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sexta-feira, maio 08, 2015

MARIE CORELLI, JUDY BLUME, MÉSZARÓS & ANÍBAL MACHADO

 


OS MISTÉRIOS DE MARIA – Ela não era Maria, era Isabella Mary, chamada de Minnie por todos os familiares até sua adolescência – dizem até que seu verdadeiro nome era Caroline. Era filha da criada da casa e, supostamente, foi adotada por um escritor maníaco por etimologia que se envolvia por diversas artes e jornalismo. Ele nunca a tratou por filha, o que a fez passar por momentos tristes numa infância solitária, levando-a a questionar o mundo e as coisas, ambicionando ir para a escola, quando foi restrita à educação de tutoras dentro de casa. Mesmo assim estudou música e artes manuais, acessava a biblioteca do pai constantemente. Sua mãe faleceu repentinamente quando tinha apenas 10 anos de idade, passando a ser assistida por uma amiga de infância. Retomou a vida, tocava piano, harpa e bandolim, tornando-se mezzo-soprano. Apresentou-se publicamente com sucesso as peças criadas de improvisação ao piano. Foi por esta época que assumiu o codinome de Signorina Marie di Corelli, dizendo-se descendente do famoso compositor barroco italiano. Aos 19 anos publica suas poesias e artigos em jornais e revistas da época. O tempo passa e aos 30 anos publica seu primeiro livro: A Romance of Two Worlds, resultado de uma experiência mística influenciada pela teoria elétrica da origem do universo. Aos 31 anos de idade ela soube a verdade sobre o seu nascimento e se tornou definitivamente Maria, passando-se por filha de um misterioso príncipe italiano. Depois publicou seu grande sucesso: The Sorrows of Satan. A partir daí envolveu-se em mistério e enigmas. Tornou-se uma personalidade controversa e, aos olhos de todos, uma self-made woman, quebrando regras vitorianas, pois nunca se casara, defendia a espiritualidade e criticava o materialismo da sociedade. Sobre não ter se casado dizia: Nunca me casei porque não havia necessidade. Tenho três animais de estimação em casa que atendem ao mesmo propósito de um marido. Tenho um cachorro que rosna todas as manhãs, um papagaio que xinga a tarde toda e um gato que chega tarde da noite... Seus livros eram ignorados pelos críticos, mas um sucesso de público, tornando-se a autora mais vendida e mais bem paga do país. Exilou-se na terra natal de Shakespeare, atuando na preservação do patrimônio histórico e envolvendo-se em litígios duradouros que devastaram suas posses, quando caiu no esquecimento público e dessomou, vítima de infarto, deixando um legado de 30 romances, afora contos, artigos e poemas. Veja mais abaixo e mais aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS - O maior inimigo do homem não é outro senão seu proprio ego, porque ele, enquanto não controlado, o deixa surdo e cego para o bem... Quem procura viver apenas do cérebro e da caneta é, no início de tal carreira, tratado como uma espécie de pária social... Qualquer era que seja dominada apenas pelo amor ao dinheiro, tem um núcleo podre dentro dela e deve perecer... Pensamento da escritora inglesa da Era Vitoriana, Marie Corelli (Isabella Mary Mills, Minnie Mackay, ou ainda, Caroline Cody - 1855-1924), que no seu livro The Soul of Lilith: A Mystical Journey of Self-Discovery and Enlightenment (Kessinger, 2010), ela expressou: […] Havia algo mais — algo completamente indefinível — que dava um brilho e radiância singulares a todo o semblante e sugeria a queima de uma luz através do alabastro — um fluxo de algum fogo sutil pelas veias que fazia o belo corpo parecer o mero reflexo de alguma beleza maior interior. [...]. Já no seu exitoso livro The Sorrows of Satan (Lulu, 2014), ela expressou: […] Mas um homem dotado de pensamentos originais e do poder de expressá-los, parece ser considerado por todos em posição de autoridade como muito pior do que o pior criminoso, e todos os "puxa-sacos" se unem para chutá-lo até a morte, se puderem. [...]. Na sua obra Wormwood: A Drama of Paris (The British Library, 2010), ela consigna: […] Deixe-me ficar louco, então, por todos os meios! louco com a loucura do Absinto, a mais selvagem, a mais luxuosa loucura do mundo! Vive la folie! Vive l'amour! Vive l'animalisme! Vive le Diable! […]. Já no livro A Romance of Two Worlds (Echo Library, 2006), ela expressa: […] Ninguém está contente neste mundo, eu acredito. Sempre há algo a desejar, e a última coisa desejada sempre parece a mais necessária para a felicidade. [...]. Por fim, no seu livro Vendetta; or, the Story of One Forgotten (Kessinger, 1996), ela expressa: […] Posso mergulhar a caneta no meu próprio sangue se eu quiser. [...].

 

ALGUÉM FALOU: Escrever salvou minha vida. Me salvou, me deu tudo, tirou todas as minhas doenças... Meu único conselho é ficar atento, ouvir com atenção e gritar por ajuda se precisar... Nossas impressões digitais não desaparecem das vidas que tocamos... Pensamento da escritora e educadora estadunidense Judy Blume, que no seu livro Summer Sisters (Delacorte Press, 1998), ela expressa: […] Nem tudo tem que ter um ponto. Algumas coisas simplesmente são. [...] Qual é o sentido de pensar em como vai acabar quando é só o começo [...]. Já no seu livro Fudge-a-Mania (Puffin, 2007), expressa que: […] O ronco mantém os monstros longe. [...]. No livro Tiger Eyes (Delacorte, 2013), ela expressa: […] algumas mudanças acontecem lá no fundo de você. E a verdade é que só você sabe sobre elas. Talvez seja assim que deveria ser. [...]. Na sua obra Forever... (Atheneum, 2014), ela menciona que: […] Fiz promessas a você que não tenho certeza se posso cumprir. Nada disso tem a ver com você. É que não sei o que fazer agora. Você deve estar pensando que pessoa podre eu sou. Bem, acredite em mim, estou pensando a mesma coisa. Não sei como isso aconteceu ou por quê. Talvez eu possa superar isso. Você acha que pode esperar — porque não quero que pare de me amar. Continuo me lembrando de nós e de como foi. Não quero te machucar... nunca... [...]. Na obra Are You There God? It’s Me, Margaret (Atheneum, 2014), ela expressa que: […] Você está aí, Deus? Sou eu, Margaret. Acabei de dizer à minha mãe que quero um sutiã. Por favor, me ajude a crescer, Deus. Você sabe onde [...]. Veja mais aqui e aqui.

 

TEORIA DA ALIENAÇÃO – A obra Marx: a teoria da alienação (Zahar, 1981), do filósofo húngaro e um dos mais importantes intelectuais marxistas da atualidade István Mészarós, aborda temas como as origens do conceito de alienação, a abordagem judaico-cristã, a alienação como vendalidade universal, a historicidade e ascensão da antropologia, o fim do positivismo não-crítico, entre outros temas. Da obra destaco o trecho: [...] A universalidade da visão de Marx tornou-se possível por ter ele conseguido identificar a problemática da alienação, do ponto de vista do trabalho, adotado criticamente, em sua complexa totalidade ontológica, caracterizada pelos termos "objetivação", "alienação" e "apropriação". Essa adoção crítica do ponto de vista do trabalho significou uma concepção do proletariado não simplesmente como uma força sociologicamente contraposta ao ponto de vista do capital — e que com isso permanece na órbita deste último — mas como uma força histórica que se transcende a si mesma e que não pode deixar de superar a alienação (isto é, a forma, historicamente dada, de objetivação) no processo de realização de seus próprios objetivos imediatos, que coincidem com a "reapropriação da essência humana". Assim, a novidade histórica da teoria da alienação de Marx, em relação às concepções de seus antecessores, pode ser resumida preliminarmente da seguinte forma: 1) os termos de referência de sua teoria são, não as categorias do Sollen ("deve"), mas as da necessidade ("é") inerente aos fundamentos ontológicos objetivos da vida humana; 2) seu ponto de vista não é o de uma parcialidade utópica, mas o da universalidade do trabalho, adotado criticamente; 3) sua crítica não se articula como uma "totalidade especulativa" abstraía (hegeliana), mas se refere à totalidade concreta e dinâmica da sociedade, vista, da base material do proletariado, como uma força histórica necessariamente autotranscendente ("universal"). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui e aqui.

Imagem: no Dia do Artista Plástico, a obra do pintor e desenhista brasileiro Almeida Junior (1850-1899)

Curtindo Sun Bear Concerts – Piano Solo (ECM, 1978) do pianista e compositor estadunidense de jazz e música clássica Keith Jarret. Veja mais aqui, aqui e aqui.

SEMIOLOGIA DA REPRESENTAÇÃO – No livro Semiologia da representação: teatro, televisão, história em quadrinhos (Cultrix, 1975), organizada por André Helbo, encontrei o texto de autoria do organizador sobre a temática O código teatral: codificação e fenômeno teatral, do qual destaco o seguinte trecho: É possível – sem cair num reducionismo de mau gosto – extrapolar em direção da critica os conceitos operatórios da Linguística? É lícito conceber, em termos de signos, linguagem, língua, um estudo científico que abra de imediato o caminho da semiótica aos modelos teatrais? Em uma palavra: existe uma semiologia teatral? A resposa em que essa interrogação implica postula um universo de pesquisa que não pode ser legitimado sem a retificação de critérios definidores adequados à comunicação e ao funcionamento teatrais. Mais além, esse tipo de diligenciamento supõe um investimento incondicional do pensamento numa axiologia linguística; essa inevitável tautologia que relaciona a pratica dramatúrgica – mesmo a contrario – com a comunicação e, consequentemente, com o seu suporte – a língua, e até a linguagem – está próxima da contradição. De fato, como encontrar os parâmetros de uma especificidade pelo canal de um questionamento colocado em termos de influencias e que erige a linguagem, exemplo escolhido, não exatamente em instrumento metodológico, nem mesmo em metáfora epistemológica, mas em modelo conceitual ou ideológico? Esse debate reenvia à dupla articulação do vetor semiológico contemporâneo. A primeira orientação, inspirada num cientificismo próximo do terror, considera sob a alçada de sua analise unicamente os termos convertíveis ao dogmatismo pós-saussuriano: “A semiologia analisa e descreve todos os meios e sistemas de comunicação utilizados pelos homens e talvez os utilizados pelos animais” (Mounin). A segunda, aproveitando prováveis contribuições à gnosiologia, pretende ultrapassar a disciplina de que procede para atingir o conjunto de praticas significantes. Translinguistica, critica de sua origem, atravessando a “comunicação do sentido de que a linguística faz seu objeto”, a semiótica coloca em evidencia “essa outra cena que é a produção do sentido anterior ao sentido, o que permite assim que, na sua pluralidade e em suas respectivas especificidades, os sistemas significantes e sistemas produtivos joguem no interior de um mesmo texto aberto em lugar de funcionar nele com instancias rivais” (Kristeva) [...] Veja mais aqui e aqui.

VIAGEM AOS SEIOS DE DUÍLIA – No livro A Morte da Porta-Estandarte e Outras Histórias (1965), do escritor, professor e homem de teatro Aníbal Machado (1894-1964), encontro o conto Viagem aos seios de Duília, que foi adaptado para o cinema (1964), num filme dirigido por Carlos Hugo Christensen, narrando a tragédia, da qual destaco o seguinte trecho: [...] No dia seguinte postou-se, como outros de sua idade, numa das esquinas da Rua Gonçalves Dias, local preferido pelos militares da reserva e aposentados de luxo, gente saudosa do passado. Notou que eles se compraziam em adejar perto dos doces da confeitaria, e ver passar as damas elegantes de outrora. Ali se perfilava, de terno branco, um velho Almirante de suas relações: - Olhe, faça como eu: nunca se convença de que é aposentado. Adquira algum vício, se já não o tem. Evite os velhos. Um pouco de exercício pela manhã. Hormônios às refeições, não é mau. Quanto a conviver, só com gente moça. Ele aprendera na véspera o que era conviver com gente moça... Para rematar, e como índice de otimismo, contou-lhe o Almirante uma anedota pornográfica. O funcionário riu com esforço, e despediu-se enojado. Entrou numa livraria. Buscaria a solução na leitura dos romances. Pediu um, à escolha do caixeiro. Tentou ler. Impossível passar das primeiras páginas. Não compreendia como tanta gente perde horas lendo mentiras. Ao atravessar, dias depois, o Viaduto, deixou o livro cair lá embaixo, sentiu-se livre daquilo. O melhor mesmo era ficar debruçado à janela. E todas as manhãs, enquanto a criada abria a meio as venezianas para deixar sair a poeira da arrumação, José Maria as escancarava para fazer entrar a paisagem. Dali devassava recantos desconhecidos. Ilhas que jamais suspeitara. Acompanhava a evolução das nuvens, começava a distinguir as mutações da luz no céu e sobre as águas. Notava que tinha progredido alguma coisa na percepção dos fenômenos naturais. Começava a sentir realmente a paisagem. E se considerava quase livre da uréia burocrática. Esse noivado tardio com a natureza fê-lo voltar às impressões da adolescência. Duília! Toda vez que pensava nela, o longo e inexpressivo interregno do Ministério, que chegava a confundir-se com a duração definitiva de sua própria vida, apagava-se-lhe de repente da memória. O tempo contraía-se. Duília! Reviu-se na cidade natal com apenas dezesseis anos de idade, a acompanhar a procissão que ela seguia cantando. Foi nessa festa da igreja, num fim de tarde, que tivera a grande revelação. Passou a praticar com mais assiduidade a janela. Quanto mais o fazia, mais as colinas da outra margem lhe recordavam a presença corporal da moça. Às vezes chegava a dormir com a sensação de ter deixado a cabeça pousada no colo dela. As colinas se transformavam em seios de Duília. Espantava-se da metamorfose, mas se comprazia na evocação. Não ignorava o que havia de alucinatório nisso. Chegava a envergonhar-se. Como evitá-lo? E por que, se isso lhe fazia bem? Era o aforamento súbito da namorada, seus seios reluzindo na memória como duas gemas no fundo d'água. Só agora se dava conta de que, sem querer, transferira para Adélia a imagem remota. Mas Adélia não podia perceber que era apenas a projeção da outra. Mesmo porque, temendo o ridículo, José Maria jamais se deixara trair. Disponível, sem jeito de viver no presente, compreendeu que despertara com muitos anos de atraso nos dias de hoje. Não encontraria mais os caminhos do futuro, nem havia mais futuro nenhum. Chegara ao fim da pista. [...] Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

ERÓTICA PORNOGRÁFICA – No livro Erótica pornográfica (ErosPoética, 2007), poeta J. J. Sobral, pseudônimo do escritor e artista plástico português Antonio Galrinho, estão reunidos 44 poemas fesceninos com advertência, introdução e apresentação todas em quadras com heptassílabos em rimas alternadas, descrevendo desde as estruturas da cópula, seus atores, modalidades e aspectos sensuais. Do livro destaco a Ode à foda, em seus seguintes trechos: [...] Seja homem com mulher / Seja entre eles e elas / A foda deverá ser / Feita com apalpadelas / Broche, minete, apalpões / Dentadas e lambidelas / Mãos, nalgas, mamas, colhões / Língua no cu deles e delas [...] Sem foda a vida cessava / Coisa que dá que pensar / Deve ser valorizada / Há que a foda respeitar / Muita vida no planeta / Foi com a foda gerada / A foda não é abjeta / Não deve ser condenada / Se não houvesse tesão / Se um dia a foda acabasse / De que valeria então / Que a Terra ainda girasse? [...] Vivam aqueles que fodem / Com alegria e prazer / Viva o caralho do homem / Viva a cona da mulher / Sempre existiu o foder / É coisa bastante antiga / Que se faz pelo prazer / Ou para encher a barriga / Foda não é coisa obscena / Com foda se gera vida / Seja com picha pequena / Ou com ela bem comprida. [...] Uns fodem mais por prazer / Outros por amor, paixão / Há quem foda por traição / Ou apenas por foder / [...]. Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.

ROMA, CITTÀ APERTA – O drama de guerra Roma, città aperta (Roma, Cidade Aberta, 1945), do cineasta do neorrealismo italiano Roberto Rossellini (1906-1977), considerado um dos maiores filmes da história ela crítica mundial, contando a ocupação nazista à cidade de Roma, entre os anos 1943/44, declarada cidade aberta para evitar bombardeios aéreos, mostrando a união de comunistas e católicos para combater os alemães e as tropas fascistas. O filme é maravilhos e o destaque principal vai para atuação da atriz italiana Anna Magnani (1908-1973), a primeira atriz estrangeira a receber o Oscar de Melhor Atriz pela Academia de Hollywood. Veja mais aquiaqui.

IMAGEM DO DIA
No Dia do Artista Plástico, Pigmaleão e Galatéia (1890), as duas telas pintadas pelo francês Jean-Léon Gérome. Pigmaleão, rei de Creta, esculpiu uma figura de mulher tão perfeita que a deusa Afrodite a transformou em mulher. O pintor representa o exato instante em que Galatéia surge para vida. Enquanto seus pés ainda são inteiramente de mármore, o topo do corpo já se debruça sobre seu criador num beijo apaixonado. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
Sujeito, indivíduo, quem?, Folhas da relva de Walt Whitman, Ecce Homo de Friedrich Nietzsche, Princípios fundamentais de filosofia de Politzer, Besse & Caveing, a música de Emmanuelle Haïm, a pintura de Lasar Segall & Carolyn Anderson, a arte de Emerson Pingarilho, Kate Wiloch, Sally Trace & Claudio Adrian Natoli aqui.

E mais:
Brincar para aprender aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Entrega & vamos aprumar a conversa, O indivíduo na sociedade de Emma Goldman, A metamorfose de Franz Kafka, a música de Isaac Albéniz, Auto da barca do inferno de Gil Vicente, o cinema de Sam Mendes & Annette Bening, a  pintura de Fritz von Uhde & a fotografia de Freddy Martins aqui.
Bolero, Gertrudes & Cláudio de John Updike, a música do Trio Images, Os degraus de Roberto Calasso, Engraçadinha de Nelson Rodrigues, a pintura de Norman Engel, o cinema de J. B. Tanko & Irma Álvarez, a poesia de Frederico Barbosa & Aecio Kauffmann aqui.
As trelas do Doro: o testamento de bocó aqui.
O xote no auto de natal, Conto de Natal de Rubem Braga, a música de Ernesto Nazareth & Maria Teresa Madeiram a pintura de Wilhelm Marstrand & Aprendendo a viver com a lição do natal aqui.
Pode até ser, mas se não for, nunca será, a música de Lina Cavalieri, a fotografia de Chris Maher & a pintura de Eloir Amaro Júnior aqui.
A desmedida correria para perder o bom da vida, Novum Organum de Francis Bacon, a pintura de Fúlvio Pennnacchi, a música de Heitor Villa Lobos & Quarteto Amazônia aqui.
O maravilhoso mistério da vida, A literatura de Rebecca West, a música de Ana Torroja, a pintura de Marie-Louise Garnavault, o cinema de Alan Bridges & Julie Christie aqui.
Quem quer diferente tem que fazer diferente, a pintura de Cândido Portinari, a música de Xiomara Fortuna, o ativismo de Marcus Garvey, a escultura de Emmanuel Villanis aqui.
O prazer de amar e de ser amado, o cinema de Bigas Luna & Aitana Sánchez-Gijón, a música de Joyce & Maurício Maestro & a arte de Luciah Lopez aqui.
Todo dia um novo ano feliz, a fotografia de John Poppleton, a música de Egberto Gismonti, Sy Miller & Jill Jackson aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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Paz na Terra:
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terça-feira, agosto 24, 2010

EDUCAÇÃO SEXUAL, CHARPENTIER, SANDLER, VOLUNTARISMO, BETH GOULAR, NEUROANATOMIA, EXISTENCIALISMO & MUITO MAIS!



ÂNSIA DO PRAZER - I - Quando me projeto sobre a plataforma espalmada do teu corpo provocante com jeito de façanhosa adefagia, de amorável jácea devorante, de exuberante calim tisneira, da nudez ofertada para minha apoteose de ensandecido enamorado delineando a minha sede vulcânica pelo favo que escorre feito sopa da tua fonte minante no desvelo de minha realização ebrifestiva. Ah é com isso que me faço exorbitante bardo e se agiganta minha tesão de amante excitado e dou provas da minha beligerante vontade de possuir-te sempre inteira até derramar minha vida esborrando meu desejo, esporrando minha loucura e entornando meu gozo para que sintas o benéfico da nossa agonia libidinosa, no teu extremo grito de se sentir dominada, explorada, uivando com o meu estertor penetrante para o teu itifalo adorado, saboreando meu gozo delirante e selando com a entrega o nosso amor. II - Os teus olhos flagraram a apoteose da minha paixão arrebatada dependente de tuas carícias, viciado de teu corpo, excitado com a promessa do prazer total que toda emanação de ti me satisfaz. Vieste nua e solícita e acariciaste meu corpo em brasa, envolvido na atração recíproca da entrega mútua. E te acercaste do meu desejo indomável pronto para devorar-te com meu apetite insaciável de sangue quente e possessão irrefreável. E suspiraste com minhas ânsias e gemidos suplicantes, dominando a loucura de querer-te sempre mais e inteira, cavalgando majestosa por todos os meus furores iminentes. E me entregaste a oferenda do gozo máximo para tornar-me escravo da tua delícia, servo de teu sabor, refém da tua explosão mágica de prazer. E dominaste minha alucinada exacerbação povoando minha vigília e todos os meus devaneios que porventura possa sonhar. Ah eu te amo como quem se entrega voluntário à combustão do teu inflamável e delicioso amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


Imagem: Nude, do artista plástico Jeremy A. Engleman.

 Curtindo o álbum Quatuor Anni Tempestates & Psaumes de David - Le Parlement de Musique (1990), do compositor francês Gustave Charpentier (1860 - 1956). Veja mais aqui.

EPÍGRAFE - A condição humana inclui o sublime e o sórdido, a felicidade e a tragédia, extraído do livro Fatos: a tragédia do conhecimento em psicanálise (Imago, 1989), do psiquiatra e psicanalista Paulo Cesar Sandler. Veja mais aqui, aqui e aqui.

NEUROANATOMIA FUNCIONAL – O livro Neuroanatomia funcional (Atheneu, 2014), de Angelo Machado e Lucia Machado Haertel, trata sobre a filogênese do sistema nervoso, embriologia, tecido nervoso, medula espinhal e seus envoltórios, tronco encefálico e o cerebelo, diencéfalo, telecefalo, meninges e liquor, sistema nervoso central e barreiras encefálicas, terminações nervosas e nervos espinhais, nervos cranianos, sistema nervoso autônomo, anatomia do simpático, parassimpático e dos plexos viscerais, estrutura da medula espinhal, bulbo, ponte, mesencéfalo, nervos cranianos, sistemas modulatorios, hipotálamo, tálamo, subtálamo, epitálamo, núcleos da base, substancia branca e do córtex cerebral, sistema límbico, memoria, vias aferentes e eferentes, neuroimagem, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui e aqui.

VOLUNTARISMO – É a doutrina que faz da vontade um absoluto, uma verdadeira coisa-em-si, como explicação última do universo, confundindo-se não raro com a própria vontade divina. Do ponto de vista ético, é a doutrina que baseia no ato volitivo a decisão entre o bem e o mal, a virtude e o viciop, dando predomínio à razão pratica sobre a razão teórica. Para essa concepção predomina a escolha voluntária, na opção dos valores éticos, em detrimento do puro conhecimento intelectual. Do ponto de vista psicológico, é a doutrina que subordina as funções intelectivas às funções afetivas e volitivas do espirito, fazendo as primeiras dependerem das últimas. Do ponto de vista metafísico, defendeu Avicebrão (1020-1070), a teoria da vontade como fonte da vida, confundindo-se com Deus, ou, pelo menos, sendo a sua pripria hipostátase. Ela cria todos os seres, matéria e espeirito, suas formas, além da própria ordem causal do universo. Com essa ação de Deus, impondo o processo causal e não só formal, discordava Avicebrão do intelectualismo plotiniano. Também discordando do intelectualismo de Tomás de Aquino, aparece mais tarde a doutrina de Duns Scoth (1266-1308), dando o primado à vontade, quer na ordem humana, quer na divina. O conhecimento serve comente para permitir ao homem querer e amar, inclusive a Deus, que só é atingido, nessa visão beatífica, pela vontade e pelo amor. O próprio mundo é criação pela vontade divina, e não pela razão divina. Ainda voluntarista é a mística de Jacob Boheme (1575-1624), para quem todo viver é essecialista e consiste na vontade, pois a vontade é a atividade das essências. O próprio Fichte (1762-1814) não estaria estranho à posição voluntarista, ao colocar na vontade como raiz do Eu,. Mas vai ser em Arthur Schopenhauer (1º788-1860), que a vontade apresenta-se diante do intelecto, que apenas é de caráter fenomênico, como verdadeira coisa-em-si, apreensível somente pela intuição. Voluntarismo irracionalista também é a posição de Eduard von Hartmann (1842-1906). Veja mais aqui, aqui e aqui.

MASTURBAÇÃO & AUTO-EROTISMO – A masturbação ou auto-erotismo é uma prática rechaçada por tabus e mitos, repressão sexual, desconhecimento sobre o próprio corpo e a desaprovação de algumas filosofias religiosas, muito embora a sua maior incidência seja entre os homens, especialmente durante a adolescência, período em que os testículos atingem a maturidade provocando o aumento dos hormônios sexuais que estimulam as fantasias e o desejo, crescendo a necessidade da prática sexual, e pela falta de oportunidade de contatos sexuais. essa prática exerce o papel de autoconhecimento, sendo o momento de se conhecer o prazer e identificação dos limites. As fantasias sexuais presentes no comportamento masturbatório exercem papel fundamental na sexualidade. É a fonte de evasão dessas fantasias. As crianças, a partir dos dois anos, pouco a pouco descobrem o sentido do prazer em suas genitais, onde sem qualquer malicia aprendem a colocar o dedo. A masturbação se torna preocupante e patológica quando passa a ser compulsiva, praticada inúmeras vezes ao dia, tornando-se na única forma de prazer, passando a ser o principal veiculo para atenuar a ansiedade ou quando toma o espaço do contato sexual convencional, fazendo a relação sexual desnecessária e trazendo prejuízos à convivência conjugal. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

EXISTENCIALISMO E ALIENAÇÃO NA LITERATURA NORTE-AMERICANA – O livro Existencialismo e alienação na literatura norte-americana (Paz e Terra, 1969), de Sidney Finkelstein, trata sobre arte e filosofia, Iluminismo & dúvidas e conceitos de progresso, Kierkegaard e Marx, realista e anti-realista, existencialismo e fascimo alemão, Hussel, Heidegger, Jaspers, responsabilidade social do artista existencialista, Camus e Sartre, descrição sociológica e literária da alienação, Balzac, Eugene O’Neill, alienação como estilo literário, F. Scott Fitzgerald e T. S. Eliot, conflito entre humanismo e alienação William Faulkner, alienação e revolta sem objetivo, John dos Passos e Henry Miller, guerra fria, revigoramento religioso e existencialistas, William Styron, J. D. Salinger, Edward Albee, manifestações alienadas e respostas existencialistas, acatamento da alienação, John  Updike e James Purdy, convicções sociais perdidas e existencialismo, Artur Miller e Saul Bellow, existencialismo e necessidades sociais, Norman Mailer e James Baldwin, a moral do progresso humano, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

LINGUISTICA E POÉTICA – No livro Linguística e poética (Cultrix, 1975), de Daniel Delas e Jacques Filliolet, encontro que poética é um termo rico em ambiguidades e implicações e que é indissociável da poesia que é compreendida como a arte da linguagem, geralmente associada à versificação e que visa a exprimir ou sugerir alguma coisa através de combinações verbais onde o ritmo, a harmonia e a imagem têm frequentemente muito mais importância que o próprio conteúdo inteligível. A poesia, assim como a pintura e a música, são combinações de significados, cuja finalidade não é sempre precisa, mas que se inscrevem no espaço e/ou no tempo; distintivas para as outras, essas categorias são co-inclusivas na poesia, que é a um tempo espaço da inscrição e tempo do dizer. Por conta disso, toda semiótica de uma arte particular tem necessidade de se associar à ciência que descreve a substancia do material que essa arte utiliza. Assim como o semioticista musicólogo se apoia obrigatoriamente nos princípios da harmonia e da acústica, também o poeticista não pode estudar a poesia, arte das combinações verbais, sem recorrer à colaboração da linguística, ciência do funcionamento da linguagem. Veja mais aqui, aqui e aqui.

DOROTÉIA MINHA – A peça teatral Dorothea minha, da cantora, colunista, dramaturga, diretora e atriz Beth Goular, é um mobologo baseado na correspondência amorosa entre Nelson Rodrigues e a atriz Eleonor Bruno, mãe de Nicete Bruno e avó da autora, no qual o dramaturgo para ela a peça Dorotéia, resultado do seu romance com a correspondente. No quase recato deste amor problemático, diferente dos desvarios do teatro rodriguiano, quando chegou ao fim, Eleonor continuou no teatro com a filha, o genro Paulo Goulart e a neta que agora a interpreta. Veja mais aqui e aqui.

FINAL FANTASY – O filme de ficção científica Final Fantasy: The Spirits Within (2001), dirigido por Hironobu Sakaguchi, conta a história de uma terra infestada de alienígenas no ano de 2065, em que os humanos vivem em “cidades barreira”, todos numa tentativa de livrar o planeta dos Phantoms (que significa Fantasmas), uma misteriosa raça alienígena. A única esperança vem de uma cientista e de seu mentor, que tem um plano de destruir os Phantoms sem causar danos ao planeta, mas um general está determinado a usar o canhão espacial “Zeus” para destruir os Phantoms - mesmo que isso cause danos à Terra no processo. O destaque do filme fica por conta da atriz sino-americana Ming-Na Wen. Veja mais aqui.

COMPETIÇÃO DA RUINDADE: CAIXA X BB - Gentamiga, eu estou careca de saber que banco é só pra quem tem dinheiro. Contudo, pelas atribuições profissionais e mesmo juntando somente merrecas no final do mês, somos compulsoriamente levados a ter uma conta corrente numa instituição bancária. Coisa que digo logo: abomino desde a minha mais dolorosa víscera, chega remói o bucho e fico prestes a ter uma pilôra só de pensar. Já fui bancário. E mesmo tendo vários amigos nessa profissão, pelo menos, para mim, foi a pior que já exerci na minha vida. Um sacrifício que durou 5 anos e quase morro estropiado, com a coluna envergada e com o corpo pra lá de desconjuntado. Nunca me senti com o sangue roubado vampirescamente como nesse tempo. Vixe! Um horror. Pior mesmo que ser bancário é ter que usar dos serviços de qualquer agência duma instituição dessas. Já contei da via crucis que passei na Caixa Econômica Federal. (Você ainda vai pra Caixa? Se for, antes de ir, confira aqui). Agora quero falar do Banco do Brasil, pois acho que os dois estão competindo para ver quem atende pior aqueles que precisam desses bancos. O Banco do Brasil não deve nada em contraproducência à Caixa, pois se um é ruim, o outro é pior além de péssimo e vice-versa. Teve um dia mesmo que precisei duma agência do BB e fiquei coarando por mais de 1 hora na fila só para reapresentar 1 cheque que foi devolvido de um cliente de lá. Tirei foto da senha junto do meu relógio só para provar esse desrespeito. E se não é para importunar qualquer caixa do BB, pra que colocam auto-atendimento sem funcionar? Isso mesmo. Quer tirar a prova dos 9? É só se dirigir para agência da Serraria, em Maceió, que você tem o exemplo clássico de estourar os bofes e morrer de raiva. Toda vez que vou lá, saio ameaçado de ter um treco de ataque cardíaco à falência múltipla dos órgãos. Por isso afirmo: ali deveria ter uma ambulância de plantão. Vamos exigir? Uma das vezes que quase tive um troço, a reclamação foi geral: nenhum caixa automático do auto-atendimento funcionava. Isso é quase praxe lá. Procuraram pelo gerente, não estava. Cadê o responsável por aquilo? Foi almoçar. No guichê 1 só caixa para atender uma fila quilométrica. O que fazer? Reclamar, ora. Pra quem? Pelo menos, uns pros outros e pras paredes. A gente até pensou ir pro PROCOM, mas logo soubemos que a fila lá estava maior. Todo mundo com os nervos à flor da pele. Até que apareceu um funcionário e fez funcionar um, não antes levar um apupo de todos. Infelizmente ele saiu com essa: - Máquina não é ser humano, também quebra! Vixe! Vi na hora quase todo mundo cair de pau sobre o desinfeliz. Ora, completo despropósito. A gente sabe que o BB ganha os tubos de dinheiro e não repõe seu quadro funcional. Um gerente que antes atendia 30 clientes na sua carteira, por causa de aposentadorias, licenças ou demissão mesmo de um outro, acumula o dele e o do que saiu ou está ausente. Ou seja: funcionário do BB também trabalha toda pilha. E é? Nem dá pra notar, né? Pois é. Além do mais, o funcionário do BB nunca conseguiu se livrar daquela abjeta postura de que tem um rei na barriga. E isso desde antanho e mesmo com a desvalorização da categoria de se equiparar aos piores bancos particulares. Eu mesmo nunca vou pra qualquer agência da rede privada, deus me livre! Nem morto! Agora, se a gente precisa de banco oficial, como a Caixa e o BB, melhor tomar um bocado de água de flor de laranjeira, botar a paciência em dia e se aventurar a pagar uma odisséia catastrófica. Devia de haver um concurso para a gente premiar com o troféu abacaxi: quem atende pior a Caixa ou BB? Acho que dá empate. Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!! Veja mais aqui.
IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz sino-americana Ming-Na Wen.


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