
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá é dia de especial com a música do maestro, instrumentista e
compositor Radamés Gnattali (1906-1988): Sonfonia popular, Retratos & Choros para
piano solo; da violoncelista britânica Natalie Clein: Concert nº 1 de Saint-Saens, Concert in C major de Haydn
& Sonata in G minor de Rachmaninov; & muito mais nos mais de 2 milhões
de acessos ao blog & nos 35
Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o
som e curtir.
PENSAMENTO DO DIA – [...] é
indispensável realizar uma grande, profunda e duradoura mudança de atitudes,
uma mudança de comportamentos. E mudar as atitudes e os comportamentos das
pessoas não é impossível, porém nunca é fácil. Extraído de La Unesco y la idea de humanidade (Unesco, 2004), do advogado e
economista Koichirō Matsuura.
A ARTE & O SER HUMANO - [...] em
cada palavra de poeta, em cada criança de sua fantasia, está todo o destino
humano, todas as esperanças, as ilusões, as dores, as alegrias, as grandezas e
as misérias humanas, o inteiro drama do real, que acontece e cresce
continuamente sobre si mesmo, sofrendo e alegrando-se [...]. Trecho
extraído da obra Breviário de estética (Ática, 1997), do filósofo, historiador e escritor italiano Benedetto
Croce (1866-1952). Veja mais aqui.
ISTO É BRASIL –[...] De
um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da
população ganha R$ 4 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo
infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os
brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como
estão otimistas em relação a seu futuro e acreditam que ele se transformará
numa superpotência econômica em cinco anos. Pelo menos essa é a conclusão de um
levantamento sobre a "utopia brasileira" realizado há pouco pelo
Datafolha. Esse instituto já em 1997 constatara, em outra pesquisa também
nacional, que o brasileiro era feliz com a vida que levava. [...]. Trecho
extraído de Retrato do Brasil quando
ainda jovem (Revista Época, 2010), do jornalista e escritor Zuenir
Ventura.
O TÚNEL PERFEITO – [...] Estarei
esvaindo a memória. Ou a memória que se vai estreitando com os espaços de
viver? Queria ir onde nenhum homem foi antes. Mas jaziam amontoadas e
encardidas as imagens. Como nos lembrarão? Resistia. Ao redor, escombros. O que
me basta é a toca. Tem a conformação dos direitos, deveres. Brasas e estão
desativadas? Frutos voltam à flor. E a morte envelhece devagar. [...] O paraíso é cair devagar na madureza. E
madurar a polpa. Nua, nua é a morte. Não posso ir além da eternidade. Cairei,
cairei. Com o fragor de cântaros quebrados. O que aparece, pode se extinguir.
Mesmo o vento. Um dia acordarei e a luz será diferente. Em alta rotação. Água
de poço cintilando n’água. Entrarei na vida para dentro. Olharei e não haverá
mais Túnel. Apodrecido em suas colunas. Murchou o mar e o monte que gorjeava. O
Túnel fora. Pedras e pedras desabando. Desmoronou o tempo. O Túnel mudo. E eu
ressuscitando na palavra. Trechos extraídos da obra O túnel perfeito (Relume Dumará, 1994), do poeta, ficcionista, tradutor e crítico literário Carlos Nejar.
Veja mais aqui, aqui e aqui.
SONETOS – I - E amor não é
qual é este sentimento? / Mas se é amor, por Deus, que coisa é a tal? / Se boa
por que tem ação mortal? / Se má por que é tão doce o seu tormento? / Se eu
ardo por querer por que o lamento / Se sem querer o lamentar que val? / Ó viva
morte, ó deleitoso mal, / Tanto podes sem meu consentimento. / E se eu consinto
sem razão pranteio. / A tão contrário vento em frágil barca, / Eu vou para o
alto mar e sem governo. / É tão grave de error, de ciência é parca / Que eu
mesmo não sei bem o que anseio / E tremo em pleno estio e ardo no inverno. II -
Longe de Laura inveja a região que a possui / Nem ave em ninho ou fera em selva
obscura / Houve triste como eu no apartamento / Desde que se afastara o
encantamento / Do sol que o meu olhar sempre procura. / Tenho o pranto por
única ventura, / É dor o riso e absinto o mantimento, / E eu vejo turvo o claro
firmamento, / E o leito é campo de batalha dura. / O sono é na verdade qual se
diz / Irmão da morte e o peito nosso priva / Deste doce pensar que sempre o
aviva. / Só no mundo felice e almo país / Verdes ribas e flórido recanto, / Vós
possuís o bem que eu choro tanto. III - Se a minha vida do áspero tormento / E tanto
afã puder se defender, / Que por força da idade eu chegue a ver / Da luz do
vosso olhar o embaciamento, / E o áureo cabelo se tornar de argento, / E os
verdes véus e adornos desprender, / E o rosto, que eu adoro, empalecer, / Que
em lamentar me faz medroso e lento, / E tanta audácia há de me dar o Amor, / Que
vos direi dos martírios que guardo, / Dos anos, dias, horas o amargor. / Se o
tempo é contra este querer em que ardo, / Que não o seja tal que à minha dor / Negue
o socorro de um suspiro tardo. VIII - Ó Pai, depois dos dias ociosos, / Depois
das noites a velar em vão, / Com este anseio no meu coração, / Mirando os atos
por meu mal viçosos, / Praza-te, ó lume, que a outros mais formosos / Caminhos
e a mais bela ocupação / Eu me volte, fugindo à dura ação / Do inimigo e aos
seus meios cavilosos. / Dez anos mais um hoje faz, Senhor, / Que me vi
submetido à tirania / Que sobre o mais sujeito é mais feroz. / Piedade tem do
meu não digno ardor, / Conduz meu pensamento a melhor via, / Lembra-o de que estiveste
numa cruz. XXXII - Quanto mais perto estou do dia extremo / Que o
sofrimento humano torna breve, / Mais vejo o tempo andar veloz e leve / E o que
dele esperar falaz e menos. / E a mim me digo: Pouco ainda andaremos / De amor
falando, até que como neve / Se dissolva este encargo que a alma teve, / Duro e
pesado, e a paz então veremos: / Pois que nele cairá essa esperança / Que nos
fez delirar tão longamente / E o riso, e o pranto, e o medo, e também a ira; / E
veremos o quão frequentemente / Por coisas dúbias o ânimo se cansa / E que não
raro é em vão que se suspira. CLXXXIX - Vai o meu barco, cheio só de
olvido, / À meia noite, ao árduo mar, no inverno, / Entre Cila e Caríbdis; e ao
governo / Vê-se o senhor, melhor: meu inimigo. / A cada remo um pensar atrevido
/ Parece rir à vaga e ao próprio averno: / Rompe as velas um vento úmido,
eterno / De esperanças, desejos e gemidos. / Chuva de pranto, névoa de rancor /
Afrouxa e banha os cabos extenuados, / De ignorância trançados e de error. / Foge-me
o doce lume costumeiro, / Razão e engenho da onda são tragados; / E eis que do
porto já me desespero. CXC - Uma cândida cerva me surgiu / sobre o verde
gramado – os cornos de ouro –, / entre dois riachos, à sombra de um louro, / na
estação fria, mal o sol se abriu. / Tão doce em mim tal vista se imprimiu, / que
por segui-la toda lida ignoro, / como o avarento em busca de um tesouro, / tanto
assim meu tormento se evadiu. / Ninguém ouse tocar-me” – escrito havia / no
colo, entre topázios e diamantes, / “que eu fosse livre César ordenou”. / Já o
claro sol chegava ao meio-dia, / quando eu, de olhos absortos, ignorantes, / escorreguei
para a água, e ela escapou. CCXXXIV - Ó minha alcova, que já foste um
porto / Às tempestades que cruzei diurnas, / Fonte agora de lágrimas noturnas,
/ Que no dia, por pejo, ocultas porto; / Ó leito, onde encontrei paz e conforto
/ De tanta mágoa, que dolentes urnas / Sobre ti verte o Amor com mãos ebúrneas,
/ Só para mim crueza e desconforto! / Porém do meu retiro e do repouso / Não
fujo, mas de mim e do pensar, / Que tanta vez segui num devaneio; / E em meio
ao vulgo adverso e inamistoso / (Quem diria?) refúgio vou buscar, / Tal é de
ficar só o meu receio. Poemas do escritor,
intelectual humanista e filosofo italiano Francesco Petrarca
(1304-1374). Veja mais aqui.
AS ESCULTURAS DE PRADIER
A arte
do escultor francês James Pradier
(Jean-Jacques Pradier – 1790-1852);
Veja mais:
Nada melhor que a vida e viver além dos
próprios limites, Umutina, a música de Antônio Nóbrega, a arte de Oskar
Kokoschka & Mozart Fernandes aqui.
Maria Callas, Psicodrama, Gestão de PME,
Responsabilidade Civil & Acidentes de Trabalho aqui.
Arte & Entrevista de Luciah Lopez aqui.
Psicologia Fenomenológica, Direito
Constitucional, Autismo, Business & Marketing aqui.
Abigail’s Ghost, Psicologia Social,
Direito Constitucional & União Estável aqui.
Betinho, Augusto de Campos, SpokFrevo
Orquestra, Frevo & Rinaldo Lima, Tempo de Morrer, The Wall & Graça
Carpes aqui.
O cinema no Brasil aqui.
Dois poemetos em prosa de amor pra ela aqui.
Agostinho, Psicodrama, Trabalhador
Doméstico, Turismo & Meio Ambiente aqui.
Dois
poemetos ginófagos pra felatriz aqui.
Discriminação
Religiosa, Direito de Imagem, Direito de Arrependimento & Privacidade aqui.
A
minissaia provocante dela aqui.
Princípio
da probidade administrativa aqui.
O
alvoroço dela na hora do prazer aqui.
Canção de Terra na arte de Rollandry
Silvério aqui.
A FOTOGRAFIA DE JORDAN MATTER
A arte do
fotógrafo estadunidense Jordan Matter.