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quarta-feira, setembro 30, 2020

A DANÇA DE TERPSÍCORE, ARMORIAL, TERRAMAR & FANATISMO

 

 


TRÍPTICO DGF – AQUELA DE... UMA HISTÓRIA E OUTRA... Para tudo que possa ocorrer ou já tenha acontecido, há sempre duas versões, afora os boatos e outros disse-me-disse sei lá se foi ou terá sido mesmo assim e assado, sacumé? Pois é, deu no que deu no Fecamepa. O que de vera é vigente já desde algum tempo atrás é a prática de um conservadorismo vetusto e fanático que me leva a impressão de que este filme eu já vi na história e ao vivo e em cores, vôte déjà vu! Quem não se lembra dos Torquemadas, dos Savanarolas, os do Templo do Povo de Jin Jones, o Templo Solar de Origas, a Verdade Suprema de Asahara, o Cerco de Waco do Koresh, ou os Mengele e Goering do Führer e outros “cumpridores de ordens” e muito mais e mais! Enfim, o que deixa claro que uma coisa é certa: a religião, desde os tempos mais remotos que levaram aos cruzados medievais e aos fundamentalistas atuais, passando pelo nazismo, kamikazes, macarthismo e Ku Klux Klan, fascismo, terrorismo e neonazismo, sempre se serviu de pretexto para perseguições, torturas e matanças. Suas bandeiras são as mesmas de sempre: racismo, misoginia, homofobia, machismo patriarcal e outras tão bem conhecidas do direitismo de agora, todas praticadas por intolerantes fanáticos e extremistas com sua encenação exaltada num púlpito voador a molestar, discriminar e excluir uns e outros, em nome de um Jesus só deles e tão poderoso acima do erro e do mal, a se considerarem para si a santidade e, para os seus, os detentores dos céus e da verdade, salvadores de devotados incondicionais e obedientes sectários, utilizando-se de quaisquer meios lícitos e, sobretudo, ilícitos, para impor a primazia da sua fé sobre todas. Pelo que sei desde menino, desdantigamente muitos combateram as aberrações destes arrogantes donos da verdade, a exemplo de Cícero em Roma, o antigo entusiasmo fanático pela aparição que captura a mente de Shaftesbury (1671-1713), Leibniz, Kant, Hegel, Voltaire, a obra Além do bem e do mal de Nietzsche, o caso Schreber de Freud, o buraco no Nome-do-Pai lacaniano, a Genealogia do fanatismo de Cioran, a Crítica da razão cínica de Sloterdijk, A paranoia da autodestruição de Enzensberger, Desistir de pensar? Nem pensar! de Hilton Japiassu, e O fanatismo religioso entre outros – breve ensaio (Espaço Acadêmico, 2002), do professor psicanalista Raymundo de Lima, que apresenta o método de doutrinação fanática do psicólogo francês J-M. Abgrael. Para quem esqueceu ou nunca ouviu sobre isto: Shazam! Então, nunca é demais levar em conta Voltaire: Quando o fanatismo gangrena o cérebro, a enfermidade é incurável. Ou Diderot: Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo. Ou ainda Nietzsche: As convicções são piores inimigas da verdade do que as mentiras. O fanatismo é a única forma de vontade que pode ser incutida nos fracos e nos tímidos. Para ficar só nisso, olho aberto & vamos lá! Prest’enção, gente!

 


DUAS: VOO NO ROKE DE TERRAMAR - (Imagem: Mapa de Terramar) - Aqui está muito difícil de respirar. Então, aproveitei um convite e voei para Terramar (que lugar é este?) Segundo o primeiro bildungsroman premiado O feiticeiro de Terramar (A Wizard of Earthsea - Arqueiro, 2016), da trilogia publicada pela escritora estadunidense Úrsula. K. Le Guin, é um Arquipelágo composto de centenas de ilhas, algumas desabitadas, outras constituindo importantes comunidades comerciais e agrícolas. Terramar é mais ou menos circular [...] uma grande variedade de culturas, indo da simplicidade dos montanheses de Gont à sofisticação dos moradores de Havnor, para não falar dos habitantes de Roke, para os quais a magia faz parte da vida cotidiana. [...] em todos os lugares é a cerimônia mágica na qual uma criança recebe seu nome. [...] Como toda magia do arquipélago se baseia no conhecimento do nome verdadeiro das coisas, quem conhece o verdadeiro nome de uma pessoa tem sobre ela poder de vida e morte. [...] Para a vida social normal, adota-se um nome de uso. A magia permeia todos os aspectos da vida em Terramar. [...] Em Roke, a magia não consiste simplesmente em encantar e enfeitiçar: é uma maneira de estudar e dominar o mundo, ou seja, uma filosofia e uma forma de sabedoria prática. [...]. Foi em Roke que me deram um impronunciável nome e lá o Mestre da Mão me disse: Você não deve mudar uma coisa que seja, um seixo, até saber qual bem e mal resultará daquele ato. O mundo está em Equilíbrio. O poder de um mago de Mudar ou de Invocar pode abalar o equilíbrio do mundo. É perigoso, este poder. Altamente perigoso. Ele deve caminhar junto do conhecimento e servir à necessidade. Acender uma vela é lançar uma sombra. Foi ali que pude desfrutar de um grande amor nos passos da longa dança...

 


TRÊS COMPASSOS DA LONGA DANÇA - Foi exatamente ali que celebrei a Longa Dança que se realiza na noite mais curta do ano e eu, por madrugadas infindas, acompanhei as pessoas que descem pelas ruas dançando ao som de tambores, flautas e gaitas, segui com o povo das Jangadas na dança universal que é o elo simbólico de união de todos que se encontram separados pelo mar, até a festa do Retorno do Sol cantando antigas canções e epopeias. Ali reapareceu Terpsícore que chegava do império Kargad, aquela mesma do livro de Heródoto e da prosa machadiana, ou da tela de William Frost ou a da Firedance de Van Renselar. Ela dançava solta Cristina Moura do Like an idiot e se transformava a cada rodopio na coreografia da Balangandança da Georgia Lengos e eu levado por sua onírica expressão me entregava aos seus feitiços, enquanto se desnudava entre nuvens e estrelas. O amor assim me dera e mais vivo que nunca amei além da conta. Até mais ver.

 

CRÔNICA DE AMOR POR ELA

Veja mais aqui.


DESLOCAMENTOS ARMORIAIS

[...] Na relação entre dança e literatura, vimos as abordagens mais atuais sobre o corpo aparecerem com mais força quando o modo de a dança relacionarse com um texto prévio não tendia a estar subordinada aos conteúdos desse discurso anterior, mas deixava que seu próprio discurso se formulasse a partir da pesquisa corporal. [...].

Trecho extraído da tese de doutoramento Deslocamentos Armoriais: da afirmação épica do popular na “Nação Castanha” de Ariano Suassuna ao corpohistória do Grupo Grial, da professora e pesquisadora Roberta Ramos Marques, que serviu para a publicação do livro Deslocamentos armoriais: reflexões sobre política, literatura e dança armoriais (EdUFPE/Reviva, 2012), estudo sobre o Movimento Armorial, criado na década de 1970, pelo escritor paraibano Ariano Suassuna, reunindo reflexões sobre literatura, políticas públicas e danças armoriais, numa abordagem crítica do movimento, que tem ampla repercussão no imaginário cultural de Pernambuco e do Brasil, por meio de análise dos princípios estéticos e ideológicos, com reflexões críticas com base teórica nos Estudos Culturais. A partir da tríade política-literatura-dança, ela multiplica as discussões sobre o estatuto do corpo, sobre as relações entre arte e experimentação, e entre arte e intervenção social, aprofundando tanto as contradições inerentes ao projeto armorial – que teve como objetivo criar uma arte brasileira erudita, com base na cultura popular nordestina de raízes africana, indígena, ibérica e moura e, com isso, fortalecer a ideia de uma identidade cultural brasileira – quanto às formas que o legado desse projeto foram adquirindo em diversas representações posteriores. A obra traz ainda um apanhado histórico, discussões sobre as propostas estéticas e ideológicas, análises do discurso teórico e literário de Ariano Suassuna na construção de uma identidade brasileira e das tentativas de se realizar uma dança armorial. Veja mais aqui, aqui & aqui.


 


sábado, março 21, 2015

JANE HIRSHFIELD, MIRABAI, ŽIŽEK & PETER BROOK

 


O AMOR DE MEERA, MIRABAI... – De uma nobre família da região de Rajasthan, ela nasceu em Kudki e passou sua infância em Merta. Desde muito jovem dedicou seu profundo amor e devoção intensa e apaixonada. Seu pai era um guerreiro valente que enfrentava os mogóis. Por sua valentia ganhou de um sadhu uma bela boneca de Deus, com bênçãos especiais. Ela tinha apenas 3 anos e ambicionava a boneca, ao que foi negada pelo pai, porque queria preservar as bênçãos. Ao ver recusado seu desejo, ela fez greve de fome. O pai então cedeu e lhe deu a boneca. Ela, então, cresceu e todos os dias conversava com a boneca e com ela vivia: Deus estava dentro da boneca. Foi então que preocupados decidiram logo por seu casamento. Casou-se involuntariamente com o príncipe herdeiro, recusando-se a seguir as convenções sociais e a cumprir as obrigações de esposa. Ela sonhava com Gopala Giridhara – o jovem pastor que tocava Sua flauta às margens do rio Jamuna em Brindaban. Dedicou-se a esse amor divino. Por isso enfrentou desafios e oposições pelo abandono às normas sociais tradicionais. Foi tratada por uma rebelde pela sua busca profunda de dasiya bhav pela divindade do seu coração, o que era considerado um insulto à casta superior. Tentaram assassiná-la várias vezes e safou-se de todas as tentativas, desafiada e perseguida pelo caos político e pelos conflitos militares. Eis que o rei dos mogóis, inimigos do seu reino, foi visitá-la disfarçado no templo. Ele ouviu-a e ficou comovido; como sinal de gratidão presenteou um colar de diamantes aos pés da sua boneca. Todos os presentes ficaram surpresos. Poucos dias depois todos tomaram conhecimento de aquele pobre pedinte era o rei muçulmano inimigo que o admirara. O seu marido ficou furioso e ordenou-lhe afogar-se no rio. Ela cumpriu reunindo todos os seus escritos devocionais repletos de alma e foi ao rio acompanhada por admiradores. Ela mergulhou e pronta para morrer boiou nas águas até Bridaban. Seu nome rapidamente tornou-se conhecido em todos os lugares. Seu marido foi até Brindaban e a trouxe de volta para o palácio. Pouco depois ele foi ferido na guerra com o Sultanato de Delhi, sucumbiu aos ferimentos. Enviuvou e fugiu em peregrinações: um símbolo do sofrimento das pessoas e um desejo por uma alternativa. A sua mensagem de liberdade na sua linguagem de amor, a sua determinação e direito de perseguir sua devoção espiritual. Apaixonada por música, ela entoava bhajans, canções e poemas, compondo milhões de hinos com louvor apaixonado e sua insatisfação com o mundo: Recebi a riqueza da bênção do nome de Deus... Suas padas líricas, poética mātric, formavam suas Rāgas, tomando o seu lugar ao lado do amante: a bem-aventurança conjugal espiritual, o êxtase da união, a sua rendição completa. Seguia seu coração e viajou extensivamente por lugares sagrados, acompanhada por seus admiradores. Meerabai retirou-se para Vrindavan para sua contemplação espiritual. E desapareceu como uma lenda desde então, sua memória no Forte Chittor e a pegada gravada de Ravidas no templo de Chittorgarh: Eu obtive um guru na forma de Sant Ravidas, obtendo assim a realização da vida... Veja mais abaixo e mais aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Não se esqueça do amor, ele trará toda loucura que você precisa para se desdobrar pelo universo... Pensamento da poeta e mística hindu, Mirabai, também conhecida como Meera (1498-1546), autora dos poemas: I - Meu escuro foi para uma terra alienígena. \ Ele me deixou para trás, ele nunca retornou, ele nunca me enviou uma única palavra. \ Então eu tirei meus ornamentos, joias e adornos, e cortei meu cabelo da minha cabeça. \ E vesti vestes sagradas, tudo por conta dele, buscando-o em todas as quatro direções. \ Mira: a menos que ela encontre o Escuro, seu Deus, ela nem quer viver. II - Depois de me fazer apaixonar por você tão fortemente, para onde você vai? \ Até o dia em que eu te ver, sem repouso: minha vida, como um peixe levado à praia, se debate em agonia. \ Por sua causa, farei de mim uma yogini, me atirarei à morte na serra de Kashi. \ O Deus de Mira é o inteligente Levantador de Montanhas, e eu sou dele, um escravo de seus pés de lótus. III - Eu dancei diante do meu Giridhara. \ Uma e outra vez eu danço \ Para agradar aquele crítico perspicaz, \ E colocar Seu antigo amor à prova \ Eu coloquei as tornozeleiras \ Do amor de Shyam, \ E eis que! Meu Mohan permanece fiel. \ A vergonha mundana e os costumes familiares \ eu lancei aos ventos. \ Não esqueço a beleza do Amado \ Even por um instante. \ Mira é tingida profundamente na tintura de Hari. IV - Estou louco de amor \ E ninguém entende minha situação. \ Somente os feridos \ Entendem as agonias dos feridos, \ Quando o fogo arde no coração. \ Somente o joalheiro sabe o valor da joia, \ Não aquele que a deixa ir. \ Na dor, eu ando de porta em porta, \ Mas não consegui encontrar um médico. \ Diz Mira: Ouça, meu Mestre, \ a dor de Mira diminuirá \ Quando Shyam vier como o médico. V - A estação chuvosa está no exterior \ E a saia do meu vestido está molhada. \ Você foi para terras distantes, \ E meu coração acha isso insuportável. \ Continuo enviando cartas ao meu Amado \ Perguntando quando Ele retornará. \ O Senhor de Mira é o cortês Giridhara: \ Ó Krishna, Ó Irmão de Balram, \ Conceda-me a tua visão. VI - ESTRANHO É O CAMINHO QUANDO VOCÊ OFERECE AMOR - Não mencione o nome do amor, \ ó meu companheiro de mente simples. \ Estranho é o caminho \ Quando você oferece seu amor. \ Seu corpo é esmagado no primeiro passo. \ Se você quer oferecer amor \ Esteja preparado para cortar sua cabeça \ E sentar-se nela. \ Seja como a mariposa, \ Que circunda a lâmpada e oferece seu corpo. \ Seja como o veado, que, ao ouvir a trombeta, \ Oferece sua cabeça ao caçador. \ Seja como a perdiz, \ Que engole brasas \ Em amor à lua. \ Seja como o peixe \ Que rende sua vida \ Quando separado do mar. \ Seja como a abelha, \ Presa nas pétalas de fechamento do lótus. \ O senhor de Mira é o cortês Giridhara. \ Ela diz: Ofereça sua mente \ A esses pés de lótus.

 

ALGUÉM FALOU: Você pode fazer isso, eu lhe digo, é permitido. Comece novamente a história da sua vida... Como somos frágeis, entre os poucos momentos bons. Poemas nos dão permissão para sermos inseguros, de maneiras que devemos ser se quisermos aprender algo que ainda não sabemos. Se você olhar com os olhos abertos para sua vida real, sempre será o tipo de problema de divisão longa que não funciona perfeitamente uniformemente. Poemas permitem que você aceite a multiplicidade e a complexidade do real, eles nos permitem navegar pelas partes inavegáveis e insolúveis de nossos destinos individuais e existência compartilhada... O Zen se resume a três coisas: tudo muda; tudo está conectado; preste atenção... Pensamento da poeta, ensaísta e tradutora estadunidense Jane Hirshfield, que foi responsável pela tradução de alguns bhajans de Meera, Mirabai, para o inglês.

 

COMO LER LACAN – O livro Como ler Lacan (Zahar, 2010), do sociólogo, filósofo e crítico social esloveno Slavoz Žižek, trata acerca da psicanálise lacaniana a partir da abordagem de gestos vazio e performativos, o sujeito interpassivo, de Che vuoif à fantasia, dificuldades com o real, ideal de eu e supereu, "Deus está morto, mas Ele não sabe", o sujeito perverso da política, entre outros assuntos. Destaco esse trecho da obra: [...] Talvez a maneira adequada de terminar este livro seja mencionar 0 caso de Sophia Karpai, a chefe da unidade cardiológica do hospital do Kremlin no fim dos anos 40. Seu ato, o oposto da elevação perversa de si mesmo a um instrumento do grande Outro, merece ser chamado de um verdadeiro ato ético no sentido lacaniano. Seu infortúnio foi ter sido incumbida duas vezes de fazer eletrocardiogramas em Andrei Zhdanov, em 25 de julho de 194s e novamente em 31 de julho, dias antes de ele morrer por falência cardíaca. O primeiro ECG, feito depois que Zhdanov manifestou alguns sintomas cardíacos, foi inconclusivo (não foi possível nem confirmar nem excluir um ataque cardíaco), ao passo que o segundo, surpreendentemente, mostrou um quadro mais favorável (o bloqueio intraventricular tinha desaparecido, uma clara indicação de que não havia ataque cardíaco). Em 1951, Sophia foi presa sob a acusação de que, em conluio com outros médicos que tratavam de Zhdanov, havia falsificado dados clínicos, apagando as claras indicações de que um ataque cardíaco havia ocorrido, e assim privando Zhdanov dos cuidados especiais requeridos pela vítima de um ataque cardíaco. Após maus-tratos, incluindo surras brutais contínuas, todos os outros médicos acusados confessaram. "Sophia Karpai, a quem seu chefe Vinogradov havia descrito como nada mais que 'uma típica pessoa comum com a moral da pequena burguesia', foi mantida numa cela refrigerada sem dormir para que confessasse. Ela não 0 fez”. O impacto e o significado de sua perseverança não podem ser superestimados: sua assinatura teria encerrado definitivamente a causa do promotor sobre "a conspiração dos médicos", pondo imediatamente em movimento mecanismos que, uma vez desencadeados, teriam levado à morte de centenas de milhares de pessoas, talvez até a uma nova guerra europeia (segundo o plano de Stálin, a "conspiração dos médicos" pretendia demonstrar que as agências ocidentais de informação tinham tentado assassinar altos líderes soviéticos, e assim fornecer uma desculpa para um ataque à Europa ocidental). Karpai resistiu por tempo suficiente para que Stálin entrasse em seu coma final, depois do que todo o caso foi imediatamente abandonado. Seu heroísmo simples foi decisivo na série de detalhes que, "como grãos de areia nas engrenagens da enorme máquina que havia sido posta em movimento, evitou mais uma catástrofe na sociedade soviética e na política em geral e salvou as vidas de milhares, se não milhões de pessoas inocentes". A simples persistência contra todas as probabilidades é em última análise a matéria de que a ética é feita - ou, como Samuel Beckett o expressa nas últimas palavras da obra-prima absoluta da literatura do século XX, O inominável, uma saga da pulsão que persevera sob o disfarce de um objeto parcial morto-vivo, "no silêncio você não sabe, você deve continuar, eu não posso continuar, eu continuarei". Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui e aqui.

Imagem do premiado fotógrafo Tan Ngiap Heng

Ouvindo Pictures at an Exhibition, do compositor russo Modest Mussorgsky (1839-1881), in Grand Hall of Moscow Conservatory 1993, Russian State Symphony Orchestra, Director Valeri Polyansky. Veja mais aqui.

O TEATRO E SEU ESPAÇO - O livro O teatro e seu espaço (Vozes, 1970), do diretor de teatro e cinema britânico Peter Brook, trata do tema do teatro sob a perspectiva do morto, do sagrado, do rustico e do imediato. Da obra destaco o seguinte treco: À medida que você lê este livro, ele já está ficando antiquado. É para mim um exercício, agora congelado no papel. Mas, diferente do livro, o teatro tem uma característica especial. É sempre possível recomeçar. Na vida isto é um mito; nunca podemos voltar atrás em nada. Folhas novas nunca retornam, relógios nunca andam para trás, nunca podemos ter uma segunda chance. No teatro é possível passar a borracha e começar de novo o tempo todo. Quando somos persuadidos a acreditar nesta verdade, então teatro e vida são uma só coisa. Este é um objetivo elevado. Evoca um trabalho árduo. Representar exige muito trabalho. Mas quando experimentamos o trabalho como brincadeira, então ele deixa de ser trabalho. A play is play, uma peça é um jogo, representar é uma brincadeira. Veja mais aqui, aqui, aquiaqui e aqui.

A PRIMEIRA CANÇÃO DE CAIM – O poeta, ensaísta e crítico alagoano Cicero Melo é autor de diversos livros e edita o blog Pequena Reunião Poética. A excelência da sua poesia tem se destacado, fazendo dele um dos nomes mais representativos da poesia contemporânea. Dele destaco o poema A primeira canção de Caim: Vendo em mim mesmo o meu contrário, / Erguer-me as armas como um serafim. / Cansado do combate, agora agrário, / Revestindo de sangue meu jardim, / Só quero o dormir dos condenados, / Em terra escura, junto ao pó do irmão. / Apagados desta terra e vindimados / Por uma mão tirana e sem paixão. / Ainda nem dormira a minha espada / Do sangue dos que ferem minha casa / Quando uma voz descendo de uma escada / De sangue cintilante e voz em brasa / De pombos afogados me recordam / Os ossos dos meus medos. Meu irmão / Com rendeiras do tempo já me bordam / Coleante e sem sombras pelo chão. / Desperto o pesadelo, em nuvem vejo / Leviatã ascendendo desonesto, / E sempre escondido no desejo / Da eterna maré do grande incesto / Entre deuses e homens sob vinho. / E vomita curvas e nos afasta / Em separados orbes e torvelinho / Do tempo que assassina e nos arrasta. / Combato Leviatã no labirinto, / Recantos tortos desta escura guerra. / Até que um sol de fogo, fel e absinto / Com o sangue de Elias queime a Terra. Veja mais aqui e aqui.


MA CHÉRIE – A comédia Ma Chérie (1980) dirigido pela cineasta e escritora francesa Charlotte Dubreuil com roteiro de Édouard Luntz, conta a história da divorciada Joanne que direciona sua vida para a sua filha de quinze anos, Sarah. Essa relação mãe e filha terá uma tensão mais acentuada quando sonham com uma vida independente e nenhuma das duas vai admitir isso. Destaque para a interpretação da atriz francesa Marie-Christine Barrault. Veja mais aqui.



Veja mais sobre:
Uma ou outra coisa que eu sei de mim, Rio Una, Fernando Pessoa, Robert Delaunay & Anikeev Sergey aqui.

E mais:
Educação para além do capital de István Mészarós, A origem das espécies de Charles Darwin, O ateneu de Raul Pompeia, A música de Antonio Salieri & Montserrat Caballé, O batizado da vaca de Chico Anysio, a escultura de Pierre Le Gros, a pintura de Robert Delaunay, Hipermnestra & Liceu, Pedro Almodóvar & Infância, imagem e literatura: uma experiência psicossocial aqui.
Mandonismo da paixão & a pintura de Carolyn Weltman aqui.
Educação, afetividade, transversalidade & homossexualidade aqui.
Código de Defesa do Consumidor, Casa Grande & Senzala de Gilberto Freyre, Ensinar aprendendo de Içami Tiba, Papisa Joana & Johanna Wokalek, a música de Oswaldo Montenegro, a pintura de Giovanni Battista Tiepolo & James Gillray aqui.
Fecamepa: salve Dioniso, evoé Baco, a poesia de César Vallejo, a música de Franz Haydn & Teresa Berganza, o teatro de Augusto Boal, a pintura de Rosa Bonheur & William-Adolphe Bouguereau, Sabina Spielrein & Keira Knightley aqui.
Para fazer do Brasil um páis melhor tem que começar tudo em casa, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Incidentes em Antares de Érico Veríssimo, Cidade do amanhã de Peter Hall, O desenvolvimento das cidades de Nelson Werneck Sodré, Geração 70 de Álvaro Manuel Machado, a música de Louis Moreau Gottschalk & Ivan Lins, a escultura de Alberto Santos & Candidato faz tudo cara de pau na maior responsa aqui.
É preciso respeitar as diferenças, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a História do Brasil de Angela de Castro Gomes, o pensamento de Bernard Stiegler,  a cidade de Marshal McLuhan, a música de Jards Macalé, a literatura de Monica Ali, o cinema de Wong Kar-Wai & Maggie Cheung, a arte de Artur Barrio, a fotografia de Luiz Filho & Annie Leibovitz, . A gravura de DiMagalhães, Teatro na Rua, o cartun de Harvey Kurtzman & Canto paródia de mim aqui.
Depois da tempestade nem sempre uma bonança, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, A poética do romance de Autran Dourado, A ciência pós-moderna de Boaventura de Sousa Santos, o pensamento de Gilbert Simondon, a coreografia de Hisako Horikawa, o cinema de Júlio Bressane, a pintura de Nancy Bossert, a arte visual de Patti Smith & Mônica Nador, o grafite de Alex Vallauri, a fotografia de Alfred Noyer, Pombas Urbanas, a arte multimídia de Hudinilson Urbano Junior & Pra vida ofereço a outra face aqui.
A educação por água abaixo pra farra dos mal-educados, A ilusão jurídica de István Mészarós, A metáfora do rizoma de Gilles Deleuze & Félix Guattari, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Serviço Social na Escola, a fotografia de Henri Cartier-Bresson, a arte de George Segal & Eulalia Valldosera, A morte sem nome de Santiago Nazarian, a música de Jussara Silveira, Teatro P com P, o grafite de Crânio, o desenho de Roger de La Fresnaye & Quando Ciuço Pacaru embarcou no maior revestrés aqui.
Judicialização do SUS: pra que saúde se não tem nem onde cair morto, Os objetivos da educação de Alain Touraine, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Contos de Genji de Murasaki Shibuku, A educação escolar, a música de Hans-Joachim Koellreuter & Sérgio Villafranca, a pintura de Carlos Scliar, a charge de Latuff, As Meninas do Conto, a escultura de João Sotero, o cinema de Frances François Ozon, a fotografia de Eduardo Ramirez & Juan Esteves aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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quinta-feira, janeiro 29, 2015

ANNIE ERNAUX, LOUISE GLUCK, MOLLY IVINS & BISCO HATORI

 


PEG, O PULO PRO ESCURO...A linda garota era chamada de Millicent Lilian e nasceu no País de Gales, teve sua infância vivida em Port Talbot, depois para Londres e, quase adolescente, foi levada pelos mares aos Estados Unidos. Pouco tempo depois de chegar lá, seu pai que era ator foi atropelado em New York. Daí passou a morar com o tio que era agente de atores. Ela vivia encantada com cinema e teatro, os quais logo levaram-na à paixão pelos palcos: com 17 anos estreou na Broadway. E debutou creditada como Martha na peça teatral The Man from Toronto. Ela estava feliz porque, enfim, tudo corria bem, boas críticas e muitos papéis. Para melhorar de vez, logo veio a paixão e casou-se. Porém, ao contrário da felicidade de representar, a relação não foi das melhores e logo se divorciou. Veio a peça teatral Alice Sit- by-the-Fire, depois o filme Thirteen Women. Estava muito triste apesar das realizações concretizadas. Numa sexta-feira saíra de casa para ir à farmácia e depois visitaria uns amigos. Na verdade, ela fora caminhar sem destino. Desapareceu por dois dias e já era domingo quando foi encontrada. Estava descalça, havia largado a bolsa e a jaqueta, havia subido a escada até o topo da letra H e sua angústia e depressão interromperam seus sonhos. Uma carta de próprio punho foi encontrada aos pés da famosa placa: Eu tenho medo, sou uma covarde. Sinto muito por tudo. Se eu tivesse feito isso há muito tempo, teria economizado muita dor... Aos 24 anos de idade ela saltava para o escuro: tirava a própria vida no mais glamouroso ponto turístico. Seu corpo estirado no chão, múltiplas fraturas na pelve, lá estava ela num barranco ao pé da montanha, logo abaixo da placa de seus desejos. Sumia para sempre aquela linda loira de olhos azuis, Peg Entwistle (Millicent Lilian Entwistle -1908-1932). Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Ouça as pessoas que estão falando sobre como consertar o que está errado, não aquelas que apenas irritam as pessoas com os problemas. Ouça as pessoas que têm ideias sobre como consertar as coisas, não aquelas que apenas culpam os outros. Quando os políticos começam a falar de grandes grupos dos seus compatriotas como “inimigos”, é altura de uma agitação silenciosa de alerta. Polarizar as pessoas é uma boa forma de ganhar eleições e também uma boa forma de destruir um país. Pensamento da jornalista e escritora estadunidense Molly Ivins (1944-2007). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: A força não é a capacidade de renunciar a todas as mentiras do coração?... Um único dia pode fazer toda a diferença. Pensamento da mangaka japonesa Bisco Hatori. Veja mais aqui.

 

OS ANOS - [...] Existir é beber-se sem sede. [...] Todas desaparecerão ao mesmo tempo, como os milhões de imagens que jazem por trás das testas dos avós, mortos há meio século, e dos pais, também mortos. Imagens em que aparecemos como uma menina no meio de seres que morreram antes de nascermos, assim como em nossas próprias memórias nossos filhos pequenos estão lá ao lado de nossos pais e colegas de escola. E um dia apareceremos nas memórias de nossos filhos, entre seus netos e pessoas ainda não nascidas. Como o desejo sexual, a memória nunca para. Ela emparelha os mortos com os vivos, seres reais com imaginários, sonhos com história [...]. Trechos extraídos da obra Les Années (Gallimard, 2008), da escritora francesa Annie Ernaux, que na obra I Remain in Darkness (Seven Stories Press, 2000), expressa que: […] A dor não pode ser mantida intacta, ela precisa ser “processada”, convertida em humor. [...] Onde estão os olhos da minha infância, aqueles olhos medrosos que ela tinha trinta anos atrás, os olhos que me fizeram? [...] Procurei o amor da minha mãe em todos os cantos do mundo. [...] Envelhecer é desaparecer, tornar-se transparente. [...], autora da frase: O mundo foi feito para ser aproveitado e aproveitado, e que não há absolutamente nenhuma razão para se conter. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

VÉSPERAS - I – Na sua ausência prolongada, você me permite\ uso da terra, antecipando\ algum retorno sobre o investimento. Eu tenho que relatar\ falha na minha tarefa, principalmente\ em relação às plantas de tomate.\ Eu acho que eu não deveria ser encorajado a crescer\ Tomates. Ou, se eu for, você deve reter\ As fortes chuvas, as noites frias que vêm\ muitas vezes aqui, enquanto outras regiões obtêm\ Doze semanas de verão. Tudo isso\ pertence a ti: por outro lado,\ Eu plantei as sementes, eu assisti os primeiros brotos\ como asas rasgando o solo, e era meu coração\ quebrado pela praga, o ponto preto tão rapidamente\ multiplicação nas fileiras. Eu duvido\ Você tem um coração, em nossa compreensão de\ esse termo. Você que não discrimina\ entre os mortos e os vivos, que são, em consequência,\ imune a prenúncios, você pode não saber\ quanto terror levamos, a folha manchada,\ As folhas vermelhas do bordo caindo\ Mesmo em agosto, na escuridão precoce: eu sou responsável\ para essas vinhas. II – Uma vez eu acreditei em você, eu plantei uma figueira.\ Aqui, em Vermont, país\ de nenhum verão. Era um teste: se a árvore vivesse,\ Significa que você existiu.\ Por essa lógica, você não existe. Ou você existe\ exclusivamente em climas mais quentes,\ na fervorosa Sicília e no México e na Califórnia,\ Onde são cultivadas o inimaginável\ Aprico e pêssego frágil. Talvez\ eles vêem seu rosto na Sicília; aqui mal vemos\ a orla da sua roupa. Eu tenho que me disciplinar\ para compartilhar com João e Noé a colheita de tomate.\ Se há justiça em algum outro mundo,\ como eu, a quem a natureza força\ em vidas de abstinência, deve\ A maior parte de todas as coisas, todas\ Objetos da fome, ganância\ O elogio de você. E ninguém elogia\ mais intensamente do que eu, com mais\ Desejo dolorosamente verificado, ou mais merece\ para sentar à sua mão direita, se existir, participando\ do perecível, o figo imortal,\ que não viaja. Poemas da premiada poeta e ensaísta estadunidense Louise Gluck (1943-2023), que também expressa: Sinto-me atraída pela elipse, pelo não dito, pela sugestão, pelo silêncio eloquente e deliberado. O não dito, para mim, exerce um grande poder: muitas vezes gostaria que um poema inteiro pudesse ser feito nesse vocabulário. É análogo ao invisível... A vantagem da poesia sobre a vida é que a poesia, se for suficientemente nítida, pode durar... Veja mais aqui e aqui.

 

SACADOUTRAS

 

ESCRITOS - A obra Escritos, do psicanalista, médico, neurologista e psiquiatra francês, Jacques Lacan (1901-1981), traz o seminário sobre A carta roubada, os antecedentes, para além do principio de realidade, o estádio do espelho como formador da função do eu, a agressividade em psicanálise, introduções teóricas sobre as funções da psicanálise em criminologia, formulações sobre a causalidade psíquica, o tempo lógico e a asserção de certeza antecipada, intervenção sobre a transferência, do sujeito, funções e campos da fala e da linguagem em psicanálise, variantes do tratamento padrão, introdução ao comentário de Jean Hyppolite sobre Freud, a coisa freudiana, a psicanálise e seu ensino, situação da psicanálise e formação do psicanalista, a instancia da letra no inconsciente, a razão desde Freud, questão preliminar a todo tratamento possível da psicose, a direção do tratamento e os princípios de poder, psicanálise e estrutura da personalidade, a significação do falo, a memoria de Ernest Jones, a teoria do simbolismo, diretrizes para um congreso sobre a sexualidade feminina, juventide de Gide, a letra e o desejo, Kant com Sade, subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano, posição do inconsciente, Freud e o desejo do psicanalista, a ciência e a verdade, entre outros temas. REFERÊNCIAS: LACAN, Jacques; Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. Veja mais aquiaqui.

ENSAIO ACERCA DO ENTENDIMENTO HUMANO – A obra Ensaio acerca do entendimento humano, do filósofo, ideólogo do Liberalismo e principal representante do Empirismo britânico, John Locke (1632 – 1704), trata de temas como princípios inatos na mente, as ideias em geral e suas origens, ideias simples, de solidez, de reflexão, da sensação, percepção, retenção, discernimento e outras operações da mente, ideias complexas, de duração, de número, infinidade, poder, relação, causa e efeito, ideias claras e obsuras, distintas e confusas, palavras ou linguagem em geral, o significado das palavras, termos gerais, nomes das ideias, nomes dos modos mistos e das relações, os nomes das substancias, termos abstratos e concretos, imperfeições das palavras, o abuso das palavras, remédios para os abusos e imperfeições, conhecimento, os graus do conhecimento, a extensão do conhecimento humano, a realidade do conhecimento, a verdade, proposições universais, verdade e certeza, máximas, proposições frívolas, conhecimento da existência, aperfeiçoamento do conhecimento, julgamento, probabilidade, os graus do assentimento, razão, fé, erro e a divisão das ciências. REFERÊNCIA: LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1999. Veja mais aqui e aqui.

NOVOS ENSAIOS SOBRE O ENTENDIMNTO HUMANO – A obra Novos ensaios sobre o entendimento humano – pelo autor do sistema da harmonia preestabelecida, do filósofo, cientista, matemático, diplomata e bibliotecário alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646 – 1716), aborda temas como as noções inatas, as ideias, as palavras ou a linguagem geral, a significação, os termos gerais, os nomes dos modos mistos e as relações, os nomes das substâncias, as partículas, os termos abstratos e concretos, a imperfeição e abuso das palavras, os remédios que se podem aplicar contra as imperfeições e abusos de que se acaba de falar, o conhecimento, os graus e a extensão do conhecimento, a realidade e a verdade, as proposições universais, as proposições denominadas máximas ou axiomas, as proposições frívolas, o conhecimento da existência, os meios para aumentar o conhecimento, o julgamento, a probabilidade, os graus de assentimento, a razão, a fé e a razão, o entusiasmo, o erro e a divisão das ciências. REFERÊNCIA: LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm Leibniz, Novos ensaios sobre o entendimento humano: pelo autor do sistema da harmonia preestabelecida. São Paulo: Abril Cultural, 1980. Veja mais aqui e aqui.

DISTANÁSIA - A distanásia, segundo Martin (2007), é um termo científico que foi cunhado por Morache, em 1904, em seu livro "Naisance et mort", publicado em Paris. Oriunda do grego “dis”, significando mal, algo mal feito, e “thánatos”, morte, segundo o autor mencionado, é etimologicamente o contrário da eutanásia e é utilizada como a forma de prolongar a vida de modo artificial, sem perspectiva de cura ou melhora. Tendo por base as ideia expressas por Sousa (1994), Carneiro (2007) e Cabral (2007), a distanásia encontra-se conceituada como sendo a aplicação aos moribundos sofrimentos adicionais que, não conseguirão afastar a morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias, sem respeitar o direito do paciente a uma morte digna. Segundo Borges (2007), ela é o contrário da eutanásia, também chamada de intensificação ou obstinação terapêutica, e consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o enfermo. Revela a autora mencionada que a expressão obstinação terapêutica, oriunda do francês l'acharnement thérapeutique, foi introduzida na linguagem médica francesa por Jean-Robert Debray, no início dos anos 50, e foi definida como sendo o comportamento médico que consiste em utilizar processos terapêuticos cujo efeito é mais nocivo do que os efeitos do mal a curar, ou inútil, porque a cura é impossível e o benefício esperado, é menor que os inconvenientes previsíveis, é uma postura ligada especialmente aos paradigmas tecnocientífico e comercial-empresarial da medicina. Já com base em Carvalho (2001), o termo distanásia vem sendo utilizado para designar a obstinação terapêutica ou futilidade médica, consistindo, portanto, na utilização injustificada de processos terapêuticos que prolongam artificialmente a vida do paciente. E, neste sentido, chama a autora atenção para o fato de que a insistência terapêutica, portanto, caracteriza-se quando for possível avaliar-se que o estado de um determinado paciente terminal não pode ser revertido pela terapia a ele imposta, a qual, sendo retirada, importará na iminente constatação de sua morte cerebral. Contudo, torna-se passível de questionamento se a interrupção dos meios terapêuticos extraordinários pode caracterizar a eutanásia, no caso a chamada ortotanásia, à medida que a conduta do agente, que deixa de utilizar os meios adequados à manutenção (prolongamento) da vida do doente, poderia estar causando a sua morte. Fica, portanto, entendido que a distanásia é a prática pela qual se continua através de meios artificiais a vida de um enfermo incurável e representa atualmente uma questão de bioética e biodireito. Nesta condução, encontra-se que o Código de Ética Médica vigente no Brasil, desde 1988, estabelece, em seu artigo 57, ser vedado ao médico: "deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance em favor do paciente". Já no seu artigo 130, veda ainda ao médico: "realizar experiências com novos tratamentos clínicos ou cirúrgicos em paciente com afecção incurável ou terminal, sem que haja esperança razoável de utilidade para o mesmo, não lhe impondo sofrimentos adicionais". Observa-se, portanto, que com base nas ideia de Ramos (2003), que a partir da publicação dos Códigos de Ética Médica 1984 e 1988 a abordagem dos direitos do paciente terminal a não ter seu tratamento complicado, ao alívio da dor e a não ser morto pelo médico, entra numa nova fase com o surgimento de novos elementos, em grande parte trazidos pelo progresso da tecnociência. Também chama atenção o autor, para o fato que no Código de 1984 percebe-se a existência das tensões inerentes à aliança entre a benignidade humanitária, o modelo científico-tecnológico e o medicocentrismo autoritário. Sua benignidade humanitária insiste sobre o "absoluto respeito pela vida humana", já exigido pelos Códigos de 1953 1965, e reforçado pelo principio 9° do Código de 1984 com o seguinte acréscimo ao texto da frase: "desde a concepção até a morte". Ressalta, portanto, Augusto César Ramos que a dificuldade é que esta valorização da vida tende a se traduzir numa preocupação com a máxima prolongação da quantidade de vida biológica e no desvio de atenção da questão da qualidade da vida prolongada. Desta forma, há um passo rumo à recuperação da valorização da boa morte cultivada no artigo 6° do Código de 1988 que diz ser antiético para o médico utilizar "seus conhecimentos para gerar sofrimento físico ou moral". Mais significativo ainda, porém, é o art. 61, parágrafo 2°, que incentiva o médico a não abandonar seu paciente "por ser este portador de moléstia crônica ou incurável" e a "continuara assisti-lo ainda que apenas para mitigar o sofrimento físico ou psíquico". Este cuidado em mitigar não apenas o sofrimento físico, mas também o psíquico é sintomático de uma nova preocupação com integralidade da pessoa, que vai além da dor física. Este novo cuidado se reflete no reconhecimento do direito do paciente terminal a não ter seu tratamento complicado. Como no art. 23 do Código de 1984, há, no art. 60 do Código de 1988, a proibição de "complicar a terapêutica". Com isso, o autor menciona que fica também claro no Código de 1988 a obrigação de o médico "utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance", mas a medida do seu uso não é sua eficácia em resolver o problema técnico de como controlar o sofrimento e a morte, mas sim o benefício do paciente. Isto nos permite questionar se a gestão técnica do sofrimento e o adiar o momento do morrer são sempre do interesse do paciente, situação hoje muito freqüente na fase final da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS. Silva (2007) chama atenção para um outro aspecto importante no Código de 1988, no que se refere ao direito do paciente de não ter seu tratamento complicado, é a preocupação em regulamentar pesquisas médicas em pacientes terminais. O art. 130 proíbe ao médico "Realizar experiências com novos tratamentos clínicos ou cirúrgicos em paciente com afecção incurável ou terminal sem que haja esperança razoável de utilidade para o mesmo, não lhe impondo sofrimentos adicionais". Aqui não se trata de uma rejeição da ciência e tecnologia, reconhece-se a legitimidade de recorrer a tratamentos experimentais, mas a partir de um critério bem definido: existência de uma esperança razoável de que o tratamento será útil para o próprio doente e que este não sofrerá desnecessariamente. Vê-se, portanto, que a distanásia é uma das questões contraditórias que permeia os debates médico-jurídicos no presente, confrontando posicionamentos progressistas e religiosos de matéria alusiva à bioética e ao biodireito. No Brasil, na tradição da ética médica codificada, baseada no atual Código de Ética Médica, encontra-se que a medicina com o compromisso pela saúde e no bem-estar da pessoa, objetiva prolongar ao máximo o tempo de vida de uma pessoa, tem-se encontrado o confronto entre o paradigma médico da benignidade solidária e humanitária e a teologia moral, na discussão que envolve o ideal comportamento mediante as questões atinentes à saúde e vida como bens fundamentais. Desta forma, confrontam-se as correntes de natureza religiosas e morais frente a perspectiva da benignidade humanitária e solidária, discutindo-se a atitude médica da distanásia de prolongar a vida e postergando a morte ao máximo possível do paciente. Indubitavelmente é uma questão polêmica, complexa e controversa, ficando, pois, de importante, a necessidade de aprofundados debates para que, com exaustivas discussões, se chegue a um denominador comum. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIAS
BIZATTO, José Ildefonso. Eutanásia e responsabilidade médica. Porto Alegre: Sagra, 1990.
BORGES, Roxana Cardoso. Eutanásia, ortonásia e distanásia: breves considerações a partir do biodireito brasileiro. Biodireito, 2007.
BRASIL. Código de ética médica. Médicos, 2007.
CABRAL, Roque. Eutanásia e distanásia: Clarificações necessárias. Revista FacFil, 2007.
CARNEIRO, Antonio Soares. Eutanásia e Distanásia: A problemática da bioética – Uma abordagem filosófica. Eutanásia, 2007.
CARNEIRO, Antonio Soares; CUNHA, Maria Edilma et al. Eutanásia e distanásia. A problemática da Bioética. Bioética, 2007.
CARVALHO, Gisele Mendes. Aspectos jurídicos-penais da eutanásia. São Paulo: IBCCRIM, 2001.
COELHO, Milton Schmitt. Eutanásia: uma análise a partir de princípios éticos e constitucionais. Bioética, 2007.
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NOGUEIRA, Paulo Lúcio. Eutanásia no direito comparado. In Consulex Revista Jurídica. Ano V. Número 114 de 15 de outubro de 2001.
PESSINI, Léo. Distanásia. Até quando investir sem agredir? São Paulo: Faculdades Integradas, 2005.
________. Morrer com dignidade: como ajudar o paciente terminal. São Camilo: Faculdades Integradas, 2006.
_______. Distanásia: até quando prolongar a vida? São Paulo: Loyola, 2001.
_______. A eutanásia na visão das grandes religiões do mundo. RevistaBio, 2007.
RAMOS, Augusto Cesar. Eutanásia: Aspectos éticos e jurídicos da morte. Florianópolis: OAB/SC, 2003.
SANTOS, Maria Celeste Cordeiro; LEITE, José Américo. Anteprojeto de Código Penal: Reflexões Relativas ao Crime de Eutanásia. São Paulo: IBCCRIM, 1998.
SANTOS, Ruy. Da eutanásia nos incuráveis dolosos. Salvador: UFBA, 1928.
SCHELP, Diogo. Até onde prolongar a vida. Revista Veja, nº 35, ano 35, set.2002.
SCRECCIA, Elio. Manual de Bioética: I – Fundamentos e Ética Biomédica. São Paulo, Loyola, 1996.
SILVA, Sonia Teixeira. Eutanásia. Revista Proteus, 2007.
SOUSA, Aline Delias. Variáveis conceituais da eutanásia. São Leopoldo/RS: Unisinos, 2003.
SOUSA, Deusdedith. Eutanásia, ortotanásia e distanásia. Revista dos Tribunais 706/283, agosto, 1994.

COACHING & MENTORING - A temática do Coaching Empresarial na construção de talentos e na gestão de pessoas considera a estratégia e importante ferramenta de gestão na contribuição do desenvolvimento de competências comportamentais e operacionais dos liderados, bem como atende a necessidade da organização de ambientes que oportunizem tanto melhor qualidade de vida e bem-estar de seus colaboradores, como o desenvolvimento de talentos, competências e habilidades para o desempenho desejado. Destaca-se o Coaching por ser uma relação de parceria no contexto da organização contemporânea, possibilitando o desenvolvimento do Capital Intelectual, a promoção de talentos e a gestão de pessoas dentro do ambiente de trabalho. A gestão de pessoas, para Vergara (2009), possui a característica fundamental de promover a formação, participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento do capital humano das organizações, tendo a função de processar a humanização das empresas. É, conforme a autora, no Departamento de Recursos Humanos que se desenvolve a promoção, o planejamento, a coordenação e o controle das atividades relacionadas com o desempenho, capacitação, qualificação e acompanhamento das pessoas no âmbito organizacional, conduzindo a gestão de pessoas com o envolvimento de treinamentos e desenvolvimento pessoal recrutamento e seleção, remuneração, avaliação, entre outras. Tal condução é dada pelas exigências de vigência da sociedade do conhecimento, uma vez que as capacidades e talentos humanos são vistos, segundo a autora mencionada, como fatores competitivos no mercado de trabalho globalizado. A construção de talentos, na visão de Chiavenato (2002) e Barbosa (2009), se dá por meio de ações e medidas que procurem melhorar o desempenho dos funcionários da organização para atingimento das metas e resultados previstos, orientando-se por meio do foco no resultado organizacional. Essas ações, conforme Barbosa (2009), compreendem motivação profissional e pessoal dos colaboradores, adequação das pessoas nos diversos cargos e setores e formação do patrimônio humano para retenção e atração de talentos. Essas ações também, conforme Chiavenato (2002) e Barbosa (2009), se direcionam para descoberta, reconhecimento, atração, desenvolvimento e manutenção dos talentos no âmbito organizacional. Encontra-se, portanto, que esse é o papel do coach na organização, entendendo-se que se trata de uma liderança que atua na promoção de talentos e no desenvolvimento de capacidades e competências. A base de conhecimento do coach, para Chiavenato (2002) está em conhecer a organização e suas necessidades básicas; conhecer as pessoas e a sua natureza humana; conhecer o cliente interno e suas necessidades; conhecer o ambiente de negócios da organização; conhecer os meios de compatibilizar tudo isso. Assim sendo, para o autor mencionado, o coach deve saber compatibilizar administrando a tensão do cotidiano e desenvolver sua auto-atenção e resolver criativamente os problemas. Por essa razão, o papel do coach é preparar e orientar pessoas, ter liderança renovadora e ser impulsionador de talentos. Com isso, ele lidera, orienta, guia, aconselha, treina, desenvolve, estimula, impulsiona o aprendiz. No dizer de Chiavenato (2002, p. 85), o “[...] coaching é uma abordagem comportamental de benéficos múltiplos para pessoas e organizações. Constitui um processo estratégico que agrega valor tanto ao coach como à base da organização”. Assinala Garcia (2011, p. 22) que o coaching é “[...] um processo de aprendizagem contínuo tanto no âmbito profissional quanto pessoal”, abarcando com isso, a possibilidade de reflexão de grupos e pessoas sobre a visão do mundo crenças e valores, incorporando, por consequência, novas aprendizagens. Também pode ser vista, segundo Chiavenato (2002,, p. 34), como: [...] uma técnica de supervisão, orientação, treinamento e de gestão do desempenho. É uma maneira direta e eficaz de motivar e estimular as pessoas, dar-lhes orientação e rumo na vida profissional, incentivar a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal e melhorar a qualidade de vida no trabalho. O foco do processo do coaching, conforme Krausz (2007, p. 28) está na ação de “[...] investimento na adoção de novas posturas, valores e comportamentos correspondentes que possibilitarão alcançar os resultados almejados”.Assim, para Mussak (2010) e Blanco (2006), o objetivo do coaching é aumentar o desempenho do ser humano no trabalho. Trata-se, portanto, de ferramenta indispensável para a autocorreção do comportamento e aprendizado dentro da organização e que é utilizada no desenvolvimento e aprimoramento de competência, ampliando os níveis de desempenho tanto da liderança, como de toda organização. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, Lindolfo G. Competitividade e Recursos Humanos. Revista de Administração, São Paulo, v.27, n.4, p. 16-29, out /dez. 1992.
BARBOSA, Carolina. O papel do coaching dentro da organização. Belo Horizonte: CUU, 2009.
BLANCO, Valéria. Um estudo sobre a prática de coaching no ambiente organizacional e a possibilidade de sua aplicação como prática de gestão do conhecimento. Brasília: UCB, 2006.
BOWDITCH, James; BUONO, Anthony. Elementos de comportamento organizacional. São Paulo: Pioneira, 1992.
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos. São Paulo: Atlas, 1997.
______. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
______. Construção de talentos: coaching & mertoring – as novas ferramentas da gestão de pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002.
_______. Recursos humanos: o capital humano das organizações. São Paulo: Atlas, 2006.
DRUCKER, Peter Ferdinand. Administrando em tempos de grandes mudanças. São Paulo: Pioneira, 1996.
________. Administração de Organizações sem fins Lucrativos. São Paulo: Pioneira, 1994.
FERREIRA, Marcos Aurélio. Coaching – um estudo exploratório sobre a percepção dos envolvidos: organização, executivo e coach. São Paulo: USP, 2008.
GARCIA, Ana Lucia. O processo de coaching nas organizações empresariais. Porto Alegre: PUC, 2011.
GASPAR, Denis; PORTÁSIO, Renato. Liderança e coaching: desenvolvendo pessoas, recriando organizações. Revista de Ciências Gerenciais, Vol. XIII, nº 18, 2009.
HOLM-HADULLA, R. Coaching. Psychotherapeut, 47: 241-248, 2002..
KRAUSZ, R. R. Coaching executivo: a conquista da liderança. São Paulo: Nobel, 2007.
MUSSAK, E. Gestão humanista de pessoas: o fator humano como diferencial competitivo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
TERRA, José Claudio. Gestão do conhecimento: o grande desafio empresarial. São Paulo: Negócio, 2001.
VERGARA, S. C. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2009.

COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR – A obra Comportamento do consumidor, de James E. Engel, Roger D. Blackwell e Paul W. Miniard, trata de temas como as perspectivas e ponto de vista do consumidor, segmentação de mercado e análise demográfica, os mercados consumidores, estrutura e estratégia, os processos decisórios, o reconhecimento de necessidade e a busca, avaliação de alternativa pré-compra, compra, consumo, satisfação, descarte, diferenças individuais, recursos do consumidor, conhecimento, atitudes, motivação e autoconceito, personalidade, valores e estilo de vida, processos psicológicos, aprendizagem, influencias nas atitudes e comportamentos, cultura, influências étnicas, classe social e status, família e domicilio, estratégias de marketing, varejo, difusão de inovações, consumerismo e responsabilidade ética, entre outros importantes temas. REFERÊNCIAS: ENGEL, James; BLACKWELL, Roger; MINIARD, Paul. Comportamento do consumidor. Rio de Janeiro: LTC, 2000. Veja mais aqui e aqui.

VENDAS – A obra “Vendas: fundamentos e novas práticas de gestão” de Charles M. Futrell, aborda temas a respeito de vendas como profissão, vida, experiências e carreira do profissional de vendas, marketing de relacionamento, questões sociais, éticas e legais de vendas, programação para a venda de relacionamento, a psicologia de vendas, a comunicação na construção de relacionamentos, conhecimentos de clientes, produtos e tecnologias, o processo de venda de relacionamento, prospecção como alva das vendas, planejamento das visitas de vendas, seleção cuidados dos métodos de apresentação, apresentação estratégica, as objeções do cliente, o fechamento, os serviços e acompanhamento para manutenção do cliente, gerenciamento de si mesmo, carreira, organização e recrutamento, motivação, remuneração, liderança e avaliação de profissionais, dramatizações das visitas, guia de tecnologias, entre outros. REFERÊNCIAS: FUTRELL, Charles. Vendas: fundamentos e novas práticas de gestão. São Paulo: Saraiva, 2003. Veja mais aqui. 




Lara Vichiatto é uma jovem artista de Três Corações (MG) – (Info. Meimei Corrêa).

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Enquanto a vida passa..., Lidia Wylangowska, Victor Meirelles & Suzanne Marie Leclair aqui.

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MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

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