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quinta-feira, outubro 22, 2020

KAFKA, LESSING, JOÃO CABRAL, ÈVE CURIE, LECONTE, MUCHA, BOUBAT, BERNHARDT & DENEUVE

 

TRÍPTICO DQC: QUINTA FEIRA, O TRÂMITE DA SOLIDÃO – A lua voltou-se para o leste e capturo a noite na constelação do ermo. Já é quarto-minguante, indelével prodígio, gozo preciso do ilimitado. O isolamento me angustia, o ponto perfeito do desvalido, um morrer queimando vísceras: é o pânico da solidão, o fascínio pelo perigo. A culpa se confessa e o coração neste instante homicida, nesta noite abissal, não sabe de nada nem de mim. Vou só.

 


O TEATRO DE OKLAHOMA & O ESCÂNDALO DE ÉVE – Imagem: arte do fotógrafo e fotojornalista francês Édouard Boubat (1923-1999). - Não sei explicar, mas estava perdido diante de um palco de pedras. Ali fiquei extasiado admirando o ambiente. Ao longe, em um areal, uma mulher nua esparramada. Era ela, enfim reencontrei. O que houve? Escondeu o rosto como se chorasse escondido. Toquei seus cabelos, ela virou-se de repente: era ela Ève entristecida com os últimos acontecimentos. Tirei meu casaco e dei-lhe para vestir. Ao remover minha camisa, ela rejeitou, preferiu guardar-se apenas do frio, nada mais, enquanto lamentava o ocorrido: um escândalo por ter ido à cerimônia e, ao regressar, encontrou suas filhas aterrorizadas por manifestações diante de sua casa. Não deveria ter ido, repetia, mas nunca temeu consequência alguma. Agora queria esquecer tudo. Falou do que sempre dizia sua mãe: Era uma fonte de desilusões deixar todo interesse da vida depender de sentimentos tão tempestuosos quanto o amor. Ah, o amor! E cantarolou a minha Serenar... Beijei sua face e a abracei com afeto. Ficamos um tempo assim, abraçados. Disse-me apaixonada Leconte de Lisle: Só há poesia no desejo do impossível ou na dor do irreparável. E mais se achegou num abraço apertado, demoradamente, como se nada mais houvesse no mundo. E era mesmo o que restava a mim abraçado na sua nudez, nada mais. O tempo passava e ela resolveu caminhar e saímos de mãos dadas pela localidade. Foi aí que soube tratar-se de um teatro natural, cenário da obra Amerika (1927), que no Brasil foi publicado com o título de O desaparecido (34, 2012), de Kafka. Contou-me do local e só muito mais tarde ao ler o livro que obtive mais detalhes a respeito, inclusive esta descrição: Na entrada da pista, sobre uma grande plataforma, centenas de mulheres, trajadas como anjos, com vestes brancas e asas pregadas aos ombros, tocam longas trombetas que brilham como ouro. Na verdade, as mulheres estão em cima de pedestais, os quais não podem ser vistos porque estão cobertos pelas pregas dos longos vestidos. Como os pedestais são muito altos, alguns com quase dois metros de altura, as mulheres parecem gigantescas, mas o tamanho de suas cabeças destoa do conjunto, bem como os cabelos, que parecem ínfimos caindo-lhes sobre as asas e emoldurando-lhes o rosto. Para evitar a monotonia, os pedestais são de vários tamanhos: nos mais baixos, as mulheres parecem de estatura normal, mas ao seu lado há outras que estão tão alto que dão a impressão de que qualquer vento pode carregá-las. Era assim mesmo, tal como vi. E caminhávamos até chegarmos a um local onde suas vestes estavam espalhadas. Recolheu uma a uma e reunidas puxou-me para si e ali nos beijamos e nos amamos até escurecer. Vi-lhe a face num relance da lua, era ela mesma: a escritora, a pianista concertista e crítica musical, a guerreira das Forças Livres, a jornalista e humanista francesa, Ève Curie (1904-2007), ela mesma, sim, em carne e osso, a que também era Denise de Labouisse, filha do casal cientista Curie e a única a não receber um Prêmio Nobel. Ao falar do prêmio, disfarçou o desapontamento: não era o não ter recebido o prêmio, mas ter ido à cerimônia, só isso. Logo mudou de assunto e contou-me da sua viagem Amon Warriors (1943), e de coisas sobre Gandhi e do Iraque onde: Admiram a força e querem ser governados com firmeza. Nós, as democracias, não oferecemos aos iraquianos nem liberdade (porque ocupamos o seu país) nem chefia (porque nos metemos pouco nas suas questões internas) e assim eles desprezam-nos e odeiam-nos. E muitas outras contadas por sua tagarelice e mais lamentou a perda da mãe e a irmã levadas por doenças radioativas e das filhas sofredoras e da sua vida perdida por amor. Ali amávamos um ao outro e nada mais importava noite adentro.

 


A CADA TRÊS HORAS ELA ERA OUTRA - Imagem: a arte do pintor, fotógrafo, ilustrador e designer gráfico checo Alphonse Maria Mucha (1860-1939) - Ao amanhecer, era ela Sarah mais linda e nua que nunca! Levantou-se a desabafar: Não posso dar um único passo ou fazer qualquer movimento ou gesto, sentar, sair, olhar para o céu ou para o solo, sem sentir algum motivo de esperança ou desespero, até que enfim, exasperada pelos obstáculos colocados em minhas ações pelo meu pensamento, eu desafio todas as superstições e apenas ajo como quero. A vida é curta, mesmo para quem vive muito, e devemos viver para os poucos que nos conhecem e nos apreciam, que nos julgam e nos absolvem, e pelos quais temos o mesmo carinho e indulgência. Deu-me as costas, ajoelhou-se com a graça da sua nudez e deitou a cabeça ao chão como se reverenciasse a alvorada, o reinado do Sol. Assim ficou até perder a noção do tempo e eu a admirar as suas generosas formas, a beleza extasiante de um corpo de mulher de bruços e desnuda: era ali que a vida se refazia em mim a cada instante. Ao se erguer me disse Doris Lessing: Aprendizado é isso: de repente, você compreende alguma coisa que sempre entendeu, mas de uma nova maneira. Fitou-me demoradamente e já era Catherine: Eu sou contra o politicamente correto e acho que é preciso transgredir nas coisas que valem a pena. Uma mulher tem que ser inteligente, ter charme, senso de humor e ser gentil. São as mesmas qualidades que eu preciso em um homem. Eu sou leviana. Então eu me sinto culpada. E me abraçou como quem nunca mais quisesse soltar. E saltamos pelos lugares, ermos, vales e limites, e éramos mútuos como se nada mais além de desvalidos e o amor dos desesperados. A cada três horas ela era outra e debulhava versos, frases e sentimentos agudos no meu sexo, entregando-se exasperada como se fosse pela última vez. Assim era, até mais ver.

 

CABRAL NO RECIFE E NA MEMÓRIA

[...] Quem diria? Um pobre Severino da mais malvada vida-morte nordestina é o bochincho do momento nos meios cultos do mundo estes dias. [...].

Trecho de Um Severino vai à forra, extraído da obra Cabral no Recife e na memória (Cultural/CEPE, 1997), do escritor, jornalista e professor Edilberto Coutinho (1891-1975), sobre o Prêmio Neusdtadt, em 1992, conferido ao poeta e diplomata João Cabral de Melo Neto (1920-1999), destacando a sua vida e sua obra. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.


 

 


sexta-feira, abril 06, 2018

TAGORE, GRAMSCI, LECONTE DE LISLE, GROF, ANETA BARTOS, ZEQUINHA DE ABREU & CHIQUINHA GONZAGA

A PÁGINA VIRA - Imagem: arte da artista polonesa Aneta Bartos - O que restou de mim, página virada. A história se repete e como. Tantas vezes recomecei, perdi a conta; caí muitas vezes, estruturas abaladas, quão patéticas e cruéis são as quedas, a ponto de me acostumar com incompreensão, indiferenças, traições. Confesso, devo não ter entendido nada, ou ter falseado a verdade, ou mesmo distorcido as coisas que me surgiram, ofuscado por facilidades nem tanto proveitosas quanto pareciam, incapaz de refutar a mais simples inverdade na minha débil percepção. Algumas vezes parei pra pensar, na verdade, sempre segui em frente sem importar. Vez ou outra, esvaziado e inútil. É que ao chegar ao topo, não achei graça nenhuma. Estava sozinho e diante da imensidão, sem saber o que fazer. Ao descer tive a impressão de enorme tempo perdido com minha obstinação. Não valeu a pena tanto esforço, prazer e realidade em conflito, a mente cega, o caminho obstruído por escolhas que eu próprio tomei, sombrios caminhos desencorajadores. Repudiei vínculos antigos e esqueci-me de antedatar o futuro, não me interessava mais. Só me restava ser forte na tribulação. Precisei reaprender melhor a lição e recomecei, tudo revisto, o estimulante foi saber que do chão jamais passaria, a menos que batesse as botas e findasse de pés juntos, insepulto. Talvez servisse pra semente, se sim, me sentiria grato por ter alguma utilidade, teria valido a pena viver nesse mundo arrevirado e de porteira escancarada. O prêmio, a paz e a serenidade no coração, disposto sempre ao amor nas águas da vida, nada mais. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do músico, compositor e instrumentista Zequinha de Abreu (1880-1935): Tico tico no fubá, Branca & Valsas imortais; da compositora, pianista e maestrina Chiquinha Gonzaga (1847-1935): Piano & violino por Maria Teresa Madeira & Leandro Braga; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA –[...] A consciência ecológica, em seu nível mais profundo, é o reconhecimento intuitivo da unicidade de toda a vida, da interdependência de suas múltiplas manifestações e de seus ciclos de mudança e transformação [...]. Pensamento do médico psiquiatra tcheco, Stanislav Grof. Veja mais aqui.

A INDIFERENÇA & A VIDA - [...] Não pode existir os apenas homens, os estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão e partidário. A indiferença é abulia, é parasitismo, é covardia, não é vida. [...] A indiferença é o peso morto da história. É a bola de chumbo para o inovador, é a matéria inerte na qual frequentemente se afogam os entusiasmos mais esplendorosos [...]. A indiferença atua poderosamente na história. [...] Os fatos amadurecem na sombra porque mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões restritas, os objetivos imediatos, as ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens ignora, porque não se preocupa. [...] Extraído de La città futura (Turim, 1917), do filósofo e cientista político italiano, Antonio Gramsci (1891-1937). Veja mais aqui.

ÇATURANGA - [...] Extinta a chama, toda a luz desaparece de repente. Assim foi com Satish, depois da morte de Jagamohan. Desapareceu por completo da nossa vista. Nunca tínhamos podido sondar a profundidade do apego que Satish dedicava ao tio, Jagamojan era para ele, ao mesmo tempo, pai, amigo... e filho, poder-se-ia acrescentar, pois o velhote mostrava tal indiferença pelo que pessoalmente lhe dizia respeito, tal esquecimento de seus interesses materiais que um dos principais cuidados de Satish tinha sido ocupar-se dele e resguardá-lo de uma catástrofe. Satish havia, pois, tudo recebido do tio – e tudo lhe havia dado. [...] Satish levava vida errante. Não mais estávamos em contato com ele. Dedicamo-nos com maior desvelo à tarefa que nos tínhamos imposto. À nossa grande preocupação era escandalizar aqueles que professassem uma crença qualquer; e tal foi o campo das boas obras por nós escolhido que não sobrou uma boa alma para dizer uma boa palavra em nosso favor. Satish havia sido a nossa flor. Quando ela se desprendeu, nós, os espinhos, saímos do nosso invólucro e nos vangloriamos das nossas asperezas. [...]. Trecho extraído da obra Çaturanga (Delta, 1962), do poeta e músico indiano, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, Rabindranath Tagore (1861-1941). Veja mais aqui.

O PERFUME IMPERECIVEL – Se um dia a flor do sol, a rosa de Lahor / de sua aluna adorante encheu bem lentamente / o frasco de cristal, de argila ou de ouro, a gente / pode todo o entornar no solo abrasador. / Podem os rios, pode o mar se sobrepor / ao santuário estreito onde ela foi presente; / ao quebrar-se, conserva o aroma transcendente, / e há na poeira feliz o trescalante odor. / Já que no peito meu pela ferida hiante / assim te escoas tu, licor inebriante, / inefável amor de minha perdição, / seja-lhe o mal perdoado e o meu sofrer bendito! / através da hora humana e do tempo infinito, / satura-me um perfume eterna o coração! Poema do poeta francês Leconte de Lisle (1818-1894). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista polonesa Aneta Bartos.
Veja mais aqui.


V Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão & muito mais na Agenda aqui.
&
Quem pega no pesado não precisa lavar as mãos, o pensamento de Elbert Hubbard, a música de Almeida Prado, a pintura de Oswaldo Goeldi & Damian Klaczkiewic, a arte de Caetano de Almeida & Sonia Barros aqui.
 

quinta-feira, outubro 30, 2008

VINICIUS DE MORAES, LECONTE DE LISLE, AUGUSTINA BESSA, NATHALIE SARRAUTE, GEORGIA O'KEEFFE, LANNA RODRIGUES & LITERÓRICA


 
A arte da artista estadunidense Georgia O'Keeffe (1887-1986).

LITERÓTICA: LUA CHEIA – O seu beijo arrepia minha alma quando lambe a minha lua cheia. OS SEIOS DELA - Provo o mel do seu seio. A lamber o anel do seu meneio e a vida gira em carrossel. CANGULA - Cangula fêmea, sua gula é um cinema, tão extrema, minha veia estrangula e no seu poema o meu verso ejacula! AH, ESSES LÁBIOS... - Ah esses lábios que me fazem morango orvalhado na gula dos seus desejos incendiários e se torna alvo perfeito pelo deleite de fruta madura na sede do meu corpo. Ah esses lábios são parcelas alquímicas no tesão que inflama a promessa de todas as delícias recônditas dos que desejam demais. Que molhados de gozo me carregam volúpia adentro dos sabores maciços mais apetitosos no mormaço de todas minhas lascívias de verão. São lábios bons de beijar pela reserva de mel que prova que não sou nada além da cobiça de ser sugado pela avareza dessas fatias de prazer na felação de todas as translúcidas luzes de se ser. São bons de chupar por serem salientes amálgamas que guardam a língua profana na festa dos meus bacos ressurgidos com sua porção mágica de me fazer homem de devaneios e subverte a banda lunar do meu vulcão ardente na orgíaca saliva que me lambuza todo na folia do sêmen que brota e renasce entre o batom da carne que beija o falo e sou sol mais que no meio-dia. Ah esses lábios querentes e requerentes de mim onde sou inteira nau adusta do dar-se em si até finar as horas na erupção de nossas vertigens em transe. TUA LÍNGUA - Tua língua toca minha alma, és o poço das galáxias longínquas, e vejo a lua linda, cheia, radiante no céu da tua boca eu já era a Torre Eiffel e em meu coração mais batia a vida. Eu te entumesço o rosto lambuzo teus lábios rubros enterro-te minha lâmina no mormaço da tua língua faminta cresço-me, enrijeço-me, teso pau madeira-de-lei acossado pela tua carícia ah! a tua gula pulsa minha veia nos meneios de veludo do teu toque com todos os truques para me capturar eu e meu míssil dominado. Rara e feita, me engole debruçada sobre o meu cajado como se fosse a melhor comida o pico do Aconcágua em transe buscando a ejaculação constante do meu Etna com teu faro que desembaínha meus grunhidos e levita só assim desfalecido me devolves a vitalidade. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


DITOS & DESDITOS - O poeta parte no eterno renovamento. Mas seu destino é fugir sempre ao homem que ele traz em si. O poeta: Eu sonho a poesia dos gestos fisionômicos de um anjo! Pensamento do poeta, dramaturgo, jornalista, compositor e diplomata brasileiro Vinicius de Moraes (1913-1980). Veja mais aqui.

A MULHER - [...] A transformação da mulher dá-se por estar mais voltada para o papel que era do homem: ganhar dinheiro e ter a sua independência; está mais segura de um papel na sociedade, mais reivindicativa e não se sente obrigada a ser cortês. O homem era cortês para temperar o papel de mando que lhe cabia. Felizes os que sabem pensar sem serem muito reconhecidos. Se a pessoa se torna conhecida pelo seu pensamento esse pensamento começa a ser interpretado e cria-se uma desconfiança em relação a essa pessoa, e daí a tornar-se num inimigo público é fácil. Os jovens sentem-se inseguros e essa insegurança está constantemente a ser compensada por uma festividade, uma sociedade-espectáculo. Jovens e menos jovens são convidados a considerar o mundo como um lugar de diversão. E o mundo e a vida não são assim. [...]. Depoimento da escritora portuguesa Augustina Bessa Luis.

A MULHER & A LITERATURA – [...] Meu duplo é forçosamente assexuado. Se eu colocasse no feminino, equiva-leria a dizer que me sinto uma mulher. O que não me sinto. Não sou nada. Éum grave erro, sobretudo para as mulheres, falar de escrita feminina ou masculina. Há apenas escritas e pronto, e quanto mais são andrógenas, melhor. [...]. Depoimento da escritora e advogada francesa Nathalie Sarraute (1900-1999).

BEIJA-FLOR - O verde beija-flor, rei das colinas, / Vendo o rocio e o sol brilhante / Luzir no ninho, trança d'ervas finas, / Qual fresco raio vai-se pelo ar distante. / Rápido voa ao manancial vizinho, / Onde os bambus sussurram como o mar, / Onde o açoká rubro, em cheiros de carinho, / Abre, e eis no peito úmido a fuzilar. / Desce sobre a áurea flor a repousar, / E em rósea taça amor a inebriar, / E morre não sabendo se a pode esgotar! / Em teus lábios tão puros, minha amada, / Tal minha alma quisera terminar, / Só do primeiro beijo perfumada! Poema do poeta francês Leconte de Lisle (1818-1894). Veja mais aqui.


A arte da artista estadunidense Georgia O'Keeffe (1887-1986).


Foto: Jeff
A cantora e compositora carioca, Lanna Rodrigues, transita desde menina no mundo da música.

Cursou Direito que dividiu sua vida entre a arte e os estudos da lei, optando pela música, quando se matriculou na conceituada Escola de Musica Villa Lobos, onde estuda violão popular, tornando-se uma das melhores alunas no curso.

Ela já foi vencedora de vários festivais de música, conquistando diversos prêmios. Depois participou da Academia de Letras e Artes da Cidade de São João de Meriti, em agosto de 2006.

Foto: Caterine Vilardo.
Para conhecer o talento dessa linda e competente artista, acesse o site Lanna Rodrigues e comprove. Vale a pena!

Foto: Nalaia Lima.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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ANNE CARSON, FRANÇOISE VERGÈS, TAHMIMA ANAM & SETÍGONO

    Imagem: Pulsações caósmicas , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Em rota de colisão, a sorte...