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quinta-feira, agosto 17, 2017

KRISHNAMURTI, MILLÔR, CELSO FURTADO, JOSEPH CAMPBELL, BARBOSA LIMA SOBRINHO, GILVAN LEMOS, RIO UNA & MARQUINHOS CABRAL

MARQUINHOS CABRAL: DESDE MENINO SOLTO NA BURAQUEIRA – A gente aprontou muitas e tantas no quintal lá de casa e nos cômodos da casa dele durante toda nossa infância. Espalhafato de conversa fiada, reinações de comer tempo e espaço, coisas do possível mais inventado que se possa crer: a gente vivia além da conta mesmo. Da beira do rio os meus olhos vermelhos na minha migração pra Letácio Montenegro – onde por conta de um leite achocolatado no recreio do Grupo José Bezerra, fui acometido duma hepatite de meses -, daí pro Caçotinho que era a Cohab, passando pelo Beco do Mijo – no qual dei um mergulho indesejado de cima da casa na lavanderia entupida de frascos -, Beco do Capim do namorico aprumado e jogadas de bola, Rua da Aurora, Rua Nova até a Praça Ismael Gouveia, era mudando de endereço e de escola. E ele lá, no mesmo endereço de sempre: a casa de Pai Lula & Carma, reduto de nossas mais cabeludas presepadas. Adolescemos juntos: chulé, pigarros, lapadas e trapalhadas. Tudo foi tão rápido que parece que foi ontem. Quando eu chegava na casa dele, ele lá inquieto altas curtições: Beatles, João Gilberto & Bossa Nova, David Bowie, Alice Cooper, Rolling Stones, Tropicália & dos Mutantes, Woodstock, Bob Dylan & Joan Baez, Simon & Garfunkel, Elvys, Elis, Frank Zappa, Led Zeppelin, do iê-iê-iê da Jovem Guarda, Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Tim Maia, maior salada com levada de tudo no meio das mais diferentes e efervescentes tendências musicais, quantas linguagens e ele incorporando de tudo no seu repertório pessoal, com seu microfone e plateia invisíveis e eu solando uma guitarra imaginária do bucho acompanhando tudo. Ele cantava tudo o que era de tons e sons, isso era década de 1970. E logo escapuliu a cantar por aí, no tempo em que havia o predomínio dos bailes com os sucessos do rádio, dos programas de auditórios, dos temas de novelas na época dos vinis marcados pelas gravadoras e os jabás. Nem vi direito e ele já cantava por aí, botando pra fora sua sensibilidade artística, participando de festivas e feiras de música, imprimindo sua personalidade, uma voz diferente, um performer afinado, ousado e cantando de tudo. Em um dado momento ele sumira, dera uma de hippie e picara a mula mundo afora. Cadê-lo? Nem sinal. Quando dei por mim, eu já estava em Recife e a gente se cruzando, trocando ideias e tons durante toda a primeira metade dos anos 1980. De lá pra cá, uma ou outras vezes, bebericando com pinoias, enterrando nossos mortos, ressurgindo a cada dia, revivendo cada hora. Foi aí que veio a maior sacada: ele aprumou uma parceria com Genésio Cavalcanti e Zé Linaldo de sair cada coisa bonita de nem saber direito no meio de tantas qual melhor. O que vale de mesmo fica na entrevista que se encontra mais abaixo, confira. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RIO UNA
Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar 
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar
É que ele nasce pelas bandas de Capoeiras
Vai descendo as cachoeiras
Ligeiro que nem o vento
Chega em São Bento ele sorri de alegria
A correnteza tá dizendo
Se eu pudesse eu não descia
Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar
Pede licença e entra em Cachoeirinha
É quando vê quatro vaquinhas
Bebendo do seu produto
Se eu pudesse
Eu demorava um tiquinho
Mas vou passar em Altinho
Nem que seja um minuto
Chega em Altinho
Ele se alegra e se agita
Quando vê a moça bonita
Na barreira matutina
Para Agrestina ele corre com emoção
As águas batendo nas pedras
Até parece uma canção
Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar
Chega em Palmares
Ele mata a saudade
Passa dentro da cidade
Valente como um leão
Em Água Preta ele deixa de ser arisco
Respeita o padre Francisco 
E pede a sua benção
Aí ele entristece 
E bota pra chorar
Se despede de Barreiros
E emboca pra dentro do mar
Música extraída do álbum Meu Cantar (Cactus/RCA, 1982), do cantor e compositor Jorge de Altinho. Veja mais aqui e aqui .

RIO UNA – A despeito da opinião dos entendidos, que prognosticavam uma trovoada de maiores proporções para o dia seguinte, o tempo amanheceu firme, sol quente de verão. Mas o povo em geral se mostrava satisfeito, certo de que nem tão cedo faltaria água na cidade. O Una transbordara, os açudes dos arredores estavam sangrando, as cisternas das casas residenciais com o seu fornecimento garantido para muitos meses. Comentavam-se nos cafés, nas barbearias, na farmácia, os estragos causados pela chuva. Estragos, todavia, benfazejos, que a todos contentavam. [...] Trecho extraído da obra Jutaí menino (Bagaço, 1995), do escritor Gilvan Lemos (1928-2015). Veja mais aqui.

O FUTURO DO HOMEM – Há muito distúrbio e corrupção no mundo; as pessoas vivem extremamente perturbadas. É perigoso andar pelas ruas. Quando falamos em estar livres do medo, queremos a liberdade exterior – estar livres do caos, da anarquia, da ditadura. Mas nunca investigamos nem queremos saber se há uma liberdade interior, uma mente livre. Essa liberdade é real ou teórica? Consideramos o Estado como um obstáculo à liberdade. Os comunistas e outros povos totalitaristas afirmam que não existe essa tal de liberdade; o Estado, o governo, é a única autoridade. E estão suprimindo todas as formas de liberdade. Que espécie de liberdade, portanto, querem? A externa? Fora de nós? Ou a liberdade interior? Quando falamos de liberdade, trata-se de liberdade de escolha entre este e aquele governo, aqui e lá, entre liberdade exterior e interior? A psique interna sempre conquista o exterior. a psique, isto é, a estrutura interior do homem (seus pensamentos, suas emoções, ambições, ações, ganância) sempre conquista o exterior. assim, onde buscar a liberdade? Podemos estar livres da nacionalidade que nos dá uma sensação de segurança? Pode haver liberdade em relação a todas as superstições, dogmas e religiões? Só poderá surgir uma nova civilização através da verdadeira religião, e não através da superstição e do dogma nem das religiões tradicionais. Trecho extraído da obra Sobre a liberdade (Cultrix, 1991), do filósofo, escritor e educador indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986). Veja mais aqui, aqui, aqui, & aqui.

DESENVOLVIMENTO & FATOR HUMANO - [...] o desenvolvimento econômico, na forma em que ele se processa hoje em dia, é essencialmente uma questão de criação e assimilação de progresso tecnológico. Essa afirmação deveria ser completada por outra: o progresso tecnológico é principalmente uma questão de qualidade do fator humano. Estamos aqui em face do mais complexo de todos os problemas que coloca uma política de desenvolvimento: melhorar o fator humano toma tempo e somente é possível se se dispõe de matrizes adequadas. Abundantes estudos hoje disponíveis demonstram que o nível de desenvolvimento de um país é função da massa de investimentos incorporados no fator humano. Desta forma, o problema do progresso tecnológico e o da melhor do fator humano, estarão sempre intimamente relacionados. [...]. Trecho extraído da obra Um projeto para o Brasil (Saga, 1968), do economista brasileiro Celso Furtado (1920-2004). Veja mais aqui e aqui.

VIVER A VIDA - Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. [...] “Vá em frente, viva a sua vida, é uma boa vida – você não precisa de mitologia”. Não acredito que se possa ter interesse por um assunto só porque alguém diz que isso é importante. Acredito em ser capturado pelo assunto, de uma maneira ou de outra. Mas você poderá descobrir que, com uma introdução apropriada, o mito é capaz de capturá-lo. E então, o que ele poderá fazer por você, caso o capture de fato? Um de nossos problemas, hoje em dia , é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você dedicava à vida interior, nem com a magnífica herança humana que recebemos de nossa grande tradição – Platão, Confúcio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que têm a ver com o centro de nossas vidas. Quando um dia você ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, então se voltar para a vida interior, aí bem, se você não souber onde está ou o que é esse centro, você vai sofrer. As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido suprimidas, toda uma tradição de informação mitológica do Ocidente se perdeu. Muitas histórias se conservavam, de hábito, na mente das pessoas. Quando a história está em sua mente, você percebe sua relevância para com aquilo que esteja acontecendo em sua vida. Isso dá perspectiva ao que lhe está acontecendo. Com a perda disso, perdemos efetivamente algo, porque não possuímos nada semelhante para pôr no lugar. Esses bocados de informação, provenientes dos tempos antigos, que têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, que construíram civilizações e enformaram religiões através dos séculos, têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares da travessia, e se você não souber o que dizem os sinais ao longo do caminho, terá de produzi-los por sua conta. Mas assim que for apanhado pelo assunto, haverá um tal senso de informação, de uma ou outra dessas tradições, de uma espécie tão profunda, tão rica e vivificadora, que você não quererá abrir mão dele.[...]. Trechos extraídos da obra O poder do mito (Palas Athena, 1990), do estudioso estadunidense de mitologia e religião comparada Joseph Campbell (1904-1987), também autor da obra Mito e transformação (Ágora, 2008), nos quais defende que “o individuo precisa aprender a viver pelo seu próprio mito, o caminho para encontrar o seu mito é encontrar o seu entusiasmo”.

AS AMIZADES - [...] E eu fico apenas a refletir que as amizades políticas são sempre e naturalmente passageiras. Mas as que se firmaram sobre um ideal, no serviço de uma casa nobre, vão buscar, na eternidade de seus motivos, a força e a sobrevivência, que os interesses humanos não sabem e não podem encontrar. Trecho de Por amor às crianças pernambucanas (Jornal do Brasil, 23/11/1969), extraído da obra Assuntos pernambucanos (Tempo Brasileiro/Fundarpe, 1986), do jornalista, advogado, escritor, historiador e ensaísta Barbosa Lima Sobrinho (1897-2000).

AS MULHERES, SEMPRE POR CIMA - Ainda que as acusações continuem apontando-nos como execráveis porcos chauvinistas, nós, com o cavalheirismo que o tempo nos ensinou, estamos sempre apoiando a mulher (da alta classe média) e tudo que ela representa em sua luta destemida em prol de não sabemos lá o quê. [...] Você ainda gosta de mulher? [...] Millôr Fernandes, jornalista, idade indefinível. Ex-praticante de tiro ao alvo sobre alvos vivos, na Argélia: “Como sexo, as mulheres são insuportáveis. Mas na hora do sexo não tem nada melhor”. Quando cara diz que fala por experiência é porque ainda não adquiriu a experiência pra calar a boca. [...] O ideal de nossos governantes é um cavalo que chegue em primeiro sem fazer cocô. [...] Há muitas formas de ser útil ao país. Uma delas é se locupletar discretamente. [...]. Trechos extraídos da obra Que país é este? (Nordica, 1978), do desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, tradutor e jornalista Millôr Fernandes (1923-2012). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

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ENTREVISTA MARQUINHOS CABRAL
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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quinta-feira, março 07, 2013

ELSE LASKER-SCHULER, RENÉ DES FORÊTS, MARIANNE FREDRIKSSON, ALICE LONGWORTH, DANIEL TAMMET, AUTISMO & AUTOESTIMA

 O RIO É SEU, UNA-SE!

Rio Una – Capoeiras – Pernambuco. Veja mais aqui

 



AUTOESTIMA - Já dizia Aristóteles que a felicidade é a satisfação da pessoa consigo mesma. Como isso faz tempo que foi dito, hoje falar de felicidade implica outras ponderações, como a que Eduardo Giannetti traz hoje na indagação sobre até que ponto a civilização moderna tem promovido ou dificultado a busca da felicidade. Isto porque é preciso ponderar onde se enquadra a felicidade na busca, anseio, desejo e perspectiva humana na sua adaptação constante num mundo contemporâneo complexo, competitivo e desafiador.
Afunilando tal questionamento, acredito que a felicidade está relacionada com a auto-estima. E como bem disse a psicoterapeuta Simone Maria Pinheiro Manzoni: “A auto-estima está inevitavelmente ligada ou fazendo parte de nossa identidade”. Isso mesmo. Pois bem. É encontrada na diversa literatura que a auto-estima é uma necessidade humana de respeito, autoconfiança e reconhecimento próprio e consciência das qualidades de si. Também é a relação de aceitação e de confiança da própria pessoa consigo mesma e para o enfrentamento dos desafios e metas da vida.
Diz-se, também, que é a vivência de estar apropriadamente articulado com a vida, isto porque ela atua sobre a atitude das pessoas sendo a maneira como cada um se gosta. Ela também é afetada e está relacionada com a nossa cultura em virtude da forma como somos afetados e influenciados culturalmente. Isto porque, segundo Nathaniel Branden (2002), todo mundo possui o que pode ser chamado de inconsciente cultural, um conjunto de princípios implícitos sobre a natureza, a realidade, os seres humanos, os relacionamentos, a compreensão e os valores de uma época e de um lugar histórico.
Alguns estudiosos acreditam que a auto-estima é composta por vários fatores, principalmente sociais e que o meio contribui para sua elaboração, além de ser estruturada por várias emoções como o amor, a paixão, a frustração, inveja, medo, prazer, alegria, solidão, entre outros.
Para Nathaniel Branden (2002), a auto-estima é a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si própria, é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, é expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos. A auto-estima não aparece de modo isolado, ela se desenvolve como parte de nossa personalidade. Portanto, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso.
Para Neri e Freire (2000), se ter auto-estima é julgar que "sou" adequado à vida, à experiência da competência e do valor, se a auto-estima é a auto-afirmação da consciência, de uma mente que confia em si, então ninguém pode gerar uma determinada experiência a não ser seu "eu" mesmo. Portanto a importância de uma auto-estima saudável está no fato de que ela é o fundamento da nossa capacidade de reagir ativa e positivamente às oportunidades da vida.
A auto-estima está assentada sobre dois pilares: auto-suficiência e auto-respeito. A auto-suficiência se identifica na capacidade de entendimento e discernimento das coisas e fatos, na expressão do nosso pensar, refletir, escolher e decidir. Já o auto-respeito está na nossa relação com os valores, dentro do contexto das nossas vontades, necessidades, afirmação na vida, conforto e pensamentos. E também pode ser a auto-estima expressada de forma positiva ou negativa. A auto-estima positiva é sentir-se confiantemente adequado a vida. Enquanto que a auto-estima negativa, ou baixa, como se diz comumente, é sentir-se inadequado a vida, com negativismo sobre si mesmo, gerando medo, ansiedade, fobias e problemas de saúde.
A auto-estima intimamente ligada à capacidade humana de ser feliz. E conforme Branden (2002), a auto-estima saudável esta significativamente relacionada com racionalismo, realismo, intuição, criatividade, independência, flexibilidade, capacidade de enfrentar os desafios, disponibilidade para admitir e corrigir erros, benevolência e cooperação. Assevera enfaticamente o autor que como a auto-estima é uma conseqüência, um produto de atitudes geradas internamente, não podemos trabalhar de forma direta nem com a nossa nem com de ninguém. Temos de nos reportar à fonte. Se entendermos o que são essas atitudes, podemos nos empenhar para iniciá-las dentro de nós e lidar com os outros de modo a auxiliá-los e encorajá-los a fazer o mesmo. Por isso, Branden (2002), elenca seis atitudes ou práticas que são definidas como essenciais para se construir uma auto-estima elevada, necessária para todas as pessoas: a primeira, a prática de viver conscientemente. Depois, auto-aceitação. Em seguida: senso de responsabilidade, auto-afirmação, viver objetivamente e integridade pessoal.
Vê-se, portanto, que se entendermos de fato o que é a auto-estima, a lógica dessas correlações torna-se clara. Isto quer dizer que quando a auto-estima é saudável não há receio algum da pessoa admitir o erro, não tendo vergonha de si nem de ninguém. Por outro lado, negações e uma postura defensiva são características da insegurança, da culpa, do sentimento de inadequação e da vergonha. É a baixa auto-estima que vive a simples admissão de um erro como humilhação e até mesmo como auto-condenação.
No que concerne às emoções, Braghirolli et al (2002) assinala a existência de alguns indicadores, ao todo três, que são utilizados para identificar as emoções: através de relatos verbais onde os indivíduos expressam oralmente ou escrevem sobre seus sentimentos; através da observação do comportamento que demonstra respostas visíveis às emoções; e através de indicadores fisiológicos, através da observação da pressão, tensão muscular, sudorese, ritmo cardíaco, entre outros.
As características identificadas no ser humano que possui auto-estima saudável, se expressa por meio de um sujeito poderoso, mas não opressor; inteligente, mas não pernóstico; humilde, mas não subserviente; ambicioso sem ser ganancioso, e compreensão, mas não idiota.
Por esta razão observa-se que é imprescindível para uma saudável auto-estima a formação, a consciência e o discernimento para que, harmonizada consigo mesma a pessoa possa atravessar, persistir, perseverar e suplantar os desafios e óbices da existência humana.

FONTES:
ANTUNES, Celso. Relações interpessoais e auto-estima: sala de aula como um espaço de crescimento integral. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
BRAGHIROLLI, E. M.; BISI, G. P.; RIZZON, L.A.; NICOLETTO, U. Psicologia geral. Porto Alegre: Vozes, 2001.
BRANDEN, N. Auto-estima e os seus seis pilares. São Paulo: Saraiva, 1999.
_______. Auto-estima. como aprender a gostar de si mesma. São Paulo: Saraiva, 1995
_______. Auto-estima: liberdade e responsabilidade. São Paulo: Saraiva, 1997.
DOUGLAS, M. Como vencer com a auto-estima. Rio de Janeiro: Record, 1996.
FREIRE Paulo, Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
______A importância do ato de ler, em três artigos que se contemplam. São Paulo: Cortez, 1983.
GIANOTTI, Eduardo. Felicidade: diálogos sobre o bem-estar na civilização. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
MAZONI, Simone Maia Pinheiro. Auto-estima, seja você. Revista Municipal. Ano 01, Edição 1 [14-15], Maceió, julho de 2005.
PADILHA, Ênio. Marketing pessoal e imagem pública.Curitiba, Gráfica C. P. s. d.
SCHUTZ, Edgar. Reengenharia Mental. Florianópolis: Insular, 1998.
VYGOTSKY, L.S. Psicologia Pedagógica. Porto Alegre. Artmed, 2003.   Confira mais aqui. 

 

DITOS & DESDITOS - Eu tenho uma filosofia simples. Preencha o que está vazio. Esvazie o que está cheio. E coce onde coçar. Se você não tem nada de bom a dizer sobre alguém, sente-se aqui do meu lado. Pensamento da escritora estadunidense Alice Longworth (1884-1980).

 

ALGUÉM FALOU: O pior de envelhecer não é o cansaço e as dores, mas que o tempo passa tão rápido, que no fim parece que não existe. A mente pode fazer todas as perguntas sobre o sentido da vida. Mas não pode responder a nenhuma delas, pois as respostas estão além da mente. Pensamento da premiada escritora sueca Marianne Fredriksson (1927-2007). Veja mais aqui.

 

AUTISMO - NASCIDO EM UM DIA AZUL - […] Você não precisa ser deficiente para ser diferente, porque todo mundo é diferente. [...] Nenhum relacionamento é isento de dificuldades e isso certamente é verdade quando uma ou ambas as pessoas envolvidas têm um transtorno do espectro autista. Mesmo assim, acredito que o que é realmente essencial para o sucesso de qualquer relacionamento não é tanto a compatibilidade, mas sim o amor. Quando você ama alguém, praticamente tudo é possível. [...] Por que aprender um número como pi com tantas casas decimais? A resposta que dei então, como faço agora, é que pi é para mim uma coisa extremamente bonita e totalmente única. Como a Mona Lisa ou uma sinfonia de Mozart, pi é sua própria razão para amá-lo. [...] Trechos extraídos do livro Born on a Blue Day: Inside the Extraordinary Mind of an Autistic Savant (Free Press, 2007), do savantista britânico Daniel Tammet (Daniel Paul Corney), que tornou-se escritor e educador. Veja mais aqui e aqui.

 

O FALADOR –[...] Ao prazer ativo que na maioria das vezes me parecia exigente, ilusório, demasiado limitado ou ainda inacessível, preferia aquele a meu ver incomparavelmente mais comovente que me lançava o espetáculo de uma alegria coletiva expressa diversamente pelos rostos aos quais fixava um olhar fascinado [...]. Trecho extraído do livro Le Bavard (Gallimard, 1978), do escritor francês Louis-René des Forêts (1918-2000).

 

MINHA CANÇÃO, MEU SILÊNCIO - Meu coração é um tempo triste, \ Num tique-taque emudecido. \ Minha mãe tinha asas douradas, \ Que não encontravam mundo. \ Ouçam, ela se pôsa minha procura, \ Com seus dedos de luz e pés de sonho errante. \ E o tempo bom que brisa azul \ Sempre aquece meu sono \ Nas noites, \ Cujos dias usam a coroa de minha mãe. \ Bebo da lua o vinho tranquilo, \ Quando a noite cai só. \ Minhas canções tinham do verão os azuis \ E voltavam sombrias para casa. \ De meu lábio vocês debochavam, \ Mas ainda falam com ele. \ Sim, tentei segurar suas mãos, \ Pois meu amor é uma criança e quer brincar. \ O primeiro, tomei-o de vocês, \ E também o segundo, beijei-o, \ Mas meus olhar esse voltam para trás \ Na direção de minha alma. \ Tornei-me pobre \ De seus favores mendicantes. \ Ignorava o estar doente, \ E agora estou doente de vocês, \ E nada é mais furtivo que a doença, \ Que da vida quebra os pés, \ Rouba a luz ao caminho da cova \ E difama a morte. \ Meu olho \ É o cume do tempo, \ Seu brilho beija \ As barras de Deus. \ E ainda vou dizer mais, \ Antes que entre nós escureça. \ Se, entre todos, você for o mais jovem,\ Saberá do que em mim é o mais antigo. \ Os mundos todos brincarão \ De agora em diante em tua alma. \ E a noite vai se queixar \ Ao dia. \ Sou o hieróglifo \ Sob toda criação. \ E saí a vocês, \ Em causa da saudade por causa do humano. \ Arranquei de meus olhos os evos do olhar, \ De meus lábios, a luz vitoriosa \ — Pense num prisioneiro mais difícil, \ Num mago mais malvado: eis-me aqui.\ Meus braços, na querença de se erguer, \ Tombam.. Poema da poeta alemã Else Lasker-Schuler (1869-1945). Veja mais aqui e aqui.

 


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