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segunda-feira, outubro 31, 2011

CHOCANO GASTAÑODI, SEACOLE, B. C. FORBES, COLFER, LA BRUYERE, PROFESSOR, INCLUSÃO & CORDEL


 

A arte de salvar vidas da enfermeira jamaicana Mary Jane Seacole (1805-1881), mais conhecida como Mãe Seacole, que atuou por conta própria durante a Guerra da Crimeia, alojando militares doentes e convalescentes no British Hotel e socorrendo feridos no campo de batalha, ao ser recusada para participar da equipe de enfermagem de Florence Nightingale. A sua história está registrada na autobiografia Wonderful Adventures of Mrs. Seacole in Many Lands (Penguin, 2005), demonstrando sua atuação no tratamento de doentes e combatendo epidemias nas Bahamas, Haiti, Cuba e Panamá. Ela foi ignorada e seu nome esquecido durante décadas, até que a enfermeira Elsie Gordon, no Nursing Mirror, resgatou sua história tornando-a nome da sede da Associação Jamaicana de Enfermagem.


 

UMA CANÇÃO PARA MARIANNE - Ela chegou com seu ar de atriz francesa, assim seria das feições ao jeito dela, como se aparecesse no Money de Bresson, depois de aulas de teatro como se fossem na Amandiers em Nanterre. E me enfeitiçou como se fosse Julienne em La Belle Noiseuse e se fez a minha cobiça como se fosse Luise cantando e dançando no Haut bas fragile, e eu fosse Rivette para premiá-la protagonista da minha paixão. E mais se fez, qual assistente do doutor em Passage à l'acte, e me servisse como se fosse Marie-Constance, amante do marquês em Le Sade de Jaquot. Mais idolatrei como se eu tivesse entre meus braços a Isabel de Me Whithout You, ou a Lili de Une folle envy, porque era a estrela do palco do meu coração Shakespeare e das minhas cenas de Marguerite Duras, de Tchekhov, Camus, Harold Pinter, Yasmina Reza, Kleist, Schnitzler, Hare, Honegger, Crimp, a deusa da ribalta que era a minha madrinha do Afeganistão Amanhã. E mais que feliz me contasse as escritas do seu Bad genius com Judith Perrignon, mais que um desabafo e depois dormisse linda para sonhar todas as cenas ao meu lado. Veja mais aqui, aqui & aqui.

 

A arte da atriz francesa Marianne Denicourt.

 

DITOS & DESDITOS - A História tem demonstrado que os mais notáveis vencedores normalmente encontraram obstáculos dolorosos antes de triunfarem. Eles venceram porque se recusaram a se tornarem desencorajados por suas derrotas. Pensamento do jornalista e escritor britânico Bertie Charles Forbes (1880-1954), fundador da revista Forbes, em 1917.

 

ALGUÉM FALOU: Eu uso um crachá para ajudar as pessoas a me encontrar. Isso economiza tempo quando você está lidando com idiotas. Eu sou o louco! Pensamento do escritor irlandês Eoin Colfer.

 

OS PERSONAGENS OU MODOS DESTE SÉCULO – [...] O homem que diz não ter nascido feliz, podia ao menos vir a sê-lo mediante a felicidade dos amigos e parentes. A inveja priva-o deste ultimo recurso. [...]. Trecho extraído da obra Les Caractères ou les Mœurs de ce siècle (Le Livre de Poche, 1976), do escritor francês Jean de La Bruyere (1645-1696), que também é autor de célebres frases como: A maior parte dos homens utiliza a melhor parte da vida para tornar a outra infeliz. A maioria dos homens emprega a primeira metade de sua vida a tornar a segunda metade miserável. É alcançar muito de um amigo se, tendo subido ao poder, ainda se recorda de nós. Não há no mundo exagero mais belo que a gratidão. A demasiada atenção que se emprega em observar os defeitos dos outros, faz que se morra sem ter tido tempo de conhecer os próprios. O prazer de criticar priva-nos de sermos profundamente tocados por coisas bonitas. Cada virtude apenas requer um homem; apenas a amizade requer dois. O amor dispensa palavras, já que os olhos sabem falar uma língua muito mais convincente.

 

A INSÔNIA DO RIO - Um relâmpago escapa pela floresta sombria: / assim é como, à noite, seu frio / cintilante tece , em meio a um gesto de pedras, o rio ... / Rio negro luta na abrupta ravina, / com um rugido de sombras e faíscas, que, a cada / passo, explodem em torno de uma rocha afiada. / Dividida em duas, a floresta sofre o pesadelo / de um luto e uma legião feroz que a apunhala, em / meio a um desejo de aços como um tremor brilhante ... / O barulho da folhagem se encolhe e se estende; / e o lamento do rio soa sob a / lápide da emoção religiosa extática. / Há algo em que os olhos vão para as / estrelas distantes , que falam, como boas irmãs,/ Talvez a tristeza das vidas humanas ... / Há algo que assombra e atormenta e oprime, / e que depois suspende e estimula e remixa: / é um fervor que explode sob um terror sublime ... / Eles fluem do rio, às vezes visões decompostas: / larvas, águas-vivas, hidria, presas de convulsões: / raiva e agonias e desespero ... / Súbita, abalada, por trás da massa / truncada da floresta, / a Lua emerge, de uma explosão de gaze, no carro de uma nuvem o que acontece. / E à luz do Luna, uma ponte traça seu / perfil conciso (sob o qual o rio sufoca seus alertas) como / se fosse a enorme visão do esqueleto / de um vampiro pregado com asas abertas... Poema do poeta peruano José Santos Chocano Gastañodi (1875-1934), conhecido El Cantor de América. Veja mais aqui.

 

FORMAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO ESPECIAL - A educação tem trilhado vários caminhos e cada um com sua história e suas mudanças, influenciadas e regidas por esta histórias. As transformações significantes, bem como a tecnologia avançada, têm exigido do educador uma qualificação capaz de atender as escolas do futuro, necessitando dele uma avaliação de qualificação profissional e a auto-avaliação como pessoa. Não se pode esquecer que o professor do novo século é o mesmo que vem atuando como educador, porém é preciso ter a consciência da busca de conhecimentos, do estudar e reciclar para o enquadrar e adaptar às novas realidades, identificando-o como sujeito dessa nova geração através de seus saberes. Conforme enfatiza Kullok (1999:70), "A formação não se contrói por acumulação (recursos, conhecimentos ou técnicas), mas sim, através de um trabalho de flexibilidade crítica sobre as práticas e de reconstrução permanente de uma identidade pessoal". Com as transformações surgidas no final do século passado, passou-se a exigir da educação o seu envolvimento nas mudanças que emergiram mediante os novos paradigmas, quebrando a visão obsoleta da formação como atualização científica, didática e psicopedagógica, oferecendo uma formação e atualização fundamentada em adotar um conceito que consiste em descobrir, organizar, fundamentar, revisar e construir a teoria. A sociedade, então, passou a exigir do sujeito discernimento, imaginação e capacidade de cuidar do seu destino, ou seja, o conhecimento alicerçado no aprender a conhecer, aprender a fazer para poder agir; aprender a viver em comum, cooperar; aprender a ser. Com isso, evidenciou-se a necessidade dos seres reflexivos e ativos para que pudessem não conservar o que encontram na sociedade, mas interferir nela, buscando melhorias significativas. Daí, surgem questões interrogativas atinentes a que forma ou modelo se deve usar para ensinar um sujeito ativo e transformador, enquanto forem educados para a passividade e para tornar alunos obedientes. Isto prova que nenhuma mudança acontece por acaso e que é necessário, em primeiro lugar, que se tome consciência da necessidade de mudar para, a partir daí, lutar-se para a efetivação das mudanças. A necessidade de aprender a aprender, ou mesmo re-significar o sentido de aprender, passando para educar de verdade no aprendizado com as coisas, pessoas ou idéias e encontrando no real e no imaginário a aprendizagem, levando em consideração o presente, o passado e o futuro e utilizando a razão e a emoção. Após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, no tocante à formação do professor, ressurge uma nova postura, por conta das exigências apresentadas no art. 62, que estabelece: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal (Brasil, 1999:70). Isto quer dizer, portanto, que, conforme previsto no art. 61, a formação de profissionais da educação, de modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando, terá como fundamento a associação entre teorias e práticas, inclusive mediante a capacitação em serviço, e o aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino e outras atividades (Brasil, 1999).Neste tocante, Demo (1997:45), enfoca que a LDB: (...) trata o professor como o eixo central da qualidade da educação. Modernas teorias da aprendizagem conseguiram estabelecer alguns parâmetros de seu processo constitutivo e evolutivo, podendo-se destacar: (...) que papel essencial desempenha o professor na condição de orientador, não só porque não se aprende sozinho, mas sobretudo porque a aprendizagem precisa da motivação humana e decorrente avaliação. Observa-se, entretanto, que serão muitas as exigências para o professor, tendo ele que vencer a sua própria acomodação a partir para a busca de novos conhecimentos, o que se leva a afirmar que o profissional que o mercado de trabalho procura para atendimento da clientela educacional, estará pautado nas exigências e requisitos da boa formação, da independência, da iniciativa, do saber arriscar e não ter medo de desafios, da facilidade para relacionamento interpessoal, do ser um bom ouvinte, da atenção às novidades tecnológicas, da dedicação para ser um estudante incansável, do falar idiomas fluentemente, das aberturas a críticas e mudanças, da criatividade e rapidez para sugerir soluções e novas propostas, da ambição de carreira para alcançar um ideal de um novo profissional necessário na participação de cursos, na disciplina, na organização, na autonomia individual para resolver problemas e oferecer sugestões, no respeito às visões, valores e às tradições dos outros indivíduos; na curiosidade para aprender e apreender o mundo, na preparação para o trabalho em grupo, enfim, como observa Kullok (1999:82/3) que "(...) sabe-se que a formação dos professores tem que ser vista como um processo contínuo, mas deve ocorrer ao longo de todo curso de formação inicial e estende-se continuamente". Tais preceitos encontram-se articulados aos pressupostos da Declaração de Salamanca, onde se reuniram na Espanha, em 1994, vários profissionais e representantes de entidades que assistem a portadores de necessidades especiais, mostrando a verdadeira importância da inclusão dos PNE's na sociedade, com seus direitos, suas necessidades e seus deveres como cidadãos, para que estes sejam tratados como verdadeiros seres capazes de produzir e de terem igualdade de oportunidades independentemente de suas diferenças. Desse documento, ressaltam-se as questões à atenção especial que deverá ser dispensada à preparação de todos os professores, para que exerçam com autonomia e apliquem suas competências na adaptação dos programas de estudos e da pedagogia, a fim de atender às necessidades dos alunos. Enfatiza, também, que a capacitação de professores especializados deverá ser reexaminada com vista a lhes permitir o trabalho em diferentes contextos e o desempenho de um papel-chave nos programas relativos às necessidades educacionais especiais. Considera, ainda, que deve ser levada a importância da língua de sinais - LIBRAS - como meio de comunicação para os surdos, além de ser assegurado a todos acesso ao ensino da língua de sinais de seu país de origem. E, finalmente, estabelece que o corpo docente, e não apenas cada professor, deverá partilhar a responsabilidade do ensino ministrado à crianças e adolescentes com necessidades especiais. Assim, a partir da Declaração de Salamanca e da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, tais dispositivos legais possibilitam estabelecer o horizonte das políticas educacionais, de modo que se assegure a igualdade de oportunidade e a valorização da diversidade no processo educativo. Neste sentido, tais dispositivos convertem-se em um compromisso ético-político de todos nas diferentes esferas de poder e uma responsabilidade bem definida para a realidade escolar. Por conta disso, o professor é o sujeito do processo de produção do conhecimento e uma referência para o aluno, tendo em vista o seu papel na construção do conhecimento, na formação de atitudes e valores do futuro cidadão que se forma dentro de uma sala de aula. Neste tocante, é importante que o docente esteja desenvolvendo o exercício constante de reflexão e o compartilhamento de idéias, sentimentos e ações, acompanhado do aprimoramento e atualização dos seus conhecimentos e formação; que seja capaz de se conceber como agente de mudanças do contexto social, com uma atuação comprometida com as condições da escola e com a qualidade de sua formação acadêmica, evitando os efeitos insatisfatórios das práticas docentes perante a complexidade e impulsionando a busca de novos saberes que, ao se cruzarem, podem emitir sinais para a melhor compreensão da escola e da prática nela realizada.Nesta tarefa, o professor vai enfocando o processo de desenvolvimento com o objetivo próprio do processo de reconstrução e reconstituição da experiência, caminhando na direção da melhoria do processo permanente da eficiência individual. É preciso, então, entender que a prática do professor, embora individual, sempre estará carregada das condições político-sociais e institucionais; acompanhada sempre da compreensão do contexto, numa visão mais ampla e alargada que deve estar presente na reflexão sobre sua prática, além de seus esforços objetivando uma mudança de prática individual que se articule com a mudança de sua situação profissional. Assim, à medida que reflete sobre a sua ação e sobre sua prática, a sua compreensão se amplia, ocorrendo com análises, críticas, reestruturação e incorporação de novos conhecimentos respaldem o significado e a escolha de ações posteriores, sempre com o questionamento intrínseco de se saber por que ensina, para que ensina, para quem e como ensina, ou seja, o professor precisa refletir sobre os objetivos e as conseqüências do seu ensino desde a formação, robustecido das qualidades essenciais na capacidade de solidarizar-se com os educandos, a disposição de encarar dificuldades como desafios estimulantes; que identifique a confiança na capacidade de todos de aprender e ensinar; conhecendo ele os educandos, suas expectativas, cultura, características e problemas e suas necessidades de aprendizagem, buscando conhecer cada vez melhor os conteúdos a serem ensinados, atualizando-se constantemente. É, entretanto, preciso que professor tenha sempre em mente a necessidade de refletir permanentemente sobre sua prática, buscando os meios de aperfeiçoá-la, com uma especial sensibilidade para trabalhar com a diversidade, favorecendo a autonomia dos educandos, estimulando-os a avaliar constantemente seus progressos e suas carências, ajudando-os a tomar consciência de como a aprendizagem se realiza. Em sua prática, é preciso que se mantenha altivo e flexível na condução de discussões,  tornando-se relevante os aspectos de levantar problemas e questões desafiantes que levem o grupo a discutir e trazer informações contidas na aula; recuperando conhecimentos, assuntos e temas já vistos em etapas anteriores; fazendo conexões entre informações e conceitos; estabelecendo relações com outras áreas de conhecimentos; contrapondo as hipóteses diferentes dos alunos, fazendo com que eles defendam seu ponto de vista e argumentem a favor dele utilizando textos e materiais que sirvam de fonte para intermediar a discussão; trazendo e comparando hipóteses iniciais apresentadas pelos alunos com as informações posteriormente pesquisadas e analisadas nos diversos materiais pesquisados;  apresentando e analisando o mesmo fenômeno ou fato a partir de diferentes interpretações ou pontos de vista; fazendo generalizações, procurando articular diversas informações; problematizando para que os alunos possam apresentar novas hipóteses. Desta forma, introduzindo o caráter regional do ensino e o fortalecimento da cidadania, da solidariedade e do respeito ao outro, para que os alunos se sintam cidadãos de seu próprio país e cidadãos do mundo, possibilitando que eles participem com as características como a cooperação, a interatividade e o respeito às diferenças que são aspectos que precisam ser priorizados em todas as instâncias e setores educacionais. Ademais, o professor precisa ter a consciência de que sua ação profissional competente esteja trabalhando para o fim comum, uma vez que a formação de qualidade dos docentes deve ser vista em um amplo quadro de complementação às tradicionais disciplinas pedagógicas e que, inclui entre outros, um razoável conhecimento em variadas e diferenciadas atividades de aprendizagem. Isto quer dizer que é preciso que ele tenha conhecimentos razoáveis e que esteja preparado para interagir e dialogar, junto com seus alunos com outras realidades fora do mundo da escola. Mais ainda: em um mundo que muda rapidamente, o professor deve estar preparado para auxiliar seus alunos a analisarem situações complexas e inesperadas; a desenvolverem suas criatividades; a utilizarem outros tipos de racionalidades, tais como a imaginação criadora, a sensibilidade táctil, visual e auditiva, dentre outras. O respeito às diferenças e o sentido de responsabilidade são outros aspectos básicos de que o professor precisa estar ciente para trabalhar com seus alunos, para aprenderem a ser, ambos, professor e alunos, cidadãos do país e do mundo, o que constitui um dos principais objetivos da educação atual. Essas competências não excluem a obrigação primordial do professor e do ensino, que é a de promover uma sólida formação nas disciplinas básicas e uma boa cultura geral, encarando a si mesmo e seus alunos como uma equipe de trabalho, com desafios novos e diferenciados a vencer e com responsabilidades individuais e coletivas a cumprir no respeito mútuo, na colaboração e no espírito interno de grupo. Assim, portanto, o professor assume a postura de um incansável pesquisador, que reinventa a cada dia, que aceita os desafios e a imprevisibilidade da época para melhorar-se cada vez mais e que procura conhecer-se para definir seus caminhos a cada instante. Com isso, precisa saber orientar os educandos sobre onde colher informação, como tratá-la e como utilizá-la, como um encaminhador de autopromoção e conselheiro da aprendizagem dos alunos, estimulando o trabalho individual e apoiando sempre o trabalho de grupos. Numa apropriada observação, Mercado (1999:91/3) traçou o perfil do professor e as exigências de sua formação, que deve levá-lo a ser: (...) Comprometido com as transformações sociais e políticas, com o projeto político-pedagógico assumido com e pela escola; competente, evidenciando uma sólida cultura geral que lhe possibilite uma prática interdisciplinar e contextualizada, dominando novas tecnologias educacionais; crítico que revele, através da sua postura, suas convicções, os seus valores, a sua epistemologia e a sua utopia, fruto de uma formação permanente; aberto às mudanças, ao novo, ao diálogo, à ação cooperativa e que contribua para que o conhecimento das aulas seja relevante para a vida teórica e prática dos estudantes; exigente e que promova um ensino exigente, realizando intervenções pertinentes, desestabilizamdo e desafiando os alunos para que desencadeie a sua ação reequilibradora; e interativo, que concorra para a autonomia intelectual e moral dos seus alunos trocando conhecimentos com profissionais da própria área e com os alunos, no ambiente escolar, construindo e produzindo conhecimento em equipe, promovendo a educação integral, de qualidade, possibilitando ao aluno, desenvolver-se em todas as dimensões: cognitiva, afetiva, social, moral, física, estética. É assim, articulado com uma proposta que se baseie em princípios educacionais construtivistas, pautada na cooperação, na autonomia intelectual e social, na aprendizagem ativa e na cooperação, propiciando o desenvolvimento global de todos os alunos, bem como a capacitação e o aprimoramento profissional dos professores, que o professor desenvolverá importante papel na inclusão que implica o envolvimento, o fazer parte, o pertencer, de seus alunos. Ou seja, por inclusão deve-se entender ação que envolve quem está excluído por falta de condições adequadas, significando trazer para dentro de um conjunto alguém que já faz parte dele. É, neste sentido, que disse Fávero (2002), (...) a educação é um dos pilares para alcançarmos essa almejada sociedade inclusiva. É começando pelas crianças, com a conscientização delas sobre as diversidades que as necessidades especiais de alguns alunos passarão a ser vistas como devem ser, como algo natural, que faz parte da natureza humana. Isto, de conformidade com a LDB e a Resolução n.º 2, de 11 de setembro de 2001, do Conselho Nacional de Educação e Câmara de Educação Básica, que designam as diretrizes nacionais sobre a educação especial na educação básica. D'Antino (1998:16), sobre esta abordagem, observa que: Pode-se dizer que a integração é um processo bilateral que pressupõe a participação e a ação compartilhada, ao mesmo tempo dividida e somada. É um movimento de conquista de espaço, interno e externo, tanto daquele que pertence ao chamado grupo minoritário quanto dos demais membros participantes da comunidade. Isto quer dizer que é necessário refletir sobre a integração da pessoa com deficiência, o sentido atribuído à educação e em atualizar as concepções e dar significado aos propósitos educacionais, compreendendo a complexidade e a amplitude que envolvem o processo de construção de cada indivíduo, seja ou não deficiente. A propósito, Carvalho (1999d:51) afirma: A educação inclusiva é anunciada como a forma mais recomendável de atendimento educacional para os alunos que apresentam deficiência, altas habilidades e condutas típicas de síndrome. É identificada hoje como o caminho eficiente para a construção da cidadania e da participação social em consonância com a perspectiva da educação para todos e com todos. A seu ver, os parâmetros curriculares nacionais constituem referências válidas para guiar a educação dos alunos com necessidades especiais e, também, para todos os demais alunos, tendo em vista que os seus pressupostos, objetivos e indicações consideram questões pedagógicas atuais, admitindo a pluralidade de concepções pedagógicas e do fazer educativo, de forma a atender à diversidade dos alunos na escola e às particularidades de sua cultura. Além disso, a vivência escolar tem demonstrado que a inclusão pode ser favorecida quando se observam as seguintes providências: preparação e dedicação dos professores; apoio especializado para os que necessitam; e a realização de adaptações curriculares e de acesso ao currículo, se pertinentes (Carvalho, 1999d). Foi, portanto, a partir de tais questionamentos que, para melhor embasamento no presente estudo de pesquisa, realizou-se uma pesquisa de campo, na tentativa de investigar a real situação do professor que atua com PNEs surdos nas escolas de Alagoas, com o objetivo de contribuir para uma atuação mais adequada junto à sua clientela, identificando a problemática significativa apresentada pelos professores, na necessidade de adaptação a esta realidade. Veja mais a respeito aquiaqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
REFERÊNCIAS
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SASSAKI, Romeu Kazumi. Educação para o trabalho e a proposta inclusiva. In: Educação especial: tendências atuais. Brasília: MEC/SEED, 1999.

LITERATURA DE CORDEL NA V BIENAL DO LIVRO DE ALAGOAS – Na V Bienal Internacional do Livro de Alagoas, muitos poetas populares se apresentaram e realizaram performances nos mais diversos estandes e espaços do evento. Eis alguns que destaco:


O DVD do cordel “O matuto Zé Cará”, do poeta popular Jorge Calheiros. Um curta-metragem de Luiz Gustavo Sales e Manuele Gouveia.

A parceira dos poetas populares Jorge Calheiros e Demis Santana no cordel “A austríacada apaixonada em cordel”.

Os folhetos de cordéis da dupla de poetas da Paraiba, Marinalva Bezerra (Querindina) e Fernando Rocha (Macambira).

O cordel da dupla de poetas Heleno Alves Rodrigues e Ruy Rodrigues: “Cordel: uma história puxa outra e mais outra”.

  
Veja mais o Projeto Cordel na Escola aqui e aqui.


Veja mais sobre:
Das decepções com as mazelas na vidaLuís da Câmara Cascudo, Noam Chomsky, Hector Babenco, Frieze Magazine, Marília Pêra, Maria Luísa Mendonça, Xuxa Lopes, Sara Bareilles, Danielle Winits, Enki Bilal & O rabicho da Geralda aqui.

E mais:
A explosão do prazer & Zine Tataritaritatá aqui.
Desenvolvimento Psicossocial & Justiça à Poesia aqui.
A mulher e as relações de gênero aqui.
A mulher, a Lei Maria da Pena & Ginocracia aqui.
Paulo Freire & a Pedagogia do Oprimido aqui.
Satyricon de Petrônio aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
Veja aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



sexta-feira, outubro 28, 2011

KAMAU BRATHWHAITE, CAMILO CELA, SOPHIE CALLE, EDUCAÇÃO & INCLUSÃO

 


Meu trabalho não tem nada a ver com a intimidade. Quando uso minha vida, não é minha vida, é uma obra colocada na parede. Algumas coisas que me acontecem eu uso como o motor para um projeto, mas isso não significa para mim ensinar a intimidade, mas sim a poesia que vem das coisas banais, o que acontece com todo mundo. Eu trato de brigar com uma parede e fazer exposições. Não me interessa a quantidade de intimidade, ou de ausência, que está em minha obra. Esse é o trabalho do crítico. Essa é sua linguagem, não a minha. O que diferencia muitos de meus trabalhos é o fato de que eles são, também, minha vida. Eles aconteceram. Isso me distingue e faz com que as pessoas gostem ou desgostem intensamente do que faço. É por isso, também, que tenho um público além do mundo da arte.

A arte da escritora, fotógrafa e artista visual conceitual francesa Sophie Calle, que evoca o movimento literário francês Oulipo, utilizando suas experiências pessoais como ponto de partida para construir narrativas que desprezam os limites entre realidade e ficção, transformando situações banais em poesia e atingindo um público que transcende o mundo artístico. Veja mais abaixo.

 

 

DA MENINA-MENINO, IT GIRL & BETTY BOOP - Tributo à atriz estadunidense Clara Bow (1905-1965) - A pobretã leonina de Prospect Heighs foi a única sobrevivente filha da família vítima do frio e da pouca comida. Dela, as impressões do passado: Não acredito que alguém tenha olhado para a morte tão diretamente quanto minha mãe e eu naquela manhã em que eu nasci. Estávamos quase desistindo, mas de alguma forma conseguimos sobreviver. As privações, as roupas surradas, o bulliyng das colegas, o cabelo desgrenhado, uma infância difícil de fome e frio, a violência e a miséria. O pai era inteligente, mas não batia bem da bola e vivia de malogro e a ausência: Não creio que minha mãe tenha amado meu pai. Ele sabia disso. E isso o deixou muito infeliz, porque sempre a idolatrara. Até isso retocava a moldura das dores. E ela preferia estar entre os meninos e se trocava com eles, envolvendo-se em brigas. Gostava de esportes e cogitou uma carreira de instrutora, até ver um acidente em que um de seus colegas foi queimado vivo até a morte. Coisas de marcar fundo na alma. E a adolescente nova-iorquina do Brooklyn, desde a adolescência, passou a cuidar da mãe por conta de uma queda que a levou à paranoia e a comportamentos agressivos: ela preferia me ver morta e me atacou com uma faca afiada para cortar o pescoço, coitada, findou internada num sanatório e faleceu durante uma crise epiléptica: Minha mãe não era má, isso era efeito da doença. Meu pai se jogou no túmulo dela e, depois, me estuprou. Tudo era muita dor. Uma esquisita desajeitada foi tomando feições femininas e decidiu ser atriz. Era confiante, determinada e incrivelmente ambiciosa. Foi quando surgiu Beyond the Rainbow (1921), ela largou a escola e foi trabalhar num escritório. As cenas em que ela aparecia foram cortadas na edição final, mas seu nome permaneceu na legenda como ganhadora de prêmio e nos cartazes. O pai a encorajava, mesmo que ela se sentisse baixinha e gorda. Ela o amava. Alguém precisou de uma Maria-rapaz e viram sua foto numa revista, era a chance e foi a estrela de Down to the Sea in Ships. Um sucesso, tornou-se a queridinha da Western. Veio então The Daring Years, quando aprendeu a usar maquiagem e dançou seminua no Enemies of women, esbando sex appeal: Todo esse tempo eu estava como um animal selvagem, eu acho, no sentido de tentar me divertir… Talvez isso tenha sido uma coisa boa, porque eu acho que muito do excitamento, daquela alegria da vida, acaba indo para dentro da tela. Com Grit começou a namorar o operador de câmera. Daí, mudou-se para Hollywood Boulevard, família e namorado ficaram para trás. Tudo para trás, perseguia o seu sonho, lasciva e desavergonhada. Tornou-se sex-symbol com It – nascia Betty Lou, e envolveu-se com amantes e o sucesso de Mantrap, orgias e loucuras entre os musculosos Trojans, e Asas: o que era cena muda, virou aventura falada na fagulha do seu fogo divino: Pela primeira vez na vida eu sabia que havia beleza no mundo. Pela primeira vez eu vi terras distantes, serenas, belos lares, romance, nobreza e glamour. Sempre tive um estranho sentimento pelos atores e atrizes na tela... Sabia que teria feito algo ali de maneira diferente. Não tinha como criticar, mas era algo que eu sempre senti. Era para Victor Fleming um Stradivarius: Toque-a e ela responderá com genialidade. Sim, os olhos expressivos da ruiva em todas as direções e todos os outros estavam nela e vivia o presente para o seu ponto de ruptura com o excesso de trabalho, a pressão da fama, os escândalos. Casou-se e foi para o seu paraíso no deserto, teve dois filhos. Retraída e com insônia crônica, comportamento bizarro e sintomas de doença psiquiátrica, tentou suicídio: preferia a morte a ter uma vida pública. Estava esquizofrênica. Viveu sozinha: Um símbolo sexual é uma carga pesada demais para se carregar. Sim, ela não sabia, era uma tendência e inspirou Max Fleischer: Betty Boop. E foi interpretada pela atriz Jennifer Tilly no Return to Babylon: uma assombração que transformou a imagem dos participantes distorcidas e em formas grotescas, afora eventos estranhos como a atriz se sentia observada e tocada por forças invisíveis. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Existem dois tipos de homens: os que fazem história e os que sofrem com ela. O mal dos que creem ser os donos da verdade é que quando precisam demonstrá-lo não acertam uma. Pensamento do escritor e jornalista espanhol vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Camilo José Cela (1916-2002). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Há uma teoria que indica que sempre que qualquer um descobrir exatamente o que, para que e porque o universo está aqui, o mesmo desaparecerá e será substituído imediatamente por algo ainda mais bizarro e inexplicável... Há uma outra teoria que indica que isto já aconteceu. Pensamento do escritor e comediante britânico Douglas Adams (1952-2001).

 

TORTURAS DA DOREstávamos na nossa casa em Atibaia. Éramos eu, meu marido e meus filhos. A polícia cercou a casa, arrebentou o portão e bateu na porta. Meu marido estava dormindo. Mandaram chamá-lo e queriam levá-lo para prestar esclarecimento, mas ele pegou um fuzil e disse que não ia. Quando ele saiu na porta, a bala já bateu no peito dele, mas ele ainda estava vivo. Quando caiu, deram trinta, quarenta balas no corpo. O último foi na cabeça. Foi aí que ele morreu, e todos os homens entraram na casa. Eles diziam: ‘Mata ela e os fi lhos dela, mata essa puta’. Saquearam a casa toda. Lá era um aparelho, tinha todo o material da organização e muitas armas. Quando eu cheguei na delegacia, o pau comeu solto: arrancaram os meninos de mim, me jogaram no chão, pisaram em cima de mim, eu rolava no chão toda ensanguentada. Aí, começaram a vir os homens da Oban. Era soco, pontapé, batiam no meu quadril. Apanhei tanto na boca que a dentadura enganchou na gengiva. Minha boca fi cou toda inchada, cheia de dentes quebrados. De madrugada, me levaram para São Paulo, para a Operação Bandeirante, onde eu fiquei 23 dias apanhando. Era choque, choque, choque todo santo dia. Eu me urinava toda, e eles berravam: ‘Essa mulher tá podre, tira essa mulher fedorenta daqui’. Minha vagina ficou toda arrebentada por causa dos choques. Eu tive de fazer uma operação em Cuba, onde levei noventa pontos. Meu útero e minha bexiga ficaram para fora, eu estou viva por um milagre. Também levei muita porrada, muito soco na bunda. Fiquei completamente arrebentada, foi muito sofrimento. Nesses dias, eu não conseguia comer, porque, além da comida parecer ‘resto’, cheia de ponta de cigarro e palito, eu estava com a boca inchada. Então, só tomava uma xícara de café. Tinha também xingamento dos nomes mais pesados. De vez em quando, vinham e davam uma bofetada na nossa cara. Depoimento da doméstica e feirante nordestina negra Damaris Lucena, militante política na luta por direitos, memória viva e resistência operária que foi presa e torturada em 20 de fevereiro de 1970 pela repressão da ditadura militar. O seu marido foi assassinado em casa e seu corpo permanece desaparecido. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

CUIDE DE SI MESMO – [...] Recebi uma carta de rompimento. E não soube respondê-la. Era como se ela não me fosse destinada. Ela terminava com as seguintes palavras: “Cuide de você”. Levei essa recomendação ao pé da letra. Convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão, para interpretar a carta do ponto de vista profissional. Analisá-la, comentá-la, dançá-la, cantá-la. Esgotá-la. Entendê-la em meu lugar. Responder por mim. [...]. Trecho extraído da obra Cuide de si mesmo - Prenez Soin de Vous (Actes Sud, 2007), da escritora, fotógrafa e artista visual conceitual francesa Sophie Calle, que assim se expressou durante o seu trabalho Mas pu saisir la mort (Impossível capturar a morte, 2007), filmando o momento em que sua mãe faleceu: Em vez de contar os dias que faltavam para a morte dela, passei a contar de forma obsessiva os minutos que faltavam para trocar a fita, desloquei a angústia. Quando ela morreu, eu estava efetivamente presente, vi seu sorriso.

 

PÃO - Lentamente, a (s) luta (s) do sonho branco ganham vida / mãos moldando o sal e os campos de milho estrangeiros / a carne fria amassada pelos dedos / está pronto para o carvão para a esposa negra / de calor os anos de verde dormindo no vulcão. / o sonho se torna mais difícil. Estabelecendo-se em sua forma / como uma rã-touro. Sóis nascem e elétrons / toque isso. Paredes derretem em marrom. movendo-se para crocante e estaladiço / ponta da faca do forno. / Barulho da loja. barulho do fazendeiro. Mercado. / Nesta laje de senhor. nesta mesa com seu pano de pele oleosa / neste altar do osso. Este sacrifício / de Isaac. / Mortos quentes. Mercadoria quente. / Mais do que mercadoria desgastada / vida / em si. O sonho do próprio solo / carne do deus que você quebra. Paz aos seus lábios. Contenda / das multidões que uivam o dia todo por seu salvador / que precisam de suas migalhas como peixes. / Piscando através de seu elemento verde / precisa de uma ampla sabedoria vítrea / para manter seus gemidos vivos / e este pão aqui. Vida / agora interrompido. Mais e mais água / itive. O sonho menos claro. O solo mais distante / sua oração de mesa. Abençoe de lábios. Mais difícil de alcançar com penns. A faca / isso deveria ter cortado. As mãos que deveriam ter quebrado abrem sua vitória / de crostas em sua garganta. Balaam assistindo com vazamento vermelho / olhos brilhantes. Os ratos / encontrando apenas esta jovem casca vazia / afiando suas catracas. Sua esposa / saindo para as ruas. Procurando procurando seus pés batendo. As luzes do motor / carros assistindo assistindo rodando-mudando a forma de seu cinto. As costas dela nuas / rolou noite adentro sem manhã / rolou de morto para morto sem visão / rolou para a vida sem sonho. Poema do escritor e crítico literário bahamense Kamau Brathwhaite (1930-2020).

 

INCLUSÃO & EDUCAÇÃO ESPECIAL
- A Educação Especial é uma modalidade de ensino, transversal ao ensino básico, que garante a crianças e jovens com necessidades especiais de aprendizagem o direito constitucional de ingressar no sistema educacional de ensino, desde a educação infantil até o ensino médio. Isto, portanto, está previsto no art. 58 da LDB, envolvendo educandos com necessidades especiais e que possuam necessidades incomuns, diferentes dos outros alunos. Tudo atinente às aprendizagens curriculares compatíveis com suas idades, assegurando a essa clientela nos sistemas de ensino, conforme previsto no art. 59, currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos para atender às suas necessidades; além de  terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacidades para a integração desses educandos nas classes comuns; educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; e acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular (Brasil, 1999; Carneiro, 1998). Os alunos desta modalidade educacional estão distribuídos entre os portadores de deficiência mental, física, auditiva, visual, múltipla; os portadores de condutas típicas, portadores de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos com repercussão sobre o desenvolvimento e comprometimento no relacionamento social; as crianças de alto risco que possuem o desenvolvimento fragilizado em decorrência de fatores como gestação inadequada, alimentação imprópria ou nascimento prematuro; e os portadores de altas habilidades, crianças que exibem elevada potencialidade na capacidade intelectual geral, criativa e produtiva, além de um talento especial para as artes (Brasil, 1999: Carneiro, 1998). Carneiro (1998:41) ressalta que "(...) estas crianças têm direito a um atendimento educacional especializado. Preferencialmente, devem ter o seu espaço de aprendizagem em classes normais, ao lado das demais crianças, evitando-se desta forma, qualquer modalidade de segregação". Objetiva-se, então, a inclusão destes alunos, e no dizer de Godoy (2000:119): Evidencia-se o papel da escola comum do ensino regular em todos os seus níveis e etapas no sentido de acolher a diversidade dos alunos, de realizar uma avaliação de próprio processo educativo, de definir sua responsabilidade no estabelecimento de relações que possibilitem a criação de espaços inclusivos Isto quer dizer que o objetivo geral da educação volta-se para a formação e capacitação do educando em três aspectos entendidos como o individual (de auto-realização); individual e social (qualificação para o trabalho) e social (preparo de uma cidadania consciente) (Godoy, 2000). Há mais de dez anos, o princípio da inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais é uma preocupação dos educadores comprometidos com qualidade da educação e desenvolvimento humano. E o professor tem assumido o compromisso pedagógico de participar do processo de  inclusão social através do desenvolvimento de atividades educativas que possibilitem o preparo desses estudantes para vida e para o trabalho. Neste sentido, alerta Santos (1997:6) que "(...) é  preciso fazer com que os preceitos constitucionais - que garantem o direito à educação ao educando com deficiência, preferencialmente, na rede regular de ensino, da forma mais integrada possível - saiam do papel e ocupem o cotidiano de nossas escolas". Nessa perspectiva, a inclusão escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais torna-se parte do princípio maior da educação: a inclusão social por meio de uma escola pública de qualidade para todos. É conveniente observar preliminarmente que a inclusão tem sido o desafio daqueles que priorizam a qualidade do ensino regular com a aprendizagem no centro das atividades e a meta no sucesso dos alunos, proporcionando-lhes o pleno exercício da cidadania, conforme preceitua a LDB 9.394/96. Sendo a inclusão mais do que acomodar uma criança ou adolescente dentro de uma sala de aula, onde tudo ao seu redor é novo e antes a excluíra, é imprescindível uma reforma considerável da escola que será seu novo ambiente, principalmente dos profissionais que irão trabalhar com esses alunos. Desses profissionais, o educador é o que irá exercer um papel primordial, pois é ele que estará presente em todos os momentos dessa implantação. Os professores encontram-se, portanto, diante de uma situação inovadora, onde a inclusão de alunos portadores de necessidades especiais, mas sem nenhum preparo necessário para um bom desempenho, criando um desafio como o de atendê-los e de transmitir os conhecimentos adquiridos durante sua caminhada, colocando-os em condição de igualdade com os demais, desenvolvendo sentimentos de respeito às diferenças e beneficiando a todos os alunos. Desta forma, observa Mazzotta (2000:26) que: (...) sendo um espaço público de capital importância na construção da cidadania para cumprir esse papel, a escola tem de ser organizada de modo a atender a diversidade dos educandos, configurando-se como uma instituição social aberta e destinada a todos, com sentido integrador e inclusivo. O fundamental, pois, é que a escola se firme como espaço privilegiado das relações sociais para todos, não ignorando, portanto, aqueles que apresentem necessidades educacionais especiais. Tal compromisso implica absorção de mudanças nos papéis desempenhados pelos membros da organização escolar, no sentido de criticamente articular o estudante à aprendizagem e à vida participativa na sociedade e no seu meio, através do reconhecimento da diversidade dos talentos humanos e a valorização do trabalho de cada pessoa, compartilhando o saber e proporcionando um processo emancipatório de cidadania. Apreende-se daí o que observa Godoy (2000:118): Educação inclusiva é a transformação do sistema educacional, proporcionando o atendimento diferenciado para cada indivíduo: educação para todos. Exige igualdade de oportunidades educacionais, que é a possibilidade de oferecer a cada indivíduo meios de desenvolver o máximo de suas potencialidades de acordo com o seu ritmo de aprendizagem. A inclusão educacional é a garantia do acesso imediato e contínuo do aluno com deficiência ao espaço educacional e escolar comum, independentemente do tipo de deficiência e do grau de comprometimento, para que possam se desenvolver social e intelectualmente junto às crianças da classe comum. A escola inclusiva aceita todas as diferenças e se adapta à variedade humana, criando ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades individuais. Neste sentido é que se tem buscado viabilizar novas alternativas para melhoria do ensino, de se apresentar esforços mais contundentes no atual cenário de competitividade e competência para a clientela heterogênea que participa da sala de aula, inclusive, com a inserção de alunos com déficits temporários ou permanentes, garantindo o direito ao acesso de todos à educação. No que diz respeito à atuação com os alunos surdos, necessário se faz que os professores possam trabalhar com estes sentindo-se confiantes para acompanhar as evoluções, tomando em consideração as necessidades e exigências da sociedade competitiva na construção deste ser cidadão, o surdo. Pretende-se efetuar a formação deste profissional, rompendo-se com os modelos padrões do sistema educacional, o que acontecerá com a conscientização dos professores atuantes no processo inclusivo dos surdos, iniciando-se uma transformação social para obter as mudanças desejadas. Neste caso, é essencial que sejam criadas condições para que os professores se sintam indivíduos participante e contribuidores dessa transformação social, fortalecendo sua auto-estima e proporcionando condições mínimas necessárias para que as reformas educacionais dos surdos se tornem realidade. É necessário mencionar que trabalhar esta heterogeneidade requer capacitação e qualificação conveniente para garantir uma escolarização de qualidade aos alunos que, em decorrência de deficiências físicas, sensoriais ou mentais, necessitem de respostas educativas especiais da escola. E, à proporção que o docente esteja se capacitando, se renovando, encontrando a necessidade de mudar a forma de trabalho, melhora-se o nível de conhecimento dos profissionais, que se manterão bem informados e preparados para lidar com os alunos surdos. Daí, por que é importante a formação continuada. Veja mais a respeito aqui, aqui, aqui e aqui.
REFERÊNCIAS
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BIENAL DO LIVRO DE ALAGOAS

TATARITARITATÁ NA BIENAL DO LIVRO DE ALAGOAS – Hoje o estande da Secult/Biblioteca Pública foi bastante movimentado na programação da V Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Grandes escritores estiveram reunidos:


V BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE ALAGOAS: 28 OUT 2011 - O poeta e professor universitário Luciano José 


A escritora Marijôse Albuquerque Costa


O artista circense Ronaldo Freire


A escritora Marluce Maria Costa Salvador de Oliveira


A escritora Maria de Lourdes do Nascimento


 O show do Demis Santana


Muitas atrações e visitantes




ESTANDE DA SECULT/BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO – Estarei todos os dias até o dia 30 no estande da Secult/Biblioteca Pública do Estado, com exposição de todos os meus livros infantis, DVD e folheto de cordel, além da distribuição gratuita do zine Tataritaritatá. Espero você por lá. Veja mais desse evento no Brincarte.


Veja mais sobre:
Quando Papai Noel foi presoHenryk Górecki, Demócrito de Abdera, Jane Campion, Alfred Eisenstaedt, Frédéric Bazille, Fernando Fabio Fiorese Furtado, A Comédia, Meg Ryan, A prisão de São Benedito & Luiz Berto aqui.

E mais:
Oniomania & Shopaholic, Píndaro, Mestre Eckhart, Maimônides, Paulo Leminski & Gilton Della Cella aqui.
A depressão aqui.
Ansiedade: elucubrações das horas corridas aqui.
O sabor da princesa que se faz serva na manhã aqui.
Orçamento & Finanças Públicas & os quadrinhos de Sandro Marcelo aqui.
Educação, Professor, Inclusão, Emir Ribeiro & Velta aqui.
A Lei de Responsabilidade Fiscal aqui.
Gilbela, é nela que a beleza se revela aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
Veja aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.

DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...