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quinta-feira, novembro 10, 2016

VAN GOGH, INGMAR BERGMAN, ANNIE VEITCH, KERRI BLACKMAN & SINFONIAS DE BAR


SINFONIAS DE BAR - Imagem: The Night Cafe in the Place Lamartine in Arles, do pintor do pós-impressionismo neerlandês Vincent van Gogh (p1853-1890) - Quanta solidão nesta mesa, quantos desejos contidos, quantas bandeiras levantadas, arriadas, perdidas, desesperançadas. São goles de mágoas, infelizes demais. Olhares de esquecidos vencedores, fazem da vitória uma festa sem laurear vencidos. Os olhos não cansam e se perdem na fumaça,, no fedor de fumo, ruidoso nervosismo nas ações, confissões de amor, ternura de perdão, cantores de ébrio, lutadores do vício na flor do luar, sentinelas da noite em seu arquipélago efêmero. Não diz das avenças em pleno reboco, não diz do soluço atrás da euforia, não diz da vergonha espremida no álcool, não diz da verdade suposta e tão crua: confidências de bocas e de copos, o halteres miúdo do vira virar. Não basta beber o tédio e o momento, precisa de vento em maior ventania, no batuque do samba em seu coração. Um mundo tão grande não cabe no passo, onirismos escritos em nuvens de giz, onde um lava a culpa, outro confidencia pormenores de escândalos, aquele afoga a mágoa de um amor perdido, este se alivia da dura labuta dizendo leseiras da vida. Aqueloutro enchendo miolo de pote, esbanjando elogios à mulher amada que sonha acordada no travesseiro. Estoutro comemora o gol mais fantástico na vitória do Flamengo com um replay de Milena Cyribeli, belíssima como sempre para delírio da galera rubronegra. Uns alegam dificuldades entre goles erradios e a inflação se apossando do que tem no bolso. Outro fala de uma revolta incontida para debelar a população contra a iniqüidade. Aquele deifica a praia e as garotas com suas bundinhas maravilhosas. Aqueloutro se altera ébrio fofocando a vida de todos. Este com anedotas de salão as mais cabeludas e risos os mais insolentes. Estoutro exalta quem vem de longe e pisa quem é de casa. Uns reclamam que entre poucos tudo se abarrota tudo farta. Outros declaram que entre muitos a estrela apagada no cu mostra que não se tem nada e que muito falta no charco abominável. Este relata um crime hediondo de hoje e que a honra dos bravos termina no cemitério. E se dizem suplícios e calvários, exorcizam o ouro, o coração das águas, nas mesas e nas cinzas dos copos. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Salgadinho: de riacho pra esgoto, Boaventura de Sousa Santos, Imre Kertész, Friedrich Schiller, Millôr Fernandes, Ennio Morricone, Gustav Machatý, Emílio Fiaschi, Joseph Mallord William Turner & Hedy Lamarr aqui.

E mais:
A musica de Monique Kessous aqui.
Dicionário Tataritaritatá aqui.
Cidadania e dignidade humana aqui.
Literatura de Cordel: O cavalo que defecava dinheiro, de Leandro Gomes de Barros aqui.
Direitos adquiridos aqui.
A arte de Tatiana Cobbett aqui.
Tortura, penas cruéis e penas previstas na Constituição Federal de 1988 aqui.
Literatura de Cordel: Emissários do inferno na terra da promissão, de Gonçalo Ferreira da Silva aqui.

DESTAQUE: O OVO DA SERPENTE
O filme O ovo da serpente (Das Schlangenei, 1977), do dramaturgo e cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007), é ambientado em Berlim nos anos 1920, quando os habitantes nativos estão oprimidos pela hiperinflação e temendo pelo futuro com a crise política. Um trapezista judeu de circo norte-americano chega à pensão onde mora e encontra seu irmão, um também artista, morto: havia se suicidado com um tiro na boca. Os dois haviam brigado e não estavam mais trabalhando, por isso começara a beber sem parar. Ele vai a polícia e é ouvido pelo inspetor e depois procura pela ex-esposa do irmão, também artista. Ele se surpreende ao encontrá-la se apresentando em um bordel. Os dois procuram se ajudar e vão morar juntos, mas ele se irrita quando ela lhe conta sobre seu relacionamento com um antigo conhecido detestado por ele. Despejados de onde estavam, ela acaba aceitando um quarto oferecido pelo antigo namorado, mesmo com o cunhado ficando com ela, apesar de contrariado, concordando também com um emprego de arquivista na clínica onde o receptor de ambos trabalha. Ao ser levado pelo inspetor pra ver a vários cadáveres no necrotério, de pessoas conhecidas do rapaz, ele pensa que é suspeito e tenta fugir desesperadamente mas é detido pelos policiais. Porém, é solto logo depois, sem explicações. Enquanto isso, ele parece cada vez mais doente. E esse maravilhoso filme transcorre, imperdível. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagens: arte da pintora e escultora canadense Annie Veitch.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Walk Forward in Peace, by Kerri Blackman.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


sexta-feira, maio 06, 2016

OSCAR WILDE, BANDEIRA, VAN GOGH, VYGOTSKY, GONZAGUINHA & INFORMAÇÃO


O DIREITO À INFORMAÇÃO E QUAL INFORMAÇÃO - Todos nós temos direito à informação. Quando estamos perdidos, nada é mais importante que uma pessoa amiga para nos reposicionar no caminho do destino desejado. Quando precisamos de algo, é tão bem-vinda aquela mão para indicar aonde podemos encontrar o necessitado. Quando não sabemos de algo, a descoberta e a tomada de ciência são úteis e prazerosas. Daí a importância da informação, uma palavra que vem do latim informare, que significa dar forma, esboçar, ação de formar, e que é um fenômeno complexo que envolve aspectos físicos, biológicos e psicossociais. Em vista disso, a informação é o território do campo científico da Teoria da Informação, que estuda as situações comunicativas que se dão pelas mensagens para a comunicação. A informação leva à comunicão que, por sua vez, oriunda do latim comunicare, significa comunicar, dividir, conversar, um processo de troca de mensagens, ou seja, é a transferência por meio de mensagens da informação, de um emissor a um receptor. A informação leva ao conhecimento que se constitui no eixo estruturante de todo desempenho e realização do ser humano e da sociedade. Por tudo isso ela nos coloca a par dos acontecimentos, proporciona o enriquecimento intelectual com novos conhecimentos, possibilita que possamos nos desenvolver a nós mesmos e a toda sociedade humana com descobertas que levam ao avanço tecnológico que tanto tem proporcionado melhores condições de vida, curas dos maiores malefícios e comunicação com as maiores distâncias. Pois é por ela que apreendemos tudo a respeito de nós mesmos e da vida nas relações da sociedade planetária, fruindo da riqueza que nos é exposta a todo momento pela natureza e para o bem-estar da humanidade. É por ela que temos a compreensão de processos e realizações. E hoje elas são mais numerosas e rápidas, proporcionando a instantaneidade das notícias para melhor desempenho, dando-nos uma sensação de superação do ilimitado e o poder de domínio sobre o tempo e o espaço. Quanto mais fidedigna for a informação, mais útil ela será para todo ser humano, porque ela poderá ser analisada, apreendida e colocada em prática por todos. Hoje elas são tantas que nem dá tempo de se efetuar uma análise lúcida além das aparências. E chegam aos montões como se fossem leis, com ares de verdades absolutas, inquestionáveis. Quando apreendidas, submetidas à apreciação geral, debatidas e consensuadas, elas consolidam a paz e a harmonia; quando vistas às pressas ou imposta pelo açodamento da mínima compreensão, implantam a discórdia. Essa a grande ambiguidade humana: a informação tanto pode concretizar o bem, como pode fabricar maledicências. Hoje a informação já vem como grande impacto para alimentar desejos e necessidades que sequer foram construídas, para levar a tomadas de decisões impensadas e baseadas na escolha oriunda de sugestões subliminares incutidas para consumo, afora formação ideológica nas preferencias da opinião pública. Quando ligamos a televisão ou o rádio, ou abrimos um jornal impresso ou na internet, o que nos deparamos, em sua grande maioria, é com o trágico, a miséria, a violência, as catástrofes, o infortúnio, a desgraça, a sordidez, o ódio, as desditas, o condenável, as fraquezas, o fanatismo, as paixões degradantes. Tudo isso explorado pelos canais de comunicação para a audiência e o autoenvenenamento do espectador que, inevitavelmente, será conduzido para depressão, angústia, pessimismo, tristeza, para o deprimente, o depreciativo. Infelizmente, não há espaço dos veículos de comunicação de massa e pro show business a excelência humana, apenas o grotesco, o estúpido, o inútil, o premeditado, o medíocre e o exibicionismo contemplam as grades de programação das grandes redes e veículos de informação e comunicação. Tal fato nos faz refletir sobre a forma como essas informações são jogadas aos montes e de modo superficial para milhões de pessoas e, ao mesmo tempo, de que forma essas mesmas informações serão assimiladas e reproduzidas na sociedade. Como já dizia Gonzaguinha, a vida devia ser bem melhor. E será, depende de nós. Ah, mas há quem diga que cada um faça o que quiser e o que bem entender com a informação recebida, afinal, Deus protege as crianças, os doidos, os bêbados e o Inspetor Bugiganga. E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.
 Imagem: Le Soleil In this eternal winter, do pintor pós-impressionista neerlandês Vincent van Gogh (1853-1890). Veja mais aqui e aqui.

O QUE É, O QUE É 
(Luiz Gonzaga Junior)
Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita...
Viver! E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar sa beleza de ser um eterno aprendiz...
Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita...
E a vida! E a vida o que é? Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão Hê! Hô!...
E a vida, ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento? O que é? O que é? Meu irmão...
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo que nem dá um segundo...
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luta e prazer, ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer pois amada não é e o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça e na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte só saúde e sorte...
E a pergunta roda e a cabeça agita
Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita...

PESQUISA
A formação social da mente (Martins Fonte, 1991), do psicólogo e cientista bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934). Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
O retrato de Dorian Gray (1890 – Martin Claret, 1998), do escritor, filósofo e dramaturgo inglês Oscar Wilde (1854-1900). Veja mais aqui e aqui.


PENSAMENTO DO DIA 
Poema tirado de uma notícia de jornal, do poeta, tradutor, critico literário e de arte, Manuel Bandeira (1886-1968). Veja mais aqui.
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Veja mais Fonte, Brincarte do Nitolino, Sigmund Freud, Rabindranath Tagore, Antonin Artaud, Costa-Gavras, Vincent van Gogh, Fátima Guedes, Malba Tahan & Cia de Dança Lia Rodrigues aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor pós-impressionista neerlandês Vincent van Gogh (1853-1890).
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.



segunda-feira, março 30, 2015

HANNAH, VERLAINE, GOYA, THIAGO DE MELLO, KLEIN, ZÉ CELSO, VAN GOGH, CHAPMAN, MÉRY LAURENT, REDS & CANTARAU


CANTARAU – Pá! Sou som. Lá sou tom: lavratura. Na noite escura eu sou o sol. E ao redor, a voz difusa é manhã cheia. Lá vem colcheia: é um refrão de um brilho. E um estribilho dá-se no voo e tudo pode no acorçoo em novo acorde abissal. Faz-se sarau na pedra dura. E a estrutura vai-se sem nau. De mim eu sigo o meu devir pra ir de si a migo. E vou a vau: a pontaria. A cantoria é meu aval. E como tal vem um fonema, quando o poema toma grau. Bingo! Um cantarau nasceu domingo (Cantarau, Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui. E muito mais aqui & aqui.

Imagem: La Maja Desnuda, do pintor e gravador espanhol Francisco de Goya (1746-1828). Veja mais aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

Ouvindo Collection (2001) da cantora e compositora estadunidense Tracy Chapman. Veja mais aqui e aqui.

A CONDIÇÃO HUMANA – O livro A condição humana, da filósofa política alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906-1975), trata da condição humana desde a Grécia Antiga até a modernidade europeia, por meio de um relato minucioso acerca da evolução e desenvolvimento histórico dos contextos da essência humana,  a partir de uma análise acerca da Vita Activa e a condição humana, a distinção entre o labor e o trabalho e ação, o político, o público, o privado, o social, a questão proletária, a degradação e a banalização de conceitos, o homem moderno, cada vez mais alienado e apolítico, a crescente apolitização do homem, a condição humana diz respeito às formas de vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver, como condições que tendem a suprir a existência do homem e que variam de acordo com o lugar e o momento histórico do qual o homem faz parte, o condicionamento pelos atos e pelo que se pensa e sente, condicionamento pelo contexto histórico delineado pela cultura, amizades e família, o labor como processo biológico necessário para a sobrevivência do indivíduo e da espécie humana, o trabalho como atividade de transformar coisas naturais em coisas artificiais, a ação como necessidade do homem em viver entre seus semelhantes numa natureza eminentemente social, a “Vita Activa” como ocupação, inquietude e desassossego, a religião cristã e as concepções gregas na vulgarização da dignidade humana, as dicotomias de trabalho entre improdutivo e produtivo, qualificação e não qualificação, intelectual e manual, a visão marxista do trabalho produtivo, o processo de industrialização, o trabalho intelectual em contraposição ao trabalho manual, a ideologia do qualquer coisa que se faça tem que ser necessariamente produtivo, tudo deve ser transformado em mercadoria, o valor de troca, a força de trabalho como aquilo que o homem possui por natureza e que só cessa com a morte, entre outros assuntos. REFERÊNCIA: ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007. Veja mais aqui, aqui, aqui, aquiaqui e aqui.


A PSICANÁLISE KLEINISTA - A psicoterapeuta austríaca Melanie Klein (1882-1960) foi o principal expoente do pensamento da segunda geração psicanalítica, desenvolvendo o kleinismo, transformando totalmente a doutrina freudiana, criando, por sua vez, a psicanálise da criança e uma nova técnica de tratamento e de analise didática. Em 1924, ela começou uma segunda análise e apresentou num congresso de Salzburgo suas ideias sobre a organização do desenvolvimento sexual, sobre a psicanalise de crianças pequenas, na qual começava a questionar certos aspectos do complexo de Édipo. Em 1929 ela trata de uma criança autista Dick, um caso célebre: aos cinquenta anos, ele não tinha mais nada a ver com o menino fechado de outrora. Em 1932, ela publicou seu livro A psicanalise de crianças, no qual expõe a estrutura de seus futuros desenvolvimentos teóricos, sobretudo o conceito de posição esquizo-paranoide e posição depressiva, assim como a sua concepção ampliada de pulsão de morte. Posteriormente, em 1955, escreveu Um estudo sobre a inveja e a gratidão, no qual desenvolveu o conceito de inveja que articulava com uma extensão da pulsão de morte. O kleinismo é uma escola comparada ao lacanismo, constituindo-se em um sistema de pensamento a partir de suas ideias, modificando inteiramente a doutrina e a clínica freudiana. Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.


FOGO DE FRÁGUA – No livro Vento Geral (Companhia das Letras, 1984) do premiadíssimo e traduzido poeta amazonense Thiago de Mello, destaco entre outros tantos e belos poemas do autor, o Fogo de Frágua: Sei que sou porque já fui / quando for no que serei. / O futuro se urde em mim / agora (quando? passou) / no centro fugaz da frágua / do presente, cujo fogo / se acende nas brasas / — que nunca se apagam — / e nas cinzas invisíveis / — que nunca se estriam — / de tudo que já passou. / Sei que sou porque já fui / quando for no que serei. Veja mais do poeta aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

A VIDA TODA E NÃO VENDER UM QUADRO SEQUERImagem: Nude woman reclining seen from the back (1887), do pintor Vincent Van Gogh. - O pintor pós-impressionista holandês, Vincent Van Gogh (1853-1890), abandonou gradualmente as escuras tintas nórdicas e a conquista da luminosidade mediterrânea, ao mesmo tempo em que seu espírito, longe do equilíbrio latino, se escureceu. Em Paris encontra um novo estilo, quase primitivista, para pintar interiores, com personagens pequeninos que se tornaram verdadeiros milagres da pintura por alusão, conferindo a mais profunda significação a ambientes triviais. Na sua fase final, tornam-se antes raros os personagens humanos, aparecendo a natureza com todos os seus mistérios. Sua vida, enfim, corresponde em tudo à lenda popular do gênio incompreendido: nunca na vida conseguiu vender um único quadro. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui e aqui.

PARA SER CALUNIADO: NO INTERNATO– No livro Para ser caluniado: poemas eróticos (Brasiliense, 1985), do poeta francês Paul Verlaine (1844-1896), destaco o poema No internato: Com quinze e dezesseis anos de idade, / No mesmo quarto cada uma dormia / Em noite de setembro, tão sombria; / Rubores; olho azul; fragilidade. / Cada uma delas, pondo-se à vontade, / Da fina camisola se despia. / A mais nova, seus braços estendia, / E, mãos aos seios, beija-lhe a amizade./ Depois se ajoelha, e, depois, louca / Cola a cabeça ao ventre, e com a boca, / Entre as sombras, mergulha no ouro louro; / E enquanto isso, a menina vai, querida, / Com os dedos contar bailes vindouros, / E inocente sorri, enrubescida. Já nas Obras Poéticas (Aguilar/Crisol, 1947) destaco o Arte Poética, na tradução de Augusto de Campos: Antes de tudo, a Música. Preza / Portanto, o Ímpar. Só cabe usar / O que é mais vago e solúvel no ar / Sem nada em si que pousa ou que pesa. / Pesar palavras será preciso, / Mas com certo desdém pela pinça: / Nada melhor do que a canção cinza / Onde o Indeciso se une ao Preciso. / Uns belos olhos atrás do véu, / O lusco-fusco no meio-dia / A turba azul de estrelas que estria / O outono agônico pelo céu! / Pois a Nuance é que leva a palma, / Nada de Cor, somente a nuance! / nuance, só, que nos afiance / o sonho ao sonho e a flauta na alma! / Foge do Chiste, a Farpa mesquinha, / Frase de espírito, Riso alvar, / Que o olho do Azul faz lacrimejar, / Alho plebeu de baixa cozinha! / A eloquência? Torce-lhe o pescoço! / E convém empregar de uma vez / A rima com certa sensatez / Ou vamos todos parar no fosso! / Quem nos dirá dos males da rima! / Que surdo absurdo ou que negro louco / Forjou em joia este toco oco / Que soa falso e vil sob a lima? / Música ainda, e eternamente! / Que teu verso seja o voo alto / Que se desprende da alma no salto / Para outros céus e para outra mente. / Que teu verso seja a aventura / Esparsa ao árdego ar da manhã / Que enche de aroma ótimo e a hortelã…/ E todo o resto é literatura. Veja mais aqui, aquiaqui.


VENTO FORTE PARA UM PAPAGAIO SUBIR - O ator e diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa é um dos mais importantes nomes do teatro brasileiro por sua forma orgiástica e antropofágica de realizar suas encenações. Realizou em 1967 a encenação do espetáculo-manifesto que se tornou emblemático do movimento Tropicália, O Rei da Vela, de Oswald de Andrade e, em 1969, Roda Viva, de Chico Buarque. Atualmente tem desenvolvido trabalhos para teatro, cinema, eventos culturais, artísticos e políticos, comandando o Teatro Oficina, a exemplo sua participação em Encarnação do Demônio (2008), de José Mojica Marins, e na encenação da sua peça Vento forte para um papagaio subir (2008), tendo ao longo das últimas décadas construindo um dos mais originais percursos dos palcos brasileiros. Veja mais aqui e aqui.


CORDEL (D) MADRUGADA - O poeta e ativista cultural do Grupo Artistas da Proa, Paulo Cesar Barros tem desenvolvido um extraordinário trabalho de dinamização e difusão da poesia e das artes na cidade de Três Corações (MG), meritório de aplausos e reconhecimentos. Em consonância com a manifestação de apoio e aplausos da querida Meimei Corrêa, destacamos aqui os seus versos Cordel (d)madrugada: Que haja mais amor, mais Poesia Dia e noite, noite e dia. Assim... Ainda que os caminhos sejam de pedras As dores nos causem agonia E pra muitos tudo seja mera Utopia Sempre será possível Viver Loucas e Belas Fantasias. Veja mais aqui.


REDS - O premiado drama biográfico Reds (1981) dirigido por Warren Beatty, com música de Stephen Sondheim e Dave Grusin, roteiro do diretor e Trevor Griffiths, é baseado na vida do jornalista e escritor socialista estadunidense John Reed que retratou a Revolução Russa no seu livro Dez dias que abalaram o mundo. A película foi premiada com quatro Oscars, incluindo o de melhor diretor. Imperdível. Veja mais aqui.


HOMENAGEM DO DIA
MÉRY LAURENT
Anne Rose Suzanne Louviot – a Méry Laurent (1849-1900)

A atriz e musa de Stéphane Mallarmé, Émile Zola, Marcel Proust, Edouard Manet, entre outros grandes artistas da época. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
As dez vidas e a cabeça roubada, A natureza das coisas de Bernardino Telesio, a música de Joana Holanda, a arte de Kevin Taylor, a pintura de Pedro Américo & Odilon Redon aqui.

E mais:
Dalzuíta: o infortúnio da prima da Vera aqui.
Os pipocos da loucura de Robimagaiver aqui, aqui e aqui.
A paixão avassaladora quando ela é a terrina do amor aqui.
Brincarte do Nitolino, O calor das coisas de Nélida Piñon, a poesia de Augusto dos Anjos, a música de Igor Stravinski, a pintura de Joan Miró, o teatro de Eugène Ionesco, o cinema de Graeme Clifford & Jessica Lange, a arte de Frances Farme, As emoções de Suely Ribella, Papel no Varal & Ricardo Cabús aqui.
Cordel do meio ambiente aqui.
Na avenida Jatiúca, Maceió, O império do efêmero de Gilles Lipovetsky, a História da feiúra de Umberto Eco, o Deserto do real de Slavoj Žižek, Moema, a música de Quinteto Armorial, a poesia de Juareiz Correya, a pintura de Victor Meirelles & Felicien Rops, o cinema de Michael Winterbottom & Anna Louise Friel aqui.
Quando o futuro chega ao presente, Escritos de Michel Philippot, as Fronteiras do Universo de Phillip Pullman, As contantes universais de Gilles Cohen-Tannoudj, a música de Antonín Dvořák & Alisa Weilerstein, a pintura de Willow Bader, a arte de Lorenzo Villa, a fotografia de Katyucia Melo & a poesia de Bárbara Samco aqui.
Mais que tudo o amor, a poesia de Pablo Neruda, o teatro de Antonin Artaud, o pensamento de Pierre Gringore, a música de Ana Rucner, a fotografia de Daniel Ilinca, Mariza Lourenço & Luciah Lopez aqui.
Brincando com a garotada, Lagoa Manguaba, a música de Maria Josephina Mignone, a poesia de & William Blake & Joana de Menezes, a literatura de Luiz Antonio de Assis Brasil, a pintura de Thomas Saliot & Tempo de amar de Genésio Cavalcanti aqui.
Doro: querem me matar, O bom dia para nascer de Otto Lara Resende, a comunicação interpessoal de John Powell, a poesia de Gilberto Mendonça Teles, o teatro de Patrícia Jordá, a arte de Carmen Tyrrell, a música de Mona Gadelha, a Pena & Poesia de Luiz de Aquino Alves Neto aqui.
Andarilho das manhãs e luares, O Homo ludens de Johan Huizinga, Todas as coisas de Quim Monzó, a psicanálise de Françoise Dolto, a música de Gustav Holst, a pintura de Ludwig Munthe, a arte de Elena Esina & Tom Zine aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...