segunda-feira, novembro 21, 2016

O MUNDO TODO CABE EM UM ATO DE PAZ


O MUNDO TODO CABE EM UM ATO DE PAZ - Imagens: arte do escultor e artista visual estadunidense Paul Vilinski - A despeito do que possa me valer desse minifúndio que ocupo pras minhas ruminantes tentativas ineptas na fonte das intuições, e pro oficio de aprender e descobrir entre a sinceridade e o fingimento, tenho sempre, pra mim, nas minhas leréias de acaciano, que sou capaz de fazer pedras mexerem no quintal ou peixes fisgarem a minhoca do anzol nas pescarias que nunca faço. Evidente, sempre fui mais propenso a cometer que evitar. Â beira da doidice carrego zis dúvidas e quase nenhuma hipótese: vou até onde só a coragem chega pra saber que não tenho a mínima salvação - como se procurasse um novo código de conduta no desacato. Mesmo que não se espere lá muita coisa, vou munido das maiores expectativas e a impossibilidade de dar certo, ou quase. Vingo, ou tento. Nem sempre o riscado sai como o planejado e sou mais um entre os criadores de monstrengos inúteis no reino dos protozoários e dos descartáveis. Valho-me da antítese entre ter o que dizer e não. Outsider? Melhor ovelha negra ou patinho feio mesmo, porque se não me dava conta das vilanias e seus correlatos nos arredores, coexistia com cobras e lagartos sem distingui-los, um flerte com o perigo muito de perto. E nem morri, ainda. Dou munição pro inimigo: um pouco de vergonha compensaria os meus maus procedimentos, o que já seria um grande passo, talvez, que seja, pras minhas próprias implicâncias com os limites do que se pode chamar de tolerância: quais limites pro asneirol, pro frenesi dos umbigos, pra espetacularização do ínfimo, pro homogêneo jeito dos enturmados, pras sacanagens dos políticos, oh, não!?! Ah, um doido a mais, nada mais. Se me dou por perdido por conta dos resultados dos meus paradoxos e irresoluções, mais por meu desmedido açodamento e explosivo despudor, de sobremesa, sirvo os cacoetes da ourivesaria maldita dos meus devaneios na minha ascese diante do desconhecido ou incerto no espelho da identidade perdida, como quem sempre foi punido com irrestrito rigor. Se o prazer é ou não perda de tempo, são outros quinhentos; se creia ou não, do que faço e digo, eu sei ars longa, bellum brevis, só um pretexto: o mundo todo cabe em um ato de paz. © Luiz Alberto Machado.. Veja mais aqui.


Curtindo a música do cantor e compositor Cláudio Nucci.

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