segunda-feira, novembro 14, 2016

QUANTO MAIS A GENTE VIVE, MAIS SE ENROLA NAS VOLTAS DO TEMPO


DOS GOSTOS E DESGOSTOS DA VIDA – Imagem: Cliff walk at pourville, do pintor do Impressionismo francês Claude Monet (1840-1926) - Dedilza sempre fora uma menina mimada. Filha única até os dez anos de idade, perdeu a graça quando se viu às voltas com uma irmãzinha de colo com os refletores de todas as atenções. Diz ela que não sofrera tanto porque tudo quanto quisesse ela já possuía: brinquedos, relações e, o mais importante de tudo para ela, bichos de estimação. Coleções de brinquedos amontoados ao abandono pelos cantos do quarto e que agora serviria para a recém-chegada com nem tanta simpatia assim. Amigos do muito e só dela, enraizados pela escola e curso de inglês, grupo jovem da religião, grêmio esportivo e por aí vai. Bichos de todo tipo, do quintal à varanda: um casal de cágados, a inseparável cadela Xuxa, dois simpáticos gatos – Bono e Bil -, o chinchila Justin, o furão Roque, a iguana Soraia, a tarântula Naja que fugiu, um viveiro com periquitos e outro com meio mundo de passarinhos de todo tipo, uma jandaia, dois papagaios, o sagüi Tito que não lhe saía dos ombros, um casal de lebres Tico e Teco, um aquário bem recheado de peixes, até uma lagartixa que vivia zanzando pela casa e que ela chamava de Margarida. Tudo isso era o seu universo até o dia que debutou e aos dezesseis estava contraindo núpcias com o galã da sua vida: o Sergildo, quatro anos mais velho e marido exemplar de casa pro trabalho e vice-versa. Com o deixou a casa dos pais pra viver num apartamento que era só seu, mas consternada por não poder levar o seu mundo pra lá. Como logo emprenhou, teve que abrir mão de vez da bicharada. Dois anos depois, uma filha linda de um ano e poucos meses, e já embuchada daquele que seria a completude do casal. Uma década depois, filhos crescidos e lá vai ela atrás daquilo que sempre gostara: seus bichos de estimação. Retornou à casa dos pais, dessa vez para resgatar seus entes queridos: a inseparável cadela Xuxa que estava pionga pelo abandono e cega de um olho, o papagaio Zezé que era seu confidente e presente de sua bisavó, e o gato sobrevivente Bono. O resto, para sua tristeza, o tempo dera cabo. Mal instalara suas posses no seu recinto, um estraga-prazeres: diagnóstico médico dera conta que seus filhos eram alérgicos; a menina a pelo de cachorro; o menino, a gato. Não havia como conciliar embaixo do mesmo teto tudo aquilo que mais desejava. A harmonia sonhada desabava a cada alternativa que buscasse. Ah, ironia da vida. Revoltada com tudo resolveu trancar a menina no quarto: - Se quer viver, tranque-se! E deu ordens pro menino se ocupar em viver pelo mundo com os seus coleguinhas, ela não abriria mão dos seus amores. Vai-se tempo e a coisa piorou: a menina foi internada; o menino sumiu dela não saber o paradeiro. Começou a sua incansável luta para salvar a filha e localizar o filho. Logo ela que sempre repetira: quanto mais vejo o ser humano, mais amo meus animais de estimação. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


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