TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
quinta-feira, abril 13, 2017
BEIJOS & BEIJARES, RODIN, NELSON RODRIGUES, SÉRGIO SAMPAIO & MUITO MAIS!
sexta-feira, janeiro 06, 2017
JOSÉ RÉGIO, CEUMAR, LUCIAH LOPEZ, BEIJO DE SOL E DE LUA
O BEIJO DELA DE
SOL NA MINHA VIDA DE LUA – Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Ela me deu seu beijo e se
fez poema rubro com a sua reluzência caingang, a me ensinar da vida o que
jamais poderia alcançar, a saber-me sozinho na minha inquietação mundo afora
sem ter paradeiro. Ela me beijou com seus lábios Iaravi da manhã ensolarada, e
me beijou com seus lábios de Freya da noite estrelada, ósculos querentes e
requerentes de Freyaravi, carregados de paixão eterna a me eternizar no que é
de seu para ser meu e sendo minha mais que a posse de tudo. Ela me beijou como
quem soubesse das minhas misérias mais agudas e seus lábios bons de beijar e de
lamber com minha língua profana de cupidez, para recolher o mel de sua boca com
todos os eflúvios de céu e de mar, de flores e rosas, de frutos e de pomares. Era
o beijo da mulher amada enquanto eu adormecia cansado de guerra para dançar nua
insone sobre minha vida rendida, a recolher dos meus cheiros e odores para
incensar com o seu perfume para que não mais houvesse escuridão na minha noite
interminável. E me beijou a carne ardente e a alma em pânico, eclipsando-se no
que sou e a se fazer em mim Senhora do Destino com seu ritual druídico
majestoso e druidesa servil a me entronizar. Ela me deu seu beijo de Sol que se
fez poema na minha vida de Lua. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui & aqui. segunda-feira, abril 13, 2015
ANITA DESAI, CHRISTINA ROSSETTI, COLINE SERREAU, FROMM, NORBERG-HODGE & O BEIJO QUE SE FAZ POEMA
DITOS &
DESDITOS - Eu vi que a comunidade e um relacionamento próximo com a terra
podem enriquecer a vida humana além de toda comparação com riqueza material ou
sofisticação tecnológica. Eu aprendi que outro caminho é possível... A localização econômica é a chave para sustentar a
diversidade biológica e cultural - para sustentar a vida em si. Quanto mais
cedo mudaremos para o local, mais cedo começaremos a curar nosso planeta,
nossas comunidades e a nós mesmos... Pensamento
da cineasta sueca Helena Norberg-Hodge, que no seu
livro Ancient Futures: Learning from Ladakh (Rider & Co, 1992), ela expressa que: [...] Se o nosso ponto de
partida é o respeito pela natureza e pelas pessoas, a diversidade é uma
consequência inevitável. Se a tecnologia e as necessidades da economia são o
nosso ponto de partida, então temos o que enfrentamos hoje — um modelo de
desenvolvimento que está perigosamente distanciado das necessidades de povos e
lugares específicos e rigidamente imposto de cima para baixo. [...] A
cultura antiga refletia as necessidades humanas fundamentais, respeitando os
limites naturais. E funcionou. Funcionou para a natureza e funcionou para as
pessoas. Os vários relacionamentos de conexão no sistema tradicional eram
mutuamente reforçadores, encorajando a harmonia e a estabilidade [...]. Veja mais aqui & aqui.
ALGUÉM FALOU: Quando você
caminha por duas horas em uma montanha, você fica mais inteligente... O caos
está cheio de esperança porque anuncia o renascimento... O trabalho das
mulheres não é um presente para as mulheres, é um presente para a sociedade... A
opressão de gênero atravessa classes sociais... Pensamento da atriz, cineasta
e escritora francesa Coline Serreau, autora do documentário Solutions
locales pour un désordre global (2010), no qual expressa: Tínhamos saído
do mundo das mulheres, do campo da benevolência, entrámos no da cidade, dos
homens, das suas lutas, da sua raiva para se compararem, agora os perigos
rodeavam-nos por todos os lados.
MEDO À LIBERDADE
– [...] Agir contra as ordens de Deus significa libertar-se de
coerção, emergindo da existência inconsciente de a vida pré-humana ascenda ao
nível humano. Aja contra o mandamento da autoridade, cometa pecado, é, no seu
aspecto humano positivo, o primeiro ato de liberdade, isto é, o primeiro ato
humano. [...]. Trecho extraído da obra O Medo á liberdade (Ltc, 1983), do filósofo, sociólogo
e psicanalista alemão Erich Fromm (1900-1980). Veja mais aqui, aqui & aquii.
O ARTISTA DO
DESAPARECIMENTO – [...] Não havia ninguém a quem ele
pudesse explicar que, para sobreviver, ele precisava estar em altitude, uma
altitude do Himalaia, para poder respirar. [...] Era como se as cortinas descessem sobre tudo isso, se não o
obliterassem completamente, quando a monção subia em nuvens trovejantes do vale
ressecado abaixo para engolir as colinas, invadindo-as com a névoa opaca na
qual um pinheiro ou o topo de uma montanha apareciam apenas intermitentemente,
e então desencadeava uma chuva torrencial que parava as divagações de Ravi e o
confinava em casa por dias a fio, ensurdecido pela chuva que batia no telhado e
caía em cascata pelas calhas e pelos canos para descer em torrentes. [...] Tudo
na casa ficou úmido; a pele azul do mofo rastejava furtivamente sobre qualquer
objeto deixado de pé pelo menor período de tempo: sapatos, bolsas, caixas,
consumia tudo. Os lençóis da cama estavam úmidos quando ele se colocava entre
eles à noite, e a escuridão ressoava com a cacofonia estridente dos grandes
grilos das árvores que estavam esperando por esta, sua temporada [...].
Trecho extraído da obra The
Artist of Disappearance (Houghton
Mifflin, 2012), da escritora Anita Desai (Anita Mazumdar), que no seu
livro The Zigzag Way (Houghton Mifflin, 2006), ela expressou que: [...] O tempo não é
uma escada que sobe para o futuro, mas uma escada que desce para o passado [...]. No
libro The Village by the
Sea (Penguin, 2010), ela
assinala: [...] A roda gira e gira e gira: ela nunca para e nem fica
parada. [...]. No livro Baumgartner's
Bombay (Harper Perennial,
2000), ela diz: […] As pessoas param, olham fixamente. Ninguém para e olha
fixamente se um dos seus próprios mendigos cai morto na rua. Não, apenas pise
nele como se fosse uma pedra, ou um cocô de cachorro e vá embora rapidamente. Mas
quando eles veem um homem branco com cabelos dourados caído na rua, todos
param, todos gritam, "Hai - hai, - pobre garoto, chame o médico, chame a
ambulância. O que aconteceu, Farrokh-bhai? [...]. No livro Games at Twilight (Vintage, 1998), ela
relata que: […] As buganvílias pendiam ao redor, roxas e magentas, em
balões lívidos [...]. Na obra Fasting,
Feasting: A Novel (Vintage, 2000), ela expressa: […] O verde pende, goteja
e balança em cada galho, ramo e folhagem na exuberância crescente de julho. [...]. Na obra Clear Light of Day (Mariner,
1980), ela narra: […] Rápida, nervosa e saltitante - ainda assim, para as
crianças, ela era tão constante quanto um cajado, uma árvore com a qual se pode
contar para não arrancar sua raiz e se mover durante a noite. Ela era a árvore
que crescia no centro de suas vidas e em cuja sombra elas viviam. [...]. Por fim, no livro Fire on the
Mountain (Vintage, 2001), ela expressa: […] A princípio, ela os
confundiu com folhas de papel crepom rosa que alguém havia amassado e jogado
descuidadamente encosta abaixo, talvez depois de outra festa surpreendente no
clube. Um momento depois, ela se lembrou das palavras de sua bisavó e viu que
eram hostes de zephyranthes rosa selvagens que surgiram na noite após a
primeira queda de chuva. [...]. Veja mais aqui & aqui.
TRÊS POEMAS – SAFO - Eu
suspiro ao amanhecer, e suspiro \ Quando o dia monótono está passando, \ Eu
suspiro ao entardecer, e novamente \ suspiro quando a noite traz sono aos
homens. \ Oh! Seria muito melhor morrer \ Do que assim lamentar e suspirar para
sempre, \ E no sono sem sonhos da morte estar \ Inconsciente de que ninguém
chora por mim; \ Aliviado do meu peso de pesar, \ Esquecido do esquecimento, \ Descansando
da dor, cuidado e tristeza \ Pela longa noite que não conhece amanhã; \ Vivendo
sem ser amado, morrer desconhecido, \ Sem ser chorado, sem ser cuidado e
sozinho. NO ESTÚDIO DE UM ARTISTA - Um rosto olha para fora de todas as suas
telas, \ Uma mesma figura senta-se ou anda ou inclina-se: \ Nós a encontramos
escondida logo atrás daquelas telas, \ Aquele espelho devolveu toda a sua
beleza. \ Uma rainha em vestido de opala ou rubi, \ Uma garota sem nome em
verdes de verão mais frescos, \ Um santo, um anjo - cada tela significa \ O
mesmo significado, nem mais nem menos. \ Ele se alimenta de seu rosto dia e
noite, \ E ela com olhos verdadeiros e gentis olha de volta para ele, \ Bela
como a lua e alegre como a luz: \ Não pálida com a espera, não com a tristeza
turva; \ Não como ela é, mas era quando a esperança brilhava forte; \ Não como
ela é, mas como ela preenche seu sonho. LEMBRAR - Lembre-se de mim quando eu
tiver ido embora, \ Ido para longe na terra silenciosa; \ Quando você não puder
mais me segurar pela mão, \ Nem eu meio que me virar para ir embora, ainda
assim, fique. \ Lembre-se de mim quando não mais dia após dia \ Você me contar
sobre o nosso futuro que planejou: \ Apenas lembre-se de mim; você entende \ Será
tarde para aconselhar ou orar então. \ No entanto, se você me esquecer por um
tempo \ E depois se lembrar, não se aflija: \ Pois se a escuridão e a corrupção
deixarem \ Um vestígio dos pensamentos que uma vez eu tive, \ Melhor de longe
você esquecer e sorrir \ Do que você lembrar e ficar triste. Poemas da poeta
britânica Christina Rossetti (1830-1894). Veja mais aqui, aqui &
aqui.
MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA
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