
MULHER
Eu sou a mãe da
praça de maio, sou alma dilacerada,
Sou Zuzu Angel,
sou Sharon Tate
O espectro da
mulher assassinada em nome do amor
Sou a mulher
abandonada pelo homem que inventou
Outra mais
menina
Sou Cecília,
Adélia, Cora Coralina, sou Leila e Angela Diniz
Eu sou Elis, eu
sou assim..
Sou o grito que
reclama a paz, eu sou a chama da transformação
Sorriso meu,
meus ais, grande emoção
Que privilégio
poder trazer no ventre a luz capaz de eternizar
Em nós sonho de
criança, tua herança...
Eu sou a moça
violentada, sou Mônica, sou a Cláudia
Eu sou Marilyn,
Aída sou
A dona de casa
enjaulada sem poder sair
Sou Janis
Joplin drogada, eu sou Rita Lee
Sou a mulher da
rua, sou a que posa na revista nua
Sou Simone de
Beauvoir, eu sou Dadá, eu sou assim...
Ainda sou a
operária, doméstica, humilhada, eu sou a fiel e safada
Aquela que vê a
novela, a que disse não
Sou a que sonha
com artista de televisão
A que faz a
feira, sou o feitiço, sou a feiticeira
Sou a que cedeu
ao patrão, sou a solidão, eu sou assim...
PESQUISA
Violência dói e não é direito: a violência contra a mulher, a saúde e os
direitos humanos (Unesp,
2005), de Lilia Blima Schraiber, Ana Flávia Pires Lucas D'Oliveira , Marcia
Thereza Couto Falcão , Wagner dos Santos Figueiredo, livro que aborda a questão
sobre a ótica social e de saúde pública, questionando as causas do problema, os
limites dos serviços de saúde, as mudanças culturais necessárias para alterar
esse quadro e o impacto da violência na saúde da mulher, analisando os aspectos
éticos e jurídicos da agressão e fornecem informações úteis a respeito da rede
de assistência à mulher em situação de violência. Veja mais aqui e aqui.
LEITURA
O romance-reportagem Aracelli, meu amor (Civilização Brasileira, 1975), do escritor e
jornalista José Louzeiro, foi
censurado durante a ditadura militar a pedido de advogados dos acusados
responsáveis pelo estupro e assassinato da criança de 8 anos de idade Aracelli
Cabrera Crespo, ocorrido no dia 18 de maio de 1973, tornando-se símbolo do Dia
Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes,
uma impunidade de décadas.Veja mais aqui.
PENSAMENTO DO DIA:
A violência
praticada pelos homens contra as mulheres demonstra a intenção explícita de
submeter a mulher às suas vontades. Representa um abuso físico, psicológico e
sexual, deixando marcas profundas no corpo e na vida das mulheres. [...] Os maus tratos
domésticos são uma realidade que afeta uma alta percentagem de mulheres em
nossa sociedade. Geralmente, permanecem ocultos, escondidos no âmbito das
relações familiares por medo ou vergonha e por ter sido trabalhada a idéia de
"roupa suja se lava em casa", e por considerar que os maus tratos são
assuntos privados do casal. [...] Historicamente,
o corpo da mulher, de cada uma em particular, e de todas, é tratado como
propriedade dos homens, que se fundamentam na manutenção da supremacia
masculina e na visão de uma sexualidade constituída a partir dessa supremacia.
Trecho do artigo A violência doméstica e sexual contra as mulheres:
algumas reflexões sobre uma questão complexa (Consejo Latinoamericano de
Ciências Socialis – CLACSO), da assessora jurídica do Programa de Apoio às Mulheres Vítimas
de Violência Doméstica e Sexual - Centro das Mulheres do Cabo – PE., Lucidalva Mª do Nascimento.
Veja mais sobre Espera
na Primeira Reunião,
Karl
Marx, Florbela Espanca, Maki Ishii, Licia
Maglietta, João do Pulo, Silvio
Soldini, Arthur Kaufman, Carl Larsson
& Musicoterapia aqui.
Curtindo Gershwin's 'It Ain't
Necissarily So' - performs
the Heifetz arrangement of Gershwin's 'It Ain't Necissarily So' from Porgy and
Bess for her Bachelor's Recital,
da violinista canadense Geneviève Salamone: The One Woman Symphony.
IMAGEM DO DIA
Marcha das Vadias.
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista plástica Nina Kuriloff.
CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital
Musical Tataritaritatá