PELOS CAMINHOS QUE ANDARES –
Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Não há noite imensa da
maior solidão, quando chegas tão densa plena dos luares para minha ressurreição.
Sou rei, sou deus na tua carne nua com todos os teus teres e dares, enchendo
meu mundo com teus beijares, um reinado maior que o sonho. Eu revivo a me
lambuzar com teus manjares medonhos, colhendo as delícias escondidas em teus
pomares, onde me abrigo e sou em ti Zumbi no Quilombo dos Palmares. É em mim
que ao teu capricho sou o pendor que edificares, aquele que nomeares, a crença
que professares, a festa que glorificares e toda comemoração. E quando
exultares satisfeita com teus gozares, beberei toda água que exsudares, tudo
que entregares de bom coração. E quando osculares minhas faces, carne e sexo,
farei o meu banho com teus salivares e o prazer que causares será mais que os
céus e todos os mares, minha glória e veneração. Seguirei os teus passos por
todos os lugares, os caminhos que cruzares, idas e voltares, onde andares
estarei, até por rotas estelares ou perdido na imensidão. E quando quiseres, serei
a plateia atenta pros poemas que recitares e me embalarei com teus cantares, a
dança que rodares e se tonta ficares estarei vigilante pra nossa perdição. E quando
falares de ontens e amanhãs, e me encantares com as lendas caingangs, e ao me
fisgares serei canibal caeté pronto pro que mandares ou quiseres ou gostares
pra comunhão. E mesmo que não reste nada de mim, que me tenha perdido e sem ter
domicílio, serás os meus lares, o meu rincão. E se um dia tudo no mundo for
pelos ares, eu serei em ti o mais feliz entre todos os pares. © Luiz Alberto
Machado. Veja mais aqui & aqui.TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
sexta-feira, abril 14, 2017
VOLPI, BEAUVOIR, SARACENI, LUCIAH LOPEZ & PELOS CAMINHOS QUE ANDARES
PELOS CAMINHOS QUE ANDARES –
Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Não há noite imensa da
maior solidão, quando chegas tão densa plena dos luares para minha ressurreição.
Sou rei, sou deus na tua carne nua com todos os teus teres e dares, enchendo
meu mundo com teus beijares, um reinado maior que o sonho. Eu revivo a me
lambuzar com teus manjares medonhos, colhendo as delícias escondidas em teus
pomares, onde me abrigo e sou em ti Zumbi no Quilombo dos Palmares. É em mim
que ao teu capricho sou o pendor que edificares, aquele que nomeares, a crença
que professares, a festa que glorificares e toda comemoração. E quando
exultares satisfeita com teus gozares, beberei toda água que exsudares, tudo
que entregares de bom coração. E quando osculares minhas faces, carne e sexo,
farei o meu banho com teus salivares e o prazer que causares será mais que os
céus e todos os mares, minha glória e veneração. Seguirei os teus passos por
todos os lugares, os caminhos que cruzares, idas e voltares, onde andares
estarei, até por rotas estelares ou perdido na imensidão. E quando quiseres, serei
a plateia atenta pros poemas que recitares e me embalarei com teus cantares, a
dança que rodares e se tonta ficares estarei vigilante pra nossa perdição. E quando
falares de ontens e amanhãs, e me encantares com as lendas caingangs, e ao me
fisgares serei canibal caeté pronto pro que mandares ou quiseres ou gostares
pra comunhão. E mesmo que não reste nada de mim, que me tenha perdido e sem ter
domicílio, serás os meus lares, o meu rincão. E se um dia tudo no mundo for
pelos ares, eu serei em ti o mais feliz entre todos os pares. © Luiz Alberto
Machado. Veja mais aqui & aqui.segunda-feira, fevereiro 22, 2016
MANSFIELD, ÁNGEL RAMA, BEAUVOIR, GILKA MACHADO & BANDA DE MANÉ PRETO
A BANDA DE MANÉ PRETO - Gente, eu já
ouvi de tudo, mas essa banda é a maior tronchura. Juro! Eles são tanto hors
concours, como sui generis e mais superlativos exagerados que deixam a idéia
tanto para infortúnios como para fenômenos inexplicáveis. Isso mesmo. Essa a
atitude assumida por eles. E começa pelo nome: o primeiro de batismo foi
“Zumbido da porra”, mas logo mudaram porque os integrantes não acharam a menor
graça. Depois foi “Arrepiando as pregas”, satisfazendo a todos pela ausência de
coisa melhor. Enfim, vieram os “Zoando a fole”, “Torando tudo” até passar pelo
“Cacete a quatro” e, enfim, depois de muita lengalenga chegaram no “Além do 8 e
do 80”. Na verdade, por causa das imprestáveis idéias que beiravam o cúmulo do
insensato, nome em definitivo, até hoje, não tem, sendo, portanto, conhecida
apenas por Banda de Mané Preto. Pela atitude bisonha deles, a questão passa a
ser uma das características fundamentais da banda: os inomináveis. Isso, claro,
sintetizando bem a idéia que eles querem passar da bizarrice embrulhada toda. O
som. Bem, o som da banda se parece com algo que, segundo a enrolada de língua
deles na pronúncia desdentada, deixa apenas entender, assim, de relance que se
trata de alguma coisa que se identifique perto do pós-dodecafônico, do
ultratonal. Explicação: não tem. Isso porque primeiro não se entende nada do
que dizem e porque foram duas palavras escolhidas a dedo por eles para
justificar alguma coisa de proposta sonora. Com certeza, gente, John Cage
ficaria de queixo caído se visse. Inacreditável mesmo tanta microfonia,
dissonância, pancada, ruído, barulho, doidice, inaptidão, tranqueira,
busuntice, tudo junto no maior pandemônio. Doideira pura. Os integrantes: 5
maloqueiros que se dizem lá à maneira deles - e quase não se deixando entender
-como indie, trash, headbanger, darks, hard, groove, heavy, grunges, punk, ska,
blacks, surf music, cover drags e o escambau, ou tudo isso junto na maior pauleira
com mais uma porrada de coisa não identificável. O cantor, ou melhor, como ele
mesmo se diz crooner, é o Mané Preto, sujeito aparentemente meio que
aluado-abilolado que é dito personal traineé de galo-de-briga e achegado a um
criatório de coleópteros, que só aparece de noite zanzando com os lábios pocados
de choque elétrico de tanto babar no microfone e sempre fazendo sua performance
no palco com seu ar de defunto de olhos arregalados, na companhia de dois
enfermeiros prontos com uma camisa-de-força para sacudirem o rapaz no primeiro
hospício que encontrarem. O guitarrista mesmo é um sujeito com cara de bad boy,
cintura-de-ovo, uma roupa surrada colada no couro porque nunca foi trocada nem
lavada vez que ele é avesso à higiene seja de que natureza for, só toca com um
alicate na boca para não engolir a língua de tanto sopapo nos solos arrancados.
O contra-baixista é um vesgo bisonho e banguela, todo ajegado e troncudo, que
toca um instrumento que mais parece um cabo de vassoura enfiado numa bacia,
sempre desligado para que o sujeito não seja eletrocutado assim sem mais nem
menos. Mas que o troço faz uma barulheira infernal, faz. Como? Não sei. O
tecladista que é um magricela varapau só toca de sarongue e luvas daquelas de
eletricista, o que dá maior estranhice ainda, vez que coloca todos os dedos por
todos os tons ao mesmo tempo, não dando para se identificar qualquer linha
melódica possível. Ou seja, é um verdadeiro desarranjo a coisa toda. O
baterista, esse o mais presepeiro com cara de calango e jeitão de bacamarteiro,
toca um bocado de bombo com penduricalhos de toda natureza, mais uns artefatos
meio amalucados e, com certeza, ignoráveis, que vão desde o peido-de-véia até
um punhado de morteiros e granadas. O disco: não tem; isso por dois motivos. O
primeiro, é que só nos ensaios causaram tantos desastres nos estúdios que
ninguém quer vê-los nem pintado a ouro. O segundo, porque conforme apreciação
mais cuidadosa e cientificamente comprovada, o cd executado poderia
possibilitar um apocalipse no recinto do ouvinte. Resultado: opção deles pela
marginália, completamente fora dos veículos de comunicação, sobrevivendo,
apenas, dos imprevisíveis shows prestigiados pela platéia cativa que ninguém
nunca viu nem sabe quem é. O show: esse nunca tem hora, nem data nem local
marcado. A agenda, pelo que se sabe é só no boca a boca. Isso por serem pior
que Tim Maia e, também, por não contarem nunca com o apoio da polícia e demais
autoridades que querem enquadrá-los nos diversos artigos e incisos do Código
Penal pelo desmantelo provocado a cada tocada. Claro, no primeiro acorde da
abertura morre logo um de ninguém saber de quê. Dizem os linguarudos que quem
só prestigia os “concertos” deles é somente caboeta-de-funerária, papa-defunto,
coveiro e vendedor de seguro. Claro, isso todo mundo precavido com indumentária
preventiva, né, só para se aproveitar dos bestas que passam desavisadamente por
onde ocorre o estrupício. A última apresentação: uma catástrofe. Só com a
subida deles ao palco, bastou contarem 1, 2, 3 caiu a calça de um idoso que
saiu berrando que queriam estuprá-lo. Enquanto o baterista marcava nas baquetas
pipocou uma lâmpada. Quando fizeram que iam tocar, caiu uma parede e matou logo
dois. Quando o acorde foi executado, tiveram que chamar o corpo de bombeiros
para apagar tudo. Maior bronca de buruçu da gota! Pelas razões mencionadas eles
conseguem ser os famosos mais anônimos, além de premiados detestáveis e
contraditoriamente celebrados por uma trupe que prestigiam todas as suas
sandices. Ainda ontem cruzei com Mané Preto todo sorridente como se nada
tivesse ocorrido. - E aí, Mane, tudo em riba? -, perguntei. - Tudo iscorrendo
na calha. – respondeu-me. - E os shows? - Ah, rapaize, os bombêros atrapaiaram
o shô da genti. Toda veizi aconteci isso. Essis cara parece que tem acordo com
minha mulé e minha sogra Bushit. - Ué, por que? - Os cara num gostam, né? Quano
tô em casa a mulé e a sogra só mi trata com uma saraivada de panela que só faiz
galo no meu quengo. Quano vô pra rua fazê shô, os bombêros tascam maió aguacêro
n´eu. - É mesmo, por que? - O som da genti é per... per.... per.... pefumático,
pefomá... profumático, pe.... pé de pasparaio a quatro, ora! - Performático? -
Isso, isso mesmo. E a mulé e a sogra só me chama de traste imprestáve. Coisa de
lôco mermo, rapaize. Num sei mai o qui fazê, ora. É parece mais que Mané Preto
e sua trupe, que são gente boa pra caraca, querem mesmo tocar fogo no mundo,
literalmente, com toda maluquice de suas desarmonias antimusicais. Dá pra ver.
Eu, de mim mesmo, adoro essas invencionices! Bié, bié, glup, glup! © Luiz
Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui & aqui.
DITOS & DESDITOS - O prazer de ler é dobrado quando se vive
com outra pessoa que compartilha os mesmos livros... O que sinto por você não
pode ser expresso em combinações de frases; ou grita alto ou permanece
dolorosamente silencioso, mas eu prometo — supera palavras. Supera mundos... Sempre
senti que o grande privilégio, alívio e conforto da amizade era que não era
preciso explicar nada... A
mente que eu amo deve ter lugares selvagens, um pomar emaranhado onde ameixas
escuras caem na grama densa, um pequeno bosque coberto de vegetação, a chance
de uma ou duas cobras, uma piscina cuja profundidade ninguém imaginou e
caminhos cheios de flores plantadas pela mente... Pensamento da escritora e
crítica neozelandesa Katherine Mansfield
(Kathleen Mansfield Murry, nascida Beauchamp – 1888-1923). Veja mais aqui, aqui,
aqui & aqui.
SEGUNDO SEXO – [...] o homem é pensável sem a mulher. Ela não,
sem o homem. Ela não é senão o que o homem decide que seja; daí dizer-se o
‘sexo’ para dizer que ela se apresenta diante do macho como um ser sexuado:
para ele, a fêmea é sexo, logo ela o é absolutamente. A mulher determina-se e
diferencia-se em relação ao homem e não este em relação a ela; a fêmea é o
inessencial perante o essencial. O homem é o Sujeito, o Absoluto; ela é o Outro [...]. Trecho extraído da obra O segundo
sexo (2 vols., Difusão Européia do Livro, 1967), da filósofa, escritora,
ativista e feminista franca Simone de Beauvoir (Simone
Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir – 1908-1986). Veja mais aqui, aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
CIDADE
DAS LETRAS – [...] os
intelectuais não servem apenas a um poder, como também são proprietários de um
poder [...], Trecho extraído da obra La ciudad letrada (1984), do escritor e crítico literário
uruguaio Ángel Rama (Ángel
Antonio Rama Facal – 1926-1983), introuditor da teoria da transcultururação, ao
estudar a concepção, o planejamento e a consolidação das cidades
latino-americanas, desde a destruição da asteca Tenochtitlán, em 1521, até a
inauguração de Brasília, na década de 1960, traçando um paralelo entre os
projetos urbanísticos e o ideal desejado de urbe limpa, estéril e civilizada.
ÂNSIA MÚLTIPLA - Beija-me Amor, \ beija-me sempre e mais e
muito mais, \ – em minha boca esperam outras bocas \ os beijos deliciosos que
me dás! \ Beija-me ainda, \ ainda mais! \ Em mim sempre acharás \ à tua vinda \
ternuras virginais. \ Beija-me mais, põe o mais cálido calor \ nos beijos que
me deres, \ pois viva em mim a alma de todas as mulheres \ que morreram sem
amor!… Poema extraído da obra Mulher nua (1922), da poeta Gilka
Machado (Gilka da Costa de Melo Machado – 1893-1980). Veja mais aqui &
aqui.
sexta-feira, janeiro 09, 2015
JOAN BÁEZ, SÓNIA SULTUANE, TILLIE COLE, TAIKON & RUBEN ÖSTLUND
UMA VEZ, JOAN – Era noite de
sábado, 23 de maio, o ano: 1981. Era o meu presente de aniversário antecipado.
E comemoraria no Tuca da PUC-SP. Sim, a maior festa só para ver ao vivo e em
cores aquela que já era tão viva nos meus sonhos, como no cenário musical e
político. Sonhava com aquela capricorniana que compartilhava sua voz em palcos
e manifestações, aquela que marchara de braços dados com Luther King, a que
fora presa por protestos pacifistas contra a guerra do Vietnã. Sim, a sua
beleza, seu estilo musical
inconfundível, suas opiniões políticas faziam coro dentro de mim e me levava
por devaneios intermináveis. Lá estava como quem leu o A Journey Through Our
Time, como quem delirou ouvindo-a no Woodstock e no álbum duplo Blessed
are. Mais ainda com o Come From The Shadows e o Diamonds &
Rust. Sentia-me presente no meio da multidão do European Tour. E me
deleitava com o seu timbre no Silent Running que revi tantas vezes só para
ter a graça de imaginá-la ali, diante de mim, tantas vezes sem conta. E fantasiava
poses e papos com suas baladas, a sua voz soprano e o seu violão acústico,
interpretando entre as do seu belíssimo repertório, músicas de Villa-Lobos e Zé
do Norte, afora folks, country-rock, pop e canções de protesto. Todas as suas
músicas me embalavam na mais extraordinária quimera. Pois foi. Lá estava eu
fazendo coro com outros mil e oitocentos na plateia a gritar seu nome. Havia
passado da hora de começar e, com certeza, havia problemas com a realização do
show: estava proibida de cantar. Com o anúncio aplaudimos efusiva e
demoradamente. Aqui, era, então, o terceiro país a sustar sua voz, depois da
União Soviética e Argentina – estávamos debaixo do mais tenebroso golpe militar.
Premiou-nos da janela com duas músicas à capella – Gracias a la Vida,
Cálice. Depois no palco, sentada numa poltrona, da mesma forma, foi a
vez de Imagine, Blowin’in the Wind. Estava emocionado e comigo
todos aplaudiram de pé. Sua vida sob vigilância policial e ameaças de morte. Não
queria arredar, jamais renunciar daquele encantamento de vê-la. Por ali fiquei,
virei a noite e quase ao meio dia seguinte a vi tão próxima com um sorriso no hall
do hotel Comodoro. Um aceno me hipnotizou e ali se realizava o momento de
enchê-la de beijos, de murmurar que a amava e dizer quantas vezes quis estar
presente na sua apresentação de Sarajevo e ser abraçado como aquele
violoncelista desolado. Quantas vezes não ousei tocar a campainha de uma daquelas
suntuosas casas de Woodside. Quantas vezes não submergi sonheiro por longas e
intermináveis estadias ao seu lado. Sim, tudo feito de sonhações e ela ali era
mais que real. Veja mais abaixo e mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
DITOS &
DESDITOS - Não lhes era
permitido viver em apartamentos ou casas e não lhes era permitido ir à escola... adultos preconceituosos. Depois de
um tempo, ela decidiu escrever livros... Pensamento da escritora e ativista
sueca Katarina Taikon (1932-1995), autora da obra The Day I am Free/Katizi,
de etnia cigana e que nasceu numa tenda, e, devido a ter sido impedida de
frequentar a escola pública, só aprendeu a ler e a escrever na idade adulta.
Nas suas obras "Cigana" (Zigenerska, 1963) e
"Katitzi" (Katitzi, 1969), aborda a situação dos ciganos na
Suécia e tornando-a um ícone da contracultura na Suécia, em que a minoria
cigana era fortemente discriminada, excluídos da habitação, do sistema educacional
e dos direitos de cidadania proporcionados pelo estado de bem-estar social.
ALGUÉM FALOU: Na
verdade, os homens estão mais perto de ter a capacidade de agir de forma
egoísta quando se trata de uma situação de crise. Não gosto que repitamos uma
determinada expressão continuamente porque acho que isso restringe a forma como
olhamos o mundo. Também penso que há uma certa responsabilidade se trabalharmos
com imagens em movimento porque são muito fortes na criação de comportamento; é
tão forte na criação da maneira como olhamos o mundo, então para mim é muito
importante que eu crie imagens das quais tenho uma experiência ou que seja algo
que acho que existe no mundo e não apenas no cinema. O motivo pelo qual estou interessado em fazer filmes é porque uma imagem em
movimento é muito, muito poderosa quando se trata de mudar o comportamento
humano. Quero que meu filme possa ser usado como
referência quando estivermos tentando viver nossas vidas. Eu estava muito
interessado em destacar o comportamento de grupo e queria mostrar que acho que
isso é muito fundamental sobre ser um ser humano... que somos, na verdade,
animais de rebanho. Então, eu estava procurando por diferentes situações que
acontecem em diferentes tipos de grupos. Pensamento do cineasta, produtor
e roteirista Ruben Östlund.
NÃO SOU EU,
QUERIDO – […] Viva livre, ande livre, morra livre […] Você roubou meu coração há quinze anos e ainda não o devolveu. [...] Sempre estivemos fadados a ficar juntos. Ele é meu tudo. Ele é meu mundo inteiro... [...] Ele era o pecado personificado... Um pecado que eu desejava...
mas agora eu estava com muito medo dele. [...] Espero que você seja o
fim da minha história. Espero que você esteja tão longe quanto possível. Espero que vocês sejam as últimas
palavras que proferirei. Nunca é sua hora de ir... [...] Eu me inclinei em sua mão. Vinte e seis anos e um único toque me faria explodir no jeans. [...].
Trechos extraídos da obra It Ain't Me, Babe (CreateSpace, 2014),
da escritora britânica Tillie
Cole.
TRÊS POEMAS – FONTE - Bebi da tua fonte,\ as tuas margens
abriram-se,\ as tuas algas salgadas,\ tinham o gosto a maresia,\ águas
cristalinas,\ afoguei-me,\ esqueci o instante,\ perdi-me por fim,\ na tua
concha menina. SOU ESTRANGEIRA - Estrangeira nesta terra,\ neste país,\ nos
lugares em mim,\ nos olhares perdidos,\ certezas dispersas,\ sou alheia à
nacionalidade,\ sou estrangeira,\ num corpo tatuado,\ com formato de mapa
universo,\ leito de saudades,\ multidão de pensamentos,\ num mundo de sentimentos,\
no cosmos que desconheço. LUGAR DE SILÊNCIOS - Lugar de silêncios,\ as vozes
acontecem,\ as histórias repetem-se,\ o longe\ vem nas malas dos viajantes,\ na
rota das suas almas,\ acontece a vida, a saudade,\ o agora, o amanhã,\ esse é o
lugar onde\ existimos.
Poemas da poeta e artista plástica moçambicana Sónia Sultuane, autora de
Sonhos (2001), Imaginar o Poetizado (2006), No Colo da Lua
(2009) e A Lua de N'weti (2014).
SACADOUTRAS
MÁRIO QUINTANA, ANNE BOYER, KATE MANNE & JONES MANOEL
Imagem: Acervo ArtLAM . Aroma da memória, flor despetalada... – Bella não era Isabella, a cantora perturbada do Blue Velvet . Nem a...
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O TRÂMITE DO DESEJO – Há muito que meu coração espera no sisifismo louco dos dias e na contagem regressiva das horas. O amor me deu ...
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PSEUDOPATAFÍSICOS DAQUI, Ó! - Os patafísicos daqui do Reino do Fecamepa são assim: só um rótulo mesmo. Como é que é? Dentro do frasco, ...
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O BRASIL NA FESTA DO FECAMEPA!!!! – O Brasil do Fecamepa está em festa! Um regabofe no Brasil que quer ser Brazil e não sai do brazio...
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A PLENITUDE DA VIDA - Imagem: art by Nicomedes Gomez - Ainda ontem, já era tarde. Não mais. Nada mais resta do que fiz ou deixei de fazer...
-
Imagem: Acervo ArtLAM . As guinadas de chué ao nababo de findar amundiçado pastafari... - Desde nascença Jeremulino apostava tudo...





















