terça-feira, novembro 01, 2016

O RECOMEÇO A CADA DIA


O RECOMEÇO A CADA DIA - (A arte do fotógrafo e cinegrafista Faisal Iskandar) – Até onde fui, tantas vezes perdi o prumo. Quando errei, morri. Não mais maldigo, gozo das lições e sobrevivo em paz. Ah, se malogro agora, sorrio sempre: aprendi o valor dos tropeços e lágrimas. Seja como for, sigo adiante. Levanto a âncora para singrar pelos mais de sete mares: tensão especulativa. Fruir do presente, o divórcio do passado na memória esquecida. A dupla face - no futuro do passado: eu serei o que fui; no passado do presente: quero ser o que sonhei. Espero, apenas, encontrar pessoas razoáveis no caminho entre gente de assunto encerrado, indiscutível. Nada do que fui na fotografia reflete no espelho opaco de agora, quase nem me reconheço na efígie de ontens. E se olho pros lados é pra saber onde estou na encruzilhada atenuando cicatrizes. Sirvo-me da paisagem para renovar as esperanças: tudo reduzido aos espasmos de todos - a incapacidade do êxtase, a conformação do cômodo. Pra quem nunca viu nada às claras, tudo é escuridão. É sempre muito difícil, quantos não estiveram em apuros entre desgraças e iniquidades, eu solidário sem poder fazer nada além do meu coração pra chorar. Não sei o que é pior, o preço cobrado pelos excessos. Está na hora de suspender o rodízio de pizza, dar um tempo pras frivolidades. Quanto maior a dor, maior a insanidade; e me perdi por completo no labirinto de mim mesmo. Só pra ganhar tempo, admito minha fraqueza. Pesando bem as coisas, cada qual no seu lugar. É pralí que eu vou, qualquer direção no redemoinho da estrada: sou-me labirinto quanto imprevisível a escuridão do abismo. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

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DESTAQUE: O CONHECIMENTO
[...] Há três formas de conhecimento. A primeira é o conhecimento intelectual que é, na verdade, mera informação e coleção de fatos, e a utilização destes para chegar a conceitos intelectuais posteriores. Este é o intelectualismo. Em segundo lugar, vem o conhecimento de estados, que inclui tanto o sentimento quanto os estados de espírito estranhos, nos quais o homem pensa que percebeu algo supremo mas não consegue se utilizar disto. Este é o emocionalismo. Por fim, vem o conhecimento real, que é chamado Conhecimento da Realidade. Nesta forma, o homem percebe o que é certo, o que é verdadeiro, além dos limites do pensamento e dos sentidos. Escolásticos e cientistas concentram-se na primeira forma de conhecimento. Emocionalistas e experimentalistas usam a segunda forma. Outros usam as duas em combinação ou alternadamente. No entanto, as pessoas que atingem a verdade são aqueles que sabem como se relacionar com a realidade que se coloca além destas formas de conhecimento. Estes são os Sufis reais, os Dervixes que atinguram. [...].
Pensamento do filosófo e poeta sufista espanhol Ibn el-Arabi (1165-1240), extraído da obra The way of the Sufi (Dutton, 1970), do pensador, escritor e professor árabe Indries Shah (Arkon Daraul – 1926-1996).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do fotógrafo, artista visual e cinegrafista Faisal Iskandar.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Peace, by Petrina Sharp.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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