sábado, maio 28, 2016

TODO HOMEM QUE MALTRATA A MULHER NÃO MERECE JAMAIS QUALQUER PERDÃO!!!!!

O DESENLACE DA PAQUERA ENTRE MELZINHA & BROTHÃO (Imagem: Norah, do ilustrador japonês Yukari Terakado) – Melzinha, estudante, 17 anos, linda de morrer, corpo escultural. A cobiça da rapaziada do colégio e da marmanjada da cidade. Queria namorar, pai não deixava. Às escondidas, ela ficava com um e outros: namorico adolescente de pega-pega e deixe disso, mas que tá bom, tá. Permitia, sarrava. Aí aparece o roliúde: quase que ela perde a calcinha na hora de tanto alvoroço. Era Brothão, solteirão filhinho de papai ricaço, endinheirado até o tampo, arrogante folgado, montado na máquina possante, bicho solto de munheca firme. Para ele não havia lei nem limite, muito menos reconhecia autoridade ou uma reles menina metida à cu-doce. Caiu na rede, é peixe; vaca vadia só serve pra lavar a jega - essa a sua ordem. Desbocado, nunca deu um prego numa cocada – tinha tudo às mãos. Quisesse, possuía. Tudo de seu. Botou mutuca em cima da mocinha: - É ela, a bola da vez. E foi, não teve jeito. Deu em cima, ela tentou ainda se desvencilhar, foi em vão: agarrou-lhe o pulso e levou-la pra dar uma volta por aí. No de menos. Era só um treino, o trato feito estava marcado pra de noite, 19 horas, na praça em frente da escola. – Chegaí, ô! Ela toda saltitante, linda além da conta e desfilando ao lado do ricaço: matava as coleguinhas de inveja. Pararam num bar, tomaram umas – ela desacostumada à bebedeira, logo danou a gargalhar achando graça em tudo. Chegou ao ponto até de levantar a blusa, mostrando os peitinhos lindíssimos. Ele só amolegando a peia: - Tô amolando, tô amolando. Uma música, ele puxa pra dança: coladinhos, pernas umas nas outras, mãos percorrendo seu corpo, sarro pesado, incêndio no tesão. Lá pras tantas, saem e vão direto pra casa de praia: beijos, desejos e nudez. Ela pra lá de tonta, nem se dava conta do que acontecia. Mais bebia, anestesiada. Ele não se fez de rogado: - Cu de bêba não tem dono! E ela berrou ao ser desvirginada. Tapou-lhe a boca e depois de ronronar seu gozo, deixou-la estirada, completamente ensanguentada sobre a cama. Saiu pra varanda bebendo e ligou pros amigos avisando que ela fora abatida. Urros e salvas. Aí convidou a tropa de comparsas para testemunhar o feito. Ao chegarem viram-na estirada nua na cama: - Tirei o cabresto, meu! – Que sangreiro, véi! E vou foder-lhe o cu já já, vocês vão ver. E viram. Apostas e desafios. Emborcou a moça, vergada sobre os joelhos, glúteos à mostra, o dedão com gel no ânus dela: - Vai levar peia no rabo, mocreia. Chamou atenção de todos e partiu para a prática anal. Ela gritou, amarrou-lhe a boca na marra para sufocar os gritos, segurou-la no muque e só parou quando explodiu seu gozo! Aplausos gerais. –Viram como é que se faz? Comigo é assim. E quem quer se servir? Eram ao todo uns quinze, um por um mandou ver. Álcool, fumo, drogas, lá pras tantas, todos já embriagados, resolveram amarrá-la pelas pernas e pendurá-la de cabeça pra baixo. Brothão sacou do revólver e ameaçou: - Se gritar morre com um tiro na cabeça, ouviu? Ele então tirou a mordaça, deu-lhe uma tapa firme nas faces e mandou que abrisse a boca e lambesse seu pênis na frente de todos. – Lamba direito! E novo tabefe no rosto dela. – Vou gozar e engula tudo! E começou a puxar seus cabelos enquanto enfiava o pênis inteiro até à garganta dela. Satisfeito depois do maior remexido, virou-se pros demais: - Quem quer se servir? Nova fila e cada um mais malvado que o outro não só lhe esbofeteava, como esmurravam seu corpo, chutavam sua cabeça, enfiavam garrafas e outros troços na vagina e no ânus dela, até um cabo de vassoura que empurraram com força até ela desmaiar de dor. – Ih, será que ela morreu? De tão bêbados não sabiam nada, apenas diziam: - Joga ela na beira da praia e chau. Joga! Joga! Isso mesmo. Jogaram-na nua ao mar. Imprensa, polícia, escândalo, choros de familiares: jovem estudante morta é encontrada nua na praia. Todos sabiam, nenhum réu. Conivência e omissão geral. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui


MULHER
Eu sou a mãe da praça de maio, sou alma dilacerada,
Sou Zuzu Angel, sou Sharon Tate
O espectro da mulher assassinada em nome do amor
Sou a mulher abandonada pelo homem que inventou
Outra mais menina
Sou Cecília, Adélia, Cora Coralina, sou Leila e Angela Diniz
Eu sou Elis, eu sou assim..
Sou o grito que reclama a paz, eu sou a chama da transformação
Sorriso meu, meus ais, grande emoção
Que privilégio poder trazer no ventre a luz capaz de eternizar
Em nós sonho de criança, tua herança...
Eu sou a moça violentada, sou Mônica, sou a Cláudia
Eu sou Marilyn, Aída sou
A dona de casa enjaulada sem poder sair
Sou Janis Joplin drogada, eu sou Rita Lee
Sou a mulher da rua, sou a que posa na revista nua
Sou Simone de Beauvoir, eu sou Dadá, eu sou assim...
Ainda sou a operária, doméstica, humilhada, eu sou a fiel e safada
Aquela que vê a novela, a que disse não
Sou a que sonha com artista de televisão
A que faz a feira, sou o feitiço, sou a feiticeira
Sou a que cedeu ao patrão, sou a solidão, eu sou assim...

PESQUISA
Violência dói e não é direito: a violência contra a mulher, a saúde e os direitos humanos (Unesp, 2005), de Lilia Blima Schraiber, Ana Flávia Pires Lucas D'Oliveira , Marcia Thereza Couto Falcão , Wagner dos Santos Figueiredo, livro que aborda a questão sobre a ótica social e de saúde pública, questionando as causas do problema, os limites dos serviços de saúde, as mudanças culturais necessárias para alterar esse quadro e o impacto da violência na saúde da mulher, analisando os aspectos éticos e jurídicos da agressão e fornecem informações úteis a respeito da rede de assistência à mulher em situação de violência. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
O romance-reportagem Aracelli, meu amor (Civilização Brasileira, 1975), do escritor e jornalista José Louzeiro, foi censurado durante a ditadura militar a pedido de advogados dos acusados responsáveis pelo estupro e assassinato da criança de 8 anos de idade Aracelli Cabrera Crespo, ocorrido no dia 18 de maio de 1973, tornando-se símbolo do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma impunidade de décadas.Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
A violência praticada pelos homens contra as mulheres demonstra a intenção explícita de submeter a mulher às suas vontades. Representa um abuso físico, psicológico e sexual, deixando marcas profundas no corpo e na vida das mulheres. [...] Os maus tratos domésticos são uma realidade que afeta uma alta percentagem de mulheres em nossa sociedade. Geralmente, permanecem ocultos, escondidos no âmbito das relações familiares por medo ou vergonha e por ter sido trabalhada a idéia de "roupa suja se lava em casa", e por considerar que os maus tratos são assuntos privados do casal. [...] Historicamente, o corpo da mulher, de cada uma em particular, e de todas, é tratado como propriedade dos homens, que se fundamentam na manutenção da supremacia masculina e na visão de uma sexualidade constituída a partir dessa supremacia.
Trecho do artigo A violência doméstica e sexual contra as mulheres: algumas reflexões sobre uma questão complexa (Consejo Latinoamericano de Ciências Socialis – CLACSO), da assessora jurídica do Programa de Apoio às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual - Centro das Mulheres do Cabo – PE., Lucidalva Mª do Nascimento.


Veja mais sobre Espera na Primeira Reunião, Karl Marx, Florbela Espanca, Maki Ishii, Licia Maglietta, João do Pulo, Silvio Soldini, Arthur Kaufman, Carl Larsson & Musicoterapia aqui.


Curtindo Gershwin's 'It Ain't Necissarily So' - performs the Heifetz arrangement of Gershwin's 'It Ain't Necissarily So' from Porgy and Bess for her Bachelor's Recital, da violinista canadense Geneviève Salamone: The One Woman Symphony.

IMAGEM DO DIA
Marcha das Vadias.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista plástica Nina Kuriloff.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.



VINICIUS, MIGUEL ASTURIAS, ORTEGA Y GASSET, CAMILLE CLAUDEL & RICHARD MARTIN

IARA, IARAVI – Um dia Fiietó se apaixonou. E ele com a sua força e firmeza no braço, altivez de porte e agudez de vista, dominava a matari...