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sexta-feira, junho 12, 2020

CRAIG ARNOLD, BENEDITO NUNES, REBECCA SUGAR, REGINA AZEVEDO, JACINEIDE TRAVASSOS & COLETIVO REBU



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA HISTÓRIA QUASE SILÊNCIO - Foi. Nem sei como. Assim: o dia amanheceu na vida entardecida e eu anoiteci. Por aí, não tenho do que me queixar, muito pelo contrário! Afinal viver é presente e envelheci menino na voz de Anne Frank: Aquele que é feliz espalha felicidade. Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio e a confiança, perde-se na vida. Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana. Ainda nutro algumas pouquíssimas crenças, nunca é tarde. Este mundo pode ainda ser muito melhor, oxalá. DUAS CONTADAS NOS DEDOS – O dedo mindinho contou pro Seu Vizinho e nem ouvi. O maior-de-todos não gostou e chamou na grande: Vocês deixem de conversar água! Comigo é tranchan, digo logo! Logo o Cata-Piolhos e o Fura-bolo se aproximaram em uníssono: Quéqui houve? Esses abestalhados que ficam com conversa mole, dou logo um jeito, mando em cima e acabo com a lorota! Ia passando Richard Strauss que resolveu apaziguar o tumulto da meninada: Quando somos jovens, imagina-se que um libreto só é interessante se contém cenas violentas e assassinatos terríveis. Depois, começa-se a compreender que também nos pequenos acontecimentos da vida quotidiana há coisas que merecem ser notadas e exaltadas com intenso lirismo. É preciso aprender a descobrir quanto existe de profundo nos fatos e nas coisas que parecem humildes. Debaixo de um manto de púrpura muitas vezes vive uma mesquinha criatura; sob a roupa desalinhada de um pequeno burguês dos nossos dias palpita às vezes um coração de herói. Temos que nos curar da mania do heroísmo cenográfico, e especialmente renunciar aos venenos, aos punhais e aos incestos. Afagou a cabeça de cada um e saiu com um sorriso fácil. O que ele quis dizer? Sei lá! Nem eu! Oxe, cada uma! Vambora, recada, que é melhor! Simbora, mundiça, a gente é tudo super-herói! Ixe! TRES & NOVE FORA - Também tive minhas predileções: gostava de gibi, colecionei. Juntava o monturo e trocava por outros com os colegas da escola ou do arruado. Passava horas, entretido. Nunca deixei de gostar, sempre que posso adquiro HQs. Lembro uma vez comprando uma revistinha dessas e caiu um recorte com pensamento do Norberto Elias: Os homens efetivamente precisam de mitos, mas não para comandar sua vida social. Isso não funciona com mitos. Estou profundamente convencido de que os homens conviveriam mais facilmente sem mitos. Os mitos, parece-me, acabam sempre por se vingar. Eita! Ah, iconoclasta como sou, desmitologizei a realidade estudando por certo tempo os antigos, egípcios, gregos, orientais, africanos. Os atuais são sem graça por sua simbologia retrógrada, quando não desprezíveis ou enganadores. Eu, hem? Vou ali ver se acho assunto para conversar, tá? Até segunda! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Em geral não se matam os prisioneiros de guerra, que são feitos escravos. Nossos rebanhos são populações escravas. O trabalho deles é se reproduzirem para nós. Até seu sexo transforma-se em uma forma de trabalho. Não os odiamos mais porque nem sequer são dignos do nosso ódio. Nós os vemos com desprezo. Mas ainda existem animais que odiamos, como os ratos, que não se renderam. Eles reagem, se organizam em unidades subterrâneas em nossos esgotos. Não estão vencendo, mas também não estão perdendo. Sem falar dos insetos e micróbios, que podem nos vencer e certamente sobreviverão a nós. [...] O segundo Outro da nossa cultura é o primitivo (o índio, o selvagem), que chegou a gerar uma questão teológica, dirigida sob forma de consulta ao papa: os índios têm alma? Na mesma época, na sociedade brasileira, começava a aparecer o negro como instrumento de trabalho. Os índios fugiam ao trabalho, mas adotavam a religião dos senhores que lhes era incutida por meio da catequese, que entretanto também teve seus paradoxos. Assim é que o motivo de maior estranhamento dos que vinham de fora, os portugueses e os jesuítas da catequese, era a antropofagia entre os índios. E não os afligia de modo nenhum o comportamento religioso dos escravos, que praticavam interessantíssimo sincretismo religioso. Aliás, ‘sincretismo’ talvez não seja a noção adequada, já que as divindades originárias da cultura religiosa dos negros escravos, os orixás, eram ocultadas por santos católicos que mantinham com estes certas semelhanças. Mas não havia ocultamento do canibalismo. Todos os depoimentos que temos, os escritos da época da descoberta, todos os documentos mostram que o canibalismo era uma antropofagia. Existe o canibalismo que não é antropofágico como, por exemplo, a ingestão de partes pequenas, como unhas e pedaços de dedos dos mortos. A absorção da carne humana, da carne do outro, morto em batalha, era antropofagia, a ingestão do inimigo chamado ‘sagrado’, inimigo sacro, aquele que tinha virtudes a serem aproveitadas. A ingestão de carne humana era, então, ao mesmo tempo um ato de vingança e de apropriação das faculdades do inimigo corajoso. Essa ingestão proporcionava, portanto, uma continuidade mágica do espólio consumido. [...] A questão não só do índio como do negro em nossa cultura se coloca sob dois focos. Um foco mais antigo era considerar que esses ‘primitivos’ tinham uma mentalidade diferente da nossa, chamada ‘pré-lógica’, não-lógica porque antecede a lógica. [...] E desculpai-me, também vós todos, por esse quadro de horror. Trechos do ensaio O animal e o primitivo: os Outros de nossa cultura (Suplemento, dez. 2007), do premiado filósofo, escritor, professor e crítico literário Benedito Nunes (1929-2011), autor de obras como Quase um plano de aula (2009), A Filosofia Contemporânea (1967), Crivo de papel (1998), No tempo do niilismo e outros ensaios (1993) Hermenêutica e poesia - O pensamento poético (1999) e A Clave do Poético (2009), entre muitos outros.

A POESIA DE CRAIG ARNOLD
Acorde quando tudo for possível / antes do tumulto do dia / pegue você / vá para a cozinha / e descasque uma pequena bola de basquete / no café da manhã / rasgue a concha / como um algodão enchendo uma nuvem de óleo / vaporizando de suas punções poros / limpos e ácidos como pimenta / afrouxar / cada cunha rosa pálido do estojo / com cuidado sem quebrar / não uma célula de pérola / deslizar cada peça / para uma tigela de porcelana fria / o suco formando uma lacuna até tudo / o fruto é separado da sua pele / e só então para comer / tão doce / uma disciplina / precisamente um devoto inútil / intervenção das mãos e dos sentidos / uma pausa um pequeno vazio / a cada ano mais difícil de viver / a cada ano mais difícil de viver sem ele.
CRAIG ARNOLD – Poema Meditation on a Grapefruit, do premiado poeta e professor estadunidense Craig Arnold (1967-2009), autor do livro Shells (1999), entre outros.
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REGINA AZEVEDO
vários incêndios / você e sua febre / me lembram que hoje ainda não / pensamos / no ano que entra / quantos precipícios cabem / no caminho quantos terremotos / quantos imprevistos quantas / vezes reaprender a dormir / sozinhos / quantos gatos quantas plantas / podemos amar / quantas planilhas eu posso / preencher, o que é preciso / além da chave, / água, janelas / esqueço o que já vem / incluo o preço do vaso sanitário / do chuveiro / basta teu nome estendido numa cama / tua pele, água corrente / lembrar das coisas que já existem / um chão, uma coleção de conchas / e pequenas certezas / ao amanhecer
REGINA AZEVEDO – Poema da poeta Regina Azevedo que há publicou Candura (2014), Das vezes que morri em você (2013), Por isso eu amo em azul intenso (2015), Carcaça (2015) e Pirueta (2017), afora uma série de participações em fanzines, festivais, revistas, curadorias e traduções. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da premiada animadora, compositora, escritora e ativista estadunidense Rebecca Sugar, criadora da série animada televisa Steven Universo e que trabalhou na série Hora de Aventura. Veja mais aquiaqui.
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COLETIVO REBU
O Coletivo Rebu trabalha na defesa de direitos, no enfrentamento a violência, na defesa da saúde integral das mulheres que exercem o trabalho sexual, o reconhecimento do trabalho sexual como trabalho e o combate ao estigma, envolvendo trabalhadoras sexuais cis, trans e travestis. Já realizou o documentário Filhos da Puta, apresentando três filhos de trabalhadoras sexuais e suas histórias, e o lançamento do livro Putafeminismo (2018), da trabalhadora sexual, ativista e putafeminista Monique Prada, que fala sobre as primeiras experiências com o sexo casual aos 15 anos de idade, a entrada no mundo da prostituição aos 19, quando ainda trabalhava como estagiária em um escritório de advocacia, e a descoberta do feminismo. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
címbalos soam a palavra / Sangarida / sopra terral no ostensório do meu nome / teu nome / pedra / recifes à flor das águas / cinge aves do mar e peixes / amotinando-os ao verbo magro dos viajantes / Sangarida / tuas veias marítimas sangram o signo / habitam-me o ventre / ressuscitam sereias nas siremusas / anunciam o sal / não só vermelho cor da tarde / Sangarida Sangarida / o sangue principia novo nome
Poema Matris Dies, da poeta Jacineide Travassos, autora do Livro dos Ventos. Veja mais aqui.
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A poesia de Solano Trindade (1908-1974) aqui;
A arte de Maria Paula Costa Rego aqui.
A música da cantora e compositora Ana Diniz aqui.
A arte de Roberto Ploeg aqui.
O Recife: histórias de uma cidade, do professor, advogado, historiador e pesquisador Antônio Paulo Rezende aqui.
O espetáculo Retratos de chumbo: as rosas que enfrentaram os canhões, texto e direção de Oséas Borba Neto e montagem Grupo de Teatro João Teimoso aqui.
&
Primavera aqui & aqui.
 

terça-feira, junho 12, 2018

DRUMMOND, SLOTERDIJK, ANNE FRANK, LÉVINAS, LOLA JOVANOVIC, JACI BORBA, CHICK COREA & ESTELA CEREGATTI


NÃO FOSSE A CHUVA, JAMAIS SABERIA O SOL – Imagem: arte da artista sérvia Lola Jovanovic - No meio quantas pedras na vida amotinada pelos devires e eu desancorado escancarando escaninho corpalma às desbordas, refém sou da hora iminente, um preito a atar uivos e versos até o ponto final, onde começa a impiedosa sucessão de réstias urdindo pêsames, porque perdi a meada inventada, quantas vezes tão inexata nas cartadas por esquadros simulados e eu sucumbindo à primeira volta. Não mais encontro o nexo, o que fazer da vida ao saber a cada dia três horas de morrer. Sei, a morte não é o fim, é como o complemento do sono, em que a gente não se está cônscio desse plano, a integrar algo bem maior que sequer possa compreender de tão aparentemente inacessível. Talvez a satisfação da etérea ubiquidade. É daí que nasce o meu sentimento visceral desmedido e quero dividir a emoção ao primeiro encontro aos que há tempos debandados da amizade, e falamos a mesma língua, não raro, me flagro como se utilizasse dialeto diverso, ninguém entende, sei lá! Como se a mesma frase, outros sentidos, e um cabo-de-guerra, inexorável condição. Sou impelido ao silêncio diante dos dentes à mostra, entre a paixão e o conflito, a punição e a recompensa, o senso de orientação enquanto conjugo ideias feitas e medidas, parece-me mais um colapso de significados. E de um para outro assunto, assim se confunde e nem se sei mesmo qual dos galhos escapuliu o sentido, escoou pra longe e é só mera conversa fiada sem nexo. Sei que ao lado do que quer que seja tem sempre outro, quando não muitos, e ter a acuidade de saber quando se é ou não na interação com essa descontínua, fragmentária e fugaz situação, decomposta na memória. Pra falar a verdade, nem lembro mais o que era mesmo dito, perdi-me no entusiasmo de não mais invisível estrangeiro do aceno, do aperto de mão, do abraço. Esqueci até mesmo pra onde ia e o que era pra fazer nessas ermas estradas emparedadas. Sei, não fosse o chão, jamais saberia água e morreria de sede no areal. Não fosse a água, nunca saberia a terra nas direções dos quatro cantos. Não fosse o ar, por certo, nem saberia o voo e a queda, em quantos sonhos eu me deixei levar para não acordar morrendo de sono. Não fosse o fogo, as cinzas não me ensinariam a luz das labaredas e a existência seria fria como grão abandonado em qualquer superfície inóspita. Devo saudar a chance de sobreviver no precipício das fronteiras e dos meus próprios abismos – os escuros abismos da inexistência -, a me salvar quando muito incólume no bálsamo do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da compositor e pianista de jazz estadunidense Chick Corea: Eletric Band Live at North Sea Jazz, The Ultimate Adventure & Live Kongsberg Jazz Festival; da compositora, cantora instrumentista e professora, integrante da banda Monofoliar, Estela Ceregatti: Ar, Monofoliar & Ar Live; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIAAcredito que só faz sentido praticar filosofia hoje reavivando a tradição sofista de poder participar de qualquer debate. Quer dizer, precisaríamos de mais formação retórica, precisaríamos reunir nos seres humanos muito mais conhecimento geral de vida, de política, de ciência, de arte. Precisamos voltar a atrair filósofos que sejam decatletas da disciplina teórica. Pensamento extraído de Fronteiras (2016), do filósofo alemão Peter Sloterdijk. Veja mais aqui.

ALTERIDADE & CONTEMPORANEIDADE – [...] É ali na alteridade que abriga infinitamente grande tempo num entretempo intransponível. O um é para o outro um ser que se desprende, sem se fazer contemporâneo do outro, sem poder colocar-se a seu lado numa síntese, expondo-se como tema, um-para-o-outro como um guardião-de-seu-irmão, como um responsável-pelo-outro. [...] a partir do seu rosto – que não está encerrado na forma do aparecer-nu, despojado de sua forma, desnudado de sua presença que o marcaria ainda como seu próprio retrato; pele enrugada, vestígio de si mesmo. [...] Descarga do ser que se desprende [...] Desfalecimento do ser que tomba em humanidade, fato este que não foi julgado digno de consideração pelos Filósofos [...]. Trecho extraído da obra Humanismo do outro homem (Vozes, 1993), do filósofo francês Emmanuel Lévinas (1906-1995). Veja mais aqui.

DEIXE-ME SER EU MESMA – [...] Deixe-me ser eu mesma e então estarei satisfeita [...] Eles sobem todos os dias e falam com os homens sobre negócios e política, com as mulheres sobre comida e dificuldades dos tempos de guerra, e com os jovens sobre livros e jornais. Estampam no rosto as expressões mais alegres, trazem flores e presentes nos aniversários e nos feriados, e estão sempre prontos para fazer tudo o que podem. Não devemos nos esquecer disso nunca; enquanto outros demonstram heroísmo nas batalhas ou contra os alemães, nossos benfeitores provam o seu com a alegria e o afeto. [...] É como que eu vejo as coisas. Temos que seguir em frente. Não importa o quão difícil seja. Não podemos ficar parados; uma vez que você para, está fora do jogo.’ Mas, no final de tudo, somos apenas humanos. E os seres humanos precisam ter algo em que possam se agarrar. Então eu continuei: ‘Naqueles dias sombrios da guerra, nós não ficamos parados, mas sim fizemos o possível para ajudar as pessoas. Arriscando nossas próprias vidas. Nós não podíamos ter feito mais’. [...]. Trechos extraídos da obra Deixe-me ser eu mesmo (Casa Anne Frank, 2015), contando a história de vida da escritora alemã Anne Frank (1929-1945). Veja mais aqui.

O ENTERRADO VIVO – É sempre no passado aquele orgasmo, / é sempre no presente aquele duplo, / é sempre no futuro aquele pânico. / É sempre no meu peito aquela garra. / É sempre no meu tédio aquele aceno. / É sempre no meu sono aquela guerra. / É sempre no meu trato o amplo distrato. / Sempre na minha firma a antiga fúria. / Sempre no mesmo engano outro retrato. / É sempre nos meus pulos o limite. / É sempre nos meus lábios a estampilha. / É sempre no meu não aquele trauma. / Sempre no meu amor a noite rompe. / Sempre dentro de mim meu inimigo. / E sempre no meu sempre a mesma ausência. Poema do poeta, contista e cronista Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Veja mais aqui e aqui.

AS TRAMAÇÕES: LINHA, DE JACI BORBA
Tramações: linha é a exposição da artista visual Jaci Borba, promovida pelo Centro de Artes e Comunicação - Graduação em Artes Visuais – Licenciatura & Programa Associado de Pós-Graduação em Artes Visuais UFPE/UFPB, como parte do projeto de pesquisa e extensão “Tramas na formação de professoras/es para questões de gênero e sexualidades”, fomentado pelo Edital de Apoio à pesquisa em Criação Artística/Proexc/UFPE e pelo Funcultura/2018.

VI Festival de Dança de Itacaré - realizado de 10 e 11 de setembro, no Teatro Municipal de Ilhéus, e de 12 a 16 de setembro, no Centro Cultural Porto de Trás, em Itacaré & muito mais na Agenda aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista sérvia Lola Jovanovic.
Veja mais aqui.
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A história é outra história, Um mundo só de Peter Singer, o cinema de Abbas Kiarostami, Juliette Binoche & Rin Takanashi, a música de Milton Nascimento & Shanghai Spring Art Salon aqui.

APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Comércio de Livros Ltda divulgando os poetas de Palmares PE, nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São Paulo. Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo.
 

sexta-feira, junho 12, 2015

LEDO IVO, GERALDO AZEVEDO, LUCE FABBRI, BERTO, ANNE FRANK, NORDLUND, WELLINGTON VIRGOLINO, CARMEM VERÔNICA & CRÔNICA DE AMOR POR ELA.


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? TODO DIA É DIA DOS NAMORADOS: Por você vivo a levitar incólume pelas nuvens mágicas do amor, a cantar o Exagerado de Cazuza para orbitar contumaz toda flor de sua emanação. Por você dedico todo infrene teor do meu verso lascivo, toda meta da minha perseguição da felicidade, todo meu corpo, minha alma, idéias e pensamentos e já não consigo distinguir o que é meu de seu nessa correspondência para lá de imantada nos nossos mais aderentes desejos. Por você sigo perseverante a desafiar de deus, do mundo e de tudo, a fazer da minha crença apenas a sua deificação. Por você rompo barreiras porque recito de cor um a um dos cinco mil versos d´Os Cantos de Pound enquanto aliso a corcova de suas ancas miríficas entre as quais perco todos os pontos cardeais afiançando a valia de todos os seus atributos. Por você subestimo convenções porque quero passear de mãos dadas e trocando beijos apaixonados no meio do espetáculo da aurora boreal até a austral e vê-la seguir com o meu monograma tatuado no seio como o distintivo do nosso amor. Por você vasculho o universo de sua compleição, faço surf no tsunami de suas carnes, viro goleador no Maracanã do seu ventre, percorro a nado todo Amazonas de suas águas profundas, faço happy hour na lua dos seus seios, enfrento a fera do seu desejo exaltado e recolho de sua mais absoluta e íntima graciosidade todos os acepipes exatos da minha esfomeada vontade de você. Por você vou todo limite usurpado no fogo insano do prazer a ponto de não haver extintor de incêndio capaz de apagar a feroz volúpia de possuí-la a mais das suas dimensões angulares. Por você toda exata e possessa como uma naja de capuz estufado, premida pela necessidade excitante de ver-me enveredar por seu olho pidão, por seus lábios bons de beijar, pelos seios de todos os sabores, pelas pernas carnudas, nádegas voluptuosas até o ventre ávido com nuto pro concúbito. Por você tenho o muito de todo tudo, porque na paixão, o que for demais além da infinitude, para o querer, ainda é muito pouco. (Por você, Luiz Alberto Machado. Crônica de amor por ela. Maceió: Nascente – edição de luxo em capa dura só por encomenda). Veja mais aquiaqui.

Imagem do pintor e desenhista pernambucano Wellington Virgolino (1929-1988).

Curtindo o álbum Eterno presente (BMG Ariola, 1988), do cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo.

O CARATER ÉTICO DO ANARQUISMO – A obra O caráter ético do anarquismo (Imprensa Marginal, 2007), da escritora, sindicalista e ativista libertária anarcofeminista ítalo-uruguaia Luce Fabbri (1908-2000), traz a discussão sobre a ética, liberdade individual, formas educacionais alternativas, o autodidatismo, a necessidade de absorção do conhecimento e o processo de instrução, demonstrando uma obra restauradora da confiança no ser humano e em sua capacidade de viver o presente, mostrando claramente como a ideia de anarquismo não deve ser pensada como ponto fixo ao qual se deve chegar, mas como um caminho a seguir. Da obra destaco o trecho: A ética não é um tema muito cômodo. Parece obsoleto e é tratado sempre com certo pudor. Durante todo o século XX, por reação contra a retórica moralista anterior, se o mencionou muito pouco. O positivismo se baseava na ciência e as leis científicas têm muito pouco a ver com a ética. E certo individualismo, muito popularizado pela literatura, exaltava o eu acima do bem e do mal. O materialismo histórico, baseando o socialismo na dialética da história, não necessitava para nada da ética, ainda que a maior parte de seus seguidores lutassem movidos pela indignação provocada pela injustiça social (ou seja, por um motivo ético) mais que pela leitura do Capital. Com tudo isto, os anarquistas, que não invocavam mais que a justiça, e ainda o amor como fundamento de sua proposta, eram facilmente ridicularizados. E eles mesmos, por sugestão natural, há tempos não falavam do tema. E, entretanto, ninguém pode prescindir da ética: a vida seria impossível se, no cotidiano, não julgássemos continuamente nossos atos e os alheios com um critério ético, por mais que muitas vezes o violemos [...]. Veja mais aqui.

INTELIGÊNCIA DO AMOR – O livro Finisterra – prêmio Jabuti de Poesia (1965-1972), do premiadíssimo escritor e ensaísta alagoano Ledo Ivo (1924-2012), é composto de três partes: lugar de nascimento – minha terra, inteligência do amor e os emblemas do tempo. Da segunda parte do livro, destaco inicialmente o poema O usurpador: Quando te amo, procuro tua forma. / Mesmo na volúpia, quero ser guiado / pela escultura exata. / Fêmea atônita, não sentirás jamais / o peso imenso do amor / sobre o teu ventre branco. / Usurpei o dia e suas estrelas. / Escondi-me em tua claridade. / Ó amor da forma, meu verdadeiro amor. Também o Lição de amor: No fim do êxtase encontrei a sabedoria. / Sua higiene era a de uma estrela na esbranquiçada / galáxia que à noite envolve os pés gêmeos / de minha bem-amada. / E no sei tocado por minha mão, vibrava uma alma / estonteante de imortalidade. O belíssimo poema A duração do amor: Deitada sobre mim / és mais leve que a neve. /E um toque de clarim / torna a tarde mais breve. Meritório também o destaque para O peso do amor: O meu amor me pesa. / Toneladas de mim / abraçam a camélia / do secreto jardim./ O meu amor me leva / através das galáxias / por céu de luz e trevas / fundidas em falácias. / O meu amor é leve: / um fio de cabelo / pousado no universo. / O meu amor é breve: o apelo de um pelo / que se transforma em verso. Por fim, Ferramenta Amorosa: A ferrugem dilacera a paisagem. Estou num horizonte em que o crepúsculo abre cicatrizes nos muros leprosos. As janelas bebem a poeira do mundo. Em mim tudo é um amor que se nutre de sonhos e águas, e freme como os pássaros. Das rugas do dia faço minha razão de existir. E o amor é o meu sono, aranha que arma os pistilos de sua própria manhã. Embora deitado, caminho entre as colinas úmidas do meu desejo, e sorvo no silêncio os signos da vida – as partículas dessa água sólida, mais pesada que a terra. Nenhum sol cegará a minha transparência, que desliza nos trilhos da memória. Foi aqui que fundei o meu desespero, nesta areia que nenhuma palavra alcança, sob as estrelas que respiram o dia no ar tecido de figuras e designios. Teu corpo, meu amor, é a minha ferramenta. Escolho entre o mistério e a penugem. Trabalho em tuas ranhuras. E minha miséria é um farol e te ilumina. Veja mais aqui e aqui.

A MANOBRA DA CARRETA – O livro A prisão de São Benedito & outras estórias (Bagaço, 1991), do escritor Luiz Berto, reúne histórias hilariantes, causos e contados ocorridos na terra dos Palmares, com prefácio de Orlando Tejo e Gilberto Melo. Do volume destaco A manobra da carreta: Na abençoada tarde palmarense, eu tomava uma cerveja gelada com um amigo mineiro que se dispusera a conhecer as excelências da terrinha, após alguma insistência de minha parte. Viajamos alguns milhares de quilômetros, curtindo estes estradões de meu Deus, e demos com os costados em Palmares, numa manhã de sol. Ele vibrava com aquele ambiente de festa-todo-dia e de tá-tudo-bom-e-vai-melhorar que se respira no verão de Pernambuco. Os muros das ruas pichados anunciando os bailes no Clube Ferroviário, e os carros de propaganda cruzando com seu berreiro completavam a alegria do carrossel. Além da ceveja irrepreensivelmente gelada que se serve nos bares. Estávamos juntamente comentando sobre o quanto de coisa esquisita acontece por ali. O que há de mais inusitado só deixa para desaguar em Palmares. Aos pouquinhos, os meninos começaram a descer, primeiro devagar e depois às carreiras, no rumo do Colégio das Freiras. A seguir, os homens e, logo após, também as mulheres se desembestaram para engrossar a multidão. Curiosos, já prenunciando mais uma, largamos a cerveja e nos dirigimos ao local. De longe, avistamos uma enorme carreta, dessas com 18 pneus, metade numa rua e metade na outra. Pensamos em atropelamento ou batida e apressamos o passo. Uma dona-de-casa nos ultrapassou com um menino escanchado nas ancas e arrastando mais três pela mão. Suava e recomendava pressa às crianças. – Se nós não se avexa, num dá tempo de vê. Um sapateiro passou correndo, nu da cintura para cima, óculos de grau, e segurando um sapato no qual estivera trabalhando até que avistara a carreta. Era gente de entupir a rua. Chegamos, nos integramos à multidão e, depois de nos inteirarmos do assunto, sentamos nos degraus da porta de uma venda que havia em frente e mandamos descer uma cerveja para, assim bem acomodados, podermos assistir o espetáculo. A carreta estava vindo do sul do país, tinha placa do Paraná, com uma carga para Natal. Ao passar em Palmares, ao invés de seguir por fora da cidade, na outra margem do rio, rumo a Recife, o motorista resolvera entrar pelas ruas, e aí começou a novela. A carreta, gigantesca e pesada, entupia as ruas estreitas e desiguais. Até que, chegando no oitão do Colégio das Freiras, tentou entrar na rua Coronel Izácio e entalou: nem pra frente, nem pra trás. A multidão ia aumentando e ajudava a manobra aos gritos: - Mais pra frente! – Vai bater no muro! – Pra trás uma beirinha só... O motorista suava na cabina e parecia assustado com a multidão. Diabo de terra que juntava gente para ver uma carreta manobrar! De vez em quando, ele descia e se juntava ao povo para tirar medidas e verificar suas chances de sucesso na manobra. Os motoristas da cidade estacionavam seus carros e vinham, solícitos, prestar solidariedade ao colega. Milímetro e milímetro, para frente e para trás, a carreta enroscava cada vez mais, e a multidão não parava de crescer e opinar. O sapateiro se espantava e examinava a placa com seus óculos de grau: - Dezoito pnéis, Apucarana, Paraná. Tá é fodido. Sim, senhor... Alguns especulavam sobre a carga, bem protegida por uma lona. Os meninos se penduravam na carroceria, e as mulheres soltavam gritinhos quando a carreta se encostava perigosamente no muro das freiras. O meu amigo mineiro estava extasiado e, enquanto tomava cerveja, também ajudava na manobra, gritando junto com a multidão. – Vai que dá! Aí tá bom, agora pra trás. Um tempo comprido, sem conta. A rua completamente tomada, pelo povo e pela carreta. Aos poucos, o motorista foi conseguindo completar a manobra. O suor gotejava em seu rosto; tirava a camisa e cavalgava sua maquina de peito nu. De repente, um grito uníssono escapou da boca de todos: - Conseguiu! Um salva de palmas irrompeu espontaneamente junto com os gritos de viva. O motorista endireitou a carreta na beira do meio-fio e vestiu a camisa. Subiu no estribo e olhou a multidão. Nova salva de palmas. Ele acenou e olhou para o relógio, calculando o atraso. A carreta foi-se arrastando lentamente, até sumir no fim da rua. Meu amigo olhava espantado a multidão se dissolvendo entre comentários e risos. Embicou o último copo de cerveja e me tomou pelo braço: - É mais espantoso ainda do que o que você diz. Veja mais aqui, aqui e aqui.

DIÁRIO DE ANNE FRANK – O livro Diário de Anne Frank (Das Tagebuch der Anne Frank, 1942-44), da escritora alemã e vítima judia dos nazistas Anne Frank (1929-1945), foi escrito durante a Segunda Guerra Mundial – quando ela tinha 13 anods de idade - e foi publicado depois da confirmação da morte dela no campo de concentração Bergen-Belsen, quando ela já contava com 15 anos de idade. Trata-se de um extraordinário documento como retrato vivo da adolescência e como testemunha pungente da perseguição dos nazistas aos judeus. Trata-se de uma evolução interior de uma menina que descobre a vida e o ser humano entre as quatro paredes de um esconderijo. Por mais de dois anos, oito pessoas ficaram encerradas num sótão sem poder sair, nem durante o dia chegar à janela ou fazer o menor ruído que acusasse a sua presença. Gente de idades diferentes, de famílias diversas, de temperamentos e gostos vários, sembre debaixo de pressão, com choques de toda ordem provocados pelas diferenças psicológicas, pelo atrito cotidiano, pela tensão nervosa. Mas também unida pela identidade de situação e pela necessidade de ajuda mútua. No fim do Diário, Anne anotava: Apesar de tudo eu ainda acredito na real bondade de coração das pessoas. Transformada em peça de teatro em 2 atos e 10 quadros, texto escrito por Frances Goodrich e Albert Hackett, O Diário de Anne Frank (Agir, 1976), põe o público em contato direto com aquele drama. Do texto destaco o quinto quadro do segundo ato: Voltamos à primeira cena, o entardecer de um dia em novembro de 1945. Os quartos estão como no primeiro quadro. O Sr. Kraler veio juntar-se a Miep e ao Sr. Frank. Em cima da mesa, xícaras de café. Observasse uma grande mudança no Sr. Frank. Calmo agora, não tem mais aquela aparência amargurada. Folheia o diário lentamente. As páginas estão em branco. SR. FRANK – Acabou (fecha o diário, colocando-o no divã a seu lado). MIEP – Estava no campo para ver se conseguia comida. Quando voltei, encontrei o quarteirão cercado pela polícia... SR. KRALER – Tivemos a curiosidade de saber como tinham sido descobertos. Foi o ladrão... foi ele o delator (Miep vai até ao fogareiro, e volta com uma cafeteira). SR FRANK – (Depois de alguns instantes em silêncio). Parece incrível dizer uma coisa dessas, que alguém pudesse ser feliz num campo de concentração. Mas Anne sentia-se feliz no primeiro campo para onde formos levados, aqui na Holanda. Depois de passar dois anos trancafiada neste sótão, ela estava ao ar livre... sentia o sol e a brisa de que tanto gostava. MIEP – (Oferecendo café ao Sr. Frank) Um pouco mais? SR FRANK – (Estendendo-lhe a xícara) As noticias sobre a guerra eram boas. Os ingleses e americanos avançavam na Frabça. Estávamos certos que chegariam a tempo de nos salvar. Em setembro fomos informados de seriamos embarcados para a Polônia... os homens, para um campo, as mulheres para outro. Eu fui enviado a Auschwitz. Elas foram para Belsen. Em janeiro fomos libertados, os poucos sobreviventes. A guerra ainda não terminara, por isso levamos muito tempo para voltar aos nossos lare. Éramos enviados seca e meca, na retaguarda, onde não havia perigo. Quando o nosso trem parava... em algum desvio ou cruzamento... saíamos e íamos em gripo... Onde esteve você? Em Belsen? Em Buchenwald? Em Mauthausen? Teria por acaso encontrado minha mulher? Meu marido? Meu filho? Minha filha? Foi assim que soube da morte de minha mulher... de Margot, dos Van Daan.... de Dussel. Mas Anne... eu ainda tinha esperança... ontem foi a Rotterdam. Ouvi falar de certa mulher... ela estivera em Belsen com Anne... agora eu sei. (Apanha o diário novamente, vira as páginas procurando um trecho. Ao encontra-lo, ouve-se a voz de Anne). VOZ DE ANNE – Apesar de tudo, continuo acreditando na bondade humana. ( O Sr. Frank fecha o diário lentamente) SR FRANK – Ela me faz sentir pequeno. (Todos ficam em silêncio). Veja mais aqui.


A FILHA – O filme A filha (2003), da cineasta sueca Solveig Nordlund, conta a história de um bem sucedido produtor de televisão que acaba de ser premiado para apresentar o programa mais popular quando, nesse mesmo dia, a sua filha lhe dá um ultimato: ou regressa para casa para comemorar o aniversário dela de 18 anos, ou nunca mais a vê. Ele resolve os compromissos agendados e, no dia seguinte, quando chega em casa, era tarde, ela não se encontrava mais. Uma jovem da mesma idade da filha resolve ajuda-lo a localizá-la numa busca infindável que vai revelando realidades que vão se inserindo em situações dramáticas. Veja mais aqui.





IMAGEM DO DIA
Hoje é dia de homenagear a atriz e ex-vedete Carmem Verônica.

Veja mais sobre:
Manchetes do dia: ataca o noticiário matinal, Folclore pernambucano de Francisco Augusto Pereira da Costa, a música de Fabian Almazan, Filosofia da Linguagem, Vinte vezes Cassiano Nunes, a coreografia de Doris Uhlich, a pintura de Nicolai Fechin & a arte de Roberto Prusso aqui.

E mais:
Preciso de um culpado, Peri Physeos de Anaxímenes de Mileto, A arte de furtar de Padre Antônio Vieira, As odes pítacas Píndaro, Platónov de Anton Tchékov, o cinema de Walter Lang & Susan Hayward, a coreografia de Dave Saint-Pierre, a música de Stanley Clarke, a pintura de Horace Vernet & Malcolm Liepke aqui.
O morro dos ventos uivantes de Emily Brontë, A ópera dos mendigos de John Gay, a música de Yngwie Malmsteen & Julia Crystal, a pintura de Maria Luisa Persson & a poesia de Floriano Martins aqui.
Gilbela – Gilmara Jung, é nela que a beleza se revela aqui.
Literatura de cordel: Cego Sinfrônio aqui.
Vamos aprumar a conversa, Sociedade dos indivíduos de Norbert Elias, As brasas de Sándor Márai, Babylon de Zuca Sardan, a música de Hermeto Pascoal & Aline Moreira, Anatomia do drama de Martin Esslin, o cinema de Fred Schepisi & Meryl Streep, a escultura de Pierre-Nicolas Beauvallet, a arte de Derek Gores & a pintura de Gilson Luiz dos Santos Braga aqui.
O espelho de Machado de Assis aqui.
Brincarte do Nitolino, O espírito de liberdade de Erich Fromm, Visita meu corpo de Antonio Carlos Secchin, a literatura de Alexandre Dumas, a música de João Gilberto, a pintura de Gustave Courbet & Welington Virgolino, a arte de Bibi Ferreira, Judy Garland & Isabelle Adjani aqui.
Vamos aprumar a conversa, O mundo como vontade de representação de Arthur Schopenhauer, A casa das belas adormecidas de Yasunari Kawabata, Ifigênia entre os tauros de Eurípedes, a música de Richard Strauss, Percursos em Arteterapia, Jardim das delícias de Geraldo Carneiro, a arte de Mae West, a escultura de Francisco Brennand, Jules Feiffer, a pintura de John Constable & Peter Paul Rubens aqui.
Uma coisa quando outra, A aventura da modernidade de Marshall Berman, a poesia de Adolfo Casais Monteiro, Arquiteturas líquidas de Marcos Novak, a música de Maucha Adnet, a pintura de Alyssa Monks & Renie Britenbucher, a arte de Adriana Garambone & Luciah Lopez aqui.
Solilóquio das horas agudas, O mito de Sísifo de Albert Camus, Doença sagrada de Hipócrates, a música de Meg Myers, Neurofilosofia e Neurociência Cognitiva, a pintura de José Manuel Merello, Mulher Negra & a arte de Luciah Lopez aqui.
Resiliência, perspectivas & festas: Feliz aniversário, A pedagogia de Paulo Freire, Resiliência em transtornos mentais de Makilim Nunes Baptista, Liberdade para palavra de Octavio Paz, a música de Midori Goto, a pintura de Luis Crump, Babi Xavier, a arte de Fabrice Du Welz & Luciah Lopez aqui.
Ah, se estou vivo, tenho mais o que fazer, a literatura de Liev Tolstói, A cena dividida de Gerd Bornheim, a poesia de Nauro Machado, a pintura de Lasar Segall, a música de Joyce & Maurício Maestro, a arte de Patrick Conklin & Luciah Lopez aqui.
Brincar para aprender aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Fecamepa – quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
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SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...