quarta-feira, junho 04, 2008

CATARINA MAUL



MUSA DA SEMANA: CATARINA MAUL é poeta, pedagoga e produtora cultural petropolitana.



Ela é formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Petrópolis – UCP. Professora funcionária do serviço publico municipal de Petrópolis, idealizadora e coordenadora de uma série de projetos, dentre eles o Semeando Poesia nos Jardins da Educação, de festivais de poesia, faz parte da APPERJ, Relações Pública da UBT, dentre outras inúmeras atividades.



Ela é produtora do show mensal jovem.som.br no Petropolitano F.C. É coordenadora e produtora do sarau Poesia Impera, um encontro mensal no Palácio de Cristal. Escritora dos textos e produtora do grupo Menestréis da Alegria, entre outras atividades culturais e artísticas.



CHAPEUZINHO VERMELHO

A Chapeuzinho Vermelho
Menininha espevitada
Foi dar papo para estranhos
Acabou numa roubada.
Aquele moço educado
Não era muito legal.
Boa aparência, simpático...
Mas ele era um Lobo Mau.
Chapeuzinho só queria
Levar doces pra vovó.
Se meteu numa enrascada
Acabou foi na pior.
O Lobo, maldade danada,
Deu cabo da vovozinha.
Somente numa bocada
Devorou a velha inteirinha.
O Lobo era bem esperto,
Mentia como ninguém.
E vestiu de vovozinha
Para poder se dar bem.
E ao chegar Chapeuzinho
Na cada da vó querida
Duvidou da tal figura
Muita ela indagaria:
- Para que olhos tão grandes?
Perguntou pra tal vovó.
- É para enxergar, querida,
Para vê-la melhor.
E assim outras perguntas
Ainda fez Chapeuzinho.
Mas o Lobo respondia,
E mentia o danadinho.
Até que, num certo momento,
Ele próprio confessou:
Queira papar Chapeuzinho
Que vermelha até ficou.
A sorte é que ainda há no mundo
Gente de bom coração,
Pois surgiu o caçador,
Para acabar com o vilão.
Resgatou a vovozinha,
Inspirou final feliz,
Mas daí vem a historia
Que todo mundo diz:
Não devemos jamais
Dar assunto para estranho
Por trás de um singelo cordeiro
Pode estar um lobo tamanho.


REDESCOBRINDO ORIGENS

Recolonizo minha alma a cada Bauernfest,
resgato no meu corpo o sangue alemão,
revivo do passado o valor inconteste,
versos brotam, emotivos, de antemão.
Repenso o passado, os antepassados,
sobrenome que herdei junto a valores.
Nome nato de heróis, homens tão preparados
que tornaram-se poetas, músicos, escritores.
Recolonizo as lembranças que não tive
de uma época de muito tempo atrás.
Na minha imaginação, baila e revive
o que nem vivi... Mas que diferença faz?
A cada Bauernfest lembro minha origem,
orgulhosa fico deste povo descender.
Os petropolitanos, juntos, te exigem
a Germânia em nosso peito reacender.
E assim recolonizo minha vida
e este sangue em minha prole, hei de semear.
Minha emoção jamais se sente dividida,
esta cultura e tradição, para sempre irei amar!



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