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quarta-feira, março 18, 2020

ERICH FROMM, NINA ARUEIRA, CULTURA POPULAR & ARTE PERNAMBUCANA


NUMA HORA DESTA CADA UM TEM QUE SE VIRAR COMO PODE - UMA: A QUANTAS ANDA A ESTUPIDEZ DOS CAFOS? - Bem, conforme os últimos dados fornecidos pelo Fecamepa, nos últimos anos foram descobertos os Cafos (cabeça-de-fósforos - ou seria acéfalos, o que dá no mesmo, ora!) que ganham dos Fabos e muito! Maior lavagem! Se estes são macunaímas que não se reconhecem como tal, os Cafos conseguem achar que são o que nunca foram nem serão. Valei-me! Isto é o Brasil mesmo? Ora, se. Espie direito e logo identificará um ou outro. Millôr já antevia: O coração tem imbecilidades que a estupidez desconhece. Afinal, os decapitados também amam e matam, né? Stephen Hawking fez a mensuração profetizando: A poluição, a ganância e a estupidez são as maiores ameaças ao planeta. E desde quando, hem? Então, eles têm herança! Marquês de Sade já anunciava desde antanho: Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes. E não há nenhuma legítima defesa nisso, viu? Botam mesmo para torar tudo! E Bertrand Russel deu o tom da punição geral: Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no fato de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões. A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver. E em tempos de Covid-19, não mudou nadica de nada, nessa hora que eles botam a cara, batem no peito e aparecem aos montes! Pé na tábua que o que vem é ladeira pro inferno abismo abaixo. DUAS: E PROS ESCANTEADOS FEITO EU, COMO É QUE É, HEM? - Ah, pros limados pela bola preta feito eu, que são apunhalados pelas costas, preteridos na horagá, cortados antes da indicação e que pagam todos os patos assim mesmo, só tem uma dica, a da Tamara de Lempicka: Para aqueles que, como eu, vivem à margem da sociedade, as regras habituais não têm qualquer valor. Tome! Durma com essa, vá? Aprendendo e vivendo. TRÊS: E AGORA? Agora? É arrumar os mijados e sair pra outra lavagem de pano, porque não é bem assim como diz a Ana Pavlova: Ninguém pode chegar ao topo armado apenas de talento. Deus dá o talento; o trabalho transforma o talento em gênio. Eita! Porque se for assim, Deus legou pra gente a sina dos destalentados. Vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: A maior parte das pessoas vê no problema do amor, em primeiro lugar, o problema de ser amado, e não o problema da própria capacidade de amar. O amor imaturo diz: eu te amo porque preciso de ti. O amor maduro diz: eu preciso de ti porque te amo. O amor é uma atividade, não um afeto passivo; é um ato de firmeza, não de fraqueza... é propriamente dar, e não receber. O amor é a última e real necessidade do ser humano. A felicidade é a aceitação corajosa da vida. Pensamento do filósofo, sociólogo e psicanalista alemão Erich Fromm (1900-1980). Veja mais aqui.

UM POEMA DE NINA ARUEIRA – Meu barco andou buscando um navegante / Que se esquecera ao longe e, muito embora / Venha das sombras de um país distante, / Vai demandando a luz da eterna aurora! / Quantas vezes chorei no barco antigo! / Eram tempos de trevas e tempestades, / Vagas de dor, em noites de perigo, / Chuvas de pranto, névoas de saudade... / Mas, um dia, Jesus deu-me a ventura / De revelar o viajante amado / O grande sonho, o anseio de ternura, / A esperança no porto desejado. / Desde então, o outro barco, enchendo as velas, / Vem, quase rente ao meu, sem descansar! / Não mais só!... Adeus morte, adeus procelas! / Nós dois sigamos pelo mesmo mar. Poema da escritora, jornalista e líder sindical Nina Arueira (Maria da Conceição Arueira - 1916-1935), que escreveu aos 15 anos o manifesto À mocidade de minha terra e, por isso, foi criticada e perseguida por suas ideias. Depois disso ela desenvolveu militância em defesa dos operários e desassistidos, encaminhando-se, em seguida, para o desenvolvimento espiritual numa senda mística. Entre as suas obras está Novo céu e nova terra (Scortecci, 2005), organizada por Flávio Mussa Tavares, uma homenagem aos 70 anos do falecimento da ativista. Dela esta pérola: O sol, por amor, sustenta os mundos de nossa família planetária, sem esquecer-se de oscular a pétala da rosa perdida no vale anônimo e desamparado.

MOVIMENTO DE CULTURA POPULAR
[...] precisamos acreditar no povo e dar a cada indivíduo as condições necessárias para que ele se transforme em sujeito crítico e participante nos vários níveis da sociedade igualitária. Dessa forma, as pessoas se transformarão em cidadãos plenos, exercitando uma vida democrática, de liberdade de escolha e de participação ativa.
MOVIMENTO DE CULTURA POPULAR - A obra Movimento de Cultura Popular: impactos na sociedade pernambucana (Liceu, 2010), da professora e pedagoga Letícia Rameh Barbosa, deriva da sua tese de doutoramento defendida na UFPB, está estruturado em seis partes, entre as quais abordando sobre o contexto histórico-cultural, os conceitos essenciais para se conhecer o MCP e o seu conhecimento, a sua influência nos vários setores da sociedade recifense, a articulação da educação com Paulo Freire, os seus conflitos, declínios e contribuições, representando uma contribuição fundamental no resgate da história de um dos movimentos de cultura popular e educação popular mais importantes ocorrido no início dos anos de 1960. Veja mais aqui, aqui & aqui.

ACORDES & TRAÇADOS
[...] Estes acordes e traçados historiográficos compõem, portanto, uma proposição de cruzamentos que tratam tanto do conteúdo histórico, quanto o pensamento teorico historiográfico, numa perspectiva conceitual em que está pressuposta a compreensão de história como relacional e inacabada, e, consequentemente, sempre sujeita às interpretações e reformulações. Os traçados [...] são exercicios de leitura compostos de rastros, cores e processos diferentes entre si, mas que convergem no objetivo de abordar a historiografia da dança como um oficio que atua sobre diferentes práticas que compõem o que podemos chamar de dança. São exercícios que, dentro de uma escrita academica, buscam dialogar com a história, a partir de uma proeminência do corpo e da experiência, seja esta da dança, do acervo, da prática pedagógica, da curadoria, da pesquisa histórica ou das articulações entre essas áreas de conhecimento. [...].
ACORDES & TRAÇADOS – A obra Acordes e traçados historiográficos: A dança no Recife (Reviva/UFPE/FUNCULTURA, 2016), organizada pelas pesquisadoras e artistas Valéria Vicente e Roberta Ramos, articula relações entre escrita e história, dança e memória, leitura histórica e produção de conhecimento sobre memória da dança a partir dos seguintes eixos temáticos: práticas de criação em dança, a construção dramatúrgica de videodanças, processos de transformação das organizações de grupos e coletivos, o papel pedagógico e formador dos grupos de dança, as relações entre criação e ensino, ensino de história da dança e dimensões de gênero. Na publicação estão reunidos artigos realizados por Alice Moreira de Melo, Flávio Pinheiro Meirelles, Ana Valéria Ramos Vicente, Jefferson Elias de Figueiredo, Liana Gesteira Costa, Juliana Brainer Barroso Neves, Daniela Santos da Silva, Nirvana Neves Gotteberg, Djalma Rabelo do Amaral Filho, Roberta Ramos Marques, Elis Regina dos Santos Costa e Tainá Verissimo do Nascimento. Veja mais aqui.

PERNAMBUCO ART&CULTURAS
MEMÓRIAS DIÁRIAS DA GUERRA DO BRASIL
A obra Memórias diárias da guerra do Brasil : 1630-1638 (FCCR, 1981), do quarto donatário da capitania pernambucana, Duarte de Albuquerque Coelho (1591-1658), que herdou em 1603 na condição de neto do primeiro donatário, tornando-se o primeiro e único visconde de Pernambuco e marquês de Basto. Nesta obra ele narra a luta contra os holandeses e publicada em Madri em 1654. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
A arte de João Câmara aqui & aqui.
A obra do historiador, advogado e jornalista Mário Melo (1884-1959) aqui.
O cordel da gemedeira de Benjamim Mangabeira (Benjamim José de Almeida: 1904-1975) aqui.
A poesia do dramaturgo, advogado, professor e poeta Fenelon Barreto (1898-1961) aqui.
A arte musical de Zé Linaldo aqui & aqui.
Os assassinos de frevo aqui.
O município de Camaragibe aqui & aqui.
&
OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
Veja detalhes das oficinas da ABI aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.
 

sábado, julho 08, 2017

ANA BOTAFOGO, DONNA TARTT, TOQUINHO, ROSA PASSOS, JOÃO BOSCO, ARTEMÍSIA GENTILESCHI, PAULA MORELENBAUM & SILÊNCIO DE EDJANE LEAL

OS MILAGRES DE ALAGOINHANDUBA – Um belo dia apareceu em Alagoinhanduba um sujeito que diziam atender pelo nome de Gideão. Ninguém sabia quem era, familiares, parentes, onde morava, nada a respeito de tal sujeito, apenas que ele aparecia nos momentos mais periclitantes oferecendo solução, desde que satisfizessem a condição por ele estipulada. Muitos depoimentos, boatos e testemunhos davam conta de ações milagrosas praticadas por ele. Não havia quem não acrescentasse um fato aos tantos já ditos e repetidos de boca em boca. O que se sabia era que se procurasse, jamais o encontraria; só aparecia assim do nada, quando situação iminente. Zé-Corninho mesmo presenciara certa feita, ao visitar um amigo de infância que finava desenganado de doença letal, quando soube que um estranho apareceu e disse que salvava o caso, desde que dessem a ele um prato de comida. Todos desconfiaram, mas entre eles, uma alma caridosa, independente da cura, deu-lhe a refeição. Após o repasto, ele entregou um pedacinho de papel devidamente enrolado pra pessoa que lhe dera a comida, determinando que pusessem amarrado a um cordão no pescoço do vitimado, que ele ficaria bonzinho de um dia pro outro. Com um detalhe: não podiam abrir, jamais, para não reverter o quadro. Nem deram bola pro que disse, porém, mesmo assim, não custava nada e assim fizeram. No outro dia, o enfermo estava saltitante e feliz, repetiu Zé-Corninho batendo o pé de raiva, diante das mangações. Nessa mesma hora Afredo Bocoió compartilhou dum caso semelhante que se deu com uma grávida que se encontrava, ela e o bebê, entre a vida e a morte, poucas horas depois do desconhecido ter comido um pedaço de bolo pedido, e de terem amarrado um papelzinho embrulhado no pescoço da parturiente, que logo ela deu a luz e o menino estava berrando que nem bode novo. Também Mamão entrou na conversa por ter sabido de um acidentado que estava morre mas num morre e que ficou bonzinho depois que amarraram um bilhetinho no pescoço dele, tanto que soube que poucas horas depois já estava correndo de motocicleta pra cima e pra baixo, como se nada tivesse acontecido. Oxe, isso é lorota, diziam muitos, quase todos incrédulos. Logo aparecia quem tivesse notícia de coisas assim parecidas que aconteceu pela redondeza. Quem é esse milagroso? Diz-se ser um tal de Gideão! Mora aonde? Ninguém sabe. Trabalha? Sei não. O que ele faz da vida? Quem sabe, ora! Cadê ele? Ah, dizem que ele só aparece em hora de extrema precisão. E o que tem dentro do bilhete? Nunca soube. Ah, isso tem coisa. Por que a gente não confere? Então, foram checar com pessoas que tiveram a graça. A primeira que souberam não estava em casa, porém os vizinhos confirmaram ter ocorrido o fato de verdade, que não sabiam nada a respeito do salvador. Partiram pra outra, havia viajado, contudo, confirmação de moradores da rua e do bairro todo deu por conta de fato verídico, mesmo que ninguém soubesse nada a respeito do já tido por santo. Vamos ver isso no amiudado. Assim fizeram, depois de muito rodarem no encalço, deram de cara com uma devota, em carne e osso, de viva voz contando como sucedeu tudo e de como saiu do estado de coma em que se encontrava há dias. Tá. E o bilhete, o que tinha? Não sei, não abri. Ora, ninguém sabe o que tinha nos bilhetes deixados, ninguém sabe de nada! O que é que é isso, hem? Logo souberam da fúria do padre Quiba que dizia ser esse boato façanhas do anticristo! Como é que pode? Quem seria capaz de operar tal prodígio, hem? Ué, dizem que é Gideão, só isso que se sabe. Ah, mas ele só aparece em situações das brabas. Pois é, não adianta procurar por ele, já caçaram de tudo, todos os cafundós, ninguém sabe do paradeiro dele. Só pode ser magano! Foi quando souberam que um que havia sido abatido com não sei quantas balas dum tiroteio medonho, estava vivinho da silva! Quem? O Trojeu! Ah, vamos lá ver esse sortudo! E foram, encontraram-no virando copos e meiotas numa bodega da esquina, ainda com o papelzinho amarrado no cordão do pescoço. Ôpa! Achamos. Entabularam conversa e esmiuçaram tintim por tintim o acontecido, até pergutarem pelo embrulhinho do pescoço. Isso aqui? Sim! Ah, foi Gideão que me deu, disse que me salvava de morte matada, mas se eu abrir morro de morte morrida. Que nada! Ah, abro nem prum trem, meu. Rapaz, que coisa! E pagaram bebida, tira-gosto e litros e mais beiçadas de deixá-lo cai mas num cai, até quedar desacordado no meio da calçada. Removeram o cordão e abriram o bilhete com a seguinte inscrição manuscrita: “Eu te benzo, eu te curo, amanhã cairá duro”. Deram a maior risada, virou piada, o que davam por líquido e certo, agora era pinóia. Quem diria que era marmota, hem? Pois é, só conversa pra boi dormir. No outro dia, já era mais de dez horas da manhã, sol quente de rachar o chão, e Trojeu lá estendido na calçada. Oxe, pegaram o homem pra levá-lo pra casa, quando alguém achou melhor levá-lo prum hospital. Assim fizeram. Chegando lá, quando o enfermeiro examinou, o diagnóstico: estava mortinho. Ué, defuntou? Passou dessa pra melhor faz tempo. De mesmo? Oxe, babau. Matamos o homem. Remorso comeu no centro da corja toda. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

A HISTÓRIA SECRETA DE DONNA TARTT
[...] A beleza raramente é suave ou reconfortante. Pelo contrário. A verdadeira beleza sempre nos assusta. [...] a ideia de perder o controle fascina pessoas controladas como nós mais do que a maioria dos outros temas. [...] Quanto mais instruída, inteligente e reprimida é a pessoa, mais necessita de métodos para canalizar os impulsos primitivos que subjugou com tanto esforço. [...] Trata-se de um conceito bem grego, e muito profundo. Beleza é terror. O que chamamos de belo provoca arrepios [...]. Beleza é terror. O que chamamos de belo nos faz tremer. [...].
Trechos do romance A História Secreta (The Secret History – Companhia das Letras, 1992), da escritora, ensaísta e crítica estadunidense Donna Tartt. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Além da entrega mais que tardia, Papoulas de julho de Sylvia Plath, Literatura de vanguarda de Guillermo de Torre, a pintura de Artemísia Gentileschi & Tom Wesselmann, a música de Sky Ferreira, a arte de Jean Cocteau & Luciah Lopez aqui.

E mais:
Caraminholas do miolo de pote, Escritos de Guillaume Apollinaire, O homem pós-orgânico de Paula Sibilia, a literatura de Antoine de Saint-Exupéry, a música de Diamanda Galás, a pintura de Marie Fox, a fotografia de Jim Duvall & a arte de Luciah Lopez aqui.
O sábado é dia de amor & poesia aqui & aqui.
Fecamepa, Gestalt-Terapia de Friederich Perls, Novelas de La Fontaine, As rosas do cume de Laurindo Rabelo, Auto da alma de Gil Vicente, Crônica da cidade amada & Procópio Ferreira, a música de Diversões Lúdicas, a pintura de Ignaz Epper, Brincarte do Nitolino & Cia Ópera na Mala aqui.
O trâmite da solidão, O espectro da fome de Josué de Castro, a pintura de Mercedes Sosa, A Ilíada de Homero, Ana Botafogo In Concert, Conversação noturna & Martha Angerich, a pintura de Tamara de Lempicka, a arte de Eliezer Augusto & a poesia de Genesio Cavalcanti aqui.
Doro & a copa do mundo, Fritz Perls, Procópio Ferreira, a música de Moraes Moreira & Programa Tataritaritatá aqui.
Blitz-krieg do Mineirão, Manuel Bandeira, a arte de Ana Botafogo & a música de Mercedes Sosa aqui.
A Filosofia & História das calamidades de Abelardo, Nara Salles, Projeto Carmin & Cruor Arte Contemporânea aqui.
A provocação aguda da paixão aqui.
A mulher, Lei Maria da Penha, Ginocracia & Daby Palmeira aqui.
A donzela arrevesada de Hermilo Borba Filho, a poesia matuta de Rubão, Dr. Zé Gulu & papos do Doro aqui.
O romance do pavão misterioso de João Melchiades da Silva aqui.
A arte fotográfica de Andréia Kris aqui.
Pechisbeque, 1984 de George Orwell, Legado & grito de Renata Pallottini, As casadas solteiras de Martins Pena, A realidade das coisas de Tales de Mileto, a música de Bach & João Carlos Martins, País de Cucanha, o cinema de Sidney Lumet & Sophia Loren, a arte de Antoni Gaudí, a pintura de Theo Tobiasse & Jean-Jacques Henner aqui.
Quando não é na entrada é na saída, O autor como produtor de Walter Benjamin, Fronteiriços de Anna Bella Geiger, Linquistica & Estilo, Carna, a música de Andrea dos Guimarães, Antologia pornográfica de Gregório de Matos & Alexei Bueno, Wunderblogs, a arte de Gilvan Samico & Matéria Incógnita aqui.
Crônica de amor por ela, a pintura de Pablo Picasso, a música de Roberto Carnevale, a fotografia de Claudia Andujar, Teoria da Literatura de Rogel Samuel, Os 120 dias de Sodoma de Marquês de Sade, a poesia de Ana Cristina César, o cinema de Chris Wilkinson & Linda Marlowe & a arte de Lygia Pape aqui.
Betúlia, a belezura e os restos nos confins do mundo, Evolução e sentido do teatro de Francis Fergusson, Porto Calendário de Osório Alves de Castro, Kadish de Allen Ginsberg, a fotografia de Claudia Andujar, a pintura de Federico Beltrán Massés & Fayga Ostrower, a música de Consuelo de Paula & Iemanjá, Mãe D’Água de Petrolina - PE aqui
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Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
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A ARTE DE ANA BOTAFOGO
A arte da bailarina e atriz Ana Botafogo. Veja mais aqui.

SILÊNCIO DE EDJANE LEAL
Entre um trago / de bebida / e um trago / da vida / A sensação / jorrante e / sutil / de existir. (Momentos).
eu sou um desejo / contido ... / Um ai interminável. / Eu sou um sopro / insano / de uma massa mal delineada / inacabada. / Eu sou um pássaro irrequieto / errante. / Eu sou a tempestade / e a calmaria / angústia e coragem / doença e crueza / carência e doação... / Um bicho... / Sou simplesmente / por assim saber-me. / (Bicho).
Cada noite / que se passa / sem os abraços / teus, / é como se eu morresse / um pouco / nos desejos / meus. (Apego).
Poemas recolhidos do livro Silêncio (Tarcisio Pereira, 2015 – Prêmio Poesia Cultural), da poeta pernambucana Edjane Leal Cruz. DEPOIMENTO: Conheci a poesia de Edjane no início dos anos 1980, em Recife, quando trabalhávamos numa mesma instituição. Ela me passou alguns dos seus poemas e, pensamos até, em publicar um livro com nossas produções poéticas. Mudanças ocorreram, perdi o contato, mas publiquei seus poemas em zines, revistas e no tablóide Nascente – Publicação Lítero Cultural, que editei ao longo das décadas. Hoje tenho a grata satisfação de receber o seu primeiro livro, fruto de um prêmio literário que ela arrebatou, reunindo não só poemas dela, mas também, numa segunda parte do livro, de estudantes adolescentes de escolas públicas da cidade de Floresta, em um projeto denominado Sonhar é preciso, que ela desenvolveu com amigas e professoras. Maravilhosa iniciativa, parabéns. Sucesso do muito & beijabrações. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ: TOQUINHO, ROSA PASSOS, JOÃO BOSCO & PAULA MORELENBAUM
Hoje na Rádio Tataritará é dia de especial com Toquinho em dois shows ao vivo: Só tenho tempo pra ser feliz & Brasil; Rosa Passos no Festival de Jazz de Vitoria-Gasteiz & Romance; João Bosco no Obrigado gente & ao vivo; e Paula Morelenbaum no show Berimbaum & no Tuscia in Jazz. Para conferir é só ligar o som e curtir.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora italiana Artemisia Gentileschi (1593-1653). 
Veja mais aquiaqui.

terça-feira, junho 13, 2017

OCTAEDRO DE JÚLIO CORTÁZAR, FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL, JENNY SAVILLE, NICK GENTRY, NEW JERSEY BALLET BEAUTY, ENTRE O ONTEM & O AMANHÃ


É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ – Imagem: arte do artista britânico Nick Gentry – A vida vai e o rito de passagem: sinal verde, nove e quinze no relógio, tudo escancarado, sol a pino, sal na moleira e o planejado do dia pro adiamento: de amanhã não passa; melhor, segunda feira, sem falta. Pensando bem, próximo mês, fechado. E leva tudo nos peitos, no tranco do jeito que der, a sobrevivência, via de regra, ocupando as possibilidades até exaurir todas as energias, deixando escapar as preciosas oportunidades de ser mais humano, terno, compreensivo. Ah, tá. Melhor deixar tudo por menos que qualquer bronca é café pequeno. Na horagá: é um buruçu dos diabos! Só levando nas coxas e ao espanto no apurado: isso não estava antes aí, ou estava? Oxe! Coisa de somenos, a comida, as contas do mês, compromissos, isso sim, o que veio, passou, foi. Voltar pro trupé e tudo em cima da hora: salvo pelo gongo. Já viu, né? Vinte e quatro horas pra resolver as coisas, não dão nem na marra. Nem que um dia tivesse o dobro de horas. O trânsito e a burocracia não ajudam, as pessoas, ah, as pessoas muito menos, atrapalham tanto de se ter que usar do expediente de procrastinar xis coisas de menor relevância, negligenciado uma série de coisas como a saúde física e mental, a leitura, a solidariedade e as relações. Fica pra depois, um dia tudo em dia, verá, prometido, jurado. Enquanto isso o individualismo umbigocentrista – ué, quem chega junto na hora da precisão, hem? Tem de se virar mesmo. No fim das contas, vai ver: inadimplente, na vera, consigo mesmo e com o lazer, a qualidade de vida. Destá. Sinal amarelo e o tempo quinze pras três, vai chover! Ih, a sensação de ter esquecido alguma coisa, conferência mental, vai dar merda. Ah, na hora vê, deixa pra lá. Leva tudo na esportiva até subir no telhado com as extravagâncias de dar salto solto de todo jeito, vai ver: que foi que fiz, meu Deus, pra merecer isso? Ah, Maria-arrependida no departamento da vergonha e do remorso deixando sinais duradouros no meio de abalos sísmicos tremendos até perder a intensidade e a razão que desceu pelo ralo: se pensar muito perde é o juízo. Deixa correr. Êpa! Sinal vermelho, vixe! Quase passa batido. Ah, já é tarde, precisa dormir. Aí pensa que só foi você que vestiu a camisa e deu a carga da pilha toda? Todo mundo apressado, correndo atrás. De quê? Tanto tempo concentrado só em ganhar dinheiro, chegar na hora, pagar em dia, fazer feira, comprar coisas, e se esquecer do mais importante: viver! Aí aparecem os cabelos grisalhos, as rugas, dores, e o vazio é um poço sem fundos entre vísceras e mucosidades que regurgitam aos soluços do coração saindo pela boca e nem se sente ainda morto-vivo, só esperando a notícia de que não dá mais, quase chegada a hora e amém. Ôpa! Que é que é isso? Ainda dá uma de se abestalhar e olha pra trás, resta o arrependimento doendo no que virá. Melhor não desesperar, se levar a sério demais, pira de vez, aviso. Engole seco, vai ver o tempo passou mesmo, alma em frangalhos, as relações quando não desgastadas findaram destruídas, a vida reduzida ao vazio que corrói por dentro no meio de uma torrente de lembranças desordenadas pelas divagações que dão no insólito, o que seria tão desconexo quanto inconcebível e não poder conceber nada diferente, impossível se assim não fosse, porque a memória insiste desenfreada pelo que foi feito ou deixou de fazer, uma legião de escusas pra justificar a incoerência de certos atos, a insensatez de muitas atitudes, e já nem domina o pensamento que insiste importunando em não tirar da cabeça as impertinências cometidas que revogam qualquer indulto, já está feito, não há mais o que fazer, apenas saber que ao precisar do que for, saberá que já é tarde: não tem ninguém pra socorrer nem pra conversar, ou pra deitar a cabeça ou pedir orientação. Ah, é muito difícil a convivência humana, chega de ficar o tempo todo tentando se explicar, só incompreensão, diferentes caminhos, ou vai ou racha. Não é bem assim, muito menos assado. A culpa não é dos outros. Hã? Já é alta madrugada, precisa dormir. Amanhã será outro dia, de batente, firme sisifismo. É só uma questão de tempo, ontem, hoje, ou amanhã. Outro dia, pronto. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL
[...] O todo vem antes das partes. [...] Em caso de perigo supremo e nos conflitos que surgem a propósito da propriedade jurídica de outrem, a existência pessoal tem um direito de necessidade que deve prevalecer. Não se trata apenas de equidade, mas de direito. [...]. É no presente que precisamos viver, o futuro não é absoluto e está exposto às contingências. Por isso, apenas a necessidade do presente pode justificar uma ação contrária ao direito, pois, se nos abstivéssemos de praticar a ação contrária ao direito, cometeríamos uma injustiça ainda mais grave, negando totalmente a existência da liberdade. [...] o homem que morre de fome tem o direito absoluto de violar a propriedade de um outro; ele viola a propriedade de um outro apenas em seu conteúdo limitado. No direito de necessidade extrema entende-se que ele não viola os direitos de um outro enquanto direito: o interesse volta-se apenas para um pedaço de pão; ele não trata o outro como pessoa privada de direitos. [...].

Trechos extraídos da obra Princípios da Filosofia do Direito (Ícone, 1997),

do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), apresentando a filosofia legal, moral, social e política, defendendo que a lei provê a pedra angular do Estado moderno, a partir de uma discussão do conceito de livre arbítrio que só pode ser entendido no contexto da propriedade privada e relações, contratos, compromissos morais, vida familiar, economia, sistema legal e politeuma. Veja mais aqui.

 

Veja mais sobre:
A poesia de Fernando Pessoa aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

E mais:
A vida dupla de carolyne & sua cheba beiçuda, Psicologia da arte de Lev Vygotsky, Poemas de William Butler Yeats, A música de Leonard Cohen, a pintura de Raphael Sanzio & Boleslaw von Szankowski, o cinema de Paolo Sorrentino & World Erotic Art Museum (WEAM) aqui.
O dia da criação de Vinicius de Moraes aqui.
Serenar & Crônica de amor por ela, Tantra & o culto da feminilidade de André Van Lysebeth, A psicologia de Vygotsky, Aniversário de Fernando Pessoa, Uma relação pornográfica de Philippe Blasband, a música de Guinga, a pintura de Lasar Segall & Luciano Freire aqui.
Será que dá hexa dessa vez?, Neurociências, Pílulas de humor de Max Nunes, O assassinato do anão de Plinio Marcos, o cinema de Neil LaBute & Stacy Edwards, a música de Laura Voutilainen, a arte de Octávio Araújo & Gosto do proibido de Sonia Pallone aqui.
Aurora & Todo dia o Sol se põe para uma nova alvorada..., A uma mulher amada de Safo, O homem unidimensional de Herbert Marcuse, a literatura de Amos Oz, a música de Händel & Caroline Dale, Não consultes médico de Machado de Assis, a pintura de Frederic Edwin Church & François Gerard, o cinema de Blake Edwards & Audrey Hepburn, a arte de Ronald Golias & Keith Haring aqui.
Alvorada & Bom dia, O capital de Karl Marx, a poesia de Miklós Radnóti, O desespero humano de Soren Kierkegaard, A construção do personagem de Constantin Stanislavski, Eles eram muitos cavalos de Luiz Ruffato, o cinema de Ingmar Bergman & Harriet Andersson, os desenhos de Federico Fellini, Memória Musical Brasileira de Anna Maria Kieffer, a pintura de Isabel Magalhães & Programa Tataritaritatá aqui.
A salvação bidiônica depois da bronca, Filosofia, ideologia & ciência social de István Mészarós, Mal de amores de Ángeles Mastretta, O horror econômico de Viviane Forrester, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Tatjana Vassiljeva, a pintura de Auguste Chabaud, a arte de Lia Chaia & Wesley Duke Lee aqui.
Colocando os pingos nos iiiiis, Teoria da viagem de Michel Onfray, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, a música de Natalia Gutman, Toda palavra de Viviane Mosé, A argumentação de Débora Massmann, a fotografia de Cris Bierrenbach, a arte de Mira Schendel, Conversa de bar & filho não reconhece pai & Quando se pensa que está abafando, das duas, uma: ou contraria ou se expõe ao ridículo. Cadê o simancol, meu aqui.
A gente tem é que fazer, nunca esperar que façam por nós, Lenda, mito & magia, Os catadores de conchas de Rosamunde Pilcher, As viagens de Marco Polo, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a arte de Beth Moyses & Antonio Saura, a música de Silke Avenhaus, Os passos desembaraçados nos emaranhados caminhos, Quando os ventos sopram a favor, tudo fica mais fácil & Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

OCTAEDRO DE JÚLIO CORTÁZAR
[...] É verdade que escrever de vez em quando me acalma, será por isso que há tanta correspondência de condenados à morte, quem sabe lá. Inclusive me diverte imaginar por escrito coisas que apenas pensadas de repete nos entopem a garganta, sem falar das glândulas lacrimais; nas palavras me vejo como se fosse outro, posso pensar qualquer coisa desde que o escreva logo em seguida, deformação profissional ou alguma coisa que começa a amolecer nas meninges. [...] ver-me já morto em seus olhos me tiraria esse resto de força com que posso falar-lhe e retribuir algum de seus beijos, com que continuo escrevendo apenas ela sai e começa a rotina das injeções e das palavrinhas simpáticas. [...] embora lhes doa e amaldiçoem esse absurdo de morrer jovem e em plena carreira, existe a reação que todos conhecemos, o gosto de tornar a entrar no metrô ou no carro, de tomar um banho de chuveiro e comer com fome e vergonha ao mesmo tempo, como negar a fome que se segue às noites em claro, o cheiro das flores do velório e os interminaveis cigarros, e os passeios pela calçada, uma espécie de forra que sempre se sente nesses momentos e que eu nunca me neguei porque teria sido hipócrita. [...].
Trecho de Liliana chorando, extraído da obra Octaedro (Civilização Brasileira, 1977), do escritor argentino de origem belga Julio Cortázar (1914-1984). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora britânica Jenny Saville.
Veja mais aqui.

New Jersey Ballet Beauty and the BeastPeter and the Wolf. Mayo Performing Arts Center
 

segunda-feira, março 13, 2017

GILBERTO MENDONÇA, ORLANDO ALVES, LIA RODRIGUES, BELLE CHERE & DAVID NGO, NÚBIA VÍTOR SOUZA




TODO DIA O PRIMEIRO PASSO - O embalo dos sonhos constrói uma entre tantas metas, a escolha entre muitos objetivos: ser isso ou aquilo, ou. Qual? Este ou aquele, ou aqueloutro? Dúvidas permeiam sempre, mesmo assim, tem de se fazer alguma coisa na vida. Pitacos e simpatias se misturam, opções da muita, conselhos persuasivos, alguns sensatos, diversos nem tão simpáticos, o uso do discernimento. Chega a hora de dar o primeiro passo, senão sempre: a razão de levantar de manhã e ter algo pra fazer na ciência de que no reino do efêmero nada é definitivo, nada mais. É preciso fazer alguma coisa, executar uma tarefa, desenvolver projetos, empreender esforços para alcançar a meta e o sucesso pra ser feliz, ah, felicidade no garimpo das pepitas da recompensa, oh não se revele prêmio quimérico de uma grande ilusão. Agora é realizar: dar o primeiro passo. Esquecer quantos outros passos foram dados ao fracasso ou não levaram a lugar algum, ou às quedas e tropeços, às desistências e constatações de que se não deu certo, por certo, houve algum equívoco ou erros na travessia, algo do desleixe ou do despreparo. Agora não, ou se está pronto ou nada, ir em frente: pra quem vai há sempre o caminho da volta. Vale o desafio e a excitação, dúvidas e trajetos: quem faz pode desfazer ou refazer, ou deixar como está, se aprouver. É só começar, mesmo que não se saiba pra onde, a expectativa da chama entre armadilhas, resistências, obstáculos, árduos despenhadeiros à luz das possibilidades e limitações. É seguir até as fronteiras, sobrepujar precipícios: só sabe o acerto quem provou do errado e, quem sabe amanhã, um seja o outro e vice-versa. Vale a tentativa, ascender ou não é por conta do aprendizado, até mesmo diante da intolerância ao heterodoxo, mesmo quão paradoxal se pareça. Aonde vai, quem sabe, a andança é chegar lá, alhures, o que não significa o fim, pode ser o ponto de partida, a vez do recomeço: não há repouso pras novas satisfações. Ir adiante e além por mais difícil que seja, ao longe. Ao final, resultados e avaliações, depois do intermitente e culminante prazer, o vento apaga as pegadas e, ao invés do alívio da conquista, o vazio. Não era bem isso o que se queria e, à beira do desânimo, o que era o triunfo aos olhos, reduziu-se a nada. Pode ser tudo, ou não. É hora de recomeçar, rever a jornada é o que importa, o valor da caminhada seja pra onde for, não mais o destino que é apenas um passo e a lição: a cada passo a subida na escalada, a cada dia o cume de uma montanha. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo as obras Fantasia (1997), Invariâncias (2003), Disposições Texturais (2003), Inserções I, II, III e IV (2005), Sincrofonia I e II (2004-2005), Pantominas I, II, III e IV (1997-2001), entre outras, do premiado compositor erudito, professor da UFPb e coordenador do Compomus, José Orlando Alves.

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O premiado espetáculo Aquilo de que somos feitos (2000), da Lia Rodrigues Companhia de Danças, criação da coreógrafa e artista Lia Rodrigues, com música de Zeca Assumpção.

DESTAQUE: UN PAS DE TROIS, DE GILBERTO MENDONÇA TELES
Houve um reino qualquer e três sereias
Que afinavam seu canto na linguagem:
A virgem, a casada e a que passava seus dias na janela.
E havia a forma de sirene e silêncio, essas metades,
Renda de bilro, milongagem, força oculta e sem governo,
Latejantes nas têmporas do mito.
A primeira voltou à sua estância,
Leu Bandeira, fez versos, desnudou-se.
E, cumprindo o ritual, como sereia,
Foi banhar-se num rio de água doce.
A segunda voltou-se para o mar,
Tomou banho lustral de fevereiro,
Fez cirandas na area e ouviu lendas
Da lira pendurada no coqueiro.
A terceira me deu esta janela
Com desenho de peixe na vidraça.
E está acenando lá fo fundo
Do rio que não passa.
Un pas de trois, poema do livro Coreografia do Mito, extraído da obra Hora aberta: poemas reunidos (Vozes, 2003), do poeta, advogado e professor universitário de Teoria da Literatura e Literatura Brasileira, Gilberto Mendonça Teles. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da modelo e atriz Belle Chere na fotografia de David Ngo.
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DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à amiga pedagoga especilista em Psicopedagogia e Funcionária Pública Maria Núbia Vítor de Souza.

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