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domingo, outubro 29, 2017

ALDOUS HUXLEY, JOSEPH CONRAD, SUSAN SONTAG, JOAN LA BARBARA, CELSO KELLY, MARC ATTALI, LIVRO, LITERÓTICA & MARYNA.

 
Curtindo a arte musical da cantora estadunidense Joan La Barbara.

LITERÓTICA: AS PERNAS DE MARYNA – Compenetrado nas minhas escrituras, a cigarra tocou. Não esperava ninguém àquela hora, quem seria, não sei. Abro a porta e o aroma de mulher invade o ambiente. Nada melhor que a surpresa. Era ela: Maryna sedutora, maneirosa, decotada, obscena, deliciosa. Ah, como é bom vê-chegar assim irresponsável, safada, matreira. Ao entrar empurrou-me incontinente, até sentar-me à cadeira da escrivaninha. Meus olhos fixos nela, quanta gostosura. Tirou o salto alto lentamente, descalça, o busto saltava do decote, o corpo enchia minha vista, a boca cheia d’água diante da sua apetitosa emanação. Trouxe o pé desnudo ao meu ventre, massageando delicadamente meu pênis já emergente. O corte da sia expôs suas esculturais pernas, a coxa roliça, permitia a visão da calcinha guardando seu ventre abundante: a fogueira para minha heresia priápica. Manhosamente enleava, convidava-me à sua safadeza sensual. Ela jogou a cabeça para trás, respirando fundo, mãos aos cabelos e as minhas aos seus fartos seios. Desabotoei os primeiros botões do vestido, invadi por baixo do sutiã, sua pele acetinada, minha ardente lasciva. Respirava com dificuldade pelo prazer abrasador das minhas mãos na sua carne perfeita para amar e gozar. Livrando-se do vestido, tirou a calcinha e sutiã, virou-se de quatro e me expôs as suas nádegas magistrais, ah, lauto banquete, fausto monumento. Passei a língua na sua vagina úmida e ela murmurava felina, porquanto submissa, apetitosa, propícia. Meus dedos percorriam suas ancas, acariciando seu ânus e clitóris, a sua carne viçosa, ah Vênus calipígica nua, suas pernas eram duas torres aprazíveis em que eu esfregava meu sexo duro e babento, a sua respiração suspensa, e eu mais lambia aquela fonte deliciosa de prazer. É por ali que eu devia seguir sem inibição e como uma ovelha desgarrada, levantei-me e aprumei meu pau rijo ns sua correnteza copiosa, a gemer com a minha estocada, disse-me: Ah, flauta mágica, a verdadeira. E nela trepei, empurrei, meus urros indecorosos, mais pedia, mais estocava, mais gemia, mais me acumulava entre suas coxas e gozava loucamente ao meu gozo estonteante. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aquiaqui e aqui.


DITOS & DESDITOSAs palavras têm sua propria firmeza. A palavra na página não pode revelar (pode esconder) a flacidez da mente que a concebeu. Todos os pensamentos são evoluções – ganham mais clareza, definição, autoridade ao serem impressos – ou seja, descolados da pessoa que os pensa. A escrita é uma pequena porta. Algumas fantasias, feito grandes peças de mobiliário, não passarão por ela. Pensamento da escritora e crítica estadunidense Susan Sontag (1933-2004). Veja mais aqui e aqui.

ALGUÉM FALOU: A castidade é a mais anormal das perversões sexuais. Adoro católicos. Se não insistissem tanto em misturar-se aos cristãos, já teria me convertido a eles. Pensamento do escritor inglês Aldous Huxley (1894-1963). Veja mais aqui.

ARTE & COMUNICAÇÃO: LIBERDADE DE EXPRESSÃO – A obra Arte e comunicação (AGIR/MEC, 1972), do jornalista, escritor, teatrólogo, professor, historiador e crítico de arte Celso Kelly (1906-1979), trata sobre arte e sociedade, o fato estético, a arte e o tempo, a criação artística, fundamentos estéticos da comunicação, artes plásticas e mensagens visuais, o espetáculo e a comunicação direta, uma nova linguagem, imagem e som, as novas linguagens e o espetáculo indireto, comunicação e literatura, linguagens poéticas, jornalismo e a publicidade na conjuntura da comunicação. Na obra ele expressa: [...] A liberdade de expressão que se reivindica nas comunicações em geral tem seu fundamento na necessidade de assegurar autenticidade às comunicações, de inspirar a mais sagrada confiança do público, de atingir originalidade na criação (inclusive no anúncio) e de garantir à sua clientela os benefícios da circulação e da audiência. Só bem utilizada, a liberdade de expressão proporciona aos veículos a penetração de público a q eue eles aspiram e a força de opinião que eles pretendem. Veja mais aqui.

JUVENTUDE: UMA NARRATIVA – [...] O mundo nada mais era que uma imensidão de enormes ondas espumantes nos perseguindo, sob um céu baixo o bastante para tocarmos as mãos, e negro como um teto fumegante. [...] Havia uma completude, algo sólido como um princípio e dominante como um instinto – uma revelação de algo secreto -, aquele algo escondido, aquela dádiva boa ou má que faz a diferença racial, que molda o destino das nações. [...] as faíscas voavam para cima como o homem gera seu próprio sofrimento [...] Juventude! Tudo pela juventude! A tola, encantadora, bela juventude! [...] o primeiro suspiro do Oriente em meu rosto. Jamais esquecerei isto. Era impalpável e escravizador, como um feitiço, uma promessa sussurrada de prazer misterioso. [...] O oriente misterioso estava diante de mim, perfumado como uma flor, silencioso como a morte, escuro como um túmulo. [...] o Oriente falou comigo, mas foi numa voz ocidental. Uma torrente de palavras jorrava no silêncio enigmático e fatal; palavras estrangeiras, zangadas, misturadas com palavras e mesmo frases inteiras em bom inglês, menos estranhas, mas por isso mesmo mais surpreendentes. A voz xingava e amaldiçoava violentamente; ela cifrava a paz solene da baía com uma saraivada de ofensas [...]. Trecjos extraídos da obra Juventude: uma narrativa (Paz e Terra, 2003), do escritor britânico Joseph Conrad (1857-1924). Veja mais aqui.

LES ÉROTIQUES DU REGARD
Imagens da obra Les érotique du regard (Balland, 1968), do fotógrafo Marc Attali.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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quinta-feira, agosto 21, 2008

MARYNA, BORGES, STUART HALL, BOTERO, LOLA ASTANOVA, DORO, SAÚDE & SONO

 Curtindo a arte & as interpretações personalíssimas da premiada pianista russa de Lola Astanova. Veja mais aqui.

POR AMAR MARYNA – Uma vez e Maryna deu-me o olhar às minhas mãos de espera, o conluio de um coração convulso por um ser de esplêndida magnitude. Quase perdia a esperança de vê-la exata no apalpo do afago a ruir todo tempo por espaços abissais, como se fosse a correnteza de rio a me ensinar o mergulho na imensidão do seu mar, o espetáculo da sua maravilha para me enternecer de paixão. Ao ver-me sôfrego contumaz das errâncias, abriu-me os braços ao abrigo da paz. E duas vezes ela me olhou e seus lábios eram mais que duas postas saborosas pros meus beijos sobejantes e a me dar além do infinito das estrelas alcançadas e ela a mais radiante de todas, a descer dos céus para me premiar a vida além da existência. E o seu hálito de fêmea inebriante era o eflúvio que me incendiava a alma e refazia em mim o ufano gozo de ser súdito confesso ao inteiro dispor da sua realeza mais que cobiçada nos confins dos sonhos. Três vezes ela me olhou e deu-me a mão ao afago de sua pele acetinada, a desnudar-se qual virgem vestal na revelação do êxtase extremo, a me deixar beijar-lhe os pés, tatear suas pernas esbeltas, rondar o veio das suas coxas carnudas, seu ventre em brasa, a tomar sua cintura e quadris, toda sua escultural compleição porque ela é feita pro amor. Se ela diz sim tudo brota na pujança exuberante do fulgor de sua beleza mais que extraordinária na minha querência. E se ela diz não tudo em mim revoa orbitando seu ser de rara candura e lubricidade. Pela quarta vez ao me olhar já éramos cúmplices da noite e do dia na intensa confirmação do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.




PENSAMENTO DO DIA - Quando a gente não administra direito o princípio do prazer com o princípio da realidade, não adianta tapar os olhos, fazer ouvidos de mouco nem ficar que não está nem aí pra quem pintou zebra! Se apurar direitinho verá que existe uma CBF com todas as regras da espórtula em cada reunião de pessoas – cada qual puxando a sardinha pra si e reclamando: o que levo nisso? – e que não é pegadinha nem jamais diga que não é problema seu: cada um de nós paga pela estupidez humana. Tome nota!

A VIDA & A PÓS-MODERNIDADE – [...] Quanto mais a vida social se torna mediada pelo mercado global de estilos, lugares e imagens, pelas viagens internacionais, pelas imagens da mídia e pelos sistemas de comunicação globalmente interligados, mais as identidades se tornam desvinculadas – desalojadas – de tempos, lugares, histórias e tradições específicas e parecem “flutuar livremente”. [...]. Trecho extraído da obra A identidade cultural na pós-modernidade (DP&A, 2005), do teórico cultural e sociologo jamaicano Stuart Hall (1932-2014). Veja mais aqui.

O FANTÁSTICO - [...] A realidade é a nossa própria imagem do mundo; aparece em todos os espelhos, um fantasma que existe apenas para nós próprios, que aparece, gesticula e desaparece conosco. [...] Pensamento do escritor, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Veja mais aqui.

OBJETIVO DA ARTE - [...] O objetivo da arte não é a representação da realidade, mas sim a criação de um mundo próprio para cada um [...]. Pensamento do artista figurativista colombiano Fernando Botero. Veja mais aqui.

 A arte da premiada pianista russa de Lola Astanova. Veja mais aqui.


A IMPORTÂNCIA DO SONO – A leitura do artigo A importância do sono, da especialista em Endocrinologia e Metabologia, médica Regeane Trabulsi Cronfi, tece considerações a respeito das conseqüências do sono e o que ele proporciona quando é bem ou mal conduzido por qualquer pessoa, seja ela criança, adulto ou idoso. Trazendo à sua abordagem um esquema que esmiúça as fases do sono, a médica apresenta de forma suscinta, e amparada por pesquisas realizadas em universidades norte-americanas, o resultado do sono no comportamento e na vida do ser humano, tecendo quais são as conseqüências que a administração do sono provoca nas pessoas. Comparando, assim, o sono bem administrado pelo organismo humano, bem como as possíveis conseqüências da má condução deste, ela vai considerando que o dormir é fundamental para o melhor desenvolvimento das atividades humanas e se expressa no sujeito, dependendo da quantidade de horas que este mesmo sujeito se submete ao descanso diário. Apresenta, pois, os riscos do sono mal administrado, proporcionando um sem número de possíveis enfermidades, desde problemas com infecções, obesidade, hipertensão e diabetes. Conclui a autora que é imprescindível que o dormir bem compreenda um período corresponde ente 7 e 8 horas diárias, para que a pessoa possa se desenvolver com criatividade, habilidade e discernimento o seu dia-a-dia. Mediante isso, a autora apresenta uma robusta razão para o cuidado com o sono, uma vez que, de forma esclarecedora, se sugere apreensão do conteúdo da matéria para que todos possam viver satisfatoriamente e com qualidade, tudo isso, indubitavelmente, dormindo bem.

O DORO ARRETADO - O Doro anda azoado. É que a amaldiçoada da sogra dele anda botando gosto ruim em tudo que ele faz. Não bastando o azarão dele querer ser presidente numa eleição de prefeito, ainda vem a ziqueira da sogra azedar o angu do rapaz. Pode? Aí ele queima ruim e arripuna: - Se essa véia um dia bater as botas, eu além de enterrá-la , vou encarcá-la e cremá-la dela virar cinza sem vorta. Eu juro que enterro e cremo!!!! - Que é isso, Doro, tá feito zoró é? - Nada, é que essa desgracenta é fogo-na-roupa, não convém facilitar. Se ela bater a caçuleta, eu enterro, cremo e ainda fico esperando virar cinza. Vai que ela resolve voltar, aí eu encinzo na hora pra num ter retorno da maldição, né?!!!


PRESEPADA - O candidato à vereança Zé Bilôla, no calor da sua campanha ainda não decolada, nem descolada e lascada toda, manda avisar que o Doro – o bacharel das chapuletadas - vai botar pra foder na plataforma da campanha dele para presidente. Quem viver, verá!



Veja mais sobre:
Jung & Holística, André Malraux, Leilah Assumpção, Haroldo Marinho Barbosa, Antonín Mánes, Coletivo Chama, Viúvas de marido vivo, Maria de Fátima Monteiro, Pedro Cabral Filho & Goretti Pompe aqui.

E mais:
Quintal dos milagres aqui e aqui.
Cordel Aos poetas clássicos, de Patativa do Assaré aqui.
A poesia de Clauky Boom aqui.
Moro num pais tropicaos, de Marcio Baraldi aqui.
Cordel Eu vi o brasí jogá, de Zé Brejêro aqui.
As olimpíadas do Fecamepa aqui.
A arte de Ana Luisa Kaminski aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora parabenizando o Tataritaritatá!
Veja aqui e aqui.



CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.
 


MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...