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terça-feira, janeiro 30, 2024

SUSAN GREENFIELD, GERTRUDE STEIN, MEG CABOT & MANUEL BANDEIRA

 

Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som do álbum É frevo, meu bem! (Aple Music, 2011), Esse é o meu carnaval (Tratore, 2007) e o DVD Pernambuco para o Mundo (Tratore, 2014), da cantora Nena Queiroga, considerada a Rainha do Carnaval pernambucano. Veja mais aqui.

 

RUBRICA DE CRONÓTOPO... – Se não tivesse o coração amando, eu não seria nada. Se não soubesse o dia o que seria a noite, não valeria a vida. Pensando bem, ainda há pouco era um menino da beira do rio e, já mal dobrara algumas poucas esquinas, nem via direito o tanto que passou. Era como se já fosse março e perdesse quantos dias e meses, se tudo o mais esqueci nas últimas três ou quatro décadas, quantos motivos teria senão a pilhéria pronta. Ontem mesmo pelas três da tarde ou sei lá se tanto, tivera um susto ao esbarrar com a Simone Weil: As soluções não são fáceis de conceber... Todos os pecados são tentativas de preencher vazios... Nem dois segundos sequer bastaram, quandei fé já passava das nove da noite e o cochilo. Foi então que pude ver os urubus como verdadeiros túmulos povoando o dia no meu momento crepuscular. Do outro lado, nada mais que esfaimados e furibundos na festa da minha febre noturna e quem morreu de espanto ninguém acreditava. É tão Brasil quanto imoral, que importa. Dizia-me Sarah Kane: Depois de ter percebido que a vida é muito cruel, a única resposta é viver com tanta humanidade, humor e liberdade que puder... Eles vão me amar por aquilo que me destrói... Não sei quantos milênios atravessei, se quadras percorri de A a Z e lá estava eu tão longe quanto o país das trinta e seis mil vontades, no cercado mágico de Maurois. Como quem não conseguia decorar O corvo e a raposa de La Fontaine, sabia lá se sonhos ou loucura, andava dez vezes mais. E parecia nem ter saído do lugar, como se arrastasse pelas areias que davam pro mar do Tempo Perdido, uma sujeira espessa com perfume de rosas. E, apesar disso, ali ainda não era março, mas foi onde apenas uma mulher não tinha nem nunca teve problema algum. Fui ver de perto e era a belíssima moira Aisa: Ô cabra andejo, para quieto! Ela, pra quem não sabe Átropos, inamovível, inflexiva, dizia ser uma das sobreviventes daquele voo 370 desaparecido da Malasya Air Line. Como podia? Nem atinava nada direito, azucrinava muito o cricrilar persistente de grilos machos, coisa mais chata! Então, virou-se pra mim informando ser ali o País do Presente de Poe – de Pym of Nantucket, na verdade - e esqueci quem era e o que fazer. Cá com meus botões: se não era o Triângulo das Bermudas, estava no meio do maior quebra-cabeça. Então me sussurrou Ada Negri: Não há momento que não pese sobre nós o poder de todos os tempos... Aí celebrei: abençoada seja pelos cotovelos no tumulto dos dias, terra de água acima, fogo de vento abaixo. Cada um a sua vida. Se sabia onde pisava, não poderia jamais esquecer das esquinas e pedras falsas. Tudo poderia acontecer. Então pisei devagar, os mortos agradeceram...’Ainda não era e deslembrei, assim mesmo, perdendo a raiz. Não precisava mais de ontem nem amanhã, vivia agora. Até mais ver.

 

QUATRO POEMAS

Imagem: Acervo ArtLAM.

UMA ROSA É UMA ROSA É UMA ROSA É UMA ROSA - Uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa \ Encanto extremo. \ Botina extra. \ Encanto extremo. \ O mais doce sorvete. \ Páginas épocas página épocas página épocas.

ÍNFIMA VELHA ESTRELA - Ínfima velha estrela. \ Fluída sempre. \ Foste um triste percentual. \ Faz um dia de sol. \ Vigia ou água. \ Tão logo a lua ou um pesado velho assédio.

ENTRE - Entre um lugar e um uma bala de açúcar existe uma estreita trilha a pé que mostra mais subida que qualquer coisa, tão mais real que o significado de um chamado um travesseiro uma coisa completa como aquilo. Uma virgem uma completa virgem é julgada feita e assim entre curvas e esboços e estações reais e mais dos óculos e um perfeito arranjo sem precedente entre duas senhoras e leves resfriados não há bosque de cetim brilhando.

UMA SOMBRINHA DESFECHADA - Qual era a utilidade de não deixá-la lá onde ela ficaria pendurada qual era a utilidade se não havia chance de nunca tê-la visto aqui e mostrar que ela era bonita e certa a forma de mostra-la. A lição é ensinar que ela se mostra assim, que ela se mostra assim e que nada mais, que não há nada a mais, que não há mais que se fazer com ela e assim tanto quanto existe lá bastante motivo para se fazer uma troca.

Poemas da escritora e feminista estadunidense Gertrude Stein (1874-1946). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui,

 

ABANDONO - […] Na verdade, o termo “perdoar e esquecer” não faz sentido para mim. Perdoar nos permite parar de pensar em um problema, o que nem sempre é saudável. Mas se esquecermos, não aprendemos com nossos erros. E isso pode ser mortal [...]. Trecho da obra Abandon (Point, 2011), da escritora e roteirista estadunidense Meg Cabot, que na obra Ninth Key (Turtleback, 2004) expressa: […] Posso estar morto há cento e cinquenta anos, Susannah,... mas isso não significa que não sei como as pessoas dizem boa noite. E geralmente, quando as pessoas dizem boa noite, elas guardam a língua para si mesmas. [...]. E na obra Twilight (Avon, 2005) evidencia que: [...] O que é um mediador, você pergunta? Ah, uma pessoa que atua como elo de ligação entre os vivos e os mortos. Ei, espere um minuto... o que você está fazendo com essa camisa de força? [...], afora nos contemplar com frases lapidares: Escreva o tipo de história que você gostaria de ler. As pessoas lhe darão todo tipo de conselho sobre como escrever, mas se você não estiver escrevendo algo que goste, ninguém mais vai gostar. Você não é uma nota de cem dólares, nem todo mundo vai gostar de você. Se você ama alguma coisa, liberte-a. Se fosse para ser, ele voltará para você. Veja mais aqui e aqui.

 

A TECNOLOGIA É NOSSA ESCRAVA, NÃO NOSSA MESTRA - O ambiente digital está alterando nosso cérebro de forma inédita. O primeiro é o impacto das redes sociais na identidade e nos relacionamentos. O segundo é o impacto dos videogames na atenção, agressividade e dependência. E o terceiro é sobre o impacto dos programas de busca no modo como diferenciamos informação de conhecimento, como aprendemos de verdade. É claro que há muitos estudos que ainda precisam ser feitos, mas certamente há cada vez mais evidências sobre aspectos positivos e negativos. Agora, só porque vemos um aumento de QI em quem joga videogames não quer dizer que haja um aumento de criatividade ou capacidade de escrita. Também se sabe, por alguns estudos, e por exames de imagem, que os videogames aumentam áreas do cérebro que liberam dopamina. Também sabemos que, em casos extremos, nos quais as pessoas gastam até 10 horas por dia na frente da tela, existe uma forte correlação com anormalidades em exames cerebrais. Como costumamos dizer, uma andorinha só não faz verão. Então é importante fazer mais estudos. Isto não é definitivo, em se tratando de ciência nada é definitivo, por isso é importante começar a fazer pesquisa básica porque, até agora, está claro que coisas boas e coisas ruins estão acontecendo de um modo que não haviam acontecido em gerações passadas. É um desafio, mas o que temos que fazer é tentar pensar em maneiras, não tentar negar a tecnologia. Nós podemos, na nossa sociedade maravilhosa, com toda essa tecnologia, com todas as oportunidades que temos, dar aos nossos filhos um mundo tridimensional interessante para viver. A partir disso eu infiro que as pessoas estão construindo uma identidade no ciberespaço que em boa parte é formada pela visão das outras pessoas. Eu acho interessante essa tendência de que mesmo que você sinta-se muito importante, muito conectada, você se sente insegura, tenha baixa autoestima, sinta-se constantemente inadequada. Eu acho que precisamos olhar para as estatísticas em vez de apenas levar em conta as impressões pessoais ou os meios de comunicação. De acordo com as estatísticas, os chamados nativos digitais, gente que nasceu após 1990, apresentam níveis de uso alarmantes. Trechos extraídos da entrevista da revista Fronteiras (2018) concedida pela neurocientista britânica Susan Greenfield. Veja mais aqui.

 

LIBERTINAGEM & ESTRELA DA MANHÃ, DE MANUEL BANDEIRA

A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca. \ Eu tomo alegria!

Trecho do poema Não sei dançar, extraído da obra Libertinagem & Estrela da Manhã (Nova Fronteira, 2000), do poeta, tradutor, crítico literário e de arte, Manuel Bandeira (1886-1968). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

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quarta-feira, julho 08, 2020

LA FONTAINE, KÄTHE KOLLWITZ, MÔNICA BURITY & MÁRIO SOUTO MAIOR



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: LHEGUELHÉ DESENTURMADO - Nunca consegui me situar direito nas coisas, sempre um tanto deslocado. Melhor dizendo: bastante por fora, mesmo. Quando não passo batido, a oportunidade é adiada e cai no esquecimento. Foi. Com os da minha idade, uma ou outra interlocução bem precária. Os mais velhos, uma barra para superar a distância. Os mais novos, assim, meio que desencontrados. Com as mulheres, ah sim, com elas tantas interações, só elas. Nem sempre. É que sou daquele que atira no que vê e acerta no que nem está, péssima pontaria, pior jogador. Só passei a me equilibrar melhor quando ouvi Fritz Perls: O primeiro e último problema do indivíduo é integrar-se internamente e ainda assim, ser aceito pela sociedade. Não é à toa que me sinta sempre peixe fora do aquário, hehehehe. Vou.

DOIS: CARTA FORA DO BARALHO OU SEI LÁ O QUÊ – Nos meus deslocamentos, tanto fiz que nem sei se um deu certo, eu estava errado, isso sim; ou seja, se acertei, não era nada. Quando errei, parece que aprumou no êxito, coisa assim, nem lá nem cá, ia e pronto. Se não havia como, arrumava um jeito de proceder de qualquer forma. Ia mesmo. Foi aí que Edgar Morin chegou: Compreender não só aos outros como a si mesmo, a necessidade de se autoexaminar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre seres humanos. Muito para aprender no meio de conflitos e desenquadradas, vou assim mesmo.

TRÊS: QUANDO NÃO PISAVA NA BOLA, DAVA UM BRANCO GÉLIDO – Mesmo assim eu perseverava: escorregando ali, topadas acolá, ia e vinha, isso quando fazia a melada de ficar ou com a cara no chão, ou me fazendo que não havia nada, de tão deslocado. Aprendi com Moraes Moreira: As horas em que mais errei foram as que mais me ensinaram. Mas não tinha jeito, errava toda hora, reincidente, sucumbente. Até que Patativa do Assaré poetou: É melhor escrever errado a coisa certa do que escrever certo a coisa errada... Tinha jeito nada, nunca me levei a sério, nem posso. Na linha, só o trem; quando eu, qualquer coisa. Vou. Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: A mulher da classe trabalhadora me mostra muito mais do que as mulheres que são totalmente limitadas pelo comportamento convencional. A mulher da classe trabalhadora mostra-me as mãos, os pés e os cabelos. Ela me permite ver a forma e o corpo de suas roupas. Ela se apresenta e a expressão de seus sentimentos abertamente, sem disfarces. Senti que não tenho o direito de me retirar da responsabilidade de ser uma advogada. É meu dever expressar os sofrimentos das pessoas, os sofrimentos que nunca terminam e são tão grandes quanto as montanhas. Estou gradualmente me aproximando do período da minha vida em que o trabalho vem primeiro. Para o trabalho, é preciso ser duro e empurrar para fora de si o que você viveu. Força é tomar a vida como ela é, sem se deixar quebrantar, e, sem queixas ou excessivo choro, para fazer o próprio trabalho com vigor. Passei por uma revolução e estou convencida de que não sou revolucionária. Eu pensei que era uma revolucionária e era apenas uma evolucionária. Pensamento da escritora, gravurista, escultora, desenhista e pintora alemã Käthe Kollwitz (1867-1945).

AS FÁBULAS DE LA FONTAINE
Ao longo da tua vida tem cuidado para não julgares as pessoas pelas aparências. Aprendei que todo o adulador vive à custa de quem o escuta. Nada há de mais perigoso do que um amigo ignorante; mais vale um sábio inimigo. Não falar para o seu século é falar com surdos. O símbolo dos ingratos não é a Serpente, é o Homem.
LA FONTAINE – As fábulas do poeta e fabulista francês Jean de La Fontaine (1621-1695), foram escritas em três partes, seguindo o estilo do grego Esopo, tendo para o significado de que: É uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato. Por esta razão tornou-se o responsável pelo desenvolvimento da fábula moderna e integrando o inventário humano através dos séculos. Veja mais aquiaqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da premiada bailarina, intérprete, criadora e professora Mônica Burity, que é graduada em Dança pela UniverCidade, integra a Focus Cia. de Dança e atuou em espetáculos como Eles Assistem e Eu Danço – Estudo para Mônica Burity (2005), Samba Variationen (2002), Fauno (2018) e Malditos (2019), entre outros. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Quem nasce no interior vivencia situações e conhece tipos que, dificilmente, fariam parte da vida de alguém da cidade grande. O dinheiro até que tem dado para tomar água de coco, mas preciso publicar e espalhar meus livrinhos nas escolas públicas. Eu sou o tipo do cara realizado, por vários motivos. Pela família, pelos amigos, pela saúde. Tenho 80 anos e todas as minhas taxas estão normais.
A arte do folclorista e etnólogo Mário Souto Maior (1920-2001), que escreveu e publicou mais de 70 livros, tornando-se um dos mais destacados pesquisadores do folclore nordestino. Veja mais dele aqui, aqui & aqui.
&
A história de amor de Fernando e Isaura, do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014) aqui.
Fisionomia e espírito do mamulengo, do escritor, dramaturgo e advogado Hermilo Borba Filho (1917-1976) aqui.
A poesia de do poeta, jornalista, professor e crítico literário Cesar Leal (1924-2013) aqui.
Jutaí menino, do escritor Gilvan Lemos (1928-2015) aqui.
Contribuição à história do Ginásio Municipal dos Palmares, do Professor Brivaldo Leão de Almeida aqui.
Rio Una, a música de Jorge de Altinho aqui.
A arte de Paulo Profeta, IbaValeUna & Pintando na Praça aqui.
&
Porque era sábado no Una aqui & aqui.


domingo, janeiro 24, 2016

A MULHER NOS PRIMÓRDIOS DA HUMANIDADE, WOOLF, ENGELS, WHARTON, POLYDOURI, SAINKHO, FECAMEPA, HANNA CANTORA & MUITO MAIS!!!!!



TODO DIA É DIA DA MULHER: A MULHER NOS PRIMÓRDIOS DA HUMANIDADE – Resultante da revisão da literatura efetuada em meus estudos, foi possível visualizar que nos primórdios da humanidade, o papel da mulher estava definido dentro de uma particularidade: elas eram consideradas como um recurso financeiro e tratada pelos homens das formas tribais mais remotas do planeta, como um animal ou pedaço de terra adquirido. Ela detinha, portanto, uma condição de submissa e subalterna desde as mais remotas eras. Contudo, identificam-se outras diferentes formas de relações entre determinados povos, como os egípcios, os gregos e os judeus. No Egito antigo, por exemplo, havia uma relação de igualdade entre homens e mulheres, tendo ela atuação no comercio, na indústria, na medicina e nas lides do campo. Entre os gregos, todavia, devida a predominância e prazer masculino, além da concorrência dos escravos, a mulher já se encontrava humilhada, escravizada, degradada, sendo, pois, considerada instrumento para simples reprodução. Exemplo disso era o tratamento dispensado pelos espartanos que entendiam a mulher apenas como responsável por uma raça forte, concebendo filhos sadios e belos, sendo obrigadas a educá-los. Já os atenienses dividiam as mulheres em classes, mantendo a esposa legítima quase em clausura e instruindo as que se destinavam às cortesãs. Entre o universo judeu, a mulher detinha uma posição de absoluta inferioridade em relação ao homem, em conformidade com a lei mosaica. Tem-se, com isso, que a opressão sofrida pela mulher é resultado das transformações ocorridas nas relações humanas desde as primeiras sociedades que se conhece, ocorrendo momentos no final da Antiguidade, em que ela era colocada em situações de superioridade e que, em muitas culturas, a mulher era vista como um ser especialmente capaz de realizar certos encantamentos e receber favores das divindades. (Luiz Alberto Machado).

                                                                   PICADINHO
Imagem: The Harem Bathing, do pintor e escultor academicista francês Jean-Léon Gérôme (1824-1904). Veja mais aqui e aqui.
Curtindo o álbum Terra (Leo Records, 2010), da cantora de Tuva na república autônoma da Federação da Rússia a norte da Mongólia, Sainkho Namtchylak.

EPÍGRAFE - COMO CONSTATADO NO FECAMEPA: TUDO NO BRASIL É UM PARTO DA MONTANHA – A expressão “parto da montanha”, foi usada inicialmente pelo filósofo e poeta lírico e satírico romano Quinto Horácio Flaco (65-8aC), em sua Arte Poética: Parturiunt montes; nascetur ridiculus mus. Foi popularidzada pela fábula do fabulista romano Caius Iulius Paedro (15 a.C. – 50 .a.C. – Caio Julio Fedro), Mons Parturiens, retomada pelo poeta e fabulista francês Jean de La Fontaine (1621-1695), no seu La Montagne qui Accouche, mencionando que: Uma montanha em trabalhos de parto fazia tão grande escarcéu, que todos acudindo ao alarido, supunham que daria à luz com certeza uma cidade maior que Paris: ela deu à luz um rato. Posteriormente, o poeta e crítico francês Nicolas Boileau-Despréaux, em sua Arte Poética expressou: Que produzirá o autor depois de tanto alarde? A montanha em trabalho de parto dará à luz um rato. A expressão, então, possui o significado de resultado ridículo que não corresponde à grande expectativa criada em torno de um acontecimento. Diz-se que são partos de montanha as iniciativas inexpressivas que resultam de longas e ruidosas convenções e tudo o mais que não tem correspondência com o esforço despendido. Por isso, reafirmo com o Fecamepa: tudo no Brasil é um parto da montanha! É ou não é? E isso não é de hoje nem de agora, vem desde 1500!!! Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

A MULHER GREGA – No livro Sobre a mulher (Global, 1981), de Karl Marx, Friedrich Engels e Vlaidmir Lenin, encontro o texto que aborda sobre a mulher grega da Antiguidade, do teórico revolucionário alemão Friedrich Engels (1820-1895), que assim se expressa: [...] nos tempos heróicos, encontramos a mulher já humilhada pela predominância do homem e pela concorrência dos escravos. [...] a mulher foi degradada, escravizada, tornou-se escrava do prazer do homem e um simples instrumento de reprodução. Essa condição humilhante para a mulher, tal qual como aparece, notadamente entre os gregos dos tempos heróicos, e mais ainda dos tempos clássicos, foi gradualmente camuflada e dissimulada e também, em certos lugares, revestida de formas mais amenas, mas não foi absoluta suprimida [...] ela não é, para o homem, mais do que a mãe dos seus herdeiros legítimos, a superintendente do seu lar e a diretora das mulheres escravas, das quais ele pode fazer, à sua vontade, concubinas [...]. Veja mais aqui.

ÉPOCA DA INOCÊNCIA – No livro A época da inocência (Companhia das Letras, 2013), da escritora e designer estadunidense Edith Wharton (1862-1937), destaco o trecho: [...] Madame Nilsson, de caxemira branca com nesgas de cetim azul‑claro, uma bolsinha pendurada numa faixa azul e grandes tranças amarelas arrumadas cuidadosamente em ambos os lados da blusa de musselina, ouvia com os olhos baixos o apaixonado galanteio de M. Capoul e afetava uma ingênua incompreensão de suas intenções, sempre que, com a palavra ou com o olhar, ele indicava a janela do andar térreo da casa de tijolos à vista no lado direito do palco. “Que amor!”, pensou Newland Archer, voltando a fitar a jovem com os lírios‑do‑vale. “Ela não faz ideia do que se trata.” E contemplou‑lhe o rosto absorto com um vibrante sentimento de posse em que o orgulho pela própria iniciação masculina se misturava a uma terna reverência pela infinita pureza da moça. “Vamos ler Fausto juntos... à beira dos lagos italianos...”, pensou, vagamente confundindo o cenário de sua planejada lua de mel com as obras‑primas da literatura que, como homem, teria o privilégio de revelar à esposa. Foi só naquela tarde que May Welland lhe disse que “gostaria” (era assim que a donzela devia declarar‑se em Nova York), e já sua imaginação, saltando à frente do anel de noivado, do beijo de noivado e da marcha do Lohengrin, posicionava‑a a seu lado em algum cenário imerso na velha magia europeia. [...]. Veja mais aqui.

SOU A FLOR – Entre os poemas da poeta grega Maria Polydouri (1902-1930), destaco o seu belíssimo Sou a flor: Sou a flor roída pouco a pouco por um verme secreto... / não me fustiga, como as outras, a inexorável tormenta / nem da face pálida arranca-me as pétalas o vento frio. / Tanto aos bons quanto aos maus fados mostro-me sempre ereta e isenta; / só as borboletas à minha volta dão-me calafrios. / Sou a flor roída pouco a pouco por um verme secreto. / Como filho legítimo, aninha-se em meu seio o próprio mal. / Mas sou vida, alegria, destino mais risonho não me importa. / Elevo meu corpo alto e belo como não existe outro igual. / Quando mostra aos astros minhas chagas, eu já estarei morta. Veja mais aqui.

DO QUE ORLANDO ME DISSE – Tive oportunidade assistir no ano de 2006, no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, em São Paulo, à montagem da peça Do que Orlando me disse, uma adaptação do romance Orlando (1928), da escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941), com direção de Georgette Fadel, contando a história de um personagem fantástico que atravessa cinco séculos de existência em uma linguagem que quebra a ilusão teatral ao inserir cenas de improvisação e com situações que se misturam às vividas pela atriz, em uma espécie de espetáculo depoimento. O destaque da encenação fica por conta da atriz Paula Picarelli. Veja mais aqui e aqui.

CACHÉ – O filme Caché (2005), dirigido e roteirizado por Michael Haneke, conta a história de um jornalista e apresentador de um programa literário de TV, que vive tranquilamente em uma casa em Paris, com esposa e filho. Porém, esta tranquilidade é quebrada no dia em que sua esposa recebe o primeiro vídeo anônimo e percebe que sua família é observada de forma anônima e perturbadora. O destaque do longa metragem é para a lindíssima e premiadíssima e dançarina atriz francesa Juliette Binoche. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Capa do primeiro romance A instrução dos amantes (Planeta, 1992), da escritora portuguesa Inês Pedrosa, contando a história de motoqueiros apaixonados e preocupados apenas com o presente e com os sentimentos que começam a brotar, que estão passando da infância para adolescência, entre as bonecas e os campeonatos de beijos ardentes, vivendo num mesmo bairro, em prédios de classe média.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à cantora, compositora e atriz Hanna Cantora.


Veja mais aquiaqui.


 Veja as homenageadas aqui.

quarta-feira, julho 08, 2015

PERLS, LA FONTAINE, GIL VICENTE, LAURINDO RABELO, PROCÓPIO, EPPER, DIVERSÕES LÚDICAS, ÓPERA NA MALA & FECAMEPA!!!!!!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? FECAMEPA – A História do Brasil que eu estudava na escola virou pinoia logo quando, no inicio da segunda metade dos anos 1970, descobri de uma tacada só os estudos desenvolvidos pelo historiador, jornalista e advogado Francisco Augusto Pereira da Costa e, também, do historiador José Antônio Gonsalves de Melo. Foi, então, que comecei a dar umas investidas mais pesadas na biblioteca do meu pai que guardava várias coleções e uma farta exposição de livros sobre o tema, vez que ele era professor da disciplina, e saí fuçando tudo. Outra surpreendente descoberta foi ter acesso à coleção Cronologia Pernambucana – Subsídios para a história do agreste e do sertão (FDMIP/CEHM, 1982), do historiador Nelson Barbalho que me deu mais gás ainda para prosseguir na empreitada. Estava eu repleto de informações que requeriam uma mudança radical a respeito do que havia aprendido acerca da história da patriamada. Mesmo quando fui pra faculdade, entrando noutra área alheia ao tema, mantive meus estudos a respeito ao longo dos anos, até que ao acumular mais de trinta de pesquisas histórias a respeito do meu país, resolvi dar uma intrometido. Mesmo não tendo qualificação nenhuma para abordar tal temática, resolvi escrever umas croniquetas a respeito de acontecimentos históricos ocorridos desde 1500 até o presente – tipo imitação barata do Febeapá, do saudoso Sérgio Stanislaw Porto Ponte Preta -, resultando na reunião de umas besteiradas com fundamentos históricos denominado Festival de Cagadas Melando o País, o que resultou na demoninação do Fecamepa. Vamos aprumar a conversa? Confira aqui e aqui.

Imagem: Barque on the lake, do pintor e escultor suíço Ignaz Epper (1892-1969)

Curtindo o dvd Diversões Lúdicas ao vivo e a cores (2008), do grupo mineiro Diversões Lúdicas criado em 1991 e formado por Rosana Brito (voz, violão, percussão e direção musical), Isabella Ladeira (voz e percussão) e Gutti Mendes (guitarra, voz e percussão).

BRINCARTE DO NITOLINO – Hoje é dia de reprise do programa Brincarte do Nitolino no Projeto MCLAM, com apresentação da simpática apresentadora Ísis Corrêa Naves, em dois horários: às 10hs e às 15hs. Além disso, no blog do projeto Bricarte voê pode conferir as atividades desenvolvidas por Nitolino com os professores e alunos do Sesc Jaraguá – Maceió, como também conferir a literatura de Mírian Leitão, afora ficar por dentro de informações e outras dicas sobre Educação Infantil, Psicologia Infantil, Direito das Crianças e Adolescentes, Literatura Infantil, Música Infantil e Teatro Infantil. Confira aqui e aqui.

GESTALT-TERAPIA – O livro Gestalt-terapia explicada (Summus, 1977), do psicólogo, psicoterapeita e psiquiatra alemão Friederich Salomon Perls (1893-1970), traz uma síntese de suas palestras e sessões gravadas com as quais apresenta e sustenta a Gestalt-terapia, comentando suas intervenções e proposta de que o desenvolvimento psicológico e biológico de um organismo se processa de acordo com as tendências inatas que tentam adaptá-lo harmoniosamente ao ambiente, apresentando uma visão de homem e de mundo pautadas na holística, na fenomenologia e no existencialismo, e tendo como foco levar as pessoas a restaurar o contato consigo, com os outros e com o mundo. Da obra destaco o trecho introdutório: Desejo falar sobre o desenvolvimento atual da psicologia humanista. Levamos bastante tempo para desmascarar todo o logro freudiano, e agora estamos entrando numa fase nova e perigosa. Estamos entrando na fase das terapias estimulantes: ligando-nos em cura instantânea, em consciência sensorial instantânea. Estamos entrando na fase dos homens charlatães e de pouca confiança, que pensam que se vocês obtiverem alguma quebra de resistência, estarão curados, sem considerar qualquer necessidade de crescimento, sem considerar o potencial real, sem considerar o gênio inato em todos vocês. Se isto estiver se tornando moda, será tão perigoso para a psicologia quanto deitar num divã durante um ano, uma década, um século. Pelo menos os danos que sofremos com a psicanalise tem pouca influencia sobre o paciente, a não ser por deixaram-no cada vez mais morto. Isto não é tão prejudicial quanto a coisa super-super-rápida. Os psicanalistas pelo menos tinham boa vontade. Devo dizer que estou muito preocupado com o que está acontecendo atualmente. Uma das objeções que tenho contra qualquer pessoa que se diga um Gestalt-terapeuta é quanto ao uso da técnica. Uma técnica é um truque. Um truque que deve ser usado apenas em casos extremos. Existem muitas pessoas colecionando triques e mais truques, abusando deles. Estas técnicas, estes instrumentos são bastante úteis em seminários de consciência sensorial ou alegria, para dar a ideia de que ainda se está vivo, e que o mito de que o americano é um cadáver não é verdade, que ele pode estar vivo. Mas o triste fato é que esta energetização frequente se torna uma perigosa atividade substituta, uma outra falsa terapia que impede o crescimento. Agora, o problema não é tanto em relação às terapias estimulantes, mas em relação a toda cultura americana. Nós demos um giro de cento e oitenta graus, do puritanismo e moralismo até o hedonismo. De repente, tudo tem que ser diversão e prazer, e qualquer envolvimento sincero, qualquer estar aqui real, é desencorajado. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CONTES ET NOUVELLES EM VERS – O poeta e fabulista francês Jean de La Fontaine (1621-1695), foi o criador de baladas, epístolas e madrigais e autor de Elegia às ninfas do Vaux (1661). Posteriormente escreveu Contes (1664), narrativas em verso o que o identificou como um artista da palavra, poeta conciso, criador de versos eficientes em vários gêneros: epigramáticos, voluptuosos, razoáveis, fantásticos e barroco. Em 1669 publicou Os amores de Psiquê, que se destacou pela elegância da prosa e pela analise maliciosa da psicologia feminina. Ele revela em toda sua obra um domínio extraordinário da língua e seu vocabulário combina elementos arcaicos, preciosistas e harmoniosos. Em 1668 publicou os seis primeiros livros das Fables que iriam torna-lo internacionalmente famoso. As fabulas de La Fontaine divide-se em doze livros, como sendo um gênero alegórico com virtudes e vícios humanos personificados por animais. Ele aproveitou temas clássicos de Esopo e Fedro para caracterizar personagens e situações humanas. A ambientação é geralmente rustica. O poeta serve-se também dos deuses e heróis mitológicos para ilustrar suas lições, uma vez que suas fábulas são psicológico-didáticas, moralistas no sentido francês do termo, não procurando impor conceitos, apenas constata aquilo que não devia ser, mas é pela força ou pela fraude. As suas fábulas foram traduzidas e tornaram-se leitura obrigatória nas escolas do mundo inteiro. Apesar das criticas ao conteúdo de egoísmo malicioso, conceito utilitário da vida, não fazem mais do que refletir a realidade. A narração viva, elegante e variada cativa os leitores de todas as idades na busca por instruir divertindo; em vez de humanizar os animais, procura ressaltar os aspectos animais da natureza humana. Sua poesia é intelectualista e já foi comparada por críticos franceses, com a de Homero e Dante. Veja mais aqui, aqui e aqui.

AS ROSAS DO CUME & OUTROS POEMAS – No livro Poesias (Cultura, 1944), do escritor, professor e médico do Romantismo brasileiro Laurindo Rabelo (1826-1864), encontro o poema Tempo e Conta: Deus pede estrita conta de meu tempo. / E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta. / Mas, como dar, sem tempo, tanta conta. / Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo? / Para dar minha conta feita a tempo, /O tempo me foi dado, e não fiz conta. / Não quis, sobrando tempo, fazer conta. / Hoje, quero acertar conta, e não há tempo. / Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta, / Não gasteis vosso tempo em passatempo. / Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta! / Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo, / Quando o tempo chegar, de prestar conta / Chorarão, como eu, o não ter tempo... Também merece destaque o Soneto II – A uma inconstante: De uma ingrata em troféu despedaçado / Meu coração devora amor cruento, / Trocando em fero e bárbaro tormento / Quantos prazeres concedeu-me o fado. / No seio d'alma, já dilacerado, / Negras fúrias do báratro apascento! / Filtra-me o delirante pensamento / De zelos negro fel envenenado. / Desprezo, ingratidão, fria esquivança / Da cruel por quem morro, em tal procela / Apagaram-me a estrela da esperança. / E eu (ao confessá-lo a dor me gela) / Humilhado a seus pés, minha vingança / Ê carpir, delirar, morrer por ela. Por fim, o belíssimo As rosas do cume: Eu plantei uma roseira. / Quanto mais as rosas brotam, / Tanto mais o cume cheira. / À tarde, quando o sol posto, / E o cume o vento adeja, / Vem travessa borboleta / E as rosas do cume beija. / No tempo das invernadas, / Que as plantas do cume lavam, / Quanto mais molhadas eram, / Tanto mais no cume davam. / Mas se as aguas vêm correntes, / E o sujo do cume limpam, / Os botões do cume abrem, / As rosas do cume brincam. / Tenho, pois, certeza agora / Que no tempo de tal rega, / Arbusto por mais mimoso / Plantado no cume, pega. / Vem porém o sol brilhante / E seca logo a catadupa; / O mesmo sol a terra abrasa / E as águas do cume chupa. / A rosa do cume fica / no mais alto da montanha / A rosa do cume pica / A rosa do cume arranha / As rosas do cume espreitam / entre as folhagens d'além / trazidos na fresca brisa / os cheiros do cume vêm. / No cume duma montanha / tem um olho d'água à beira. / É uma água tão cheirosa / que a multidão ansiosa / o olho do cume cheira. Veja mais aqui.

AUTO DA ALMA – A composição dramática de caráter religioso e moralista Auto da alma (1518), do dramaturgo, músico, ator, encenador e poeta português Gil Vicente (1465-1537), conta a história do conflito Geraldo por uma alma que volta à unidade divina, mas acaba se desviando e encontrando outros interesses para os seus propósitos, ao ser tentada pelo Diabo para as riquezas da terra, enquanto o anjo procura dissuadi-la sobre as tentações do Diabo. Da obra destaco o trecho inicial: Está posta uma mesa com uma cadeira. Vem a Madre Santa Igreja com seus quatro doutores: S. Tomás, S. Jerónimo, Santo Ambrósio e Santo Agostinho. E diz Agostinho: AGOSTINHO Necessário foi, amigos, que nesta triste carreira desta vida, pera os mui p'rigosos p'rigos dos imigos, houvesse alguma maneira de guarida. Porque a humana transitória natureza vai cansada em várias calmas; nesta carreira da glória meritória, foi necessário pousada pera as almas. Pousada com mantimentos, mesa posta em clara luz, sempre esperando com dobrados mantimentos dos tormentos que o Filho de Deus, na Cruz, comprou, penando. Sua morte foi avença, dando, por dar-nos paraíso, a sua vida apreçada, sem detença, por sentença, julgada a paga em proviso, e recebida. A Sua mortal empresa foi santa estalajadeira Igreja Madre: consolar à sua despesa, nesta mesa, qualquer alma caminheira, com o Padre e o Anjo Custódio aio. Alma que lhe é encomendada, se enfraquece e lhe vai tomando raio de desmaio, se chegando a esta pousada, se guarece. Vem o Anjo Custódio, com a Alma [...] Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DA CIDADE AMADA – O filme Crônica da cidade amada (1965), do cineasta Carlos Hugo Christensen com roteiro escrito por Millôr Fernandes, Carlos Drummond de Andrade, Orígenes Lessa, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Dinah Silveira de Queiroz e Paulo Rodrigues, e canções interpretadas por Taiguara, relata onze situações histórias inspiradas na vida carioca, com narração de Paulo Autran e a participação do ator e diretor teatral brasileiro Procópio Ferreira (1898-1979) que divide a cena com Magalhães Graça no episódio O índio, de Drummond, narrando a situação de um homem que fica indignado quando sua cédula de cruzeiros com um rosto de um índio não é aceita sob suspeita de ser falsificada. Os outros episódios são Aparição, Mal entendido, Aventura carioca, Luzia, O homem que se evadiu, O pombo enigmático, Um pobre morreu, Receita de Domingo, Iniciada a peleja e A morena e o louro. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A Cia. Ópera na MalaCris Miguel e Sérgio Serrano – realizam o programa televiso infantil Baú de Histórias, criado em 2002 e transmitido pela TV Cultura e TV Rá-Tim-Bum, no qual os personagens improvisam sobre fábulas infantis ao ritmo de instrumentos e diálogos cômicos. Em 2014 ele passou a ser chamado de Caderninho Verde e suas Histórias, pela TV Cultura. Veja mais aqui e aqui.


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O feitiço da naja: tocaia & o bote, Sistemas de comunicação de Joseph Luyten, Palmares & o coração de Hermilo Borba Filho, Porta giratória de Mário Quintana, Or de Liz Duffy Adams, a música de Vanessa Lann, a pintura de Joerg Warda & a arte de Luciah Lopez aqui.

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Primeira reunião, Ética pro novo milênio do Dalai Lama, Morte ao invasor de Gilvan Lemos, O despertar da primavera de Frank Wedekind, O testamento de Orfeu de Jean Cocteau, a pintura de Marc Chagall & Edgar Degas, a música de Toquinho, a arte de María Casares, a coreografia de Alonso Barros & a poesia de Valéria Tarelho aqui.
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