sexta-feira, dezembro 28, 2012

CONRAD, DOROTHY CANFIELD, ESQUIVEL, AUGUST GALLIT, NINON DE LENCLOS, MUHAMMAD IQBAL & SIMPATIA DA VIRADA DO ANO



SIMPATIA PARA A VIRADA DO ANO!


Depois de toda tresloucada & iniciática revelação das primeiras tacadas do Evangelho Segundo Padre Bidião, o Doro que é discípulo dele e já metido a valetudinário anacoreta, concedeu, de lambuja, a mais poderosa simpatia ultramilagrosa pras folgazãs madames & iracundos marmanjos na virada do ano. Isso com um detalhe: serve para todos os signos!

Pois bem, à meia noite do dia 31 de dezembro, prepare o seu banquete particular, o seu reveillon exclusivo.

Na hora agá que o foguetório estiver comendo no centro, de chapa, engula dois caroços de pitomba. Isso mesmo. Se ficar entalada, ou no maior engasgo de quase morrer, corra e mastigue pimenta malagueta com óleo de rícino. Pronto, solução na hora. Com isso, o negócio abre o tampo e se der tempo, corra pro amaro-bocão pra não sujar a casa com o produto interno bruto que vai aparecer na hora. Esse é o primeiro sinal de que a coisa vai dar certo.

Aí, quando estiver restabelecida, reze duas vezes a oração da cabra preta nuínha; viu? Isso mesmo.

E mais: depois se ajeite nuazinha para decorar os índices do câmbio e da bolsa de valores. Anotou? Tá no papo? Isso.

Quando estiver com tudo na cachola e na ponta da língua, dê quatro pinotes pra São Lunguinho e fique com a bunda pra lua por cinco minutos. Com isso pode se preparar que ou vai ficar por dentro de tudo que rola nas altas rodas da elite brasileira ou vai virar santa da noite pro dia. E com um detalhe: adivinhando situações privilegiadas dos melhores negócios, perigando, até, sair assim, de cagada, o prêmio da megasena por dois meses encarreados e acumulados duma vez só pra você como única ganhadora. Pode? Bote fé e perca a vergonha, ora.

O propósito dessa simpatia é que você fique rica mesmo, assim, tchan, de uma hora para outra, teibei.

E ainda tem, além disso, os efeitos colaterais, confira: quem se arvora a cometer esta simpatia, de cara, ganha de brinde a cura da TPM e cólicas menstruais. Na hora! Isso, nunca mais, minha filha.

Também tem mais: espanta o olho-gordo, a urucubaca e tudo que tiver pegando no pé cobrando dívida dos santos poderosos, ou causando quizília ou zica, jogando tudo pra lá. Já era. Pronto.

Acha pouco?

Tem mais, veja: você fica com poder de alterar a órbita da Terra, mudar as leis da Física e mesmo que você seja um trubufu enjeitado da cega-Dedé, fará de você uma verdadeira Catherine Zetta-Jones capaz de conquistar aquele tesudo bimbudo dos seus sonhos. É mole?

Ainda tem bônus: como a simpatia alinhará todos os planetas da galáxia, você terá a clarividência de todas as revelações do seu passado e futuro. Beleza?

Agora, para que tudo dê certo mesmo, prossiga com o ritual: tome posse de uma vela branca, daquela de oito dias.

Pegou?

Agora bote ela em pé, cuidadosamente. Isso. Faça o sinal da cruz sobre ela e enquanto reza 5 pai-nosso e 10 ave-Maria, vá remexendo como na dança da boquinha da garrafa em cima do pavio aceso.

Isso mesmo.

Com jeito.

Tenha cuidado para não descuidar o tareco em cima da chama, viu? Vá rezando e com toda cautela rebolando o popozão na vela acesa.

Fique assim dançando sedutoramente sobre a chama da vela por uns 15 ou 20 minutos, enquanto imagina contemplada por todas as maravilhas da vida, todas as riquezas, todas as sortes, todos os prêmios, tudo.

Se se excitar, muito bem, vá fundo. Dê asas ao desejo: faça o que quiseres, pois é tudo da lei!

Contudo, se sentir a coisa queimando, não faça careta, não esperneie, nem solte palavrão. Tem que agüentar calada, senão não resolve.

Depois disso, faça um pedido. Ou dois ou três, ou todos os pedidos que você tenha em mente fazer para ter tudo que quer.

Isso mesmo.

Aproveite a ocasião, não perca a oportunidade. Vá fundo, já disse: meta bronca mesmo. Pode descascar o rol dos pedidos tudo duma vez. Se avie, ora.

No fim disso, reze qualquer oração que lhe vier à mente, mas reze forte mesmo, com toda fé do coração. De preferência, reze de se espremer toda. Repito, aproveite a ocasião.

O primeiro sinal é sentir que algo está acontecendo. Não dá para adivinhar, todavia você saberá que algo estará acontecendo. Mantenha a calma.

Se não der certo logo, faça de novo. Se possível, até alcançar a graça.

Diga se num é um verdadeiro negócio da China? E o melhor: de grátis, né? Já dizia Chacrinha: quem não arrisca, não petisca, né?

Agora, se não vingar, paciência né, espere para o próximo ano que, com certeza, você conseguirá ter seus desejos atendidos e um feliz Ano Novo. Ou melhor, Novo Ano, né, gente!! Héhéhéhé. Agora veja as previsões pro Ano Novo todo aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Não é bom que todos os nossos desejos sejam satisfeitos; através da doença reconhecemos o valor da saúde; através do mal, o valor do bem; através da fome, o valor dos alimentos; através do esforço, o valor do descanso... Há duas maneiras de encontrar a vida; você pode se recusar a se importar até que a indiferença se torne um hábito, uma armadura defensiva e você esteja seguro - mas entediado. Ou você pode se importar muito, viver muito, até que a vida quebre você em sua roda... Pensamento da escritora estadunidense Dorothy Canfield Fisher (1879-1958). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: As paixões não morrem, queimam-se. As loucuras provêm da natureza íntima do verdadeiro amor. Nunca tive outra idade senão a do coração. Pensamento da escritora, cortesã e patrona das artes francesa Ninon de Lenclos (1620-1705). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

HUMANOS – Qual a diferença entre o assassinato de milhares de civis em um ataque no Afeganistão e a matança de milhares de pessoas por contaminação da água? Ou entre a fome causada pelos conflitos tribais na África e a fome causada pela destruição do solo e uso indevido da terra? Morte é morte em qualquer lugar, assim como a fome é terrível e devastadora em qualquer parte do mundo. No entanto, poucos param para pensar no estrago que as catástrofes ambientais causam diariamente ao planeta e às pessoas que o habitam. A contaminação da água e do solo e a destruição da biodiversidade acarretam doenças, pobreza e falta de comida. O que proponho é acabar com a impunidade para esses crimes. Todos se lembram da explosão na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. Ou do vazamento de gás tóxico de uma fábrica da Union Carbide em Bhopal, na Índia. Até hoje esses crimes, que provocaram a morte de milhares de pessoas, continuam impunes. O mesmo se aplica às empresas de petróleo responsáveis por vazamentos nos mares, às grandes mineradoras e ao agronegócio. Quem ameaça seriamente a vida dos bilhões de habitantes da Terra precisa ser julgado e punido. Palavras do arquiteto, escultor, ativista de direitos humanos argentino e Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Pérez Esquivel. Veja mais aqui e aqui.

 

FELICIDADE – Quem sabe o que é a verdadeira felicidade? Não a palavra convencional mas o terror manifesto. Para os solitários, usa máscara. A casta mais infeliz guarda alguma lembrança ou alguma ilusão. Toda a ambição é legítima, salvo as que se erguem sobre as misérias e as crendices da humanidade. Ser mulher é algo difícil, já que consiste basicamente em lidar com homens. Não gosto do trabalho, ninguém gosta; mas gosto do que é no trabalho a ocasião de se descobrir a si próprio. Para comover os outros profundamente nós devemos nos permitir ser levados além dos limites de nossa sensibilidade normal. Estava escrito que eu deveria ser leal ao pesadelo da minha escolha. Nós vivemos como sonhamos: sozinhos. Palavras do escritor anglo-polonês Joseph Conrad (1857-1924). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

LOBISOMEM -  [...] Atrás das densas florestas e pântanos, no meio do borbulhante pântano Urgvee, fica a pobre e miserável cabana de meu pai. Ele está em uma superfície instável como os outros neste pântano sem fim, coberto de musgo, galhos e pedras, uma pequena janela como um olho mágico para o pântano. Névoas frias e cinzentas se elevam do pântano como um caldeirão fumegante e rodopiam sobre pessoas e cabanas. Urgveeans são sem sangue, cinzentos e cruéis, eles têm um mau-olhado e falam em sussurros e cadências como se cuspissem veneno com suas palavras. Problemas e desgraças, se um homem das cavernas entrar em sua casa ou quintal, o cordeiro morrerá, o cavalo ficará descontrolado ou você mesmo ficará doente. Eles conhecem feitiçaria, são lobisomens, são sopradores e oradores para quem vem das florestas e pântanos em busca de ajuda. Tantos buscadores de ajuda permanecem aqui no pântano, mas aqueles que conhecem os caminhos sinuosos do pântano voltam para casa, saudáveis ​​e felizes, carregando a fama dos habitantes por toda a terra. O sol nunca brilha aqui, o céu é cinza e sombrio. As nuvens se estendem uniformemente de dia para dia e de ano para ano. Mesmo os ventos raramente chegam aqui, às vezes sozinhos no inverno. Então as nuvens nevadas sopram sobre os pinheiros atrofiados e os pequenos insetos uivam e gemem na tempestade. Os lobos então circulam, aparecendo em bandos na frente das cabanas. Meu pai, pobre e ossudo, é alto como um pinheiro do pântano. Ele é bastante sem graça, lábios estreitos azuis, cabelos esbranquiçados tão ralos quanto comidos por mariposas. Ele anda cautelosamente, ainda rindo para si mesmo, nunca olhando para cima. Ele esconde os olhos como um cão perseguindo a presa. Ele não gosta de trabalho ou pessoas. Tudo o que ele quer fazer é deitar-se com os braços cruzados sobre o peito. Então seus olhos astutos correm como víboras. Ele tem um cavalo nevado, um par de cordeiros pobres, uma estreita faixa de campo pantanoso com uma grande extensão de pano - ele não tem outra riqueza. E quando ele ara em um campo aguado, ele tosse o tempo todo, para e chia, não tem vontade de trabalhar. A fome e a miséria estão em seu armário, os ratos correm em bandejas vazias. Ele nem se preocupa em soprar e lançar feitiços... [...] Trechos do conto extraído da obra Vastu hommikut : novellid (Lordus, 1926), do escritor estoniano August Gallit (1891-1960).

 

O SOL – Ó Sol! A essência e o motivador do mundo você é / O organizador do livro do mundo você é / O esplendor da existência foi criado por você / A verdura do jardim da existência depende de você / O espetáculo dos elementos é mantido por você / A exigência da vida em todos é mantido por você / Sua aparência confere estabilidade a tudo / Sua iluminação e concórdia é a conclusão da vida / Você é o sol que estabelece a luz no mundo / Que estabelece coração, intelecto, essência e sabedoria / Ó Sol! Conceda-nos a luz da sabedoria / Conceda a luz do seu brilho ao olho do intelecto / Você é o decorador do conjunto de necessidades da existência / Você é o Yazdan dos habitantes do alto e do baixo  / Sua excelência é refletida em todos os seres vivos / A cordilheira também mostra sua elegância / Você é o sustentador da vida de todos / Você é o rei dos filhos da luz / Não há começo e sem fim seu / Livre de limites de tempo é a sua luz. Poema do escritor muçulmano paquistanês Muhammad Iqbal (1877-1938).

 


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Big Shit Bôbras, Machado de Assis, Bocage, Pablo Picasso, Milton Nascimento, Alfredo d'Escragnolle Taunay, Mike Featherstone, Fox Harvard, Julia Broad, Alessandra Maestrini, João Falcão & Maria Martha aqui.
 
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segunda-feira, dezembro 24, 2012

ANNE SEXTON, KAMA KAMANDA, ANNA GREEN, MARY WIGMAN, LITERÓTICA & CRÔNICAS NATALINAS


CRÔNICAS NATALINAS – Reunião de crônicas bem humoradas para você curtir durante o seu Natal, veja abaixo. O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: Cuidado para não se engasgar ou se embolar de rir até morrer enquanto estiver curtindo essas crônicas impagáveis na hora do jantar de Natal. Quem avisa amigo é. Depois não diga que não alertei, viu? Veja tudo aqui e aqui.
 


A VIDA VENTRALMA DELA – A cútis dela refulge pela ternura de seus olhos lânguidos, as mãos atrevidas me chamam para que eu deslize sua pele sedosa, toda exposta estonteante doçura escondendo inquietante deprecação. Logo se exalta inquieta e clama porque sou o seu meu amor e ela mais requer o conforto da entrega, arriada ao meu ombro, quase desolada com o alisado da língua a lamber meu pescoço e omoplata, a beijar meu tórax e a vibrar comovida a boca insaciável aquecendo meu sexo raivoso para que transborde brasa viva todo seu indomável apetite ventral de possuída que retém o gozo para se apoderar do que sou mais que estabanado. Aliso seus cabelos em desalinho e é dela o púbis e o deleite inesperado, úmida de desejos ousados na oferenda da paixão, para mais se agitar desvairada dorso servido, arqueada pro decúbito e mais me farto nela, torso alado, ancas reboladeiras, pelve dilatada e o ventre inchado dela é a vida no concúbito, aconchego de paz. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Sei que já morri antes... uma vez em novembro. Eu sou uma coleção de quase desmontados. Às vezes a alma tira fotos de coisas que desejou, mas nunca viu. Deus tem uma voz morena, suave e cheia como cerveja. Pensamento da escritora estadunidense Anne Sexton (1928-1974). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: A arte é comunicação falada pelo homem para a humanidade em uma língua levantada acima do que todos os dias vem acontecendo. Se eu pudesse dizer com palavras o que minha dança expressa, eu não teria motivo algum para dançar. Pensamento da bailarina, coreógrafa e professora de dança alemã Mary Wigman (1886-1973). Veja mais aqui e aqui.

 

AQUELE CASO AO LADO - [...] Embora não tenha tido aventuras, sinto-me capaz delas.[...] Nunca seria bom para mim perder o juízo na presença de um homem que não tinha muitos. [...] Sou um tipo de pessoa confortável quando estou sozinho e não encontrei dificuldade em passar esse tempo de maneira proveitosa. Sendo muito ordeiro, como você deve ter notado, tenho tudo à mão para fazer uma xícara de chá a qualquer hora do dia ou da noite [...] Uma donzela, tão independente quanto eu, não precisa invejar a nenhuma moça a duvidosa bênção de um marido. Escolhi ser independente, e sou, e o que mais há a dizer sobre isso? [...]. Trechos extraídos da obra That Affair Next Door (Putnam's, 1897), da escritora estadunidense Anna Katharine Green (1846-1935), autora da frase: Existem dois tipos de artistas neste mundo; aqueles que trabalham porque o espírito está neles, e eles não podem se calar se quisessem, e aqueles que falam por um desejo consciente de mostrar aos outros a beleza que despertou sua própria admiração. Veja mais aqui.

 

CONGO – Eu venho de longe, tendo atravessado o país, / raças, continentes e culturas./ Derramei a minha alma, lágrimas, suor,/ e o sofrimento das gerações. / Eu amei, odiei, mas nunca trai. / Do príncipe ao rei, o profeta do mago./ Eu conheci guerras, / experimentei o nascimento de desertos / e os reinos dos faraós. / Meu sangue é feito de mares do mundo. / Eu vi lagos, rios de nascimento e nações. / Sou um viajante do infinito, / o mensageiro do invisível / e o poeta de fontes interiores. Poema do escritor congolês Kama Sywor Kamanda. Veja mais aqui.

 


FECAMEPA – Num é que depois da minha participação na mesa de debates Temáticas e Linguagens na Prosa Lusófona Contemporânea no III Encontro Luso-Brasileiro de Escritores, ocorrido em 2008 na cidade de Blumenau, Santa Catarina, promovido pelo PortalCEN e Sociedade de Escritores de Blumenau, ocasião que tracei uma linha acerca do desenvolvimento do processo civilizatório no Brasil, desde da chegada dos portugueses até os tempos atuais, sob a ótica literária das obras A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro e o Romance da Besta Fubana, de Luiz Berto, que o negócio do Fecamepa pegou e, agora, virou até análise acadêmica, quando a mestranda da Universidade Autónoma de Lisboa, Maristher Moura Vasconcelos teceu comentários a respeito. Confira mais aqui.


FAUSTO, VAIDADE E VINGANÇA DO POVO ESCANDINAVO – Junto com o orgulho caminha a inclinação pelo fausto, espadas de ouro niqueladas, selas luxuosas, calções de linho, cinturões de prata, casados de pele, gorros de pelo de cordeiro, capas de peliças, rendas e pesados anéis, moveis esculpidos, tapeçarias e baixelas de prata. O orgulho também é acompanhado do horror à sátira e à qualquer critica. E como diz o Havamal, “ponto fraco desses homens fortes, a quem, no entanto, não falta o senso de humor. Matam por causa de um dito espirituoso: não existe pior desgraça para o homem inteligente, do que não estar satisfeito consigo mesmo. [...] A fama não morrerá jamais e a que se fez for boa”. Fazer com que falem dele é crucial para o nórdico, cuja honra é realização e reputação. A censura e a vergonha destroem o sentido da vida; e as ocasiões de desonra são muitas: jurar em falso, fugir, e mesmo suportar um insulto ou ainda não matar um adversário. No cerne da moral viking encontra-se a vingança, porque o homem não tem direito de perder o prestigio. A vingança é um dever imediato. “Não se vingar é passar para a classe do homem de segunda categoria”. (Fonte: PATRICK, Louth. A civilização dos germanos e dos vikings. Rio de Janeiro: Otto Pierre, 1979). Enquanto isso, veja a mulher escandinava aqui e mais aqui. 


PALMARES CITY – Já cantavam os amigos Marko Ripe & Juhareiz Correya: “Preciso urgentemente voltar pra Palmares City, dundarunderadedê, preciso dessa urgência como de uma meningite! Ruas, gentes coisas, retratos ilusões, doces vidas bestas se dispõem, põe, põe, põe!”. E enquanto o Marko solfejava a melodia ao violão, o Juareiz ufanava: “Melhor do que Palmares, só Paris e de noite, porque de dia, a gente mata a pau!”. Veja mais Crônicas Palmarenses e Poetas de Palmares.


ELEGIA, DE CASSIANO RICARDO – “[...] (Ah, enquanto houver uma criatura humana que mereça ser levada ao patíbulo e outra, que lhe dê um nó à garganta, não poderemos nos tratar por irmãos) [...] Que haverá de mais doloroso que este estado de graça criado em nós por aqueles que foram os escolhidos do destino, pra perseguir, matar; pra que não fôssemos nós os escolhidos? Por aqueles que só conseguem ser felizes desde que os outros não o sejam? Por aqueles que expulsaram os seus próprios irmãos para além da fronteira – feridos a caminhar sobre suas feridas – por aqueles que lá se foram, rútilos, triunfantes, arrastando o rumor das máquinas de guerra por um campo de luto? Ah, por todos, sem exceção, que contribuíram para faer crescer a árvore da injustiça e das lágrimas e arrancaram os filhos pequenos às mães, e as flores aos altares? [...]”. (do livro A flauta que me roubaram, coletânea poética de Cassiano Ricardo, por Julio Ottoboni, 2001). Veja mais aqui e aqui. 


FREDERICO SPENCER & ABRIL SITIADO – O poeta, sociólogo e psicopedagogo Frederico Spencer, é autor do livro Abril Sitiado, obra que me trouxe a satisfação de reviver memórias do meu Recife. Confira mais aqui.



Veja mais sobre:
Aprendendo com a lição do Natal aqui.

E mais:
Renascendo das cinzas na véspera de natal, Goethe, Federico Fellini, Zygmunt Bauman, Harvey Spencer Lewis, Ana Maria Machado, Olivia Byington, Yuri Krotov, Nikolaj Wilhelm Marstrand, Da Priapeia, Clara Redig & Maria Eduarda Rodrigues aqui.
Crônica natalina, John Keats, Lampedusa, Gregório de Matos Guerra, Betinho, Chet Baker, Paulo Cesar Sandler, Franco Zeffirelli, Willy Kessels, Hans Makart & Teatro Renascentista aqui.
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Quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
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GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...