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quarta-feira, setembro 18, 2019

STEVEN PINKER, NEILA TAVARES, ISADORA DUNCAN, RITA JOANA, GINÁSIO MUNICIPAL DOS PALMARES & RESSURREIÇÃO DO BARÃO


A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO DO BARÃO - Depois da perda trágica do segundogênito, teibei! E da fuga ruidosa de sua primogênita atrepada na cacunda dum robusto afrodescendente pintudo mundo afora - deu o créu! -, o Barão andou trocando as catracas do quengo e birutou assim sem mais nem meses. Foi. Arriou acamado trocando os olhos e fazendo bico, depois de um aluamento sem precedentes na terrinha boa de Alagoinhanduba. O homem virava a noite aos boticões, a dizer coisa sem nexo dia atrás de outro. Será que se cura, cochichavam. De repente, ele acordou mais endoidado do cabeção, às providências: Quero gemadas! Cadê a garrafada? Chamou o primeiro xeleleu que apareceu e despachou providência: Vá lá no armazém e traga isso aqui. O chaleira espiou a lista que não tinha mais fim: dez caixas de catuaba da boa, duas mil caçambas de ovos de codorna, duas toneladas de pimenta malagueta e por aí vai, tudo de revigorante e afrodisíaco. Tomou um bom bocado de talagadas vitamínicas, arrumou-se todo, pisou forte, bateu na caixa dos peitos e atravessou a ponte como quem vai ganhar o mundo. Chegava aonde fosse, à marra, distribuía picadas adoidadas no primeiro rabo de saia que encontrasse pela frente e não parou mais. Estava virado, impando nos cangotes cheirosos, com umbigadas de garanhão no cio. Não demorou muito, superpovoou o lugar de perder a conta do tanto da filharada: ora bastardos, enfurecido; ora afilhados, indiferente; fila enorme de bênção daqui, dali e dacolá: Deus te abençoe comboio de peste!. Lá pras tantas teve recaída de um malthusianismo escatológico, resolveu botar ordem nas coisas e dividiu a localidade em três partes: a do meio, direto da ponte morro acima e que separava tudo de um lado a outro, o Domatouro: simples, de lá de cima ele cagava raio, mandava capar maluvidos e adiantados, acabando com as raposas do harém, a jogar tudo ladeira abaixo, pro lado da Reicoa – o lado esquerdo da ponte, no qual instalou prestigiado prostíbulo em homenagem ao inferno, propício para as orgias e velórios, sepultamentos e missas de sétimo dia, templo construído em homenagem ao santo São Benedito, e, logo ao lado deste, um cemitério novinho em folha: Passou da conta, quebro o espinhaço e, se morreu, lascou. Já do lado direito da ponte, o Chocantão, esse mais arrumado - que dará cloro para o reduto das afilhadas do Barão, as melindrosas queridinhas exclusivas dele. No meio desse pastoril, eis que de uma das suas apadrinhadas, surgiu uma beldade reboculosa – paga de língua, filha dele. Pense numa formosura de menina que virou moça de quebrar pescoços e açodar defunto. Imagine o vexame! A adolescente tomou corpo de atiçar almas do Hades e esbugalhar olhos de anjos e arcanjos, um colosso de perdição. Nome dela? Repara só: Lili. O que ela tinha de belezura, tinha de jeitosice. Avalie o desmantelo. O que apareceu de piração na macharia, não está nem no gibi nem nas manchetes jornalísticas que sequer havia por ali. O Barão perdeu o siso e as estribeiras, partiu pro incesto e findou infartado numa maca hospitalar, vítima de priaprisma – dizem que comendo merda e rasgando dinheiro de tão pinel, gritando: Lili, é ela! Liliiiiiiiith! Lililili! A menina dava trabalho. O pior: bonitona e inteligentíssima. Cada vez que ela aparecia, um alvoroço se armava: tal Paulina de Viguière do sonho de Vera. Pois é, a Frineia alagoinhandubense mexia, sem querer, com vivos e mortos de todas as classes sociais, fosse distinto, pé-rapado, plenipotenciários, caboetas e quejandos: todos enlouquecidos de paixonite aguda por ela. Era uma multidão na porta de sua residência, de não ter mais tamanho, tudo esperando qualquer pontinha da sua aparição. E quando ela dava as caras, valha-me quem quer que seja, lá estava ela nem aí, faceira às leituras - diz-se dela airosa filósofa de coisas, ditos e fatos de ontens e amanhãs; que aprendeu sem se ensinar, sabia de tudo e sobre todas as coisas pretéritas, porvires e devires. Dizem mais: escreveu um tanto incalculável de obras, desde alfarrábios volumosos sobre as teorias da origem da vida e da morte, como opúsculos e fascículos sobre as ocorrências diárias das mais inusitadas temáticas, desde a receita de arroz doce saboroso à sobremesa, à explosão galáctica de não sei quantos milênios de anos-luz de distância. Só dizem. De mesmo, ninguém nunca viu nem capa de relance, muito menos encadernação que fosse dos seus valiosos escritos. Mas que era douta, era, batiam o pé. Para encurtar a história, ninguém sabe dizer ao certo se ela casou, morreu ou como foi que deu a vida dela de certo, só reprodução da memória repetida dos avós, bisavós e tataravós. Bote lonjura no tempo, lá para nem sei quando. Depois conto mais. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] A razão pela qual os especialistas têm dificuldade para se comunicar é que eles estão sujeitos à “maldição do conhecimento” – a dificuldade de entender como é não saber algo que eles sabem. Como resultado disso, autores usam abreviações e jargões ou falham em descrever o concreto, detalhes visuais de uma cena; eles pressupõem que seus leitores já sabem o que eles sabem e não se preocupam em explicar. Há inúmeras maneiras de evitar a maldição do conhecimento. A primeira é estar ciente dela, perguntar a si mesmo “o que meu leitor já sabe sobre o que eu estou escrevendo?”. Boa escrita requer empatia. A segunda coisa é colocar o texto de lado por um tempo e voltar para ele depois quando ele já não é familiar para você. Você se verá dizendo “o que eu quis dizer com isso?”. A melhor estratégia de todas é mostrar um rascunho para um leitor representativo e ver o que ele entende. Você se surpreenderá ao ver que o óbvio para você não é óbvio para todo mundo. [...] O erro é definido em relação às expectativas de determinado conjunto de leitores – um grupo de pessoas alfabetizadas que se importam com a escrita e esperam que determinadas convenções sejam seguidas. As línguas mudam, mas isso não acontece de terça para quarta-feira. Se sim, ninguém poderia compreender o outro e se você pegasse um jornal do ano anterior não entenderia nada [...] Os pensamentos ocorrem ao autor por meio de associações – uma ideia lembra outra que leva a uma terceira ideia. Em seguida, você se lembra que você quis dizer três coisas diferentes e que acabou omitindo-as. Aí você antecipa uma objeção e responde à essa objeção e assim por diante. Mas o fluxo da consciência de um autor não corresponde ao modo como o leitor consegue absorver uma informação. O mais importante princípio na hora de apresentar ideias é “dado, agora algo novo” – comece cada sentença com aquilo que o leitor já está pensando, então apresente a informação nova para o leitor no final da frase. Trechos de Boa escrita requer empatia (Carta Educação, 2016), entrevista do escritor, linguista e psicólogo canadense-americano Steven Pinker, concedida à jornalista Thais Paiva, sobre o lançamento da obra do autor, Guia de Escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e elegância (Contexto, 2016). Veja mais aqui, aqui e aqui.

ALGUÉM FALOU: (Foto: Bárbara Nunes) - [...] Fico muitas vezes abismada com o desconhecimento geral das novas gerações de brasileiros (e nem sempre tão novas assim, já que isto inclui pessoas de 40, 50 anos de idade) de parte relevante de nossa História recente, relativa aos anos de ferro da Ditadura Militar no Brasil e América Latina. Saber daqueles dias é tão necessário para que se conheça a identidade de nosso povo e de nosso país e continente, de forma coletiva, como para que se entenda cada um de nós, pais e avós dos que chegam hoje à idade madura, que trazemos inevitavelmente no corpo e na alma as marcas e cicatrizes dos dias negros que vivemos. [...]. Trechos de Ditadura, esqueceu?, extraído do blog Geleia Geral, da atriz, escritora, jornalista e apresentadora de televisão, Neila Tavares. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

RITA JOANA DE SOUSA, FILÓSOFA BRASILEIRA
[...] Tão inacreditável, contudo, é o fato, que os historiadores de nossa cultura tacham-na de lenda literária, muito embora a filósofa houvesse existido em carne e osso, lenda sendo apenas a sua filosofia ao que parece. E mais extraordinário que tudo, a filósofa brasileira foi uma dessas frutificações tropicalmente precoces. Fruta temporã, bem cedo amadureceu e bem cedo caiu do galho, como a camélia do samba. Aos vinte e dois anos de idade, finou-se, não deixando versos de amor à posteridade, em que chorasse a tristeza da morte prematura que antevia, ou as decepções amorosas da juventude, mas tratados de filosofia natural e memórias histórias. [...] D. Rita Joana de Sousa, única filósofa brasileira, de que se tem noticia quase cinco séculos de vida do Brasil [...] era uma flor, era uma rosa, pela beleza, pelo encanto, pelos dotes e prendas. Não somente se perdia em complicados raciocínios filosóficos, mas também pintava, dizendo seus biógrafos que deixou quadros dignos de louvor e, além de tudo, a filósofa era bonita. [...] Era dotada de imensa erudição, dizem os que a ela se referem, adquirida em tão poucos anos de vida não sabemos como. Atribuem-lhe contudo a autoria de memórias históricas e até mesmo um tratado de filosofia natural [...] A formosa filósofa olindense continua como um dos tantos mistérios de nossa história literária. Nem um retrato, nem um verso, nem um livro dessa que foi um fenômeno de precocidade na vida do Brasil colonial. [...].
RITA JOANA DE SOUSA - Trechos de Uma filósofa brasileira, extraído da obra Vamos conversar sobre... (Itatiaia, 1972), do advogado, crítico literário, tradutor e escritor Oscar Mendes (1902-1983), sobre a filósofa, pintora, poeta e historiadora Rita Joana de Souza que, segundo o autor, nasceu em Olinda –PE, no dia 12 de maio de 1696 e faleceu em abril de 1718, enquanto são registradas as datas de 1595-1618 em diversas outras publicações. Ela tornou-se conhecida torna-se conhecida em 1902, quando no Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro divulgou-se o livro, até então inédito, Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco, de Domingos do Loureto Couto, beneditino pernambucano. Segundo o crítico José Roberto Teixeira Leite, o monge dedicou à pintora um dos 17 capítulos de sua obra, cujo tema são as mulheres famosas de Pernambuco. Essa artista é tida como a primeira mulher pintora que trabalhou no Brasil, tendo se dedicado também as letras e a filosofia. Todos os seus manuscritos e obras artísticas desapareceram. Outras referências dão conta com o nome dela surgiu por conta da obra do padre Manuel Tavares, sob o pseudônimo de Diogo Manuel de Azevedo, publicada em 1734, em Lisboa, dando conta de sua grandeza. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança! O corpo do bailarino é simplesmente a manifestação luminosa da alma. A arte não é, de modo nenhum, necessária. Tudo o que é preciso para tornarmos o mundo mais habitável é o amor.
A arte da bailarina estadunidense Isadora Duncan (1878-1927). Veja mais aquiaqui.

GINÁSIO MUNICIPAL DOS PALMARES
Nesta terça-feira, dia 17 de setembro, foi dia de visita, juntamente com o parceiramigo Carlos Calheiros, ao Ginásio Municipal dos Palmares, ocasião que apresentamos à diretora da instituição educacional, professora Gelza Graça Barreto da Fonseca Assis, o projeto piloto do Festival TTTTT de Arte Estudantil, uma parceria deste blog com a SEMED/Biblioteca Fenelon Barreto. Veja mais aqui.
&
Outras do Barão aqui & O sonho de Vera aqui.


terça-feira, agosto 29, 2017

LEWIS CARROLL, ROGERS, DEJOURS, CESAR LEAL, ANSIEDADE, GINÁSIO MUNICIPAL, CIDADANIA & MOBILIDADE URBANA

O BRASIL ÀS AVESSAS NA HORA DA CRISE - Quando alguém me pergunta sobre o Brasil, a primeira imagem que me aparece no quengo é aquela do indivíduo cabeça de fósforo, bicudo de endinheirado, entrando numa daquelas lojas de magazine do tipo hipermercado, pegando um velocípede embaixo do sovaco, uma vassoura e um rodo pruma faxina de limpeza das brabas nas intimidades do recinto domiciliar, uma lata de queijo do reino, uma caçamba de ovos e um botijão de vinho pra comemoração inusitada e, no caixa, mandando fazer um embrulho só pra presente prele mesmo, ora! Isso porque ele presenciou o discurso de uma daquelas raposas vetustas dos políticos profissionais que há mais de 50 anos mamam nas tetas dos municípios e da capital estadual, ao assumir uma das secretarias berrando aos microfones & alto-falantes: - Nos últimos 50 anos este estado sucumbiu às más gestões e à corrupção de políticos incompetentes. A partir de agora, todos verão, assume quem vai fazer deste estado o mais promissor da nação! Tenho dito! Aí, nessa hora, grita um gaiato da plateia: - Ô, meu, onde é que tu tava esses anos todos, hem? Tuf! Um tiro no próprio pé. Mais feliz ainda com o anúncio do Ministério da Educação de que ninguém precisa mais estudar! Nunca vi tanta gente impando de satisfação, ainda ontem eu vi um dizendo: - Eu mesmo, se soubesse quem inventou estudo, mandava matar! Afora ser este país o último dos últimos: o último a abolir a escravatura (e de quê jeito, hem?), o último a ficar independente, a se tornar República (e que ré-pública!), só não é o pior em Educação porque ainda restam o Haiti, Ruanda e Porto Príncipe, salvou-se da lanterninha. Ah, mas aqui é o país do deixa pra lá ou, se tem que tomar providência que seja pra amanhã, que hoje não dá! Está precisando? Vá ver se estou na esquina! Pois é, quem sabe, de Brasil em Brasil a gente um dia faça um que preste, um que saiba porque a gente escreve com “S”, enquanto o mundo todo só sabe com “Z”, e que mostre pra gente como é que tudo foi de verdade! Porque o de agora, ah, não, parece que se a gente deu uns dois ou três passos com um pinote pra frente, de um dia desses pra cá deu uns trocentos pra trás, isso sem falar do cai-cai, do se segura que lá vem queda, do balança quase cai, afora as prioridades mais duvidosas que ninguém sabe se é enredo pros Irmãos Metralhas ou pro Ali Babá com seus mais de quatrocentos e tantos ladrões. Entre gatunildos e ladronaldos, salva-se quem? O que é certo é que tem muita gente que ainda não entendeu a fita, só se perguntando: - O que é que tá havendo, hem? Como é mesmo? Sei que já tem gente pedindo penico, outros tantos pedindo parada pra descer. Onde vai parar, ninguém sabe. A sensação que fica é que a coisa vai desgovernada, só esperando o desmantelo! Já que vai rachado no meio, um rachão a mais só aumenta a corda de guaiamum, mais nada, rachado por um, rachado por mil. E tome bola pra frente que o campeonato é só no tapetão e, por favor, que não venha alemão passear na nossa frente que agora aqui tudo é perna-de-pau, avisei! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

GINÁSIO MUNICIPAL DOS PALMARES
[...] Naqueles tempos, no currículo existia a música como disciplina obrigatória. O Ginásio teve mais de um professor de música. A professora Celecina, o professor José da Justa e outros. Quando comecei a ensinar, tínhamos como professor José da Justa. Além da cadeira de música ele criou um orfeão. Foi muito importante para p Ginásio o orfeão de José da Justa. Mais de uma vez exibiu-se em festas religiosas e cívicas, não somente em Palmares, como em outras cidades vizinhas. Claro que sempre alcançou nota dez. atualmente estamos procurando reviver o orfeão. Não sei se é coral ou orfeão a designação atual. Sei que contamos com o velho mestre  José da Justa, gerou da campanha da Princesa e do atinado piston que toca como gente grande. Ao alinhavarmos a vida do Ginásio temos que relatar fatos deploráveis e fatos mais ou menos jocosos. O que não podemos é omiti-los sob pena de prejudicar a verdade. [...].
Trecho do livro Contribuição à história do Ginásio Municipal dos Palmares, do Professor Brivaldo Leão de Almeida, lançado pela Prefeitura dos Palmares, em 1992. Veja mais aqui e aqui.

A AMPLITUDE DA REEDUCAÇÃOÀ medida que o cliente ganha a consciência e a autocompreensão, dá-se uma alteração nítida do caráter da relação terapêutica. O cliente fica sob menos tensão. Aborda com mais confiança os seus problemas. Tenta com menos freqüência pôr-se na dependência do psicólogo e mostra que trabalha melhor com ele. A relação torna-se mais genuinamente cooperadora e em que ambos, consultor e cliente, analisam os próximos passos a dar no sentido da maior independência do segundo. Como o cliente desenvolveu a capacidade de se acietar como é, tem uma atitude menos defensiva e é capz de apreciar de forma mais construtiva as sugestões e os conselhos, embora seja duvidoso que se ganhe muito fazendo-lhe sugestões, mesmo nesta fase do tratamento. O cliente tem, não raramente, necessidade de informação que o ajude a atingir os seus novos objetivos e o psicólogo está apto a fornecer-lhe esse conhecimento ou pode-se indicar outras fontes a que se dirigir. [...]. Trechos extraídos da obra Psicoterapia e consulta psicológica (Martins Fontes, 1987), , do psicólogo norte-americano e criador da abordagem psicoterapeuta Terapia Centrada na Pessoa, Carl Rogers (1902-1987). Veja mais aqui, aqui e aqui.

CIDADANIA & MOBILIDADE URBANAA primeira atitude a ser tomada em respeito à cidadania é analisar como ocorre a mobilidade de sua cidade ou no seu bairro. Isto permitirá que você comece a avaliar não apenas o comportamento das outras pessoas mas também o seu comportamento no trânsito. A partir deste conhecimento inicial você poderá rever o que acontece hoje e reorganizar a sua participação no trânsito, de forma a torná-la mais “cidadã”. [...] Você vai se surpreender ao constatar que é possível alterar seus hábitos com pouco de esforço e desta forma contribuir para um trânsito mais seguro e ambientalmente saudável. [...]. Trechos extraídos da obra Mobilidade urbana e cidadania (Senac, 2012) do sociologo e engenheiro civil doutor em Políticas Públicas, Eduardo Alcântara Vasconcellos. Veja mais aqui.

O PAÍS DAS MARAVILHAS DE ALICE - [...] ela imaginou como aquela sua irmãzinha pequena, em algum tempo, ia se transformar em mulher feita. E como ela guardaria, nos anos maduros, o coração simples e amoroso de sua infância. E como reuniria em volta de si outras crianças, seus filhos, e faria seus olhinhos ficarem brilhantes e curiosos, com muitas histórias estranhas, talvez mesmo o sonho que tivera com o País das Maravilhas muito tempo antes. E como ela sentiria todas as tristezas simples que eles sentissem e teria prazer com todas as suas alegrias singelas, lembrando sua própria vida de criança e os dias felizes de verão. Trecho extraído da obra Alice no País das Maravilhas (Ática, 1989), do escritor, desenhista, fotografo e matemático Lewis Carroll (1832-1898). Veja mais aqui e aqui.

A LOUCURA DO TRABALHO - [...] a organização do trabalho exerce, sobre o homem, uma ação específica, cujo impacto é o aparelho psíquico. Em certas condições, emerge um sofrimento que pode ser atribuído ao choque entre uma história individual, portadora de projetos, de esperanças e de desejos, e uma organização do trabalho que os ignora. Esse sofrimento, de natureza mental, começa quando o homem, no trabalho, já não pode fazer nenhuma modificação na sua tarefa no sentido de torná-la mais conforme às suas necessidades fisiológicas e a seus desejos psicológicos – isso é, quando a relação homem-trabalho é bloqueada. [...] O trabalho repetitivo cria a insatisfação, cujas consequências não se limitam a um desgosto particular. Ela é de certa forma uma porta de entrada para a doença, e uma encruzilhada que se abre para as descompensações mentais ou doenças somáticas, em virtude de regras que foram, em grande parte, elucidadas. [...] Considerando o lugar dedicado ao trabalho na existência, a questão é saber que tipo de homens a sociedade fabrica através da organização do trabalho. Entretanto, o problema não é, absolutamente, criar novos homens, mas encontrar soluções que permitiriam pôr fim à desestruturação de um certo número deles pelo trabalho. Trechos extraídos da obra A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho (Cortez/Oloré, 1987), do psiquiatra e psicanalista francês especialista em medicina do trabalho, Christophe Dejours. Veja mais aqui.

ANSIEDADE & OS DIAS DE HOJE - [...] Todas as ansiedades que atribulam a vida do ser humano, em geral, são aquelas que podem ser atribuídas ao fracasso da pessoa em estar certa de algum, valor que perdurará, a despeito do que mais possa acontecer. As incertezas, medos, preocupações, superstições e outros problemas, existentes na vida das pessoas, devem-se principalmente ao fato de que a pessoa está sob a impressão de que aquilo que tem valor para ela pode lhe ser arrebatado. Em tais circunstâncias, ela sente-se frustrada e tem a sensação de que nada lhe pode dar apoio em momento de necessidade para se adaptar a um ambiente novo ou modificado. O que o indivíduo precisa é de um senso de valores que não esteja relacionado com as ansiedades que atribulam cada dia. Esses valores terão de ser valores que não pertençam ao mundo material. São valores do espírito, aqueles que vêm da própria força vital que, afinal, é a essência do homem. [...] Parece-me que as ansiedades do dia-a-dia nos acompanharão por toda vida. Não nos livramos delas; aprendemos a viver com elas e delas. Somente a paciência e a perseverança ocasionarão esse fim almejado. [...] Esse deveria ser o objetivo da vida, ir mais longe do que jamais acreditamos ser possível. Precisamos não só nos dirigir para o crescimento como também temos de fixar metas e ideais que estão muito além de nosso alcance no mento, mas rumo aos quais nos podemos dirigir, lembrando que a paciência e a perseverança são as chaves. Essas metas ajudarão a aliviar as ansiedades que nos atribulam a vida. Trechos extraídos da obra Ansiedade: um obstáculo entre o homem e a felicidade (Renes, 1978), do escritor e pesquisador místico estadunidense Cecil A. Poole (1907-1989). Veja mais aqui.

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CANÇÃO AO AMANHECER
Entre as chuvas e o Sol
Este canto tão puro,
Esta língua de fogo,
Estes vulcões ocultos,
Este veludo claro,
Estas palavras secas,
Esta colina aérea,
Este sol cor de seda,
Esta luz nas varandas,
Esta fala dos deuses,
Esta fome de canto,
Fome de canto ou sede?
Cabelos de cristal,
Alamedas de estrelas,
Brancas barbas de sal,
Alvas asas lhes selam,
Olhos fluviais nos lagos
Da face, fitam o mar,
O tempo sem correnteza
Está sempre a passar.
Poema extraído da obra O arranha-céu e outros poemas (Tempo Brasileiro, 1994), do poeta, jornalista, professor e crítico literário Cesar Leal (1924-2013).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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quarta-feira, agosto 16, 2017

ASCENSO, PAULO FREIRE, REICH, ELIÉZER MIKOSZ, ZWEIG, DIONE BARRETO, EDUCAÇÃO & GINÁSIO MUNICIPAL

O QUE É DE ARTE E CULTURA QUE EU NÃO SEI – Josedácio cometia uns versos brejeiros, coisas de seu; como não tinha escola, era só tirocínio, intuição: aprendeu sem se ensinar. Misturava afoiteza, licenciosidade, rimas de tudo, bem ao gosto popular. Logo atraiu uma tuia de xexéus, tudo metido a Bilacs, Drummonds, Bandeiras, Cabrais, poetas d’água doce, só. Até que o zoadeiro caiu nas graças dum prefeito eleito que nem era tão simpático assim, mas ficou sendo. Logo a trupe toda estava fazendo festa pro povo que saía da biblioteca e ganhava as ruas do teatro que não cabia mais, mandaram construir um anfiteatro pra saraus, recitais, exposições, artesanatos, festivais de cordel e de tudo o mais. Eram os pastoris, caboclinhos, quadrilhas, cirandas, bumba-meu-boi. Era festa todo dia e o dia todo, coisa de dá gosto, vinha gente até de um olho só de todas as cidades da vizinhança e até da capital e de outros estados. Era um festão do povo. Nem tudo passa impune, logo o festeiro tornou-se pra oposição e pros desachegados, o festival da perdição, afora a gritaria de beatos e fieis engrossando o caldo, coisa pra muita arenga. Até que veio, então, o golpe. E o que era festa virou subversão. A imprensa local arreou a lenha, se bandeando pros do contra: os arruaceiros que promoviam a violência e a degeneração das famílias de bem, agora estavam todos presos em nome da moral e dos bons costumes. A turma da TFP fez a festa. O que era barraca de artesanato, virou comércio de celulares, relógios, tecnologias baratas; o que era Casa de Cultura, virou Centro Social com atividades esportivas, tiro ao alvo, encontros religiosos e de civismo patriótico, afora as efemérides anuais, festas de ostentação e felicidade gratuita. A ditadura mandava ver, quando não se escapulia no meio do pega-pra-capar, era todo mundo com o rabinho entre as pernas: o menor pio e o cacete comia. Entrava dia, saía semana, passava mês, mais de ano, duas décadas e meia, quase sem esperança com tudo nem aí, saiu o Bloco dos Artistas – anônimos metidos a besta que se vangloriavam de cometer um ou outro versinho de valia ou tom de afinação, sem cinema, sem cena, sem palco nem nada -, sob a égide da Besta Fubana, juntaram a recada toda e protestaram ruidosamente. Num sobrou um que fosse de sequer pra contar história. Danou-se tudo, enquanto a gente só ouvia as autoridades locais embecadas no maior coro de arremedo entre gravatas e faixas nos peitorais sobre arte e cultura, como de educação e de arte e cultura, como de qualquer outra coisa, até corrupção e de arte e cultura, como se de arte e cultura só eles soubessem e que só eles falam e só os deles e os que estão com eles é que sabem e que ninguém sabe nem vê nem ouve nem fala. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DESESPERO DE ASCENSO
 
Os olhos brilhantes de cacainômano
Parecem ter coisas para me contar:
- Pedro Velho, cadê teu engenho?
A Usina passou no papo!
- E onde vais fundar safra este ano?
- Na barriga da mulher!
Na barriga da mulher.
............
Os olhos brilhantes
Parecem agora
Duas poças d’águas
Tremendo ao luar.
Poema extraído de Cana Caiana - Poemas de Ascenso Ferreira (Nordestal, 1981), do poeta modernista Ascenso Ferreira (1895-1956), Veja mais aqui, aqui & aqui.

A POESIA DE ASCENSO - [...] sua real contribuição dentro do movimento modernista brasileiro. O poeta aderiu à estética paulista, porém, com animo próprio e originalidade. As novas tendências por ele abraçadas fundamentavam-se na defesa dos valores regionais, sobretudo na tradução de sua nordestinidade que ele tão bem representou com uma poesia diferente, no sentido de renovação e experimentação, sem desrespeitar o passado, mas com uma temática de inspiração nacional e ao mesmo tempo regional, dentro dos contornos do Modernismo. [...] a obra de Ascenso Ferreira é na verdade documental e atualizadíssima. Sem sombra de dúvida, inesgotável, quanto às tantas possibilidades de interpretação à luz da sociologia, antropologia, misticismo, literatura, lingüística, folclore e outras ramificações de pesquisa, por isso necessário ao enlarguecimento de uma visão de mundo mais profunda, interligando o modo de vida do passado com a atualidade. Trechos extraídos da obra A contribuição sociológica da poesia de Ascenso Ferreira (Inovação, 2005) de Maria do Socorro Barros y Durán & José Avani Tavares de Azevedo. Veja mais aqui.

O HOMEM E SUA ÉPOCA - [...] Na medida em que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas histórias. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas. Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas foram captados e suas tarefas resolvidas.  E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes. Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas formulas. A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação. Trecho extraído da obre Educação e mudança (Paz e Terra, 1983), do educador, pedagogista e filósofo Paulo Freire (1921-1997). Veja mais aqui, aqui & aqui.

DE MATÉRIA, RELIGIÃO, CIÊNCIA & ESPIRITUALIDADE - [...] A divisão entre o mundo material e o espiritual foi estabelecida entre a ciência e a religião como um “acordo entre cavalheiros” no tempo de Descartes. Essa divisão parece cada vez menor. A religião teve que aceitar no passado as inevitáveis constatações da ciência, como o fato de nosso planeta não ser o centro do universo, como também a ciência teve que encarar a espiritualidade como um fenômeno que vai além da fantasia ou imaginação. A transdisciplinaridade é um dos métodos que permitem essa aproximação. Atualmente as pesquisas sobre manifestações que envolvem arte e consciência tem se desenvolvido bastante, neurocientistas, psicólogos de várias áreas, artistas, antropólogos, estudos interdisciplinares, buscam investigar o fenômeno como algo tão válido e real como o mundo material. [...] Viu-se que os temas visionários, de maneira geral, têm caráter numinoso tão vivo e criativo quanto são os mitos presentes nas diversas sociedades primitivas e atuais em todo o planeta. Se a ênfase entre racional (antropocêntrica) e emocional (teocêntrica) costumou se intercalar entre os movimentos artísticos, a Arte Visionária, correndo quase sempre à margem dos grandes movimentos, manteve de forma bastante constante sua busca pela representação das visões de mundos subjetivos que afloram de uma fonte natural nos indivíduos, faz parte da mais profunda experiência humana diante do mistério da vida. Mesmo em meio às valiosas agitações artísticas criativas das modernidades e “pós-modernidades”, ela encontra seu espaço nos lados mais recônditos da condição e da natureza humana. Trechos do artigo Arte e Consciência: Visões Místicas e suas Representações (Neip, s/d), do artista plástico, editor, pesquisador doutor em Ciências Humanas e professor José Eliézer Mikosz.

BRASIL, PAÍS DO FUTURO - [...] Viajar no Brasil é sempre descobrir coisas novas, e temos que nos conformar com a fato de que no Brasil a ninguém é possível ver tudo. Ser razoável é saber resignar-se no momento oportuno, e por isso tive que dizer a mim mesmo: por essa vez basta! [...] No momento em que a hélice do aparelho em que vou partir principia a girar, desperta-se em mim toda a gratidão pela felicidade e pelos conhecimentos com que essas semanas inolvidaveis me presentearam. Quem teve a sorte de conhecer uma parte apenas da inesquecível superabundância do Brasil, já viu beleza suficiente para o resto da vida. Trechos extraídos da obra Brasil, país do futuro (Nova Fronteira, 1981), do escritor, dramaturgo, jornalista e biografo austríaco Stefan Zweig (1881-1942). Veja mais aqui.

DAS MUITAS FORMAS DE ENSINAR E APRENDER - [...] à criação de um blog que redimensione as aulas de leituras, de escrita e de gramática, não esquecendo a oralidade. Não se trata de supervalorizar o suporte, mas sim de perceber sua influencia nas interações contemporâneas, e cabe ao professor de língua portuguesa repensar seus conteúdos e estratégias para que de fato ocorra aprendizagem significativa tanto de leitura como de escrita, de oralidade e de gramática, conseguiindo, assim, retirar o aluno do marasmos de não saber ler e escrever com habvilidade suficientes de se impor na sociedade como cidadão. [...] Em suma, percebemos que é preciso sair da monotonia das aulas catedráticas classificadoras e nomeadoras de língua portuguesa, seja através da tecnologia digital ou de outras formas mais. O importante é que o professor ouse em busca de melhores frutos. Trechos extraídos de Prática educativa e weblog: a força propulsora para o ensino de leitura e escrita na aula de língua portuguesa, da profesora Analy Samara Zambiano de Oliveira, extraído da obra Cultura, práticas educativas, currículo e gênero: a tessitura de uma olhar multidisciplinar (EdUPE, 2009). Veja mais aqui & aqui.

MULHER BRASILEIRA - [...] Ter um marido é um verdadeiro capital para a mulher brasileira. Por outro lado, as pesquisadas também parecem poderosas por, além de terem um marido, sentirem-se mais fortes, independentes e interessantes do que eles (mesmo que eles ganhem muito mais do que elas e sejam mais bem-sucedidos em suas profissões). Portanto, em um mercado em que os maridos são escassos [...] as brasileiras casadas sentem-se duplamente poderosas: por terem um produto raro e extremamente valorizado no mercado e por se sentirem superiores e imprescindíveis para seus maridos. [...] as brasileiras falaram a maior parte do tempo sobre o homem, seja pela presença dele em suas vidas, altamente valorizada e necessárias para sua satisfação, seja para reclamar de sua falta. Um dos fatos que mais chamou a minha atenção foi que as brasileiras falaram pouquíssimo de seus filhos e, menos ainda, de suas atividades profissionais. É interessante destacar que, nos grupos que pesquisei, o fato de viajarem, conversarem com as amigas, saírem sozinhas ou descobrirem, uma nova atividade (um curso de filosofia, um curso de pintura ou um grupo religioso) apareceu com muito mais destaque que os filhos e o trabalho. Poucos foram os momentos em que falaram de seu pai ou sua mãe, e mais raros ainda em que falaram de seus netos, apesar de algumas serem avós. Trechos do artigo Nem toda brasileira é bunda: corpo e envelhecimento na cultura contemporânea, da antropóloga e escritora Mirian Goldenberg, extraído da obra O tempo da beleza: consumo e comportamento feminino, novos olhares (Senac, 2008), organizado por Leticia Cassoti, Maribel Suarez e Roberta Dias Campos. Veja mais aqui.

O BECO SEM SAÍDA DA EDUCAÇÃO SEXUAL - [...] A educação sexual, a meu ver, fornece problemas muito mais sérios e cheios de conseqüências do que pensa a maioria dos reformadores sexuais. Justamente por isso é que nesse campo não se progride nem um pouco, apesar de todo o conhecimento e de todos os meios que a pesquisa sexual colocou ao nosso alcance. Temos que lutar com uma poderosa máquina social que por enquanto oferece resistência passiva, mas que no primeiro esforço sério de nossa parte passará a uma resistência ativa. E toda a hesitação e cuidados, toda indecisão e tendência para compromissos em questões de educação sexual, não podem ser atribuídos apenas a nossas próprias repressões sexuais, mas, apesar da honestidade dos esforços educacionais, ao temor de entrar em conflito grave com a ordem social conservadora [...]. Trecho da obra Revolução sexual (Zahar, 1968), do médico, psicanalista e cientista natural Wilhelm Reich (1897-1957). Veja mais aqui e aqui.

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As horas desse amor sobram de ausência
Ausência que de tudo se antecede
Basta a certeza do amor mais breve
Para que o mal lhe negue a existência

Multiplicar lhe resta a dor sentida
Que a dor diminuída é fingimento
Usar os carretéis do tormento
E destruir a vida com a vida
Poema extraído da obra Do amor e suas perversidades (Fundarpe/CEPE, 1989), da poeta, psicóloga e editora Dione Barreto.

Bate papo com os alunos do Ginásio Municipal & a professora Evanice Rodrigues, nas comemorações do Centenário de Hermilo Borba Filho. Veja mais aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...