sábado, agosto 22, 2026

DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

 


Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinador - a cada obra adivinhava futuro ou passado, era. E diziam dele ser o profeta tebano reencarnado: Ora, se; tá na cara! Só faltava virar mulher, se num já foi uma vez na vida. Quando não dava forma obrando verdadeiros milagres no barro, nos tocos de madeira, tecidos, metais, fibras ou vidros, moldando, costurando, ajeitando, cortando, entalhando ou pintando, era o bulício das expectativas de entusiastas coscuvilheiros, o que é o que é, e ele, na ponta da língua, tome! Mão na massa só saía coisa bonita de se ver, enchiam mesmo os olhos, chega dava gosto: os bonecos escritinhos gente, só faltavam falar; os bichos tudo em ponto de andar, de quase ouvi-los barulhando no oitão. Ora, se. Bicho danado esse Tirésia, hem? E não faltava quem queria saber da sorte, cura ou desejo, aos muitos: pais ansiosos se menino ou menina no bucho e quem ia nascer dos dois, se ia ganhar litígio na justiça, se o negócio ia dar certo, se a safra ia ser boa, se ia ganhar a eleição, ora, afora outros tantos, cada qual com sua pendenga desvendada por antecipação. Mesmo assim, solitário invisual, valia-se da companhia de Maricota, sua assistente dedicada, que um dia fora uma órfã perdida no meio do mundo. Ele abrigou-a e, por gratidão, ela lavava, passava, cuidava, administrava a casa e as finanças. Sim, ela não escapou de vultosas propostas de noivados e casamentos, mas todas recusou: não tenho nada nem ninguém e, ao mesmo tempo, tenho tudo: este velho bondoso que nem precisa de mim, foi quem me deu guarida desde menina, a me servir por generoso pai até agora. Assim era. E um dia lá, no meio da lida, ele assuntou e saiu de casa desembestado. Que foi que houve? Quem sabe! Pronde ele foi? Ora. Dali um tempo retornou com uma chorosa menina – Juremilda, dita filha enjeitada dum tal de Zé Broco, abastado comerciante, que queria um filho homem para herdar sua fortuna; mas, por ironia do destino, só lhe vinham filhas encarreadas e já havia abandonado duas outras antes, agora mais uma, todas repelidas, lavado de desgosto. Aí ele recolheu e trazia pela mão a garotinha abandonada, deu guarida e dela passou a cuidar: Achei-la perdida na rua, coitada! Doutra feita, pouco tempo depois, ocupado que só, ouviu do nada um choro longínquo e aguçou as ventas, saiu sem dizer nada e, ao cabo de algumas horas, lá vinha ele trazendo um maltrapilho menino – Dioguito, filho duma viúva que durante a gravidez teve seu marido assassinado e repudiou o filho assim que deu à luz, porque seu sonho era uma menina para lhe acompanhar a sina. Mais um desamparado, agora tidos por seus netos, assim criados, mantidos, educados, crescidos e viraram gente, seguindo seus passos e, por artes do destino, proutras profissões, ganharam mundo, cada qual pro seu lado, foram-se. A vida seguia, quando, certa noite, ele chamou a inseparável Maricota e arrumou-se todo, como há anos não havia. Todo paramentado no seu cavalo-marinho, o agora capitão surgiu à porta e foi só alvoroço na rua: um bombo apareceu no improviso da batida chamando o povo. Foi juntando gente. Para onde fosse, o povo ia atrás. Pronde ele vai? Oxe! Num terreiro plano parou, deu dois apitos e, do meio da multidão, emergiu o banco da orquestra, com os tocadores de rabeca, pandeiro, ganzá e reco-reco. Tome função, o trupé na pisada solta. Foi na toada de chegada, a de Alevante, com os toadeiros na saudação: Viva Mestre Salustiano! Viva! Viva Mestre Duda Bilau! Viva! Viva Mestre Biu Roque! Viva! Viva Mestre António Teles! Viva os Filhos de Salú! Viva! Vamos barrer! E dava início ao mergulhão, sapateado no galope dos cavalos, passos rasteiros, saltos rápidos, levantava poeira. Vamos bater mergulho! E fizeram a roda do samba, entrou Ambrósio, o mercador das figuras: no pé da roda, saudou o capitão com mesuras, às pilhérias e pulhas, danou-se a dançar – Ô boca podre! Logo veio Mateus, o Caroca, pra fazer par no arrastado dos pés. Desorganizavam tudo e, no achegado da coisa, Bastião tomou conta pra aprontar das suas, às mungangas e caretas, a bexiga batendo nas canelas. Atrás dele, a feiosa Catirina toda assanhada, tocando fogo de arrepiar: Lá vem o soldado da Gurita! Bota ordem: Respeite a farda, seus folgados! E o bafafá seguia azeitado no balanço dos cacoetes, vícios e mazelas: Ô, seu guarda, o senhor fique quieto! Pode se mandar, somos donos do fuzuê! Se dane, vá! Tá presa a banca do som, Mateus, Bastião, Ambrósio, Catirina e os agaloados tão tudo parados e se bater eu furo! Calma, seu guarda, ordem de capitão! Tá tudo liberado! Despacharam-se todos e recomeçaram os Galantes, uma guarda de honra, dançavam com suas damas, maior galantaria. Mateus, Bastião e Catirina só atiçando o povo assistente. Aí o Empata Samba batia lata na toada, atrapalhando a festa. Sai-te pra lá, desgrama! Vou vadear! E o Mané do Baile: Sou Véi Barbaça e tudo resolvido. Abriu-se a eira pro baile na dança do magui: esvoaçavam saias, fitas e espelhos, chapéus com pingentes dourados, gingado. Bora, brincantes! Isso é que é assustado! Hora das loas e das toadas, o cangaceiro e o vaqueiro, o matuto da goma, o Mané Joaquim. A Véia do Bambu puxou maracatu pro povo de Itambé, Condado, Aliança e Itaquitinga. Segura a onda! Tem mais samba? Muito baião! E o Caboclo de Arubá: Olhaí o Caboclo de Pena, da linha de Jurema! Vamos forrozear! Lá vem o boi! – Leva pra vagem, hora da farra! Olha o apito! Do nada entrou Juremilda glosando motes. Eita! Apareceu, foi? Mas, menina! Atrás dela, Dioguito deu o ar de sua graça e batia palma no rastapé, um desafio no mourão, dela arremedar com quadrão; ele puxou gabinete, ela respondeu com martelo e vai e volta, a coisa se solta no maior festão. O truvuque ficou bão demais! Vamos pro maguião, a dança dos aicos e coco de despedida: o bailarico dos arcos das baianas. Ambrósio de volta imita todos da festa: o boi já morreu e ressuscitou, vamos rear! Simbora, gente, a noite se foi, o dia já veio! E o cego Tirésia se não via, sentia no mais fundo da alma e em família toda sua obra e feito, nem sabia o amanhecido que já era outro acumulando os tantos passados. Até mais ver.

 

Julio Cortázar: Somente vivendo de forma absurda é possível escapar desse absurdo infinito... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Iris Murdoch: A educação não nos faz felizes. Nem a liberdade. Não nos tornamos felizes apenas por sermos livres – se é que somos. Ou por termos sido educados – se é que fomos. Mas sim porque a educação pode ser o meio pelo qual percebemos que somos felizes. Ela abre nossos olhos, nossos ouvidos, nos mostra onde as delícias se escondem, nos convence de que existe apenas uma liberdade que realmente importa, a da mente, e nos dá a segurança – a confiança – para trilhar o caminho que nossa mente, nossa mente educada, nos oferece... Veja mais aqui & aqui.

Camilla Läckberg: A literatura é vida e morte. As pessoas vêm e vão. Vivemos. Morremos. Mas a literatura que criamos continua viva... Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ALÉM DA ESTRADA DO RIO

Imagem: Acervo ArtLAM.

Era preciso olhar de perto, tão perto quanto a palma da mão. E era preciso olhar muito além para vê-los. Eles não se assemelhavam a nenhum tipo de Senhor: o Tempo, saltitante ou não — contudo, percorriam dimensões. Era preciso vê-los percorrendo a Estrada do Rio, aparando suas bordas; lançando à sombra todos que chegavam e todos que partiam — os que voltavam para casa, os que partiam sem rumo, os desgarrados, os perdidos; silenciando os pombos irreverentes e o bater de asas inerte das crianças correndo para a escola, com o leite da mãe ainda pingando em suas bocas abertas, maduras demais. Eles suavizavam as linhas borradas dos turistas, sorrisos tão tensos quanto cordas de orçamento, e reprimiam os motoristas de van que (mais uma vez) não se importavam com a própria segurança, tentando transformar uma confusão em briga — nenhum policial à vista — e o sol, o vilão em sua própria festa, incitando palavrões e rancor. Como se estivesse seguindo um roteiro. Um deles carregava um bastão, esculpido — ou talvez fosse um pedaço de cana. Era preciso olhar com atenção para ver as cabeças inclinadas em raciocínio; em cálculo. E eles se moviam como um só através daquele palco instável, os dreadlocks se fundindo aos torsos, aos braços e às pernas: dois irmãos cheios de conhecimento e recursos abarrotados em suas mochilas; Jedi africanos, samurais negros saindo diretamente de seus próprios segredos e sonhos. E pareciam estar tramando algo. E parecia a trama de uma demolição de muros. Mas parecia a construção urgente, primeiro, daqueles muros predestinados; ou antes disso, o plantio de árvores para se encontrarem embaixo e travarem campanhas para queimar os tijolos que construiriam esses mesmos muros. E parecia um sangramento. E parecia uma onda gigante de rio-mar-oceano-riacho. E parecia vislumbres de floresta esquecida, colina distante e campo que desaparece; e uma mistura, mistura de terra, argila, calcário coral, areia e pele. E parecia a luz nítida e Falernum da aurora ou o desvario de um sol em uma van, depois do meio-dia; a densa névoa da tarde. Parecia pores do sol flamejantes e um sacramento de luas de sangue e luas azuis e sem lua e meia-noites — tudo isso, infiltrando-se nas ruas para tingir os ventos. E pareciam estar prontos. E pareciam prestes a se impregnar no solo diante de nossos olhos. Mas era preciso ter boa aparência, porque eles não se demoravam. Moviam-se como aparições de sangue, de carne, de tendão. Não roubavam a cena, apenas a dominavam por um instante, lançavam alguma sombra sobre nós e silenciavam o palco. Um deles carregava um bastão. Talhado, talvez. Ou talvez apenas um pedaço de cana, para brandir. Tecendo feitiços. Ou afiando arestas. Difícil dizer com aquele passo solto e sem pressa, sem parecerem, como pareciam, senhores do tempo ou ladrões de holofotes, ou portadores de um silêncio frio e cristalino para congelar o sol. Nunca saberemos… Porque não estamos enxergando muito bem de perto e muito menos além da River Road.

Poema da premiada poeta, editora e contadora de histórias de Barbados, Linda M. Deane, cofundadora do fórum editorial e cultural ArtsEtc, coeditora de Shouts from the Outfield: The ArtsEtc Cricket Anthology e ativista literária.

 

BELLADONA – […] Não mude nada de si mesmo de que você gosta para deixar os outros confortáveis. Não tente se moldar para se adequar aos padrões que outra pessoa estabeleceu para nós. [...] Você não deve permitir que a morte o consuma tão completamente. Viver não é egoísmo. [...] Pare de se preocupar com a sociedade e de jogar o jogo dela, na esperança de ser bom o suficiente. Não existe essa coisa de verdadeira bondade; existe apenas a percepção. [...] Para mim, você é uma canção para uma alma que jamais conheceu a música. Luz para alguém que só viu a escuridão. Você desperta o que há de pior em mim, e eu me torno vingativo com aqueles que o tratam de maneiras que não me agradam. No entanto, você também desperta o que há de melhor em mim — quero ser melhor por sua causa. Melhor para você. [...]. Trechos extraídos do livro Belladonna (Plataforma 21, 2023), da escritora estadunidense Adalyn Grace, autora de obras como: Fluch der sieben Seelen (All the Stars and Teeth, 2020) e Erbe der sieben Inseln (All the Tides of Fate, 2021).

 

COMO HERDAR UMA CORAGEM? – [...] muitas vezes não sabemos quem foram os nossos doadores nem de que são feitos nossos tesouros. [...]. Trechos extraídos da obra Como Herdar uma Coragem? (KKYM+P.OR.K, 2021), do filósofo, historiador e crítico de arte francês, Georges Didi-Huberman, no qual indaga testemunhos dos sobreviventes judeus do gueto de Varsóvia, enquanto constatações de uma herança com contornos que dependem da multiplicidade das memórias e das concepções do tempo histórico, evidenciando as diferenças e paralelos que decorrem entre a luta corajosa dos judeus pela liberdade no gueto de Varsóvia e as ameaças atuais do totalitarismo, do colonialismo e do fascismo, que podem emergir em qualquer horizonte. A esse respeito ele expressa que: Ninguém pode olhar pelos outros... Para definir nosso desejo de futuro, temos que saber que memória herdamos... No seu livro Ninfa dolorosa: Essai sur la mémoire d’un geste (Gallimard, 2019), ele expressa que: [...] É um conjunto de imagens onde o motivo do feminino se aproxima perigosamente da negatividade violenta e mortífera […] Das bacantes pagãs às pranteadeiras cristãs, passando pela kinah judia ou o lamento muçulmano, é todo um motivo – essencialmente trágico – de uma Ninfa dolorosa que Warburg perseguia nas pranchas do seu atlas [...] os ‘corpos de dor’ e de ‘lamentação’ se verão animados de uma totalmente nova energia: o burguês se faz linchar, as mulheres urram de cólera, um tipo de alegria selvagem se apodera de toda a multidão em luto. Revolução, de fato: revolução nos afetos, nos gestos, nos corpos, nas decisões coletivas [...] da morte e da sobrevivência, do ser perdido e do ser enlutado, do silêncio e do grito, da ausência e da invocação. Não há lamentação sem esse ritmo profundo [...]. No seu livro Ninfa moderna: essai sur le drape tombe (2002), ele aborda o erótico, a sensualidade, o desejo dessas divindades menores sem poder institucional. Como ponto de partida, como imagem e como montagem2, tomou as figuras femininas da Antiguidade e do Renascimento. Para ele a ninfa, como a aura benjaminiana, declinou com os tempos modernos, problematizando a observação de duas sutis facetas dessa imagem, desse declínio: o drapeado e a queda. Já na obra Par les Désirs - Fragments sur ce qui nous soulève (Éditions Gallimard/Jeu de Paume, 2016), observa ele que: [...] Desobedecer, veja um verbo que rima tão bem com desejar. Desobedecer é tão antigo, frequentemente tão urgente, quanto desejar […] E como não convocar, uma vez mais, as mitologias do Atlas ou de Prometeu? Ou a história de Eva? […] Desobedecer: essa seria a recusa em ato e, ao mesmo tempo, a afirmação de um desejo enquanto algo irredutível [...]. Também é autor de obras como Kore (2011), Survivance des lucioles (2009), Images in Spite of All: Four Photographs from Auschwitz (2008) e Invention of Hysteria: Charcot and the Photographic Iconography of the Salpêtrière (2004), entre outras. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

A ARTE MUSICAL DE MARINÊS

[...] Eu sou uma profissional, onde for o show, eu chego lá, seja de carro, avião ou em cima de um jumento. Eu adoro estar no palco, foi uma dádiva que Deus me deu. Não saio dizendo que sou Rainha do Forró, se fosse explorar seria Rainha do Xaxado, pois foi Luiz Gonzaga que me homenageou e não saio dizendo; dizem e apenas concordo. O importante não é o trono de Rainha, mas subir no palco e abrir o gogó. Então é um orgulho e honra de cantar as belezas, costumes e necessidades do nordestino. Eu me alugo para fazer o show, ninguém me compra; pagam os meus serviços prestados. [...] Sou uma pessoa comum e singular. Não me aproveito desse nome lutado e trabalhado ao longo dos 50 anos de carreira. Gosto de receber elogios sinceros. Vivo uma vida normal, como o que todo mundo come. Quando não tenho empregada, vou para cozinha. Dou prioridade à família (filhos, irmãos e pais) e estou sempre junto deles como uma galinha e seus pintos. Quando me aborrecem, se eu puder na hora dissolver o coágulo, dissolvo para não ficar engasgada. Mas muitas vezes engulo sapo para não passar por mal educada, não ser cem por cento nordestina. [...].

Trechos de uma entrevista (Ritmo&Melodia, 2005), ao jornalista Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, concedida pela saudosa cantora, atriz, advogada e apresentadora Marinês (Inês Caetano de Oliveira – 1934-2007), a rainha do xaxado, a Luiz Gonzaga de saias, que foi casada com o acordeonista Abdias dos Oito Baixos (José Abdias de Farias – 1932-1991) e juntos atuaram juntos com Luiz Gonzaga & seus cabras da peste! Sobre ela encontra-se o livro Marinês Canta a Paraíba (2005), do sociólogo e professor Noaldo Ribeiro e a dissertação de mestrado A representação do Nordeste nas letras das músicas de Marinês (UEPB, . 2009), que redundou no artigo Representações do feminino na música do Nordeste (XII Conages, 2016), ambos de Claudeci Ribeiro. Na matéria Marinês: rainha do xaxado e dona de uma trajetória de pioneirismo na música nordestina (Jornal da Paraíba, 2022), está expresso que: [...] Não havia nenhuma tradição de mulher cantando xaxado, baião e xote. Também não era coisa de mulher essa roupa de couro que eu usava [...] sonho de criança se realizando, eu  ao lado de Luiz Gonzaga, olhando para a cara dele! [...]. a respeito dela disso o poeta, compositor e escritor Bráulio Tavares: Marinês é o grande nome, tendo criado uma escola de interpretação que é hoje seguida de ponta a ponta pelo Nordeste. Veja mais aqui.

 


TEMAS DE PSICOLOGIA CONTEMPORÂNEA – Os debates temáticos da psicologia contemporânea abordam as questões acerca da saúde mental na era digital, o estresse pós-traumático, os impactos da tecnologia na mente, a neurodiversidade, o esgotamento e Burnout, práticas baseadas em evidências e as novas configurações do trabalho, entre outros questionamentos. Para tanto reunimos reflexões de psicólogos, neurocientistas, filósofos e uma diversidade intelectual que se tem se debruçado sobre tais temáticas, como Elizabeth Loftus, Vera Iaconelli, Ignacio Martín-Baró, Vinciane Despret, Gloria Mark, Nancy Tucker, Rosa Mechiço, Brenda Milner, Diagne Mbengué, Diana Aurenque, Anna Lembke, Nita Farahany, Fabienne Brugère, Alice Flaherty, Elliot Aronson, Cida Bento, Florencia Abadi, Sally W. Johnston, Gabor Maté, Jaqueline Goes de Jesus, Elizabeth Blackburn, Patricia Smith Churchland, Katherine Johnson, Hal Foster, Janet Mock, Ursula Karven, Rachel Bloom, Judith Schalansky, Pamela Des Barres, Brené Brown, Yōko Tawada, Claudia Werneck, Chantal Akerman e Doris Dörrie. Confira aqui.

 


ONDE NASCE O RIO?... – O segundo episódio das Aventuras do Nitolino no Valuna, ocorre exatamente quando a Turma do Brincarte parte do sítio Falange, Falanginha, Falangeta, seguindo Pai Lula que resolve descobrir: Onde nasce o rio... Acompanhe a saga quando eles chegam todos na Serra do Quati clicando aqui.

 


KID MALVADEZA – Reunião de noveletas bem humoradas contando desde a epopeia do intrépido Kid Malvadeza, os vexames do Tripa com sua fubica ineivada, a decisão futebolística do ano em Alagoinhanduba, o diálogo entre a morte e a morta, a derrocada vertiginosa de Dudanildo Pontes, as paixonites do Mamão pela jumenta e a da briga dos garotos na loucura repulsiva do cotidiano alagoinhandubense. Confira aqui.

 


REENCONTRO MARCADO – Um conto, dois; um roteiro de curta metragem. Os 3: a solidão compulsória, a lucidez escassa e o tempo devastador. Do encontro, desabou desencontro. A hora é outra, o reencontro marcado. Confira o microconto, o conto e o roteiro aqui.

 


RAÍZES & FRUTOS – O livro Raízes & Frutos (Bagaço, 1985) foi lançado primeiramente numa noite bastante festiva no Teatro Cinema Apolo, em Palmares (PE). Depois foi a vez de uma tarde ensolarada de sábado na legendária Livro 7, em Recife (PE). No volume o poeta e a sua vida; em seguida, os poemas; e, por fim, uma Carta ao pai. Homenagem ao poeta Rubem de Lima Machado. Confira aqui.

 

ISTO É PERNAMBUCO!!!

Arte de J. Borges. E veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 


DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...