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quinta-feira, dezembro 03, 2015

O NATAL DE POPÓ COM DENEUVE, BJÖRK, JOSEPH CONRAD, NINO ROTA. VIVIANE, LARS, TEATRO, VIVIANE, MEIMEI & MUITO MAIS!



VAMOS APRUMAR A CONVERSA? O NATAL DE POPÓ - Popó é o papagaio do Doro. Um psicitaciforme piouníneo, mais apropriadamente um Amazona aestiva, com colorido predominantemente verde, encontros das asas vermelhas e a fronte tingida de azul, numa plumagem atraente, brilhante e colorida. Popó? Eita, tagarela! Fala pelos cotovelos. Só vive mexendo com tudo e com todos. Mora ali já desde anos, tendo, segundo dizem, percorrido toda árvore genealógica dos Doros. É um bicho peralta, gosta de dar bicada na cabeça dos desavisados que se insinuam por seu território. Gente, com aquele bico, adunco, curto e bojudo ele proporciona uma dor indesejável em quem quer que seja. Quando não é isso, todo folgadão, num deixa de participar do converseiro familiar. Maior tititi. Para se ter uma ideia, Popó acorda o povo solfejando o hino nacional: pãrã pãrã pãrã pãrã pãrã pãrãaaaaã pãrã… É, na vera. Maior barulhada! E em tempo de copa do mundo, danou-se, aí é que ele se mostra brasileiro da gema, a ponto de se vestir a rigor, com camisa, tênis, calção, boné, todo paramentado de verde-amarelo, e de sair narrando o jogo o dia inteiro, feito locutor endiabrado, principalmente os lances de gol. E os pitacos na hora do jogo? Nossa, parece mais peru que fica dizendo faz assim, faz assado, vai porra, num deixa a peteca cair, desgraçado, vai, vai, vai!… até quando o gol sai e ele ginga solto dando bundacanasca no ar. Brasil!!!!!! - Eita, esse tomou da água de chocalho! -, reclamam costumeiramente. Ninguém vê nada, ninguém ouve nada, só dá ele na cabeça! Maior amostramento. E bote adiantado nisso. - Qualquer dia desses, eu faço esse papagaio ficar mudo! -, ameaça Doro. Outra: não pode ver chuva, ocasião que não dá o menor pio possível e quando alguém constata o seu silêncio, chega lá onde o mudo está e encontra o danado a postos, com máscara, pés-de-pato e respirador, pronto para manobras de sobrevivência. Pode? - Esse é o papagaio mais cheio de munganga, mais cheio de pantim que já vi na vida -, diz Doro mangando da ave. Ôxe, isso não é nada, ele gosta de soltar assobio para as mocinhas e mulheres que passam, dele ficar berrando: - Eita cacarejado bom! Sou bom nisso! Sou bom nisso! Isso sem contar uma paixão platônica por uma cracatua branca da vizinhança e das paqueras insolentes por uma arara doutro quarteirão, que, invariavelmente, levam-no a expressar sua dor-de-cotovelo por canções de roedeira braba. Tome lubrificação de gaia, larari, larará. - Esse Popó é corno, tenho certeza! Vai gostar de brega assim na casa de caixa-pregos, vai! -, mais uma reclamação vinda de alguém. Quando Doro mesmo chega em casa, ele logo diz: - Eita, macacada, chegou o corno-mor! Ôxe, Doro fita o folgado pelo canto do olho, prometendo providências para muito em breve. Ah, ele nem aí. E quando todos se sentam para o café da manhã, ou almoço ou jantar, ele começa o enredo, descobrindo podres de um ou de outro dos ocupantes da mesa. - Esse papagaio deve ser da turma da Candinha, vai gostar de fofoca assim na casa da puta da tua mãe, enredeiro! Nem, nem. Vôte! Mas de quem ele mais tem verdadeira ojeriza é do vizinho: o Jardenildo. Quando o cabra aparece, ele solta maior caboetagem das atitudes salafrárias do desafeto. Tudo isso, porque certo dia, Jardenildo entrou na casa e insinuou que o Popó era viado, porque tinha pra mais de 50 anos e jamais vira dizer que ele havia acasalado qualquer arara, cracatua, periquita ou tuin. - Esse papagaio deve acasalar uma brachola! -, insinuava Jardenildo. - Rapaz, mas num é qui é mermo, parece que esse papagaio quebra na munheca! -, assevera na zombaria o Doro. - Nunca que ouvi dizer que um papagaio pudesse ser tão fresco. Ai, veja o jeitão dele! É ou num é pirobo? - Rapaz, mas num é qui é mermo que ele tem todas as ferramentas!? O quêeeeeee? Popó virou na porra! Ôxe, ingicou-se de ficar imóvel por horas e horas. E o pior: lá prás tantas, o Jardenildo cheio dos quequéos, achou de, ninquém sabe por que razão, pegar o bicho desprevenido e tascar uma dedada no furico dele. Menino, foi aí que ele se indignou e prometeu revide na maior desforra. Hum, ficou invocado de formas a não querer jamais dirigir a palavra pro apaideguado. E lá se vai tempo, remoendo, remoendo. Dia desse finalmente chegara o natal, Popó lá, solto: “Jingle bell, jingle bel, acabou papel, não faz mal, não faz mal, limpe com meu pau!”. O bicho era desbocado mesmo. Parodiava as músicas natalinas com insinuações sacanas de fudelança e cornagem na redondeza. Não escapava ninguém. Depois dele soltar meio mundo de insulto, Doro arretou-se, já alterado pela carraspana, pegou Popó pelo gogó, deu-lhe uns bregues e fez com que ele bebesse aguardente. Destá, hã! Popó fez ar de maior repugnância, mas, no frigir dos ovos, gostou. Gostou tanto que até hoje cultiva o hábito de se aventurar numa cachaçada boa, enrolando a língua e soltando lorota à toa. Pois bem, foi nesse natal que ele sentiu que podia se vingar de quem guardava maior rancor. E foi, vez que lá pras tantas chega Jardenildo mostrando algo. - Doro, vê só o presente que papai Noel me deu! -, era Jardenildo não se contendo de felicidade. - Rapaz, isso foi papai Noel que deu, foi? - Foi, rapaz. - Tu tem certeza? - Tenho. Minha mulher agarantiu que papai Noel deixou isso lá em casa para mim. - Rapaz…. - Verdade. Eu confio na minha mulher. Ela é a mais honesta do mundo. - Rapaz…. - Tá duvidando da honra da minha mulher, é? Se ela disse que foi papai Noel, disse por que foi! Pronto! Aí Popó se vingou: - A-há! Esse papai Noel é um sujeito pintudo que dá uns amasso na madame mulher dele, toda vez que ele não tá em casa. O cara é só socavando nela. Pronto. Não tá mais aqui quem falou, câmbio, desligo! Bum!!!!! Era uma vez… E veja mais aqui.


Imagem: Female nude, do artista plástico inglês William Etty (1787-1849). Veja mais aqui.

 Curtindo os álbuns The Film Music of Nino Rota & The Essential Nino Rota Film Music Colletion, com as música para o cinema do compositor italiano Nino Rota (1911-1979).

ELAS NÃO SABEM O QUE DIZEM – Na obra Elas não sabem o que dizem: Virginia Woolf, as mulheres e a psicanálise (Zahar, 1999), da psicanalista francesa de origem neerlandesa, Maud Mannoni (1923-1998), destaco os trechos: [...] A família do século XIX acabou. A de hoje se funda no contrato social imaginado por Rousseau para a vida política; repousa sobre um “estar junto”, respeitando a vida profissional da mulher, associando pai e mãe na responsabilidade da educação dos filhos. [...] Não há como evitar: a mulher, como mãe, encontra-se na origem da guerra dos sexos que ocorre no inconsciente dos homens. Em nome da mãe excessivamente presente e do pai ausente, ela está também na origem da relação de ódio-amor que as mulheres têm entre si mesmas. Sua função de educadora é sempre marcada por ter mãe demais ou de menos. O pai, paradoxalmente, se beneficia em estar menos presente: é assim mais facilmente idealizado. O lugar simbólico que lhe é atribuído não depende da importância que a mãe lhe dá, em sua fala? O pai presente na fala da mãe – foi a isso que Lacan nos tornou atentos. Mas, se ele não está suficientemente presente como referente na fala da mãe, é mais uma vez esta que será acusada! Não fomos nós que fabricamos esse homem misógino, autoritário, talvez um pouco condescendente em relação às mulheres quando simplesmente não as despreza? Essa teia de aranha da qual ele quer escapar, para, quando adulto, prender nela a mulher, não se teceu sem que as próprias mães soubessem? A divisão sexual das tarefas, a proibição do incesto, a união reconhecida dos casais (casados ou concubinos) são o próprio fundamento da estrutura social. Daí resultam atores sociais (homens e mulheres) e uma relação que se traduz por uma desigualdade vivida, embora, no Ocidente, se tenda cada vez mais para uma “igualdade dos sexos”. [...] Veja mais aqui e aqui.

O CORAÇÃO DAS TREVAS – No livro O coração das trevas (Estampa 2000), do escritor polonês radicado na Inglaterra, Joseph Conrad (1857-1924), destaco o trecho: A Nellie, chalupa de recreio, rodou à volta da âncora sem panejar as velas, e ficou imóvel. A maré enchia quase sem vento, e com o seguíamos rio abaixo só nos restava fundear à espera da viragem. O estuário do Tamisa rasgava-se como a boca de um canal interminável. Céu e mar uniam-se ao largo, sem traço de separação, e as velas crestadas das barcaças, a subirem com a maré, pareciam imobilizar-se no espaço luminoso como fardos de lona muito tensa, vermelhos, onde luzia o verniz dos mastros. As margens baixas corriam para o mar e sobre elas carregava uma névoa diluída na planura. O ar estava sombrio acima de Gravesend, e mais longe parecia condensar-se numa treva desolada que pesava, imóvel, sobre a mais vastae grandiosa cidade do mundo. O diretor da Companhia era nosso capitão e anfitrião. De costas, com os olhos postos no mar, a nós quatro inspirava simpatia. Em todo o rio nada havia mais náutico do que ele. Tinha ar de piloto de barra, o que entre marinheiros quer dizer confiança personificada. Era difícil admitirmos que a sua profissão deixasse de chamá-lo ali, ao luminoso estuário, e o não levasse longe, para enigmáticas sombras. Eu já disse noutro lado que a todos nos ligava o laço do mar. Em largos períodos de afastamento mantinha unidos os nossos corações, mas, além disso, garantia a tolerância mútua que devemos às nossas histórias - ou mesmo certezas. O advogado - o melhor dos camaradas – era homem com tantos anos e virtudes que lhe dávamos direito à única almofada e a estender-se no único tapete do convés. O contabilista já tinha à frente a caixa do dominó e divertia-se a fazer construções com pedras de osso. Marlow, esse estava à popa com as pernas cruzadas e encostado ao mastro da catita. Era um homem de rosto cavado, tez lívida e tronco hirto. Com ar ascético de ídolo. [...]. Veja mais aqui.

A VOZ, A POESIA & VÍDEOS – Como sinal de gratidão e indispensável homenagem, fiz uma reunião parcial do trabalho da queridamada poeta e radialista Meimei Corrêa no Blogagenda. Lá estão os poemas dela recitados por ela mesma, os meus poemas na voz dela, as canções de parcerias dela e as que fiz pra ela e os meus poemas recitados por mim e dedicados pra ela, todos já incluídos no meu canal do YouTube, relacionados nessa seleção do excelente trabalho por ela desenvolvido. Ela além dessa atividades edita o maravilhoso blog Baú deIlusões, no qual ela reúne todo o seu trabalho literário e demais atividades. Entre os poemas que ela a mim dedicou, destaco Ser teu amor: Ser teu amor é mais que renascer Para a vida que antes não me sorria É sonhar, ser livre, ter paz, viver Sou tão feliz por ser tua alegria Ser teu amor faz da vida um encanto Que acolhe a poesia dos meus segredos Tu me afagas, secas meu pranto E arrancas do meu ser todos os medos Ser teu amor faz de mim tua musa Faz de mim paixão debaixo da blusa E toda a explosão no meu coração Ser teu amor é brilhar no sorriso Que me vem de ti e o que mais preciso Se seguimos juntos nessa emoção. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

A PEÇA DE TEATRO – No livro Teatro (Fename, 1980), da escritora e dramaturga Maria Clara Machado (1921-2001), encontro o texto A peça de teatro, o qual destaco: As histórias passadas no teatro são chamadas de peças de teatro e o lugar onde se passam essas histórias chama-se palco. Para haver teatro é preciso uma história, alguns atores para representar e um palco. O palco pode ser daqueles que se veem comumente nos teatros com cortina e cenários e pode ser também qualquer lugar onde haja espaço para se representar. Uma sala grande ou um tablado armado no meio de um terreno, tudo isso pode servir para se representar uma peça. Como é que se começa a fazer uma peça de teatro? depois que ela foi escrita pelo dramaturgo (escritor de peças de teatro), o diretor da peça reúne os atores para distribuir os papeis. Então ele escolhe os atores e atrizes que vão representar a peça. Aí começa um trabalho muito difícil. É o estudo da história pelo diretor e pelos atores para se entender o que a história quer contar. Todos se sentam em volta de uma mesa, cada um com um texto na mão e começam a ler seus papeis enquanto o diretor vai descobrindo a significação de tudo. E ele sabe a significação de tudo? Bem, ele tem mais experiência que os atores e procura, ouvindo a história, descobrir por que um personagem (personagem são as pessoas da peça) faz isto ou aquilo. Por exemplo: se um personagem chamado João diz para sua irmã que se chama Maria “Vamos fugir de casa” o diretor e os atores têm que descobrir se João está brincando, se está falando sério, se quer mesmo fugir porque está infeliz, etc. Só depois de descobrir estas coisas é que os atores começam a se movimentar. Depois de estudar o texto, então eles vão para o palco. [...] Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


DANCER IN THE DARK – O drama musical Dancer in the Dark (Dançando no escuro, 2000), dirigido e roteirizado pelo cineasta dinamarquês Lars von Trier, é o terceiro da trilogia composta pelos filmes Ondas do destino e Os idiotas. O filme se passa nos Estados Unidos, no ano de 1964, e a protagonista, uma imigrante tcheca que se mudou para aquele país com seu filho, aluga um trailer na propriedade do policial local e sua esposa, onde vive muito humildemente. Para sobreviver, trabalha em uma fábrica de indústria metalúrgica pesada com sua melhor amiga. O que ninguém sabe é que uma delas sofre de uma doença hereditária degenerativa que está lhe ocasionando uma rápida cegueira progressiva. Por este motivo, ela guarda cada centavo em uma lata em sua cozinha para custear uma operação que evite que seu filho sofra do mesmo destino. O destaque do filme é duplo: primeiro, para a sempre bela atriz francesa Catherine Deneuve e, em segundo para a protagonista, a cantora e compositora islandesa Björk, que compôs e gravou a trilha sonora em um dos seus álbuns, Selmasongs. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do escultor francês Étienne-Maurice Falconet (1716-1791).
Veja mais aqui.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à poeta, filósofa, psicóloga e psicanalista capixaba, Viviane Mosé. Veja aqui e aqui.

quinta-feira, abril 30, 2015

WILHELM REICH, EVA IBBOTSON, LORCA & DUKE ELLINGTON

 


A SOLIDÃO DE REICH - Nascido duma família judia abastada numa pequena aldeia da Galícia, em Dobzau, havia se mudado para uma fazenda em Jujinetz, para educa-lo estritamente em alemão, onde passou toda infância e, aos onze anos, teve sua primeira experiência sexual com uma criada. Foi por este tempo que seu pai descobriu o adultério, uma tragédia familiar que levou sua mãe ao suicídio. Pouco tempo depois, seu pai falece vitimado de tuberculose. Estava ele e o irmão desamparados na fazenda que foi, logo em seguida, invadida e completamente destruída pelos russos durante a primeira guerra grande. Ele então arruinado foge para Viena, alistando-se no exercito austríaco para se tornar oficial servindo na frente italiana. Findada a guerra, volta para as dificuldades de Viena, ingressando no curso de Direito e transferindo-se imediatamente para Medicina. Aquele jovem superdotado conheceria Freud, com quem dividiu seus interesses pelas mais diversas áreas científicas. Formou-se para fazer uma pós-graduação que o integrou a Sociedade Psicanalítica de Viena, da qual se desligaria 6 anos depois. Foge da Alemanha forçado pelo nazismo, mudando-se para Oslo e, de lá, pros Estados Unidos, para criar o seu instituto de estudos e realizar muitas das suas pesquisas, criando a Orgonomia, publicando livros sobre a função do orgasmo, a biopatia do câncer, a análise do caráter, a revolução sexual, as massas do fascismo, o assassinato de Cristo, Zé Ninguém, Deus e o diabo. Por sua atuação se tornou uma personagem controversa, amado e odiado ao mesmo tempo, influenciou escritores e cientistas, violou tabus psicanalíticos, desconheceu os limites das áreas científicas, foi boicotado por provocar controvérsias e, por isso, sofreu perseguições e preconceitos, incompreendido e amaldiçoado, resultando ser investigado pela Food and Drug Administration, acusado de charlatanismo, perseguido por democratas e republicanos estadunidenses, expulso do Partido Comunista e do círculo de psicanalistas, processado e aprisionado por fraude de primeira magnitude, tendo sua obra apreendida e queimada por ordem judicial. Enfrentou a todos com o vigor do seu pensamento e independência perante as instituições repressivas do seu tempo. Condenado, ele morreu na prisão de ataque cardíaco, tomado pelos dissabores amargos de sua vida agitada. Veja mais abaixo e mais aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Somente a libertação da capacidade natural de amar nos seres humanos pode dominar sua destrutividade sádica... O direito do homem de saber, de aprender, de indagar, de cometer erros genuínos, de investigar as emoções humanas deve, por todos os meios, ser garantido, se a palavra "liberdade" for mais do que um slogan político vazio... Pensamento do psiquiatra, sexologo, psicanalista, biologo e físico austríaco Wilhelm Reich (1897-1957), que na sua obra Escute, Zé Ninguém (Martins Fontes, 2001), ele expressa que: [...] Resultou da luta interior de um cientista e médico que, durante décadas, passou pela experiência, a princípio ingênua, depois cheia de espanto e, finalmente, de horror, do que o Zé Ninguém, o homem comum, é capaz de fazer de si próprio, de como sofre e se revolta, das honras que tributa aos seus inimigos e do modo como assassina os seus amigos. Sempre que chega ao poder como “representante do povo”, aplica-o mal e transformado em qualquer coisa ainda mais cruel do que o sadismo que outrora suportava por parte dos elementos das classes anteriormente dominantes. Escuta, Zé Ninguém! representa uma resposta silenciosa à intriga e à difamação. Ao ser escrito, ninguém podia compreender que certas entidades governamentais com missão de proteger a saúde pública fossem capazes, em conluio com politiqueiros, de atacar o trabalho de investigação do Instituto Orgone. [...] Chamam-te “Zé Ninguém!” “Homem Comum” e, ao que dizem, começou a tua era, a “Era do Homem Comum”. Mas não és tu que o dizes, Zé Ninguém, são eles, os vice-presidentes das grandes nações, os importantes dirigentes do proletariado, os filhos da burguesia arrependidos, os homens de Estado e os filósofos. Dão-te o futuro, mas não te perguntam pelo passado. Tu és herdeiro de um passado terrível. A tua herança queima-te as mãos, e sou eu que to digo. A verdade é que todo o médico, sapateiro, mecânico ou educador que queira trabalhar e ganhar o seu pão deve conhecer as suas limitações. Há algumas décadas, tu, Zé Ninguém, começaste a penetrar no governo da Terra. O futuro da raça humana depende, à partir de agora, da maneira como pensas e ages. Porém, nem os teus mestres nem os teus senhores te dizem como realmente pensas e és, ninguém ousa dirigir-te a única crítica que te podia tornar apto a ser inabalável senhor dos teus destinos. És “livre” apenas num sentido: livre da educação que te permitiria conduzires a tua vida como te aprouvesse, acima da autocrítica. [...] És grande, Zé Ninguém, quando cantas as antigas canções do teu povo ou danças ao som do acordeão, porque os cantos do povo são pacíficos, e são-no em todos os lugares do mundo. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Quero viver como a música soa... As sombras são lugares frescos e tranquilos para aqueles cujas mentes estão abarrotadas de tesouros... Só porque nunca fizemos isso não significa que não podemos fazer... Pensamento da escritora austríaca Eva Ibbotson, autora da obra The Secret of Platform 13 (Viking, 1999), na qual expressa: […] É verdade que aventuras são boas para as pessoas mesmo quando elas são muito jovens. Aventuras podem entrar no sangue de uma pessoa mesmo que ela não se lembre de tê-las vivido. [...]. Ján a sua obra A Countess Below Stairs (Speak, 2007), ela escreve que: […] Quando estiver triste saia de casa. É sempre melhor debaixo do céu aberto. [...]. Por fim expressa na sua obra A Company of Swans (Macmillan, 2008) que: […] A solidão ensinou que sempre havia alguém que compreendia — mas muitas vezes essa pessoa estava morta e em um livro. [...].

 

COMO VEIO A PRIMEIRA CHUVA – Na reunião de histórias denominadas O gênese africano (Cultrix, 1962), encontrei a lenda Como veio a primeira chuva: Uma vez, há muito tempo, nasceu uma filha a Obassi Osaw e um filho a Obasi Nsi. Quando ambos chegaram à idade de casar, Nsi mandou uma mensagem e disse: - Troquemos os filhos. Eu te mandarei meu filho para que despose uma das tuas jovbens e tu manda-me tua filha para que seja minha mulher. Obasi Osaw aceitou. Assim o filho de Nsi foi para o céu, levando consigo muitos e belos presentes e Ara, a jovem do céu, veio ficar cá embaixo, na terra. Com ela viera sete escravos e sete escravas, que o pai lhe deu, para que trabalhassem para ela, e assim ela não fosse obrigada a fazer nada. Um dia, de manhã cedo, Obasse Nsi disse à nova esposa: - Vai trabalhar na minha fazenda! Ela respondeu: - Meu pai deu-me os escravos para trabalharem por mim. Por isso manda-os a eles. Obassi Nsi se irritou e disse: - Não ouviste eu dar-te as minhas ordens? Tu mesma tens de trabalhar na minha fazenda. Quanto aos escravos, eu lhes direi o que eles têm de fazer. A moça foi, se bem que de má vontade e quando voltou à noite, mal se aguentando em pé, Nsi disse-lhe: - Vai imediatamente ao rio e traz água para todos. Ela respondeu: - O trabalho na fazenda me deixou exausta. Os meus escravos não poderão, pelo menos, fazer isso, enquanto eu descanso? Nsi recusou novamente e a empurrou para fora e ela andou muitas vezes de um lado para outro com as bilhas pesadas. Quando caiu a noite, não tinha ainda acabado. Na manhã seguinte, Nsi mandou-a fazer serviços ainda mais humildes e durante o dia inteiro a fez trabalhar, cozinhar, ir buscar água, acender o fogo. Também naquela noite ela estava cansadíssima, quando finalmente pôde dormir. Na madrugada do terceiro dia, Nsi disse-lhe: - Vai cortar lenha e traz-me um feixe grande. – Ora, a moça era hovem e não estava acostumada a trabalhar, por isso, enquanto caminhava chorava e chorava ainda quentes lágrimas, quando voltou com o seu pesado fardo. Apenas Nsi a viu entrar chorando, a chamou: - Vem aqui e deita-te a meus pés... Quero envergonhar-te na presença de toda a minha gente... Então a moça chorou ainda mais amargamente. Não lhe deram de comer até ao meio-dia do dia seguinte e mesmo então não lhe deram o bastante. Quando ela acabou de comer, Nsi lhe disse: - Vai e traz-me um grande punhado de erva para estontear os peixes. A moça foi para o bosque a procurar a planta, mas quando entrava na mata, um espinho lhe entrou no pé. E ela ficou caída por terra, sozinha. Durante todo o dia ali ficou sofrendo, mas depois do pôr do sol começou a sentir-se melhor. Levantou-se e conseguiu arrastar-se, coxeando, até casa. [...] Dali a pouco um dos escravos desceu até ao rio. Perguntou-lhe: - Mandaram-te esta madrugada buscar água. Por que não voltaste para casa? A jovem respondeu: - Não voltarei. [...] Pôs-se então, a procurar a estrada por onde Obassi Osaw a mandara para a terra. Chegou a uma árvore muito alte e viu que dela pendia uma longa corda. Disse para si mesma: “É esta a estrada por onde meu pai me mandou”. Agarrou a corda e começou a trepar nela. Não chegara ainda à metade do caminho e já se sentia muito cansada e seus suspiros e suas lágrimas subiam até ao reino de Obassi Osaw. Parou a meio do caminho e descansou um pouco. Depois recomeçou a subir.Depois de muito tempo, chegou ao cimo da corda e encontrou-se nos limites do país de seu pai. Chorando sempre, sentou-se aqui, quase morta de cansaço. [...] Obasse ouviu, mas não podia crer, contudo disse: - Toma dez escravos e, se por acaso, como dizes, encontrares minha filha, trá-la para casa. [...] Quando os membros da associação Angbu deceparam as orelhas do filho de Obassi Nsi, levaram-nas a Obassi Osaw e abandonaram o rapaz na estrada que conduz à terra, como fora condenado. [...] O rapaz avançava, meio cego pela chuva e, enquanto caminhava, pensava: “Obasi Isaw pode fazer-me o que quiser. Até agora nunca fez nada de mal. Somente por culpa da crueldade do meu pai, tenho de suportar tudo isto”. Assim as suas lágrimas se juntaram às de Ara e caíram sobre a terra, sob a forma de chuva. Até aquele momento nunca, sobre a terra, havia caído chuva. Caiu a primeira vez, quando Obassi Osaw fez desencadear aquele vento forte que arrastou o filho do seu inimigo. Veja mais aqui, aquiaqui.

Imagem: Cartografia íntima, nº 35, da artista visual mexicana Tatiana Parcero.

Ouvindo no Dia Internacional do Jazz o álbum Such Sweet Thunder (Columbia/Legado, 1957), do compositor, pianista de jazz e líder de orquestra estadunidense Duke Ellington – The Duke (1899-1974), inspirado na obra de William Shakespeare.

O VOO DA MULHER & MULHERES NO MUNDO – o Dia Internacional da Mulher é comemorado no dia 08 de março; o Dia Nacional da Mulher é comemorado hoje, todo dia 30 de abril. Para mim, já há alguns anos, adotei o pensamento e ação de que, no final das contas, não são apenas dois dias para se comemorar a trajetória da mulher na história da humanidade e, sim, advogo a ideia de que Todo dia é dia da mulher. E assim faço, afinal, todo dia é dia de reconhecer a importância da mulher na construção da humanidade. E aproveito o ensejo dessa data comemorativa para, ao mesmo tempo, homenagear a todas as mulheres de forma ampla e generalizada e, por tabela, dedicar este espaço, também, ao reconhecimento do trabalho determinado, da dedicação, da parceria, da persistência e perseverança, da comunhão de sonhos e desejos desempenhados pela querida Meimei Corrêa ao longo dos últimos anos, seja na convivência diária, nas campanhas e promoções, no trabalho desenvolvido na programação do Projeto MCLAM, na atualização do seu sensacional Baú de Ilusões – o amor leva à vida, com a sua disposição em divulgar novos e consagrados talentos e em difundir além da arte, o amor e a valorização do ser humano. Aqui a minha homenagem e minha eterna gratidão. Veja mais aquiaquiaqui e aqui.

TERRA DOS ADORADORES DE CABRAS – No Dicionário de lugares imaginários (Tinta-da-China, 2013), do historiador e escritor italiano Gianni Guadalupi (1943-2007) e do escritor argentino Alberto Manguel, trata de lugares tais como O País das Maravilhas, de Lewis Carrol e a Eudoxia, de Ítalo Calvino, tornando-se uma pequena enciclopédia de cidades, reinos e referencias geográficas que só existem na imaginação. Nela encontrei a Terra dos adoradores de cabras, a qual trata de uma: vasta planície delimitada por uma cordilheira de montanhas no sudeste da Rússia. É parcialmente coberta de pinhais e de cabanas primitivas feitas de ramos e juncos, algumas agrupadas em aldeias rudimentares, outras disseminadas entre os pinheiros. O único mobiliário das cabanas são esteiras de juncos. Os Adoradores de Cabras são primitivos e vestem‑se com peles de cabra. No entanto, usam lanças com pontas de ferro e machados de metal, que sugerem ter estado em contacto com raças mais sofisticadas. São afáveis e hospitaleiros, sempre dispostos a partilhar com os visitantes a sua parca dieta de leite, carne seca e queijo. Quando chegam desconhecidos, os chefes de família tiram à sorte com seixos pretos e brancos. Aqueles que tiram seixos pretos do toucado do chefe dão aos desconhecidos uma cabra que lhes fornecerá leite e mandarão as mulheres dormir com eles. Recusar esse favor é um insulto grave e tanto as mulheres como os maridos ficarão profundamente ofendidos. Se os visitantes permanecerem durante um período longo, outras mulheres casadas substituirão as primeiras. A língua dos Adoradores de Cabras é áspera e gutural, semelhante ao coaxar das rãs. A felicidade manifesta‑se emitindo gritos e uivos penetrantes e são usados gritos semelhantes para expressar encorajamento e gratidão. Quando os desconhecidos levam as mulheres para as cabanas, os homens reúnem‑se no exterior e emitem brados de encorajamento e de felicidade. Como resposta a uma manifestação de gratidão, cospem no rosto do seu interlocutor reconhecido e depois limpam‑lhe a cara com as barbas. De vez em quando, os Adoradores de Cabras desfilam até à floresta, conduzidos por homens armados e seguidos de quatro mulheres que levam ao colo filhos pequenos. As crianças são coroadas com folhas. Depois, pintam‑lhes os corpos e esventram‑nas ritualmente em frente de um grande carneiro, enquanto o povo observa, ajoelhado com devoção. Veja mais aquiaqui.

A CASA DE BERNARDA ALBA – O drama de três atos A casa de Bernarda Alba (1936), que juntamente com os textos Bodas de Sangue (1933) e Yerma (1934), é a terceira peça teatral da trilogia de dramas folclóricos do escritor e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca (1898-1936). A peça se passa no interior da casa da matriarca dominadora com suas cinco filhas em um povoado no interior da Espanha, sob pesado luto de oito anos, submetendo-se a todos à reclusão de janelas fechadas. Dela destaco o trecho do segundo ato: (A Criada limpa. Soam os sinos.) CRIADA (Elevando o canto.) – Blim, blim, blão. Blim, blim, blão. Que Deus lhe tenha perdoado! MENDIGA (Com uma meninazinha.) – Louvado seja Deus! CRIADA Blim, blim, blão. Que espere por nós muitos anos! Blim, blim, blão. MENDIGA (Forte e com certa irritação.) – Louvada seja Deus! CRIADA (Irritada.) – Para sempre! MENDIGA Venho para levar as sobras. (Cessam os sinos.) CRIADA Pois podes ir. As de hoje são para mim. MENDIGA Tu tens quem ganhe para dar-te, mulher. Eu e minha filha estamos sós! CRIADA Também os cães estão sós, e vivem. MENDIGA Sempre me dão as sobras. CRIADA Fora daqui! Quem lhes disse que entrassem? Já me deixaram as marcas dos pés no chão. (Vão-se. Põe-se a limpar.) Chão polido com azeite, armários, pedestais, camas de ferro, para que bebamos fel as que como nós vivemos em choupanas, com um prato e uma colher. Espero em Deus que nem um só de nós fique para semente. (Voltam a soar os sinos.) – Sim, sim, venham clamores! Venha o caixão com fios dourados e coberto com enfeites de luto para o levar! Como estás agora, estarei eu um dia! Amofina-te, Antônio Maria Benavides, esticado na tua roupa nova, com as tuas botas perfeitas! Amofina-te! Já não voltarás a me levantar as saias atrás da porta do curral! (Pelo fundo, de duas em duas, começam a entrar Mulheres de Luto, com grandes lenços, vestidos de cauda e leques pretos. Entram lentamente até encher a cena. A Criada rompe os gritos.) – Ai! Antônio Maria Benavides, que já não verás estas paredes, nem comerás o pão desta casa! Fui a que mais te quis bem entre aquelas que te serviram. (Desgrenhando-se.) – E hei de viver depois de teres partido? Hei de viver? (Acabam de entrar as duzentas Mulheres e aparecem Bernarda e suas cinco Filhas.) BERNARDA (Para a Criada.) – Silêncio! CRIADA (Chorando.) – Bernarda! BERNARDA Menos gritos e mais obras. Devias ter procurado limpar mais tudo isto para receber o cortejo. Vai-te. Não é este o teu lugar. (A Criada se vai chorando.) – Os pobres são como os animais; parecem feitos de outras substâncias. 1 ª MULHER Os pobres também têm seus sofrimentos. BERNARDA Mas logo esquecem diante de um prato de grãos-de-bico. MOÇA (Com timidez.) – Comer é preciso para viver. BERNARDA Na tua idade não se fala diante das pessoas mais velhas 1 ª MULHER Cala-te, menina. BERNARDA Nunca deixei que ninguém me desse lições. Sentem-se. (Sentam-se. Pausa. Forte.) – Não chores. Madalena. Se queres chorar, vai para debaixo da cama. Ouviste? 2 ª MULHER (A Bernarda.) – Já iniciaste os trabalhos na eira? BERNARDA Ontem. 3 ª MULHER O sol está que nem chumbo. 1 ª MULHER Faz anos não sinto um calor igual. (Pausa. Todas se abanam) [...].Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui e aqui.

PÉTALAS DO SILÊNCIO - A poeta, advogada e administradora pública e de empresas – especializada em Administração Pública, Rosângela Lopes Bezerra – ou simplesmente Rô Lopes, é também especialista em direito civil, processual civil, direito eleitoral e direito do consumidor. Ela é membro da Academia Itapirense de Letras e Artes (AILA), tem textos publicados na antologia Alimento da Alma e reúne seus trabalhos literários no Recanto das Letras e no blog Art Pop. Entre seus versos, destaco inicialmente Pétalas do silêncio: Como o despetalar das flores ao vento / As horas passam lentas... Silenciosas... / Meu quarto – um mundo! / Um céu de estrelas / espargindo luz cor de rosa / As plumas se perderam na imensidão / As brumas emudeceram / O sol tornou-se frio de repente / A lua se escondeu na nuvem de algodão / Os vaga-lumes comandam a noite / Tem espasmos de prata no chão / Há um lago onde os cisnes repousam / Dentro do meu céu! / Eu na cama entre cetim rubro / Exalo perfume como rosas ao léu / Os pássaros não cantam... Dormitam / A volúpia tomou conta do ambiente / um vulto surge na penumbra / Silhueta misteriosa que mal conheço / Aconchego-me na brisa carinhosa / a espera do beijo desejado / O silêncio cada vez mais lento / Nem ouço meu respirar... / Foi ele quem chegou... / Faceiro... / Como flocos de neve / A me beijar./ Eu... Uma chama viva / Uma felina... Com jeito de menina / Serpenteando como quem fascina / Começamos a delirar... / Silêncio! / Deixe nosso corpo expressar... / Ah! Também o seu Divagando Ternura merece destaque: Elevei meus olhos / Que divagaram pelo infinito / Tentando inspirar de / Uma única vez / Toda ternura das estrelas / Fui tocada por sublime / Brisa com perfume de / Alecrim / E envolta no clarão da lua / Entreguei-me ao momento / Que eternizou em / Minutos sem fim / Tão amada senti... / Que a solidão que / Tanto atormenta / Junto ao pássaro / Do amor que acalenta / Desfrutou deste / Carinho junto a mim. Por fim, o seu Vem: Eu / Solto / O grito / O desejo / Conquista-me / Aperta-me entre lábios / Beija-me com tuas mãos / Saboreia-me com os olhos / Ama-me com o pensamento / Possui-me com o teu corpo! / Ansiosa espera esta menina por ti / Ela precisa se sentir mulher... Espero... / Vem! Veja mais aqui e aqui.

DOGVILLE – O filme Dogville (2003), escrito e dirigido pelo cineasta dinamarquês Lars von Trier, faz parte da trilogia EUA Terra de Oportunidades, com sequencia Manderlay e Washington. Dividido em dez partes por um prólogo e nove capítulos, desenvolve sua trama em pequena cidade estadunidense Dogville, na época da grande depressão, contando a história de um escritor que protela a escrita do seu livro, passar a pregar sermões sobre o rearmamento moral, quando conhece a bela jovem Grace que é fugitiva de gangsters. Surge então um romance escondido entre ambos, até que a polícia aparece com cartazes com o retrato dela como procurada. A população não a entrega, mas passa a escravizá-la, retratando pessoas cruéis, egoístas, mesquinhas e arrogantes. Destaque para o papel desempenhado pela premiada e belíssima atriz e produtora de cinema australiana Nicole Kidman. Veja mais aqui, aqui, aquiaqui e aqui.


IMAGEM DO DIA
Sex-shop (2003), do cartunista Caco Galhardo.


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O direito à informação e qual informação, A formação social da mente de Lev Vygotsky, O retrato do Dorian Gray de Oscar Wilde, a poesia de Manuel Bandeira, a pintura de Vincent van Gogh & a música de Gonzaguinha aqui.

E mais:
O desditoso amor de Tomé & Vitalina aqui, aqui, aqui e aqui.
As funduras profundas do coração de uma mulher, A arte de amar de Erich Fromm, a música de Claude Debussy & Isao Tomita, a poesia de Paul Verlaine & Ledo Ivo, a pintura de Fabius Lorenzi, a arte de Cornelia Schleime & Lula Queiroga aqui.
Fonte, Mal-estar na civilização de Sigmund Freud, O jardineiro do amor de Rabindranath Tagore, O homem que calculava de Malba Tahan, Escritos loucos de Antonin Artaud, Amem de Costa-Gavras, a música de Fátima Guedes, a pintura de Vincent van Gogh, Cia de Dança Lia Rodrigues & Brincarte do Nitolino aqui.
Mulheres de Charles Bukowski, a poesia de Konstantínos Kaváfis, O entendimento humano de David Hume, O sentido e a máscara de Gerd Bornheim, a literatura de Gonzalo Torrente Ballester, a música de Brahms & Viktoria Mullova, o cinema de Imanol Uribe, a pintura de Monica Fernandez, Academia Palmarense de Letras (APLE), Velta & Emir Ribeiro aqui.
A paixão avassaladora quando ela é a terrina do amor & a pintura de Julio Pomar aqui.
A síndica dos seios oníricos, a fotografia de Luis Mendonça & Tataritaritatá no Palco Aberto aqui.
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Fecamepa: quando a coisa se desarruma, até na descida é um deus nos acuda aqui.
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Aurora Nascente de Jacob Boehme, A teoria quântica de Max Planck, A megera domada de William Shakespeare, a música de Pixinguinha, a pintura de Marcel René Herrfeldt, Bowling for Columbine de Michael Moore, a arte de Brigitte Bardot, a Biopoesia de Silvia Mota & PEAPAZ aqui.
Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, A trilha dos ninhos de aranha de Ítalo Calvino, Mademoiselle Fifi de Guy de Maupassant, A mandrágora de Nicolau Maquiavel, A paixão selvagem de Serge Gainsbourg & Jane Birkin, a arte de Maria de Medeiros, a música de Cole Porter, a pintura de Odilon Redon, Quasar Cia de Dança & Sopa no Mel de Ivo Korytowski aqui.
A lenda do açúcar e do álcool, História da Filosofia de Wil Durant, Educação não é privilégio de Anísio Teixeira, Não há estrelas no céu de r João Clímaco Bezerra, a música de Yasushi Akutagawa, a pintura de Madison Moore, o teatro da lenda da Cumade Fulôsinha & o espetáculo de dança Bem vinda Maria Flor aqui.
Cruzetas, os mandacarus de fogo, Concepção dialética da História de Antonio Gramsci, O escritor e seu fantasma de Ernesto Sábato, Sob o céu dos trópicos de Olavo Dantas, a pintura de Eliseo Visconti, a fotografia de Rita-Barreto, a ilustração de Benício & a música de Rosana Sabença aqui.
O passado escreveu o presente; o futuro, agora, Estudos sobre Teatro de Bertolt Brecht, A sociolingüística de Dino Preti, Nunca houve guerrilha em Palmares de Luiz Berto, a música de Adriana Hölszky, a escultura de Antonio Frilli, a arte de Thomas Rowlandson, a pintura de Dimitra Milan & Vera Donskaya-Khilko aqui.
O feitiço da naja, Sistema de comunicação popular de Joseph Luyten, Palmares e o coração de Hermilo Borba Filho, a poesia de Mário Quintana, o teatro de Liz Duffy Adams, a música de Vanessa Lann, a fotografia de Joerg Warda & Luciah Lopez aqui.
A rodagem de Badalejo, a bodega de Água Preta, O analista de Bagé de Luis Fernando Veríssimo, O enredo de Samira Nahid Mesquita, O teatro de Sábato Magaldi, a música de Meredith Monk, Pixote de Hector Babenco, a arte de Vanice Zimerman, a pintura de Robert Luciano & Vlaho Bukovac aqui.
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