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segunda-feira, abril 08, 2024

ALICE FLAHERTY, ELMA MURRUGARRA, CHANTAL AKERMAN & ARREIA!...


 Imagem: Acervo ArtLAM.

Costumo chamar meu piano de minha casa, minha primeira morada. Porque depois de comer, dormir e fazer as coisas do dia-a-dia, o que faço há mais tempo na minha vida é tocar piano... Mas ser brasileira e viver no Brasil é estar imersa nesta complexa cultura de muitas misturas e singularidades culturais muito ricas. As músicas, os sons, a corporeidade brasileiros nos habitam...

Ao som de Homenagem a Kilkerry (2005), Tríplice andar (2013), Vivaldiana (2017) e Hinos de Pendências (2022), da compositora e professora Denise Garcia, autora da obra inédita C.A.C.O.S. (Celebração da Arte e Cultura Ocidental Sinfônica). Veja mais aqui.

 

TRAJETÓRIA DO LUGAR, ARREIA!... - Duma margem à outra do Una: tudo podia acontecer. E se do lado de cá os Ambulantes de Deus atravessavam a cidade nos burburinhos de lestoeste ou vice-versa, do lado de lá não só havia Paul: ventos austrais das quenturas equatoriais traziam o pipoco da guerra e peido de véia pelos dias de Sol ou chuva - não era nada daquilo que queriam, mas só o que lhes restavam. Mais que entre parênteses: numa banda o alvoroço de curumins, cunhatãs, curibocas, quilombolas, Ganga Zumba de Amaro, Zumbis de Macaco, andorinhas, calungas, ticoqueiras, todos como se fossem os condenados de Fanon espiando a almadia caeté dum lado pro outro. Na outra se via o povo descendo só pra ver a previsão das enchentes, no meio de açucarocratas e cheleléus, cangalhas e zambetas, tão enfáticos quanto ruidosos e nenhum decoro pra destruição do passado e sucessão de golpes dos bedeguebas de mal-assombro, gente famélica metida a grã-fina que vinha da procissão de homúnculos com seu andor medievo, estupidificados como os que precisam do olhar alheio para se orientar, vida tão mais sem poesia, gente que saía aos montes dos esgotos. Entre os que vinham e iam, topei: Joab, mô fio, pronde cê vai? Tomar uma, a hora está avexada. Logo atrás quase nem vi: Como é que foi, Iolita? A meninada cresceu... E a gente de velho mais menino: será a Besta Fubana? Não, não era. Era o duo de Iara & Ísis Campos no apogeu do espetáculo: Arreia! E a gente renascia caboclinhos do Rabeca, no sopro de Veludo do pife, quantos carnavais da infância e isso era mais que vida. Arreia! E ataviaram jactando-se com itapabas que vinham de Capoeiras, e se enfeitaram de festa com as igapebas das Alagoas, e proveram remelexos com os piperis de Bonito, e folgaram com os candandus de Catende e catamarãs de Pirangi, e arregaçaram arrearre! E adernaram pelas águas pretas até a foz da coroa grande: Arareia! Arreia! Ah-rá! E quando a hestória começou, big bang! O carão das horas, já era tarde, parecia. Havia bem não sei quantos anos, sem o que dizer no porém, para saber de Morgan Llywelyn: Se quiser ter paz, paz genuína, você deve aceitar todos os aspectos da sua personalidade e aprender a se sentir confortável com eles... Entretido com a frivolidade do festeiro, nem dei conta do que dissipava diante do Lobo do Mar de London, com meus naufrágios teratológicos na ilha de outras terras: haveria de passar a noite e o dia depois, e nenhuma lisonja naqueles olhos perturbadores de nunca mais, mas nunca mais mesmo. Arreia! E Simbad não era; a maldição dum pseudo-Anteu, talvez. A vida não terminava com o fechado das portas, cada qual a sua própria escuridão. Quase nem ouvi Charlaine Harris: Não procure problemas; já está procurando por você... Às vezes você só precisa se arrepender das coisas e seguir em frente... Era tarde demais pra isso e o desjejum era meu epítome na catalepsia das escolhas e quase nenhuma alternativa: só desmascarei meus equívocos com os dos outros e, se deu certo, só me arrebentei em todos os evidentes sinais de alerta, os encontros esparsos, a fuga iminente – era uma ameaça que havia deixado pra trás. O que me dizia Ida Lupino: Há beleza na imperfeição. Quero capturar os momentos crus e autênticos que nos tornam humanos. Há sempre mais para descobrir e explorar. Não tenho medo de correr riscos. As maiores recompensas vêm de sair da sua zona de conforto e desafiar a si mesmo... Era uma única vez & alguns dias & sobrevivente náufrago com o castigo da intimidade revelada: era só o Nito da Zezé. Os dias nos olhos, coração adentro jangada de vara eu voo, ressurreto das encruzilhadas... Até mais ver.

 

DOIS POEMAS

Imagem: Acervo ArtLAM.

TERRA - aqui onde a vassoura já não floresce e o altar do fogo sagrado foi extinto pelos ventos do leste, um homem em pura raiva arrancou a perna de outro homem, uma mulher deu à luz silenciosamente o filho de seu pai e uma criança nasceu dormiu. abraçados pelo desgosto, ninguém se conhece, ninguém se reconhece, isso é o terrível, a poeira enterrou quase tudo.

ATANÁSIA - Eu sou a tempestade filha de Hera e Zeus \ que, como seu pai, chronos \ às vezes eles me engoliram vivo \ cansado disso \ certa noite \ Eu roubei uma pedra de Deucalião \ e solicitei a permissão das Moiras \ então eu cortei o fio \ Eu joguei a pedra \ e eu me criei \ Depois do sétimo jejum tomei banho de sol \ nu ao lado de Asclépio \ fora \ às portas do hospital \ até uma quarta-feira \ Subi às colinas agostinianas \ e hoje estou sentado à esquerda de Apolo \ e a partir daí eu zombo dos saudáveis e dos doentes.

Poemas da jornalista e poeta peruana Elma Murrugarra, autora dos livros Jogos (2002), A Função dos Destinos (2004), Al Sur en Caral (2006) e Cuentos de Domingo (2009).

 

UMA FAMÍLIA - [...] Eu sei que isto me cansa mas tudo me cansa de qualquer forma sou uma pessoa cansada exceto quando por vezes me esqueço de mim mesma. [...]. Trecho extraído da obra Una familia en Bruselas (Tránsito, 2021), da premiada escritora e cineasta belga Chantal Akerman (1950-2015), que ainda se expressa: Nunca me considerei estranha ou diferente de alguma forma... Eu apenas tinha um jeito, um jeito que era meu e somente meu. Um jeito que talvez fosse um pouco peculiar, mas gostei disso. Gostei do fato de as outras pessoas não serem estranhas da mesma forma... Senti que ser estranho me convinha... Minha estranheza tinha algo, pensei. Um estilo. Um estilo que me pertenceu. Aí virou um hábito e não pensei mais no meu estilo estranho, era assim que eu era e pronto... Veja mais aqui.

 

DOENÇA DA MEIA NOITE – [...] O cientista que há em mim teme que minha felicidade nada mais seja do que um sintoma de doença bipolar, hipergrafia de um distúrbio pós-parto. O resto de mim pensa que separar artificialmente o cientista que há em mim e o escritor que há em mim é na verdade uma espécie de transtorno bipolar cultural, que muitos de nós temos. O cientista pergunta como posso chamar minha vocação de escritor e não de vício. Não vejo mais por que deveria fazer essa distinção. Sou viciado em respirar da mesma maneira. Escrevo porque quando não escrevo é sufocante. Escrevo porque algo muito maior do que eu entra em mim e enche a página, o mundo, de significado. Embora eu tema constantemente que o que escrevo esteja à beira de ser falso, essa força que me move só pode ser real, ou nada jamais será real para mim novamente. [...] Como a poesia e a literatura poderiam ter surgido de algo tão plebeu quanto o equivalente cuneiforme dos códigos de barras dos supermercados? Prefiro a versão em que Prometeu trouxe a escrita dos deuses ao homem. Mas então lembro a mim mesmo que… não devemos ser muito meticulosos sobre a origem das grandes ideias. Em última análise, todos eles vêm de um órgão enrugado que, quando mais saudável, tem a cor e a consistência de uma pasta de dente e, no final, apenas murcha e morre. [...] O que os prisioneiros fazem? Escreva, é claro; mesmo que tenham que usar sangue como tinta, como fez o Marquês de Sade. As razões pelas quais escrevem, as restrições extremamente frustrantes da sua autonomia e o facto de ninguém ouvir os seus gritos, são todas as razões pelas quais as pessoas com doenças mentais, e mesmo muitas pessoas normais, escrevem. Escrevemos para escapar de nossas prisões. [...] Na medida em que a autoexpressão transmite e reforça o caráter de uma pessoa, ela esclarece a ligação entre arte, excentricidade e doença mental. Quanto mais parecidos com nós mesmos nos tornamos, mais estranhos nos tornamos. [...] O impulso de escrever produz um primeiro rascunho; é o desejo de escrever bem que produz o segundo, o terceiro, o vigésimo. [...] Nunca consigo esquecer a possibilidade de bloqueio. Paradoxalmente, é isso que impulsiona a minha escrita – obrigando-me a deixar todo o resto de lado devido à possibilidade de que hoje seja o último dia em que poderei escrever. É outra maneira pela qual o bloqueio de escritor às vezes não é o oposto da hipergrafia, mas a causa. Talvez os escritores pudessem recuperar o conceito de bloco, já que São Jerônimo, em seu estudo, usou um memento mori (uma caveira, ou uma ampulheta com as areias do tempo escapando) para conduzir seu trabalho, naquelas lindas pinturas renascentistas. [...] Os escritores têm mais depressão unipolar do que o resto da população; os mesmos estudos que encontraram uma incidência dez a quarenta vezes maior de doença maníaco-depressiva em escritores encontraram uma incidência oito a dez vezes maior de depressão unipolar. [...]. Trechos extraídos da obra The Midnight Disease: The Drive to Write, Writer's Block, and the Creative Brain (Harper Paperbacks, 2005), da neurologista, educadora e pesquisadora estadunidense Alice Flaherty. Veja mais aqui.

 

PÓ EXISTENCIAL

Imensidão de vagos \ evacuando na inanidade \ da vacuidade \ em viagem infinda \ de vácuo absoluto. \ Sentido, sem direção. \ Sentido, sem solução. \ Sentido, sem sentido.

Poema Vacuidade de sentido, extraído da obra Pó existencial (Criaart, 2024), do poeta e artista plástico José Durán y Durán. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

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MEMÓRIA MATA SUL

Autogestão da Memória, Museus Comunitários e Museologia Política - De 11 a 13 de abril de 2024 Cidade dos Palmares, Mata Sul/PE. A oficina-vivência Autogestão da Memória, Museus Comunitários e Museologia Política em Palmares acontecerá na sede da Biblioteca Pública Fenelon Barreto, reunindo 25 articuladores de Movimentos Sociais de Buíque, Escada, Jaboatão dos Guararapes, Jaqueira, Olinda, Palmares, Paudalho, Paulista, Recife, Rio Formoso, Vitória de Santo Antão e São José do Egito. A articulação da ELMP na Mata Sul ocorreu em parceria com o Movimento de Retomada Mata Sul Indígena, Amigos da Biblioteca (ABI) & Semed-Palmares – Biblioteca Fenelon Barreto.

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ARREIA!...

Espetáculo de dança da arte-educadora, bailarina, atriz e performer, Íris Campos, e da artista da dança e do teatro, arte-educadora e produtora cultural, Iara Campos, com enredo que constrói relação entre o universo dos sonhos e a criação da agremiação Caboclinho 7 Flexas do Recife, construindo uma narrativa que honra a ancestralidade indígena, inserindo novos conceitos de preservação da manifestação. O espetáculo conta com a direção de Paulinho 7 Flexas. Arreia. Dias 12 e 13 de abril, 20h, Teatro Cinema Apolo – Palmares - PE. Veja mais aqui.

 

UM OFERECIMENTO: SANTOS MELO LICITAÇÕES

Veja detalhes aqui.

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Tem mais:

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Curso: Arte supera timidez aqui.

Poemagens & outras versagens aqui.

Diário TTTTT aqui.

Cantarau Tataritaritatá aqui.

Teatro Infantil: O lobisomem Zonzo aqui.

Faça seu TCC sem traumas – consultas e curso aqui.

VALUNA – Vale do Rio Una aqui.

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Crônica de amor por ela aqui.

 

segunda-feira, setembro 05, 2022

MARYANNE WOLF, CAROLINA DE JESUS, YOANI SÁNCHEZ, ADELMO ARCOVERDE & VITAL CORRÊA DE ARAÚJO

 

Ao som dos álbuns O convertido (2013) e Mensageiro (2014), do compositor, instrumentista, arranjador e violeiro, Adelmo Arcoverde, autor do livro Viola do Nordeste – Método de Viola (Nova Presença, 2022).

 

TRÍPTICO DQP: - A casa dela... - Ali não havia quintal, apenas os olhos vivos de Copacabana repletos de esperança e alguns temores com os ruídos e a dispersão do tempo, desencontros e incompreensões. Às vezes, na casa dela, seus olhos brilhavam assustados na encruzilhada fortuita como se estivessem submersos pelas sombras da Inés de Goya, diante dos fantasmas misóginos que povoavam os arredores para captura das Filhas da Dor. Eram abantesmas que diziam aos seus passos: Ôpa, volta... E ela não, levada pela Carolina Maria de Jesus: Anda, anda... faz de conta que está sonhando. E seguia Sol a pino, com suas intensas inquietações na contundência de dizer não, porque não era Efeito Mandela: tudo acontecia na esquina – a mão atrevida do algoz, as vestes aos farrapos, a marca do estupro, o desdém da hipocrisia, a dor de nunca esquecer. E tinha de sair de casa para constatar o que dizia a jornalista/blogueira cubana Yoani Sánchez: Fomos para as ruas porque tínhamos fome, é certo. Tínhamos tanta fome que comemos o medo. A liberdade é contagiosa, sempre se quer mais. Era assim que podia sorrir: olhos pedintes, a volúpia na carne, a entrega da alma. Na moradia do passado, portadentro, ela exorcizava seus medos e se desnudava impune para valer a vida: meu sexo nela.

 

As aldravias de Xexéu... - Na manhã ensolarada Janilson era mais que imponente porque Rute era mais que poeta radiante: os dois brilhavam no palco na maior festa. Na entrada eu conversava com Durán e Tony Antunes sobre o volume da publicação de Dom Acácio, arremedando hestórias de ontem quase esquecidas na memória. O povo xexeuense foi chegando engalanado e logo os acordes da Banda Ipiranga saudavam a todos com a abertura ao som da Aquarela de Ari Barroso, seguida de um Pot-pourri do inesquecível Gonzagão. Para os presentes começou a festa: gente chamada para compor a mesa das autoridades, a ciranda da meninada do Maria das Mercês, as aldravias do casal Donadon com as Confidência do itabirano do Drummond: Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!..., os livros infantis da Eliane Santos e a conversa animada sobre As Lendas do Piauí, com a radialista/jornalistescritora Arleni Portelada, também retratadas pelo Mestre Portelada: ... me deparei com muitas estórias compartilhadas por toda a região do Nordeste. E falou do Cabeça de Cuia: No caso do Crispim há o castigo da metamorfose do ser errante e sem paz, como mensagem. Conversa animada, tudo corria como o desejado pelo poetamigo Marcos Xhêpa. E seguiu-se até ao meio dia quando desci a ladeira para o almoço na companhia da Maria Joyce. Singramos a cidade, percorremos ruas e a feira já quase desfeita, saboreamos suas canções com uma cerveja gelada até o finalzinho da tarde para constatar, no meio de uma rompante crepuscular: canto e sou xexéu!

 


A poesia em queda livre... - Na ruina das certezas todas as dúvidas, graças. Afinal estou vivo e já sei: toda beira do abismo é redonda, assim o infinito é pequeno (porque, como diz o poeta, a criação do homem derrota Deus). Pois é, foi Vital Corrêa de Araújo que deu as caras e sacou: Todo ápice cambaleia! E com uma meia declaração sincera: a eternidade é inútil! Havia nos olhos dele os tendões do amanhã: quem não vacila diante do aparato de possibilidades, se nada mais intransponível entre palavras perdidas, o confessional e a crua meditação, o dom noturno e a aura da desilusão, as estrelas descalças da calçada pelo chão da manhã, situações nuas e o rio lento e voraz do tempo, todas as náuseas e vergastas, haja paradoxo. Disse-me mais: É preciso conjulgar tudo com nada: a liberação total da força expressão. Evidente alguém ouvir isso e se achar como se numa desconfortável assistência a um concerto, digamos, de música atonal ou dodecafônica; ou de uma exposição de pintura abstrata, ou mesmo de uma sessão com cenas delirantes de um teatro ou filme de vanguarda. E ainda por cima ouvir Cocteau: A poesia é indispensável. Se eu ao menos soubesse para quê... Serviria de consolo saber de Ionesco: Creio que se tinha esquecido, nestes últimos tempos, o que é teatro. E eu fui o primeiro a esquecê-lo; penso tê-lo novamente descoberto, para mim, passo a passo, e eu acabo de descrever simplesmente a minha experiência... Favorecendo a digestão, talvez, melhor Sábato: Se é absurdo, no entanto, é eficaz; se contraditório, é poderoso, porque substitui as palavras e expressões desgastadas que, psicologicamente, são inoperantes, por novas combinações que atraem pelo inesperado. Sabe de uma coisa? O melhor é que de tudo que sabia até agora, muito ainda por aprender. Ponto final, até mais ver.


A alfabetização está tão entrelaçada em nossas vidas que muitas vezes deixamos de perceber que o ato de ler é um milagre que está acontecendo nas nossas mãos. O que lemos, como lemos e por que lemos mudam a maneira como pensamos.

Pensamento da professora estadunidense Maryanne Wolf. Veja mais Educação & Livroterapia aqui e aqui.

 



HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...