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sexta-feira, março 27, 2015

ARUNDHATI ROY, JOAN CRAWFORD, GLORIA SWANSON & AFFONSO DE SANT´ANNA

 


JOAN, A INSACIÁVEL ATUAVA DANÇANDO NA VIDA... - A Billie, a que era ariana texana e, também Lucille – a terceira filha de um lavador de roupas que abandonou a família. Por causa disso a mãe deu-lhe um padrasto, um empresário duma casa de ópera, a quem pensava ser seu pai biológico. Ela começou apresentando-se no vaudeville, dificultando sua formação educacional. É que desde criança queria ser dançarina. A família mudou-se para Kansas City porque seu padrasto tornou-se persona non grata na sua cidade natal. E lá foi para um internato católico. Passou pela Academia Rockingham e foi pra Faculdade Stephens, abandonando-a em seguida. Começou a dançar nos coros de espetáculos viajantes até ser descoberta em Michigan, incluída no espetáculo: Innocent Eyes. Foi pra Califórnia e, com o nome de Lucille LeSueur, ela fez seu primeiro filme: Lady of the Night, atuando como dublê de corpo da estrela do filme. Depois fez papeis pequenos em outros filmes. Num concurso promovido por uma revista passou a ser chamada Joan Crawford. Sabida que só trabalhou sua autopromoção, frequentando bailes nos hotéis, vencendo concursos de danças. E aí começaram as aparições, a primeira delas: Sally, Irene and Mary. Aí foi pra Paris e passou a ser vista no The Unknown, Spring Fever, Across to Singapore e, enfim, o sucesso da estrela: Our Dancing Daughters, apresentando-se como uma mulher de espírito livre e independente. Aí casou-se e foi bem sucedida na transição entre o cinema mudo ao falado, com Untamed, Our Blushing Brides, Paid, mais Dance, Fools, Dance, no Letty Lynton e, principalmente no Rain. Divorciou-se pela primeira vez e atuou no Dancing Lady. Nascia aquela que seria o furacão sexual: A maneira como me expresso foi considerada apropriada apenas para um homem. Era uma necessidade física e emocional. Teve vantagens no prazer que me trouxe, mas também me fez uma vítima – dependente daquilo... Casou-se novamente e construiu um pequeno teatro em casa. Vieram então as atuações em I Live My Life, Love on the Run e The Last of Mrs. Cheyney, que a fizeram a soberana rainha dos filmes. Mesmo assim foi rotulada de veneno da bilheteria, pelos prejuízos causados aos donos de salas de cinema. Seu prestígio foi restaurado com Mannequin, a rainha das garotas trabalhadoras. E também em Womans, para logo divorciar-se. Daí foi a glamourosa Julie em Strange Cargo e adotou sua primeira filha, Christine. Casou-se novamente e adotou outra criança, Phillip Terry Jr que depois, ao se separar em 1946, mudou o nome dele para Christopher. Durante a segunda guerra participou dos Serviços Voluntários de Mulheres e apareceu em Hollywood Canteen. E o sucesso retumbante de Alma em Suplício premiada como melhor atriz. Adotou mais duas crianças em 1947, Cindy e Chathy. Fez incursões no teatro, televisão e rádio. Casou-se novamente e enviuvou em 1959, quase entrando em falência. Escreveu sua autobiografia A Portrait of Joan e estrelou What Ever Happened to Baby Jane? Reaproximou-se do ex-marido que havia se separado décadas atrás. E publicou seu livro seguinte, My Way of Life. Mudou-se em 1973 e desabafou: Se é assim que me vêem, então eles não vão me ver mais... E cancelou todas as suas aparições, recusou entrevistas e deixou de receber visitas. Doou sua cadela e, dois dias depois, vitimou-se dum ataque cardíaco para se tornar o ícone da cultura camp. Veja mais abaixo & mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - O amor é um fogo. Mas se ele vai aquecer sua lareira ou queimar sua casa, você nunca sabe... Preciso de sexo para ter uma pele limpa, mas prefiro fazer sexo por amor... Você tem que ser autoconfiante e forte para sobreviver nesta cidade. Caso contrário, você será destruída... Não tenha medo de nada... Aprenda a respirar, aprenda a falar, mas primeiro... aprenda a sentir... Se eu não posso ser eu, não quero ser ninguém. Eu nasci assim. Pensamento da atriz estadunidense Joan Crawford (Lucille Fay LeSueur – 1904-1977), que no seu livro My Way of Life (Simon and Schuster, NY, 2010), ela se expressou assim: […] Acho que por natureza a mulher é mais estável. A vida lhe dá tantas coisas diferentes para enfrentar, e ela aprende quase desde a infância a lidar com isso e a não deixar isso transparecer. Uma mulher que se casou e criou os filhos passou por milhares de emergências – doenças, encanamentos quebrados, eletrodomésticos que não funcionavam, a travessura dos filhos, o humor do marido, as contas – e treinou-se para lidar com todas elas. [...] Eu me convenci de que odeio coisas que são ruins para mim - comida que engorda, madrugadas e pessoas barulhentas e agressivas encabeçam a lista. Sou amigo de mim mesma, então faço coisas que são boas para mim, caso contrário não poderia ser boa para os outros. [...] Acho que uma façanha maravilhosa seria fazer com que seu melhor amigo (ou o conhecido mais crítico) tirasse algumas fotos coloridas de você de todos os ângulos, vestido exatamente como você costuma aparecer, digamos, às seis da tarde. O mesmo penteado, a mesma maquiagem e se possível a mesma expressão no rosto. Seja honesta! Certifique-se de que ela também observe as vistas traseiras. Deveria haver outras fotos suas usando seu melhor vestido para sair para jantar ou sua fantasia favorita de ponte com as garotas - chapéu, luvas, bolsa e bijuterias. Tudo. Em seguida, revele aquele rolo de filme e EXPLODA. Você não pode ver muito em um pequeno instantâneo. Um oito por dez mostrará o que funciona - e você provavelmente não ficará muito feliz com isso. Sente-se e dê uma boa olhada naquela mulher estranha. Ela é a pessoa moderna de hoje - elegante, equilibrada, bem cuidada, radiante de saúde? Ou ela é uma cópia rechonchuda do Miss 1950? Ela é elegante ou acidentada nos lugares errados? Como é a postura dela? Ela fica melhor de frente do que de trás? Ela fica graciosamente? […] Pés juntos ou um pouco à frente do outro, é a postura mais graciosa. […] Eu sempre coloco meus avisos ruins no meu espelho. Que tal manter aquelas fotos espontâneas de oito por dez em seu camarim por um tempo enquanto você se veste? [...]. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Outro mundo não só é possível, ele está a caminho. Em um dia tranquilo, posso ouvir sua respiração... Pensamento da escritora e ativista indiana Arundhati Roy, que no seu livro The Cost of Living (Modern Library, 1999), expressou que: […] Para amar. Para ser amado. Para nunca esquecer sua própria insignificância. Nunca se acostumar com a violência indescritível e a disparidade vulgar da vida ao seu redor. Buscar alegria nos lugares mais tristes. Para perseguir a beleza até seu covil. Nunca simplificar o que é complicado ou complicar o que é simples. Respeitar a força, nunca o poder. Acima de tudo, para assistir. Para tentar entender. Para nunca desviar o olhar. E nunca, nunca para esquecer. [...]. No seu livro The God of Small Things (Random House, 2008), ela expressa: […] É isso que palavras descuidadas fazem. Elas fazem as pessoas amarem você um pouco menos. [...]. Já noutra de suas obras, War Talk (South End Press, 2003), ela expressou que: […] Com a nossa arte, a nossa música, a nossa literatura, a nossa teimosia, a nossa alegria, o nosso brilho, a nossa implacabilidade – e a nossa capacidade de contar as nossas próprias histórias. Histórias que são diferentes daquelas em que sofremos uma lavagem cerebral para acreditar. A revolução corporativa entrará em colapso se nos recusarmos a comprar o que eles vendem – as suas ideias, a sua versão da história, as suas guerras, as suas armas, a sua noção de inevitabilidade. Lembre-se disto: somos muitos e eles são poucos. Eles precisam de nós mais do que nós deles. […]. Também noutra obra, Public Power in the Age of Empire (Seven Stories Press, A 7 Stories PR, 2004), ela afirmou: […] Manifestações coloridas e marchas de fim de semana são vitais, mas por si só não são suficientemente poderosas para parar as guerras. As guerras só serão interrompidas quando os soldados se recusarem a lutar, quando os trabalhadores se recusarem a carregar armas em navios e aviões, quando as pessoas boicotarem os postos económicos avançados do Império que estão espalhados por todo o mundo. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

PÉROLAS DOS SERTÕES DO ROSA – Algumas das pérolas do magistral livro Grande Sertão: Veredas (José Olympio, 1982), do escritor, médico e diplomata mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967): Razão por que fiz? Sei ou não sei. De ás, eu pensava claro, acho que bês não pensei. O senhor pense outra vez, repense o bem pensado [...] No real da vida as coisas acabam com menos formato, nem acabam. Melhor assim. Pelejar por exato dá erro contra a gente. Não se queira. Viver é muito perigoso [...] Tem verdade que se carece de aprender, do encoberto, e que ninguém não ensina: o beco para a liberdade se fazer. [...] Digo: o real não está na saída nem na chegada, ele se dispõe para a gente é no meio da travessia. [...] O sertão é confusão em grande demasiado sossego [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

Imagem: Standing female nude (1910) do pintor francês Albert Marquet (1875-1947). Veja mais aqui e aqui.

Ouvindo: Sinfonia nº 11, in G minor The Year 1905, op. 103, do compositor russo Dmitri Dmitriyevich Shostakovich (1906-1975) com regência do maestro e violoncelista russo Mstislav Rostropovich (1927-2007) na London Symphont Orchestra.

TEATRO POPULAR – O livro Teatro popular: uma experiência (Francisco Alves, 1975), da dramaturga, escritora e pesquisa mineira Maria Helena Kühner, trata de temas como de Édipo a Galileu: e o verbo se faz carne, Édipo e o espelho, Hamlet e o descobridor, Galileu e o transformador, a função da arte e do teatro hoje, a importância atual da cultura, a principal contradição, opções e caminhos, des-encontros possíveis, a linguagem, de cultura popular e cultura nacional, aplicação da função a nosso tempo e lugar, surgimento da exigência de uma cultura nacional, expressões e transformações nas décadas de 1930-1970, a cultura popular, a experiência, o processo de trabalho seguido, etapas de desenvolvimento, o texto/espetáculo, entre outros assuntos. Destaco o trecho: [...] Se a cultura não se reduz ao código, mas exige uma busca e uma experiência permanentes, desestruturantes e reestruturantes, de normas e valores, para que se torne realmente criadora; se uma vida cultural só é autentica se não se mantem compartimentada e elitista, fechada a toda uma minoria marginalizada; se também lhe é especial não manter os objetos de cultura como simples mercadorias de consumo ou peças inertes com a existência (hoje sonho ou mito que serve de bússola a toda busca) cria a necessidade daquele retorno às origens, à matriz – quer sob a forma simbólica e social de reencontro com a natureza, que infiltra toda a linha da contracultura e que a cultura dominante por vezes absorve tranquilamente (artesanato, vida rústica, campings, macrobiótica, et.); quer sob a forma individual, de busca de autodefinição ou individuação, que tem por vezes como instrumento a psicanálise; quer sob a forma histórico-antropológica , que unifica os vários planos da atividade e pensamento do homem em um projeto comum de encontrar a linguagem de grupos humanos reduzidos ao silêncio pela civilização e assim dar expressão social às maiorias silenciosas e às minorias marginalizadas – para obter delas a cédula regeneradora desse homem planetário que se vê ou se quer cada vez mais como organismo vivo. O desenvolvimento das forças produtivas torna hoje historicamente possível tal projeto. E é a própria sanidade e unidade do homem que hoje exige que supere sua divisão interna (corpo/mente) e externos (cultura dominante/cultura dominada). E neste sentido dirige sua busca, em todos os seus campos de pensamento e ação. Veja mais aqui, aquiaqui, aqui e aqui.

QUE PAÍS É ESTE – No livro Que país é este? (Rocco, 1980), do poeta Affonso Romano de Sant´Anna, destaco o seguinte fragmento: Uma coisa é um país, / outra um ajuntamento./ Uma coisa é um país, / outra um regimento. / Uma coisa é um país, / outra o confinamento. / Mas já soube datas, guerras, estátuas / usei caderno "Avante" / — e desfilei de tênis para o ditador. / Vinha de um "berço esplêndido" para um "futuro radioso" / e éramos maiores em tudo / — discursando rios e pretensão. / Uma coisa é um país, / outra um fingimento. / Uma coisa é um país, / outra um monumento. / Uma coisa é um país, / outra o aviltamento. / [...] Há 500 anos caçamos índios e operários, / há 500 anos queimamos árvores e hereges, / há 500 anos estupramos livros e mulheres, / há 500 anos sugamos negras e aluguéis. / Há 500 anos dizemos: / que o futuro a Deus pertence, / que Deus nasceu na Bahia, / que São Jorge é que é guerreiro, / que do amanhã ninguém sabe, / que conosco ninguém pode, / que quem não pode sacode. / Há 500 anos somos pretos de alma branca, / não somos nada violentos, / quem espera sempre alcança / e quem não chora não mama / ou quem tem padrinho vivo / não morre nunca pagão. / Há 500 anos propalamos: / este é o país do futuro, / antes tarde do que nunca, / mais vale quem Deus ajuda / e a Europa ainda se curva. / Há 500 anos / somos raposas verdes / colhendo uvas com os olhos, / semeamos promessa e vento / com tempestades na boca, / sonhamos a paz da Suécia / com suíças militares, / vendemos siris na estrada / e papagaios em Haia, / senzalamos casas-grandes / e sobradamos mocambos, / bebemos cachaça e brahma / joaquim silvério e derrama, / a polícia nos dispersa / e o futebol nos conclama, / cantamos salve-rainhas / e salve-se quem puder, / pois Jesus Cristo nos mata / num carnaval de mulatas. [...] Veja mais aqui.

O ASSISTENTE SOCIAL EM TEMPO DE CAPITAL FETICHE – O livro Serviço Social em tempo de capital e fetiche – capital financeiro, trabalho e questão social (Cortez, 2006), da professora e doutora em Ciências Sociais, Marilda Vilela Yamamoto, trata sobre a sociabilidade na orbita do capital: a invisibilidade do trabalho e radicalização da alienação, o capital fetiche diante da questão social e do Serviço Social, trabalho e reprodução das relações sociais na teoria de Marx, desvendando o fetiche e a produtividade do capital, a propriedade capitalista e a renda fundiária, o capital fetiche, capital financeiro na expansão monopolista, mundialização da economia, a produção teórica brasileira sobre os fundamentos do trabalho do assistente social, a forma histórica da individualidade social na sociedade burguesa, processo capitalista de trabalho e indivíduo social, classe e cultura, o trabalho do assistente social, entre outros assuntos. Da obra destaco o seguinte trecho: [...] A mundialização financeira, em suas refrações no país, impulsiona a generalização das relações mercantis às mais recônditas esferas e dimensões da vida social, que afetam transversalmente a divisão do trabalho, as relações entre as classes e a organização da produção e distribuição de bens e serviços. Ela espraia-se na conformação da sociabilidade e da cultura, reconfigura o Estado e a sociedade civil, redimensionando as lutas sociais. O resultado tem sido uma nítida regressão aos direitos sociais e políticas públicas correspondentes, atingindo as condições e relações sociais, que presidem a realização do trabalho profissional. O capital expande sua face financeira integrando grupos industriais associados às instituições financeiras (bancos, companhias de seguros, fundos de pensão, sociedades financeiras de investimento coletivos e fundos mútuos) que passam a comandar o conjunto da acumulação. Na busca incessante e ilimitada do aumento exponencial da riqueza quantitativa – o crescimento do valor pelo valor -, os investimentos financeiros tornam a relação social do capital com o trabalho aparentemente invisível. Intensifica-se a investida contra a organização coletiva de todos aqueles que, destituídos da propriedade, dependem de um lugar nesse mercado (cada dia mais restrito e seletivo) para produzir o equivalente de seus meios de vida. Crescem as desigualdades e o contingente de destituídos de direitos civis, políticos e sociais, potenciados pelas orientações (neo)liberais, que capturam os Estados nacionais, erigidas pelos poderes imperialistas como caminho único para animar o crescimento econômico, cujo ônus recais sobre as grandes maiorias [...]. Veja mais aqui e aqui


PRA FRENTE BRASIL – O drama e ficção histórica Pra frente, Brasil (1982), dirigido e escrito por Roberto Farias, baseado em argumento do diretor e Paulo Mendonça, com música de Egberto Gismonti, traz a história ocorrida em 1970, em plena época do milagre econômico e dos anos de chumbo da ditadura militar, enquanto o país vibra com a seleção brasileira na copa do mundo do México, prisioneiros políticos são torturados por agentes da repressão patrocinados por empresários, envolvendo vítimas inocentes, como é o caso do personagem Jofre Godoi da Fonseca, um trabalhador pacato da classe média, quando ele divide um táxi com um militante de esquerda, é preso e submetido a sessões de tortura. Um filme obrigatório para assistir. Veja mais aqui.



HOMENAGEM ESPECIAL
GLORIA SWANSON



Homenagem especial para a atriz estadunidense Gloria Swanson (1897-1983). Veja mais aqui.



Veja mais sobre:
Repente qualquer jeito para ver como é que fica, A vida antes do homem de Margaret Atwood, A servidão humana de Baruch de Espinoza, A tecnologia na arte de Edmond Couchot, a música de Jackson do Pandeiro, a pintura de Victoria Selbach & Leonel Mattos, a fotografia de Antonio Corradini & Nikolai Endegor aqui.

E mais:
O trâmite do visinvisível, a música de Alexander Scriabin & Maria Lettberg, a pintura de Paul-Émile Bécat & Berenice Barreto, Quadrigrafias & a arte de Elaine Pauvolid aqui.
Desabafo do dr. Zé Gulu: a civilização dos equívocos, a literatura de Juan Rulfo, a pintura de Henri Fantin-Latour & Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun, a música de Myriam Taubkin & Poemiudinho aqui.
Nitolino no reino encantado de todas as coisas, Toumal & a mulher de Bushman, De segunda a um ano de John Cage, a literatura de Henry James, a pintura de Leonardo da Vinci, a música de John McLaughlin, O suicídio de Émile Durkheim, o cartoon de Luiz Fernando Veríssimo, o cinema de Mel Smith & Emma Thompson aqui.
O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci, a literatura de Anatole France, A epopéia de Damaianti do Maabárata, o teatro de Tristan Tzara, O grande ditador de Charlie Chaplin, a música de Edson Natale & a pintura de Henri Fantin-Latour aqui.
Ela, a incógnita do prazer & a pintura de Mark Tennant aqui.
A fibra na dieta alimentar aqui.
Literatura de Cordel: Ais coisa que tu me diz de Bob Motta aqui.
Literatura de Cordel: A mulher cariri, cariri mulher, de Salete Maria aqui.
As trelas do Doro: a vingança aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o bicho leva um puxavanque da vida, para baixo todo santo ajuda numa queda só: tei bei! Era uma vez, hem hem.... aqui.
Sanha, a música, Análise do homem de Erich Fromm, A mulher que escreveu a Bíblia de Moacyr Scliar, Sheherazade de Rimsky-Korsakov, a poesia de Menotti Del Picchia, Os sonhos de Akira Kurosawa & a pintura de Jean-Hippolyte Flandrin aqui.
Só desamparo no descompromisso social, Cidadania de Evelina Dagnino, Quadrinho de História de Gláucia Vieira Machado, a poesia de Micheliny Verunschk, a música de Viviane Hagner, a fotografia de Yi-chun Wu, a escultura de Michael Talbot, o teatro de Buraco D’Oráculo, o cinema de Niki Caro & Keisha Castle-Hughes, a pintura de Oresteia Papachristou & Hajime Sorayama, a arte de Márcio Baraldi, Luciah Lopez & a menina do sorriso ensolarado aqui.
Escapando & vingando sonhos, a literatura de Ricardo Piglia, A memória coletiva de Maurice Halbwachs, A fenomenologia do olhar de Alfredo Bosi, Na caça ao dinheiro de Nilson Araújo de Souza, a entrevista de Leila Miccolis, Cidadania na Escola, a pintura de Pablo Picasso& Roberto Chichorro, a música de Bob Dylan, a fotografia de Roberta Dabdab, a arte de Marcos Carrasquer, a coreografia de Sandro Borelli, o cinema de Álex de La Iglesia & Rosie Perez, a escultura de Johann Heinrich von Dannecker, as gravuras de Eugene Reunier, Lume Teatro & O poeta chora aqui.
Só a poesia torna a vida suportável, O trabalho contemporâneo de Harry Braverman, Mundo dos homens de Sérgio Lessa, O trabalho de Ricardo Antunes, a música de Nadja Salerno-Sonnenberg, a entrevista de Cláudia Telles, a escultura de Eduardo Paolozzi & Kvitka Anatoly, a fotografia de Dane Shitagi, Cinema de Rua, a pintura de Eugene Huc, Escambo de Teatro Livre de Rua, Coletivo Transverso, A arte na rua dos Municípios & Quando Tomé mostrou ao que veio aqui.
Poema em voz alta, A mulher suméria, a literatura de Georges Bataille, a pintura de Paul Cézanne & Olivia de Berardinis, Decameron de Pier Paolo Pasolini, a música de Karina Buhr, o ativismo de Maryam Namazie, a escultura de Leroy Transfield, Nupcias do NUA, a coreografia de Ângelo Madureira & Ana Catarina Vieira, a entrevista de Frederico Barbosa, a arte de Mozart Fernandes, Cidadania & Meio Ambiente aqui.
Minha voz, o poema, a poesia de Lawrence Ferlinghetti, o cinema de Peter Greenaway, o teatro de Dario Fo, a música de Milton Nascimento & Elis Regina, a fotografia de Edward Weston, a arte de Leo Lobos, Portal do Poeta Brasileiro, Programa Tataritaritatá & A coelhinha da páscoa aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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quinta-feira, março 07, 2013

BOLAÑO ÁVALOS, LASKER-SCHULER, BOŽENA NĚMCOVÁ, BAWDEN, ELLEN WOOD, CAO YU, GRILLPARZER & GEORGE MOORE

 

O QUE É DE HOJE SENÃO FOSSE ONTEM – UMA: DE MEMÓRIA & AMIZADE: Muito aprendi com o passado, tanto foi que esqueci. Também dos amigos, hoje conto nos dedos. Valeu mesmo foi a leitura que fiz das ideias da escritora austro-tcheca Božena Němcová (1820-1862) de quem recolhi pérolas indispensável, tais como: Se não fosse pelas memórias, você não acreditaria que já foi feliz... Pois é. Ou sobre os amigos: O melhor amigo é aquele que te adverte, que fala a verdade na sua cara. Valorize isso!... O que é bonito mesmo: A bondade de coração embeleza um rosto bonito... E sobre os disse-me-disse: Um ouvido sábio não ouve o que uma boca tola diz... Ainda bem que ouvi muito e não levei tanto a sério. Fui, na boa. DUAS: DE CULPA & LIBERDADE: Anteontem no meio das minhas leituras dei de cara com as palavras do dramaturgo austríaco Franz Grillparzer (1791-1872), entre as quais dizia: As correntes da escravidão só prendem as mãos. É a mente que faz livre o escravo... Com relação aos remorsos ele tem uma frase irretocável: Existe um remédio para todos os tipos de culpa: reconhecê-las... Só consegui fazer o que quero e gosto justamente por isso: cabeça livre para assumir o que for necessário. TRÊS: DAS BUSCAS & PROPÓSITOS – Não menos interessantes foi aprender um pouco mais com o escritor irlandês George Moore (1852-1933), principalmente quando ele diz: Um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo... Tanto fui e foi justamente quando voltei pra casa que achei o que procurava. Mas outra dele ainda estou digerindo: Um grande artista está sempre antes ou depois de sua época... Não sei, devo ainda estar no meio do caminho, de onde, parece, que nunca saí. Vamos aprumar a conversa!!!

 


DITOS & DESDITOS - Todos os escritores são mentirosos. Eles distorcem os eventos para se adequarem a si mesmos. Eles usam suas próprias tragédias para fazer uma história melhor... Eles são pessoas terríveis... Pensamento da escritora britânica Nina Bawden (1925-2012). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Para um escritor, a vida é sempre muito curta para escrever. Vou apenas tentar o meu melhor durante o que resta da minha vida... Pensamento do escritor chinês Cao Yu (1910-1996).

 

DEMOCRACIA & CAPITALISMO - [...] Não existe capitalismo governado pelo poder popular, não há capitalismo em que a vontade do povo tenha precedência sobre os imperativos do lucro e da acumulação, não há capitalismo em que as exigências de maximização dos lucros não definam as condições mais básicas de vida [...] o capitalismo coloca necessariamente mais e mais esferas da vida fora do alcance da responsabilidade democrática [...] o ideal humano proposto e defendido pelos filósofos nos diz muito sobre quais eram seus compromissos sociais e políticos e que posição defendiam nos conflitos que marcaram suas épocas [...] a disposição de poder entre o capitalista e o trabalhador tem como condição a configuração política do conjunto da sociedade [...] o “ponto-de-partida” da produção capitalista “não é outra coisa senão o processo histórico de isolar o produtor dos meios de produção”, um processo de luta de classes e de intervenção coercitiva do Estado em favor da classe apropriadora. A própria estrutura do argumento sugere que, para Marx, o segredo último da produção capitalista é político [...]. Em outras palavras, a alocação social de recursos e de trabalho não ocorre por comando político, por determinação comunitária, por hereditariedade, costumes nem por obrigação religiosa, mas pelos mecanismos de intercâmbio de mercadorias. Os poderes de apropriação de mais-valia e de exploração não se baseiam diretamente nas relações de dependência jurídica ou política, mas sim numa relação contratual entre produtores “livres” – juridicamente livres e livres dos meios de produção e um apropriador que tem a propriedade privada absoluta dos meios de produção [...] A propriedade privada absoluta dos meios de produção, a relação contratual que prende o produtor ao apropriador, o processo de troca das mercadorias exigem formas legais, aparato de coação e as funções policiais do Estado. Historicamente, o Estado tem sido essencial para o processo de expropriação que está na base do capitalismo. Em todos os sentidos, apesar de sua diferenciação, a esfera econômica se apoia firmemente na política [...]. Trechos extraídos da obra Democracia contra o capitalismo: a renovação do materialismo histórico (Boitempo, 2011), da cientista política e historiadora britânica Ellen Wood (1942-2016), que em outra obra, The Retreat from Class: a new ‘true’ Socialism (Verso, 1998), expressa que: [...] Sua crescente aceitação da “democracia”, como um conceito indeterminado que une em seu seio o capitalismo e a democracia socialista em uma continuidade perfeita, obscurece as contradições, os antagonismos e os conflitos de classe que existem entre socialismo e capitalismo. Com isto, Poulantzas está antecipando um dos mais importantes temas do Novo Socialismo “Verdadeiro”. Porém, desenvolveu estes temas até chegar as últimas conclusões, por isso seria muito mais correto não declará-lo o maior expoente do NSC, mas seu mais importante antecedente [...].

 

ESTRELA DISTANTE - [...] Estou falando sério: o segredo está em proporcionar um enterro digno às pessoas de poucos recursos, inclusive com alguma elegância (nisso os franceses, acredite, são campeões), um funeral de burgueses para a pequena burguesia e um funeral de pequenos-burgueses para o proletariado, esse é o segredo de tudo, não só das empresas funerárias, mas da vida em geral! [...]. Trecho extraído da obra Distant Star (Anagrama, 1996), do escritor chileno Roberto Bolaño Ávalos (1953-2003). Veja mais aqui.

 

FUGA DO MUNDO - Vou-me embora pra lá de além, \ De volta a mim, \ Jacinto em flor terçã \ No temporão de minha alma, \ Quiçá já tarde tarde demais! \ Ah, vou morrendoentre vocês, \ Que me sufocam com vocês! \ Lios queria que me atassem \ — Num vira e mexe que findasse! \ Desconcertante, \ Equívoco por um instante, \ Para que enfim eu escapasse \ No rumo de mim. Poema da poeta alemã Else Lasker-Schuler (1869-1945). Veja mais aqui e aqui.

 


BREVE HISTÓRIA DO FEMINISMO NO BRASIL – O livro “Breve história do feminismo no Brasil”, de Maria Amélia de Almeida Teles, aborda questões que vão desde a condição da mulher no Brasil Colônia (1500-1822), Brasil Império (1822-1889), a influência internacional, na República, na Segunda República (1930-1964), na Terceira República e o golpe (1964-185), 1968 com a certeza: história e flores, a luta armada e o aprendizado para a mulher, as mulheres da periferia de São Paulo, o Movimento do Custo de Vida, a anistia ampla, geral e irrestrita; 1975 – O ano internacional da mulher, jornal Brasil Mulher, Nós Mulheres e Mulherio; 8 de março – Dia Internacional da Mulher no Brasil, a questão feminista vai além do 8 de março, movimento de luta por creche, sindicato, greve, assunto proibido, a época dos congressos paulistas, o II Congresso da Mulher Paulista, a divisão do movimento, o III Congresso da Mulher Paulista, violência, a trabalhadora rural, a mulher e a Constituinte, saúde, sexualidade, assistência integral à saúde da mulher e os encontros feministas. Veja mais aquiaqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

FONTE:
TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2003.



FEMININO/MASCULINO NO IMAGINARIO DE DIFERENTES EPOCAS -O livro “Feminino/masculino no imaginário de diferentes épocas”, organizado por Eloá Jacobina e Maria Helena Kühner, traz a discussão que envolve uma série de palestras e debates do ciclo temático realizado em 1996. Inicialmente traz a questão dos mitos, quando Estrella Bohadana aborda o tema A unidade primordial: perda ou fantasia? Em seguida, no teatro grego, Maria Helena Kühner trata acerca do tema “O espelho em que os rostos se dividem”. Na poesia do Renascimento, Marco Lucchesi traz “As bodas místicas”. No romance do séc. 19, Rachel Gutiérrez traz “O amor sublime e os perigos da paixão”. Em seguida, acerca dos 100 anos de cinema, Moema Toscana aborda “Um espaço para a mulher”. Na música popular brasileira, Eloá Jaconia traz “Letras em canto-cantigas”. Na televisão, Sócrates Nolasco traz “Representações masculinas e femininas”. Nas letras, Eliana Yunes traz “O feminino e a literatura (dita) infantil”. Por fim, na Psicanálise Roberto Bittencourt Martins traz “Vagas divagações em torno de Eva, Adão e seus descendentes”. Obra imperdível.

Fonte:
JACOBINA, Eloá; KÜHNER, Maria Helena. Feminino/masculino no imaginário de diferentes épocas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.   Confira mais sobre o assunto aqui

PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL – O livro Psicologia escolar e educação: saúde e qualidade de vida (Alínea, 2008), organizado por Zilda Aparecida Pereira Del Prette, trata de temas como a teoria, a pesquisa e pratica na interface psicologia-educação, saúde psicológica, sucesso escolar, eficácia da escola, desafios da psicologia escolar no novo milênio, os impasses da educação, a prática do psicólogo na educação, modelos interpretativos da criatividade e alternativas de atuação psicossocioeducativa, habilidades sociais e educação, trabalho infanto-juvenil, a criança em desenvolvimwento, escola pública e significações de professores sobre a escola, saúde do adolescente, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

PLURALIDADE DE FAMÍLIA NA UNIÃO ESTÁVEL – Para realizar um trabalho acadêmico sobre esta temática, faz-se necessário abordar as entidades familiares a partir de uma revisão da literatura que compreende os antecedentes históricos e a fundamentação conceitual da família, efetuar a distinção entre a entidade familiar, o casamento e a união estável, tratar sobre o conceito, requisitos e regime de bens no instituto da união estável, os deveres dos coniventes, os princípios normatizadores, observância da obrigação de lealdade e fidelidade, a unidade das reações e as previsões do §1º do art. 1723 do Código Civil. Veja mais aqui.


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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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