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terça-feira, novembro 03, 2020

AMARTYA SEN, ALICE GUY-BLACHÉ, FRANCISCO AYALA, VERA MUKHINA, LUCANO, ROSEANNE BARR, FABIANA KARLA & BUTUA

 

TRÍPTICO DQC: JANELA DO DIA - A janela e a fumaça caótica com suas pernas e braços apressados na barulheira da vida. As crianças, olhos grandes e mãos estendidas para um ou outra, entre passantes com ouvidolhos nos compromissos das agendas telefológicas. Ousam brincar de viver e é só o que sabem para não morrerem em branco. Longe de serem as da Brodowski de Portinari: Se há tantos meninos em minha obra em balanços, gangorras é que seria meu desejo fazer com que eles fossem lançados ao ar a virarem belos anjos... É Betinho com seus olhos de esperança no meu pesadelo: Essas crianças estão nas ruas porque, no Brasil, ser pobre é estar condenado à marginalidade. Estão nas ruas porque suas famílias foram destruídas. Estão nas ruas porque nos omitimos. Estão nas ruas, e estão sendo assassinadas. Ainda se despede com uma frase do poeta romano Lucano (39-65): Jamais alguém escolheu como amigo aqueles que se encontram na mais extrema pobreza. E elas estão por toda parte do Fecamepa e aprenderam não só atirar o pau no gato como em todos os bichos e de qualquer jeito se livrarem da fome e seja como for o Sol brilha e é sempre noite para elas onde quer que estejam, pés no chão sem saber ontem sempre amanhã.

 


AS PEDRAS DE BUTUA - Zé Corninho estava sumido há um bocado de tempo. Reapareceu do nada e foi logo me contando: Rapaz, fui dormir um dia desse e acordei num lugar, valha-me, cheio de ruas com degraus e paredes de pedra, um povo baixo e cheio de pantins e não me toques, de pele escura feito corvo, cabelos de urupema tudo encaracolados. Eram bem raivosos, traiçoeiros e ignorantes, vixe! Matavam por brincadeira e os funerais eram abandonar o cadáver ao pé de uma árvore, deixando lá assim ao relento. As mulheres de lá eram lindas, mas apanhavam demais. Tinha as altas e corpudas que guardavam o palácio do rei; as mais ou menos assim meio coroas para serviços domésticos e jardinagem; as adolescentes jeitosas oferecidas em sacrifício aos deuses; e as mais delicadas e formosas reservadas para os prazeres do imperador de lá. Ô bicho de sorte! Cada um dos de lá possuía quantas mulheres quisessem e pudessem alimentar. Tinha quem fosse dono de harém de mais de mil. O pior é que descobri que elas depois de dar à luz, eram condenadas a três anos de abstinência completa. Foi aí que eu me aproveitei às escondidas, flagrado pela fúria deles. Nunca vi um rei tão cruel, como também governadores e poderosos que adotavam vícios criminosos a qualquer hora e local. Quase que morro matado, não fosse comer milho, peixe e carne humana escondido. Pra eles lá, os açougueiros públicos fornecem carne de gente e de macaco, muito apreciadas por eles. Ou comia ou morria de fome. E tinha de ir ao templo porque acreditavam numa serpente que foi quem criou o mundo deles lá. Passei aperto do muito, nem sei como estou aqui são e salvo. Pronto. Quem ouviu desconfiou logo de lorota, afinal, ali quem não tinha o que fazer, jogava conversa fora e soltava das suas aos peidos e pigarros. Pergunte ao doutor Zé Gulu, ele não me deixará mentir! E foi mesmo! O douto logo esclareceu: Ah, ele está falando do Reino de Butua ou Abutua, também chamado de Tórua dos xonas do século XVI, no atual Zimbábue. Quem a descreveu com maior propriedade foi Marquês de Sade, na sua obra Aline et Valcour (1795 - Independently Published, 2019): Reino do centro da África do Sul, cuja superfície é igual à de Portugal. Ao norte faz divisa com o reino de Monoemugui, a leste, com os montes Lupata, ao sul, com a terra dos hotentotes. Os costumes de Butua são os mais depravados do que qualquer coisa que tenha sido dita ou escrita sobre o povo mais feroz da Terra. A população se entrega a todo tipo de paixão criminosa, tais como luxúria, crueldade, rancor e superstição. Considera-se que as mulheres nascem unicamente para o prazer dos homens. Apesar de seus numerosos crimes, o povo de lá é muito devoto e temente aos deuses. Cada distrito tem um líder religioso, encarregado de uma escola de sacerdotes. Em todos os templos adora-se um ídolo, metade serpente, metade humano, cópia original existente no palácio real. Os governadores das províncias devem mandar todos os anos dezesseis vítimas de ambos os sexos para seu líder religioso, que os imola em determinados dias de ritual, com a ajuda dos sacerdotes. Estes estão encarregados de curar os doentes, o que fazem com o uso de bálsamos feitos de plantas, bastante eficazes. São pagos em mulheres, meninas ou escravos, segundo a posição social da pessoa que tratam. Não aceitam alimentos em pagamento, mas, graças às oferendas deixadas nos templos, jamais sentem fome. Como são totalmente desprovidos de sensibilidade, esses selvagens não podem imaginar que a morte de um parente ou amigo possa causar a menor dor. O espetáculo da morte não provoca a menor reação e é comum que apressem o fim de alguém sem esperança de cura ou em idade avançada. Oxente, isso é o fim do mundo! Cruz-credo! E usou de Amartya Sen: Não há nenhum país perfeito no mundo. Há lições para tirar de um ou de outro. Ninguém precisa copiar um modelo de país. O essencial é raciocinar a partir das ideias que funcionaram em outros lugares. As liberdades não são apenas os fins primordiais do desenvolvimento, mas também seus principais meios. Mas é um povo avesso a tudo da gente, ora! Aí ele sacramentou usando do escritor espanhol Francisco Ayala (1906-2009): Dou ao país um valor acidental: não é essência, mas circunstância. E zarpou deixando a roda inflamada às discussões mais cabeludas.

 


SOU O RIO MUSA MAR & ZIS ERRÂNCIAS – Imagem: arte da escultora russa Vera Mukhina (1889-1953) – Ela invade o espaço e era a cineasta e roteirista francesa, Alice Guy-Blaché (1873-1968): Não há nada relativo à realização de um filme que uma mulher não possa fazer tão facilmente quanto um homem, e não há razão para que ela não possa dominar completamente todos os detalhes técnicos dessa arte. Demonstrei minha anuência com gesto positivo de cabeça. Ela insistiu Olympe de Gouges: Se a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve ter igualmente o direito de subir à tribuna. Reiterei minha solidariedade. Aí com veemência citou a atriz, escritora e comediante estadunidense Roseanne Barr: Há muito mais em ser mulher do que em ser mãe. Mas há ainda muito mais em ser mãe do que a maioria das pessoas pensa. Uma coisa que as mulheres têm de aprender é que ninguém te dá o poder de bandeja. Você tem de agarrá-lo. Estava surpreso com sua eloquente exposição. Com o dito ela baixou a cabeça, pensou um pouco em silêncio, quase ouvi suas ideias, mas evitei, assumi minha condição de plateia e deixei-a comodamente dizer o que quisesse. Contornou os cantos do meu quarto, voltou-se com um riso encantador e mencionou que me amava muito. Beijou-me, retribuí o gesto e reafirmei minha paixão por ela. Aboletou-se no meu colo com seu jeito sereia e cheiro de mar, passou os braços em volta do meu pescoço e ficou brincando de lamber meus lábios enquanto se insinuava cada vez mais achegada para me cobrir com seus encantos. Mais que receptivo fiz festa no nosso mútuo sentimento com o calor de todas as nossas emoções e prazeres. Até mais ver.

 

A ARTE DE FABIANA KARLA

Eu adoro observar as pessoas. O povo é minha matéria prima. Eu adoro ficar na praia, por exemplo, observando o comportamento das pessoas, de todos ao meu redor. Isso me dá material para trabalhar. Eu gosto de escutar o linguajar do cara que está fazendo sanduíche lá na baixada, quando o vendedor diz “manda um mendigão pra dentro ai!'”. Quando ele vê isso repercutir na televisão, ele se reconhece, ri. Faz parte viajar, conhecer pessoas, novas culturas, para você observar e ter material para trabalhar. As pessoas me percebem nos dois tons, só que elas me preferem na comédia. E eu fico envaidecida porque é muito difícil fazer comédia. Então, se elas me enaltecem como humorista, e me respeitam tanto na comédia quanto no drama, isso me deixa feliz. E pra mim, a opinião do público é como um termômetro.

A arte da atriz, humorista, escritora e diretora Fabiana Karla, que dirigiu e escreveu o roteiro do documentário O caso Dionísio Díaz (2016), atuou como atriz nos filmes Marina (2003), A máquina (2006), O palhaço (2011), Meus dois amores (2012), Tô Ryca (2016), Uma pitada de sorte (2018), entre outros. No teatro ela atuou nas peças João e Maria (1990), Balaio de Gatos (2006), Hoje me chamo Dinorá (2007), Decameron (2009), Gorda (2009), A vida em rosa (2012) e Nessa mesa de bar (2014). E na televisão atuou no Zorra Total, Escolinha do Professor Raimundo e  em diversas novelas, séries e especiais. Veja mais aqui e aqui.


 

 


sexta-feira, dezembro 29, 2017

CAPRA, MARCUSE, PORTINARI, HATOUM, WALLY SALOMÃO, SIQUEIROS, REVELLON & FREVO

É SÓ TIRAR O P, ORRA! - Uma revolução nunca vista ocorre no Brasil. Verdade. Quer dizer, parece. Depois do que se tem visto nos últimos anos, nada será capaz de nos deixar tranquilos por um bocado de anos. Não há como ter calma, a coisa está pra lá de periclitante. Pois bem. Já que os partidos políticos se valiam apenas de programas lindos de morrer pro seu blá blá blá, quando, na prática, era tudo conversa mole pra tapiar a jogada do poder pelo poder e outras patifarias, agora as agremiações políticas resolveram levar a sério as conduções dos condôminos do poder, erradicando a letra P para adotar (ou melhor, copiar) a ideia de partidos-movimentos europeus. Explico melhor: o que era PQP, ou PQME, PABECÊ ou outras infelizes siglas, agora é pra valer na ação, nada de lero-lero. Trocando em miúdos, os que gostam de andar pra frente e só isso, sem andar na linha nem de lado, nem pra trás, comporão o Frente. Os que são indecisos ou que deixam pra amanhã, ou pra depois, quem sabe para o mês ou ano que vem, estarão filiados ao Muro - sobretudo aqueles que nunca tiveram a coragem de sair do armário e jamais escolheram a coluna 1 ou a 2, sempre na do meio, óbvio, seguiram e seguirão sempre o vencedor de ocasião. Afora aqueles que possuem o complexo de superpoderes ou coisa parecida, reunidos sob a legenda do Avante, metido a salvadores da pátria ou coisa deploravelmente que lembre ou ache. Pela lógica, os conservadores devem adotar o Répratrás por nomenclatura, já que nasceram de forma – pra não dizer foda - mal passada e ficarem por lá até hoje. Assim como os que podem e seja lá o que Deus quiser serão os asseclas do Podemos – deixando claro que os que fodem, foderam e foderão tudo do mesmo jeito. E o mais importante, todos estarão livres de ser de direita, esquerda ou centro, coisa mais antiga essa, agora tudo na base do lavou está novo, novíssimo – aliás, não dá nem pra imaginar que sempre foram porque estão fantasiados de zero quilômetro. Sacou? O argumento é forte: é que a Constituição Federal que ainda nem é balzaquiana – hem, hem, ainda ontem eu a vi, novinha em folha, maior belezura cobiçada, desfilando sedutoramente com sua promulgação em 1988, hoje já com quase cem cirurgias plásticas que a deixaram mais remendada que só tábua de pirulito! -, já anda caducando e que não adianta mais mexer nela pra não catingar demais – coitada, pintaram, bordaram, golpearam, tripudiaram e arrombaram com a jovem esperançosa, dela quase ninguém sequer saber nem se dar conta. Outro fundamento defendido é que ou a gente moderniza este país na marra do estupro ou do jeito que querem – o que pra mim dá no mesmo -, ou a gente será a colônia de sempre – como se não fosse! Por tudo isso é que eu digo que é novidade, modernidade, coisa que nem sei pra quem ver – ah, sei, eles mesmos que pensam que fora deles só tem burro. Pros promotores revolucionários, isso acaba com o pior profissional do mundo: o político. E é? Como? E eu que sei!?! Os encrenqueiros de plantão é que insistem que se trata apenas de mudança de rótulo, vez que a merda é a mesma, a fedentina talqualmente, e a desgraça de antanho só mudam de nome. Vale a delação desproposital: odre novo de vinho velho azedado. Outros sisudos asseveram que a mudança é somente para jogar embaixo do tapete as porcarias que fizeram apoiando o golpe e tudo o mais de impunidade e trambicagem, tapando o Sol com a peneira. Digam o que disserem, mas o certo mesmo é que se deveria era aproveitar a oportunidade e abolir a letra P do nosso alfabeto (que já deveria ter virado o escambau do Doro, sic), facilitando a vida de todo brasileiro. Assim quando se falasse em artido saberia que se tratava de uma nova arte de fazer olítica, bem como arlamentar seria a forma de articipar da olítica. Diga se não é novidade, hem? Por conta disso, eculato seria uma nova ciência eculógica, ou seja, se enrabam desde sempre, não seria agora que parariam de enrabar todo mundo, né não? Icaretagem seria uma nova forma de fazer anúncios boca-a-boca; obre seria a inclusão de todo hipossuficiente na condição de mão-de-obra habilitada, como também quando se usasse a expressão ropina, todos ficariam com carga de interrogação pelo lançamento festivo, transformada numa nova forma de garantir comissões vultosas de forma legalizada, esquecendo até das aves de rapina do passado que ontem, anteontem e desde sempre dilapidaram e dilapidam o erário público (melhor dizendo, o passado vira presente a todo instante). Além do mais, acaba com a distinção entre o úblico e o articular, pronto resolvido o problema daqueles que tiram do bolso direito pro esquerdo, misturando apurado com lucro e fisco com o que é seu, colocando o justo e todo mundo na rivada. É tudo muito simples demais: é só matar o P que será uma besteirinha de nada, coisa de pouca monta que nem fará cócegas no índice de criminalidade brasileira, encobrindo o que sempre foi ignorado pelas sanções enais e, mesmo, anais (aboliram o P e não o B, deixa pra lá, quem vai ligar?). É certo que a imprensa sensacionalista considerará um absurdo e o maior escândalo pra alcançar altos índices de audiência, contudo, como tudo por aqui, uma semana depois, saiu da manchete e ninguém mais se lembra. Inclusive – e a melhor – é que a gente nem ficará sabendo que nas eleições vindouras, todo olítico continua sendo filho da uta. Isso sim, quanta mudança alvissareira, hem? São novos tempos, né? Hummmmm. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá prévia do Revellon de Ano Novo com especiais Clássicos do Frevo com a Orquestra de Rua Recife Olinda & O melhor do frevo ao vivo & muito mais! Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA[...] essa sociedade é irracional como um todo. Sua produtividade é destruidora do livre desenvolvimento das necessidades e faculdades humanas; sua paz, mantida pela constante ameaça de guerra; seu crescimento, dependente da repressão das possibilidades reais de amenizar a luta pela existência. [...] Em virtude do modo pelo qual organizou a sua base tecnológica, a sociedade industrial contemporânea tende a tornar-se totalitária. Pois totalitária não é apenas uma coordenação terrorista da sociedade, mas também uma coordenação técnico-econômica não-terrorista que opera através da manipulação das necessidades por interesses adquiridos. Impede, assim, o surgimento de uma oposição eficaz ao todo. Não apenas uma forma específica de governo ou direção partidária constitui totalitarismo, mas também um sistema específico de produção e distribuição que bem pode ser compatível com o ‘pluralismo’ de partidos, jornais, ‘poderes contrabalançados’ etc. [...] Como um universo tecnológico, a sociedade industrial desenvolvida é um universo político, a fase mais atual da realização de um projeto histórico específico – a saber, a experiência, a transformação e a organização da natureza como o mero material de dominação. Ao se desdobrar, o projeto molda todo o universo da palavra e da ação, a cultura intelectual e material. No ambiente tecnológico, a cultura, a política e a economia se fundem num sistema onipresente que engolfa ou rejeita todas as alternativas. O potencial de produtividade e crescimento desse sistema estabiliza a sociedade e contém o progresso técnico dentro da estrutura de dominação. A racionalidade tecnológica ter-se-á tornado racionalidade política [...] É uma cultura antiquada e ultrapassada, e somente sonhos e regressões infantis podem recuperá-la. Mas essa cultura é também, em alguns de seus pontos decisivos, pós-tecnológica. Suas imagens e posições mais avançadas parece sobreviverem à sua absorção em comodidades e estímulos administrados; continuam assombrando a consciência com a possibilidade de seu renascimento na consumação do progresso técnico. São a expressão da alienação livre e consciente das formas estabelecidas de vida com a qual a literatura e as artes se opuseram a essas formas até mesmo onde as adornaram. [...]. Trechos extraídos da obra A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional (Zahar, 1982), do sociólogo e filosofo alemão pertencente à Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse (1898-1979).Veja mais aqui e aqui.

MUTAÇÃO HOJE EM DIA - As últimas duas décadas de nosso século vêm registrando um estado de profunda crise mundial. É uma crise complexa, multidimensional, cujas facetas afetam todos os aspectos de nossa vida — a saúde e o modo de vida, a qualidade do meio ambiente e das relações sociais, da economia, tecnologia e política. É uma crise de dimensões intelectuais, morais e espirituais; uma crise de escala e premência sem precedentes em toda a história da humanidade. Pela primeira vez, temos que nos defrontar com a real ameaça de extinção da raça humana e de toda a vida no planeta. Estocamos dezenas de milhares de armas nucleares, suficientes para destruir o mundo inteiro várias vezes, e a corrida armamentista prossegue a uma velocidade incoercível. [...] Os custos dessa loucura nuclear coletiva são assustadores. [...] Enquanto isso, mais de 15 milhões de pessoas — em sua maioria crianças — morrem anualmente de fome; outros 500 milhões de seres humanos estão gravemente subnutridos. Cerca de 40 porcento da população mundial não tem acesso a serviços profissionais de saúde; entretanto, os países em desenvolvimento gastam três vezes mais em armamentos do que em assistência à saúde da população. Trinta cinco por cento da humanidade carece de água potável, enquanto metade de seus cientistas e engenheiros dedica-se à tecnologia da fabricação de armas. [...] A civilização continua a crescer quando sua resposta bem-sucedida ao desafio inicial gera um ímpeto cultural que leva a sociedade para além de um estado de equilíbrio, que então se rompe e se apresenta como um novo desafio. Desse modo, o padrão inicial de desafio-e-resposta é repetido em sucessivas fases de crescimento, pois cada resposta bem-sucedida produz um desequilíbrio que requer novos ajustes criativos. [...] Os economistas tendem a dissociar a economia do contexto ecológico em que ela está inserida e a descrevê-la em termos de modelos teóricos simplistas e altamente irrealistas. A maioria de seus conceitos básicos, estreitamente definidos e usados sem o pertinente contexto ecológico, já não são apropriados para mapear as atividades econômicas num mundo fundamentalmente interdependente [...] Esses valores levaram a uma exagerada ênfase na tecnologia pesada, no consumo perdulário e na rápida exploração dos recursos naturais, tudo motivado pela persistente obsessão com o crescimento. O crescimento econômico, tecnológico e institucional indiferenciado ainda é visto pela maioria dos economistas como o sinal de uma economia "saudável", embora esteja causando hoje desastres ecológicos, crimes empresariais generalizados, desintegração social e uma probabilidade sempre crescente de guerra nuclear [...] Quando adotamos uma perspectiva ecológica e usamos os conceitos apropriados para analisar processos econômicos, torna-se evidente que nossa economia, nossas instituições sociais e nosso meio ambiente natural estão seriamente desequilibrados. Nossa obsessão com o crescimento e a expansão levou-nos a maximizar um número excessivo de variáveis por períodos prolongados — pnb, lucros, o tamanho das cidades e das instituições sociais, etc. —, e o resultado foi uma perda geral de flexibilidade. [...] O restabelecimento do equilíbrio e da flexibilidade em nossas economias, tecnologias e instituições sociais só será possível se for acompanhado por uma profunda mudança de valores. [...] Enquanto a transformação está ocorrendo, a cultura declinante recusa-se a mudar, aferrando-se cada vez mais obstinada e rigidamente a suas idéias obsoletas; as instituições sociais dominantes tampouco cederão seus papéis de protagonistas às novas forças culturais. Mas seu declínio continuará inevitavelmente, e elas acabarão por desintegrar-se, ao mesmo tempo que a cultura nascente continuará ascendendo e assumirá finalmente seu papel de liderança. Ao aproximar-se o ponto de mutação, a compreensão de que mudanças evolutivas dessa magnitude não podem ser impedidas por atividades políticas a curto prazo fornece a nossa mais robusta esperança para o futuro. Trechos da obra O ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente (Cultrix, 1991). do físico e escritor austríaco Fritjof Capra. Veja mais aqui e aqui.

ÓRFÃOS DO ELDORADO – [...] Abandonar Florita? Como eu podia abandonar a interprete dos meus sonhos, as mãos que preparavam minha comida, e lavavam, passavam, engomavam e perfumavam minha roupa: gostei dela desde o dia em que a vi no meu quarto: a moça de rosto redondo, lábios grossos e cabelo escorrido, cortado em forma de cuia, o olhar terno e triste que foi adquirindo malicia e duraza no convívio com Armando. Florita sentia ciúme de mim por eu ter dormido com ela uma única vez na rede: a brincadeira que ela me ensinou, dizendo: Faz assim, pega aqui, aperta minha bunda, não faz assim, põe a língua pra fora e agora me lambe: a brincadeira que foi a despedida da minha juventude virgem e me castigou com a temporada na pensão Saturno e quatro ou cinco anos de desprezo de Armando. Pensei em tudo isso [...]. Trecho extraído da obra Órfãos do Eldorado (Companhia das Letras, 2008), escritor, tradutor e professor Milton Hatoum. Veja mais aqui.

MAR DE SARGAÇOS - Criar é não se adequar à vida como ela é,/ Nem tampouco se grudar às lembranças pretéritas / Que não sobrenadam mais. / Nem ancorar à beira-cais estagnado, / Nem malhar a batida bigorna à beira-mágoa./ Nascer não é antes, não é ficar a ver navios, / Nascer é depois , é nadar após se afundar e se afogar. / Braçadas e mais braçadas até perder o fôlego. / ( Sargaços ofegam o peito opresso ), / Bombear gás do tanque de reserva localizado em algum ponto / Do corpo / E não parar de nadar, / Nem que se morra na praia antes de alcançar o mar. / Plasmar / bancos de areia, recifes de corais, ilhas, arquipélagos, baías, / espumas e salitres, ondas e maresias. / Mar de sargaços / Nadar, nadar, nadar e inventar a viagem, o mapa, / o astrolábio de sete faces, / O zumbido dos ventos em redemunho, o leme, as velas, as cordas. / Os ferros, o júbilo e o luto. / Encasquetar-se na captura da canção que inventa Orfeu / Ou daquela outra que conduz ao mar absoluto. / Só e outros poemas / Soledades / Solitude, récif, étoile. / Através dos anéis escancarados pelos velhos horizontes / Parir, / desvelar, desocultar novos horizontes. / Mamar o leite primevo, o colostro, da Via Láctea. / E, mormente, / remar contra a maré numa canoa furada / Somente / para martelar um padrão estoico-tresloucado / De desaceitar o naufrágio. / Criar é se desacostumar do fado fixo / E ser arbitrário. / Sendo os remos imatérias. / (Remos figurados / no ar / pelos círculos das palavras.). Poema do poeta Wally Salomão (1943 – 2003).

A ARTE DE PORTINARI
A arte do pintor Cândido Portinari (1903-1962), Veja mais aqui, aqui e aqui.

Veja mais:
A poesia de Rainer Maria Rilke aqui, aqui, aqui e aqui.
A literatura de Lima Barreto aqui.
A arte de Guido Cagnacci aqui.
A literatura de Miguel de Cervantes aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor mexicano David Alfaro Siqueiros (1896-1974). 
Veja mais aquiaqui.

segunda-feira, outubro 31, 2016

PORTINARI, BOWLBY, PLATÃO, IVAN ILLICH, NELSON RODRIGUES, IMAMURA, GERALDO AZEVEDO, BASTINHA JOB, RACHEL HOWARD, KOLBE, ZAP MAMA, KATHERINE LAWRENCE, MARIO TESTINO & PARA VIVER O PERSONAGEM DO HOMEM


INEDITORIAL: O QUE DEU, DEU; O QUE NÃO DEU, SÓ NA OUTRA – Imagem: Guerra & Paz, Cândido Portinari (1903-1962) - Salve, salve, gentamiga! Acorda Maria Bonita, acorda pra fazer café, o dia já vem raiando e a polícia já está de pé! Como a gente ainda está respirando o pleito eleitoral, já era tempo da gente eleger a pessoa mais importante da vida de cada um: aquela que, quando bate a fome, nos dá de comer; na sede, nos dá de beber; e na hora da precisão, está sempre por perto. Por isso já elegi: todo dia é Dia da Dona de Casa, aquela que, de segunda a sábado – sem contar certos domingos e feriados -, começa suas tarefas logo quando acorda e só para quando vai dormir. Um salve estrondoso pra todas elas. Vivaaaaaaaa! Hoje, também, é o Dia Mundial da Poupança: o que sobrou depois da crise golpista, dá pra poupar, ainda? Destá. No meu Pernambuco a coisa foi danada: de um lado, GePSBJú & uma tuia enganchada de siglas – inté pessedebê & demô engrossando o caldo do escambau anti-PT, tudo contra o JoãoPT & quatro gatos pingados. Não tinha como dar outra. Nas Alagoas, a maior baixaria levou o Ciuço pro saco com tudo que ele disse que fez que não fez! Infelizmente pros cariocas, ontem era dia de Freixo, mas o eleitorado daquele que Ri-na-Fivela-do-Edir que era só domingo que vem, contrariou tudo. Que coisa!?! Vale o dito! E como hoje é Dia do Saci, a coisa toda vai só à base do Brasil rachado em bandas e todo mundo assistindo o cavalo-mago entre o golpista TemerOsso & Aercio da Catinga – um no outro, nem quero torna e xô pra lá! -, diz o Doro que arremeda: in Sumpaulo é tudo ingrês, mas num é novainhóqui nem ninhuma capitá das zeuropia! Pro causa disso o saci, cumade Fulôsinha, Boitatá e todas adorávi abusão, tudim se lascô no raluruiiiim. Vai lá que ainda hoje se aprecie as imagens eróticas das deusas celtas Morrigan ou Beltane, mas o tarzinho do raloruim é mesmo que purgante! E vamos aprumar a conversa pras novidades do dia: na edição de hoje destaque para a educação e escolarização de Ivan Illich, a Teoria do Afeto de Bowlby, a educação de Platão, o teatro de Nelson Rodrigues, a entrevista de Geraldo Azevedo, o cinema de Shohei Imamura & Misa Shimizu, o Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, a pintura de Rachel Howard, a fotografia de Mario Testino, a música do Zap Mama, a bailarina Katherine Lawrence, a escultura de Georg Kolbe, a poesia de Bastinha Job, A Notícia & Jamilton Barbosa Correia, o meu livro Para viver o personagem do homem & a croniqueta Depois das eleições. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Despertar, Friedrich Perls, Ezra Pound, Paul Valéry, Hilary Hahn, Consuelo de Castro Lopes, Carlos Reichenbach, Lev Chitovsky, Aldine Muller & Bruno Braquehais aqui.

E mais:
Só porque hoje é sábado, Carlos Drummond de Andrade, John Keats, Raphael Rabello, Claude Lelouch, Marguerite Arosa, Larissa Maciel, Anouk Aimée, Helmut Newton & Atenção sistemática à saúde aqui.
O romance do pavão misterioso, de João Melchíades da Silva aqui.
A arte fotográfica de Andréia Kris aqui.
Biogênese, sadismo & outras loas tataritaritatá aqui.
Violência, Assírios & Sodoma, Antiguidades Judaicas, Alexandre, A guerra e a fé, O fantástico blitzkrieg, Colombo & as terras do Brasil aqui.
Literatura de cordel: História do capitão do navio, de Silviano Pirauá de Lima aqui.

DESTAQUE: EDUCAÇÃO & ESCOLARIZAÇÃO
[...] O aluno é ‘escolarizado’ a confundir ensino com aprendizagem, obtenção de graus com educação, diploma com competência, fluência no falar com capacidade de dizer algo novo. Sua imaginação é ‘escolarizada’ a aceitar serviço em vez de valor. Identifica erroneamente cuidar da saúde com tratamento médico, melhoria de vida comunitária com assistência social, segurança nacional com aparato militar, trabalho produtivo com concorrência desleal. [...].
Trecho extraído da obra Sociedade sem escolas (Vozes, 1985), do pensador da ecologia política e polímata austríaco Ivan Illich (1926-2002), reunindo uma série de críticas às instituições da cultura moderna, sobre educação, medicina, trabalho, energia, ecologia e gênero. Veja mais aqui.

DEPOIS DAS ELEIÇÕES - Alagoinhanduba parecia em paz naquela segunda feira. Parecia mesmo, depois de tantas bombas todas estouradas no dia das eleições. Como havia ficado em pé de guerra durante a campanha, finalmente parecia que reinava a mais absoluta tranquilidade: amigos que se tornaram inimigos dormiam, adversários acoloiados em novo vínculo de amizade roncavam, a cidade ficou rachada meio a meio e mais parecia que não havia nada acontecido. Se de um lado estava o padre Quiba, com o apoio do bispo Sardinha e toda cristandade católica com os conservadores patriarcas, moralistas, coronéis do açúcar e usufrutuários do poder; do outro, estava Zé Peiúdo, que pela milésima vez e depois de muito aprontar, era candidato com apoio dos evangélicos, neobarrabás, tucanos & demos, peemedebistas & outros cheleléus aproveitadores no maior balaio de gatos & gatunos. Pra dar maior condimento, nas outras candidaturas só fuxico, delas nem se ouvia falar, vez que sequer faziam cócegas na polarização que havia rachado o eleitorado geral no meio. Só se ouvia os esturros, malquerenças, tapas a granel, empurrões e dedadas, disse-me-disse e sai pra lá. O calor subiu pra coisa assim mais de 100º centígrados no dia da votação. O que houve de xingamentos, ameaças, bofetes, riscos de peixeira no chão, balas perdidas no meio do foguetório, não está no gibi. Animosidade espetacularizada maior que os sanguinolentos programas de radio e TV no maior zoadeiro. Em todo canto havia um risco no chão: cara dum, cara doutro, quem não pisar vira gafanhoto! Isso até o domingo. Na segunda, os ânimos descansavam. Parecia que ninguém dava conta da tragédia e que tudo voltara ao normal: o prometido jamais cumprido, novas arengas, novos deboches, novas desconsiderações e tome pano pras mangas dos linguarudos. No final, tudo findava no cemitério, seja de morte morrida, seja de morte matada. E Alagoinhanduba quando dava um passo pra frente, dava uns dez pra trás. Coisas do Brasil, assim caminha a humanidade. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo o álbum ReCreation (2009), do grupo polifônico feminino de Afro-pop, Zap Mama, comandado pela artista belga Marie Daulne.

VÍNCULO, AFETO & APEGO - [...] O vínculo inc1ui 0 choro e 0 chamamento, que suscitam cuidados e desvelos, 0 seguimento e 0 apego, e também os vigorosos protestos se uma criança ficar sozinha ou na companhia de estranhos. Com a idade, a frequência e intensidade com que esse comportamento se manifesta diminuem gradativamente. No entanto, todas essas formas de comportamento persistem como parte importante do equipamento comportamental do homem. Nos adultos, elas são especialmente evidentes quando uma pessoa está consternada, doente ou assustada. Os padrões de comportamento de ligação manifestados por um indivíduo dependem em parte, de sua idade atual, sexo, e circunstâncias, e, em parte, das experiências que teve com figuras de ligação nos primeiros anos de sua vida. [...]. Trecho extraído da obra Apego: a natureza do vínculo (Martins Fontes, 1990), do psicólogo, psiquiatra e psicanalista britânico Edward John Bowlby (1907-1990). Veja mais aqui

Imagens: Ballet West principal Katherine Lawrence, in The Sleeping Beauty (photo by Ryan Galbrath)

PENSAMENTO DO DIA: LEI DA EDUCAÇÃO PLATÔNICA - [...] a cultura que tende à aquisição da riqueza ou uma cultura que tende ao vigor corporal ou bem, ainda, a algum talento, independentemente de toda inteligência e de toda justiça, essa cultura, digo eu, é sem dignidade nem liberdade, completamente indigna de ser chamada de educação. [...]. Trecho extraído da obra Leis (Edições 70, 2004), do filósofo e matemático grego racionalista, realista, idealista e dualista Platão (428-347aC), o último dos diálogos filosóficos do autor, que se ocupa da discussão acerca da conduta do cidadão da promulgação de leis, perpassando por elementos da psicologia gnosiologia, ética, política, ontologia, astronomia e matemática. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 Imagens: a arte do escultor alemão Georg Kolbe (1877-1947)

A POESIA DE BASTINHA JOB – I Professora aposentada, / cordelista na ativa, / Assaré do Patativa / é minha terra amada; / Crato é a mãe idolatrada, / que me acolheu em seu seio, / aqui encontrei o veio / da joia da Educação, / da completa Formação /que me deu força e esteio. II – Eu faço poesias críticas / com pitadas de humor / e alfinetadas políticas, / mas também falo de amor; / meu poetar é a arma / que incita ou que desarma, / que faz rir, que faz chorar; / em suma ela é catarse / autêntica e sem disfarce / um compromisso a se honrar! Poesias da cordelista, professora e responsável pela inclusão da disciplina de Literatura Popular no curso de Letras da Universidade Regional do Cariri, Bastinha Job. Veja mais aqui, aqui e aqui


TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA –  [...] Escuta, você tem uma alma, meu filho outra e há uma ferida. Eu sou um bêbado que passou pela sua vida e sumiu [...] Eu tenho pena do teu filho, e quando tenho pena sou uma santa! [...]. Trechos extraídos da peça teatral Toda nudez será castigada (Nova Fronteira, 1990), do dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Rodrigues (1912-1980), que conta a história sobvre a estreita ligação entre o puritanismo e a sexualidade exacerbada, através de um humor cheio de contundência e de um senso trágico transparente. Veja mais aqui.


UNAGI – O premiado filme Unagi (A enguia, 1997), dirigido por Shohei Imamura, é baseado no romance On Parole, do escritor Akira Yoshimura, conta a história de um homem que volta para casa mais cedo para flagrar sua esposa na cama com outro, razão pela qual ele a mata e se entrega à polícia. Ao ser libertado, torna-se barbeiro e cuida de uma enguia de estimação, quando salva uma bela jovem do suicídio. O destaque fica por conta da atuação da atriz japonesa Misa Shimizu. Veja mais aqui.

Publicação editada pelo artista plástico e gráfico Jamilton Barbosa Correia. Veja aqui e aqui.

AGENDA: CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO AMBIENTAL – Acontecerá entre os dias 03 e 06 de junho de 2017, na Fundação Mokiti Okada (Rua Morgado de Mateus, 77 – Vila Mariana São Paulo), o XXII Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, sobre a temática Direito e Sustentabilidade na Era do Antropoceno: Retrocesso Ambiental, Balanço e Perspectivas. Na ocasião também terão lugar o XII Congresso de Estudantes de Graduação e Pós-Graduação em Direito Ambiental, que acontecerá no dia 03 de junho de 2017, como também o XII Congresso de Direito Ambiental dos Países de Línguas Portuguesa e Espanhola, no dia 05 de junho de 2017, com a temática Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Informação no Antropoceno. Informações: http://congresso.planetaverde.org/. Veja mais aqui e aqui.

 ENTREVISTA: GERALDO AZEVEDO – Quando assumi o Departamento de Jornalismo da Quilombo FM, e comecei a apresentar o programa Panorama – o inventário da música universal, a primeira entrevista que fiz pra seção Destaque, foi com o cantor e compositor Geraldo Azevedo, ocasião em que ele lançava o álbum Eterno Presente (RCA, 1988). Depois emplaquei outra exclusiva com ele, quando do lançamento do seu álbum Bossa Tropical (RCA, 1989). Por fim, uma terceira, para a edição do tabloide Nascente, nº 8, de outubro de 1997. Confira detalhes de tudo aqui, aqui e aqui

Imagens: a arte da premiada pintora, desenhista e ilustradora britânica Rachel Howard.

REGISTRO: PARA VIVER O PERSONAGEM DO HOMEM
Reuni os meus poemas da adolescência e publiquei o meu primeiro livro Para viver o personagem do homem (Nordestal, 1982), com capa do artista plástico Ângelo Meyer, apresentação do poeta e artista plástico Paulo Profeta e coordenação editorial de Juhareiz Correya. Veja detalhes aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagens: a arte do fotógrafo anglo-peruano Mario Testino.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...