sexta-feira, novembro 25, 2016

HAVIA MAIS QUE DESEJO NA PAIXÃO FEITA DO AMOR


O BRINDE DO AMOR - Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez - Então a noite fez-se dia e da mais pura fantasia o céu brindou maior paixão. Seus pés de todos os caminhos do paraíso me levavam do Paranapanema até o Iguaçu, desarmando os meus cem mil arcos vencedores de Guairacá. E das suas pernas os giros travessos de todas as danças em zis bailados pelo rio de urucuranas que são sangra d’água pra revelar os segredos das coisas inexplicáveis nas cascas de timbuva. Nas coxas de todos os vigores as torres que fazem colunas dos templos na sustentação do que sabe o propício da lua. A praia que o mar beija cantando espraia o ventre dos tesouros eternos que acende a minha cobiça pra lançar âncora porque sou marujo na poesia do céu e varador do mato marco o lugar: é aqui! Dono da conquista, ela se faz Ilha do Mel onde a lua desce pelos morros azuis a celebrar o que sou de vencedor de todas as suas cercanias. Abraçada ao meu peito, tateio as encostas do seu dorso como a singrar mares nunca dantes navegados. As suas mãos graciosas deslizam fagueiras sobre a minha pele a me ensinar de todas as colheitas e semeaduras. Cativa ao meu jugo, ela se faz toda entrega como a dispor-se em servir-me de todos os seus atributos e privilégios. Os seus braços de portas abertas em mim a recepção de todas as chegadas e abrigos. Neles me ofertava os ombros de todos os afetos. Tateava a minha carne como quem não se engana com todos os toques de incendiar de prazer e amansar com todos os gozos. E suas mãos me apalpavam como quem sabe cuidar da Terra e de todas as coisas vivas. Com elas me apertava contra o peito a sentir a maciez de sua pele abrasada. E me tocava com os seus lábios de todos os sabores. Soçobrava no meu sexo como quem se redime da vida. Sagrava-me qual deus de sua devoção. E beijava-me os pés como serviçal submissa. Nutria-se de mim pra me entregar sua alma. Adorava-me como senhor salvador. Dava-me a boca às minúcias impossíveis de ignorar ou recusar. Abocanhava-me com as luzes infinitas de sua combustão. Vergava-se em versos de inenarrável poesia. A sua voz se fazia eco da mais terna canção. Levava-me como as águas se espalham para refletir na noite a luz de todas as estrelas do céu. E me descobria dentro dela as lonjuras das bandas de Guaraqueçaba agora tão perto e ao alcance da mão. Raiva com seus olhos de todas as estrelas do firmamento. Inclinava a cabeça sobre mim para me ofertar a coroa de flores de maracujá-do-mato. Assim fez-me dela pra ser minha e a vida plena ao amor. © Luiz Alberto Machado.. Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Segue o som (Sony Music, 2014), da cantora e compositora Vanessa da Mata.Veja mais aqui.

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DESTAQUE:
[...] Na análise da situação concreta, existencial, de opressão, não podemos deixar de surpreender o seu nascimento num ato de violência que é inaugurado repetimos, pelos que têm poder. Esta violência, como um processo, passa de geração a geração de opressores, que se vão fazendo legatários dela e formando-se no seu clima geral. Este clima cria nos opressores uma consciência fortemente possessiva. Possessiva do mundo e dos homens. Fora da posse direta, concreta, material, do mundo e dos homens, os opressores não se podem entender a si mesmos.Não podem ser. Deles como consciências necrófilas, diria Fromm: “perderia o contato com o mundo”. Daí que tendam a transformar tudo o que os cerca em objetos de seu domínio. A terra, os bens, a produção, a criação dos homens, os homens mesmos, o tempo em que estão os homens, tudo se reduz a objeto de seu comando. Na ânsia irrefreada da posse, desenvolvem em si a convicção de que lhes é possível transformar tudo a seu poder de compra. Daí a sua concepção estritamente materialista da existência. O dinheiro é a medida de todas as coisas. E o lucro, seu objetivo principal. Por isto é que, para os opressores, o que vale é ter mais e cada vez mais, à custa, inclusive, do ter menos ou do nada ter dos oprimidos. Ser, para eles, é ter e ter como classe que tem. [...] Por isto tudo é que a humanização é uma “coisa” que possuem como direito exclusivo, como atributo herdado. A humanização é apenas sua. A dos outros, dos seus contrários, se apresenta como subversão. Humanizar é, naturalmente, segundo seu ponto de vista, subverter, e não ser mais. [...] Direito que “conquistaram com seu esforço, sua coragem de correr risco”... Se os outros – “esses invejosos” – não têm, é porque são incapazes e preguiçosos a que juntam ainda um injustificável mal-agradecimento a seus “gestos generosos”. , porque “mal-agradecidos e invejosos”, são sempre vistos os oprimidos como seus inimigos potenciais a quem têm de observar e vigiar. [...].
Trechos extraídos da obra Pedagogia do oprimido (Paz e Terra, 1983), do educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire (1921-1997). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

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