MAIS QUE TUDO O AMOR (Imagem: foto da poeta,
artista visual e blogueira Luciah Lopez.) – Mais que o céu
ela me deu o abrigo infinito de sua alma materna, maior que a imensidão de
todos os tesouros da Terra no ventre e a me cercar com toda a grandeza de sua
terna altivez emoldurada na assimetria de seu corpo de deusa a esbanjar altaneira
sua benignidade mais natural a cada entrega, a me premiar como a um mortal
predileto escolhido entre os seres humanos. Mais que o dia ela me deu seu
sorriso refulgente, a me dá a alegria de toda espécie vivente em festa de
cascatas de rios com todos os riachos, lagos e lagoas em confluência, para florescer
todos os pomares na fartura dos dotes e em revoada de tudo que leve voa e
levita por todos os campos, ares e vales, como se de súdito me fizesse depositário
de todo seu reinado. Mais que a noite ela me deu duas luas no plenilúnio
luzidio de todas as estrelas brilhando no olhar, para que eu pudesse me fartar
com todos os sabores da natureza íntima do seu ser e mais nada escurecesse o espetáculo
e maravilha de cada recanto do mundo encarnado em cada detalhe de sua compleição
corporal. Mais que a vida ela me deu o amor mais que imenso brotando de todas
as brisas com todos os aromas e pétalas de rosas que emanam do seu coração
amante para que eu fosse envolvido no mais profundo e eterno sentimento de paz
e felicidade. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e
aqui. TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
sexta-feira, setembro 02, 2016
NERUDA, ARTAUD, GRINGORE, ANA RUCNER, ILINCA, MARIZA LOURENÇO & LUCIAH
MAIS QUE TUDO O AMOR (Imagem: foto da poeta,
artista visual e blogueira Luciah Lopez.) – Mais que o céu
ela me deu o abrigo infinito de sua alma materna, maior que a imensidão de
todos os tesouros da Terra no ventre e a me cercar com toda a grandeza de sua
terna altivez emoldurada na assimetria de seu corpo de deusa a esbanjar altaneira
sua benignidade mais natural a cada entrega, a me premiar como a um mortal
predileto escolhido entre os seres humanos. Mais que o dia ela me deu seu
sorriso refulgente, a me dá a alegria de toda espécie vivente em festa de
cascatas de rios com todos os riachos, lagos e lagoas em confluência, para florescer
todos os pomares na fartura dos dotes e em revoada de tudo que leve voa e
levita por todos os campos, ares e vales, como se de súdito me fizesse depositário
de todo seu reinado. Mais que a noite ela me deu duas luas no plenilúnio
luzidio de todas as estrelas brilhando no olhar, para que eu pudesse me fartar
com todos os sabores da natureza íntima do seu ser e mais nada escurecesse o espetáculo
e maravilha de cada recanto do mundo encarnado em cada detalhe de sua compleição
corporal. Mais que a vida ela me deu o amor mais que imenso brotando de todas
as brisas com todos os aromas e pétalas de rosas que emanam do seu coração
amante para que eu fosse envolvido no mais profundo e eterno sentimento de paz
e felicidade. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e
aqui. domingo, junho 12, 2016
NERUDA, EDITH PIAF, FROMM, SALOMÃO, ASENCIO, JULIA WATKIN, MICHELLE WILLIAMS, CORNELIS LE MAIR & FEMEN
O AMOR DOS NAMORADOS - (Imagem:
Lovers, do artista plástico
estadunidense Henry Asencio) – O primeiro presente: um beijo
nos seus lábios ávidos de sempre a nos premiar com o sabor das paixões
avassaladoras que arrebentam o tempo e todas as lonjuras inatingíveis, todos os
níveis inacessíveis, todas as funduras mais profundas e todas as coisas
impossíveis, a nos fazer raízes e sermos frutos na nossa criação e recriação de
todos os dias e meses e anos e décadas e séculos e milênios, amém. E nos
fizemos bocas sedentas repletas de entregas para nos sentirmos laureados com o segundo
presente em nos tornarmos unos tantas vezes no abraço de mãos, braços e corpos
envolvidos pela aura da mais densa devoção do amor e todos os seus matizes e
onirismos e embalos e encalços e danças e fragrâncias e evoluções até sermos um
no outro a parte que faltava na mais farta das conjunções de seres para o
acasalamento da maravilha que é amar e ser amado por todos os poros, veias, interstícios,
sinapses e abstrações na pletora dos antípodas. E nos saboreamos com o terceiro
presente na horagá além do temporal que não se registra, do especial que não se
mede nem se contém, de todas as coisas feitas de limites que sopram ubíquas e
se transformam e transmudam e se trançam e transversalizam e se rompem soltos
em todas as direções e desaguam além das cachoeiras, das corredeiras, pelos
cursos de todas as direções para ser inundação além de todos os tsunamis juntos
pelo chão, Terra, planetas, galáxias, imensidões. E usufruímos da felicidade
que sobrepuja as dimensões concebíveis e transcendemos a imanência para sermos
além da dimensão de nós dois até o infinito e em nossa plena realização, nos
doamos um ao outro, carne, alma, sexo, para sermos eternos na nossa mais
profunda comunhão de amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos
reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.terça-feira, fevereiro 23, 2016
NERUDA, WOOLF, CUNNINGHAM, TOURAINE, MONHEIT, STANDISH & LITERÓTICA
A DEUSA QUE SE FEZ RAINHA PARA SER SÚDITA DA NOITE – Ela emergiu
ignota com toda pompa celestial de deusa radiante a ensolarar as trevas com as
trombetas de sua fulgurante sedução e a levitar dançante pronta para a
celebração de sua glória divina. Aterrissou magnânima rainha com reverência de
saudar exclusivo súdito compungido pela comunhão de seu majestoso poder. Desceu
em câmara lenta pelos degraus suntuoso do seu trono e a mim se encaminhou como
se reconhecesse os méritos de fiel escudeiro, a lançar sua mão sobre meu ombro,
contemplado na cerimônia. Tomou-me de pé para receber a sua comenda ilustre e ela
dispensou o manto e a coroa, removeu as cobertas de sua elegância, revelando-se
com uma lingerie transparente na oferenda de sua nudez soberana. E diante de
mim fraquejou vulnerável prostrada, e fixou seu olhar sobre meu sexo e o elegeu
panteão de sua deidade, tonando-se fiel monja discípula, súdita destronada a render
homenagem com suas carícias a deificá-lo. Alisando-o terna e apaixonada, como
se cuidasse de bem preciosíssimo, tomou entre as mãos, apalpando-o meticulosa,
a mimá-lo com seus afagos, magia de felatriz nos feitiços de boca, lábios e língua.
E me fez imortal com sua gula desenfreada, e me investiu entronizado pelo
sobejo de sua saliva caudalosa, e me tomou por dono com suas insaciáveis
abocanhadas, e levou-me ao ápice de seu poderio milenar, quando no clímax do
meu estertor, quedou convidativa, portas escancaradas, amplidão por conquistar:
Vem! E a ventania do seu ventre tragou-me priápico, ao repouso de seus seios fartos,
com todos os prados e arrebóis infinitos de sua sinuosidade abissal. Doou-me a
botija repleta com todos os tesouros exultantes, como quem premia o vencedor com
todos os galardões de seus gozos e orgasmos perenes. Assim nela eu sou. Veja
mais aqui.
DITOS &
DESDITOS
Há um
esgotamento dos modelos políticos, e eu acho que a responsabilidade dos
intelectuais nisso é muito grande, porque, em uma país como a França ou a
Itália, um pouco no Brasil, muito na Argentina, na Venezuela e em outros
países, os intelectuais fizeram a política do pior... Nós não podemos
sobreviver às mudanças atuais sem ideias novas de uma maneira que corresponda à
realidade e que inspire confiança. Então, o que eu diria hoje do mundo
ocidental é que essas doenças são bem menos doenças da mão, das pernas ou dos
pés, do que são da cabeça. Em outras palavras, se eu assumo uma posição
radical ou até excessiva sobre a situação, dizendo que há todo um sistema que
ruiu do ponto de vista econômico, é preciso ver que o grande obstáculo hoje em
dia – como eu dizia, um pouco para o Brasil, mas muito mais para os europeus –
é a renovação das idéias e do pessoal, dos políticos, dos intelectuais, dos
sindicatos, de tudo...
Pensamento do sociólogo
francês Alain Touraine (1925-2023). Veja mais aqui & aqui.
SENHORA DALLOWAY – [...] ela tinha a constante sensação de estar muito, muito longe no mar, sozinha;
sempre tinha a impressão de que era muito, muito perigoso viver sequer um dia. [...] Qual a importância do cérebro em comparação
com o coração? [...] É possível que o próprio mundo seja desprovido de
significado. [...] Ela acreditava que não
existiam deuses; que ninguém era culpado; e assim desenvolveu essa religião
ateísta de fazer o bem pela bondade em si. [...] É uma grande pena nunca poder dizer o que se sente. [...] Amar
torna a pessoa solitária. [...] Beleza, parecia dizer o mundo. E como
que para provar isso (cientificamente), onde quer que ele olhasse — para as
casas, para as grades, para os antílopes esticados sobre as cercas —, a beleza
surgia instantaneamente. Observar uma folha tremulando na corrente de ar era
uma alegria requintada. Lá no céu, andorinhas mergulhavam, desviavam,
lançavam-se para dentro e para fora, em círculos, sempre com perfeito controle,
como se elásticos as sustentassem; e as moscas subiam e desciam; e o sol, ora
tingindo esta folha, ora aquela, em tom de zombaria, ofuscando-a com um dourado
suave, em puro bom humor; e ora, novamente, um sino (talvez uma buzina de
carro) tilintando divinamente nos talos de grama — tudo isso, calmo e racional
como era, feito de coisas comuns como era, era a verdade agora; a beleza, essa
era a verdade agora. A beleza estava em toda parte. [...] Foi um sonho
bobo, muito bobo, esse de ser infeliz. [...] Aqui a vida parou. [...].
Trechos extraídos da obra Mrs. Dalloway (Houghton Mifflin Harcourt, 2002),
da escritora, ensaista e editora britânica Virginia Woolf (Adeline
Virginia Woolf, nascida Stephen – 1882-1941). A obra foi pro cinema em 1997,
como um drama dirigido por Marleen Gorris e estrelado por Vanessa Redgrave.
Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui &
aqui.
AS HORAS – […] Existe beleza
no mundo, embora seja mais cruel do que imaginamos. [...] Não se encontra a paz evitando a vida. [...] Damos nossas
festas; abandonamos nossas famílias para viver sozinhos no Canadá; lutamos para
escrever livros que não mudam o mundo, apesar de nossos talentos e esforços
incansáveis, nossas esperanças mais extravagantes. Vivemos nossas vidas,
fazemos o que fazemos e depois dormimos. É tão simples e comum quanto isso.
Alguns se atiram de janelas, ou se afogam, ou tomam pílulas; outros morrem em acidentes;
e a maioria de nós é lentamente devorada por alguma doença ou, se tivermos
muita sorte, pelo próprio tempo. Há apenas isso como consolo: uma hora aqui ou
ali em que nossas vidas parecem, contra todas as probabilidades e expectativas,
explodir e nos dar tudo o que sempre imaginamos, embora todos, exceto as
crianças (e talvez até elas), saibam que essas horas serão inevitavelmente
seguidas por outras, muito mais sombrias e difíceis. Ainda assim, prezamos a
cidade, a manhã; esperamos, mais do que tudo, por mais. Só Deus sabe por que a
amamos tanto... [...] A beleza é uma prostituta, eu prefiro dinheiro.
[...] Lembro-me de uma manhã em que acordei ao amanhecer. Havia uma sensação
tão grande de possibilidades. Sabe, aquela sensação. E eu... lembro-me de
pensar: Então este é o começo da felicidade, é aqui que tudo começa. E, claro,
sempre haverá mais... nunca me ocorreu que não fosse o começo. Era a
felicidade. Era aquele momento, ali mesmo. [...]. Trechos extraídos da obra
As
horas - The Hours (Companhia das Letras, 1998), do escritor
estadunidense Michael Cunningham, obra que foi levada ao cinema em 2002,
um drama dirigido por Stephen Daldry, roteiro de David Hare e estrelado pelas
atrizes Streep, Moore e Kidman.
Veja mais aqui.
CAVALHEIRO SÓ
Os jovens homossexuais e as mocinhas amorosas,
E as longas viúvas que sofrem de insônia delirante,
E as jovens senhoras há trinta horas emprenhadas,
E os gatos roufenhos que atravessam meu jardim em trevas,
Como um colar de palpitantes ostras sexuais
Rodeiam minha casa solitária,
Inimigos jurados de minha alma,
Conspiradores em traje de dormir,
Que trocaram a senha grandes beijos espessos.
O verão radiante conduz os namorados
Em uniformes regimentos melancólicos
Feitos de gordos magros e alegres tristes pares:
Sob os coqueiros elegantes, junto ao mar e à lua,
Há uma vida continua de calças e galinhas,
Um rumor de meias de seda acariciadas,
E seios femininos a brilhar como dois olhos.
O pequeno empregado, depois de tanta coisa,
Depois do tédio semanal e das novelas lidas na cama toda noite,
Seduziu sua vizinha inapelavelmente
E a leva agora a cinemas miseráveis
Onde os herois são porcos ou são príncipes apaixonados
E lhe acaricia as pernas, véu macio,
Com suas mãos ardentes, úmidas que cheiram a cigarro.
As tardes do sedutor e as noites dos esposos
Se unem, dois lençóis que se sepultam,
E as horas de após almoço em que os jovens estudantes
E as jovens estudantes, e os padres se masturbam,
E os animais fornicam sem rodeios
E as abelhas cheiram a sangue e zumbem coléricas as moscas,
E os primos brincam de estranho jeito com as primas,
E os médicos olham com fúria o marido da jovem paciente,
E as horas da manhã nas quais, como que por descuido, o professor
Cumpre os seus deveres conjugais e desjejua,
E inda mais os adúlteros, que com amor verdadeiro se amam
Sobre leitos altos, amplos como embarcações:
Seguramente, eternamente me rodeia
Este respiratório e enredado grande bosque
Com grandes flores e com dentaduras
E raízes negras em forma de unhas e sapatos.
OS TEUS PÉS
Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada purpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouo levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
MULHER
Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e
dois corpos por um só mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos ténues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo nocturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.
O INSETO
Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.
Sou mais pequeno que um inseto.
Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centimetros queimados,
pálidas perspectivas.
Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera, uma rosa
de fogo humedecido!
Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.
Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco
caio, procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!
PARA QUE ME OUÇAS
Para que me ouças
as minhas palavras
adelgaçam-se por vezes
como o rasto de gaivotas sobre as praias.
Colar, guizo ébrio
para as tuas maos suaves como as uvas.
E vejo-as tão longe, as minhas palavras.
Mais que minhas são tuas.
Vão trepando pela minha velha dor como a hera.
CUERPO DE MUJER
Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.
Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
Ah los vasos del pecho! Ah los ojos de ausencia!
Ah las rosas del pubis! Ah tu voz lenta y triste!
Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.
DORMI CONTIGO TODA NOITE
Dormi contigo toda a noite
junto ao mar, na ilha.
Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Os nossos sonos uniram-se
talvez muito tarde
no alto ou no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento agita
em baixo como vermelhas raízes que se tocam.
O teu sono separou-se
talvez do meu
e andava à minha procura
pelo mar escuro
como dantes,
quando ainda não existias,
quando sem te avistar
naveguei a teu lado
e os teus olhos buscavam
o que agora
- pão, vinho, amor e cólera -
te dou às mãos cheias,
porque tu és a taça
que esperava os dons da minha vida.
Dormi contigo
toda a noite enquanto
a terra escura gira
com os vivos e os mortos,
e ao acordar de repente
no meio da sombra
o meu braço cingia a tua cintura.
Nem a noite nem o sono
puderam separar-nos.
Dormi contigo
e, ao acordar, tua boca,
saída do teu sono,
trouxe-me o sabor da terra,
da água do mar, das algas,
do âmago da tua vida,
e recebi teu beijo,
molhado pela aurora,
como se me viesse
do mar que nos cerca.
SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!
Imagem: Acervo ArtLAM . Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...
-
Imagem: Acervo ArtLAM . Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...
-
AH, EMMA FROST... – Ela chegou supreendentemente avassaladora na ventania da noite para incendiar meu regaço. Uma femme fatale ame...
-
A arte do pintor e desenhista austríaco Peter Johann Nepomuk Geiger (1805-1880) LITERÓTICA - MÚTUA COLHEITA: Ela chega mansa e...
-
DITOS & DESDITOS - Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber . Pensamento de Paulo ...
-
O CATIVEIRO AMOROSO DA TEIMOSIA DELA - Toda sexta-feira, meio dia em ponto, eu armo meu conto e me faço vigário. Eu domino o cenário,...


















.webp)
.jpg)





