TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
terça-feira, fevereiro 07, 2017
OS BOROROS, LUTOSLAWSKI & EWA KUPIEC, LAURA TEDESCHI & SELENE
domingo, março 22, 2015
RAJNEESH, KUNDERA, KEATS, BEN-JOR, ROSENFELD, LENA OLIN, ENDIMIÃO, DYCK, TECO SEADE, JOÃO LINS, SOCORRO CUNHA & ALVORADINHA NO DIA DA ÁGUA!!!!
AS ÁGUAS DE ALVORADINHA – Tendo em vista a Unesco haver
convencionado o dia de hoje como o Dia
Mundial da Água, lembrei de uma história que escrevi sob encomenda. Foi assim: lá pelos idos de 2002 ou por aí,
eu havia publicado o livro Alvoradinha:
calango verde do mato bom (Nascente, 2001), quando uma amiga carioca – não
consigo lembrar o nome dela nem o sítio que ela possui na rede, cabeça essa
minha, hem? -, por ocasião da conclusão de seu curso de Comunicação Social numa
universidade do Rio de Janeiro, de posse desse meu livro, solicitou uma
história do meu personagem com relação às águas. Fiquei surpreso e atendi.
Poucos dias depois enviei o texto e ela fez os quadrinhos e transformou em desenho
animado, tudo isso num tempo recorde: era o seu trabalho de conclusão de curso
na faculdade. Ela foi aprovada com louvor e publicou o resultado num sítio da
Internet. Fiquei superfeliz! Ela até me enviou a url e eu divulguei, na época,
no Boletim Nascente que eu editava na rede. Confira os detalhes aqui e aqui. E tem mais dicas de livros & artes aqui & aqui.
ENDYMION – Imagem: Diana and Endymion surprised by a Satyr (1626), do pintor flamengo Anthony van Dyck (1599-1641) - Segundo a mitologia grega, Endimião era um belo jovem. Em algumas versões da lenda ele é apresentado como um rei e em outras como um simples pastor, o qual, ao dormir sobre o Monte Latmo, impressionou de tal forma o frio coração de Selene, a deusa da Lua (Diana, na mitologia romana), que ela desceu do espaço, beijou-o e recostou-se ao seu lado. Ele acordou e descobriu que ela partira, mas a impressão que Selene lhe causara fora tal, que ele pediu a Zeus que lhe concedesse a imortalidade e lhe permitisse dormir para sempre naquele monte. Outra versão diz que Selene ficou tão presa a ele pelo sortilégio do amor que descia e vinha beijá-lo todas as vezes que queria. O escritor e dramaturgo inglês John Lyly (1553-1606) baseou-se nessa lenda para escrever a sua comédia Endimion, the man in the moon (Endimião, o homem da lua) e o poeta inglês John Keats (1795-1821) se ocupou do mesmo assunto no longo poema Endimião (1, 1-33): Tudo o que é belo é uma alegria para sempre: / O seu encanto cresce; não cairá no nada; / Mas guardará continuamente, para nós, / Um sossegado abrigo, e um sono todo cheio / De doces sonhos, de saúde e calmo alento. / Toda manhã, portanto, estamos nós tecendo / Um liame floral que nos vincule à terra, / Malgrado o desespero, a carestia cruel / De nobres naturezas, os escuros dias, / E todos os sombreados e malsãos caminhos / Abertos para nossa busca: não obstante, / Alguma forma bela afasta essa mortalha / De nossa lúgubre alma. Assim são sol e lua, / As árvores lançando a dádiva da sombra / as ovelhas sem mal; e assim são os narcisos / Com o mundo verde no qual vivem, e os regatos / Que fazem para si uma coberta amena / Contra a quente estação; a moita mato a dentro, / Rica de um jorro em flor de almiscaradas rosas; / E assim também é a majestade dos destinos / Que imaginamos para os mortos poderosos; / Os lindos contos que nós lemos ou ouvimos: / Uma fonte infindável de imortal bebida / Que da fímbria dos céus a nós precipita. / Nem percebemos tão-somente os mortos essas essências / Por uma curta hora; não, tal como as árvores / Que murmuram em torno a um templo logo estão / Preciosas como o próprio templo, assim a lua, / A poesia paixão, infinitos esplendores, / Obsedam-nos até tornar-se luz que incita / Nossa alma, e unem-se a nós de modo tão estreito, / Que existam sobre nós ou trevas ou fulgor, / Devem estar sempre conosco, ou bem morremos. Veja mais aqui, aqui e aqui.
A SEMENTE DA MOSTARDA – No livro A semente da mostarda: discursos sobre as palavras de Jesus segundo o
Evangelho de Tomé (Tao, 1979), do filósofo místico Bhagwan Shree
Rajneesh (1931-1990), encontrei no
sexto discurso (26 de agosto de 1974, Poona – Índia), o seguinte trecho: [...] Seja um revolucionário! Vá além da
sociedade, seja corajoso, quebre as correntes, todos os relacionamentos. Esteja
só e viva como se fosse o centro do mundo! Então, Deus lançar-se-á em sua
direção e nesse lançamento seu ego será perdido, a ilha desaparecerá no Oceano
– de rente, você já não estará. Em primeiro lugar, a sociedade tem de ser
abandonada, essa é a mecânica interior: porque o seu ego só pode existir com a
sociedade. Se você continuar negando a sociedade, chegará um momento em que o
ego está só porque a sociedade foi abandonada. Mas então, sem a sociedade, o
ego não poderá existir, porque a sociedade reforça o ego [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
TEXTO & CONTEXTO – O livro Texto/Contexto (Perspectiva, 1976) do crítico e teórico de teatro
germano-brasileiro Anatol Rosenfeld
(1912-1973), trata de reflexões estéticas sobre o fenômeno teatro, o teatro
agressivo, a visão grotesca, o romance moderno, a psicologia profunda e
crítica, os temas históricas como Shakespeare e o pensamento renascentista,
aspectos do romantismo alemão, influências estéticas de Schopenhauer, Mário e o
cabotinismo, Thomans Mann: Apolo, Hermes e Dioniso; Kafla e laflianos, a
costela de prata de Augusto dos Anjos. Destaco o trecho: [...] As verdades são ficções de que se esquece
que o são, metáforas gastas, moedas que perderam a sua imagem. Falar a verdade
significa usar as metáforas usuais, isto é, diz a verdade quem mente conforme
convenções firmemente estabelecidas [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO
SER – O livro A insustentável leveza do ser (Rio
Gráfica, 1983), do escritor tcheco Milan
Kundera, eu ganhei do meu amigo Gilberto Melo. Livro que li avidamente e do
qual destaco esse trecho: O eterno
retorno é uma ideia misteriosa, e Nietzsche, com essa ideia, colocou muito
filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tal como foi
vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que
significa esse mito insensato? O mito do eterno retorno nos diz, por negação,
que a vida que vai desaparecer de uma vez por todas, e que não mais voltará, é
semelhante a uma sombra, que ela é sem peso, que está morta desde hoje, e que,
por mais atroz, mais bela, mais esplendida que seja, essa beleza, esse horror,
esse esplendor, não têm o menor sentido. Essa vida não deve ser considerada
mais importante do que uma guerra entre dois reinos africanos do século XIV,
que não alterou em nada a face do mundo, embora trezentos mil negros tenham
encontrado nela a morte através de indescritíveis suplícios. Será que essa
guerra entre dois reinos africanos do século XIV se modifica pelo fato de se
repetir um número incalculável de vezes no eterno retorno? Sim, certamente: ela
se tornará um bloco que se forma e perdura, e sua tolice será sem remissão
[...]. Essa extraordinária obra foi adaptado para o drama cinematográfico The undearable lightness of being
(1988), pelo diretor e roteirista estadunidense Philip Kaufman, com roteiro do
autor do livro e também do diretor com Jean-Claude Carrière, música de Mark
Adler e um elenco maravilhoso, do qual, neste momento destaco o papel
desempenhado pela linda atriz sueca Lena
Olin na personagem Sabina. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.quarta-feira, dezembro 31, 2014
PAULA SIMONETTI, LAUREN KATE, MARIANNE WILLIAMSON, JORDAN PETERSON, BASUKI & LITERÓTICA
CAPÉI, A DEUSA SELENE – A noite saiu do coco de
Tucumã e a moça das águas da cachoeira, sozinha no fundo dos bosques, acendeu
os vaga-lumes e à beira do lago sua imagem influenciou a natureza e regulou as
marés, a germinação das sementes, o fluxo das mulheres, o nascimento das
crianças e dos bichos e o brilho de certas pedras de cor. E a moça branca das
águas da cachoeira vivia sozinha no fundo dos bosques, o meu amor proibido. Sua
lágrima se fez Amazonas e alumiou meus versos de ermitão. E eu a segui até o
terminadouro, navegante solitário, seguindo seus passos até me envolver em seu
breu para nunca mais raiar o dia. Nela eu virei tetéu e se fez eterna guardiã
para cantá-la: quero-quero e pra vigiar a volta do sol. E cantando comigo me
fez Selenito, andejo da noite em que a coruja segura o ponta do céu como se o
meu amor tivesse ido e se foi, o meu amor já se foi, já foi, foi... Era ela nua
aos meus pés pagãos, um discípulo que dela se apropriou: ela diz que sou seu
amor, ninguém sabe, desde então ela sempre me amou. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.
DITOS & DESDITOS - Insanidade é fazer a mesma coisa
repetidamente esperando resultados diferentes. Não há progresso sem mudança de
atitude. É melhor se arrepender de algo que você fez do que se arrepender de
algo que não fez. O que define você é o que você faz quando se sente mais
entediado... Pensamento do psicólogo, escritor e professor canadense Jordan
Peterson, autor da obra Maps of Meaning: The Architecture of Belief (Routledge, 2000). Veja mais aqui.
ALGUÉM FALOU: O amor é com o que nascemos. O medo é o que aprendemos. A jornada espiritual é o desaprendizado do
medo e dos preconceitos e a aceitação do amor de volta em nossos corações. O amor é a realidade essencial e nosso
propósito na terra. Estar consciente disso, experimentar o
amor em nós mesmos e nos outros, é o sentido da vida. O significado não está nas coisas. O significado está em nós...
Pensamento da escritora
estadunidense Marianne Williamson.
Veja mais aqui.
QUEDA - [...] A confiança é, na melhor das hipóteses, uma busca descuidada. Na pior das hipóteses, é uma boa maneira
de morrer. [...] A única maneira de sobreviver à eternidade
é poder apreciar cada momento [...] Você sabe que
todo mundo adora odiar um casal feliz de pombinhos. [...]. Trechos extraídos da obra Fallen (Galera, 2010), da escritora estadunidense Lauren
Kate, que na obra Torment ( Ember, 2011), expressou que: [...] Às vezes, coisas bonitas surgem em nossas
vidas do nada. Nem sempre conseguimos entendê-los, mas
temos que confiar neles. Eu sei que você quer questionar tudo, mas
às vezes vale a pena ter um pouco de fé. [...] O amor
nunca morre [...] A solidão no meio de uma multidão
era o pior tipo de solidão, mas ela não conseguia evitar.
[...]. Já na obra Rapture (Delacorte,
2014), expressou que: [...] Quero que você saiba que eu faria tudo de novo. Eu escolherei você todas as vezes. [...].
E na Passion (Ember, 2012), expressou que: […] Amarei você de todo o coração, em cada
vida, em cada morte. EU não
estarei vinculado a nada além do meu amor por você [...]. Além disso é
autora de frases como: A sabedoria segura uma vela para a
experiência, mas você tem que pegar a vela e caminhar sozinho... O passado é importante por todas as informações
e sabedoria que contém. Mas você pode se perder nisso. Você precisa aprender a
manter o conhecimento do passado com você enquanto busca o presente...
EU NÃO VOU FALAR - vou
falar sobre outra coisa \ nunca é isso \ não vou te falar \ Suficiente \ Eu vou
te desenhar assim sutil \ paraíso de papel \ sem te contar sobre os piolhos ou
os sonhos \ o olhar que se abre para uma breve infância \ vou falar \ sobre as
redes \ os rosários \ talvez você não reze \ que você não balançou \ ontem \ Manhã
\ nunca \ Não vou retomar a conta \ hematomas que desaparecem, mas para dentro \
explodir novamente no gesto das crianças \ de seus filhos e ad eternum \ Vou
esquecer mais tarde quando estiver falando \ a ninguém \ por Picasso \ isso \ machuca
\ não sua mão firme como \ a rigidez de um louco \ você virou o rosto e outro
voltou \ de uma só vez, seu filho se tornou um homem \ Você não vai me dizer
que eles são crianças \ vou falar sobre outra coisa \ embora eu volte \ para
este alfabeto \ que só fala de você e da minha infância \ nada mais \ não diz o
suficiente \ Não foi feito para dizer o suficiente \ Não vou falar do golpe e
da marca \ a maneira como sua mão esmaga o gesto \ do seu filho como se ele
fosse uma mosca de verão \ Vou falar sobre a maneira como sua mão \ surge de
dentro do poema \ e desfaz. Poema extraído da obra En la boca de
los tristes (Editorial Lo que Vendrá, 2014), da poeta e professora Paula
Simonetti.
AS MULHERES DE BASUKI ABDULLAH
A arte do pintor e professor indonésio Fransiskus Xaverius Basuki Abdullah (Muhammad Basuki Abdullah - 1915- 1993), espancado até a morte por três agressores durante a invasão de sua casa em Jacarta.
SACADOUTRAS
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down the high society
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
A crise tá virando zona
Cada um por si todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down the high society
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
A coisa tá ficando ruça
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola, Alá
Tá cada vez mais down the high society
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down the high society
The high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
High society
Down, down, down, down, down
High society
High society, high society, high society, high society
Down, down, down
High society
Down, down, down, down down
High society
Down, down, down
High society
Down, down, down
Ah, Deus
MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA
Imagem: Acervo ArtLAM . O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...
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NANCY, A INCANSÁVEL MUSA – Herdeira da fortuna de uma família londrina, ela passou a infância de Nevill Holt entre um e outro colégio ...
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BIZIGA & ELA QUER MUITO MAIS – Insatisfeita ela sempre está. Pudera, não há nada mais que o amor no seu mundo. E parece querer semp...
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A arte da artista conceitual estadunidense Barbara Kruger. LIVRO7 – Para quem sempre foi apaixonado por leituras e livros, entr...
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Imagem: Acervo ArtLAM . Cambalhotas & as coisas nunca davam certas... - Zé Lua vivia por aí, todo acanhado sob a aba do boné, ...
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MADELEINE DE SCUDÉRY, SADE, BARBARA PYM, ANA CRISTINA CÉSAR, FUTURO DAS METRÓPOLES & BIG SHIT BÔBRASÓI NOIS AQUI TRAVEIZ – Tudo andava nos conformemente após o anúncio das previsões do Doro para todos os signos do zodíaco e, de lambu...

























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