
Imagem: The Dream – Bouquet of Flowers, do artista plástico do Modernismo Pós-Impressionista francês Henri Rousseau (1844-1910)
Curtindo o show Atracatraca que o Naná vem chegando (Recife, 1998), com Naná Vasconcelos & grupo mineiro Uakti - Marcos Antonio Guimarães, Paulo Santos, Artur Andrés e Décio Ramos. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

A
NATUREZA DO PRECONCEITO
– O livro A natureza do preconceito
(1954), do psicólogo estadunidense Gordon
Allport (1897-1967), trata sobre o que é o problema do preconceito e
a generalização errônea e hostilidade, a normalidade do prejulgamento, formação
de in-groups e o preconceito pelo amor em oposição ao preconceito pelo ódio, a
rejeição out-groups e exame dos três graus de rejeição expressa, a rejeição
verbal, a discriminação, o ataque físico, entre outros assuntos. Ele é autor de
uma teoria humanista da personalidade com ênfase na individualidade e da
natureza dinâmica da motivação, apresentando o conceito básico de personalidade
como sendo a [...] organização dinâmica daqueles sistemas psicofísicos que determinam,
dentro do indivíduo, o seu comportamento e pensamento característicos. Ele
definiu as sete funções do self como sendo: sentido de corpo; auto-identidade; autoestima;
auto-extensão; auto-imagem; imitação(cópia) raciona; e batalhas(lutas) próprias.
Tratou também acerca dos traços ou disposições da personalidade, e também
definiu as características do proprium, como sendo: extensões do
"self" específicas, duradouras, perenes, isto é, envolvimento; técnicas
relacionadas visando um relacionamento caloroso com outros, exemplo de
confiança, empatia, genuinidade, tolerância; segurança emocional e
auto-aceitação; hábitos de percepção realistas (em contraposição à posição de
defesa); centralizar problemas e desenvolver destreza na solução deles; auto-objetivização
– visão de seu próprio comportamento, capacidade de rir de si próprio; e uma
filosofia de vida unificadora, incluindo uma orientação de valor particular,
sentimento religioso diferenciado e uma consciência personalizada. Veja mais
desse autor aqui.

DE ELOISA PARA ABELARDO – O poema De Eloisa para Abelardo (1717), do poeta inglês Alexander Pope (1688-1744) reúne seus poemas de caráter filosófico
e estético, defendendo seu ponto de vista sobre a verdadeira poesia e discute a
possibilidade de reconciliação dos males do mundo com a crença no criador justo
e misericordioso, tornando-se depois um satirista que ridiculariza a delicadeza
da corte da Inglaterra. Destaco da obra o fragmento traduzido pelo professor
Jorge Luis Gutiérrez: [...] Nesta profunda solidão e terrível cela, / Onde a contemplação celestial
do pensamento habita, / E sempre reina a meditação melancólica; / Que significa
esta agitação nas veias de uma virgem? /Por que meus pensamentos se aventuram
além do último retiro? / Por que sente meu coração este amplo e esquecido
calor? / Ainda, ainda eu amo! De Abelardo veio, / E Eloisa ainda deve beijar
seu nome. / Querido fatal nome! Restos nunca confessados, / Nunca passarão
estes lábios no sagrado silêncio selado. / Ocultá-lo, meu coração, dentro desse
disfarce fechado, / Quando se funde com Deus, sua falsa idéia amada: / Ó mesmo
não o escrevendo, minha mão - o nome aparece / Logo escrito – a purificação
acabo com minhas lágrimas! / Em vão a perdida Eloisa chora e reza, / Seu
coração ainda manda, e a mão obedece. / Inexoráveis paredes! cuja obscura ronda
contém / arrependidos suspiros, e amarguras voluntárias: / Vós rochas fortes!
Que santos joelhos desgastaram; / Vós grutas e cavernas inalcançáveis com
horrível espinhas / Santuários! onde as virgens mantiveram seus pálidos olhos,
/ E a tristeza dos santos, cujas estátuas aprenderam a chorar! / Embora frio
como você, imóvel, em silêncio crescente, / Eu ainda não esqueci-me como pedra.
/ Nem tudo está no céu enquanto Abelardo tem parte, / Ainda a natureza rebelde
mantém a metade de meu coração; / Nem a oração nem os jejuns acalmaram seus
impulsos persistentes, / Nem as lágrimas, ou a idade, o ensinaram a fluir em
vão. [...] Como é
imensa a felicidade da virgem sem culpa. / Esquecendo o mundo e o mundo
esquecendo-a. / Eterno resplendor de uma mente sem lembranças! / Cada oração
aceita e cada desejo realizado;/ Trabalho e descanso mantidos em iguais
períodos; / Obedientes sonhos dos quais podemos acordar e chorar; / Calmos
desejos, afetos sempre furiosos. / Deliciosas lágrimas, e suspiros que bóiam no
paraíso. / Graça que brilha a seu arredor com raios serenos. / O murmúrio dos
anjos arrulha seus sonhos dourados. / Por sua eterna rosa que floresceu no
Éden. / E as asas dos serafins derramam perfumes divinos, / Para ela, o esposo
prepara o anel nupcial, / para ela as brancas virgens cantam a canção da boda,
/ e ao som das harpas celestiais ela morre / e se desfaz em visões do dia
eterno [...]. Veja mais aqui e aqui.

CAPITAL
FEDERAL – A comédia Capital Federal (1907), do dramaturgo,
escritor e jornalista Artur Azevedo
(1855-1908), traz a visão critica do autor sobre o crescimento urbano e suas
contradições por meio de personagens estigmatizados e os costumes urbanos do
final do século XIX. Da obra destaco o trecho final: [...] Cena V - LOLA, MERCEDES, DOLORES,
BLANCHETTE, RODRIGUES, Pessoas do povo. LOLA.- Então? O Gouveia? Não lhes
disse? Bem me arrependi de o ter deixado ficar! Não teve mão em si e lá se foi
para o jogo! MERCEDES.- Que tratante! DOLORES.- Que malcriado! BLANCHETTE.- Que
grosseirão! LOLA.- E nada de bondes! MERCEDES.- Que fizeste do teu carro?
LOLA.- Pois não te disse já que o meu cocheiro, o Lourenço, amanheceu hoje com
uma pontinha de dor de cabeça? BLANCHETTE.- (Maliciosa.) Poupas muito o teu
cocheiro. LOLA.- Coitado! é tão bom rapaz! (Vendo RODRIGUES que se tem
aproximado aos poucos.) Olá, como vai você? RODRIGUES.- (Disfarçando.) Vou
indo, vou indo... Mas que bonito ramilhete franco-espanhol! A Dolores... a
Mercedes... a Blanchette... Viva la gracia! LOLA.- (Às outras.) Uma idéia, uma
fantasia: vamos levar este tipo para jantar conosco? AS OUTRAS.- Vamos! Vamos! BLANCHETTE.-
Substituirá o Gouveia! Bravo! LOLA.- (A RODRIGUES.) Você faz-nos um favor?
Venha jantar com ramilhete franco-espanhol! RODRIGUES.- Eu?! Não posso, filha:
tenho a família à minha espera. LOLA.- Manda-se um portador à casa com esses
embrulhos. MERCEDES.- Os embrulhos ficam, se é coisa que se coma. RODRIGUES.-
Vocês estão me tentando, seus demônios! LOLA.- Vamos! anda! um dia não são
dias! RODRIGUES.- Eu sou um chefe de família! TODAS.- Não faz mal! RODRIGUES.-
Ora, adeus! Vamos! (Olhando para a esquerda.) Ali está um carro. O próprio
cocheiro levará depois um recado à minha santa esposa... disfarcemos... Vou
alugar o carro. (Sai.) TODAS.- Vamos! (Acompanham-no.) PESSOAS DO POVO.- Lá vem
afinal um bonde! Tomemo-lo! Avança! (Correm todos. Música na orquestra até o
fim do ato. Mutação.) Quadro IV A passagem de um bonde elétrico sobre os arcos.
Vão dentro do bonde entre outros passageiros, EUSÉBIO, GOUVEIA, D. FORTUNATA,
QUINOTA e JUQUINHA. Ao passar o bonde em frente ao público, EUSÉBIO levanta-se
entusiasmado pela beleza do panorama. EUSÉBIO.- Oh! a capitá federá! a capitá
federá!... PANO. Veja mais aqui e aqui.

REPERTÓRIO SELVAGEM – O livro Repertório selvagem: obra reunida (BN/UMG/MultiMais,
1998), da escritora paraense Olga Savary reúne seus dose livros de
poesia publicados na sua trajetória poética, entre os quais destaco
inicialmente Insônia: Quero
escrever um poema irritado. / Quero vingar meu sono dividido / (busco palavras
que interroguem essa alquimia / do poema, que vire a noite em fogo vário / e a
lua em pegada escondida atrás do muro / — vagaroso desmoronar de extinto vôo ).
/ Quero um poema ainda não pensado, / que inquiete as marés de silêncio da
palavra / ainda não escrita nem pronunciada, / que vergue o ferruginoso canto
do oceano / e reviva a ruína que são as poças d’água. / Quero um poema para
vingar minha insônia. Meritório de destaque o seu Geminiana: Esta quase
sempre correu, fugiu da armadilha, / De ser prendida descobre o encanto. Amor /
Que faz desta que sendo caça é caçador / E ama de maneira clara porque pertence
aos ares. Também o
seu belo poema Enquanto: Sou inconstante
como o vento / sou inconstante como a vaga / por isso fica / enquanto estou
desvelada / enquanto eu não for / vento ou vaga. Também merece o seu
Amanhã: Se devoras teus sonhos / quando
se ensaiam apenas / e secamente represas / essa linguagem de flores / e teu
desejo de asas / que restam subterrâneas, / quem serás tu, depois / do grande
sono, amanhã? Outro dos seus belos poemas é Fogo: Dar-me toda este verão / urdideiros de rio, é ser / serpente de prata.
Verão, / foi feita mais uma vítima / Sou um ser marcado, natureza. / A tarde crava
em meu magma / o selo de sua secreta pata. Veja mais aqui e aqui.

CLOSER – O drama Closer (Perto demais, 2004), do diretor Mike Nicholson é baseada na
peça teatral homônima e autor do roteiro do filme Patrick Marber, utilizando
vários trechos da ópera Cosi fan tutte, de Mozart, como música, contando a
história de uma fotografa bem sucedida que conhece e seduz um jornalista
fracassado que tenta lançar um livro, acabando por se envolverem num
relacionamento e se casam, quando ele passa a manter um caso com uma stripper
como musa inspiradora. O destaque vai para a atriz, produtora e diretora
estadunidense Natalie Portman que
ganhou o Prêmio Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema. Veja
mais aqui, aqui e aqui.
IMAGEM DO DIA
A bailarina e atriz Ana Botafogo em
ensaio no Theatro Municipal: Quebra Nozes, em 2007 (Foto: Ivo Foto: Ivo
González/Agência O Globo).
Veja mais sobre:
O direito à informação e qual informação, A formação social da mente de Lev
Vygotsky, O retrato do Dorian Gray de Oscar Wilde, a poesia de Manuel Bandeira,
a pintura de Vincent van Gogh & a música de Gonzaguinha aqui.
E mais:
As funduras profundas do coração de uma
mulher, A arte de
amar de Erich Fromm, a música de Claude Debussy &
Isao Tomita, a poesia de Paul Verlaine & Ledo Ivo, a pintura de Fabius Lorenzi, a arte de Cornelia Schleime & Lula Queiroga aqui.
Fonte, Mal-estar na civilização de Sigmund
Freud, O jardineiro do amor de Rabindranath Tagore, O homem que calculava de
Malba Tahan, Escritos loucos de Antonin Artaud, Amem de Costa-Gavras, a música
de Fátima Guedes, a pintura de Vincent van Gogh, Cia de Dança Lia Rodrigues
& Brincarte do Nitolino aqui.
Mulheres de Charles Bukowski, a poesia de
Konstantínos Kaváfis, O entendimento humano de David Hume, O sentido e a
máscara de Gerd Bornheim, a literatura de Gonzalo Torrente Ballester, a música
de Brahms & Viktoria Mullova, o cinema de Imanol Uribe, a pintura de Monica
Fernandez, Academia Palmarense de Letras (APLE), Velta & Emir Ribeiro aqui.
A paixão avassaladora quando ela é a
terrina do amor &
a pintura de Julio Pomar aqui.
Função das agências reguladoras aqui.
Fecamepa: quando a coisa se desarruma,
até na descida é um deus nos acuda aqui.
A educação no positivismo de Auguste
Comte aqui.
Aurora Nascente de Jacob Boehme, A teoria
quântica de Max Planck, A megera domada de William Shakespeare, a música de
Pixinguinha, a pintura de Marcel René Herrfeldt, Bowling for Columbine de
Michael Moore, a arte de Brigitte Bardot, a Biopoesia de Silvia Mota &
PEAPAZ aqui.
Infância, Imagem e Literatura: uma experiência
psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, A trilha dos ninhos de aranha de Ítalo Calvino,
Mademoiselle Fifi de Guy de Maupassant, A mandrágora de Nicolau Maquiavel, A
paixão selvagem de Serge Gainsbourg & Jane Birkin, a arte de Maria de
Medeiros, a música de Cole Porter, a pintura de Odilon Redon, Quasar Cia de
Dança & Sopa no Mel de Ivo Korytowski aqui.
A lenda do açúcar e do álcool, História da Filosofia de Wil Durant,
Educação não é privilégio de Anísio Teixeira, Não há estrelas no céu de r João
Clímaco Bezerra, a música de Yasushi Akutagawa, a pintura de Madison Moore, o teatro da lenda da Cumade Fulôsinha &
o espetáculo de dança Bem vinda Maria Flor aqui.
Cruzetas, os mandacarus de fogo, Concepção dialética da História de Antonio Gramsci, O escritor e seu fantasma de Ernesto Sábato,
Sob o céu dos trópicos de Olavo Dantas, a pintura de Eliseo
Visconti, a fotografia de Rita-Barreto, a ilustração de Benício & a música de Rosana Sabença aqui.
O passado escreveu o presente; o futuro,
agora, Estudos sobre
Teatro de Bertolt Brecht, A sociolingüística de Dino Preti, Nunca houve
guerrilha em Palmares de Luiz Berto, a música de Adriana Hölszky, a escultura
de Antonio Frilli, a arte de Thomas Rowlandson, a
pintura de Dimitra Milan & Vera Donskaya-Khilko aqui.
O feitiço da naja, Sistema de comunicação popular de Joseph Luyten, Palmares e o coração de Hermilo Borba Filho, a poesia de Mário Quintana, o teatro de
Liz Duffy Adams, a música de Vanessa Lann, a
fotografia de Joerg
Warda & Luciah Lopez aqui.
A rodagem de Badalejo, a bodega de Água
Preta, O analista de
Bagé de Luis Fernando Veríssimo, O enredo de Samira Nahid Mesquita, O teatro de
Sábato Magaldi, a música de Meredith
Monk, Pixote de Hector Babenco, a arte de Vanice Zimerman, a pintura de Robert Luciano & Vlaho Bukovac aqui.
Palestras: Psicologia, Direito &
Educação aqui.
Fecamepa –
quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel
Tataritaritatá &
livros infantis aqui.
História da mulher: da antiguidade ao
século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito &
Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Art by Ísis
Nefelibata
CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na
Terra:
Recital
Musical Tataritaritatá - Fanpage.