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segunda-feira, julho 19, 2021

ANNE ASKEW, ESPIDO FREIRE, ARTHUR MOREIRA LIMA, CAMILA ROSA & MACIEL MELO

 

 

TRÍPTICO DQP – Notícias do Fecamepa... - Ao som Artur Moreira Lima interpreta Ernesto Nazareth (vols. 1 e 2, 1975), na interpretação do pianista Arthur Moreira Lima. - Tó Zeca era tampa! Viesse pra cima dele com lorota, ele destabocava peteando dobrado! Contasse não, só saía pinoia raçuda. Muitas dele passaram a fazer parte dos anais do anedotário, como a da domesticação de uma baleia-azul braba no Rio Una; dos murros nos maiores monstros, tudo servil dele no Riacho dos Cachorros; da peixa do açude, do namoro com todas as beldades das capas de revista, afora picadas homéricas em marcianas, venusianas, plutônicas e outras ETs; enfim, se parecia apologia, todos esperavam: Não é mentira não! E nenhuma façanha era repetida, tinha sempre uma cabeluda nova para impressionar e deixar todo mundo de queixo caído e sem dar um pio escondendo o riso. Sim, todo mundo sabia, ele não fazia mal a ninguém, nenhum morto nem matado, sequer prejuízos: todos sabiam que era potoca, nada demais. Mas para nossa infelicidade apareceu um concorrente à altura: o mico Coisonário, aí lascou tudo: cada uma que ele fala, arreia um; até agora matou mais de quinhentos mil e dá pra muito mais! Virou geral: esse mente que o cu apita. E na maior cara de pau! Já aí, todo mundo agora está evitando o cara: será o coisa-ruim metido a messias? Dizem: se não for é aparentado! Destá. E o Tó Zeca? Parece que se envultou: ninguém sabe, ninguém mais viu. Não deu outra, só Ievguêni Ievtuchenko: Quando a verdade é substituída pelo silêncio, o silêncio é uma mentira. A autobiografia de um poeta é sua poesia. Qualquer outra coisa pode ser apenas uma nota de rodapé. Será o Fecamepa?

 


Dois passos na roda letal... - Imagem: arte da ilustradora Camila Rosa. - Maior farra no Gado-Bravo! Arrastado de pé, converseiro, compadrio, risadagens: tudo família. Lá pras tantas, o genro João Grande do Poço-Doce se estranhou com a sogra Marita e passou-lhe uma peixeirada lá no pé do umbigo dela, das tripas caírem fora. O sogro Inaçantonho ficou sem ação de nem ver a escapulida do indigitado. Seis testemunhas pinguças depuseram: provada a autoria, o réu foi pronunciado e libelado depois de réplicas e tréplicas no tribunal do júri, sentença transitada em julgado pelo douto julgador: condenado a galés perpétuas e nas custas! Tudo registrado no volume de Inocentes e culpados no Tribunal do Júri de São Bento: síntese história do homicídio 1818-1930 (CEGM/FIAM, 1986), do Sebastião Soares Cintra, autor de outros livros como Os Cintra de São Bento (CEPE, 1983) e do de poesias Cozes de Bentuna (Grafset, 1986). Sim, mas do caso, um dos comentários entre os assistentes: Esse lascou-se, sogra é pra isso mesmo! Três senhoras ouviram e se aproximaram, fiquei de mutuca. A primeira, era a jornalista, socióloga e ativista estadunidense Ida Wells (1862-1931): A maneira de corrigir os erros é direcionar a luz da verdade sobre eles. É melhor morrer lutando contra a injustiça do que morrer como um cachorro ou um rato em uma armadilha. Fiz um gesto com a cabeça, concordando. Em seguida, a escritora espanhola Espido Freire: Não sou daquelas que dizem: 'se eu nascesse de novo, faria o mesmo de novo. Não eu não. Eu estive errada muito. Julguei mal muitas pessoas. Ao seu lado, a poeta inglesa Anne Askew (1520-1546) recitou-me o poema Eu sou uma pobre cega, e disse-me repetindo: Deus me deu o pão da adversidade e a água da angústia. Sim, eu sabia que ela havia sido torturada no cavalete da Torre de Londres, condenada por heresia e queimada viva por causa do divórcio e por ser feminista. A execução teve um detalhe: o carrasco subornado por uma amiga dela, colocou pólvora amarrada ao seu pescoço; ao acender a fogueira, a explosão. Ainda hoje, lamentavelmente.

 


Mudando de assunto... - Estava eu na redação da emissora e recebi naquela tarde um telefonema do parceiramigo Santanna o Cantador. Sim? Marcava pra gente se encontrar na praça, final da tarde. Combinado, assim foi. Chegando lá, tive a grata satisfação de conhecer um poeta cantador do Iguaraci e dos bons, Maciel Melo. Sequer tinha ouvido seu nome, mas não deixei por menos: conversamos, trocamos ideias e rumamos para um bar ali perto. Violão para lá e para cá, lá para as tantas, ele me deu o álbum Desafio das léguas (1989), com participações de Elomar, Vital Farias e Décio Marques. Gente, ouvi na hora, bom demais. Fiquei empolgado e gravamos uma entrevista, viramos a noite bebericando e, no domingo de tarde, emplaquei destaque no meu programa radiofônico Panorama. Um sucesso! Foi aí que soube que ele já tinha música gravada pelo Quinteto Violado e a música Que nem vem vem estava de vento em popa, gravada por Elba Ramalho. A partir disso, nunca mais vi pessoalmente este grande autor, mas nas emissoras onde passei e por todos os meus programas fiz questão de sapecar seus álbuns na programação: Alegria de Nós Dois (1995), Janelas (1996), Retinas (1997), Jeito Maroto (1998), Sina de Cantador (1998), Isso Vale um Abraço (2000), Acelerando o Coração (2001), O Solado da Chinela (2002), Dê Cá um Cheiro (2005), Nascente (2006), o CD/DVD ao Vivo no Teatro Guararapes (2008), Sem Ouro e Sem Mágoa (2009) e Debaixo do Meu Chapéu (2010). Ainda hoje vou na maior cantarolada do Caboco sonhador! E vamos aprumar a conversa, até mais ver.

 

Veja mais aqui e aqui.

 

E mais:

CANTARAU & OUTRAS POETADAS

POEMAGENS & OUTRAS VERSAGENS

FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS – CURSO & CONTULTAS

 


segunda-feira, outubro 31, 2016

PORTINARI, BOWLBY, PLATÃO, IVAN ILLICH, NELSON RODRIGUES, IMAMURA, GERALDO AZEVEDO, BASTINHA JOB, RACHEL HOWARD, KOLBE, ZAP MAMA, KATHERINE LAWRENCE, MARIO TESTINO & PARA VIVER O PERSONAGEM DO HOMEM


INEDITORIAL: O QUE DEU, DEU; O QUE NÃO DEU, SÓ NA OUTRA – Imagem: Guerra & Paz, Cândido Portinari (1903-1962) - Salve, salve, gentamiga! Acorda Maria Bonita, acorda pra fazer café, o dia já vem raiando e a polícia já está de pé! Como a gente ainda está respirando o pleito eleitoral, já era tempo da gente eleger a pessoa mais importante da vida de cada um: aquela que, quando bate a fome, nos dá de comer; na sede, nos dá de beber; e na hora da precisão, está sempre por perto. Por isso já elegi: todo dia é Dia da Dona de Casa, aquela que, de segunda a sábado – sem contar certos domingos e feriados -, começa suas tarefas logo quando acorda e só para quando vai dormir. Um salve estrondoso pra todas elas. Vivaaaaaaaa! Hoje, também, é o Dia Mundial da Poupança: o que sobrou depois da crise golpista, dá pra poupar, ainda? Destá. No meu Pernambuco a coisa foi danada: de um lado, GePSBJú & uma tuia enganchada de siglas – inté pessedebê & demô engrossando o caldo do escambau anti-PT, tudo contra o JoãoPT & quatro gatos pingados. Não tinha como dar outra. Nas Alagoas, a maior baixaria levou o Ciuço pro saco com tudo que ele disse que fez que não fez! Infelizmente pros cariocas, ontem era dia de Freixo, mas o eleitorado daquele que Ri-na-Fivela-do-Edir que era só domingo que vem, contrariou tudo. Que coisa!?! Vale o dito! E como hoje é Dia do Saci, a coisa toda vai só à base do Brasil rachado em bandas e todo mundo assistindo o cavalo-mago entre o golpista TemerOsso & Aercio da Catinga – um no outro, nem quero torna e xô pra lá! -, diz o Doro que arremeda: in Sumpaulo é tudo ingrês, mas num é novainhóqui nem ninhuma capitá das zeuropia! Pro causa disso o saci, cumade Fulôsinha, Boitatá e todas adorávi abusão, tudim se lascô no raluruiiiim. Vai lá que ainda hoje se aprecie as imagens eróticas das deusas celtas Morrigan ou Beltane, mas o tarzinho do raloruim é mesmo que purgante! E vamos aprumar a conversa pras novidades do dia: na edição de hoje destaque para a educação e escolarização de Ivan Illich, a Teoria do Afeto de Bowlby, a educação de Platão, o teatro de Nelson Rodrigues, a entrevista de Geraldo Azevedo, o cinema de Shohei Imamura & Misa Shimizu, o Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, a pintura de Rachel Howard, a fotografia de Mario Testino, a música do Zap Mama, a bailarina Katherine Lawrence, a escultura de Georg Kolbe, a poesia de Bastinha Job, A Notícia & Jamilton Barbosa Correia, o meu livro Para viver o personagem do homem & a croniqueta Depois das eleições. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Despertar, Friedrich Perls, Ezra Pound, Paul Valéry, Hilary Hahn, Consuelo de Castro Lopes, Carlos Reichenbach, Lev Chitovsky, Aldine Muller & Bruno Braquehais aqui.

E mais:
Só porque hoje é sábado, Carlos Drummond de Andrade, John Keats, Raphael Rabello, Claude Lelouch, Marguerite Arosa, Larissa Maciel, Anouk Aimée, Helmut Newton & Atenção sistemática à saúde aqui.
O romance do pavão misterioso, de João Melchíades da Silva aqui.
A arte fotográfica de Andréia Kris aqui.
Biogênese, sadismo & outras loas tataritaritatá aqui.
Violência, Assírios & Sodoma, Antiguidades Judaicas, Alexandre, A guerra e a fé, O fantástico blitzkrieg, Colombo & as terras do Brasil aqui.
Literatura de cordel: História do capitão do navio, de Silviano Pirauá de Lima aqui.

DESTAQUE: EDUCAÇÃO & ESCOLARIZAÇÃO
[...] O aluno é ‘escolarizado’ a confundir ensino com aprendizagem, obtenção de graus com educação, diploma com competência, fluência no falar com capacidade de dizer algo novo. Sua imaginação é ‘escolarizada’ a aceitar serviço em vez de valor. Identifica erroneamente cuidar da saúde com tratamento médico, melhoria de vida comunitária com assistência social, segurança nacional com aparato militar, trabalho produtivo com concorrência desleal. [...].
Trecho extraído da obra Sociedade sem escolas (Vozes, 1985), do pensador da ecologia política e polímata austríaco Ivan Illich (1926-2002), reunindo uma série de críticas às instituições da cultura moderna, sobre educação, medicina, trabalho, energia, ecologia e gênero. Veja mais aqui.

DEPOIS DAS ELEIÇÕES - Alagoinhanduba parecia em paz naquela segunda feira. Parecia mesmo, depois de tantas bombas todas estouradas no dia das eleições. Como havia ficado em pé de guerra durante a campanha, finalmente parecia que reinava a mais absoluta tranquilidade: amigos que se tornaram inimigos dormiam, adversários acoloiados em novo vínculo de amizade roncavam, a cidade ficou rachada meio a meio e mais parecia que não havia nada acontecido. Se de um lado estava o padre Quiba, com o apoio do bispo Sardinha e toda cristandade católica com os conservadores patriarcas, moralistas, coronéis do açúcar e usufrutuários do poder; do outro, estava Zé Peiúdo, que pela milésima vez e depois de muito aprontar, era candidato com apoio dos evangélicos, neobarrabás, tucanos & demos, peemedebistas & outros cheleléus aproveitadores no maior balaio de gatos & gatunos. Pra dar maior condimento, nas outras candidaturas só fuxico, delas nem se ouvia falar, vez que sequer faziam cócegas na polarização que havia rachado o eleitorado geral no meio. Só se ouvia os esturros, malquerenças, tapas a granel, empurrões e dedadas, disse-me-disse e sai pra lá. O calor subiu pra coisa assim mais de 100º centígrados no dia da votação. O que houve de xingamentos, ameaças, bofetes, riscos de peixeira no chão, balas perdidas no meio do foguetório, não está no gibi. Animosidade espetacularizada maior que os sanguinolentos programas de radio e TV no maior zoadeiro. Em todo canto havia um risco no chão: cara dum, cara doutro, quem não pisar vira gafanhoto! Isso até o domingo. Na segunda, os ânimos descansavam. Parecia que ninguém dava conta da tragédia e que tudo voltara ao normal: o prometido jamais cumprido, novas arengas, novos deboches, novas desconsiderações e tome pano pras mangas dos linguarudos. No final, tudo findava no cemitério, seja de morte morrida, seja de morte matada. E Alagoinhanduba quando dava um passo pra frente, dava uns dez pra trás. Coisas do Brasil, assim caminha a humanidade. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo o álbum ReCreation (2009), do grupo polifônico feminino de Afro-pop, Zap Mama, comandado pela artista belga Marie Daulne.

VÍNCULO, AFETO & APEGO - [...] O vínculo inc1ui 0 choro e 0 chamamento, que suscitam cuidados e desvelos, 0 seguimento e 0 apego, e também os vigorosos protestos se uma criança ficar sozinha ou na companhia de estranhos. Com a idade, a frequência e intensidade com que esse comportamento se manifesta diminuem gradativamente. No entanto, todas essas formas de comportamento persistem como parte importante do equipamento comportamental do homem. Nos adultos, elas são especialmente evidentes quando uma pessoa está consternada, doente ou assustada. Os padrões de comportamento de ligação manifestados por um indivíduo dependem em parte, de sua idade atual, sexo, e circunstâncias, e, em parte, das experiências que teve com figuras de ligação nos primeiros anos de sua vida. [...]. Trecho extraído da obra Apego: a natureza do vínculo (Martins Fontes, 1990), do psicólogo, psiquiatra e psicanalista britânico Edward John Bowlby (1907-1990). Veja mais aqui

Imagens: Ballet West principal Katherine Lawrence, in The Sleeping Beauty (photo by Ryan Galbrath)

PENSAMENTO DO DIA: LEI DA EDUCAÇÃO PLATÔNICA - [...] a cultura que tende à aquisição da riqueza ou uma cultura que tende ao vigor corporal ou bem, ainda, a algum talento, independentemente de toda inteligência e de toda justiça, essa cultura, digo eu, é sem dignidade nem liberdade, completamente indigna de ser chamada de educação. [...]. Trecho extraído da obra Leis (Edições 70, 2004), do filósofo e matemático grego racionalista, realista, idealista e dualista Platão (428-347aC), o último dos diálogos filosóficos do autor, que se ocupa da discussão acerca da conduta do cidadão da promulgação de leis, perpassando por elementos da psicologia gnosiologia, ética, política, ontologia, astronomia e matemática. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 Imagens: a arte do escultor alemão Georg Kolbe (1877-1947)

A POESIA DE BASTINHA JOB – I Professora aposentada, / cordelista na ativa, / Assaré do Patativa / é minha terra amada; / Crato é a mãe idolatrada, / que me acolheu em seu seio, / aqui encontrei o veio / da joia da Educação, / da completa Formação /que me deu força e esteio. II – Eu faço poesias críticas / com pitadas de humor / e alfinetadas políticas, / mas também falo de amor; / meu poetar é a arma / que incita ou que desarma, / que faz rir, que faz chorar; / em suma ela é catarse / autêntica e sem disfarce / um compromisso a se honrar! Poesias da cordelista, professora e responsável pela inclusão da disciplina de Literatura Popular no curso de Letras da Universidade Regional do Cariri, Bastinha Job. Veja mais aqui, aqui e aqui


TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA –  [...] Escuta, você tem uma alma, meu filho outra e há uma ferida. Eu sou um bêbado que passou pela sua vida e sumiu [...] Eu tenho pena do teu filho, e quando tenho pena sou uma santa! [...]. Trechos extraídos da peça teatral Toda nudez será castigada (Nova Fronteira, 1990), do dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Rodrigues (1912-1980), que conta a história sobvre a estreita ligação entre o puritanismo e a sexualidade exacerbada, através de um humor cheio de contundência e de um senso trágico transparente. Veja mais aqui.


UNAGI – O premiado filme Unagi (A enguia, 1997), dirigido por Shohei Imamura, é baseado no romance On Parole, do escritor Akira Yoshimura, conta a história de um homem que volta para casa mais cedo para flagrar sua esposa na cama com outro, razão pela qual ele a mata e se entrega à polícia. Ao ser libertado, torna-se barbeiro e cuida de uma enguia de estimação, quando salva uma bela jovem do suicídio. O destaque fica por conta da atuação da atriz japonesa Misa Shimizu. Veja mais aqui.

Publicação editada pelo artista plástico e gráfico Jamilton Barbosa Correia. Veja aqui e aqui.

AGENDA: CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO AMBIENTAL – Acontecerá entre os dias 03 e 06 de junho de 2017, na Fundação Mokiti Okada (Rua Morgado de Mateus, 77 – Vila Mariana São Paulo), o XXII Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, sobre a temática Direito e Sustentabilidade na Era do Antropoceno: Retrocesso Ambiental, Balanço e Perspectivas. Na ocasião também terão lugar o XII Congresso de Estudantes de Graduação e Pós-Graduação em Direito Ambiental, que acontecerá no dia 03 de junho de 2017, como também o XII Congresso de Direito Ambiental dos Países de Línguas Portuguesa e Espanhola, no dia 05 de junho de 2017, com a temática Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Informação no Antropoceno. Informações: http://congresso.planetaverde.org/. Veja mais aqui e aqui.

 ENTREVISTA: GERALDO AZEVEDO – Quando assumi o Departamento de Jornalismo da Quilombo FM, e comecei a apresentar o programa Panorama – o inventário da música universal, a primeira entrevista que fiz pra seção Destaque, foi com o cantor e compositor Geraldo Azevedo, ocasião em que ele lançava o álbum Eterno Presente (RCA, 1988). Depois emplaquei outra exclusiva com ele, quando do lançamento do seu álbum Bossa Tropical (RCA, 1989). Por fim, uma terceira, para a edição do tabloide Nascente, nº 8, de outubro de 1997. Confira detalhes de tudo aqui, aqui e aqui

Imagens: a arte da premiada pintora, desenhista e ilustradora britânica Rachel Howard.

REGISTRO: PARA VIVER O PERSONAGEM DO HOMEM
Reuni os meus poemas da adolescência e publiquei o meu primeiro livro Para viver o personagem do homem (Nordestal, 1982), com capa do artista plástico Ângelo Meyer, apresentação do poeta e artista plástico Paulo Profeta e coordenação editorial de Juhareiz Correya. Veja detalhes aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagens: a arte do fotógrafo anglo-peruano Mario Testino.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


domingo, setembro 20, 2015

UPANIXADES, RÉGIO, AFONSO FONSECA, PEDRO ONOFRE, ZOLAN, TOQUINHO, PANORAMA & BRINCARTE DO NITOLINO.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? PROGRAMA PANORAMA – Depois de haver apresentado o programa e zine Horagá, em parceria com Gilberto Melo, na Rádio Cultura dos Palmares, assumi o Departamento de Jornalismo da Rádio Quilombo dos Palmares FM, na qual realizava o noticiário de meia em meia hora em toda programação; apresentava, de segunda a sábado, o Grande Jornal Quilombo com a Crônica do Dia, às 7hs; a Tribuna do Povo ao meio dia e, aos domingos, das 14 às 17hs, o programa Panorama – o inventário da música universal. Nesse programa eu veiculava desde erudito, free jazz, rock progressivo e MPB, como também novos e novíssimos da música brasileira. Na sessão Destaque, sempre às 15hs, apresentava especiais com entrevistas, a exemplo de Milton Nascimento, Geraldo Azevedo, Ivan Lins, Alceu Valença, Djavan, Belchior, Marina, Nando Cordel, Beto Guedes, Rita Lee, entre outros, bem como especiais de música instrumental, como os de Heitor Villa-Lobos, Stravisnki, John Cage, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, John McLauglin, Yes, Elomar, Hélio Delmiro, além de shows como os de Félix Porfírio, Santanna O Cantador, Zé Ripe, Eliane Araújo, Marcos Catende e muitos tantos. Além de música, o programa também abria espaço para notícias e entrevistas das mais diversas vertentes artísticas, como a entrevista com o ator Francisco Milani e o escritor e advogado Paulo Cavalcanti, informando a respeito dos eventos culturais e artísticos da Região Mata Sul de Pernambuco e as atividades do Sindicato dos Radialistas de Pernambuco, onde eu desenvolvia as atividades de Diretor Regional, englobando emissoras locais, de Barreiros e Garanhuns. Na emissora pude reestruturar a programação para 24 horas no ar, na condição de Produtor Executivo, formatando toda a grade de programas e anúncios, permanecendo nessas atividades até 1991, quando publiquei o meu livro Paixão Legendária (Bagaço, 1991) e, posteriormente, a antologia Primeira Reunião (Bagaço, 1992). E veja mais aqui

 Imagem: Early Childhood, do pintor estadunidense Donald Zolan (1937-2009).


Curtindo o álbum Canção de todas as crianças (Polygram, 1987), do cantor e compositor Toquinho. Veja mais aqui e aqui.

BRINCARTE DO NITOLINO – Hoje é dia do programa Brincarte do Nitolino para as crianças de todas as idades, a partir das 10hs, no blog do Projeto MCLAM, com apresentação da simpaticíssima Isis Corrêa Naves. Na programação: Olavo Bilac, Turma da Mônica, Turminha do Tio Marcelo, Tia Conça, Bananas de Pijamas, A turma do Seu Lobato, Paulo Zola & Francis Monteiro, Bob Zoom, Angelina Ballerina, Galinha Pintadinha, The Smurfs, Patati & Patatá, Moranguinho & muito mais pra garotada. No blog, Paulo Freire, Ludoterapia, as crianças e a mídia eletrônica e a função da família em Gestalt-terapia para crianças, entre outras dicas de Educação, Psicologia, Direito das Crianças e dos Adolescentes, Música, Teatro e Literatura. Para conferir o programa online e ao vivo clique aqui ou aqui.

GRUPO, SOCIEDADE DE CONSUMO E NECESSIDADES HUMANAS – O livro Grupo: fugacidade, ritmo e forma – processo de grupo e facilitação na psicologia humanista (Ágora, 1988) do psicólogo, psicoterapeita, professor e supervisor em programas de treinamento em psicoterapia, Afonso H. Lisboa da Fonseca, trata sobre a proposta do Grupo Vivencial, fugacidade, ritmo, forma, o trágico e o plástico na vivência grupal, toques sobre o processo de facilitação, a configuração de fragmentos, empatia, visibilidade e disciplina, controle da diferença ou pregnância da outridade, multiplificade, experienciação, intensidade e retorno, dimensões terapêuticas, grupo e pessoa, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho Grupo, sociedade de consumo e necessidades humanas: [...] A sociedade de consumo, como toda formação social humana, possui características próprias que determinam uma estrutura peculiar de necessidades, tanto no que diz respeito a seus indivíduos quanto no que se refere à estruturação de seus segmentos e de sua cultural. O ponto-chave da determinação destas características peculiares da sociedade de consumo, da estrutura de necessidades de seus membros e de seus sistemas sociais é a esfera de produção: o que se produz, como e para quê. Sabemos todos – ou quase – que vivemos numa sociedade profundamente desumana. A normalidade em que vivemos é uma normalidade de desumanização, desumana e desumanizante. No extremo do espectro relativo aos economicamente pobres, a aniquilação do humano é naturalmente evidente. É aniquilação literal, fundada basicamente na aniquilação física do corpo – em última, mas não única instancia -, através da fome sistemática, ou seja, da insatisfação do limite biológico das necessidades, limites além do qual a vida humana é impossível. Mais afortunados, os consumidores podem vender no mercado a sua força de trabalho, a força do seu corpo. Vale dizer, num pacto, frequentemente de morte, com a produção alienada. Pacto necessário, que não lhes trata o crescimento humano, que lhes embotará a multiplicidade de suas capacidades e poderes de ação, mas que lhes assegurará, nos períodos de normalidade e enquanto tiver forças, o precioso salário para a manutenção de si e dos que são a reprodução de si e condição dela. [...] A necessidade humana realiza-se no processo de objetificação. Os objetos da necessidade guiam e dirigem o homem que nasce numa sociedade humana na formação de suas necessidades. Num sentido geral, as necessidades são abandonadas no mundo objetificado no curso de suas objetificações e as atividades objetificadoras produzem novas necessidades. [...]. Veja mais aqui e aqui.

A ESSÊNCIA SUTIL – O livro Upanixades (Cultrix, 1962), faz parte das escrituras Shruti hindus, que discutem principalmente meditação e filosofia, e que são consideradas pela maioria das escolas do hinduísmo como instruções religiosas. Datam de uma época antes a Buda e que poderiam ser traduzidos por Aproximações Especulativas, compreendendo comentários, também sagrados, e tomando por base os textos védicos, que procuram dar uma fórmula suscetível de abranger a multiplicidade de fenômenos e relações entre o homem e o cósmico. Da obra destaco o trecho A essência sutil, traduzido por Fernando Correia da Silva: Meu filho, assim como as abelhas fazem o mel recolhendo as seivas de árvores distantes e reduzindo-as a uma só forma; e assim como essas seivas não se diferenciam, nem poderiam dizer eu sou a seiva desta ou daquela arvore, assim também, meu filho, todas estas criaturas, uma vez submegidas no Verdadeiro, (quer na morte, quer no sono), não sabem que estão submersas no Verdadeiro. Sejam o que forem estas criaturas, quando neste mundo, sejam leões ou lobos, javalis ou vermes, insetos, moscas, ou mosquitos, isso mesmo voltarão a ser outras e outras vezes. E aquilo que constitui a essência sutil, aquilo que em tudo o que existe tem a sua própria essência é o Verdadeiro, é o Ser. E tuo, ó Esvetaketu, és esse ser. E o filho disse: - Eu vos rogo, Senhor, dizei ainda. – Que assim seja -, respondeu o pai. Vê os rios, meu filho, alguns, como o Ganges, correm para leste, outros, como o Indo, correm pro oeste. Vão de mar a mar. E em verdade tornam-se o mar. E assim como esses rios, quando já no mar, não podem saber se são este ou aquele rio. Assim também todas as crituras, quando voltam ao Verdadeiro, ignoram que dele vieram. Sejam o que forem essas criaturas, quando neste mundo, sejam leões ou lobos, javalis ou vermes, insetos, moscas ou mosquitos, isso mesmo voltarão a ser outras e outras vezes. E aquilo que constitui a essência sutil, aquilo em que tudo existe tem a sua própria essência, é o Verdadeiro, é o Ser. E tu, ó Esvetaketu, és esse Ser. E o filho disse: - Eu vos rogo, Senhor, dizei ainda. – Que assim seja -, respondeu o pai. Se alguém fendesse a raz desta velha árvore, a raiz sangraria, mas não deixaria de viver. Se fendesse o seu tronco, sangraria também, mas continuaria a viver. Se rachasse sua fronde, sangraria e viveria ainda. Inteiramente penetrada pelo Ser vital, esta árvore se mantem firme e nele bebe o seu alimento e o seu regozijo. Nas se o Ser vital abandonar um de seus galhos, o galho murchará; se abandonar um segundo galho, fenecerá também; se abandonar um terceiro, fenecerá ainda. E se abandona toda a arvore, toda a árvore perecerá. Do mesmo modo, meu filho é preciso que saibas que assim ele falou: Em verdade este corpo perece quando abandonada pelo Ser vital; mas este ser vital não morre. E aquilo que constitui a essência sutil, aquilo que em tudo o que existe tem a sua própria essência é o Verdadeiro, é o Ser. E tu, ó Esvetaketu, és esse ser. E o filho disse: - Eu vos rogo, Senhor, dizei ainda. – Que assim seja -, respondeu o pai. Vá buscar-me um fruto da árvore de niagroga. Aqui está um, Senhor. Quebra-o. Está quebrado, Senhor. O que vês nele? Vejo as sementes, quase infinitesimais. Quebra uma delas. Está quebrada, Senhor. Que vês nela? Nada, Senhor. E o pai disse: - É dessa essência sutil que não podes vez, é dessa essência, em verdade, que é feita a existência desta grande árvore de niagroda. Acredita, meu filho. E aquilo que constitui a essência sutil, aquilo que em tudo o que existe tem a sua própria essência é o Verdadeiro, é o Ser. E tu, ó Esvetaketu, és esse ser. E o filho disse: - Eu vos rogo, Senhor, dizei ainda. – Que assim seja -, respondeu o pai. Põe este sal na água e vem a mim pela manhã. O filho obedeceu. E o pai ordenou: - Traze-me o sal que puseste na água a noite passada. Mas o filho, tendo procurado o sal, não o encontra porque se dissolvera. E o pai disse: - Prova a superfície da água. Que gosto tem? É salgada, respondeu o filho. Mais uma vez, o pai ordenou: - Prova a água do fundo, que gosto tem? É salgada, respondeu o filho. E disse o pai: Joga-a fora e volta a mim. O filho assim fez; mas o sal existirá para sempre. Então o pai lhe disse: - Neste corpo também, em verdade, não podes perceber o Verdadeiro. Mas eu te digo, aqui está. E aquilo que constitui a essência sutil, aquilo que em tudo o que existe tem a sua própria essência é o Verdadeiro, é o Ser. E tudo, ó Esvetaketu, és esse ser. E o filho disse: - Eu vos rogo, Senhor, dizei ainda. – Que assim seja -, respondeu o pai. Veja mais aqui e aqui.

O DIÁRIO & NARCISO - No livro Antologia de José Régio (Nova Fronteira, 1985), reúne a poesia do escritor, dramaturgo, ensaísta e critico português José Régio (1901-1969), do qual destaco dois poemas do seu Poema de Deus e do Diabo, o primeiro deles O diário: Tinha um diário aonde ia escrevendo, Dia a dia, a agonia dos meus dias:/ Era um romance tremendo, / Dilacerado de piedade e de ironias./ Todas as noites escrevia nele / Quando voltava lá de baixo, lá do mundo, / Enquanto, na parede, um Cristo imbele / Caía moribundo. / Um brandão quase verde dava luz... / Parecia que alguém ia morrer. / E eu, realmente, em frente da agonia de Jesus, / Agonizava horas e horas, a escrever. / Tudo que a gente sente, ou pensa, e não confessa, / Tudo que só na escuridão a gente sonha, / O escrevia, com suor frio na cabeça, / E lágrimas no rosto incendiado de vergonha! / Assim eu descobrira o meio de exercer, / Continuando entre vós, sem me desmascarar, / Todas as faculdades do meu ser: / Infâmias e virtudes que não ouso revelar... / E, quando, enfim, me abandonava, exangue, / Sobre o meu leito, a olhar o Cristo moribundo, / Gozava sonhos de oiro com relâmpagos de sangue / E em que descia em mim até ao fundo. / Era assim que sabia possuir / Toda a minha Grandeza e toda a minha Corrupção. / Mentia-vos depois? Ah! o gosto de mentir / Com a verdade na mão! / Ora um dia (era um dia extraordinário), / Procurando escrever como nos outros dias, / Nada pude escrever, e pus-me a ler o meu diário: / Cheguei ao fim, tinha as mãos lívidas e frias! / Que o meu olhar, agora cristalino, / Vira que, nessas páginas, tudo era mentiroso: / Porque tudo o que em mim é só abjecto ou pequenino, / Lá surgia dramático, e, por isso, grandioso. / Sim, todos esses crimes e heroísmos só sonhados, / Todo esse mundo íntimo − era meu! / Mas o vulto que unia esses bocados, / Esse, ó poder do Artista! era maior do que eu. / E eu vi como não era a posse da Verdade, / Nem a libertação de quem se expande, / O que pedia ao meu diário... mas vaidade / De até no aviltamento me ver grande! / Ergui, então, o meu diário à luz verde-amarela... / Por um momento só, no quarto houve mais luz... / E todo o resto dessa noite horrenda e bela / Chorei, torcendo as mãos em frente de Jesus. Também o seu belíssimo poema Narciso: Dentro de mim me quis eu ver. Tremia, / Dobrado em dois sobre o meu próprio poço... / Ah, que terrível face e que arcabouço / Este meu corpo lânguido escondia! / Ó boca tumular, cerrada e fria, / Cujo silêncio esfíngico bem ouço! / Ó lindos olhos sôfregos, de moço, / Numa fronte a suar melancolia! / Assim me desejei nestas imagens. / Meus poemas requintados e selvagens, / O meu Desejo os sulca de vermelho: / Que eu vivo à espera dessa noite estranha, / Noite de amor em que me goze e tenha, / ...Lá no fundo do poço em que me espelho! E veja mais aqui.

COMPLEXOS – Na peça premiada teatral de três atos Complexos (IECPS, 1997), do advogado, escritor, jornalista, cineasta e administrador cultural alagoano, Pedro Onofre, escrita em 1956 e encenada no mesmo com a participação da inovidavel atriz e diretora de teatro Linda Mascarenhas, destaco o trecho inicial do Primeiro Ato: A cena representa a sala de estar de belo palacete, que se estende por todo o primeiro plano. No segundo plano está siatuado o atelier de pintura, dependência da mesma residência. À esquerda, amplo janelão de vidro mostra o jardim, com suas flores e plantas ornamentais. As paredes, pintadas de clássicos desenhos, emprestam ao ambiente, um toque de austeridade. Compõe o centro da sala, um jogo de cadeiras de alto espaldar. Estante cheia de livros eleva-se ao lado do janelão. O piso sobre em novo patamar, no meio do qual imponente escadaria conduz aos compartimentos privativos. À direita baixa, localiza-se a entrada principal. Na parede de fundo, próximo à escadaria, belo quadro a óleo se ressalta em luxuosa moldura dourada. Rico lustre pende do teto. Pelo janelão de vidro, a luz do dia se projeta sobre confortável poltrona onde Helena está sentada, lendo um livro. Vez por outra, fecha-a para consultar o grande relógio da parede, ao lado da porta principal. Em dado momento, a mulher joga o livro sobre a mesinha, próxima dela, e exclama num desabafo: HELENA (38 anos, elegante e muito bonita. Está tensa, revelando sinais de profundo nervosismo) Quando terei paz, meu Deus! Quando! (A porta principal abre-se e, por ela, entra Paulo Henrique. Ao vê-lo, Helena corre ao encontro dele. Ajuda-o a retirar o sobretudo). PAULO: (alto, elegante, doze anos mais jovem que Helena. Beija-a) Você está bem? HELENA: (quase num sussurro). Por que não veio para o almoço? PAULO (dirigindo-se ao bar) Compromissos! Simplesmente não pude. HELENA (insistindo) Que compromissos? Paulo (servindo-se de um drinque) Encontrei-me com amigos... HELENA (com desdém). Amigo! (Pausa) Podia ter telefonado! Sabia que eu o esperava! PAULO (senta-se. Sorve descontraidamente a bebida). Não é a primeira vez que almoço fora de casa! HELENA: Por isso mesmo! PAULO: Não somos siameses, Helena! Precisamos, às vezes, ficar sozinhos! Ver o mundo fora do restrito universo que nos sufoca! HELENA: Está cansado de mim! PAULO: Não é isso. HELENA: No começo fazia questão da minha companhia em todos os momentos! Eu preenchia a sua vida (Transição). Era o que você me dizia! PAULO: Nada mudou! Só que você não era tão possessiva! Trata-me como se eu fosse uma criança! Não sou seu filho, Helena! Sou seu marido! [...] Veja mais aqui e aqui.

NANNY MCPHEE – O filme Nanny McPhee (A babá encantada, 2005), dirigido pelo cineasta britânico Kirk Jones, é uma adaptação do livro Nurse Matilda, da escritora britânica Christianna Brand (1907-1988), contando a história de um viúvo que trabalha numa funerária e possui sete filhos que são pra lá de malcriadas e o pai já contratara inúmeras babás que abandonam o posto, recusando-se a tratar de crianças peraltas. Eis que um dia a tia de sua falecida esposa ameaça cortar sua mesada caso ele não se case em um mês e resolva os problemas dos filhos, ao que os filhos descobrem que terão uma madrasta e tudo começa a ficar insustentável, até que depois da demissão da 17ª babá, aparece a babá McPhee que vai botar jeito na turminha. O filme é encantador e o destaque fica por conta da premiada atriz e roteirista Emma Thompson. O filme é encantador e, ao mesmo tempo, muito engraçado, dando conta do domínio mágico de uma babá que coloca uns tantos pestinhas na linha, afora as trapalhadas da trama que envolve o pai viúvo e a necessidade de contrair novas núpcias para cuidar dos filhos. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da eterna Miss Brasil (1954) e rainha da beleza brasileira Martha Rocha.

Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Domingo Romântico, com a reprise de toda programação da semana, a partir do meio dia, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...