracolá, violência crescente, intolerância, dissensão, golpes, invasões, desrespeito, servidão, privilégios para uns poucos, carestia para todos os demais, tanto matavam e, ao contrário, deu-se a superpopulação que os malthusianos tornaram escatalógica, surgindo a ideia do controle de natalidade. Alguém parou de pular a cerca? Quanto mais riqueza, maior miséria; do mesmo jeito, quanto mais lei e repressão, maior violência. O que tem haver o cu com as calças? Seguinte: alguma coisa mudou desde então? Hoje em dia, a mesma coisa. E o que estou tentando dizer é que de positivo por esses milhares de anos que existe gente na face da terra, só mesmo as extensões e próteses. Cuma? Sim, só isso. Esse homem está endoidando ou me fazendo de besta? Não, arrepare bem: aprendemos a escrita e a linguagem para nos comunicar, essa uma forma positiva pras nossas extensões, conversar, trocar ideias com o outro, dialogar, existir. Afora isso, só aprendemos mesmo a lascar a pedra por meio da técnica para as artes e tecnologias. Por isso, o que a gente fez de mesmo foi criar próteses, como automóveis, aviões, navios, computadores, celulares, óculos, armas, explorações, etc e o escambau, mais nada. De humano mesmo, tirante uma coisinha ou outra lá no meio do inventário de saúde pra doente, não avançamos nada: somos os mesmos e fazemos as mesmas coisas que nossos ancestrais há porrilhões de séculos e milênios faziam. Ainda hoje precisamos aprender a aprender no reino das dicotomias e paradoxos. Aos olhos vistos todo mundo parece hoje ser civilizado; porém, às escondidas, é o animal que prevalece. E quando a cabeça da piroca é quem pensa, vá ver: é merda certa! De fato, só nos tornamos mais hipócritas. Negamos ser preconceituosos, mas basta um espaço pra gente dizer uma frase e já se distingue o quanto somos dissimulados, arcaicos, conservadores, falsos e egoístas! Além do mais, a humanidade continua a mesma desde o tempo do ronca, tudo a mesma coisa com os podres de rico que usam de tudo e todas as formas escusas para manter e aumentar seus recursos, não precisam de leis porque são as próprias e tudo sob seu mando transnacional, pois o que ganham são só pra si e, quando muito, pros amigos e amigos dos amigos, ninguém mais: o resto que se foda; da mesma forma os mais ou menos de sempre que são espremidos, meio lá e meio cá, fazem de tudo pra ficar só lá temendo escorregar pra cá, medíocres burgueses que não se acham e não sabem como vivem ou como estão no meio de tantas ideologias; e a mundiça que somos nós pobres coitados, entre os sacrificados, os babaovos afilhados que são trampolineiros oportunistas, sectários cabeças de fósforos, os miseráveis e os Marias-vão-com-as-outras. Assim caminha a humanidade! Quando Judilinho ia abrindo a boca pra perguntar, entra esfuziante no recinto o folgado Gerdinaldo, riso largo, abraços pra todos, brinca com um, tira dedada em outro, acena pros demais, pede a bênção ao doutor Zé Gulu, faz uma mangação com Judilinho, toma uma pinga, chupa um caju e se despede. Com tudo voltando ao normal no ambiente, Judilinho tenta continuar o assunto, quando o doutor se levanta para ir ao mictório e, de repente, ouve-se um pipoco, gritos e correria. – Que é que houve? Todos saem pra ver e dão de cara com a cena: Gerdinaldo estirado entre a calçada e o meio fio, sangrando com um tiro na nuca. O rádio de pilha no bar anunciava cantarolando: Tá lá um corpo estendido no chão... © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aqui & aqui.

A EDUCAÇÃO & TRIMEMBRAÇÃO SOCIAL DE STEINER
Educação e ensino devem tornar-se uma arte baseada no real conhecimento do homem.
Pensamento do filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), autor das obras A arte da educação: I – O estudo geral do homem, uma base para a Pedagogia, II – Metodologia e didática do ensino Waldorf e III – Discussões pedagógicas (3 vols – Antroposófica, 1999), defendendo a Trimembração Social: Liberdade para o Espírito, a Igualdade perante o Direito e a Fraternidade na Economia. A pedagogia Waldorf tem por princípios a Antropologia Evolutiva, pela qual a educação deve ser totalmente dedicada às necessidades do desenvolvimento da criança; ênfase na importância das artes e o amor pela natureza; inteligência manual com ensinamentos práticos facilitando o diálogo da criança consigo mesma e o aprendizado por meio de imagens que estimulam a capacidade de representação; o papel dos contos de fadas na formação do patrimônio cultural e como instrumento essencial para o crescimento das crianças e compreensão das suas emoções; pedagogia curativa voltada para a educação terapêutica e terapia social, considerando as imperfeições físicas, psíquicas e espirituais dos indivíduos; emulação e experimentação, pelas quais as crianças aprendem por imitação; professores como educadores, entre outros princípios. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Quando renasci pra vida depois de morrer pela primeira vez, Moll Flanders de Daniel Defoe, Presenças de Otto Maria Carpeaux, o teatro de Hugo von Hofmannsthal, a música de El Hadj N'Diaye & Érica García, Hope 2050, a pintura de Antonio Dias & Xul Solar aqui.

E mais:
O pavor dos acrófobos à beira do abismo, o pensamento de Comenius, A jornada do poema de Margaret Edson, a música de Leoš Janáček & Kamila Stösslová, Toponimia pernambucana de José de Almeida Maciel, a poesia alemã de Olívio Caeiro, a pintura de Pierre Alechinsky & Philip Hallawell aqui.
As ideias do doutor Zé Gulu aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
A violência aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
O pensamento de Isaac Asimov aqui.
A arte do pintor e escultor Henri Matisse aqui, aqui, aqui & aqui.
Vamos aprumar a conversa: pedagogia & Brincarte do Nitolino, A mulher de trinta anos de Honoré de Balzac, o teatro de Nelson Rodrigues, Desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson, Os doze gozos de Maria Teresa Horta, a música de Joe Cocker, a arte de Lucelia Santos, a pintura de Eugène Delacroix & Paul Nash aqui.
Vamos aprumar a conversa & George Kelly, A natureza do preconceito de Gordon Allport, a poesia de Alexander Pope, Capital Federal de Artur Azevedo, Repertório selvagem de Olga Savary, a música de Naná Vasconcelos & Uakti, a pintura de Henri Rousseau, a arte de Ana Botafogo, o cinema de Mike Nicholson & Natalie Portman aqui.
A oniomania & o shopaholic, o pensamento de Mestre Eckhart, Guia dos perplexos de Moisés Maimônides, a poesia de Píndaro, o Catatau de Paulo Leminski, a arte de Gilton Della Cella & Programa Tataritaritatá aqui.
O ritual do amor & a pintura de Jacqueline Ripstein aqui.
Tataritaritatá no Palco Aberto aqui.
Literatura de cordel: A mulher, de Oliveira de Panela aqui.
As trelas do Doro: A capotada do guarda aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o muxôxo dá num engasgo, o peso enverga o espinhaço de chega ficar de venta esfolando no chão aqui.
Ada Rogato & Todo dia é dia da mulher aqui.
É pra ela & Crônica de amor por ela, Ofício de escritor de Ernesto Sábato, Guerra e paz de Liev Tolstói, Soneto de amor de Pablo Neruda, a música de Heitor Villa-Lobos & Rosana Lamosa, o pensamento de Horácio, o teatro de Délia Maunás & Magali Biff, o cinema de Aluizio Abranches, Julia Lemmertz & Alexandre Borges, a arte de Aurélio D'Alincourt & Alipio Barrio, Michelle Ramos & Zine Brasil aqui.
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

O NOME NO MAGMA DE OLGA SAVARY
Diria que amor não posso
dar-te de nome, arredia
é o que chamas de posse
à obsessão que te mostra
ao vale das minhas coxas
e maior é o apetite
com que te morde as entranhas
este fruto que se abre
e ele sim é que te come,
que te como por inteiro
mesmo não sendo repasto
o fruto teu que degluto,
que de semente me serve
à poesia.
Poema Nome, extraído da obra Magma (Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1981), da escritora paraense Olga Savary. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
As bailarinas do pintor e escultor francês Henri Matisse (1869-1954).
Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


sábado, janeiro 02, 2016

GERSOCA, EINSTEIN, FRANKL, GIL, PORTMAN, MATISSE, TWAIN, RITA GUEDES, ROSSETTI, KÁTIA VELO & MUITO MAIS!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? DOS DIAS, A MULHER - Gersoca, sua morenice escorreita, olhos grandes vivos, tipuda de quase dois metros de altura, riso de dia ensolarado duma simpatia de barrocas nas bochechas, competente de tudo preto no branco, corajosa da vida, foi trabalhar numa empresa familiar de três irmãos e um sobrinho – uns verdadeiros pigmeus perto dela. O mais velho Nado, o dono, gentil, cortez, nem aí para quem pintou a zebra; o do meio, Vado, ranzinza, vingativo, austero e chato de galocha; o caçula Verto, maria-vai-com-as-outras, não sabe o que diz nem sabe o que fala e servil; e o sobrinho Velin, um porralouca avexado, todo cheio de nó pelas costas e fabricador de broncas de só se ver o sal dele se pisando. A presença dela no ambiente reavivou o ânimo no trabalho deles. A gargalhada dela com as piadinhas que cada um deles soltava, era música pra eles em verdadeira harmonia plácida. Uma festa! Está tudo muito bom, está tudo muito bem, passam os meses e quase ano, até que Vado se enciúma de uma aparente queda dela pras bandas do Nado, o que, pro ofendido, dá início a uma secreta competição para cair-lhe nas graças e conquistá-la, passando os outros pra trás. Nado nem aí nem vai chegando, nem se apercebe que o substituto, detentor do caixa e das entradas e saídas da instituição comercial, se torna um tirano com relação ao caçula e ao sobrinho – dois surrupiadores descarados que faziam o maior pinto nos apurados financeiros -, piorando quando deu fé de que não lograria êxito nas afeições dela. Começou a maquinar estratégias dolosas para castigar os dois subalternos, bem como tornar-se mais rigoroso com o trabalho dela, acumulando-lhe serviços para reprimi-la mais ainda. Ela competente e desassombradamente superava todos os obstáculos postos pelo agora então algoz, a ponto dele tornar-se doente dos ossos pelo tamanho da sua chatura. Mais ele acumulava serviços e funções pra ela, mais ela altiva conseguia suplantar todos os obstáculos pela frente. Quando se certificou que daquilo não passaria para nenhum proveito dele, teve o ardil de denunciar que estavam roubando dinheiro da gaveta dele. Uma bomba que explodiu com zis estardalhaços! E como já havia pisado demais o caçula e o sobrinho, vingando-se dela, acusou-lhe de ladrona, o que, pra ela, era um vitupério. Decepcionada, pôs-se a chorar com tamanha inverdade. Nado encarou o irmão, mas Vado tinha tomado a providência de antes do expediente, passar na casa da moça e acusá-la, levianamente, demitindo-lhe na hora. Nem deu tempo dela sair de casa, enclausurando-se por meses com vergonhosa situação. Ele, pra si, sabia que eram os subalternos que deitavam a mão na grana no seu cochilo, mas preferiu atingir Nado, batendo de pés juntos que ela era a culpada por isso, afiançando que já havia tomado todas as providências necessárias a respeito. Nado, nada fez – só um muxoxo, dando de ombros – fazer o que? O caçula e o sobrinho se entreolharam e ficaram na sua, livrando-se do pipoco. E Vado tornou-se o mais cruel carrasco até, anos depois, enlouquecer de uma fúria insuperável. Como visto, ela que pagou o pato. E vamos aprumar a conversa aqui e aqui.

PICADINHO

 Imagem: Nu, do pintor francês Henri Matisse (1869- 1954). Veja mais aqui.

 Curtindo a música A Paz e todo dvd Gilberto Gil Acústico MTV (WEA, 1994), do cantor e compositor Gilberto Gil.

EPÍGRAFEA paz é a única forma de nos tornarmos realmente humanos, recolhida do livro Como vejo o mundo (Nova Fronteira, 1981), do físico, cientista e escritor alemão Albert Einstein (1879-1955). Tenho pra mim que só existirá Paz da Terra quando descobrirmos e sentirmos a verdadeira Paz dentro de cada um de nós. Veja mais aqui e aqui.

O SENTIDO DO AMOR – No livro Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração (Vozes, 1991), do neurologista e psiquiatra austríaco Viktor Frankl (1905-1997), encontro que: Amor é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo da sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena da essência última de outro ser humano sem amá-lo. Por seu amor a pessoa se torna capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais do seu amado; mais ainda, ela vê o que está potencialemente contido nele, aquilo que ainda não está, mas deveria ser realizado. Além disso, através do seu amor a pessoa que ama capacita a pessoa amada a realizar estas potencialidades. Conscientizando-a do que ela pode ser e do que deveria vir a ser, aquele que ama faz com que estas potencialidades venham a se realizar. [...] O amor é um fenômeno tão primário como o sexo. Normalmente, sexo é uma modalidade de expressão do amor. O sexo se justifica e é até santificado, no momento em que for veículo do amor, porém apenas enquanto o for. Desta forma, o amor não é entendido como mero efeito colateral do sexo, mas o sexo é um meio de expressar a experiência daquela união última chamada de amor [...]. Veja mais aqui e aqui.

O ROMANCE DA VIRGEM ESQUIMÓO romance da virgem esquimó (Cultrix, 1968), é um conto do escritor, jornalista, pintor ambulante, piloto de barco, explorador e humorista norte-americano Mark Twain (1835 – 1910), que conta uma triste história de amor: - Sim, contar-lhe-ei tudo quanto deseja saber sobre a minha vida, senhor Twain – disse a moça com voz suave, pousando sobre os meus os seus olhos francos. – O senhor é muito bondoso e amável ao apreciar-me e preocupar-se com a minha vida. [...] Eu conhecera o meu amado ao amanhecer. Levara-o à minha casa ao anoitecer, três horas após, pois os dias se encurtavam ao aproximar-se a noite de seis meses. Os festejos prosseguiram durante muitas horas. Finalmente, os convidados partiram e nós nos estendemos sobre as camas para dormir. Todos caíram logo em sono profundo. Apenas eu não conseguia dormir. Sentia-me muito excitada e feliz para conciliar o sono. Após ter permanecido longo tempo imóvel, uma forma vaga passou a meu lado e foi engolida pela sombra que reinava no outro extremo da casa. Não pude distinguir de quem se tratava – se homem ou mulher. Pouco depois, a mesma figura, ou outra qualquer, passou junto a mim, do outro lado. Pensei que aquilo poderia significar, mas de nada adiantaria perguntar. Assim pensando, acabei por adormecer. [...] Depois disto não me separei mais de Kalula. Chorei em seus braços durante todas aquelas horas preciosas e ele derramou sobre mim torrentes do mais profundo amor... oh! Sentia-me tão desgraçada e tão feliz! Finalmente, quando o arrancaram dos meus braços, eu o segui soluçando e vi como o arrojaram ao mar... então cobri o rosto com as mãos. A dor? Oh! Conheço os mais profundos abismos dessa palavra! [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

SÍTIO DE POESIA – Destaco dois poemas do poeta paulista Alfredo Rossetti, recolhidos do seu excelente blog Sítio da Poesia: I - De quantas foste tu, / Marília, / de que tamanho tiveste, / preferia, hoje, não no verso, / mas nos palcos, na tela, / pois no coração já estás / há muito tempo, e no sempre / estarás, grande, estrela e bela. II - quando não / se almeja / além da véspera / (última e pálida / visão de contentamento / no quando o mundo / vicejou / vivo / como uma escada / a se descer) / abraça-se / de novo / o abandono / até o próximo / grito / de um lápis. Veja mais dele aqui e aqui.

DAS GOIÚVAS ATÉ QUALQUER GATO VIRA-LATA - A trajetória da atriz Rita Guedes começou quando ela tinha 14 anos de idade, passando a integra o grupo teatral Roda Viva, passando depois, a integrar a companhia de teatro Mambembe: Sia Santa. Assim, ela estreia com a peça As goiúvas (1986), passando a atuar nos espetáculos teatrais O circo de bonecos (1987), O evangelho segundo Zebedeu (1987), Menestrel da alegria da arca de Noé (1988), Pinóquio (1989), A farsa do advogado Pathelin (1989), Meu reino por um cavalo (1990), A pedra mágica (1990), Flash (1991), Sauna (1992), Entre amigas (1993), Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa (2002), Eu te amo (2003) e DNA – nossa comédia (2004). No cinema ela atuou nos filmes Tudo o que você sempre quis saber sobre o amor (1993), O maior (1998), Separações (2002), Quem é? (2003), Sintomas (2003), O xadrez das cores (2004), Procuradas (2004), O farol de Santo Agostinho (2005), O caso Morel (2006), Gatão de meia idade (2006), Fumando espero (2009), Qualquer gato vira-lata (2011), Mar inquieto (2014) e Qualquer gato vira-lata 2 (2015). Também fez muito sucesso na televisão, adquirindo prestígio e consolidando uma carreira de êxito. Veja mais aqui, aqui e aqui.

O TALENTO DE UMA GRANDE ATRIZ – O talento da atriz, produtora e diretora estadunidense Natalie Portman foi inicialmente destacado aqui por sua atuação no filme Sombras de Goya, do premiadíssimo cineasta tcheco Milos Forman. Também por sua magnífica atuação no filme Cisne Negro (2011), dirigido por Darren Aronofsky e, por fim, pelo drama drama Closer (Perto demais, 2004), do diretor Mike Nicholson é baseada na peça teatral homônima e autor do roteiro do filme Patrick Marber, razão pela qual torna-se para lá de meritória esta homenagem reunindo o que já foi destacado aqui e dentro da proposta de que todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do mangaká japonês Naoki Urasawa.
Veja mais aqui.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à artista plástica, fotógraga e professora Kátia Velo. Veja aqui e aqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER
A campanha Todo Dia é Dia da Mulher traz as homenageadas aqui e aqui.


MÁRIO QUINTANA, ANNE BOYER, KATE MANNE & JONES MANOEL

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Aroma da memória, flor despetalada... – Bella não era Isabella, a cantora perturbada do Blue Velvet . Nem a...