quarta-feira, julho 08, 2015

PERLS, LA FONTAINE, GIL VICENTE, LAURINDO RABELO, PROCÓPIO, EPPER, DIVERSÕES LÚDICAS, ÓPERA NA MALA & FECAMEPA!!!!!!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? FECAMEPA – A História do Brasil que eu estudava na escola virou pinoia logo quando, no inicio da segunda metade dos anos 1970, descobri de uma tacada só os estudos desenvolvidos pelo historiador, jornalista e advogado Francisco Augusto Pereira da Costa e, também, do historiador José Antônio Gonsalves de Melo. Foi, então, que comecei a dar umas investidas mais pesadas na biblioteca do meu pai que guardava várias coleções e uma farta exposição de livros sobre o tema, vez que ele era professor da disciplina, e saí fuçando tudo. Outra surpreendente descoberta foi ter acesso à coleção Cronologia Pernambucana – Subsídios para a história do agreste e do sertão (FDMIP/CEHM, 1982), do historiador Nelson Barbalho que me deu mais gás ainda para prosseguir na empreitada. Estava eu repleto de informações que requeriam uma mudança radical a respeito do que havia aprendido acerca da história da patriamada. Mesmo quando fui pra faculdade, entrando noutra área alheia ao tema, mantive meus estudos a respeito ao longo dos anos, até que ao acumular mais de trinta de pesquisas histórias a respeito do meu país, resolvi dar uma intrometido. Mesmo não tendo qualificação nenhuma para abordar tal temática, resolvi escrever umas croniquetas a respeito de acontecimentos históricos ocorridos desde 1500 até o presente – tipo imitação barata do Febeapá, do saudoso Sérgio Stanislaw Porto Ponte Preta -, resultando na reunião de umas besteiradas com fundamentos históricos denominado Festival de Cagadas Melando o País, o que resultou na demoninação do Fecamepa. Vamos aprumar a conversa? Confira aqui e aqui.

Imagem: Barque on the lake, do pintor e escultor suíço Ignaz Epper (1892-1969)

Curtindo o dvd Diversões Lúdicas ao vivo e a cores (2008), do grupo mineiro Diversões Lúdicas criado em 1991 e formado por Rosana Brito (voz, violão, percussão e direção musical), Isabella Ladeira (voz e percussão) e Gutti Mendes (guitarra, voz e percussão).

BRINCARTE DO NITOLINO – Hoje é dia de reprise do programa Brincarte do Nitolino no Projeto MCLAM, com apresentação da simpática apresentadora Ísis Corrêa Naves, em dois horários: às 10hs e às 15hs. Além disso, no blog do projeto Bricarte voê pode conferir as atividades desenvolvidas por Nitolino com os professores e alunos do Sesc Jaraguá – Maceió, como também conferir a literatura de Mírian Leitão, afora ficar por dentro de informações e outras dicas sobre Educação Infantil, Psicologia Infantil, Direito das Crianças e Adolescentes, Literatura Infantil, Música Infantil e Teatro Infantil. Confira aqui e aqui.

GESTALT-TERAPIA – O livro Gestalt-terapia explicada (Summus, 1977), do psicólogo, psicoterapeita e psiquiatra alemão Friederich Salomon Perls (1893-1970), traz uma síntese de suas palestras e sessões gravadas com as quais apresenta e sustenta a Gestalt-terapia, comentando suas intervenções e proposta de que o desenvolvimento psicológico e biológico de um organismo se processa de acordo com as tendências inatas que tentam adaptá-lo harmoniosamente ao ambiente, apresentando uma visão de homem e de mundo pautadas na holística, na fenomenologia e no existencialismo, e tendo como foco levar as pessoas a restaurar o contato consigo, com os outros e com o mundo. Da obra destaco o trecho introdutório: Desejo falar sobre o desenvolvimento atual da psicologia humanista. Levamos bastante tempo para desmascarar todo o logro freudiano, e agora estamos entrando numa fase nova e perigosa. Estamos entrando na fase das terapias estimulantes: ligando-nos em cura instantânea, em consciência sensorial instantânea. Estamos entrando na fase dos homens charlatães e de pouca confiança, que pensam que se vocês obtiverem alguma quebra de resistência, estarão curados, sem considerar qualquer necessidade de crescimento, sem considerar o potencial real, sem considerar o gênio inato em todos vocês. Se isto estiver se tornando moda, será tão perigoso para a psicologia quanto deitar num divã durante um ano, uma década, um século. Pelo menos os danos que sofremos com a psicanalise tem pouca influencia sobre o paciente, a não ser por deixaram-no cada vez mais morto. Isto não é tão prejudicial quanto a coisa super-super-rápida. Os psicanalistas pelo menos tinham boa vontade. Devo dizer que estou muito preocupado com o que está acontecendo atualmente. Uma das objeções que tenho contra qualquer pessoa que se diga um Gestalt-terapeuta é quanto ao uso da técnica. Uma técnica é um truque. Um truque que deve ser usado apenas em casos extremos. Existem muitas pessoas colecionando triques e mais truques, abusando deles. Estas técnicas, estes instrumentos são bastante úteis em seminários de consciência sensorial ou alegria, para dar a ideia de que ainda se está vivo, e que o mito de que o americano é um cadáver não é verdade, que ele pode estar vivo. Mas o triste fato é que esta energetização frequente se torna uma perigosa atividade substituta, uma outra falsa terapia que impede o crescimento. Agora, o problema não é tanto em relação às terapias estimulantes, mas em relação a toda cultura americana. Nós demos um giro de cento e oitenta graus, do puritanismo e moralismo até o hedonismo. De repente, tudo tem que ser diversão e prazer, e qualquer envolvimento sincero, qualquer estar aqui real, é desencorajado. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CONTES ET NOUVELLES EM VERS – O poeta e fabulista francês Jean de La Fontaine (1621-1695), foi o criador de baladas, epístolas e madrigais e autor de Elegia às ninfas do Vaux (1661). Posteriormente escreveu Contes (1664), narrativas em verso o que o identificou como um artista da palavra, poeta conciso, criador de versos eficientes em vários gêneros: epigramáticos, voluptuosos, razoáveis, fantásticos e barroco. Em 1669 publicou Os amores de Psiquê, que se destacou pela elegância da prosa e pela analise maliciosa da psicologia feminina. Ele revela em toda sua obra um domínio extraordinário da língua e seu vocabulário combina elementos arcaicos, preciosistas e harmoniosos. Em 1668 publicou os seis primeiros livros das Fables que iriam torna-lo internacionalmente famoso. As fabulas de La Fontaine divide-se em doze livros, como sendo um gênero alegórico com virtudes e vícios humanos personificados por animais. Ele aproveitou temas clássicos de Esopo e Fedro para caracterizar personagens e situações humanas. A ambientação é geralmente rustica. O poeta serve-se também dos deuses e heróis mitológicos para ilustrar suas lições, uma vez que suas fábulas são psicológico-didáticas, moralistas no sentido francês do termo, não procurando impor conceitos, apenas constata aquilo que não devia ser, mas é pela força ou pela fraude. As suas fábulas foram traduzidas e tornaram-se leitura obrigatória nas escolas do mundo inteiro. Apesar das criticas ao conteúdo de egoísmo malicioso, conceito utilitário da vida, não fazem mais do que refletir a realidade. A narração viva, elegante e variada cativa os leitores de todas as idades na busca por instruir divertindo; em vez de humanizar os animais, procura ressaltar os aspectos animais da natureza humana. Sua poesia é intelectualista e já foi comparada por críticos franceses, com a de Homero e Dante. Veja mais aqui, aqui e aqui.

AS ROSAS DO CUME & OUTROS POEMAS – No livro Poesias (Cultura, 1944), do escritor, professor e médico do Romantismo brasileiro Laurindo Rabelo (1826-1864), encontro o poema Tempo e Conta: Deus pede estrita conta de meu tempo. / E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta. / Mas, como dar, sem tempo, tanta conta. / Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo? / Para dar minha conta feita a tempo, /O tempo me foi dado, e não fiz conta. / Não quis, sobrando tempo, fazer conta. / Hoje, quero acertar conta, e não há tempo. / Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta, / Não gasteis vosso tempo em passatempo. / Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta! / Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo, / Quando o tempo chegar, de prestar conta / Chorarão, como eu, o não ter tempo... Também merece destaque o Soneto II – A uma inconstante: De uma ingrata em troféu despedaçado / Meu coração devora amor cruento, / Trocando em fero e bárbaro tormento / Quantos prazeres concedeu-me o fado. / No seio d'alma, já dilacerado, / Negras fúrias do báratro apascento! / Filtra-me o delirante pensamento / De zelos negro fel envenenado. / Desprezo, ingratidão, fria esquivança / Da cruel por quem morro, em tal procela / Apagaram-me a estrela da esperança. / E eu (ao confessá-lo a dor me gela) / Humilhado a seus pés, minha vingança / Ê carpir, delirar, morrer por ela. Por fim, o belíssimo As rosas do cume: Eu plantei uma roseira. / Quanto mais as rosas brotam, / Tanto mais o cume cheira. / À tarde, quando o sol posto, / E o cume o vento adeja, / Vem travessa borboleta / E as rosas do cume beija. / No tempo das invernadas, / Que as plantas do cume lavam, / Quanto mais molhadas eram, / Tanto mais no cume davam. / Mas se as aguas vêm correntes, / E o sujo do cume limpam, / Os botões do cume abrem, / As rosas do cume brincam. / Tenho, pois, certeza agora / Que no tempo de tal rega, / Arbusto por mais mimoso / Plantado no cume, pega. / Vem porém o sol brilhante / E seca logo a catadupa; / O mesmo sol a terra abrasa / E as águas do cume chupa. / A rosa do cume fica / no mais alto da montanha / A rosa do cume pica / A rosa do cume arranha / As rosas do cume espreitam / entre as folhagens d'além / trazidos na fresca brisa / os cheiros do cume vêm. / No cume duma montanha / tem um olho d'água à beira. / É uma água tão cheirosa / que a multidão ansiosa / o olho do cume cheira. Veja mais aqui.

AUTO DA ALMA – A composição dramática de caráter religioso e moralista Auto da alma (1518), do dramaturgo, músico, ator, encenador e poeta português Gil Vicente (1465-1537), conta a história do conflito Geraldo por uma alma que volta à unidade divina, mas acaba se desviando e encontrando outros interesses para os seus propósitos, ao ser tentada pelo Diabo para as riquezas da terra, enquanto o anjo procura dissuadi-la sobre as tentações do Diabo. Da obra destaco o trecho inicial: Está posta uma mesa com uma cadeira. Vem a Madre Santa Igreja com seus quatro doutores: S. Tomás, S. Jerónimo, Santo Ambrósio e Santo Agostinho. E diz Agostinho: AGOSTINHO Necessário foi, amigos, que nesta triste carreira desta vida, pera os mui p'rigosos p'rigos dos imigos, houvesse alguma maneira de guarida. Porque a humana transitória natureza vai cansada em várias calmas; nesta carreira da glória meritória, foi necessário pousada pera as almas. Pousada com mantimentos, mesa posta em clara luz, sempre esperando com dobrados mantimentos dos tormentos que o Filho de Deus, na Cruz, comprou, penando. Sua morte foi avença, dando, por dar-nos paraíso, a sua vida apreçada, sem detença, por sentença, julgada a paga em proviso, e recebida. A Sua mortal empresa foi santa estalajadeira Igreja Madre: consolar à sua despesa, nesta mesa, qualquer alma caminheira, com o Padre e o Anjo Custódio aio. Alma que lhe é encomendada, se enfraquece e lhe vai tomando raio de desmaio, se chegando a esta pousada, se guarece. Vem o Anjo Custódio, com a Alma [...] Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DA CIDADE AMADA – O filme Crônica da cidade amada (1965), do cineasta Carlos Hugo Christensen com roteiro escrito por Millôr Fernandes, Carlos Drummond de Andrade, Orígenes Lessa, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Dinah Silveira de Queiroz e Paulo Rodrigues, e canções interpretadas por Taiguara, relata onze situações histórias inspiradas na vida carioca, com narração de Paulo Autran e a participação do ator e diretor teatral brasileiro Procópio Ferreira (1898-1979) que divide a cena com Magalhães Graça no episódio O índio, de Drummond, narrando a situação de um homem que fica indignado quando sua cédula de cruzeiros com um rosto de um índio não é aceita sob suspeita de ser falsificada. Os outros episódios são Aparição, Mal entendido, Aventura carioca, Luzia, O homem que se evadiu, O pombo enigmático, Um pobre morreu, Receita de Domingo, Iniciada a peleja e A morena e o louro. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A Cia. Ópera na MalaCris Miguel e Sérgio Serrano – realizam o programa televiso infantil Baú de Histórias, criado em 2002 e transmitido pela TV Cultura e TV Rá-Tim-Bum, no qual os personagens improvisam sobre fábulas infantis ao ritmo de instrumentos e diálogos cômicos. Em 2014 ele passou a ser chamado de Caderninho Verde e suas Histórias, pela TV Cultura. Veja mais aqui e aqui.


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Veja mais sobre:
O feitiço da naja: tocaia & o bote, Sistemas de comunicação de Joseph Luyten, Palmares & o coração de Hermilo Borba Filho, Porta giratória de Mário Quintana, Or de Liz Duffy Adams, a música de Vanessa Lann, a pintura de Joerg Warda & a arte de Luciah Lopez aqui.

E mais:
Aniversário de Aninha, A escritura & a diferença de Jacques Derrida, O narrador de Walter Benjamin, Bodas de sangue de Federico García Lorca, a música de Paulo Moura, a pintura de Cícero Dias & Rembrandt Harmenszoon van Rijn, a coreografia de Lia Robato, Brincarte do Nitolino & a poesia de Greta Benitez aqui.
A obra de arte & a reprodução de Walter Benjamim, a poesia de Guillaume Apollinaire, a pintura de Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Efigênia Coutinho & Programa Tataritaritatá aqui.
A campanha do Doro presidente aqui.
A ponte entre o amor e a paixão aqui.
Literatura de cordel: Que língua a nossa, de Carlos Silva aqui.
As trelas do Doro: doidices na sucessão & a arte de Yayoi Kusama aqui.
Cantarau Tataritaritatá, a pintura de Candido Portinari & Vicente do Rego Monteiro, a música de Bach & Wanda Landowska, O vir-a-ser contínuo de Heráclito de Êfeso, A estrada morta de Mia Couto, As casas & os homens de Adolfo Casais Monteiro, Maria Peregrina de Luis Alberto Abreu, Quebra de xangô de Siloé Soares de Amorim, a arte de Luciano Tasso, Brincarte do Nitolino & Jobs no baço e encarar nocautes de Vlado Lima aqui.
Primeira reunião, Ética pro novo milênio do Dalai Lama, Morte ao invasor de Gilvan Lemos, O despertar da primavera de Frank Wedekind, O testamento de Orfeu de Jean Cocteau, a pintura de Marc Chagall & Edgar Degas, a música de Toquinho, a arte de María Casares, a coreografia de Alonso Barros & a poesia de Valéria Tarelho aqui.
Lagoa Manguaba, Teoria do vínculo de Pichon Rivière, História do Brasil de Laurentino Gomes, as sinfonias de Gustav Mahler, a pintura de Lasar Segall & Ekaterina Mortensen, Amor por anexins de Artur Azevedo, o cinema de Vittorio De Sica & Sophia Loren, Kiki, Rainha de Montparnasse, Pavios curtos de José Aloise Bahia & Programa Tataritaritatá aqui.
A rodagem de Badalejo, a bodega de Água Preta, O analista de Bagé de Luis Fernando Veríssimo, Narração & narrativas de Samira Nahid Mesquita, Iniciação ao teatro de Sábato Magaldi, o cinema de Hector Babenco, a música de Meredith Monk, a arte de Vanice Zimmerman, a pintura de Robert Luciano & Vlaho Bukovac aqui.
Cantando às margens do Una, Psicologia geral de Alexander Luria, Clonagem & células-tronco de Mayana Zatz, Aquela criança de sempre de Reinaldo Arenas, a música de Heitor Villa-Lobos & Arthur Moreira Lima, o cinema de Luchino Visconti & Alida Valli & Marcella Mariani, Ginger Rogers, a pintura de Joshua Reynolds & Carl Larsson, a arte de Ana Paula Arósio & a poesia de Líria Porto aqui.
A família de Jacques Lacan, Pensamento & linguagem de Alexander Luria, a música de Elizeth Cardoso, Aníbal Bragança & Clevane Pessoa de Araújo Lopes aqui.
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Cantarau Tataritaritatá, 1919 de John dos Passos, o teatro pobre de Jerzy Grotowski, Estética teatral de José Oliveira Barata, a coreografia de Xavier Le Roy, a pintura de Vesselin Vassilev, a arte de Alex Mortensen & a música de Carlos Careqa aqui.
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O QUE É DE ARTE E CULTURA QUE EU NÃO SEI – Josedácio cometia uns versos brejeiros, coisas de seu; como não tinha escola, era só tirocínio,...