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quarta-feira, agosto 26, 2020

CORTÁZAR, EDUARDO GALEANO, AGRIPPINA VAGANOVA, APOLLINAIRE & MARACATU


DIÁRIO DO GENOCÍDIO NO FECAMEPA – UMA: SABE AQUELA... ANDANÇAS, ERRÂNCIAS... - Não há outra coisa a fazer do que rever o feito diante do futuro que só tenho neste exato momento, ou nenhum. Ou seja, ruminar o que fiz ou deixei de fazer. Sei, a primeira vez que larguei o pé no mundo, não lembro, acho, aos dez anos: bigodinho precoce segurando a venta sobre os beiços, uma baforada contra o vento, uma espiada pela fresta da porta de uma delas, uma lapada de dois dedos no copo, era tudo que não podia e coragem no gole, vontade além da conta – era a minha contribuição para sobrecarga da Terra. Fiz e refiz, peito estufado, menino-homem, ah, se era. Fui e tantas vezes regressei dali em diante, andejo, nariz empinado em qualquer direção, carregado de lembranças e sonhos, estrada afora, jornada de muito, até agora. Nesse curso, bem lembrou Julio Cortázar: Cada vez irei sentindo menos, e, recordando mais. A memória é um espelho que mente de forma escandalosa. Fabulação à toa, aos montes, contei no amiudado do tempo corrido, e ele também me falou das andanças de dedos na caneta pro papel: Escrever é uma luta contínua com a palavra. Um combate que tem algo de aliança secreta. De fato, rabiscos e reminiscências, outras tantas garatujas de rememorações. Acabei de crer: sou um sujeito de esquecimentos e recordações involuntárias, parece mais corda repassando fatos uns por sobre outros, imagens tantas do que fui e nem sou mais, vou nessa, muita trilha pra tirar.


DUAS PASSADAS, CAMINHOS, PARAGENS... - Quanta estrada, abundantes histórias, de umas e outras inventadas, quantos envultamentos, maiores assombrações. Oriunda das crendices, coisas que foram ficando, e no meio de algumas delas identificadas patranhas emergentes. Na maior parte, metáforas cuspidas da sabedoria. Disso Eduardo Galeano me disse: Os contadores de história, os contadores de história, só podem contar enquanto a neve cai. A tradição manda que seja assim. Os índios do norte da América têm muito cuidado com essa questão dos contos. Dizem que quando os contos soam, as plantas não se preocupam em crescer e os pássaros esquecem a comida de seu filhotes. Sim, só aqui não tem neve e a coisa pinta assim no pingo do meio dia. Já vi gente contar cada uma de parar o tempo, a correnteza do rio, tudo paralisado, e a gente tremendo de medo. Com efeito, de menino até crescido, no pé do ouvido, lá barulhava recorrentes narrativas dos da terrinha – coisas de antanho, do arco da velha -, da minha avó esquecida do acalanto, malsinações, encantamentos, dos aboios dos vaqueiros e das toadas dos matutos sabidos, coisa da boa dos prazeres da Literatura de Cordel e dos alfarrábios do Cascudo. Ah, coisa mais maior de grande no coração.

TRÊS PEGADAS, DESTINOS, VISAGENS... – Imagem: a bailarina e pedagoga russa Agripina Yakovlevna Vaganova (1879-1951), pelo fotógrafo tcheco František Drtikol (1883–1961) – Sou muitas histórias, sim sou, daquelas indefinidas, intermináveis – coisa de quem tomou água de chocalho, de soltar lorota de manhã e bater a língua nos dentes tarde afora, emendar tagarela noite adentro e no final ainda perguntar: quer outra, ah, hahahahahaha. É muita corda prum Pinóquio da ventriloquia, feito Nitolino no Circo Itinerante. Ainda conto inúmeras, para cima e para baixo, indo e voltando, quase infinitas porque ainda tenho não sei quantas ainda para contar. Como aquela em que ela, tal Agrippina Vaganova, linda, nua, maravilhosa, bailou no meu prazer. Coisa de jamais esquecer! Ah, ela, para sempre inesquecível! Mesmo que Guilhaume Apollinaire insista no verso: Vamos passando, passando, pois tudo passa / Muitas vezes me voltarei / As lembranças são trompetas de caça / Cujo som morre no vento. Vamos, vamos mesmo, vambora. Dos passos nódoas de um enorme passado, fuga da memória e paisagens limítrofes, ave de arribação. Qual o quê, as mãos expressam o dia do desiderato, o que sou nesta terra que me fez. No meu corpo as dores de moedas inválidas, excesso de chão na sola dos pés, caminhos, destinos, paragens. A gente tem que ir, fomos feito pra isso, seguir e viver. Carpe diem! Até mais ver.

MARACATU DE BAQUE SOLTO
Apesar da pobreza em que há tanto tempo se debate o Nordeste, do ponto de vista da Cultura do nosso Povo tem uma força que me comove e alenta. [...] e chama que temos o dever legal aos que se seguem, renovada e recriada para expressar nosso país, nosso povo e nosso atormentado e glorioso tempo.
Trechos do prefácio de Ariano Suassuna para a obra Maracatu de baque solto (Quatro Imagens, 1998), de Pedro Ribeiro e Maria Lucia Montes, tratando sobre a cana, os brincantes, a festa, maracatu e maracatus, no cenário dos municípios de Carpina, Nazaré da Mata, Aliança, Igaraçu, Vicência, Tracunhaem, Pau d’Alho, Araçoiaba, Glória do Goitá, Lagoa de Itaenga, Feira Nova, Lagoa do Carro, Buenos Aires, Chã da Alegria, Goiana, Itaquitinga e Condado, em edição bilíngue e fartamente ilustrado. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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quinta-feira, maio 30, 2019

JULIO CORTÁZAR, ESCOLA DE FRANKFURT, RUY JOBIM NETO, MARI KATAYAMA & O FANTASMA DO BARÃO


O FANTASMA DO BARÃO - Quando o Barão deu as caras por essas bandas, Alagoinhanduba ainda nem existia, era mesmo um povoado sem nome de gente desvalida. Aquele homem abusado com charuto no bico às baforadas, escanhoado de todos os vincos e impetuoso de ostentação, ia para tudo quanto é canto acompanhado de brutamontes e tratando tudo que encontrasse pela frente como se fosse um insulto. O séquito dele tinha mais gente que todos os moradores dali. Tanto é que o cortejo invadiu, de logo se apropriar de toda a redondeza. Pelo visto, primava pela decoração e a primeira ordem dele foi transferir tudo pro outro lado do rio. Daí, começaram a construir uma ponte para poder atravessar todo seu mando e poderio. Do lado de lá, dias intermináveis de obras: um castelo, uma capela de um lado e um galpão enorme do outro da residência, jardins arrodeando tudo, cercados e cocheiras, canavial e pastagens, um labirinto de passagens e muitas coisas trazidas, isso aos montes. O povo dali já se acostumara a ficar na beirada de cá do rio, assistindo a tudo, nada para fazer além disso, só de ver o Barão cagando raios para todo lado. Um ou outro aproveitado para mão-de-obra, escravaria braba. Trastejasse ou vacilasse na tarefa, o gogó era torado na hora, inexoravelmente. Passou-se a primeira primavera, depois o verão, chegou o outono e o inverno mandou ver de quase a enchente destruir tudo e mudar os planos para subirem o morro com as construções. O Barão arengava com os ventos, as nuvens, os dias, as noites, as estações, o rio e tudo que lhe aparecesse pela frente. Sacava da espada empunhada na mão esquerda numa luta invisível, ameaçando disparar a garrucha carregada na mão direita, desafiando até o sol, a lua e as estrelas, quem mais ousasse. A construção estava indo bem e, quase pronta, deu de aparecer mais gente: madames, meninada, familiares e serviçais, tudo uns branquelos cheios dos requintes, escoltados por uma ruma de capatazes tudo fortemente armado. Depois de atravessar a gente toda e uma tuia de catrevagem que ninguém tinha nem visto, o Barão chegou do lado da ponte e gritou: Quem inventar de atravessar pro lado de cá, vai morrer crivado de bala, comboio de desgraça! Ouçam bem, estão avisados! A ordem é para matar quem ouse atravessar essa ponte! Assim foi. Com o passar dos anos, o homem bafejava: Isso aqui vai se chamar Alagoinhanduba! Pronto, o lugar estava batizado. E cresceu a olhos vistos. Tudo girava em torno do Barão, gente que vinha dos estrangeiros, autoridades federais, políticos das lonjuras do fim de mundo, ricaços poderosos com seus cheleleus estibados, tudo gente granfina que botaram catinga em bosta e nem fediam, tudo perfumado pelas melhores fragrâncias do outro mundo dos longes. Tudo uns engravatados, chatosos e impecáveis. Vez ou outra ouvia duns pipocos: era um desavisado que caía na esparrela, enterrado ali mesmo. Era cada rojão, mais parecia São João o tempo todo. Afinal, o homem era a lei e a ordem por estas paragens. Não fosse com a cara do sujeito, aquele estava lascado do primeiro ao quinto, fritinho da silva. Questão de minutos, tudo arranjado. Ninguém se lembrava mais, outra já sucedia encobrindo tudo que se passasse. O nome dele? Barão num sei quê lá. Ninguém sabia não, era só Barão que se ouvia, pra lá e pra cá. Ele tinha mais anel no dedo que matuto de pantim, afora um molho de fitas e medalhas penduradas nos ombros pelo casaco, e um barrunfo ineivado de meter medo em tudo. Duvide não, o homem tinha topete e dos brabos. Os que ele esquartejasse ou mandasse matar, viravam tudo alma do seu exército, um bando de mortos-vivos mal-encarados que passavam pelo meio do povo com bafo de morte pronde se virassem. O Barão, na vera, viveu quase 200 anos nessa pisada. Isso não fosse uma dor lá nele no carnaval, de deixá-lo arriado, acho que ruim dos bofes como já era. Ah, mas não morreu de mesmo, não. Nada. Dizem que ele ressuscitou, ou tapiou a morte. Quem chega à beirada de cá do rio quando anoitece, vê logo ele bufando de sair fogo pelas ventas, correndo pelas terras com seu batalhão, todas as noites. Isso dizem, do muito. Ninguém é doido de conferir nem de atravessar. Acho mesmo que é o fantasma dele, oxente. Brinque não. E se um dia inventarem de revolver aquelas terras só vão achar caveiras enterradas na sua sina. Não vai dar outra. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS:
[...] ainda vivemos num mundo similar àquele que a Escola de Frankfurt condenava – conquanto seja um mundo no qual temos mais liberdade de escolha do que jamais tivemos antes. [...] Inegavelmente porque a dominação do homem pela indústria cultural e pelo consumismo é hoje mais intensa que nunca. Pior, o que uma vez foi um sistema de dominação das sociedades europeia e norte-americana agora expandiu seu alcance. Não vivemos mais num mundo em que as nações e o nacionalismo são a chave para o seu significado, e sim num mercado globalizado onde somos ostensivamente livres apenas para escolher o que é sempre o mesmo, livres apenas para escolher qual é a espiritualidade que nos apequena, que nos mantém obrigatoriamente submissos a um sistema opressor. [...] os escritos da Escola de Frankfurt nos são úteis agora, quando vivemos num tipo diferente de escuridão. Não vivemos num inferno que a Escola de Frankfurt criou, mas num que ela pode ajudar a compreender. É um bom momento para abrir sua mensagem na garrafa.
Trechos de Contra a corrente – Introdução, extraídos da obra Grande hotel abismo – a Escola de Frankfurt e seus personagens: Adorno, Benjamin, Horkheimer, Marcuse, Fromm, Pollock, Neumann e Habermas (Companhia das Letras, 2018), do escritor e jornalista inglês Stuart Jeffries, na qual combina reconstituição biográfica e discussão filosófica em uma prosa afiada, revelando como os pensadores procuraram discutir a política da cultura durante a ascensão do fascismo. No volume são apresentadas a biografia e ideias, além das reflexões que moldaram eventos importantes do século XX. Alguns deles foram forçados a fugir dos horrores da Alemanha nazista e se exilaram nos Estados Unidos. Ao tomar como objeto de estudo a cultura popular em suas várias formas — a Escola de Frankfurt discutiu sobre a natureza e a crise de nossa sociedade de massas —, enquanto a obra mostra como essas ideias ainda são pertinentes para os tempos das mídias sociais e do consumismo desenfreado. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

DO CLAUSTRO, DE RUY JOBIM NETO
[...] CENA 2 (as duas clarissas já se encontram em cena, enquanto a luz abre em resistência) CECÍLIA: Vosmecê sequer tocou no pão e na água. MARIANA: Não é possível que não haja correspondência alguma do Dr. Gonçalo. Não é possível. CECÍLIA: Mas isso não é motivo. MARIANA: É motivo suficiente! (tempo) Perdão. Peço que me perdoe, Irmã Cecília. Eu tenho estado um tanto quanto fora de mim. Mas eu prometo que com muita oração e com muita alegria na alma, tudo vai se encaminhar da melhor forma possível. CECÍLIA: Por certo que vai. E agora eu peço, por amor do Cristo, que vosmecê se alimente um pouco, ao menos um pouco. MARIANA: Irmã Cecília! Houve alguma vez em tua vida em que vosmecê precisou fazer alguma coisa, em virtude de como se encontrava em determinado momento? CECÍLIA: Como assim? MARIANA: Vosmecê sabe que eu estou morrendo. CECÍLIA: Eu não sei de nada. E vosmecê, por favor, não me repita mais uma sandice dessas! Saiba que tudo o que eu fizer será para que vosmecê não se enfraqueça. Afinal de contas, pelo que eu saiba, nenhuma de nós aqui tem qualidades suficientes para atingir a santidade através de martírio. MARIANA: Não a santidade, mas a realidade. Se eu te disser que é apenas em vosmecê que eu deposito toda a minha confiança, e que diante de tudo o que tem acontecido, eu pedir a vosmecê dois favores imensos, eu agradeceria eternamente se puder ser atendida. É algo sério. Não tenciono brincar com isso. CECÍLIA: Não foi justamente nossa Santa Mãe Clara quem nos ensinou a ajudar as irmãs que estivessem descobertas e necessitadas? MARIANA: Sim. CECÍLIA: Façamos uma troca. Vosmecê come do pão e bebe da água que eu lhe trouxe e eu te serei toda ouvidos para esses teus dois pedidos. (IRMÃ MARIANA se serve e bebe um gole) Pois bem... Quais são eles? MARIANA: Eu quero me confessar contigo. E depois vosmecê me conceda a extrema unção. CECÍLIA: Vosmecê disse que não ia brincar com esse tipo de coisa. MARIANA: Eu não estou brincando. [...].
Trecho da peça teatral Do Claustro (2007), do autor teatral, roteirista, cartunista e blogueiro Ruy Jobim Neto, contando a história de uma freira está enclausurada, às portas da loucura, e precisa da ajuda de outra, em quem confia, para salvar a vida do homem por quem está apaixonada - um poeta e advogado ameaçado de degredo para a África. A ação se passa numa das celas do Convento de Santa Clara do Desterro da Bahia, no final do século XVII, em 1692. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Uma coisa que eu sei com certeza é que a beleza não é algo bonito ou limpo. Não é sobre o corpo em si, mas mais sobre a lacuna de "experiências" em todo o meu corpo que eu estou interessada. Coisas como memórias.
A arte da fotógrafa e artista visual japonesa Mari Katayama, que nasceu com hemimelia tibial – doença rara que impediu o crescimento da parte inferior das pernas e causou fissura na mão esquerda – e faz uso de autorretratos descrevendo objetos meticulosamente organizados com espaços íntimos ou em paisagens vastas e inspiradoras, homenageando o seu signo, câncer/caranguejo. 
Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

A OBRA DE JULIO CORTÁZAR
Cada vez irei sentindo menos, e, recordando mais.
A obra do escritor argentino de origem belga Julio Cortázar (1914-1984) aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


terça-feira, junho 13, 2017

OCTAEDRO DE JÚLIO CORTÁZAR, FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL, JENNY SAVILLE, NICK GENTRY, NEW JERSEY BALLET BEAUTY, ENTRE O ONTEM & O AMANHÃ


É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ – Imagem: arte do artista britânico Nick Gentry – A vida vai e o rito de passagem: sinal verde, nove e quinze no relógio, tudo escancarado, sol a pino, sal na moleira e o planejado do dia pro adiamento: de amanhã não passa; melhor, segunda feira, sem falta. Pensando bem, próximo mês, fechado. E leva tudo nos peitos, no tranco do jeito que der, a sobrevivência, via de regra, ocupando as possibilidades até exaurir todas as energias, deixando escapar as preciosas oportunidades de ser mais humano, terno, compreensivo. Ah, tá. Melhor deixar tudo por menos que qualquer bronca é café pequeno. Na horagá: é um buruçu dos diabos! Só levando nas coxas e ao espanto no apurado: isso não estava antes aí, ou estava? Oxe! Coisa de somenos, a comida, as contas do mês, compromissos, isso sim, o que veio, passou, foi. Voltar pro trupé e tudo em cima da hora: salvo pelo gongo. Já viu, né? Vinte e quatro horas pra resolver as coisas, não dão nem na marra. Nem que um dia tivesse o dobro de horas. O trânsito e a burocracia não ajudam, as pessoas, ah, as pessoas muito menos, atrapalham tanto de se ter que usar do expediente de procrastinar xis coisas de menor relevância, negligenciado uma série de coisas como a saúde física e mental, a leitura, a solidariedade e as relações. Fica pra depois, um dia tudo em dia, verá, prometido, jurado. Enquanto isso o individualismo umbigocentrista – ué, quem chega junto na hora da precisão, hem? Tem de se virar mesmo. No fim das contas, vai ver: inadimplente, na vera, consigo mesmo e com o lazer, a qualidade de vida. Destá. Sinal amarelo e o tempo quinze pras três, vai chover! Ih, a sensação de ter esquecido alguma coisa, conferência mental, vai dar merda. Ah, na hora vê, deixa pra lá. Leva tudo na esportiva até subir no telhado com as extravagâncias de dar salto solto de todo jeito, vai ver: que foi que fiz, meu Deus, pra merecer isso? Ah, Maria-arrependida no departamento da vergonha e do remorso deixando sinais duradouros no meio de abalos sísmicos tremendos até perder a intensidade e a razão que desceu pelo ralo: se pensar muito perde é o juízo. Deixa correr. Êpa! Sinal vermelho, vixe! Quase passa batido. Ah, já é tarde, precisa dormir. Aí pensa que só foi você que vestiu a camisa e deu a carga da pilha toda? Todo mundo apressado, correndo atrás. De quê? Tanto tempo concentrado só em ganhar dinheiro, chegar na hora, pagar em dia, fazer feira, comprar coisas, e se esquecer do mais importante: viver! Aí aparecem os cabelos grisalhos, as rugas, dores, e o vazio é um poço sem fundos entre vísceras e mucosidades que regurgitam aos soluços do coração saindo pela boca e nem se sente ainda morto-vivo, só esperando a notícia de que não dá mais, quase chegada a hora e amém. Ôpa! Que é que é isso? Ainda dá uma de se abestalhar e olha pra trás, resta o arrependimento doendo no que virá. Melhor não desesperar, se levar a sério demais, pira de vez, aviso. Engole seco, vai ver o tempo passou mesmo, alma em frangalhos, as relações quando não desgastadas findaram destruídas, a vida reduzida ao vazio que corrói por dentro no meio de uma torrente de lembranças desordenadas pelas divagações que dão no insólito, o que seria tão desconexo quanto inconcebível e não poder conceber nada diferente, impossível se assim não fosse, porque a memória insiste desenfreada pelo que foi feito ou deixou de fazer, uma legião de escusas pra justificar a incoerência de certos atos, a insensatez de muitas atitudes, e já nem domina o pensamento que insiste importunando em não tirar da cabeça as impertinências cometidas que revogam qualquer indulto, já está feito, não há mais o que fazer, apenas saber que ao precisar do que for, saberá que já é tarde: não tem ninguém pra socorrer nem pra conversar, ou pra deitar a cabeça ou pedir orientação. Ah, é muito difícil a convivência humana, chega de ficar o tempo todo tentando se explicar, só incompreensão, diferentes caminhos, ou vai ou racha. Não é bem assim, muito menos assado. A culpa não é dos outros. Hã? Já é alta madrugada, precisa dormir. Amanhã será outro dia, de batente, firme sisifismo. É só uma questão de tempo, ontem, hoje, ou amanhã. Outro dia, pronto. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL
[...] O todo vem antes das partes. [...] Em caso de perigo supremo e nos conflitos que surgem a propósito da propriedade jurídica de outrem, a existência pessoal tem um direito de necessidade que deve prevalecer. Não se trata apenas de equidade, mas de direito. [...]. É no presente que precisamos viver, o futuro não é absoluto e está exposto às contingências. Por isso, apenas a necessidade do presente pode justificar uma ação contrária ao direito, pois, se nos abstivéssemos de praticar a ação contrária ao direito, cometeríamos uma injustiça ainda mais grave, negando totalmente a existência da liberdade. [...] o homem que morre de fome tem o direito absoluto de violar a propriedade de um outro; ele viola a propriedade de um outro apenas em seu conteúdo limitado. No direito de necessidade extrema entende-se que ele não viola os direitos de um outro enquanto direito: o interesse volta-se apenas para um pedaço de pão; ele não trata o outro como pessoa privada de direitos. [...].

Trechos extraídos da obra Princípios da Filosofia do Direito (Ícone, 1997),

do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), apresentando a filosofia legal, moral, social e política, defendendo que a lei provê a pedra angular do Estado moderno, a partir de uma discussão do conceito de livre arbítrio que só pode ser entendido no contexto da propriedade privada e relações, contratos, compromissos morais, vida familiar, economia, sistema legal e politeuma. Veja mais aqui.

 

Veja mais sobre:
A poesia de Fernando Pessoa aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

E mais:
A vida dupla de carolyne & sua cheba beiçuda, Psicologia da arte de Lev Vygotsky, Poemas de William Butler Yeats, A música de Leonard Cohen, a pintura de Raphael Sanzio & Boleslaw von Szankowski, o cinema de Paolo Sorrentino & World Erotic Art Museum (WEAM) aqui.
O dia da criação de Vinicius de Moraes aqui.
Serenar & Crônica de amor por ela, Tantra & o culto da feminilidade de André Van Lysebeth, A psicologia de Vygotsky, Aniversário de Fernando Pessoa, Uma relação pornográfica de Philippe Blasband, a música de Guinga, a pintura de Lasar Segall & Luciano Freire aqui.
Será que dá hexa dessa vez?, Neurociências, Pílulas de humor de Max Nunes, O assassinato do anão de Plinio Marcos, o cinema de Neil LaBute & Stacy Edwards, a música de Laura Voutilainen, a arte de Octávio Araújo & Gosto do proibido de Sonia Pallone aqui.
Aurora & Todo dia o Sol se põe para uma nova alvorada..., A uma mulher amada de Safo, O homem unidimensional de Herbert Marcuse, a literatura de Amos Oz, a música de Händel & Caroline Dale, Não consultes médico de Machado de Assis, a pintura de Frederic Edwin Church & François Gerard, o cinema de Blake Edwards & Audrey Hepburn, a arte de Ronald Golias & Keith Haring aqui.
Alvorada & Bom dia, O capital de Karl Marx, a poesia de Miklós Radnóti, O desespero humano de Soren Kierkegaard, A construção do personagem de Constantin Stanislavski, Eles eram muitos cavalos de Luiz Ruffato, o cinema de Ingmar Bergman & Harriet Andersson, os desenhos de Federico Fellini, Memória Musical Brasileira de Anna Maria Kieffer, a pintura de Isabel Magalhães & Programa Tataritaritatá aqui.
A salvação bidiônica depois da bronca, Filosofia, ideologia & ciência social de István Mészarós, Mal de amores de Ángeles Mastretta, O horror econômico de Viviane Forrester, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Tatjana Vassiljeva, a pintura de Auguste Chabaud, a arte de Lia Chaia & Wesley Duke Lee aqui.
Colocando os pingos nos iiiiis, Teoria da viagem de Michel Onfray, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, a música de Natalia Gutman, Toda palavra de Viviane Mosé, A argumentação de Débora Massmann, a fotografia de Cris Bierrenbach, a arte de Mira Schendel, Conversa de bar & filho não reconhece pai & Quando se pensa que está abafando, das duas, uma: ou contraria ou se expõe ao ridículo. Cadê o simancol, meu aqui.
A gente tem é que fazer, nunca esperar que façam por nós, Lenda, mito & magia, Os catadores de conchas de Rosamunde Pilcher, As viagens de Marco Polo, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a arte de Beth Moyses & Antonio Saura, a música de Silke Avenhaus, Os passos desembaraçados nos emaranhados caminhos, Quando os ventos sopram a favor, tudo fica mais fácil & Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
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OCTAEDRO DE JÚLIO CORTÁZAR
[...] É verdade que escrever de vez em quando me acalma, será por isso que há tanta correspondência de condenados à morte, quem sabe lá. Inclusive me diverte imaginar por escrito coisas que apenas pensadas de repete nos entopem a garganta, sem falar das glândulas lacrimais; nas palavras me vejo como se fosse outro, posso pensar qualquer coisa desde que o escreva logo em seguida, deformação profissional ou alguma coisa que começa a amolecer nas meninges. [...] ver-me já morto em seus olhos me tiraria esse resto de força com que posso falar-lhe e retribuir algum de seus beijos, com que continuo escrevendo apenas ela sai e começa a rotina das injeções e das palavrinhas simpáticas. [...] embora lhes doa e amaldiçoem esse absurdo de morrer jovem e em plena carreira, existe a reação que todos conhecemos, o gosto de tornar a entrar no metrô ou no carro, de tomar um banho de chuveiro e comer com fome e vergonha ao mesmo tempo, como negar a fome que se segue às noites em claro, o cheiro das flores do velório e os interminaveis cigarros, e os passeios pela calçada, uma espécie de forra que sempre se sente nesses momentos e que eu nunca me neguei porque teria sido hipócrita. [...].
Trecho de Liliana chorando, extraído da obra Octaedro (Civilização Brasileira, 1977), do escritor argentino de origem belga Julio Cortázar (1914-1984). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora britânica Jenny Saville.
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New Jersey Ballet Beauty and the BeastPeter and the Wolf. Mayo Performing Arts Center
 

quarta-feira, agosto 26, 2015

CORTÁZAR, APOLLINAIRE, CLAUDIA TELLES, D’ANDRADE, CÓSTACKZ, PSICODRAMA & NEUROCIÊNCIA.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? REVISTA A REGIÃO – A revista A Região – Uma revista da nossa terra! -, surgiu com um lançamento festivo no dia 15 de outubro de 1983, dirigida por Gilberto Melo e como uma publicação da Nordestal Editora. O expediente contava com a jornalista responsável Inez Koury e arte-final de Jeronimo Netto, tendo como colaboradores Juhareiz Correya, Arnaldo Afonso Ferreira, Luiz Alberto Machado, Eduardo Monteiro, Paulo Profeta, José Duran y Duran, Teles Junior, Pelópidas Soares, Jessiva Sabino de Oliveira, Luiz de França Braga, José Roberto Melo, Mauricio Melo Junior, Orlando Tejo, Luiz Berto, Salin Sidartha, Felipe Maldaner, Ângelo Meyer, Gilson Braga e Jamilton Correia. Já na edição nº 5, de 1984, a revista adotaria a denominação de Nova A Região, denominação essa temporária pelas mudanças editorais processadas na revista, voltando a se chamar logo nas edições seguintes apenas de A Região, mantida e dirigida por Gilberto Melo, Editada por Inêz Koury, com o conselho editorial formado por Arnaldo Afonso Ferreira, Luiz Alberto Machado, Paulo Profeta, Paulo Caldas e Juhareiz Correya e com o corpo de colaboradores mais ampliado, acrescido de Evaldo Donato, Antonio de Campos e Elita Afonso Ferreira, e supervisão gráfica de Jadson Bezerra. A revista circulou por treze edições até o ano de 1986, com a inclusão e participação de Paulo Caldas e Elita Afonso Ferreira no Conselho Editorial, conselho este que se transformaria inicialmente no Movimento de Apoio Cultural Edições Bagaço e, mais tarde, denominado apenas de Edições Bagaço. Nesta revista publiquei alguns dos meus artigos, como o oriundo da palestra A atividade artística como função alternativa para o progresso do município, também os artigos da série Arte: instrumento de transformação social, bem como coordenava ao lado de Leonilda Silva e Vilmar Carvalho, o encarte poético da revista denominado Vozes do Una, no qual publicávamos poesias dos nossos amigos e leitores. Entre as colunas destacáveis estavam a de Gilberto Melo sempre abordando questões políticas, o Humor do Baixim comandado por Juarez Siqueira, A Região na Grande Área comandada por Araújo e notícias de esportes por Eduardo Monteiro, a Blagguiti de Antonio de Campos, Microscópio de José Roberto Melo e a Ponto Certo com notícias de toda a região. Vamos então aprumar a conversa aqui.


Imagem Bosco con portatori di canapa (1867-1869), olio su tela 80 x 145 cm - Galleria Civica d'Arte Moderna e Contemporanea, Torino -, do pintor, arqueólogo e arquiteto português Alfredo D'Andrade (1839-1915).


Curtindo o álbum Tributo a Tom Jobim (2004), da cantora e compositora Claudia Telles. Veja mais aqui.

BRINCARTE DO NITOLINO – Hoje é dia de reprise do programa Brincarte do Nitolino pras crianças de todas as idades. Os horários são às 10hs e às 15hs, no blog do Projeto MCLAM, com apresentação simpaticíssima de Isis Corrêa Naves. Na programação muitas atrações: Grandes Pequeninos, Marcela Taís, Jeito Diferente, Bangarang, Panda e Os caricas, Meimei Corrêa, Nita, Falamansa & muito mais poesia, brincadeira, histórias e entretenimento pra garotada. E no blog dicas de Educação, Psicologia, Direito das Crianças e Adolescentes, Literatura, Música e Teatro infantis, além de muitas novidades diárias. Para conferir o programa online é só clicar aqui ou aqui.

NEURÔNIO-ESPELHO E O ESPAÇO INTERSUBJETIVO – No livro Psicodrama e Neurociência: contrubuyição para a mudança terapêutica (Ágora, 2008), organizado por Heloisa Juqueira Fleury, Georges Salim Khouri e Edward Hug, encontro a parte que trata acerca de Neurônio-espelho e o espaço intersubjetivo, de Edward Hug, na qual destaco o trecho: [...] Esses neurônios-espelho são considerados atualmente a base da leitura que os mamíferos (inclusive nós) fazem das interações do outro, a base da empatia e da intersubjetividade. [...] O enigma que permanecera insolúvel está relacionado com o que se tem chamado de o grande salto à frente. E o enigma é este: o cérebro humano se desenvolveu até o tamanho atual já duzentos mil anos; na verdade, chegou ao ponto máximo há cerca de oitenta mil anos e desde então vem diminuindo constantemente. Um salto tecnologico e uma mudança cultural, entretanto, ocorreram entre cem mil anos atrás (quando não havia ainda sinais de arte ou de ferramentas complexas em nenhum lugar do mundo) e trinta mil anos (quando começamos a encontrar arte rupestre, ferramentas complexas, moradias padronizadas, roupas, etc) – período em que o homem começou a se diferenciar dos outros animais. [...] Por meio dos neurônios-espelho, uma representação da ação – do comportamento do outro – se forma no cérebro do observador. A observação consciente do comportamento de outrem ativa os neurônios-espelho em duas regiões do cérebro esquerdo: o sulco temporal superior (ativado ao ver movimento biológico) e a parte da área de Broca (associada à produção da fala). Assim os neurônios-espelho estabelecem uma ponte entre o fazer e o comunicar [...] os neurônios-espelho estão intimamente envolvidos na empatia [...] Para concluir com um pouco de especulação, penso que já existe alguma evidencia de uma hierarquia neural, da qual participam os neurônios-espelho em vários níveis [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

BESTIÁRIO – No livro de contos Bestiário (1951 - Nova Fronteira, 1986), do escritor argentino de origem belba Julio Cortázar (1914-1984), encontro o conto homônimo do qual destaco o trecho: Entre a última colherada de arroz-doce – pouca canela, uma pena – e os beijos antes de subir para dormir, tocou o telefone e Isabel ficou remanchando até que Inés veio atender e disse, depois, alguma coisa ao ouvido da mãe da menina. Olharam-se e, em seguida, as duas olharam para Isabel que pensou na gaiola quebrada e nas contas de dividir e um pouco na raiva de Dona Lucera, que chamou sua atenção à saída do colégio... Não estava muito preocupada, a mãe e Inés olhavam como que para além dela, quase tomando-a por pretexto; mas a olhavam. – Não me agrada que vá, acredite – disse Inés. - Não tanto pelo tigre, afinal cuidam bem deste aspecto. Mas a casa tão triste, e só aquele menino para brincar com ela... – Eu também não gosto disso – disse a mãe, e Isabel soube instantaneamente que a mandariam passar o verão nos Funes. Atirou-se na notícia, na enorme onda verde, aos Funes, aos Funes, claro que a mandariam. Não gostavam da ideia, mas com vinha. Brônquios delicados, Mar deI Plata caríssima, difícil lidar com uma menina mimada, bobinha, conduta apenas regular com a Srta. Tania, que é tão boa, sono inquieto e brinquedos espalhados por todos os lados, perguntas, botões, joelhos sujos. Sentiu medo, prazer, cheiro de salgueiros e ou de Funes misturando-se ao arroz-doce, tão tarde e quase dormindo, e já na cama. [...] Veja mais aqui, aqui e aqui.

LAÇOS & TROMPAS DE CAÇA – No livro Escritos de Apollinaire (L&PM, 1984), reúne textos poéticos e prosaicos do poeta e critico de arte francês Guillaume Apollinaire (1880-1918), entre os quais, destaco Laços: Cordas feitas de gritos / Sons de sinos através da Europa / Séculos enforcados / Carris que amarrais nações / Não somos mais que dois ou três homens / Livres de todas as peias / Vamos dar-nos as mãos / Violenta chuva que penteia os fumos / Cordas / Cordas tecidas / Cabos submarinos / Torres de Babel transformadas em pontes / Aranhas-Pontífices / Todos os apaixonados que um só laço enlaçou / Outros laços mais firmes / Brancas estrias de luz / Cordas e Concórdia / Escrevo apenas para vos celebrar / Ó sentido ó sentidos caros / Inimigos do recordar / Inimigos do desejar / Inimigos da saudade / Inimigos das lágrimas / Inimigos de tudo o que eu amo ainda. Também merece destaque Trompas de Caça: A nossa história nobre e trágica / como máscara de tirano / não drama de acaso ou mágica / nenhum detalhe de engano / faz patético o amor / E Thomas De Quincey emborcando / ópio veneno doce e casto / de sua Ana triste sonhando / passemos pois tudo passa / para trás me irei voltando / Lembranças trompas de caça /ecos no vento acabando. Veja mais aqui e aqui.

PLAYBACK THEATRE – O livro Playback Theatre: uma nova forma de expressar ação e emoção (Ágora, 2000), de Jo Salas, trata de temas como o senso de história, as cenas e as outras formas, como ser ator, a direção, a música, presença, apresentação e ritual, playback e cura, atuação na comunidade, o crescimento no mundo, entre outros assuntos. Também o livro Do playback theatre ao teatro de criação (Ágora, 2000), de Albor Vives Reñores, aborda assuntos como aquecimento de atores e da plateia, direção de cena ou representação da história, aquecimento para o espetáculo e com a plateia, narração, construção dos personagens, musicalização, representação, técnicas de impacto, aprofundar a capacidade e o refinamento do diretor, aumento da capacidade dramática dos atores, unindo música e teatro, reforço da integração e a coesão do grupo, trabalhar propostas, desenvolver discussões teóricas, multiplicações e ensaios, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

REVERSAL OF FORTUNE – O drama Reversal of Fortune (O reverso da fortuna, 1990), dirigido pelo cineasta e produtor francês Barbet Schroeder, é baseado em um caso real da rica herdeira, socialite e filantropa estadunidense Sunny von Bülow (Martha von Bülow - 1932-2008), que foi vitima de atentado por seu próprio marido Claus von Bülow, que tentou matá-la com injeções de insulina para aumentar sua hipoglicemia, ficando cerca de 28 anos em estado vegetativo persistente, sem sinasi cerebrais ao ser encontrada inconsciente no banheiro de sua mansão em Newport, em dezembro de 1980. O filme, pois, conta a história de uma herdeira milionária em coma que narra em off sua história em que o seu marido é acusado de tentar matá-la e, para tentar provar a sua inocência, ele contrata um advogado famoso que também é professor de Direito em Harvard. O filme foi contemplado com o Oscar, o Globo de Ouro e o Prêmio David di Donatello de Melhor Ator, em 1991, para Jeremy Irons e tendo mais destaque triplo: pra aclamada atriz estadunidense Glenn Close, pra atriz de teatro, cinema e televisão norte-americana Annabella Sciorra, e para a atriz alemã Uta Hagen (1919-2004) que foi sucesso no teatro americano. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Abdução do Abaporu (Frog Tupi Man - Save Dendrobatidae!), do artista plástico Thiago Cóstackz.


Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Quarta Romântica, a partir das 21 hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. E para conferir online acesse aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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ANNE CARSON, FRANÇOISE VERGÈS, TAHMIMA ANAM & SETÍGONO

    Imagem: Pulsações caósmicas , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Em rota de colisão, a sorte...