segunda-feira, abril 28, 2008

MARQUÊS DE SADE, SEBASTIÃO UCHOA LEITE, EVELYN FOX KELLER, EDWARD WILSON, LOVELOCK, CLARISSA PINKOLA & BIRITOALDO


XVII

Quando as mazelas dão um nó, vôte! A bunda de fora parece mais tábua de tiro ao alvo.


Munga estava com a barriga pela boca feito um barril de pólvora, toda cheia de enjôos, pantins e extravagâncias. E mais, andava com a cabeça-inchada, já de olhica com as escapulidas e sinal de gualdipiero do marido à mostra de achegamentos a uma quengada avulsa. Eita, isso esborrava o mau gênio dela, pronta para apertar o nó, pegando no pé do Birito do cabra ficar remoendo a ponto de se explodir todo. Não podia ele revidar nada, tinha que respeitar a parida do menino que se sucederia logo logo e não podia meter-se a cavalo do cão para fazer desfeita pra bedeguela, justo agora. Agüentava calado toda ripada de malfazejo que ele estornava de si pro diabo que a carregue prenha num caralho de asa enfiado pelas beiradas do priquito, cu afora, mundo adentro. - Cafajeste! Bunda mole! Você tá com pantim pro lado de rapariga, num tá? O cara ficava branco de susto, prendendo a merda de quase cagar-se todo ali na horinha mesmo de tanto temor. A danada caía pra cima dele com todo bafejo de truculência pelo gogó, cagando raio e se apoquentando como um golpe de estrovenga afiada pra decepar-lhe o pescoço de raiva. Ele, saltando fora da apertura, ajeitava a ocasião arriando mutreta arrumada na sabedoria dele, enquanto gaguejava seu mogilalismo pelas circunstâncias: - Quéquéisso, minha deusa! - Quéquéisso, uma porra! Seu sal tá se pisando, cachorro-da-moléstia! Acompanho todos os centímetros de sua astúcia, maloqueiro, e num brinque comigo não, que mando passar faca nessa trouxa mole que você carrega no meio das pernas, safado! Ah! se mando! - Assim é foda! - Cale-se, aqui quem manda sou eu e tô de olho na sua asa folgada, cabra-safado! Dou-lhe uma petecada de nunca mais você se embeiçar pra banda nenhuma mocréia, sei desgramado. - Não esquenta a orelha, mulher, cê tá co'fio meu no bucho e não vá ter raiva pr'ele num nascer tronxo! Cuidado que raiva mal nascida, mata! - Pois olhe: se você aprontar mais, eu aborto esse desnaturado de você ficar com remorso pro resto da vida! E inda enfeito-lhe o restinho, deixando mais banzo que rodeira estrompada, venha! Venha que verá, seu porra! - Pelamordedeus! - Pelamordedeus uma buceta malavada, seu fresvo! Cê que tá merecendo umas boas lamboradas no toitiço pra ver se desentronxa longo de vez as gaias e fica sentado em cima do cotoco que bota você andejo como a gota. Se aquiete não, viu? Se aquiete, não? Tô só vendo onde o sinhô vai se esborrachar! O cabra triscava, mas findava obediente, botando as mangas de fora no contorcionismo jeitoso da lábia para aplacar a fúria da embestada, enchendo-a de nove horas, mimos, patati e patatá, ela acotovelando-o a cada investida malandra, repulsando sua presença que ele insistente, maior alisado naqueles belos cabelos mal-com-cristo - sabe pixaim brabo, esticado na marra parecendo mais carapuça de dançador de maracatu, talzinho. Ôxe, bote hora amansando a égua irada, bicha ruim de tanger mesmo. E quando conseguia que ela se recolhesse bufando, aproveitava o cochilo e escapulia todo rancatrilha, coxeando, raposeiro pros braços de Ilmena, consolidando uma amigação com cara de duradoura responsa. Com tais acontecimento, o cabra andava enfastiado da Munga, agora mais buchuda e verdadeira garapa azeda, tomando pé da merda que fizera ao cobiçar-lhe pelo empurrão dos safados do Rolivânio e do Penisvaldo, eita, que amigos da onça, hem? Dois desocupados que irião pagar com a mesma moeda, destá. - Eu tava bêbo para querer uma mulher dessas! A mulher dele, mesmo cada vez mais inchada, continuava casquilha, pintada dos pés à cabeça, integrada nos modismos de mini-saia, bustier, aquela pança roliça, beirada dos olhos assombreadas, rouge na cara, batom forte nos beiços, bolofote feito trubufu enjeitada, voltas e voltas de ouro no pescoço, pulseiras nos braços e nas pernas, teara nos cabelos, brincos extravagantes, um piercing na unha do dedo mindinho, uma tatuagem na testa da cheba, cada unha pintada de uma cor diferente, e o pior: aos prantos por se ver despossuída das formas que lhe adornavam, praguejando contra aquele que viria nascer para destrambelhar-lhe o corpo. Ôxe, ele se arrepiava com as ofensas dela. Mas que ele estava presepeiro, estava: emancebado com Ilmena, Ilvete, no descarte, flerte forte pra cima da gostosona da banca que permanecia indiferente às suas investidas e até uma morena potiguar ele passou a pica, vôte! Foi mesmo. Tudo isso sem contar com as xambregadas anônimas que resultava em picadas esquecidas pela cachaçada. Mais tivesse fácil, ora. Tava solto na boraqueira e por cima de todos os catabís. Tudo isso aguçava o sexto sentido da Munga que sentia algo mexer nas extremidades da sua testa. Ôxe, ela abominava! - Se esse safado tiver me enfeitando, mando capá-lo! Eu juro por deus e por todos os santos dos céus e infernos que deixo esse cabra capado se ele andar me fazendo de besta e me botando chapéu de touro! Mas, tá! Vou ver só o bilau dele arriado num cemitério de buceta! Birito chega quase tinha um troço quando ela insistia em cortar-lhe o pingulim. Gaia, não, isto ele já se conformava. Desconfiado mesmo, defendia seu patrimônio e diminuindo nas pinotadas. Já pensou - meditava ele - ficar sem o dicomer de sempre? Tá doido! Muita quenga vai chorar! Ô, se vai. E quando a ameaça se abatia sobre ele, o juízo se apertava de deixá-lo deslocado uns oito dias de aperreio. E com isso não conseguia empinar o papagaio nem com Ilmena, muito menos com Ilvete, nem com ninguém. Brochava mesmo. Murcho e atarantado aquilo o perseguia como uma maldição. Eita, porra! Era aí que ele enchia o tampo de ficar melando a venta num concurso de mijo ao alvo, concurso, aliás, que ganhava sempre. Fosse que lonjura fosse, o bicho enchia bem a bexiga, se carrregando todo, ficava pelas últimas de aperto no mijatório e na hora agá, largava o jato nariz acima até alcançar o alvo demarcado. Isso que fazia ele se esquecer um pouquinho de suas desditas. E quando dava um branco, daqueles de se perder idéia, ficava absorto de nem piscar os olhos, dando de pensar na família, no pai, na mãe que não via há tempos, a tia Nevinha, seu incesto esperançoso; a Ternência, vizinha gostosona que tomava banho nua toda tarde no quintal e que ele brechava na maior punheta se lascando todo; o tio Nestoldo que devia estar de cu pra cima em alguma veneta da cachaça; a Zefinha Dentuça, nega boa para xambrego em noite perdida; a Chica Doida, a sua velha e irremovível paixão que ainda martelava dentro bem fundo do peito; a Ilmena, a Ilvete, a gostosona da banca; a moreninha potiguar que era uma priquituda gemia doida quando era enfiada por sua pêia; a Munga que já fora um pedaço de mal caminho, agora um tonel de ruindades; tudo repassava ligeiro causando-lhe nostalgia. Eram bundudas coloridas, peitudas linguarudas, bucetudas assanhadas, cuzudas embestadas, chuponas maloqueiras, quengas, trastes fudedoras de todos os tipos desenhando seus devaneios mais prazerosos. Perdia-se nas paisagens dos seus pensamentos, era cada imagem uma mais bonita que a outra, menos quando Munga aparecia nelas, a ponto dele fazer esforço brabo pela desaparecência de qualquer insinuação de num querer mais pensar em nada nem ficar delirando à toa. O tempo vai correndo e uma penca de acontecimentos foram tragicamente afunilando a vida dele. Ilmena engravidada também agora pegava cada vez mais no seu pé, enciumada com a debandada dele pro lado da irmã dela. A gostosona da banca já tava no papo mas não conseguia sufragar porque Ilmena estava vigilante, pronta para desviar sua rota da safadeza com ela. A moreninha potiguar também embuchou. Foi. Um embuchamento geral! Tudo barriguda pelos beiços. Apareceu mais umas duas mocréias que se diziam prenhas dele. Vixe! Esse cara além de fabricante de bosta, também fabrica além de merda um bocado de bronca. Foi aí que o cabra se aperreou, ora, seria alguma praga de barrigudice? Só sendo, assim de uma hora pra outra: a mulher, a amante, as quengas, tudo emprenhada de seus pisoteios. Para variar um pouco mais no panorama, até a polícia andou desbaratando uns pontos de venda dele na periferia e o cara já se escondia corrido por alguns lugares incertos e não sabidos, descobrindo numa cagada dessas da vida que o sogro resolveu desmantelar a vida dele. Lá vinha de novo o redemoinho da urucubaca para sua banda. O quê? É, é isso mesmo. Ernestinildo queria enfiar-lhe nuns duzentos e cinqüenta palmos de chão adentro, coberto mais de concreto armado. Nossa! O vento ruim soprava de novo pro seu lado. - Vou tomar banho de sal grosso! Vou me benzer dez vezes! Ôxe! O cabra mergulhou nas mandingas pra sair da ziguizira. E o negócio mais se embananava a sua volta, tornando cada situação mais que insustentável: insolúvel. O cara estava afundado na boceta de Pandora mesmo. Fugia de capangas do sogro, da polícia, da mulher, das amantes, dos credores, de tudo. Era cada carreira da língua ficar uns três metros de palmos pra fora da boca. Para onde se virava era uma tonelada de bronca que despencava nos seus costados, deixando o sujeito mais doido que barata tonta. Certa tarde dias depois, deitando chavecada pra cima da gostosona da banca que já estava zanolha e molhadinha doida para foder, foi surpreendido por Chica Doida que fincou-lhe voz de prisão no meio da lata. Eita, porra! A policial vinha acompanhada de um verdadeiro pelotão, pronta para recolher o abilolado no xadrez. - Você agora vai ver o sol quadrado, bicho safado! Quero ver a sua contravenção lá, preso feito um bandido. Chica não sabia, mas estava fazendo o jogo do sogro que queria ver-lhe longe do neto que já estava para rebentar. Trancafiado numa cela, o bicho vegetou hipnotizado porque justo o seu primeiro amor que remoía no coração desde sempre, trazia-lhe para a privação do mundo ao invés de encher-lhe de vida e prazer. Ele não conseguia conciliar o karma da sua vida, fincando a desmontar toda esperança que ainda insitia um fiapinho besta no seu coração. - Tô vendo, viu? -, era aquela voz do outro mundo marcando presença na cela. - Tais vendo porra nenhuma! Sai-te, satanás! Sai-te, capiroto! A gritaria dele chamou atenção do delegado e dos policiais, imaginando-se dele estar variando do juízo mesmo. Foi preciso Chica Doida entrar com uns coices brabos, enfrentá-lo à base de cascudos e tapa-olhos, dele derreter-se todo da munhecada que ela plantou nos seus maluvidos, deixando-o com a cara e o toitiço redondo de inchado. - Quero ver agora esse jeito de doido pra minha banda! -, replicava ela, batendo uma mão na outra, tirando a sujeira do cabra. Mais de mês depois, o bicho foi arrancado do mofo por causa de uma intervenção de Munga que num queria que o filho nascesse de um presidiário. O sogro, a contragosto, interferiu no assunto e mandou soltá-lo, atendendo aos caprichos da filha. Não antes, contratar sicários para dar cabo da vida dele depois do nascimento do seu neto. Um verdadeiro inferno astral se fazia perene na vida do sujeito. Dali mais uns dias, era aniversário dele: 29 de fevereiro. Nem se lembrava porque nunca comemorava, só de quatro em quatro anos, ou seja, uma vez lá na vida. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.  



DITOS & DESDITOS - A vida é abundante na Terra e quase todos os gases quimicamente reativos têm suas principais fontes e seus principais escoadouros na biosfera. A atmosfera é um dispositivo biológico, uma parte e uma propriedade de Gaia. Nesta hipótese, o ar não deve ser considerado como uma parte viva mas, antes, como um componente essencial mas não-vivo de Gaia, que pode ser modificado ou adaptado de acordo com as necessidades. Assim como a pelagem de um visão ou a concha de um caramujo. Pensamento do premiado cientista britânico James Lovelock. Veja mais aqui.

MULHERES & CIÊNCIA - [...] a presença corriqueira de mulheres em posições de liderança e autoridade na ciência ajudou a erodir o sentido de rótulos tradicionais de gênero no próprio campo em que trabalhavam, e para todos os que estavam trabalhando nesse campo. Como já disse, é um momento tremendamente excitante na biologia. Como na sociedade. E, pelo menos em parte, devemos agradecer ao movimento das mulheres. O feminismo da “segunda onda” foi um dos movimentos sociais mais fortes dos tempos modernos (talvez especialmente nos EUA). E as mudanças que ajudou a realizar foram enormes. [...]. Trechos de Qual foi o impacto do feminismo na ciência? (Cadernos Pagu, 2006), da física, escritora e ativista estadunidense Evelyn Fox Keller. Veja mais aqui.

CONSILIÊNCIA - [...] A cultura é criada pela mente coletiva, e cada mente por sua vez é o produto do cérebro humano geneticamente estruturado. Gene e cultura estão, portanto, inseparavelmente ligados. Mas a ligação é flexível, em um grau ainda na maior parte não medido. A ligação também é tortuosa: os genes prescrevem regras epigenéticas, que são as vias e regularidades neurais no desenvolvimento cognitivo pelas quais a mente individual se constitui. A mente cresce do nascimento à morte absorvendo partes da cultura existente disponíveis para ela, com seleções guiadas por regras epigenéticas herdadas pelo cérebro individual. Como parte da coevolução gene-cultura, a cultura é reconstruída a cada geração coletivamente na mente dos indivíduos. Quando a tradição oral é suplementada pela escrita e arte, a cultura consegue crescer indefinidamente e pode até cobrir gerações. Mas a influência determinante fundamental das regras epigenéticas, sendo genética e inextirpável, permanece constante. Alguns indivíduos herdam regras epigenéticas que lhes permitem sobreviver e se reproduzir melhor no ambiente e cultura circundantes do que indivíduos que carecem dessas regras, ou que pelo menos as possuem em menor grau. Mas isso significa, através de várias gerações, que as regras epigenéticas mais bem sucedidas se disseminaram pela população junto com os genes que prescrevem as regras. Em conseqüência, a espécie humana evoluiu geneticamente por seleção natural no comportamento, tanto quanto na anatomia e fisiologia do cérebro. A natureza da corrente genética e o papel da cultura podem agora ser melhor compreendidos nos seguintes termos. Certas normas culturais também sobrevivem e se reproduzem melhor do que normas concorrentes, fazendo a cultura evoluir em uma trilha paralela à evolução genética e geralmente muito mais rápida. Quanto mais rápido o ritmo da evolução cultural, mais frágil a conexão entre gene e cultura, embora nunca se rompa totalmente. A cultura permite um rápido ajuste a mudanças no ambiente através de adaptações finamente sintonizadas, inventadas e transmitidas sem uma prescrição genética precisa correspondente [...]. Trechos extraídos da obra Consiliência – a unidade do conhecimento (Campus, 1999), do entomologista e biológico estadunidense Edward Osborne Wilson, renomado cientista reconhecido por seu trabalho nas áreas de ecologia, evolução e sociobiologia. Veja mais aqui.

UM PAUZINHO, DOIS PAUZINHOS – [...] um velho está à morte, e chama a familia para perto de si. Ele dá um pauzinho curto e resistente a cada um dos seus muitos rebentos, esposas e parentes.“Quebrem o pauzinho“, determina ele. Com algum esforço, todos conseguem quebrar seus pauzinhos ao meio. “É isso o que acontece quando uma pessoa está só e sem ninguém. Ela pode ser quebrada com facilidade“. Em seguida, o velho dá a cada parante mais um pauzinho. “É assim que eu gostaria que vocês vivessem depois que eu me for. Juntem seus pauzinhos em feixes de dois ou tres. Agora, partam esses feixes no meio“. Ninguém consegue quebrar os pauzinhos quando eles estão em feixes de dois ou mais. O velho sorri. “Temos força quando nos juntamos a outra pessoa. Quando estamos juntos, não podemos ser quebrados“. Extraído da obra Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (Rocco, 1994), da escritora e psicóloga Clarissa Pinkola Estés. Veja mais aqui e aqui.

A PUDICAO sr. Sernenval [...] desposara havia poucos anos a filha de um dos seus antigos confrades, de mais ou menos vinte e quatro anos. Nada havia de tão viçoso, tão roliço, tão gorducinho e branco quanto a sra. Sernenval [...] com diversos encatos físicos, tinha um defeito capital no espírito... uma pudidicia insuportavel, uma devoção exagerada que ao marido impossibilitava persuadi-la de aparecer em suas reuniões sociais. [...] As coisas estavam nesse estado quando um antigo amigo Sernenval, de nome Desportes, chegou de Nancy para vê-lo, e para concluir, ao mesmo tempo, alguns negócios que tinha na capital. [...] Serneval abraça o amigo, e só conversam sobre prazeres.[...] quanto esse negócio dos prazeres do labrego de Lutércia, diz a seu amigo que ele queria, com efeito, jantar com prostitutas. [...] Soa a hora; nossos dois amigos chegam à casa de sua encantadora alcoviteira; um boudoir, onde reina apenas uma luz tênue e luxuriosa, guarda a deusa, lugar onde Desportes vai oferecer em sacrificio. [...] Oh meu amigo, experimenta, rogo-te, por mais havituado que estejas às belezas de Paris, estou bem seguro de que me confessarás que nunca alguma outra valeu, a teus olhos, o preço desta aqui. [...] os dois amigos mantêm-se de pé para a poder observar mais, e a princesa passa com altivez. Pelos céus, - Sernenval transtorna-se quando reconhece sua mulher – é ela... é essa pudica que, não ousando descer dos seus aposentos por pudor diante de um amigo de seu esposo, tem a impudência de vir se prostituir em tal casa. – Miserável, exclama, furioso... [...]. Trechos do conto extraído da obra Contos libertinos (Imaginário, 1997), do escritor libertino francês Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade (1740-1814). Veja mais aqui e aqui.

DOIS POEMASPRECISAMOS: de inteligências radar / e sonar / para captação de formas. / A poesia é um repto. / Não / (necessariamente) / um conceito. / Uma identificação de ecos / por onde o ininteligível / se entende. METASSOMBRO: eu não sou eu / nem o meu reflexo / especulo-me na meia sombra / que é meta de claridade / distorço-me de intermédio / estou fora de foco / atrás de minha voz / perdi todo o discurso / minha língua é ofídica / minha figura é a elipse. Poemas do poeta, ensaísta e tradutor Sebastião Uchoa Leite (1935—2003)




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