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sexta-feira, julho 24, 2020

BELLA AKHMADULINA, SOLANO TRINDADE, AMELIA EARHART & MONIQUE SCHENKELS



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: O QUE SOU AGORA - O amor me fez e eu me reconstruo a cada dia. Onde a vida eclodiu, lá estava e fui pleno. O tempo passou e Junichiro Tanizaki ensina: Quanto mais velhos ficamos, mais pensamos que tudo estava melhor no passado. Se não fosse pelas sombras, não haveria beleza. O meu coração é apenas um, não pode ser conhecido por ninguém além de mim. Fui feito pelo que passou, hoje sou apenas isso. Olho para frente e o futuro se desfaz no instante, a vida é só agora.

DUAS: O TEMPO & O TEMPO – Tudo o que fiz, agora eu sei, foi uma luta contra o relógio e o calendário. Vencê-lo era o meu propósito. Até que Antônio Cândido me avisar com sabedoria: Isso é uma monstruosidade. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está passando. Ao sair, ele ainda acrescentou: Portanto, eu tenho direito a esse tempo. Esse tempo pertence a meus afetos. Antes era tudo. Agora, sou apenas feito de lembranças, remorsos e sofreguidão. Não quero mais a pressa, para onde vou nada mais restará.

TRÊS: PARA QUEM VAI & QUAL O LUGAR – Trilhei o que pude de emoção, não foi tudo, algo mais; nem nunca tive sangue frio, calor nas mãos. Cada trajeto, uma aventura; cada retorno, um aprendizado. Ouvi Alexandre Dumas: Por vezes é penoso cumprir o dever, mas nunca é tão penoso como não cumpri-lo. O mais feliz dos felizes é aquele que faz os outros felizes. Fiz a minha parte, ou pelo menos tentei por mais desmazelado, quando o hostil rondava ao fazer o meu próprio caminho. Nisso ele reiterou: Só os que padecem um extremo infortúnio estão aptos a usufruir uma extrema felicidade. Talvez esta a esperança que me reste, seguir em frente, nada mais importa. Até segunda. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: Coragem é o preço que a vida exige em troca de paz. A alma que não aceita, não se desapega das coisas pequenas. Uma aventura só por si já tem valor. Nunca interrompa alguém que está fazendo algo que você disse que não poderia ser feito. Quanto mais a pessoa faz, enxerga e sente, mais será capaz de fazer e mais autêntico, poderá ser o seu modo de apreciar as coisas fundamentais como o lar, o amor e uma companhia compreensiva. O jeito mais eficiente de fazer algo é fazendo. Todos têm oceanos para sobrevoar, desde que você tenha coragem para fazer isso. É inconsequência? Talvez... Mas o que os sonhos sabem sobre limites? As mulheres devem tentar fazer as coisas que os homens tentaram. Quando falhamos, o erro deve ser um desafio para outras. Todas as coisas que eu nunca disse, por tanto tempo, estão aqui, em meus olhos. A coisa mais difícil é a decisão de agir, o resto é apenas tenacidade. Pensamento da aviadora estadunidense Amelia Earhart (1897-1937), pioneira na aviação do seu país, autora e defensora dos direitos das mulheres. Foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico, estabelecendo recordes e escrevendo livros sobre suas experiências. Durante a pandemia da Gripe Espanhola, ela estava ocupada com a tarefa de enfermeira em um hospital de Toronto, quando teve complicações e foi hospitalizada por mais de um ano. Ao iniciar seus voos tornou-se uma celebridade internacional e lembrada como um ícone por sua forma de viver e agir. Ela desapareceu no Oceano Pacífico, enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo terrestre, declarada morta em 5 de janeiro de 1939. Sobre ela muitas obras: o filme Flight for Freedom (1943), de Rosalind Russel; a música Amélia (1976) de Joni Mitchel; o documentário televisivo Amelia Earth (1976); o livro Sahara (1992), de Clive Cussler; o filme Amelia Earhart: The Final Flight (1994); a biografia I Was Amelia Earhart (1996); a canção Someday We'll Know (1999), dos New Radicals; a canção Thinking Amelia (2000), de Deb Talan; a canção Aviator (2004), de Nemo; a canção I Miss My Sky (2005), de Heather Nova; a canção Amelia Earhart (2005), de Curtis Eller's American Circus; a The Ballad of Amelia Earhart (2007), de Tom McRae; a canção Amelia's Missing (2007), de Jon Mclaughlin; o filme Amelia (2009), de Mira Nair; entre outras homenagens e registros. Veja mais aqui e aqui.

A POESIA DE BELLA AKHMADULINA
PENSEI QUE ERAS MEU INIMIGO - Pensei que eras meu inimigo, / a minha grande infelicidade. / Mas inimigo não és - só um mentiroso / e são vãs as tuas manobras. / Diante do carrossel / eu joguei cara ou coroa. / Queria, com essa moeda, / saber se te amo ou não. / Meu lenço ficou caído / no chão, no jardim Aleksándrov. / Aqueci as mãos; mas todos souberam / o que eu pensava - e que também mentia. / As mentiras devem estar voando / à minha volta como corvos. / Mas da próxima vez que te despedires / não verás, em meus olhos, nem azul nem negro. / Ah, continua vivendo, não fique triste. / Por mim está tudo bem. / Mas como tudo isso é inútil, / como é tudo absurdo! / Você indo para um lado, / eu indo para outro.
BELLA AKHMADULINA - Poemas da poeta Bella Akhmadulina (1937-2010), extraídos do livro Poesia Soviética (Algol.2007), com seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da premiada artista visual, designer gráfica e industrial Monique Schenkels. Veja mais aqui & aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Salve os que amam a vida / sem ter medo da morte / Salve os que amam a liberdade / sem ter medo de prisões e fuzilamentos / Porque a história continua / “devagar e sempre” / como diz um negro velho / meu vizinho...
Salve, poema extraído da obra O poeta do povo (Ediouro/Segmento Farma, 2008), do poeta, teatrólogo, pintor, cineasta, ator e folclorista Solano Trindade (1908-1974), que militante do Movimento Negro. Veja mais aqui.
&
A obra do poeta e diplomata João Cabral de Melo Neto (1920-1999) aqui, aqui, aqui & aqui.
A história de amor de Fernando e Isaura, do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014) aqui.
A música do arranjador, maestro, compositor e multi-instrumentista Moacir Santos (1926-2006) aqui.
Contribuição à história do Ginásio Municipal dos Palmares, do Professor Brivaldo Leão de Almeida aqui.
Poetas de Pernambuco aqui.
Labatut, Zé Cravo & Maria Rosa aqui.
&
O município de Escada aqui & aqui.


quarta-feira, junho 10, 2015

FROMM, JOÃO GILBERTO, DUMAS, SECCHIN, BIBI, COURBET & GARLAND.


CONCEITO DE HOMEM – O livro Espírito de liberdade (Zahar, 1970), do filósofo, sociólogo e psicanalista alemão Erich Fromm (1900-1980), aborda temas como o conceito de Deus, do homem, da história, do pecado e do arrependimento, o caminho Halakhah, os salmos, o salmo XXI e a paixão, entre outros assuntos. Destaco o trecho do capítulo Conceito de Homem: [...] A obediência é um ato consciente de submissão à autoridade; nesse aspecto, é o oposto de independência. A fixação é um laço emocional que liga afetivamente duas pessoas. A obediência é habitualmente consciente; é antes um comportamento do que um sentimento, e pode ocorrer também quando os sentimentos para com a autoridade são hostis, e quando a pessoa obedece sem concordar com as ordens da autoridade. A fixação, como tal, é habitualmente inconsciente. O que é consciente é o sentimento de amor ou medo. O a pessoa obediente teme o castigo se desobedecer. A pessoa pichada teme perder-se ou ser afastada se tentar romper o laço incestuoso. Historicamente, a obediência se faz em geral em relação ao pai; a fixação é o laço com a mãe, em casos extremos o laço simbiótico que bloqueia o processo de individualização. Enquanto nas sociedades patriarcais o medo do pai é mais evidente, o medo da mãe é mais profundo, e sua intensidade depende da intensidade da fixação nela. [...] Um novo passo no desenvolvimento do homem lhe permite adquirir convenções e princípios, e assim ser finalmente fiel a si mesmo, em lugar de obedecer à autoridade. No período que examinamos aqui, o da Bíblia, e por muitos séculos posteriores, a obediência e a fixação, além de não serem idênticas, são também contrárias. A obediência à autoridade racional é o caminho que facilita o rompimento da fixação incestuosa com as forças arcaicas pré-individuais. Mas, além disso, a obediência a Deus, é também a negação da submissão ao homem. [...] O princípio de que o homem não deve ser servo do homem está claramente expresso no Talmude, na lei formulada por Rab, segundo a qual o trabalhador tem o direito de se retirar (de seu trabalho, isto é, de fazer greve) até mesmo no meio do dia [...] O objetivo do desenvolvimento do homem é o da liberdade e da independência. Esta significa o corte do cordão umbilical e a capacidade de dever a existência a si mesmo apenas. Mas essa independência radical será possível ao homem? pode ele enfrentar sua solidão sem desmaiar de terror? [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

Imagem: La Femme dans les vagues (The Woman in the Waves, 1868), do pintor do Realismo francês Gustave Courbet (1819-1877). Veja mais aqui e aqui.

Curtindo João Gilberto in Tokyo (Universal Music, 2004), do cantor, violonista, compositor e pioneiro criador da bossa nova João Gilberto.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? – REPRISE DO PROGRAMA BRINCARTE DO NITOLINO: Hoje é dia de reprise do programa Brincarte do Nitolino pras crianças de todas as idades. Horário? Às 10 e às 15hs. Onde? No blog do Projeto MCLAM. Apresentação da simpaticíssima, comunicativa e elegante Isis Corrêa Naves - aquela que já demonstrou seus pendores artísticos em desenhos, histórias e contando as travessuras de Nitolino. Aproveite e confira no blog as dicas de Psicologia, Educação, Direito, Teatro, Literatura e Música infantís, bem como as dicas e informações voltadas pra criançada com poemas, contação de história, recreações e atividades pedagógicas, além de artigos, resenhas, resumos e dicas e informações. Para conferir a reprise do programa online é só clicar aqui ou aqui.

VISITA MEU CORPO & TEMPO – Na antologia 26 Poetas Hoje (Aeroplano, 2007), organizada pela ensaísta, escritora, editora, crítica literária e pesquisadora Heloisa Buarque de Hollanda, encontrei os poemas selecionados do poeta, ensaísta, critico literário, professor, editor da revista Poesia Sempre da Fundação Biblioteca Nacional e membro da Academia Brasileira de Letas, Antonio Carlos Secchin, autor de sete livros publicados nas áres de poesia, ficção e ensaio. Entre os poemas selecionados destaco O meu corpo se entrelaça: O meu corpo se entrelaça / ao suspiro, e gira e caça / no concreto de um soluço / essa pele decifrada / pelo espaço de meu sangue. / E com fúria e flama / não derrubo o que me abarca, / nem rebato à minha posse / as premissas do que sinto: / eu devoro o meu amor, / arbitrário como um cinco. Também é meritório de destaque o seu poema Visita: O verso era um abraço salgado / que os peixes telegrafaram. / Era um cisne louco / bicando o amor. / Era o secreto frio / trancado na boca. / Era o tempo roendo os móveis, / os olhos, a conta de gás. Por fim, o poema Tempo: saída & entrada: No tempo de minha avó, / meu feijão era mais sério. / Havia um ou dois óculos / me espiando atrás / de molduras roídas. / Mas eu era feliz, / dentro da criança / o outono dançava / enquanto pulgas vadias / dividiam os óculos. / Dentro da criança, / as pulgas espiavam / o outono vazio, / dividiam minhas molduras / roídas por óculos vadios. / No tempo de meu feijão / minha avó era mais séria. Veja mais aqui.

A TRAJETÓRIA DA DIVA – Nunca é demais homenagear os mais de setenta anos de carreira da atriz, cantora e diretora teatral Bibi Ferreira (Abigail Izquierdo Ferreira, 1922), filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina Aída Izquierdo, que estreiou no teatro com apenas vinte dias de nascida, na peça Manhã de Sol, de Oduvaldo Viana. A partir disso sua vida passou a ser dividida entre o teatro, o cinema e a televisão. Sua primeira participação no cinema foi com o filme Cidade Mulher (1936), de Humberto Mauro. Torna-se apresentadora de TV em 1960, no programa Brasil 60, da TV Excelsior e, depois, Bibi Sempre aos Domingos. Parte, então, para realização de musicais, atuando tanto na interpretação como na direção, até ganhar o Premio Molière pela personagem Joana, na peça teatral Gota D´Água, de Paulo Ponte e Chico Buarque. É a partir de 1983 que apresenta a premiada peça Piaf – A Vida de uma Estrela, na qual interpreta a cantora francesa Edith Piaf, contempla com prêmios como o Molière, Mambembe, APCA. Governo do Estado e Pirandello. Em 2000, Bibi Vive Amália, personificando a fadista Amália Rodrigues. Depois disso, os recitais Bibi In Concert e Bibi In Concert Pop, acompanha de orquestra e coral. Em 2003, torna-se enredo A Viradouro canta e conta Bibi, homenagem ao teatro brasileiro, do carnavalesco Mauro Quintaes. Em seguida grava o cd/dvd Bibi Canta Piaf (Biscoito Fino, 2004) e D Tango, em parceria com Miguel Proença (Biscoito Fino, 2005). Fonte: Funarte e Bibi Ferreira: a trajetória solitária de uma atriz por seis décadas de teatro brasileiro, dissertação de mestrado de Deolinda Vilhena (USP, 2000). Veja mais aqui.

LA REINE MARGOT – O romance histórico A Rainha Margot (La reine Margot, 1845), do romancista francês Alexandre Dumas (Dumas Davy de la Pailleterie – 1802-1870), é a primeira parte da coleção Os Romances de Valois, compreendendo o período histórico do Renascimento na França do séc. XVI, durante a perseguição aos huguenotes e a Noite de São Bartolomeu, contando a história do casamento de Margarida de Valois com o futuro rei Henrique IV, no meio de intrigas palacianas, assassinatos, massacres, tortura judiciária e idílios. A história teve sua primeira adaptação para o cinema em 1954, dirigida por Jean Dréville (1906-1997). Em 1994, ganhou uma segunda adaptação dirigida pelo ator, cineasta, realizadador, encenador e produtor francês Patrice Chéreau (1944-2013), com destaque para premiada e belíssima atriz francesa Isabelle Adjani no papel-título. Veja mais aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
 
Todo dia é dia de homenagear a premiadíssima cantora e atriz estadunidense Judy Garland (1922-1969), a eterna Dorothy de O Mágico de Oz.

TODO DIA É DIA DOS NAMORADOS!!!!!
Confira aqui. (Imagem Welington Virgolino).

Veja mais sobre:
Betúlia, a belezura e os restos nos confins do mundo, Kadish de Allen Ginsberg, Porto calendário de Osório Alves de Castro, Evolução do teatro de Francis Fergusson, a pintura de Federico Beltrán Massés & Fayga Ostrower, a arte de Claudia Andujar, Iemanjá, Mãe D’Água de Petrolina – PE & a música de Consuelo de Paula aqui.

E mais:
Terra do que sou, vida que me cabe, O vento geral de Thiago de Mello, Elogio da madrasta de Mario Vargas Llosa, Galalaus & batorés de Mário Souto Maior, a pintura de Natalia Goncharova, a videoinstalação de Rachel Mascarenhas & Ana Paula Pessoa, a fotografia de Yan Pierre, a música de Eduardo Ponti, a arte de Shelley Bain & Taha Hassaballa Malasi aqui.
Uivo & outros poemas de Allen Ginsberg aqui.
Brincarte do Nitolino, Menino de engenho de José Lins do Rego, Noite & neblina de Alain Resnais, a música de Charles Lecocq, Canção de Allen Ginsberg, Signo Teatral, Choque das civilizações de Samuel P. Huntington, a arte de Catherine Deneuve, a pintura de Raoul Dufy, Milton Nascimento & Fernando Brant aqui.
Velho Chico, o Rio São Francisco, Virgulino Ferreira Lampião de Isabel Lustosa, Violão Brasil de Turíbio Santos, Música & saúde de Even Ruud, Sonetos de Cláudio Manuel da Costa, Amor em campo minado de Dias Gomes, Vai trabalhar, vagabundo de Hugo Carvana, Paulette Goddard, a pintura de Natalia Goncharova, a arte de Ítala Nandi & Neila Tavares aqui.
A surpresa no reino do amor aqui.
Por um novo dia, O evangelho segundo Padre Bidião, Nada de novo sob o Sol de Ayn Rand, Elucubrações pós-modernas de Christopher Hitchens, Iconoclastia de Mirian Macedo & Os lixões das cidades aqui.
A espera de Bia, ariana, Crônica de amor por ela & Elas fazem poesia & sexo aqui.
LAM na Educativa FM & Marco Antonio, Tributos & direito tributário aqui.
A teoria política do individualismo possessivo de Hobbes a Locke aqui.
Direito: teorias, interpretação e aplicação aqui.
A qualidade na gestão escolar aqui.
Fecamepa no aluado mundo mágico aqui.
A poesia de Catarina Maul aqui.
A vida por uma peínha de nada, As mil & uma noites, A crise da atualidade de Ivo Tonet, O leitor e a leitura de Roger Chartier, a pintura de Umberto Boccioni, Violência & drogas de Necilda de Moura Santana, a coreografia de Angelin Preljocaj, Um número de Caryl Churchill, a escultura de Kaleb Martyn, o cinema de Christine Jeffs & Alicia Fulford-Wierzbicki, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Eveline Hecker, a arte de Luciah Lopez & Sonho real amanhecido aqui.
Tem dia pra tudo, até pro que eu não sei, Uso & abuso da história de Moses Finley, A mulher fenícia & os fenícios, A era do globalismo de Octavio Ianni, A grande transformação de Karl Polanyi, Tarde demais de Antonio Tabuchi, Blasted de Sarah Kane, a coreografia de Béjart Ballet Lausanne, Narradores de Javé de Eliane Caffé, entrevista de Mano Melo, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a arte de Sueli Finoto, a música de Clara Sandroni, a pintura de Shahla Rosa & Arthur Hunter-Blair aqui.
De perto ninguém é mesmo normal, O coração do homem de Erich Fromm, A civilização dos astecas de Jean Marcilly, A carta roubada de Edgar Allan Poe, Os sertões de Euclides da Cunha & José Celso Martinez Corrêa, o cinema de Peter Greenaway & Federico Fellini, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a pintura de Paul-Albert Besnard, Jean-Paul Riopelle & Beatriz Milhazes, a música de Maya Beiser, a coreografia de Martha Graham, a escultura de Auguste Clésinger, a fotografia de Luiz Garrido, entrevista de Geraldo Carneiro & As mil faces do disfarce aqui.
O equilíbrio mortevida do malabarista, A divina comédia de Dante Alighieri, Educação & contemporaneidade de Antonio Dias Nascimento & Tânia Maria Hetkowski, A autobiografia de Vladimir Maiakovski, A divina comédia de William Blake, entrevista de Silviane Bellato, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a pintura de José Manuel Merello & Camila Soato, a arte de Victoria Soyanova, a música de Nádia Figueiredo, a coreografia de Svetlana Zakharova, Teatro de Anônimo, Billion Dollar Crop & Nega Besta aqui.
Todo dia é dia da criança, Formação social da mente de Lev Vygotsky, Escrita das crianças de Paulo Freire, Jogos infantis de Eliza Santa Roza, Futuro de nossas crianças de Clara Bellar, entrevista de Rachel de Oliveira Pereira Lucena, Crônica de amor por ela, Esculturas de Protásio de Morais & Dona Irinéia, a Galeria do Dim, a xilogravura de Amaro Francisco, Bumerangue do Grop, art naif de Ronaldo Mendes, Teatro infantil & Lobisomem Zonzo aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
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quarta-feira, outubro 01, 2008

GERARDO DIEGO, DUMAS, CRANACH, HENRI JEANSON, A MULHER & O DIABO, FÉLIX PORFÍRIO & MONIQUE KESSOUS




DOIS FORRÓS COM FÉLIX PORFÍRIO: PERDI A NOÇÃO DE SER FELIZ – Faz tempo que o nosso amor mudou, ah, amor, perdi a noção de ser feliz. Não queria perder tua paixão, só queria ganhar teu coração, meu desejo sempre quis. Mas o fogo queimou e se apagou, o que foi só desejo não é mais. Nossa vida não tem mais sabor, o teu beijo não tem mais valor, prefiro viver na solidão. Solidão é morrer de amor, é desespero, é riacho que água por ele esqueceu de passar. É perder, arrancar essa coisa do peito, não tem jeito, meu bem, vou matar essa paixão. AMOR PRA VIVER – Foi como a flor, desabrochou, rolou no peito e depois gorou. Foi tão bom, tão ruim, pegou de um jeito que desatinou. Quase vingou, desmantelou, roubou o tempo e depois sumiu, sem razão, se perdeu, enquanto o mel se derramava em mim. Aconteceu, vibrou no coração, não sei por que, não deu mais não, amor, se deu de cara virou na paixão, foi pra viver, morrer mais não. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. (Primeira Reunião – Bagaço, 1992). Letras compostas para a parceria musical com o cantor e compositor pernambucano de Ribeirão, Félix Porfírio (1952-2003).


DITOS & DESDITOS – Prefiro os canalhas aos imbecis. Os canalhas, pelo menos, descansam de vez em quando. Pensamento do escritor francês Alexandre Dumas Filho (1824-1895). Veja mais aqui.

ALGUÉM FALOU – As mulheres geralmente traem seus maridos com outros maridos – o que dá aos adultérios um certo caráter conjugal, honrado e legal. Máxima expressa pelo escritor e jornalista francês Henri Jeanson (1900-1970).

COM MULHER RUIM NEM O DIABO PODE – Era uma vez um marido que estava desesperado de corrigir a mulher. Falou assim no meio da discussão: - Com você nem o diabo pode. Boca, por que falou? Na mesma horinha apareceu o Chifrudo, na figura de um moço que queria emprego: - Me chamou, estou aqui. O homem, logo que se refez do susto, replicou: - Está bem. O seu serviço é ficar por aqui, quando eu saio de casa de casa. Algum servicinho na casa e no terreiro. Mas sempre olhando o que se passa, pra depois me contar. Dessa vez o homem saiu sossegado para as suas tarefas. Mal acabava de virar o espigão, já apareceu um senhor batendo a porta e olhando para o empregado com má cara. A mulher só lhe disse baixinho: - Eu arranjo! Chamou o diabo e disse-lhe: - Pegue este cesto e vá correndo buscar água no rio, pra passar um cafezinho. O diabo foi. Enchia o cesto e vinha trazendo, mas a água escapava. Homem, até fez até caminho na beira do poço de tanto encher e esvaziar o jacá. Quando o patrão chegou, o diabo disse que desistia do emprego. Narrativa recolhida da obra Estorias de diabo: o diabo na criação popular (Thesaurus, 1995), do historiador e escritor Altimar de Alencar Pimentel (1936-2008).

NÃO TE VEJO - Não te vejo / Um dia e outro dia e outro dia. / Não te vejo / Para poder vê-lo, saiba que você está tão perto, / Que o milagre da sorte é provável. / Não te vejo / E o coração e o cálculo e a bússola, / falhando nos três. Não há ninguém para bater em você. / Não te vejo / Quarta, quinta, sexta-feira, sem encontrar você, / Não respire, não fique, não mereça. / Não te vejo / Desesperadamente amo, amo você / e nascer de novo para amar você. / Não te vejo / Sim, nascido todos os dias. Tudo é novo. / Novo é você, minha vida, você, minha morte. / Não te vejo / Tateando (e era meio-dia) / Com medo infinito de quebrar você. / Não te vejo / Ouça sua voz, cheire seu perfume, sonhos, / Oh, miragens que o deserto investe. / Não te vejo / Pensar que você foge de mim, você me quer, / Você gostaria de se encontrar em mim, te perder. / Não te vejo / Dois navios no mar, cegam as velas. / Seus acordes se beijarão amanhã? Poema do poeta espanhol Gerardo Diego (1896-1987).


A arte do pintor alemão Lucas Cranach, o Jovem (1515-1586).


Fotos: Beti Niemeyer


MUSA DA SEMANA: MONIQUE KESSOUS – a cantora, compositora e multi-instrumentista carioca Monique Kessous começou a cantar aos 9 anos de idade, quando virou representante da sua escola no Festival de Musica Idishe do Clube Hebraica.


A partir daí passou a estudar musica, aprender violão, piano clássico e popular, canto lírico e popular, harmonia funcional e percepção musical.


Depois começou a compor e fazer shows, participando de gravações com Roberto Menescal, Chico Buarque, abrindo show de Lulu Santos, entre outras atividades, até que gravou o cd “Liverpool Bossa”, com o Roberto Menescal pelo selo Albatroz, onde participou de outras masi 10 compilações de bossa nova.


Daí, lançou seu cd autoral: "Com essa cor", onde mostra as suas várias facetas.



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ANNE CARSON, FRANÇOISE VERGÈS, TAHMIMA ANAM & SETÍGONO

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