DUAS: DA CLAUSURA EM TEMPOS DE PESTE – A poesia foi sufocada
entre o desgoverno e a pandemia, quem dera sobreviver além das nuvens, ou
incólume como um rio. Do meu quarto os confins do mundo: tenho os dias e as
noites nos olhos, o Sol amanheceu em minhas mãos. Suplanto o escuro, respiro
fundo e todo cuidado é pouco, não há muito o que se possa fazer além de viver.
Que o diga João do Rio: só no quarto humilde é que pôde chorar,
chorar longamente não ter sabido guardar integralmente o princípio da vida - a
ilusão... Dedilho a lira, solfejo tons e uma canção traduz a esperança.
TRÊS: DOS QUE SE VALEM DO ÓDIO – Insisto: dói o canto diante da
desumanidade! Perseverar mais que nunca, mesmo que estúpidos batam o pé com os
suas certezas na fúria da caixa dos peitos, afinal, são estúpidos, mesmo que
tudo seja traduzido no Paradoxo de Pinóquio: a mentira é uma verdade, só que
desviada – depende de quem pode e quer. Nada mais, só deformação. Vou de Sartre: A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre
uma derrota. Como sou de paz e dela me valho, ele me cai bem ao ouvido: Nasci para satisfazer a grande necessidade
que eu tinha de mim mesmo. Há, enfim, o que se possa fazer, nunca é tarde,
peito aberto, braço firme, o luto e a luta. Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja
mais abaixo e aqui.

O LOBO ATRÁS DA PORTA
Investigando a história original, vi que as versões não batiam. A
realidade do filme é subjetiva para cada personagem, levando assim não somente
a uma única verdade, mas a verdades diferentes e conflitantes.
O LOBO ATRÁS DA PORTA - O premiado
longa-metragem O lobo atrás da porta
(2013), dirigido e escrito por Fernando Coimbra, é inspirado num caso policial da Fera da
Penha, em que uma mulher assassina uma garota após um envolvimento extraconjugal
com o pai da menina que desaparece e faz com que seus pais sigam para a
delegacia, interrogados separadamente pelo delegado e a descoberta de uma rede
de mentiras, amor, vingança e ciúmes envolvendo o trio. Veja mais aqui.
A ARTE DE CARL MILLES
A arte do escultor sueco Carl
Milles (1875-1955). Veja mais aqui.
PERNAMBUCULTURARTES
Caro
leitor, nesses versos / Farei uma descrição / Referente ao corpo humano, / Sobre
aspectos e formação, / Cujo ser é semelhança / Do Autor da Criação / Quero
descrever do mesmo / As partes mais conhecidas. / Falar das várias matérias / Que
estão nele contidas. / E mostrar a estrutura / Sobre as partes divididas. / Em
cabeça, tronco e membros / É o corpo dividido. / Na cabeça: crânio e face, um
ponto bem conhecido. / O crânio tem oito ossos, pelos quais é construído. [...].
Trecho
do cordel O ABC do Corpo Humano – pequeno tratado da anatomia humana (1981),
do poeta e enfermeiro Elias Alves de Carvalho, artista de múltiplas facetas, pois também sanfoneiro emérito,
versejador e repentista. Veja mais aqui.
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A música do violonista e compositor Henrique Annes aqui.
Tramações:
linha, da artista visual Jaci
Borba aqui.
A obra
de Bertoldo Kruse aqui.
Ela Musa
Artista aqui.
A arte
da escritora Gerusa Leal aqui.
Violinistas
de Palmares aqui.
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