segunda-feira, setembro 02, 2024

LARISSA BOMBARDI, UDA KIYOKO, MIA SOSA & IMPRÓPRIO POÉTICO

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som do álbum Ressemântica (2022), da violeira, violonista, arranjadora, pesquisadora e arteducadora Laís de Assis.

 

PERDI A VEZ DO ÚLTIMO PEDIDO... - Estava à procura de um amigo para fazer meu último pedido, muito embora soubesse de antemão que não os tenho desde o tempo em que todos estavam vivos. Hoje em dia é coisa mais rara. Escrevi a carta e, como ainda não o encontrei, perambulei pelo mundo afora e voltei: onde nasci não mais existe. A casa demolida, o rio escondido e desconheço todos que moram por ali. Sinto que foi naquele lugar, sim, sigo pela rua revivendo tudo. Da minha casa ao rio bastavam passadas. Até ouço agora a voz de outrora da minha mãe desesperada, às carreiras, para me afastar da beira do rio - para ela a minha maldição. É que prestes a dar à luz, uma enchente repentina. Quase nasci afogado, não fosse a prestimosa ação da minha avó materna: nasci entre um rio e um sorriso de mulher... Todas as minhas fugidas não dava outra: era para a beira do rio. Tinha um pavor atormentado com coração de Jesus pendurado na viga da casa na sala e não entendia o fato de nascer já condenado carregando o pecado original e, por isso, deveria reverenciá-lo por salvar a mim e toda humanidade. Era a única forma de me manter vivo e em paz: cultuando a sua imagem – diziam, reiteravam. Desobedecia, claro, razão pela qual as tramas da vida pros meus desvios, o perdedor, sujeito apenas à subalternidade que tanto negara. Liberto, não mais e por aqui estou: procurando amigos e só encontrava dissimuladas que fingiam ajuda, quando não mais atrapalhavam o meu já tão tortuoso caminho e sem que pudesse jamais chegar a lugar algum, mudando de casa, fugindo do não sei o quê - hestórias que foram exaustivamente contadas. Acho mesmo que estou sonhando e não consigo sair dessa. Devo mesmo ter enlouquecido no abandono. Tanto pior, a apetência e a avareza entre devotos e ímpios, sempre tangenciando o apático e os desatentos, sem vínculos afetivos, muito menos conectividade social. Mergulhei no medo de ficar só e a rua é outra, não mais aquela. Talvez tenha morrido e nem me dera conta ainda transitando insone errante pelos lugares mais estranhos que me dão a sensação da mais íntima familiaridade. Talvez estes sejam os meus fracassos em ser livre, independente pelos labirintos das armadilhas. Resta-me apenas uma lápide sem nome nem epitáfio, completamente esquecido – e com a recomendação de que se alguém ousasse lembrar, fosse ali incontinenti rechaçado imediatamente. Quero apenas morrer em paz, porque sou ontem e amanhã agora. Até mais ver.

 


Kafka: Eu preciso da solidão para a minha escrita; não como a de um ermitão — isso não seria o suficiente — mas como a de um homem morto... Sim, o homem é de afligir de tristeza, porque em meio à subida constante das massas ele fica cada vez mais solitário, de minuto em minuto... Veja mais aqui.

Alina Paim: Não corte voltas quando não forem como você queira, nem tudo está de acordo com a nossa vontade. Às vezes a vida inteira corre à revelia de nosso desejo, e por isso não deixamos de enxergar as coisas como são em toda sua intensidade e em toda sua significação... Veja mais aqui.

Ione Skye: Qualquer coisa menos que extraordinária é uma perda de tempo... Veja mais aqui.

 

HAIKU

Imagem: Acervo ArtLAM.

Estou meio \ sonhando, meio \ na neve\ Metade do meu corpo está sonhando e metade do meu corpo está na neve\ coelho de verão \ morrendo de fome \ e sonhando\ Coelho de verão morrendo de fome e sonhando\ ainda viva \ a libélula secando \ em uma pedra\ Uma libélula seca ainda viva na pedra\ borboleta de outono \ eu poderia matá-la \ com um dedo\ Borboleta de outono \ O que pode ser morto com um único dedo \ matar é feio, \ borboleta de inverno\ Uma borboleta de inverno feia demais para matar\ caixões na neve \ empilhados como blocos de construção\ Coloque-os um em cima do outro como blocos de caixão na neve\ decepção \ pela manhã à noite \ na noite dos insetos\ Decepção pela manhã, à tarde, à noite dos insetos\ sob nuvens brancas \ com um caranguejo sombrio\ Há um caranguejo da depressão sob as nuvens brancas.\ Minha febre alta é um feijão vermelho \ roxo profundo\ A febre alta tende a ser flores de feijão roxo\ queda de neve \ nos olhos de um pássaro \ é um milagre\ Neve caindo nos olhos de um pássaro é um milagre\ minha alma \ meus seios e outono \ em meus braços.\ O outono está em meus braços, tanto na minha alma quanto nos meus seios\ campo nevado \ a onisciência do corvo \ em roxo\ Para o onisciente Murasaki do corvo do campo nevado\ uma mariposa-falcão de asas prateadas \ esvoaçando e girando \ completamente apaixonada! \ Eu me apaixonei pela mariposa celestial prateada.\ Gaguejando em \ uma árvore na colina \ corvo de verão \ Um corvo de verão gaguejando entre as árvores da colina\ antes que você perceba, \ até as mudas \ crescem orelhas, línguas\ Antes que você perceba, há muitas orelhas e línguas nas mudas.\ Como a lua de verão dos cabelos brancos do imperador \ A lua de verão está nos cabelos grisalhos do imperador \ trazendo para casa \ um crisântemo selvagem \ para cada um dos meus inimigos\ Traga de volta tantos crisântemos selvagens quantos inimigos \ Buracos do cosmos do jardim \ perfurados em suas gargantas \ Eu me pergunto se Akizakura está morrendo de emoção com um buraco na garganta. \ caindo em um poço profundo \ enquanto ainda dormia \ asas de borboleta\ A asa de uma borboleta cai em Fukai enquanto ele dorme.\ subindo em palafitas, \ esqueço \ o nome do primeiro-ministro\ O nome do primeiro-ministro esquecido ao subir em palafitas\ O lago japonês cheirava \ vivo ou morto, \ dobrando seus corpos \ O cheiro dobra seu corpo tanto na vida quanto na morte.\ por causa de seus olhos negros, \ ratos são mortos\ O rato é morto por causa de seus olhos roxos.\ enquanto espero por alguém \ eu chamo o gatinho\ Dê um nome a um gatinho enquanto espera por alguém\ açafrão– \ o filme de ontem \ matando alguém \ Açafrão e filmes matam pessoas de ontem \ suspenso no ar \ minha luva \ e um cisne\ Minhas luvas e um rato pairando no ar\ o interior do caixão \ mesmo que eu esteja morto aqui \ cheira bem\ Cheira como se eu pudesse morrer aqui no caixão.\ Me sinto tão só \ quando escrevo meu nome \ na madrugada de verão ! \ Quando escrevo meu nome, me sinto sozinho no início do verão.

Poema da premiada escritora e editora japonesa Uda Kiyoko.

 

O PIOR PADRINHO - […] Há espaço para diferentes tipos de grandeza. Mesmo que você chore fazendo isso. Caramba, especialmente se você chorar fazendo isso. [...] Mas eu quero companheirismo, a segurança de saber que alguém está me apoiando, a habilidade de confortar e ser confortado. Amizade. Férias. Talvez até filhos um dia. Alguém sólido. Previsível. Uma pessoa que não precisa de paixão e faíscas para construir um relacionamento duradouro. Não sei se algum dia encontrarei esse indivíduo — e isso me deixa extraordinariamente triste. [...] Olha, há diferentes maneiras de se chegar a um desfecho, e uma delas pode ser deixar alguém infeliz só para satisfazer sua alma mesquinha. [...]. Trechos extraídos da obra The Worst Best Man (Avon, 2020), da escritora estadunidense Mia Sosa, que na sua obra The Wedding Crasher (Avon, 2022), expressa que: […] Sabe, eu acho que quanto mais algo é importante para nós, mais sentimos que perderemos se não der certo. Então nos convencemos a não querer a coisa [...] Meu instinto não é olhar para ele e dizer "meu, meu, meu". Tudo o que consigo pensar é: "Querido, eu sou sua, sua, sua. [...] Algumas pessoas plantam raízes; outras espalham sementes e deixam que outros cuidem do crescimento. [...]. Veja mais aqui.

 

AGROTÓXICOS & COLONIALISMO QUÍMICO – [...] Estamos sendo contaminados em uma grande medida. O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de agrotóxicos e o maior importador mundial de agrotóxicos. Dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil, três são proibidos na União Europeia (UE) porque são cancerígenos, ou porque são teratogênicos, quer dizer, provocam malformação fetal, ou porque provocam infertilidade, ou desregulação hormonal, ou mal de Parkinson [...] Trecho extraído da obra Agrotóxicos e colonialismo químico (Elefante, 2023), da geógrafa Larissa Bombardi. Veja mais aqui.

 

IMPRÓPRIO POÉTICO

Onde começa inverno de que poema se ceva? \ Enxames de chaminés... ou de galáxias? \ Quantas gotas de fôlego náufrago gasta... até que último sopro afogue? \ Pássaro de pedra no vácuo voa? \ Tudo para delírio ou trabalho dos lírios. \ Nada ao vão e a seus fundos desvãos. \ Num lapso de ética, futuro solapa. \ Num ípsilon de ótica, tudo expia ou sublima. \ Tanta pelúcia me alucina.

Ecos cônicos patéticos – monósticos quase absolutos, poema extraído da obra Impróprio poético (CriaArt, 2024), do poeta e advogado Vital Corrêa de Araújo. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

&

 

MÃE DA TERRA

Arte do bibliotecário e artista visual João Paulo de Araújo, co-autor da obra Tungando a vida (CriaArt, 2024). Veja mais abaixo e também aqui.

 

UM OFERECIMENTO:

NNILUP CROCHETERIA

Veja mais aqui.

&

SANTOS MELO LICITAÇÕES



Veja detalhes aqui.

&

Tem mais:

TUNGANDO A VIDA

Veja mais aqui e aqui.

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Poemagens & outras versagens aqui.

Diário TTTTT aqui.

Cantarau Tataritaritatá aqui.

Teatro Infantil: O lobisomem Zonzo aqui.

Faça seu TCC sem traumas – consultas e curso aqui.

VALUNA – Vale do Rio Una aqui.

&

Crônica de amor por ela aqui.

 


segunda-feira, agosto 26, 2024

ANNIE ERNAUX, DELIA STEINBERG, RENÉE FERRER & RECIFE DE URARIANO

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som dos álbuns Lua amarela (Jazz to Jazz, 2016), Imagina (2019), My Ideal (Venus, 2019), In New York (Venus, 2019) & Como la piel (2021), da trombonista, cantora e compositora espanhola Rita Payés Roma.

 

BATENDO MÃOS, PASSO AFIADO... - Ontem saí do passado: um calabouço pro meu itinerário. Deixei pra lá o ninho em que tudo se passou, nem dava tempo, já era tarde: quantos percalços no solado dos pés. Dia desse era anteontem, parece, lembrei de mais nada – cabeça de fósforo em pés de alfaces. Foi: o mundo desembestou, racharam as cordas de guaiamuns, danos irreparáveis. E na toxicidade insalubre os aloprados reinam com suas sandices. Estou cheio com tantos queixumes e mungangas: vão ver se não estou lá na esquina. Ah, teve quem se apavorasse com coisa besta, quem dissesse do quenturão torrando tudo nas beiradas dos infernos, quem tremeu de friagem botou o pé no forno e não sobrou alma que se salvasse: cada qual seus coprólitos e flatulências, chatos de galocha. Dito pelo calado: a coisa ficou feiosa e não havia óleo de peroba que desse vencimento. Naquela: deu merda! E quem não avisou já se esqueceu. Quem se importa, expectativas, perspectivas, frustrações... - sou pras ouvintes paredes amigas, mofando nas inquietações, pro que é incompletude, nenhum desdouro - seja lá o que isso queira dizer para quem sequer tenha onde cair morto. Quem foi lá no fim do mundo não sei se já voltou. Eu que não vou, saco cheio das ingresias. Quem tocou fogo que vá buscar vento nas latas d’água. Se eu fizesse força ninguém me livraria. Nunca desisti do lugar que me fez, mesmo o que de antipático tornou-se pro meu desconforto: a vida é sempre combate, o amor move o Sol e a Lua, o meu destino. Se a noite fosse o caminho, todos para seguir. Sou pela surpresa: de léguas em tombos fiz a travessia e não perdi a viagem – passageiro que não erra não volta pra casa. Se porventura fosse o vento no céu aceso, quem partiu do nada queria tudo. Esperava a vez das boias e de cada um no cortar do apito: brincante é qualquer vivente na manobra do cordão - passando dum lado pro outro, tudo embarcado pela força da pisada do cabloclinho, vencendo a demanda, fôlego aceso à água se entrega. Soçobrei sobrevivente: os dilúvios da carne, os abismos dos sonhos – o que vem a dar no mesmo, mas são outros quinhentos. Diálogos, escolher qual, a vez do pulmão no ponto de partida, desdobras na astúcia de criar – nenhum termômetro, nem significados, afora percursos, transpirações. E era só isso, aviso aí. Não há guia, nem manual: experiência que valeu! As marcas da matriz e o que deu certo ou não, entre o que confundi de real às quimeras. Um outro dia depois, esse o prelúdio: porque não tenho palavras ásperas e não lavei as mãos porque agora é a vez de amanhã. Ainda e sempre, até mais ver.


Louise Gluck: Olhamos para o mundo uma vez, na infância. O resto é memória... Veja mais aqui.

Eleanor Hibbert: Não é quantos anos você viveu, é como eles o deixaram... Veja mais aqui.

C.J. Cherryh: Lembre-se, constantemente, que quando você fala sobre 'tempo do subjuntivo', você não está falando sobre tempo. Você está deslizando por graus de realidade... Veja mais aqui.

 

TRÊS POEMAS

Imagem: Acervo ArtLAM.

BRINDE - Pegue a taça do meu coração \ e beba. \ Da sua tigela de sombra \ ele saboreia \ os brilhos arejados que me atravessam, \ da tensão vermelha dos seus nervos, \ o sabor do meu centro. \ Pegue meu coração \ e saboreie \ seu ressentimento nas pedras, \ a alegria espumosa da manhã, \ a doçura sentenciosa das despedidas, \ ao entardecer. \ Entre seus lábios \ pegue o canto do meu coração \ e saboreie \ o buquê adstringente do meu segredo. \ Se houvesse algo para beber \ eu te diria: \ pegue o cálice do meu coração \ e beba.

OBSTINAÇÃO - Essa falta de jeito de brincar com a vida \ É um mau truque não conseguir me vencer; \ esse jeito teimoso de te amar, \ prestes a entrar \ou já saindo da última tentativa; \ esse jeito teimoso \ para reacender a chama \ onde me encontrar um dia, \ mendigo do seu corpo.

SABOR - Na língua \ a lembrança salgada dos teus olhos \ e os sucos do beijo. \ Nas dobras da língua \ o sabor desolador da ausência, \ o tempero ardente do nosso hálito. \ Na penumbra da língua \ não tanto a doçura entrelaçada, \ mas o ácido febril da mordida. \ Na minha língua de cerâmica \ o poste dos teus olhos insones, \ o longo itinerário do teu corpo. \ Na língua \ o sabor metálico do seu desejo.

Poemas da escritora e dramaturga paraguaia Renée Ferrer de Arréllaga, autora de obras tais como: Entre el ropero y el tren (Alta Voz, 2004), Itinerario del deseo (Alta Voz, 2002), La colección de relojes (Arandura, 2001), El ocaso del milênio (Ediciones y Arte S.R.L., 1999), Vagos sin tierra (Expolibro, 1999), De la eternidad y otros delírios (Intercontinental, 1997), El resplandor y las sombras (Arandura, 1996), Desde el encendido corazón del monte (Arandura, 1994), Por el ojo de la cerradura (Arandura, 1993), entre outros. Veja mais aqui.

 

MEMÓRIAS DE MENINA - [...] Comecei a criar em mim um ser literário, alguém que vive como se suas experiências fossem escritas algum dia. [...] Ter recebido as chaves para compreender a vergonha não lhe dá o poder de apagá-la. [...] Todos os dias e em todo o mundo há homens em círculo ao redor de uma mulher, prontos para atirar pedras nela. [...]. Trechos extraídos da obra Mémoire de fille (FOLIO, 2018), da escritora francesa Annie Ernaux. Veja mais aqui.

 

FILOSOFIA PARA VIVER - [...] O especial modo de existência que aflige o ser humano nos últimos séculos faz com que se esqueçam certos valores simples, mas importantes, enquanto esse lugar é ocupado com elementos carentes de sentido. Por isso se demonstra tão difícil definir o que é a vida. É claro que viver é muito mais do que dispor de um corpo e tentar satisfazê-lo em todos os seus caprichos, na verdade dominando-o mal e pouco e sendo seu escravo na maioria das vezes. Tampouco é conseguir um lugar de destaque na sociedade, porque o prestígio e os elogios são sombras ilusórias que criam homens afundados na ilusão. O que existe hoje, amanhã desaparece sem razão aparente. Os que hoje exaltam uma atitude, amanhã a lamentarão com a mesma paixão. [...] Tudo é pouco para evitar o vazio do eu interior, que permanece mudo diante de nós mesmos. Para um filósofo, viver é muito mais do que tudo o que foi exposto até agora. Viver é uma escola, a mais completa e a mais difícil de todas. Corpo, sentimentos e pensamentos são as ferramentas que nos ajudam a superar as provas neste momento tão especial de aprendizado. O tempo é o grande mestre e o eu interior é o discípulo que recolhe experiências ao longo de toda a existência. Desse ponto de vista, as circunstâncias externas têm um valor relativo, o valor necessário para nos proporcionar situações apropriadas para o nosso desenvolvimento, mas não são essenciais nem definitivas e nem constroem o homem. Ademais, quando se aceitam as circunstâncias desta maneira, elas deixam de se converter em obsessões e podem ser manejadas e modificadas com muito mais perícia. Só então o homem começa a se transformar em dono de seu próprio destino. Viver é um ato de responsabilidade, diante de si mesmo e diante dos demais. Um filósofo não pode viver de qualquer maneira. Seus atos devem ter um sentido e uma lógica que possam transcender a simples sobrevivência física. Na escola da vida tudo tem um “porquê” e, por conseguinte, um “como” e um “para quê”. Viver é um ato de generosidade para consigo mesmo e para com os demais. Trata-se de se ajudar aprendendo e de compartilhar cada sucesso, cada aprendizado, de fazer valer a existência como uma entrega constante para o mundo no qual nos encontramos e, fundamentalmente, para a humanidade da qual fazemos parte. Viver é…. estar vivo. Não é um segredo, não é um jogo de palavras. É sentir-se parte do universo vital e de suas energias, é aproveitá-las e vibrar com elas. Assim o filósofo pode fazer da vida um ato eterno para uma meta de perfeição, que é também a eternidade. Seja como for, no final do caminho, a Musa da História espera, branca e firme, com os seus olhos serenos de mármore, para estender as mãos a quem ajuda a escrever o futuro e não apenas a contemplá-lo, a inspirar para todo o sempre os bravos e determinados, os protagonistas da vida, os conhecedores do início e do fim das coisas e, portanto, deste ambiente que agora percorremos. [...]. Trechos do artigo Preencher a vida (Nova Acrópole, 2023) da filósofa, música e escritora argentina Delia Steinberg Guzmán, autora de obra tais como: Los Juegos de Maya (1980), Hoy ví... (1983), Me dijeron que... (1984), El Héroe Cotidiano. Reflexiones de un Filósofo (1996), Peligros del racismo. Reflexiones acerca del problema del racismo y alternativas filosóficas para erradicarlo (1997), Para conocerse mejor (2004), Filosofía para vivir (2005), ¿Qué hacemos con el corazón y la mente? (2005) e El ideal de los Templarios (2015), entre outros. Em seu pensamento ela defende que: [...] A vida não pode ser uma soma de poder ou de riquezas, pois acontece o mesmo com os elogios e as censuras: alternam-se como em um jogo de luzes, onde é quase impossível reconhecer algo válido e estável. [...] As nossas ideias só são válidas se forem boas e justas, tanto para nós como para os outros, e se pudermos combiná-las com os melhores sentimentos, para que possamos aplicá-las da forma mais adequada. Uma ideia por si só, sem sentimento e sem ação consequente, está fadada a morrer. A experiência do dia a dia é suficiente para nos mostrar como é difícil colocar as nossas ideias em prática. Muitas vezes tendemos a permanecer no nível dos sonhos, ou melhor, dos devaneios, que acalmam os nossos desejos e nos poupam do esforço para transformar uma ideia em realidade tangível. [...].

 

DICIONÁRIO AMOROSO DO RECIFE

[...] todos cantam a cidade onde nasceram. Mas eu, que não tenho outra, canto o Recife. [...].

Trecho de À maneira de uma apresentação, extraído da obra Dicionário amoroso do Recife (Casarão do Verbo, 2014), do escritor e jornalista Urariano Mota. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

UM OFERECIMENTO:

NNILUP CROCHETERIA

Veja mais aqui.

&

SANTOS MELO LICITAÇÕES

Veja detalhes aqui.

&

Tem mais:

TUNGANDO A VIDA

Veja mais aqui e aqui.

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Poemagens & outras versagens aqui.

Diário TTTTT aqui.

Cantarau Tataritaritatá aqui.

Teatro Infantil: O lobisomem Zonzo aqui.

Faça seu TCC sem traumas – consultas e curso aqui.

VALUNA – Vale do Rio Una aqui.

&

Crônica de amor por ela aqui.

 

segunda-feira, agosto 19, 2024

SUELY ROLNIK, KAMILA SHAMSIE, SOPHIA JAMALI SOUFI, PATRIMÔNIO & TERRITÓRIO CULTURAL

 

 Imagem: Acervo ArtLAM

Ao som do Sharon Mansur Trio - Full Concert @ The Zone (2024) e do EP The Gap - SHASHA (Kame'a - Independent Music Group, 2021), da pianista e produtora israelense Sharon Mansur.

 

O SANGUE DOS VERSOS, QUASE POEMA... – Um poema inventava a manhã no folguedo do dia: sorriso de Sol, coisas e seres. Era a arqueologia da mata de nunca mais fabricando mundos às palavralmas, que transbordavam garganta afora pros embriões do futuro e que seriam logo desfeitos no mormaço da tarde: nuvens nos olhos, o diverso e o complexo, o desejo e o chamado - tudo perdido às forças do presente, como se hoje fosse jamais e o que ficou pra trás o gabiru respirava como quem comia duma jaca inteira. Em que pesem as doidices, os fulustrecos da vida foram levados pelo desejo da fraude e, com todas as suas esquisitices, ainda lastimam o destino no reino do grotesco. Quantos xingamentos no meio das muitas ciladas e pelas algaravias doutros papos de víboras, quanta soberba, afora lunáticos de plantão destilando suas afecções e miasmas, papagaios de pirata da glória alheia que falavam depressa e não diziam nada pelos princípios e fins de quase nenhum meio: não decodificavam o acontecido sucedendo, nem o choro de tantos na sua alegria imoral. Tudo muito complicado, quando não muito chato, tristeza do tempo - só esgotamento de sonhos e realizações congeladas pelas gretas mofadas. Estou sufocado com a fedentina das queimadas e o êxodo por toda parte - os passos fatigados nas folhas caídas lembram dos séculos esquecidos. Desenturmado sigo nômade plasmando devires: só tenho pernas na impossibilidade de abraços, o coração sofre mais que o corpo esforçado de quem não perdeu nem ganhou. No meu exílio deixarei o terror dos abismos e o capim de nenhuma cana esmagada. Nenhuma saudade pesando na cacunda da evasão, nenhuma frívola certeza e sem a felicidade de nenhum ódio. Se paraqui estava eu, faltou uma mínima pitada de sal, aceno que fosse. Entre pingos e grãos, chiados e faíscas vai a vida e o poema que não cometi. Fui, até mais ver.


Annie Proulx: Sabe, uma das tragédias da vida real é que não há música de fundo... Veja mais aqui.

Mónica Ojeda: O lugar do medo é um espaço revolucionário... Veja mais aqui.

Barbara Kruger: Estou vivendo minha vida, não comprando um estilo de vida... Veja mais aqui.

 

DOIS POEMAS

Imagem: Acervo ArtLAM.

FLORESCER - seus lábios \ É uma uva que colho todos os dias.\ Rosas azuis ganham vida em suas bochechas a cada beijo\ diga-me\ Como posso escrever sobre sua beleza? \ no volume do vento\ que os ciprestes se perturbam com a fragrância do seu cabelo\ E as estações estão recitando seu nome...

GRITAR - feridas antigas \ Dores de cabeça constantes\ Célula por célula meu corpo grita de dor\ janelas cegas\ As sombras se foram\ As respirações se foram\ as memórias se foram\ nada volta\ Eu teço histórias para segredos em silêncio.

Poemas da escritora e arquiteta iraniana Sophia Jamali Soufi.

 

INCÊNDIO DOMÉSTICO - […] Para as meninas, tornar-se mulheres era inevitável; para os meninos, tornar-se homens era ambição [...] A tristeza era o que você devia aos mortos pelo crime necessário de viver sem eles [...] Tudo o mais você pode viver ao redor, mas não a morte. A morte você tem que viver. [...] Um homem precisava de fogo em suas veias para queimar o mundo, não de gelo para congelar tudo no lugar [...] O que você faria para ajudar as pessoas que você mais ama? Bem, você obviamente não ama ninguém muito se seu amor depende de que eles sempre permaneçam os mesmos. [...] Ela sentia, como acontecia na maioria das manhãs, o profundo prazer da vida cotidiana resumido ao essencial: livros, caminhadas, espaços para pensar e trabalhar. [...]. Trechos extraídos da obra Home Fire (Riverhead, 2017), da escritora paquistanesa Kamila Shamsie. Veja mais aqui e aqui.

 

MICROPOLÍTICA & CAPITALISMO - [...] É preciso fazer um trabalho de descolonização do desejo [...] Para me ler não é necessário contar com uma formação em psicanálise, filosofia ou ciências sociais, mas viver as experiências das quais falo e se autorizar a reconhecer que isso está aí, que quem escreve é alguém que vive a mesma experiência e que tentou colocá-la em palavras. Então, é a partir dessa ressonância que meus textos são lidos. [...] O capitalismo está conseguindo colonizar o conjunto do planeta, é um regime no qual já não conseguimos nos reconhecer em nossa experiência coletiva como sujeitos, que tem a ver com o eu, com a vontade, com a consciência, com a experiência que está estruturada segundo um repertório cultural. Trata-se da experiência do mundo como um conjunto de formas, de códigos, de cenários, de personagens, de uma certa distribuição de acesso a direitos..., aí utilizamos a percepção. Mas, a percepção, a visão, não é virgem. Eu vejo você e lhe associo com uma série de representações em minha memória: fixo-me na cor de sua pele, no cabelo, na roupa que usa, levo em conta sua profissão, relaciono você com a editora que me convidou, com o seu jornal que não é qualquer jornal... Com este conjunto de coisas, posso me localizar diante de você, situar-me. É uma ferramenta muito importante que nos serve para viver socialmente, comunicar. É o que podemos chamar de cognição e é muito necessária, mas há outra experiência que estamos fazendo ao mesmo tempo que esta, uma segunda experiência que para nós – brancos modernos ocidentais, no regime colonial capitalista antropocêntrico, logocêntrico – é menos conhecida. [...] a micropolítica não é a política da experiência fora do sujeito. É a experiência entre uma forma de existência e o que está para nascer, que transforma essa forma de existência quando essa forma de existência está sufocando a vida. A vida tem que encontrar outros corpos onde estar, onde se corporizar. E aí se definem as diferentes micropolíticas. No plano macropolítico, coexistem diferentes macropolíticas: desde as mais revolucionárias às mais reacionárias, ou seja, desde a máxima vontade de igualdade de direitos até a máxima vontade de manter os privilégios e a máxima capacidade para não deixar que se movam. No plano micropolítico é diferente, as micropolíticas vão das mais ativas, as que conseguem estar à altura do que a vida pede, deixando que essa germinação aconteça, até que se confirme o desejo de um corpo, de um modo de existência, onde isso que está procurando paz encontre o seu lugar. Isso transforma a realidade. [...] Podemos dizer que de um lado está politizar o mal-estar, do outro lado, está patologizar o mal-estar. Podemos politizar o mal-estar para o mal, conforme vimos falando. É necessário politizar para o bem. Sabemos que o mal-estar não é sinal de algo ruim no sentido de falta de algo, mas, ao contrário, é um sinal de uma saúde vital que está reconhecendo o mal-estar para que tenhamos a possibilidade de tomar consciência de que é necessário se colocar em luta, porque a vida está gritando que está sendo sufocada. [...]. Trechos da entrevista (El Salto, 2019) concedida pela filósofa, escritora, psicanalista e professora Suely Rolnik, autora de obras tais como: Esferas da Insurreição. Notas para uma vida não cafetinada (N-1 Edições, 2018), Cartografia Sentimental: transformações contemporâneas do desejo (Sulinas/ UFRGS, 2016) e Anthropophagie zombie (Blackjack, 2011). Veja mais aquiaqui.

 

PALMARES CONECTANDO GERAÇÕES COM A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL & TERRITÓRIO CULTURAL


O evento Palmares: conectando gerações através da Educação Patrimonial e do Território Cultural acontecerá de 19 a 23 de agosto, na Biblioteca Fenelon Barreto. No próximo dia 22 de agosto, participarei com a palestra Território Cultural dos Palmares: Identidade & Diversidade, na Biblioteca Fenelon Barreto, nos horários da manhã e tarde. Uma promoção da Biblioteca Fenelon Barreto & Amigos da Biblioteca. Veja mais aqui, aqui e aqui.

  

UM OFERECIMENTO:

NNILUP CROCHETERIA

Veja mais aqui.

&

SANTOS MELO LICITAÇÕES

Veja detalhes aqui.

&

Tem mais:

CANTO & SOU XEXÉU

Veja mais aqui, aqui e aqui.

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Poemagens & outras versagens aqui.

Diário TTTTT aqui.

Cantarau Tataritaritatá aqui.

Teatro Infantil: O lobisomem Zonzo aqui.

Faça seu TCC sem traumas – consultas e curso aqui.

VALUNA – Vale do Rio Una aqui.

&

Crônica de amor por ela aqui.

 


segunda-feira, agosto 12, 2024

ELA URRIOLA, HELENA JANECZEK, LEONORE TIEFER, FREVO & CHORO

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som do álbum Nossos ventos (2024) e da peça violonística Sons da cidade: amanhecendo (2021), da premiada violonista e compositora Ana Clara Guerra, que é graduada em Música e Mestrado pela Universidade Federal de Uberlândia, integrante do Duo Guerra-Correia.

 

SUBA NO TAMPO & DIGA O QUE É... - A cada dia uma surpresa: o que virá, quem sabe... Entre a minha mão e a espera tudo de efêmero. Assim fui pro mundo aprender por iniciativa própria, a me arriscar sem importar com perdas ou ganhos. Perdi, só, babau. Segui em frente. A realidade é duríssima para quem vive na corda bamba com o abismo embaixo. O prazer é o outro lado do desespero, sabia quantas orgias me levavam de volta ao que não queria: quantas chantagens, tantos gargalos, relações parasitárias, putrefatos fingidores, encefalopatas vagantes, príons letais, estranhices enigmáticas, fanatismos estertorantes, verdadeira fauna do que havia de mais repulsivo quanto abominável, muito pânico entre esfinges e medusas. A potência e autoestima no pó do abandono: o inevitável e a execrável pseudocomédia da vida. Os meus riscos espontâneos eram fugas por lugares indefinidos. Vacilei zis vezes antes de abrir a boca: calado causava menos prejuízo. Tive medo até de mim mesmo pela necessidade de aterramento - minha raiz fora apagada há tempos. Não fiz o jogo e me decidi diante dos que amam à fórceps, autômatos, covardes. O mundo vinha abaixo recorrentemente: o drama das separações, lobos que se passavam por cordeiros, a destrutividade gratuita, sobrava só entre o ter e o ser, vencer e superar os medos. Tomei todas as decisões e aprendi na minha ascese: só ama quem tem capacidade de dar amor. Mas sou pouco e carreguei o peso da existência e dos sonhos esgarçados, afirmei e fui pro escanteio, descartado. Superei o rol de desesperos, muito embora quedava invariavelmente com os vínculos esfarrapados. Pude voltar: me desviei e, cônscio, retornei. Preenchido de vida e, mesmo que a meu lado só restasse a morte, o amor intransitivo e incondicional: comunguei com tudo e todas as coisas, senti-me separado para maturar pelo que fui e liquidar-me pela alteridade. O refúgio na solidão, satisfeito, sou o que sempre fui: xexéu na vida.

 

Kamila Shamsie: O amor é mais forte quando ele deixa ir ou quando ele persiste?... Veja mais aqui.

Jeanne Moreau: A idade não protege você dos perigos do amor. Mas o amor, até certo ponto, protege você dos perigos da idade... Veja mais aqui.

Pierre Louÿs: Quando todos os cadarços estão desfeitos, quando todas as anáguas caem, a mulher está vestida apenas com seu perfume... Veja mais aqui.

 

VOZES AO VENTO

Imagem: Acervo ArtLAM.

Sou uma voz que passa \ como o guincho de um trem \ entre as estações, uma \ voz \ desprezada e anônima \ que agita as nuvens da torre sineira \ na sua luta \ e na sua busca silenciosa de \ eco. \ Não foi um apelo estranho. \ Éramos um exército imberbe de vozes, \ a negação \ de um milagre, um \ naufrágio \ germinativo \ de corpos muito breves \ perpetuados \ em claustros e planícies; um \ coro \ seráfico \ estourado pela dança do bastão.\ Nos corredores, \ onde cantam os anjos, o pecado \ é açoitado com urtigas ; Nos corredores onde as almas são peneiradas sob a névoa \ rotineira do incenso, \ onde pedir que a luz chegue te manda para as sombras, \ ainda estamos lá .\ O mundo olha (aquele planeta celestial \ nas suas ideias, \ terrestre \ na sua hipocrisia) \ e diz que nos conhece.\ Não conheço seu rosto \ mas sei \ que às vezes você olha \ para o outro lado, \ e esse deserto em meu corpo não será suficiente, \ nem minha tristeza no mundo.\ Eu era uma voz que se elevava \ na torre sineira, \ um grito \ de certezas núbeis, \ era aquela voz \ que pedia a Deus \ que as derrubasse com um raio.\ Deixe-me ser \ a primavera que perfuma o vento; \ amanhã seja a árvore \ cujas raízes se transformam; \ Deixe-me ser alguém \ que não te odeia. \ Se eles voltarem, \ deixe-me desaparecer.\ A lua aparecerá na colina \ para saciar sua sede, \ e alguém \ consertará minha \ provação fútil com salmos. \ Quando dói, \ não basta acreditar. \ Sou uma voz que não pode ser silenciada, \ porque amanhã \ será tarde demais \ para o futuro.

Poema da escritora, filósofa e pintora panamenha Ela Urriola, que é doutorada em Filosofia Sistemática pela Karlová Univerzita (Praga) e investigadora em Estética, Bioética e Direitos Humanos. Atualmente atua como professora de Estética na Faculdade de Belas Artes nos cursos de bacharelado e mestrado, e de Filosofia, Ética, Bioética e Direitos Humanos na Faculdade de Letras da Universidade do Panamá. É autora de obras como As Coisas Deste Mundo (2020), A Neve na Areia (2014), Buracos Negros (2015), A Idade da Rosa (2018), Noemas (2002), Modus vivirdi (1997) e El grito e silêncio (1996).

 

A MENINA COM A LEICA - [...] O amor é um propulsor tirado do passado que você não sabe aonde ele te leva. [...] Gerda Taro uma alegria desavergonhada que se lança para conquistar o mundo [...] Até os olhos de uma estranha como ela podem ver que aqueles dois se reconhecem nos outros dois. E estão igualmente apaixonados. [...] Mas não foi o gosto pelo jogo de espelhos que os levou a fotografar o mesmo tema [...] A América é uma nação da qual fazer parte, não uma religião na qual renascer [...]. Trechos extraídos da obra The Girl with the Leica: Based on the true story of the woman behind the name Robert Capa (Europa, 2019), da escritora alemã Helena Janeczek, contando a história da fotógrafa judia alemã Gerda Taro, que foi uma ativista antifascista, artista e inovadora, morta enquanto documentava a Guerra Civil Espanhola e tragicamente se tornou a primeira fotojornalista a ser morta em um campo de batalha. Veja mais aqui.

 

VIDA & SEXUALIDADE HUMANA - A sexualidade é uma parte vital de nosso crescimento pessoal e desenvolvimento ao longo de toda a vida... Pensamento da educadora, pesquisadora, terapeuta e ativista estadunidense, Leonore Tiefer, que desenvolveu uma diversidade de ativismos, entre eles feminista, acadêmico, antimedicalização, anti-estupro, nos diagnósticos de DSM, em pesquisa sexual e mulheres, na cirurgia estética genital feminina e realizou a Campanha Nova Visão como um projeto educacional para criação de um novo modelo de saúde sexual feminina. O seu pensamento também enfatiza que: [...] Em uma sociedade onde a culpa é sua se você não faz sexo direito, e você tem que fazer muito sexo e tem que fazer direito, mas ninguém te ensina como... você está procurando uma maneira de desculpe-se. de seus problemas, e a biologia oferece essa desculpa. [...]. Ela é autora de diversas obras, entre elas Human Sexuality: Feelings and Functions (1979) e Sex is Not a Natural Act and Other Essays (1995), entre outros.

 

FREVO & CHORO

[...] São histórias muito importantes para a cultura brasileira que até então continuavam inéditas e restritas a Pernambuco. Juntar as duas histórias aconteceu por acaso. [...] A história do choro eu também tinha interesse em escrever, mas achava que seria mais difícil. A do Vassourinhas teve uma cobertura muito grande na imprensa daqui e do Brasil. A do choro quase nada [...] Mesmo assim acho que juntando o quebra-cabeças de matérias notas, entrevistas deu pra contar bem a história dessa viagem, que considero a maior epopeia do carnaval brasileiro [...].

Trechos extraídos da obra Choro e Frevo – Duas viagens épicas (Pagina21/Funcultura, 2023), do jornalista e crítico musical José Teles, autor de livros como Do Frevo ao Manguebeat (Editora 34 - SP); O Frevo Rumo à Modernidade e O Baião do Mundo (Fundação de Cultura Cidade do Recife); Lá Vem os Violados – Quinteto Violado 50 anos (CEPE); O Frevo Gravado – de Borboleta Não É Ave a Passo de Anjo (Funcultura/Edições Bagaço); Claudionor Germano – A voz o frevo; ( CEPE); Da Lama ao Caos – Que Som É Esse Que Vem de Pernambuco (Edições SESC-SP), entre outros. Veja mais aqui e aqui.

 

UM OFERECIMENTO:

NNILUP CROCHETERIA

Veja mais aqui.

&

SANTOS MELO LICITAÇÕES

Veja detalhes aqui.

&

Tem mais:

TUNGANDO A VIDA

Veja mais aqui e aqui.

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Poemagens & outras versagens aqui.

Diário TTTTT aqui.

Cantarau Tataritaritatá aqui.

Teatro Infantil: O lobisomem Zonzo aqui.

Faça seu TCC sem traumas – consultas e curso aqui.

VALUNA – Vale do Rio Una aqui.

&

Crônica de amor por ela aqui.

 


MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...