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terça-feira, janeiro 21, 2020

ORWELL, GENEZIO GOMES, FEBRE DO RATO, MESSALINA & ARTE DE PERNAMBUCO

UM BRINDE, VALMESSA - Brindemos a primeira taça por sede e honra da imperatriz, aquela poderosa a quem tudo queria e em todos mandava. Salve, Valmessa, dona da noite e do dia. Que a temessem ou respeitassem, só a mim ela viveria. Quantos não a queriam deposta, subjugada, revoltados insones. Brindemos a segunda taça pela alegria da feliz dama que pela nobreza de estirpe, saiu do pedestal para diversão dos seus mortais súditos. Salve a senhora majestade, digna dos mais respeitosos cerimoniais e sacramentos. Que a exaltassem ou desejassem, só para mim ela se despia. Quantos não a queriam ultrajada, vencida e andrajosa. Tanto queriam, só a mim ela serviu. Brindemos a terceira taça pelo prazer da meretriz que é uma dríade enamorada e obscena, com sua extrema beleza, seios fartos, mãos feiticeiras, belas formas, ninguém jamais seria insensível aos seus encantos, a luxúria desenfreada de nascença. Salve a rainha destronada, a deusa dessacralizada, a mulher honrada que se fez puta e mais devassada. Que a maldissessem ou apenassem, só a mim ela se entregava. Brindemos a quarta taça pela felatriz de loucura escandalosa, dias doces de carnavalizante orgia, o ritmo louco das Mênades no rito de Baco e a lascívia de costumes. Éramos nós, eu e ela, e só. Salve aquela que me engoliu na noite sem fim e desmaiou na tarde com o meu gozo e que se comprazia em me abocanhar em todas as horas dos dias e meses a mais de ano e a vida toda. Que a condenassem ou sacrificassem, só a mim ela nua me levava. Quantos entraram na alcova e dela saíram mortos e ela radiante. Brindemos mais por Valmessa, a Valéria, Messalina, aquela a quem acusavam de muitos subjugar, quantos foram substituídos, desacreditados, quantos foram traídos, executados, todos os cadáveres que zanzavam atraídos por sua imponência e exuberância. Se amou, ela os consumiu e domou, preteriu e dispensou na primeira curva, todos odiavam, só eu a amei de verdade. E veneraram, apesar de a tratarem por pérfida, imaculada, preferida, mal afamada, louca devassa, e ela com todas as manobras de quem faz a guerra, deserta para se aventurar depravada na penumbra, impudica na noite para que os fluxos astrais trouxessem destino sorridente no jogo dos sentimentos e na vacuidade dos sonhos. De tanto amar, dissimulou e morreu. Apesar de tudo, ela foi o meu amor, o único amor, e tiramos todos os proveitos das duas mil e uma noites de nossos safaris eróticos, festa no nosso salão nupcial, e ríamos pelo que víamos e ouvíamos dos anais de Tácito e Suetônio, gargalhávamos com as narrativas patafísicas de Jarry, as cenas fílmicas de Guazzoni, Cottafavi e Gallone; e a sua morte consternada nas cenas dramáticas de Averkiev ou Cossa, com os acordes musicais de Pallavicino. Nus e embriagados, brindamos todos os goles, dançamos mais que a música dos orgasmos. Quase perdíamos a respiração, nos achamos entre um fôlego e outro, e nos perdemos sem saber como. A morte teve sua hora. Ela se foi na poeira da madrugada, ninguém jamais a amou. Só a mim esta graça e sina. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Um dia, descobriu que o governo, diante da falta de quadros para cargos de importância intermediária, pretendia promover alguns pequenos funcionários como ele. A notícia iria se tornar pública dali a uma semana, mas uma das qualidades de Po Kyin era sempre conseguir as informações uma semana antes de todo mundo. Ele viu ali sua oportunidade, e denunciou todos os seus cúmplices antes que eles pudessem se precaver. A maioria foi mandada para a prisão, e Po Kyin acabou nomeado supervisor assistente municipal como recompensa por sua honestidade. Desde então, nunca mais deixou de subir. Agora, aos cinquenta e seis anos, era magistrado subdivisional, e tudo indicava que seria promovido ainda mais e nomeado comissário assistente, tendo ingleses como seus iguais e até mesmo sob suas ordens. Como magistrado, seus métodos eram simples. Mesmo pela maior dos subornos, ele jamais vendia a decisão de um caso, pois sabia que um magistrado que emite julgamentos errados acaba sendo descoberto mais cedo ou mais tarde. Seu modo de agir, muito mais seguro, era aceitar suborno dos dois lados e, depois, resolver o caso estritamente de acordo com a lei. O que ainda lhe valia uma muito proveitosa reputação de imparcialidade. Além da renda que auferia junto aos litigantes, U Po Kyin extorquia um tributo permanente, uma espécie de taxação particular, de todas as aldeias submetidas à sua jurisdição. Se alguma aldeia deixava de pagar seus tributos, U Po Kyin adotava medidas punitivas - bandos de dacoits atacavam a aldeia, os moradores mais importantes eram presos com base em falsas acusações, e assim por diante -, e não demorava muito a soma devida acabava sendo paga. Ele também recebia uma parte de todos os roubos de maior porte que ocorriam no distrito. Quase todo mundo, claro, sabia disso, menos os superiores de U Po Kyin (nenhuma autoridade britânica jamais acreditaria numa acusação feita contra seus próprios homens), só que todas as tentativas de denunciá-lo sempre fracassavam; os homens que o apoiavam e cuja lealdade era alimentada por uma parte do butim eram numerosos demais. Toda vez que alguma acusação era feita contra ele, U Po Kyin se limitava a desacreditá-la lançando mão de uma série de testemunhas subornadas, disparando em seguida contra acusações que o deixavam numa posição mais forte do que nunca. Era praticamente invulnerável, tal sua eficiência em julgar o caráter alheio e assim jamais escolher um intermediário errado, e também porque se entregava à intriga com tanta concentração que jamais cometia um erro por descuido ou ignorância. Podia-se dizer, quase com certeza, que ele nunca seria apanhado, que seguiria em frente, de sucesso em sucesso, e que por fim haveria de morrer coberto de honrarias, com uma fortuna de vários lakhs de rupias. E mesmo no além-túmulo seu triunfo haveria de continuar. De acordo com a crença budista, os que praticam o mal na vida passam à encarnação seguinte na forma de um rato, um sapo ou algum outro animal inferior. U Po Kyin era um bom budista e estava decidido a se prevenir contra esse risco. Havia de dedicar seus últimos anos a boas causas, graças às quais acumularia mérito suficiente para sobrepujar o que ocorrera no restante de sua vida. É provável que suas boas obras tomassem a forma da construção de pagodes. Quatro pagodes, cinco, seis, sete - os monges lhe diriam quantos - com adornos de pedra esculpida, toldos de orla dourada e sinetas que tocavam ao vento, cada toque uma prece. E ele voltaria à terra em forma humana e masculina - pois a mulher tinha mais ou menos a mesma importância hierárquica de um rato ou um sapo - ou, na pior das hipóteses, na forma de algum animal digno, como um elefante. Todos esses pensamentos corriam rapidamente pelo espírito de U Po Kyin, e quase sempre em imagens. Seu cérebro, embora astucioso, era bastante bárbaro, e só funcionava para determinadas finalidades; a mera meditação estava além de seus hábitos. [...]. Trecho extraído da obra Dias na Birmânia (Companhia das Letras, 2008), do escritor e jornalista britânico George Orwell (Eric Arthur Blair – 1903-1950). Veja mais aqui & aqui.

MESSALINA – Imagem do escultor francês Eugène Cyrille Brunet (1828-1921) – Valéria Messalina (17-48dC), foi uma imperatriz-consorte romana, poderosa e influente. A sua família possuía casamentos entre parentes próximos e, segundo Tácito e Suetônio, ela possuía uma reputação de promíscua e predadora sexual insaciável, conspirando contra o marido e executada com a descoberta desse seu plano. Há o hipotético de que o viés político com suas intrigas e conspirações, tenha sido a supremacia para sanções e vingança dos envolvidos contra ela, muito embora haja relatos de Plínio, o Velho, em sua História Natural, de uma competição sexual em que ela teve 25 parceiros diferentes, o que é reiterado pelo poeta Juvenal em sua sexta sátira, das noites dela no bordel Loba. Seu nome ficou na história por séculos de páginas e cenas artísticas. Veja mais aqui.

FEBRE DO RATO
FEBRE DO RATO – O premiado filme Febre do Rato (2012), dirigido por Cláudio de Assis, trata de uma expressão popular no Recife que se refere a perda completa de controle, contando a história de um poeta anarquista que publica um jornal que tem o mesmo nome do filme, e ele se interessa por uma jovem que o rejeita. Entre os destaques que são muitos, especialmente para a atriz, cantora e compositora Nanda Costa. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do escultor e artista plástico Genezio Gomes Barbosa, que possui licenciatura em Desenho e Artes Plásticas pela Universidade de Pernambuco (UFPE), Escultura e Modelagem (UFPE), Fundição de Metais pela Escola Técnica Federal de Pernambuco e História da Arte Barroca, em Minas Gerais. É especialista em esculturas de resina, concreto armado, gesso, cerâmica, sucata e pedra-sabão. Participou de inúmeras exposições coletivas e individuais, com ativa participação como curador e expositor. Veja mais aqui & aqui.

A ARTE PERNAMBUCANA
A música de Lucinha Guerra aqui e aqui.
A poesia & texto de Tony Antunes aqui, aqui, aqui & aqui.
A literatura de Gerusa Leal aqui, aqui, aqui & aqui.
A realidade social da ficção do sociólogo Sebastião Vila Nova aqui.
A arte do artista plástico José Duran y Duran aqui, aqui, aqui & aqui.
A xilogravura de Erik Lima aqui.
&
O município de Gameleira aqui e aqui.


sexta-feira, março 08, 2013

GRAZYNA MILLER, GITTA SERENY, EBNER-ESCHENBACH, PRENTICE MULFORD & LITERÓTICA

 

SOU NELA & VOO... - Ela chegou com seu roupão decotado insinuando os seios fartos que ritmavam o movimento a cada passada, ao mesmo tempo em que podia flagrar entre as coxas a calcinha estufada guardando o que imanta a minha visão e o meu sexo. Mais se aproxima para se acomodar entre as minhas pernas, abaixando-se até o chão a debruçar seus braços sobre as minhas pernas para logo começar a alisar meu sexo por sobre o tecido da calça de forma tão carinhosa de fazê-lo dilatar e mais apalpá-lo mordendo os lábios, olhos fixos bem abertos, como quem se espanta com o próprio ato de ver-me mais excitado e meu pênis mais volumoso ao seu contato. Ela então abocanha percorrendo a extensão do meu prazer aprisionado, instigando-me os delírios de prazer. Depois de muito me provocar com suas mãos e boca, ela então se posta a desatacar o botão da minha calça, arriando lentamente o zíper para flagrá-lo estirado sob a cueca e novamente alisando-se carinhosamente até alcançá-lo vivo latejando sob o contato dos seus dedos, retira-o e o expõe enlouquecidamente duro para me dizer: "Quero te enlouquecer". Não consigo dizer nada porque ela se põe a beijá-lo, lambê-lo e engoli-lo chupando-o para deixa-lo cada vez mais completamente excitado por sua felação. Ao sentir-me convulso de tesão ousa mais sugá-lo como faminta insaciável que quer vê-lo explodir num gozo inenarrável. Então eu tomo seu queixo e a puxo para abraçá-la como quem grato quer curtir mais ainda sua boca despudorada, beijando-a apaixonadamente. Deslizo minhas mãos a remover lentamente seu roupão e ter na palma seios, removo o sutiã e os afago para meu deleite e mais exploro sua escultura sinuosa, até alcançar sua vagina latejante. Retiro-lhe a calcinha e aí eu sei que sou quem vai se apoderar de toda sua intimidade e nela enfiar-me inteiro para depois lambuzar com meu prazer suas faces, seios e curvas, esfregando-o em sua pele sedosa para alcançar as costas e tê-la toda entregue para meus arrebatados quereres porque sei que vou usurpar todos os seus limites ânus adentro e vou gozar e senti-la aos gozos e orgasmos completamente possuída e dada aos meus caprichos priápicos. Ela não só diz sim, como se acomoda toda manhosa para que eu possa alcançar-lhe a fundura mais desafiadora e me aproprie de sua carne como quem se entrega e quer ser submissa escrava aos meus quereres. Assim faço e ela me é toda às mãos e sexo, no seu corpo que alcanço a sua alma e toda sua gostesuda emanação em carne viva ao meu inteiro e irrestrito dispor. Sou nela e voo. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - O gênio fala muitas vezes mal e não sabe gramática. Mas transporta montanhas, constrói cidades, estabelece estradas de ferro e telégrafos. Muitos homens cultos falam e escrevem muito bem, mas são incapazes de construir e criar... Possibilidades e milagres significam a mesma coisa... Nosso pensamento é o ímã invisível, já atraindo sua correspondência em coisas vistas e tangíveis... O medo é apenas outro nome por falta de poder para controlar nossas mentes, ou, em outras palavras, para controlar o tipo de pensamento que pensamos ou apagamos... Pensamento do jornalista, escritor e espiritualista estadunidense Prentice Mulford (1834-1891), integrante do Movimento Novo Pensamento.

 

ALGUÉM FALOU: Se a moralidade se extingue, não resta mais nenhum ser humano... Pensamento da historiadora, escritora e jornalista austríaca Gitta Sereny (1921-2012), autora de livros sobre o holocausto e abuso de crianças, como na sua obra Into That Darkness: An Examination of Conscience (‎Vintage, 1983), na qual expressa: […] Mas o que é importante é que é difícil ver neste caso o que eles têm a ganhar negando que tenham sido “educados” para o assassinato nos institutos de eutanásia, se é que de fato foi isso que aconteceu. Eles certamente apareceriam sob uma luz um pouco menos terrível se pudessem alegar que foram cientificamente condicionados – uma lavagem cerebral – para trabalhar em campos de extermínio, em vez de designados para isso porque suas naturezas pareciam particularmente adequadas para tal atividade. [...].

 

AFORISMOS – [...] Contentar-se com pouco é difícil; contentar-se com muito, impossível [...] Até um relógio parado está certo duas vezes por dia [...] Não tema aqueles que discutem, mas aqueles que se esquivam. [...] Quem prefere os confortos materiais da vida à riqueza intelectual é como o dono de um palácio que se muda para os aposentos dos empregados e deixa vazios os suntuosos aposentos [...] Na juventude aprendemos; em idade nós entendemos. [...] Muito menos mal seria feito na terra se o mal não pudesse ser feito em nome do bem. [...] Oh, felizes pessimistas! Que alegria é para eles poder provar repetidas vezes que não há alegria. [...]. Trechos extraídos da obra Aphorisms (Ariadne Press, 1994), da escritora austríaca Marie von Ebner-Eschenbach (1830-1916). Veja mais aqui.

 

PAÍS DO AMOR - E eu, aqui para receber a \ beleza da velha terra e o amor me chama.\ Almas perdidas encontram refúgio aqui\ – espíritos sedentos pela verdade, \ violados pelas mentiras da história.\ Terra de boas-vindas maternais \ – conforta um coração exilado; \ terra com margens banhadas\ pela luz da liberdade\ – esperança de uma realidade melhor.\ Palingenesia repentina! \ Agora, num abraço alegre\ somos todos romanos, \ sicilianos, milaneses…\ E eu, aqui – vestal da Arte, \ me enterro no céu sem fronteiras da Musa, \ penetro as profundezas da minha alma… Poema da escritora polonesa Grazyna Miller (1957-2009). Veja mais aqui.

 

GINOFAGIA LITERÓTICA

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AFETIVIDADE – Segundo Dalgalarrondo (2008), a vida afetiva é a dimensão psíquica que dá cor, brilho e calor a todas as vivencias humanas. Sem afetividade, a vida mental torna-se vazia e sem sabor. Já segundo Paim (1993) é a capacidade de experimentar sentimentos e emoções. É o estado de animo ou humor como disposição afetiva fundamental, rica em todas as instancias emocionais e vitais, que dá a cada um dos estados de animo uma tonalidade entre dois polos, um patético e outro apático. Distinguem-se cinco tipos básicos de vivências afetivas: humor ou estado de animo, emoções, sentimentos, afetos e paixões. HUMOR OU ESTADO DE ÂNIMO – O humor, para Paim (1993), consiste na soma total dos sentimentos presentes na consciência em dado momento. O estado afetivo fundamentais do individuo (alegria, bem-estar, jubilo, felicidade, inquietação, angustia, tristeza, desespero) depende inteiramente das circunstancias pessoas da vida, dos desejos, inclinações e especialmente do estado de sua saúde física. EMOÇÕES – Para Dalgalarrondo (2008), as emoções podem ser definidas como reações afetivas agudas, momentâneas, desencadeadas por estímulos significativos. Assim, a emoção é um estado afetivo intenso, de curta duração, originado geralmente como a reação do individuo a certas excitações internas ou externas, conscientes ou inconscientes. Assinala Paim (1993) que a emoção é um estado afetivo intenso e complexo, proveniente de uma reação ao mesmo tempo psíquica e orgânica do individuo inteiro contra certas excitações internas ou externas. SENTIMENTOS – Os sentimentos, segundo Dalgalarrondo (2008), estão comumente associados a conteúdos intelectuais, valores, representações e, em geral, não implicam concomitantes somáticos. Constituem fenômeno muito mais mental que somático. Para Paim (1993) o sentimento é um estado afetivo atenuado, estável, duradouro e organizado com maior riqueza e complexidade do que os elementos representativos. Os sentimentos da esfera da tristeza são melancolia, saudade, tristeza, nostalgia, vergonha, impotência, aflição, culpa, remorso, autodepreciação, autopiedade, sentimento de inferioridade, infelicidade, tédio, esperança, entre outros. Os sentimentos da esfera da alegria são euforia, jubilo, contentamento, satisfação, confiança, gratificação, esperança, expectativa, entre outros. Sentimentos da esfera da agressividade são raiva, revolta, rancor, ciúme, ódio, ira, inveja, vingança, repúdio, nojo, desprezo, etc. Os sentimentos relacionados à atração pelo outro são amor, atração, tesão, estima, carinho, entre outros. Os sentimentos associados ao perigo são temor, receio, desamparo, abandono, rejeição, etc. Os sentimentos do tipo narcísico são vaidade, orgulho, arrogância, onipotência, superioridade, empáfia, prepotência, etc. AFETOS – Para Dalgalarrondo (2008), define-se afeto como a qualidade e o tônus emocional que acompanha uma ideia ou representação mental. Os afetos acoplam-se a ideias, anexando a elas um colorido afetivo. Seriam o componente emocional de uma ideia. PAIXÕES – A paixão, segundo Dalgalarrondo (2008), é um estado afetivo extremamente intenso, que domina a atividade psíquica como um todo, captando e dirigindo a atenção e o interesse do individuo em uma só direção. A paixão intensa impede o exercício de uma logica imparcial. ALTERAÇÕES DA AFETIVIDADE – Para Paim (1993) as alterações da afetividade são hipertimia, hipotimia, apatia ou indiferença afetiva, sentimento de falta de sentimento, sentimento de insuficiência, sentimentos sem objeto, sentimentos inadequados, qualidades novas dos sentimentos, pânico, sentimentos de presença, irritabilidade patológica, tenacidade afetiva, instabilidade afetiva, incontinência emocional, sugestibilidade patológica, puerilismo, moria, angustia, ambivalência afetiva e fobias. HIPERTIMIA – Para Paim (1993) a hipertimia ou estado de animo morbidamente elevado, distinguem-se a euforia e a exaltação afetiva patológica. A euforia simples traduz por um estado de completa satisfação e felicidade na qual vefiicam-se elevação do estado de animo, aceleração do curso do pensamento, loquacidade, vivacidade da mímica facial, aumento da gesticulação, riso fácil e logorreia. A euforia simples é observada nos indivíduos predispostos constitucionalmente e, em sua forma pura, na fase maníaca, nos estados hipomaníacos, na embriaguez alcoolica, na demência senil. Na exaltação patologia há não só euforia como também aumento da convicção do próprio valor e das aspirações. Vai acompanhada de aceleração do curso do pensamento que pode chegar à fuga de ideias, desviabilidade da atenção e certa facilidade para passar rapidamente do pensamento à ação. A instabilidade afetiva desses enfermos se traduz pelça extrema facilidade com que eles passam da euforia à tristeza ou à cólera. O estado de animo é o da distimia expansiva. Nos estados de exaltação patologia os enfermos dão a impressão de mais jovens, há aumento do turgor vitalis, manifestação de apetite voraz e de excitação sexual, insônia, grande facilidade dos movimentos expressivos e tendência irresistível à ação. HIPOTIMIA – Na hipotimia ou depressão patológica, segundo Paim (1993), verifica-se o aumento da reatividade para os sentimentos desagradáveis, podendo variar desde o simples mal-estar até o estupor melancólico. Caracteriza-se essencialmente por uma tristeza profunda e imotivada, que se acompanha de lentidão e inibição de todos os processos psíquicos. APATIA OU INDIFERENÇA AFETIVA – Segundo Paim (1993) a afetividade está completamente abolida, não se observando nunca em nenhum transtorno psicótico. Entretanto, a diminuição dos moveis afetivos é um sintoma constante em varias enfermidades mentais. Observações revelaram que nesta enfermidade não existe embotamento afetivo, ao contrario, as alterações são devidas aqui a um transtorno da coordenação entre sentimentos e pensamento. É uma alteração qualitativa dos processos afetivos tornando os sentimentos dos esquizofrênicos inadequados e inteiramente incompreensíveis para as pessoas normais. Indiferença afetiva e uma completa ausência de sensibilidade moral são observadas em certas personalidades anormais, especialmente naqueles indivíduos identificados como insensíveis. SENTIMENTO DE FALTA DE SENTIMENTO – Anota Paim (1993) tratar-se da situação em que os enfermos se queixam de que não experimentam sentimentos de espécie alguma, de que não sentem animo para participar de festas ou de qualquer tipo de distração. SENTIMENTO DE INSUFICIENCIA – Nesses casos, Paim (1993) aborda que os enfermos deprimidos manifestação alterações dos sentimentos no sentido de uma espécie de sentimento de insuficiência, que os incapacita para a pratica de qualquer ação. Trata-se de uma incapacidade real, motivada pelo transtorno primário da afetividade. SENTIMENTOS SEM OBJETO - Paim (1993) afirma que ocasionam profundo sentimentos aos pacientes, notadamente nas depressões endógenas nas quais pode-se verificar uma espécie de angustia indeterminada, que não se encontra ligada a nenhum fator real, denominada de angustia flutuante. SENTIMENTOS INADEQUADOS – são acontecimento que, segundo Paim (1993), normalmente produzem reação intensa em indivíduos sãos, podendo ocasionar uma reação paradoxal. Os fatos podem ser acompanhados da mais completa indiferença ou de fatos banais que provocam intensas reações afetivas. É a inadequação dos sentimentos denominada de dissociação afetiva, admitindo-se se tratar de um sintoma primário da esquizofrenia. QUALIDADES NOVAS DOS SENTIMENTOS – Anota Paim (1993) que o enfermo revela sentimentos e estados de animo qualitativamente novos, na maioria das vezes indefinidos e incompreensíveis. Os pacientes fazem referencias a sentimentos de pavor, de desespero, de solidão, de desprezo social ou sentimentos de beatitude e de iluminação divina. PÂNICO - Dalgalarrondo (2008) define como medo intenso, de pavor relacionada geralmente ao perigo imaginário de morte iminente, descontrole ou desintegração. O pânico se manifesta sempre como crise de pânico. Estas são crises agudas e intensas de ansiedade, acompanhadas por medo intenso de morrer ou de perder o controle e de acentuada descarga autonômica (taquicardia, sudorese, etc.). Segundo Paim (1993) consiste numa vivência de extraordinária repercussão psiquica tão intensa em certos casos que se tem tentado denomina-la de reação neurótica de pânico. SENTIMENTOS DE PRESENÇA – Para Paim (1993) o enfermo tem a certeza imediata de que alguém está ao seu lado, atrás dele, sente a presença de alguém que nunca é visto, porém está certo de que está próximo ou se afasta. IRRITABILIDADE PATOLOGICA – Anota Paim (1993) que é a predisposição especial ao desgosto, à ira e ao furor, nos quais os enfermos manifestam impaciência, irritabilidade, aumento da capacidade de reação para determinados estímulos e intolerância pelos ruídos. Nas personalidades anormais explosivas, o sintoma principal é a irritabilidade patológica. TENACIDADE AFETIVA – Para Paim (1993), consiste na persistência anormal de certos estados afetivos, como ressentimento, o ódio e o rancor. INSTABILIDADE AFETIVA – Entende Paim (1993) que é o estado especial em que se produz a mudança rápida e imotivada do humor, sempre acompanhada de extraordinária intensidade da reação afetiva, que se processa com duração muito limitada. INCONTINÊNCIA EMOCIONAL - Paim (1993) assinala que é uma forma de alteração da afetividade que se manifesta pela facilidade com que se produzem as reações afetivas, acompanhadas de certo grau de incapacidade para inibi-las. SUGESTIBILIDADE PATOLOGICA – Anota Paim (1993) que se trata de uma alteração da ordem tanto afetiva quanto volitiva, sendo uma predisposição psíquica especial que determina uma receptividade e uma submissão muito fáceis às influencias estranhas exercidas sobre o individuo. PUERILISMO - Paim (1993) indica que é o temo empregado para designar as alterações mentais caracterizadas pela regressão da personalidade adulta ao nível de comportamento infantil. Em consequência, o enfermo adota inconscientemente as atitudes, linguagem e o estado de animo de uma criança. MORIA – É o estado que, segundo Paim (1993), é dado com excitação alegre associado a certo puerilismo mental. Nesses casos os enfermos fazem bufonarias, caretas, não permanecem quietos um só instante, o humor é altamente instável, tornam-se cada vez mais exuberantes, loquazes, riem às gargalhadas. ANGÚSTIA – Para Paim (1993) é o sentimento frequente e torturante, sem objeto, quando os processos do conhecimento que a precedem são frequentemente muito mais vagos e indiferenciados, características que correspondem a estratos psiquicos mais primitivos. AMBIVALENCIA AFETIVA – Anota Paim (1993) que é a fala do amor e temor ou ódio que uma pessoa pode ter em relação a outra, dos acontecimentos que se tem e são desejados, como uma operação, a tomada de posse de um cargo. FOBIAS – Para Paim (1993) é um temor insensato, obsessivo e angustiante que certos doentes sentem em determinadas situações e consiste no temor patológico que escapa à razão e resiste a qualquer espécie de objeção. É o temor obsessivo aos espaços abertos (agorafobia), ou fechados (claustrofobia), aos contatos humanos ou com animais (cães, ratos), temor de atravessar ruas, de subir ou descer elevadores, de lugares altos, etc. CATATIMIA – Para Dalgalarrondo (2008) é a importante influencia que a vida afetiva, o estado de humor, as emoções, os sentimentos e as paixões exercem sobre as demais funções psíquicas. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIAS
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.
PAIM, Isaías. Curso de psicopatologia. São Paulo: EPU, 1993.


LILIA DINIZ & MIOLO DE POTE EM CANTIGAS E VERSOS é um espetáculo Cênico/Poético/Musical construído a partir de poemas que fazem parte do livro Miolo de Pote da Cacimba de Beber da escritora Lília Diniz. Toda ambientação do espetáculo e clima se dá em um terreiro, no qual passeiam os personagens descritos nos versos, uma choupana e elementos como: Pilão, machado, quibanos, casa de palha, cofos, esteiras, lamparinas, dentre outros utensílios e objetos do cotidiano sertanejo maranhense. Esses elementos compõem, por sua vez, o cenário do espetáculo e carregam as seguintes características, em quatro blocos, assim divididos: • Água – O fio condutor deste bloco são poemas e cantigas entoadas em clima de serenidade, aonde o “mumunhar” das águas e das cantigas das lavadeiras conduzem a platéia às ribanceiras dos rios e suas nascentes. • Terra – Elemento que traduz a percepção e a relação da poeta com suas origens agrárias. Os índios, as quebradeiras de coco babaçu, os lavradores e os pássaros incorporam as cantigas e versos na voz e na interpretação teatral em defesa dos que vivem e sobrevivem de sua produção na roça; • Fogo – Aqui as paixões, o amor da cabôca, a força da mulher que ama são os condutores dos sentimentos, expressados em rimas e toadas de boi, baião e versos brejeiros; • Ar – Neste bloco os convidados que são personagens retratados no livro/espetáculo sobem ao palco para aboiar, cantarolar, prosear, violar, assobiar, cirandar e festejar a vida simples da roça e sua gente. O espetáculo transporta a poesia escrita para a interpretação teatral, cheia de toadas e cantigas. Teve sua pré-estréia na cidade de ImperatrizMA, em dezembro de 2006, circulando pelos estados do PI, DF e SP. Trazendo em ritmos alegres histórias versejadas que transporta o público aos interiores do Brasil, ao cenário cotidiano das lavadeiras dos rios, aos baques do machado das quebradeiras de coco babaçu, versões poéticas do sertanejo brasileiro. FICHA TÉCNICA INTERPRETAÇÃO, POEMAS E CANTIGAS: Lília Diniz MÚSICOS: Máximo Mansur, Dadá Nunes e Murilo VOZES: Lúcia Maranhão e Thábata Lorena DIREÇÃO MUSICAL: Máximo Mansur FIGURINOS: Vanusa Babaçu e Roupa de Ensaio LUZ: Miltinho Alves CENOTÉCNICA: Roupa de Ensaio DURAÇÃO: 90’ CONTRATE ou INDIQUE Arte, poesias, cantigas e encantamento para seu evento lamparinaproducoes@gmail.com 61-8162-5458 - 3357-2445 -- 99-8116-9197 Acompanhe as poesias de Lília Diniz em: www.liliadiniz.zip.net/ , outroladodamargem.zip.net/ & www.sertanejares.blogspot.com Veja mais de Lília Diniz no Crônica de amor por ela e no Varejo Sortido

LUCINHA GUERRA – A cantora, atriz, diretora musical e produtora cultural pernambucana, Lucinha Guerra, é uma das vozes mais expressivas da nova música brasileira. Ela começou sua formação musical estudando canto no curso de extensão da UFPE. Durante este período participou como solista do Coral “Madrigal Reflexus”. Toca diversos instrumentos como: sanfona, violão, pandeiro, entre outros. Participou da criação da Trupe Romançal de Teatro, do idealizador Ariano Suassuna, com Direção de Romero de A. Lima, realizando vários espetáculos como "A Pedra do Reino" e "A História do Amor de Romeu e Julieta". No cinema, participou como cantora lírica e atriz no longa metragem “Retratos falados de Castro Alves”, de Sílvio Tendler com Bruno Garcia, Dira Paes, Teresa Freire, entre outros. Participou como atriz e cantora do musical "Mangaba com Catuaba", com Walmir Chagas e Aramis Trindade e Direção de Romero Andrade, em 1997, dedicando-se a partir do ano de 1999, exclusivamente a carreira de cantora. Desde 2000, tem uma ativa participação no cenário musical do Estado de Pernambuco, fazendo shows nas principais produções culturais. Lançou seu 1° CD solo, “Sinhá Pureza e a Moreninha que o Irerê cantou” em 2002, e o 2º, “O Samba de Mariazinha” em 2007. O "Samba de Mariazinha", traz composições inéditas do pernambucano Romero Andrade, algumas em parceria com Lucinha Guerra, como a faixa "Ô Maricota", um maxixe. Lucinha Guerra tem fortes influências de mestres como Jackson do Pandeiro, tendo inclusive realizado em 2008 o show "O Rei do Rítmo", uma viagem pela vasta obra desse grande artista da música Brasileira. Realizou o projeto "Coreto em Samba e Choro", idealizado e produzido por ela, com o apoio da prefeitura da Cidade de Olinda. O projeto trouxe a boa música de volta aos coretos da cidade e teve sua estréia, no coreto da Praça da Preguiça/Olinda, onde Lucinha cantou e recebeu convidados ilustres. O evento piloto aconteceu em setembro de 2008 e contou com a participação de Geraldo Maia, Rui Ribeiro, Selma do Samba e Naara. O "Coreto em Samba e Choro”, teve sua 2º Edição em dezembro de 2008, com as convidadas de Lucinha Guerra: Dalva Torres, Kelly Rosa, Karynna Spinelli e Cláudia Beija. O projeto aconteceu dentro do "Arte em Toda Parte", com a praça lotada de pessoas de todas as idades e classes sociais. Agora ela está com uma apresentação neste sábado, 18/09, na Casa de Seu Jorge., acompanhada de Alex Sobreira no violão de sete cordas e Nido do Acordeom. No repertório, sambas, valsas, tangos, foxtrot, canções francesas. O show conta ainda com um choro e um baião de Alex Sobreira. Informações e reservas: 81 3034 1066 Releases, vídeos e fotos de Lucinha Guerra no site: www.myspace.com/lucinhaguerra


EZRA MATTIVI –a cantora, compositora e educadora musical gaucha de Novo Hamburgo, radicada em Maceió desde 2000, Ezra Mattivi, é formada em Música pela UFAL, atuando como educadora musical no SESC AL e na Escola Espaço Educar. Começou a tocar violão aos 12 anos de idade e na época integrou grupos de canto coral. Participou do FEMUSESC de 2003, integrando o cd do festival. Integrou o grupo Vestindo a Carapuça, participando do cd da banda Todas as carapuças. Em 2005 realizou o show Tudo, em parceria com Naldinho no Projeto Palco Aberto, participando do cd do projeto, como também participou do cd do projeto em 2006. Já no ano seguinte, participou do Quartas Musicais do SESC-AL Em 2008 realizou o show Sotaques, em parceria com Romulo Melo e Jan Silva. Em 2009 realizou o show Todos os Sons e participou do projeto editorial Letras & Sons, um produto do Selo Passarada,lançado na IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, sendo pela produção de letras e arranjos para o cd da Coleção Letras & Sons. Ministrou o curso livre em 3 módulos de violão popular e eruditono Sesc Centro, destinados a adolescentes alagoanos.Detentora de uma bela voz, suas composições trazem poesia nas letras, suavidade nas melodias e harmonias que fazem referência à vida, ao amor e à natureza. Baladas, sambas, bossas, baiões, milongas, funks, estão presentes no seu trabalho.



THATHI – A cantora, compositora, guitarrista e multi-instrumentista baiana, Thathi, já dividiu palco com gente de peso como Djavan, Geraldo Azevedo, Guilherme Arantes, Flávio Venturini, Luiz Melodia, Zeca Baleiro, Danni Carlos, Frejat e Luiza Possi, Moska e muitos outros. Lançou o seu primeiro cd Por Cima com uma diversidade musical e já trabalhando o seu segundo álbum com produção de Robertinho de Recife. Contato: Fernanda Alves. 71 91366631 / 81116917. producao@thati.com.br Veja mais dessa promissora artista no site Thathi e no MySpace.


ANNA RATTO – Antes ela se assinava Anna Luisa, agora esta excelente cantora carioca mudou de nome: Anna Ratto. Confira seu talento acessando o seu novo site: www.annaratto.com.br. Tambem confira a sua página no MySpace www.myspace.com/annaratto, o seu blog www.annaratto.blogspot.com e o twitter dela: www.twitter.com/annaratto. Agenda de shows: 11/dez - Teatro Brasília (DF) - 21hs (R$ 40 l R$ 20) informações: www.teatrobrasilia.com.br 12/dez - FEIRA MÚSICA BRASIL no Marco Zero (Recife-PE) - 22hs informações: http://feiramusicabrasil.com.br 20/dez - Arcos da Lapa (Rio)(maiores informações - breve) e assista o videoclipe 'TONTA' (part. especial: Flavio Bauraqui e Cecilia Vidal): http://www.youtube.com/watch?v=N3WvThCh_s4


JULIANA SINIMBU – A cantora paraense Juliana Sinimbú  25 anos, teve seus contatos iniciais com a música através das marchas de carnaval que sua avó cantava e os discos de samba e bossa nova que seus pais ouviam sempre. Desde a primeira apresentação profissional em maio de 2006, Juliana tem cantado com freqüência nos principais teatros, bares e casas noturnas de Belém, sendo hoje um dos principais nomes da nova geração paraense. Entre os momentos marcantes dessa trajetória, destacam-se seus shows solo Daqui pra Frente (2007), Maysa, Quando Fala o Coração (2009) e Tem Mais Samba (2010). O show Intimidade, no qual dividia o palco com Aíla, foi escolhido pra abrir a programação do Fórum Social Mundial 2009. Em 2008, representou o Pará numa turnê pela França, ao lado dos grupos La Pupuña e Trio Manari. Informações para a imprensa: Contatos para entrevistas: Juliana Sinimbú julianasinimbu@gmail.com Assessoria de Imprensa Som do Norte Fabio Gomes musicadonorte@gmail.com 91-8279-7680




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GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

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