sexta-feira, abril 04, 2008

FECAMEPA, ISSO É BRASISILSILSILSILSILSIL!!!!!


ENQUANTO OS CARAS BUFAM POR AUMENTO NO GOVERNO, AQUI EMBAIXO A GENTE SÓ PAGA MICO, NÉ?


Gente amiga, não é possível que a coisa ande mais espalhafatosamente nefasta para as nossas bandas do que sempre, num é?
Apois, então, eu mesmo ando mais enrolado que induzido de carreta, mais chacoalhado que massa na fôrma de bolo, mais cheio-de-perna que viúva negra na hora da teia do vamos ver, mais pendurado de cabeça pra baixo que morcego de catedral, mais desarrumado que pacotes rasgados com as compras do supermercado, mais desajeitado que curau em festa interiorana de padroeiro, mais desperançado que existencialista deprimido e cheio de nó pelas costas. Pode? Destá.
Garanto que não estou sozinho nessa cena. Tenho certeza que tem muita gente por aí como eu: com o passado no departamento da vergonha, o presente na sinuca-de-bico e o futuro a ver navios. Pelo menos é o que constato: todas as pessoas que eu conheço e outras tantas que tenho a oportunidade de, pelo menos, trocar um dedinho de prosa, me falam que estão mais apertados que porco num caçuá e mais ralo que caldo de biloca. Todo mundo quando chega a hora de falar de bufunfa no pé do cipa, faz logo aquele gesto de degolado: estão todos com a corda no pescoço. Nenhuma perspectiva, nem muxiba no moquém.
Quando se fala em aumento, tenho logo um arrepio: aumento da tarifa de telefone, de energia, da passagem de condução, dos combustíveis, dos produtos, da mensalidade escolar, enfim, uma cachoeira de aumentos que vejo galopando desde que me entendo por gente e ninguém nunca deu jeito.
Tudo isso a gente sente quando chega o final do mês e ver que o que a gente ganha não dá mais para pagar. Parece que tudo chega uma hora que fica de acordo com o nosso poder de impossibilidade. E quem tenta seguir a linha da adimplência, finda o oposto: inadimplente mesmo. Aí vem a acusação de caloteiro bombardear nossa dignidade. Duca, meu! Nem fala.
Agora, quando se fala em aumento do salário mínimo, vixe! Pois é, o salário mínimo é tão vergonhoso que ele chega nem dar para se insinuar, morre logo que nem se percebe sua defuntada. Quando se vê o bichinho chegar, logo vem a sensação: cadê-lo? Num deu.
Mas enquanto a gente se espreme para viver escapando das adversidades, os caras encasacados do Congresso e das Assembléias Legislativas, enfim, do Legislativo, do Judiciário e do Executivo propõem aumento salarial. Tá, tudo bem.
Tudo bem, nada! Tudo bem, uma porra! Se a gente olhar direito, o que os caras ganham para não fazer porra nenhuma, aí dá na indignação. Principalmente quando há a constatação de que a gente é quem sustenta os aloprados e eles, sequer, trabalham em nome da gente: só em nome da empáfia, dos interesses corporativos e dos apaniguados do Executivo e Judiciário de todas as esferas do Estado. Chega até a vontade de dizer que o Estado brasileiro é um vitupério. E é mesmo: não faz a sua parte, nunca fez. Nenhum dos três poderes faz a sua parte, só atendem os interesses dos graudões da Nação (transitando em foro íntimo, claro) em detrimento de todo povo brasileiro.
Resultado: eles se arrumam de qualquer jeito. Eu que não me conformo e digo: vamos aprumar a conversa contra os salafrários que festejam na lama da espórtula toda desgraça da patriamada. E mesmo que o impagável Doro dê uma de super-herói baseado nos vaticínios hecatômbicos do Evangelho segundo padre Bidião, mesmo assim, temos que jogar na cara dos políticos e das autoridades que o Brasil e o povo brasileiro merecem todo respeito. Tenho dito, ponto final.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.  




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