Mostrando postagens com marcador Viktor Lyapkalo.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viktor Lyapkalo.. Mostrar todas as postagens

sábado, dezembro 17, 2016

CLÁUDIO SANTORO & LILIAN BARRETO, JUSSARA SALAZAR, VIKTOR LYAPKALO, NINGUÉM & COISA ALGUMA

DIÁLOGO ENTRE NINGUÉM E COISA ALGUMA – Deu branco. Também, você não ajuda. Não há como descobrir o que há de submerso nessa sua brancura. Sei que está escondendo, está tudo aí, eu já careca de saber. Mesmo que eu vasculhe essa sua intimidade, mais se encolhe – não há como fazer qualquer articulação frasal, algum motivo aparente, alguma chance de sapecar um lero, tudo muito truncado. Não falta assunto pra gente mangar das coisas desse país, nunca! Mas está ficando sem graça só ter que falar o atropelo dos maiorais de se ajeitarem trôpegos de soberba com os pés pelas mãos subestimando a inteligência da gente. Aí, já viu! Zerou. Parece que a falta de imaginação está deletando todas as possibilidades de se fazer alguma coisa neste país que possa valer a pena. Com o clímax da mediocridade geral, desarranjo total. Não há pior que essa felicidade gratuita de fachada, recheada de hipocrisia e com tantos pontos de audiência. Como o umbigo está tão em moda, só se ver falas de si mesmo ou de pigs dos bigs que tem o maior cartaz no reino das baboseiras ou dos paspalhos da casa de não sei quem que fez uma asneira bombástica de bater o recorde na corda dos admiradores do infame ou do brebote, quando tanta coisa mais importante teria que ser debatida em cadeia nacional e eu com as minhas doidices, dando uma trégua temporária no escárnio, só variando que nem tonto no trânsito indecifrável, só sacando que todos somos tratados como quem está lá onde morreu a cachorra. Indignado, confesso, pego o maior ar de quase estourar a câmara de paciência! Consertar a desgraceira toda, não dá, pelo jeito a coisa torou na emenda de não dá nem para passar no torno com um passo que possa remendar no grau da satisfação. Ficou brabo de breu. E do que vai subindo pro que vai descendo, tanto faz como tanto fez, dá no mesmo: nada de novo sob o Sol. Ou melhor, como bem dizia Raul Pompeia: “Bem considerada, a atualidade é a mesma em todas as datas”. É a farra do déjà vu, santa misericórdia! Por isso mesmo, tenho levado em alta conta aquela do Doro: “Você parece mais que está se auto-enlouquecendo-se!”. Pois é, não dá nem pra respirar seriedade, avacalharam com tudo e sobra só na valia do pão e circo. Ainda bem que o pão é o que resta pra todo liso mastigar, mesmo com a ameaça do dono da padaria de não mais aguentar crescer o pindura que já está com proporções de avalanche, a ponto de quase arrebentar com parede e prego da padaria duma vez só. Já o circo enrola, leva tudo nas coxas, isso porque nos Três Poderes da Patriamada tudo só funciona na tapiação doutras maiores necessidades fisiológicas. De mesmo: no aperto sem latrina a coisa esborra e tem ouvidos e olhos atentos do telespectador que vai formando seu arcabouço intelectual com a diarréia mental caudalosa, enquanto a desgraça toma conta geral e só se ver a cara espantada de interrogação: - Que é que está havendo mesmo, hem? Meleca geral. A bufa está catingando de norte a sul, leste a oeste do Brasil todo. Na vera: a desgraça parece que vem como aquelas enchentes que sai arrastando e atolando tudo de não se salvar unzinho que seja! Sobra alguém vivo? Quem viver, verá! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Prelúdios e Canções de Amor (Delira Música, 1983-1999), com a parceria da música do compositor e maestro Cláudio Santoro (1919-1989) com a poesia de Vinicius de Moraes (1913-1980), na interpretação da pianista Lilian Barreto e o tenor Aldo Baldin. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Federico Fellini, Teophrastus Paracelso, Érico Veríssimo, Mario de Andrade, Domenico Cimarosa, Gerd Bornheim, Ewa Gawlik, Giulietta Masina, Márcio Baraldi & Neila Tavares aqui.

E mais:
Todo dia é dia da educação aqui.
O alvoroço do poema na horagá do amor aqui.
O trabalho e a sua organização aqui.
A terrina da paixão aqui.
Os equívocos dos filhos de Caim aqui.
Eu & ela no sufoco da alcova aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

DESTAQUE: JUSSARA SALAZAR
Um morto é quem mata o outro morto. assim vão desenrolando o fio encantado da vida, vão levando uns aos outros para o fim até o juízo final, até as profundezas. Foi assim comigo. Um dia me vi, lápide vestido de cambraia clara, hortênsias e o teto todo coberto de flores. Azul, celeste como é minha graça.
Extraído da obra Natália (Travessa, 2004), da poeta, designer e artista plástica Jussara Salazar.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor russo de origem komis Viktor Lyapkalo.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


segunda-feira, outubro 15, 2012

RUMI, GOLDSWORTH, GÉRARD VINCENT, SURREALISMO & CRÔNICAS PALMARENSES

Foto: Givanilton Mendes, na quadra do Colégio Diocesano, Dia Mundial da Poesia, em 1976.



GRATIDÃO AOS PROFESSORES




Ilustrando o que eu já contei aqui, tudo, então, começa com minha tia-prima saudosa Sonia Cabral Ferraz, responsável por minha alfabetização ainda criança peralta, afastado que fui por causa do achocolatado no recreio do Grupo José Bezerra. Toda tarde, lá na casa de Pai Lula & Carma, ela se dedicava a me ensinar as primeiras letras e administrando minha inheta algazarra e a mania de grandeza já revelada de gastar cadernos por dia. É que ela tão dedicada me apresentava as vogais e consoantes, e eu, com a minha já desastrada forma de me expressar maior que meu próprio tamanho, usava a página inteira do caderno para exercitar na escrita. Quer dizer, para copiar cada letra eu me expandia cheio das pregas a desenhá-la ocupando a página inteira do caderno. Imagine quantos cadernos eu consumia por dia, mesmo tendo ela a preocupação de pacientemente me fazer apagá-las, vez que, não fosse isso, meu pai e parentes teriam que comprar uma fábrica de cadernos para dar vencimento ao meu disparate.

Daí, ao ser matriculado na Escola Fraternidade Palmarense, deu-se os ensinamentos com a maravilhosa professora Hilda Galindo Correia, aquela mesma responsável pela minha iniciação literária descabida, resultando na publicação das minhas primeiras quadrinhas no suplemento Júnior, do Diário de Pernambuco.

Dos exames de Admissão até repetir o segundo ano no Ginásio Municipal dos Palmares, tive excelentes professores. Os de Português: Elias Sabino de Oliveira, João José do Nascimento, Mariazinha Quaresma e a responsável por minha formação intelectual, afetiva, humana e que dedicou momentos preciosos do seu tempo para me encaminhar pra ser gente que preste pra alguma coisa, a professora e bibliotecária Jessiva Sabino de Oliveira. Também Brivaldo Leão de História, Edson Matos de Francês, bem como os demais que testemunharam minhas presepadas saindo da infância pra adolescência.

Os terceiro e quarto anos do ginasial eu concluí no Colegio José Ferreira Gomes que funcionava no horário noturno, no mesmo prédio do Ginásio Municipal. Lá encontrei o meu amigo Tininho, o Joventino de Melo Filho, que apesar de ser professor de Matemática, foi uma das pessoas mais importantes na minha vida e que foi responsável por minha formação educacional, literária e musical. Além dos outros professores, destaco a figura humana e boníssima de Lael Borba de Carvalho, o King, meu professor de Inglês, figura das mais queridas na minha estima.

Fui então pro Colégio Diocesano e lá Inalda Cavalcanti, Erivan Félix, João da Silva e José Duran y Duran, além do bispo que era diretor, Dom Acácio Rodrigues Alves, deram asas à minha imaginação, proporcionando espaço para que eu e minha trupe pudéssemos fazer recitais de poesia, shows musicais, apresentações de teatro e melodramas, enfim, foram eles que muito contribuíram para que eu me dedicasse às artes. Culpa deles mesmo. Também o professor Pedro Victório Paiva que era meu professor de Física e substituto no cartório da mãe dele, Dona Dulce, que foi outro que nos momentos de fuga nos afazeres do Fórum e nos espaços da escola, me iniciou na Filosofia com seus ensinamentos científicos, afora aprofundar meus conhecimentos na música erudita. Além disso, devo contar as tardes de finais de semana na casa do amigo José Duran y Duran que dedicou atenção especial para minha formação na arte espanhola, sobretudo a Literatura, Teatro e Artes Plásticas.

Foto: Wilson Fotografias, durante apresentação de show musical no auditório do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em 1977.

Depois de três anos no Diocesano, fui concluir o 2º grau no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, depois até me tornando professor de Literatura, Filosofia e Sociologia. Lá, enquanto estudante concluinte do científico, a Madre Maria do Espírito Santo manteve a abertura de todo espaço para comentimento das minhas aspirações artísticas, possibilitando que eu e minha trupe fizéssemos shows, recitais e exposições de poemas e pinturas. Entre os professores, destaco a figura estimada e folclórica do professor e vizinho Barbosa que era professor de Desenho, mas que atuou ministrando aulas de Matemática, Física, Química, OSPB, Moral e Cívica, Religião e que, um dia, abriu a porta e sapecou na maior animação: “Vamos aprendê ingrês qui portugueis nós já sabe!”.

Daí fui pro curso de Letras na Famasul onde, ainda estudante, fui incubido pela professora titular da cadeira, de ministrar aulas de Literatura Brasileira e Portuguesa aos sábados, fato que me levou a ser mesmo antes de concluir o curso, professor em diversas escolas de Palmares, Novo Lino e Joaquim Nabuco. Lá aprendi Latim com o professor Helmut Raimundo Gress. Fui, então, concluir o curso em Recife, depois fazer Relações Públicas na Esurp e Jornalismo na Unicap, cursos não concluídos. Mas foi na Faculdade de Direito que conheci um professor que me influenciou positivamente: Ivan Brandão, de Sociologia. Pude privar da sua amizade dentro e fora da faculdade, o que me valeu ter tino e discernimento para melhor me aprumar artística e profissionalmente.

 Foto: Luiz Gulú Santos Braga, na varanda da sua casa, em 1975.

Claro que não foram somente os professores da educação formal quem contribuíram de verdade. Além deles, devo colocar no rol dos gurus as pessoas do meu parente poeta Afonso Paulo Lins, do meu parente e figura das mais queridas que é o advogado Paulo Roberto Cabral de Souza, o saudoso poeta e advogado Eliseu Pereira de Melo, o empresário Gilsádio Santana que dias e noites dedicava seu tempo para me falar das atividades teatrais palmarenses, sobretudo de Hermilo Borba Filho, bem como dos da minha a trupe de birita e vida, com quem aprendi e, consequentemente, ensinamos uns aos outros, como Fernando Bigodinho Melo Filho, Marquinhos Cabral, Vavá de Aprígio, Mauricinho Melo Júnior, Luiz Gulu dos Santos Braga, Célio Carneirinho, os compadres Javanci Bispo e Sandra Lustosa, Ozi dos Palmares, Zé Ripe, Chico Âneglo Meyer, Mazinho Jucimar Siqueira, Marco Hippie, Juareiz Correya, Wilson Fotografias, Paulo Profeta, o saudoso Givanilton Mendes, o pianista Sérgio David e, principalmente, meu pai, Rubem que era um boêmio poeta que vivia a dar colorido a tudo que eu queira de Literatura e Música.

A todos esses mestres, a minha gratidão. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

A arte do pintor russo Viktor Lyapkalo.

 

DITOS & DESDITOS - Muitas vezes esquecemos que NÓS SOMOS NATUREZA. A natureza não é algo separado de nós. Então, quando dizemos que perdemos nossa conexão com a natureza, perdemos nossa conexão com nós mesmos. Pensamento do escultor, fotógrafo e ambientalista britânico Andy Goldsworth.

 

ALGUÉM FALOU: Fugi do homem para morar na floresta. Não pertenço a movimentos. Os únicos movimentos são os dos astros, marés e ventos. A Natureza é a minha arte! – Como posso fugir desta realidade?... Pensamento do pintor, escultor, gravador, fotógrafo e artista plástico polonês Frans Krajcberg (1921-2017).

 

DE GATOS & SENTIMENTOS - Eu cresci tão acostumado a ter um gato mal-humorado, mas bonito que eu preciso alertar os visitantes sobre. Ela sobreviveu a todos os gatos que eu amava e todos os gatos que eu me liguei. E eu acho que ela cresceu se aproveitando de mim. Quando Zoe morreu, foi muito fácil de explicar às pessoas o quanto dói você perder um gato doce, gentil, que não passava de uma bola de amor total. Eu vou ter muito mais dificuldade em um dia, meses ou mesmo anos explicando a falta que me faz a perda da gata grumpiest mais perigosa e mais malvada que eu já encontrei... Depoimento do quadrinista, escritor e roteirista britânico Neil Gaiman. Veja mais aqui aqui.

 

UM GATO CONTA – [...] Aos gatos, que os intrigam e inquietam, os homens consagraram inumeráveis obras... [...] O homem atira-se aos títulos e às coisas. O gato satisfaz-se com o que é, contenta-se com o que tem. Ignora a inveja. A grama é sempre mais verde na margem fronteira, diz o japonês. Nossa própria margem nos basta. Sabemos que a idade de ouro não está atrás de nós, que o eldorado não está adiante. Não somos desesperados. Não esperamos nada, senão repetição... [...]. Trecho extraído da obra Akhenaton, a História do homem contada por um gato (Siciliano, 1995), do sociólogo, historiador, escritor e artista francês Gérard Vincent (1922-2013).

 

DESDE QUE CHEGASTE AO MUNDO DO SER, UMA ESCADA... - Desde que chegaste ao mundo do ser, / uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses./ Primeiro, foste mineral; / depois, te tornaste planta,/ e mais tarde, animal. / Como pode isto ser segredo para ti? / Finalmente, foste feito homem, / com conhecimento, razão e fé. / Contempla teu corpo - um punhado de pó - / vê quão perfeito se tornou! / Quando tiveres cumprido tua jornada, / decerto hás de regressar como anjo; / depois disso, terás terminado de vez com a terra, / e tua estação há de ser o céu. Poema do poeta, jurista e teólogo sufi persa Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī (1207-1273). Veja mais aqui e aqui.

 

UM CÃO ANDALUZ & O SURREALISMO – O filme surrealista Un chien andalou (1928), dirigido e escritor por Luís Buñuel & Salvador Dali, passa de "era uma vez" direto para "oito anos depois", utilizando a lógica dos sonhos, baseado na psicanálise de Freud, sobre o inconsciente e as fantasias. Representa uma reunião de imagens oníricas, encadeadas como se fossem um pesadelo, repleto de cenas metafóricas. A primeira cena mostra uma mulher que tem seu olho cortado por uma navalha por um homem. O homem com a navalha é interpretado pelo próprio Buñuel. Numa cena seguinte aparecem formigas saindo da mão do ator, uma possível alusão literária à expressão francesa fourmis dans les paumes (formigas nas mãos) que significa "um grande desejo de matar". A ideia do enredo seria uma viagem à mente perturbada de um assassino e as suas confissões traduzidas em imagens, porém, o propósito passa pelo senso e a ordem natural das coisas ausentes, constituindo-se numa importante tentativa de rompimento com toda a lógica e linearidade narrativa com forte apelo e referência à dimensão onírica. A ideia derivada dos próprios sonhos dos autores, complementada pela justaposição de imagens apontadas pelos dois, criou um curta cheio de imagens desconexas, e algumas até chocantes, como a do globo ocular sendo seccionado. Em se tratando de Surrealismo, Maurice Nadeau, na sua Histoire du Surréalisme (Seuil, 1958), assinala que "O surrealismo é concebido por seus fundadores não como uma nova escola artística, mas como um meio de conhecimento, em particular de continentes que até então não tinham sido sistematicamente explorados: o inconsciente, o maravilhoso, o sonho, a loucura, os estados alucinatórios, em resumo, o avesso do que se apresenta como cenário lógico”. Foi por esse período que foi adotada a experiência da escrita automática d’Os campos magnéticos (1920), de Breton e Philippe Soupault, enquadrando o movimento como sendo: “Automatismo psíquico em estado puro mediante o qual se propõe exprimir, verbalmente, por escrito, ou por qualquer outro meio, o funcionamento do pensamento. Ditado do pensamento, suspenso qualquer controle exercido pela razão, alheio a qualquer preocupação estética ou moral”. Neste sentido, Sarane Alexandrian, na obra Le surréalisme et le rêve (Gallimard-Littérature, 1974) observa que: O Surrealismo repousa sobre a crença na realidade superior de certas formas de associação desprezadas antes dela, na onipotência do sonho, no desempenho desinteressado do pensamento. Tende a demolir definitivamente todos os outros mecanismos psíquicos e a se substituir a eles na resolução dos principais problemas da vida. Segundo ela os surrealistas foram precursores do psicodrama de Moreno, tendo-se a perspectiva embasada nos depoimentos dado por Aragon, Baron, Boiffard, Breton, Carrive, Delteil, Desnos, Éluard, Gerard, Limbour, Malkine, Morise, Naville, Noll, Péret, Picon, Soupault e Vitrac. Na obra Lambeaux maudits d'une phrase absurde", in Folie et psychanalyse dans l'expérience surréaliste (Z'Éditions, 1992), de Fabienne Hulak, encontra-se que: "As atividades de escrita automática serão constantemente a prática deste `ser cortado em dois'". Para conhecer melhor o Manifesto do Surrealismo (Nau, 2001), acesse aqui, aqui, aqui e aqui.

A arte do pintor russo Viktor Lyapkalo.

 


Veja mais sobre:
Segunda nova, Gilles Deleuze, Manuel Puig, Mário Quintana, Paulo Freire, Pérsio, Juan de Mena, Pupi Avati, Vanessa Incontrada, Fulvio Pennacchi, Walasse Ting & Sarinha Freitas aqui.

E mais:
Quando o amor é azul aqui.
Psicopatologia & Feira Coopercam aqui.
Sociedade dos poetas mortos aqui.
Três poemas devassos de amor por ela aqui.
Crônicas palmarenses: as presepadas de Marquinhos e Marcelo aqui.
Primeiro poema de amor pra ela aqui.
Crônicas palmarenses: Ginário de Palmares aqui.
Ximênia, a prinspa do Coité aqui.
Segundo poema de amor pra ela aqui.
Decameron de Boccaccio & 30 anos de arte cidadã aqui.
O Rádio & a Radiodifusão no Brasil aqui.
Efetividade no processo aqui.
Crônicas palmarenses: o começo das arteirices aqui.
Terceiro poema de amor pra ela aqui.
Quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
Veja aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.




quarta-feira, maio 20, 2009

OUSPENSKY, A MULHER & OLIVEIRA DE PANELAS, ADETUTU, BACH, VIKTOR LYAPKALO, VALDENE DUARTE FONSECA & LITERÓTICA.

A arte do pintor russo Viktor Lyapkalo.

LITERÓTICA: SHAKESPEAREANA - Toda sexta-feira, meio dia em ponto, ela aponta nos lábios um sorriso de sol acendendo a vida todinha só pra mim. E na boca carmim escancarada, folia de festa, obra rara na língua de fora quão louca desvela os teores mais fundos de todos os sabores do mundo e da vida. E só para mim. Meio dia em ponto, toda sexta-feira, a sua boca gulosa me engole e me guia pra toda alegria da satisfação. E se torna o hangar dos meus vôos, porto dos meus navios, pia batismal onde lavo todos os meus pecados e sortilégios, túnel onde a sorte irisa meus sonhos e indagora revolveu minhas crenças inundando de assombro toda alegoria e o dia anoitece, a tarde madruga e a noite amanhece felando em mim. Dentro da sua boca, toda sexta-feira, meio dia em ponto eu me enrijeço adulto e me extasio menino travesso que não cansa brinquedo um segundo sequer. Tudo só para mim. E meio dia em ponto, a língua estirada em agonia me faz mais real em todas fantasias, shakespeareanamente a saber que existem mais gozos nas estrelas do céu da sua boca do que possam prever as minhas mais obscenas ejaculações. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


DITOS & DESDITOSQuero demonstrar ao mundo, na arquitetura da minha música, a arquitetura de uma nova e bela comunidade social. O segredo da minha harmonia? Só eu o conheço. Cada instrumento em contraponto, e tantas partes contrapontísticas quantos instrumentos existirem. A autodisciplina iluminada das várias partes – cada qual impodo voluntariamente a si mesma os limites de sua liberdade individual para o bem-estar da comunidade. Tal é a minha mensagem. Nem a autocracia de uma única e teimosa melodia, de um lado, nem a anarquia de ruidos desenfreados, de outro. Não – um delicado equilibrio entre ambos – uma liberdade esclarecida. A ciência da minha arte. A arte da minha ciência. A harmonia das estrelas no céu, o anseio de fraternidade no coração do homem. Tal é o segredo da minha música. Pensamento do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Veja mais aqui & aqui.

PECADO – [...] O problema todo é que dizemos coisas em demasia. Se nos limitássemos apenas às palavras realmente indispensáveis, só isso poderia ser chamado guardar silêncio. E é assim com tudo: com a comida, os prazeres, o sono; para cada coisa o que é necessário tem um limite. Além disso, começa o “pecado” [...] o pecado é o que detem um homem , o que ajuda a enganar-se a si mesmo e, a imaginar que está trabalhando, quando está simplesmente dormindo. O pecado é o que adormece o homem quando ele já decidiu despertar. [...]. Trechos extraídos da obra Fragmentos de um ensinamento desconhecido: em busca do milagroso (Pensamento, 1998) do filósofo e psicólogo russo Piotr Demianovitch Ouspensky (1878-1947). Veja mais aqui e aqui.

ADETUTU – PRÓLOGO NO NAVIO NEGREIRO - Fechou os olhos tentando dormir. Não conseguia. O balanço do navio negreiro a enjoava, o corpo doía, o corte no pé latejava. Adetutu não tinha forças para nada, a não ser chorar. Onde estrariam seus pequenos Taió e Caiandê? Talvez nunca mais os visse, nunca mais os abraçasse nem lhes desse o leite que agora escorria dos seios inchados e dolorosos. Adetutu sentiu nos lábios ressequidos o sal de sua lágrimas; soluçava. No escuro do porão apertado e fétido do navio negreiro, que se arrastava pelo oceano na noite sem estrelas, a mulher deitada ao lado fez um esforço para vencer o peso das correntes que as uniam e apertou o braço de Adetutu num gesto de conforto. E de dor compartilhada pelo destino comum dos que haviam sido caçados para ser escravos em terras estrangeiras. [...] Trecho extraído da obra Contos e lendas afro-brasileiros: a criação do mundo (Companhia das Letras, 2007), de Reginaldo Prandi. Veja mais aqui.

SEGREDO DE EROS - Suave me dispo e me sento nua / lá fora o vento acaricia a lua / deito tranquila em teus braços longos / sinto teu leve beijo acalentar meu sono. / Balançam-me os seios volumosos, alvos / roço de leve com meu pé descalço / a arquitetura rija do teu peito másculo. / Satânica fundo-me em desejo fálico / que me agita o ser e me enrosca em laço. / Sou tua mulher, tua fada musa / inspiro teus dias, me envolvo em tuas noites. / Eros é mais em mim, mulher madura em tempo / por isto é que agora pões em mim mais tento. / Ponho-me a cavalo em teu joelho forte / e levemente trêmulo me acolhes. / O mundo real tolda-se... somos alheios / encosto em ti as pontas dos meus seios. / Eros então segredo aos meus ouvidos: / “O mundo é teu e que o alimentes / com a agudeza úmida do teu sexo túrgido / com a ardência fêmea do teu beijo cúpido”. Poema da poeta e ensaísta Valdene Duarte Fonseca.


A MULHER

Na mulher toda têmpera se envolve
Seu ciúme é cuidado impertinente
Seu desejo é fornalha incandescente
Quando pode, é perigo, o que devolve,
Quando está duvidosa só resolve
Pelo fio da ânsia propulsora,
Quando assume o papel de genitora
Aurifica seu corpo fecundante,
Pra tornar-se a maior representante
Dessa lei biológica criadora

No namoro é centelha de ilusão
No noivado é a fonte de esperança
Sendo esposa é profunda a aliança
E faz unir coração com coração,
Como mãe é suprema adoração!
Sendo sogra é as vezes tempestade

Quando amiga, é amiga de verdade,
Sendo amante é volúpia no segredo,
Porém sendo inimiga causa medo
Ao mais forte machão da humanidade.

OLIVEIRA DE PANELA – o compositor e poeta repentista, Oliveira de Panela, é autor de vários livros e discos expondo sua respeitável e prestigiada arte reconhecida internacionalmente. Entre os seus livros estão "O comandante do Planeta Médio", em 1997; "Poesia Liberdade", em 1979; "Poemas Iluminados", em 1983; " Poemas Alternativos", em1984, este em parceria com Zé de Sousa; "Na cadência do Martelo", em 1993; "Dois Poetas do Povo e da Viola", 1996, parceria com Otacílio Batista, Gravou 11 discos e mais de 6 cds. Ele é membro integrante da ONG e do Projeto Malagueta, que trabalha pela divulgação do acervo histórico, turístico e cultural da Paraíba, promovendo sua a musica regional, tendo parceria com órgãos como o SESC da Paraíba, o Governo do Estado, e a Secretaria de Educação e Cultura, entre outros. Para conhecer o trabalho de Oliveira de Panela acesse o sítio dele: http://www.oliveiradepanelas.com/
  
A arte do pintor russo Viktor Lyapkalo.




Veja mais sobre:
Se o mundo deu o créu, sorria!, Maria Clara Machado, Fridrich Witt, Bram Stocker, Susanne Barner, Darren Aronofsky, Aldemir Martins, Artur Griz, Ellen Burstyn, Claudia Andujar & Holismo, ecologia e espiritualidade aqui.

E mais:
Dicionário Tataritaritatá aqui.
A arte de Silvili aqui.
Validivar, Psicanálise, Miolo de Pote & Zé-corninho aqui.
As trelas do Doro, o bacharel das chapuletadas aqui.
Cordel A moça que bateu na mãe e virou cachorra, de Rodolfo Coelho Cavalcanti aqui.
Fecamepa & Fabo Esporte Clube aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja aqui e aqui.



CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.
 

 

NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...