Mostrando postagens com marcador Célia Mara. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Célia Mara. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 22, 2017

GRAMSCI, HILDA HILST, GILVAN LEMOS, RUBEM ALVES, PALMARES & ATONMIRIO BARROS

A RESSURREIÇÃO DO CASANOVA – Uma enchente avassaladora varreu Alagoinhanduba do mapa. Bastou uma barragem duma multinacional que ninguém sabe o nome rachar em bandas, de um tsunami mandar ver levando tudo correnteza abaixo. Milhões de desabrigados, maior tragédia da história. Não sobrou nem lembranças do que era, findando o povo todo ter de morar embaixo da ponte que, de tanto balançar, não cabia mais ninguém pendurado. Com a situação, Zé Peiúdo se aproveitou na maior caranha: vendia tudo por preço exorbitante. Não concorrência, ou comprava, ou comprava. Era de lascar, fazer o quê? Ajuntando uns trocados bons com as negociatas, deu ele de ir tomar já a segunda meiota, quando ouviu pelo nome Casanova. – Ah, esse nome eu conheço, vai dá preu armar em cima. Nem perdeu tempo, foi bordejando entre as mesas e encostou-se numa em que dois estranhos conversavam: - Quem é Casanova? Sou eu. Rapaz, preciso ter uma conversa séria com vosmicê, vamos pra emissora preu entrevistá-lo! Hem? Vambora, venha. E puxou o distinto pela mão, arrastando morro acima, pras instalações do serviço de alto-falantes que ele chamava de AM/FM Alagoinhanduba, coisa de um tico de ouvinte, só ouvida até a primeira esquina no pé da montanha. Apossou-se dum megafone e saiu gritando: - Hoje Casanova faz revelações do estopô calango, exclusividade da sua emissora, a mais ouvida da região. Aos berros, repetia o nome do entrevistado que estranhava aquele estardalhaço todo, principalmente quando ouviu o locutor segredando pra sua banda: - Vamos lá, passe logo todo serviço! Hem? Mal começara a se organizar pra começar o teitei, eis que entra o calunga que lhe cochicha ao ouvido: - A mundiça toda tá aí atrás dum tal de Casanova! Eita, porra! Tenho nada a ver com isso não, vou me esconder. Peraí, rapaz, acalme-se! Calunga, venha cá! Diga! Pegue as armas, vamos enfrentar logo esse povo que deve ter vindo pra capar o rapaz, não podemos deixar acontecer isso. Fique calmo aí que vou resolver isso em dois tempos. Pega aí a Rio Una 12 e os armamentos todos, vamos preparados. Aí lá vem o calunga com um bacamarte, uma garrucha do cano envergado, uma soca-tempero que dispara na base de traque de sala e uma pistola bala U enferrujada, tudo descarregado. Cadê a munição? Tem não. Vixe! Só tem uns peido-de-veia que acho que nem pipoca mais. Eita! E agora? Agora a gente corre. Nada disso, vamos tapiar, a gente faz que está carregado até o tampo e o povo todo corre com o primeiro estalo. Vamos lá! Quando deparou com a populaça toda, ele achou de dar logo uns bregues: - Que é que vocês querem invadindo propriedade privada, hem? É que a gente veio se inscrever na casa nova, é a mesma coisa do Minha Casa, Minha Vida! Vai-te embora comboio de fidapeste! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com o saxofonista, flautista, arranjador e professor de música Mauro Senise interpretando músicas do seu álbum Danças + Alergia de viver, Olinda Guanabara & Chegando a Japeri; da pianista e diretora musical russa Elena Bashkirova interpretando concertos de Mozart, Brahms & Shostakovich; do pianista e compositor Luiz Avellar Improvisando no piano, Rio de Janeiro & bailarina; e a maravilhosa, divertidíssima, engajada, premiada e internacionalzada cantora, violonista e compositora Célia Mara, cantando Solidão Urbana, Anamaria, We’re not alone & Fábrica de armas. Para conferir é só ligar o som e curtir.

A ESCOLA DE GRAMSCI - [...] A escola é o instrumento para elaborar os intelectuais de diversos níveis. A complexidade da função intelectual nos vários Estados pode ser objetivamente medida pela quantidade de escolas especializadas e pela sua hierarquização: quanto mais extensa for a “área” escolar e quanto mais numerosos forem os “graus verticais” da escola, tão mais complexo será o mundo cultural, a civilização, de um determinado Estado [...]. Trechos extraídos dos Cadernos do cárcere (Vol.2 – Civilização Brasileira, 2001), do filósofo, cientista político e comunista italiano, Antonio Gramsci (1891-1937). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

O PAPEL DA CIÊNCIA - [...] Já que a ciência não pode encontrar sua legitimação ao lado do conhecimento, talvez ela pudesse fazer a experiência de tentar encontrar seu sentido ao lado da bondade. Ela poderia, por um pouco, abandonar a obsessão com a verdade e se perguntar sobre seu impacto sobre a vida das pessoas: a preservação da natureza, a saúde dos pobres, a produção de alimentos, o desarmamento dos dragões (sem dúvida, os mais avançados em ciência!), a liberdade, enfim, essa coisa indefinível que se chama felicidade. A bondade não necessita de legitimações epistemológicas. Com Brecht, poderíamos afirmar: “Eu sustento que a única finalidade da ciência está em aliviar a miséria da existência humana”. Trecho extraído da obra Filosofia da ciência: introdução ao jogo e as suas regras (Loyola, 2000), do psicanalista, educador, teólogo e escritor Rubem Alves (1933-2014). Veja mais aqui e aqui.

A LENDA DOS CEM – [...] Da mata chegava outra espécie de alarido. Em coro repicavam as seriemas, as maracanãs se comunicavam aos berros, esvoaçavam ruidosos tetéus; em negro, os urubus; cautelosos, os rapinantes. Abriam caminho aos animais pequenos, que deconsetados deixavam o próprio abrigo á procura de tocas talvez inexistentes. Raposas, como bêbadas, varavam o descampado, coelhos trocavam saltos sem proveito, pebas se topavam cegos, obtusos, enquanto as preás, mais cautelosos, quedavam nas fendas dos pedregais. Mas a ninguém interessava aquilo. [...] Trecho extraído da obra A lenda dos cem (Bagaço, 2008), do premiadíssimo escritor Gilvan Lemos (1928-2015). Veja mais aqui e aqui.

CANTARES DE HILDA HILST – IV – Eu não te vejo / quando teu ódio aflora. / Como poderia / ver teu ódio e a ti. / Iludida / por uma só labareda da memória? / Cegos, não somos dois. / Devorados e vastos / temos um nome: EFÊMEROS. Poema dos Cantares de perda e predileção, extraído da obra Cantares (Globo, 2004), da poeta, dramaturga e ficcionista Hilda Hilst (1930-2004). Veja mais aqui e aqui.

PROFESSORES NA BIBLIOTECA FENELON BARRETO
Participando com professores da rede pública de ensino nos eventos da Biblioteca Fenelon Barreto.

Veja mais:
A arte musical de Elena Bashkirova aqui.
A arte de Mauro Senise aqui e aqui.
A arte da cantora e compositora Célia Mara aqui, aqui e aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

LEMBRANÇAS E TRADIÇÕES DA MATA SUL
Oh oh Palmares, Ô verde azul
Oh oh Palmares!
É capital da Mata Sul
Corre o Rio Una
Grita pela liberdade
No silencio vai em frente
Oh meu Deus que tanta saudade
Nos dias de hoje, já não existe felicidade
Minha paz foi destruída pelo inverno da verdade
Oh oh Palmares, Ô verde azul
Oh oh Palmares!
É capital da Mata Sul
No Redondinho, nas ruas e todas as praças
O povo achava graça e o que é bom existe aqui.
Carrossel, caboclinho de Rabeca,
A bandinha de Veludo
E o guerreiro faz a festa.
Oh oh Palmares, Ô verde azul
Oh oh Palmares!
É capital da Mata Sul
A terra é fértil, as sementes são poéticas
Em cada rua e cada esquina
A história é sempre esta.
A Meia-Noite, cantava o seresteiro
O poema ovacionado pra seu amor verdadeiro.
Oh oh Palmares, Ô verde azul
Oh oh Palmares!
É capital da Mata Sul.
Música & letra de autoria de Atonmirio Barros (Miro Barros), parceiro do escritor Juarez Carlos na peça teatral O Herói Nordestino. Veja a entrevista de ambos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

sábado, fevereiro 04, 2017

BETTY FRIEDAN, CÉLIA MARA, FECAMEPA, OSGEMEOS & PETER KLASHORST


Imagem: Releitura da Bandeira do Brasil (1996), recolhido de Geopoiesis ASM.
Veja a Fampage aqui, os vídeos aqui & os textos aqui e aqui.

NO REINO DO FECAMEPA NADA PODE DAR CERTO! - Imagem: grafite de OsGemeos, Otávio & Gustavo Pandolfo. - Desde menino, meu pai dava em cima: - Seja homem! Avós, tios, padrinhos, parentes e aderentes, em coro: - Seja homem, seu cabra! Qualquer folga da minha parte, admoestações implacáveis. Ou tomava jeito, ou me emendava acunhado pelas lapadas de corretivos severos. Com essa brabura, ainda adolescente, caí no mundo. Confesso, trastejei: uma escorregada aqui, uma vacilada ali, não era lá um ouro muito dezoito. Nunca fui, sucumbi diante de alguns apertos nada perdoáveis, avalie. Tudo quanto ganhei, aliás, pouquíssimas vezes que venci, foi por merecimento. Zilhões de erros que verguei, nada mais justo na conta do merecido. Valia Thorndike: trocentas tentativas, quase nenhum acerto, erros em demasia. Paguei caro e no mesmo tanto, espero. Levei na cara, arroguei e não arreguei. É certo que dei umas voltas, antes tarde do que nunca. Alguns, se não perdoaram, levaram na conta do menos. Por isso digo que ninguém se espante, o que dizem é tudo verdade. Está dito. Aí fui pra faculdade de Direito aprender que leis, tratados, convenções, acordos, em qualquer parte do mundo, todos foram feitos para serem cumpridos. Na prática, o que eu via, não era bem assim. Era anos 1980, processo de redemocratização, quando só nos restava obediência a quem detivesse o poder – ricos, autoridades, militares, apadrinhados e pelegos que sacassem da cintura ou bolso o AI-5 na nossa rebeldia. Época que o Mobral era a promessa de transformar qualquer calunga em juiz, médico, engenheiro, ou como diziam, ser gente de verdade no meio de um milagre fantasma do ame ou deixe-o, porque ia pra frente prum futuro que ninguém sequer viu no final do túnel. Veio, então, a Constituição Federal, até hoje uma promessa não cumprida e feita pra francês ver. Com o empeachment do collorido pavoneado, parecia que a coisa ia mesmo pra seriedade! Mais o pipocado de muitos e tantos escândalos subsequentes saíram maculando a nossa pretensa democracia fajuta, a tremer nas bases e perigando vez ou outra entornar de vez pro paraíso dos privilegiados. De sério mesmo, ainda estava devendo. Entre contínuos rombos e afanações nas últimas décadas, a gente foi capengando até que no primeiro mandato da Dilma, foi possível ver os donos dos país serem quase todos presos – registre-se como verdadeiro fato sem precedentes na mal contada História do Brasil. Resultado? A coisa desandou de rachar a Nação no meio e tudo deu no que deu. Entre golpes e tramoias, ficou valendo a definitiva vez da incompetência, da ineficiência, do nepotismo e do onanismo – atirar com espoleta dos outros é bão demais! De reino da espórtula foi pra desconfiança: todo mundo é culpado antes até de ser suspeito. Ah, Darcy, sempre aos trancos e barrancos. Não deu pra aprender a lição – só tem diploma quem pode pagar e com um detalhe: não se garante mais o futuro, o que tem de pós-graduado ao arrepio da lei, não dá pra contar! -, tudo mudou de lugar: o público foi privatizado e privado foi publicizado. Além do mais a regra virou exceção e, esta, o costume. E se em qualquer lugar do mundo tudo acertado é devidamente respeitado, aqui não, só para ser violado. Todas as avenças justadas e reajustadas, reconhecidas e registradas em cartório, são, invariavelmente, infringidas, quando não fraudadas, distratadas ou extracontratadas depois de tudo pactuado. Uma zona. Ah, nosso santo jeitinho. Isso é o Brasil, o reino do Fecamepa. Aquele que Caminha disse: em se plantando tudo dá! Verdade, só não disse o quê - pro errado do certo, evidentemente. Afinal, no país da impunidade nada pode dá certo! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo o talento musical da cantora e compositora Célia Mara. Veja mais aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Amor imortal na Folia Tataritaritatá, Manuel Bandeira, Pedro Nava, Carlo Goldoni, Cacá Diégues, Carybé, SpokFrevo Orquestra, Luís Bandeira, Ana Paula Bouzas, Tatiana Cañas, Carnaval & Claudia Maia aqui.

E mais:
Jacques Prévert, A Paz de Ralph M. Lewis, Milton Hatoum, Eric Fischl, Jonathan Larson, Monica Bellucci, Madhu Maretiore & Sônia Mello aqui.
Fecamepa & Óleo de Peroba, Educação & Hilton Japiassu, Bresser Pereira & A psicanálise de Leopold Nosek aqui.
Erro médico & dano estético aqui.
A literatura de Hilda Hilst aqui, aqui, aqui e aqui.
O pensamento de Carl Rogers aqui e aqui.
O ativismo de Rosa Parks aqui.
A personologia de Henry Murray aqui.
Poetas do Brasil aqui, aqui e aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

DESTAQUE: A MÍSTICA FEMININA
[...] Para a mulher que progride há sempre o senso de perda que acompanha uma mudança: velhos amigos, rotinas familiares perdidas e as novas ainda pouco definidas. [...] De súbito, encaixa-se a peça final do quebra-cabeças. Há um elemento sem o qual nem as mais frustradas conseguiram sair da armadilha. Independente de experiências da infância ou sorte no casamento, havia algo que deixou frustradas todas as que procuraram ajustar-se à imagem da dona de casa, algo que era partilhado por todas as que finalmente encontraram sua vocação. A chave da armadilha é, naturalmente, a educação. A mística feminina deu uma conotação suspeita aos estudos superiores, acusando-os de desnecessários e até perigosos. Mas creio que só a educação salvou e pode salvar a americana dos perigos ainda maiores que a mística. [...] As mulheres que assim agiram, apesar dos lúgubres avisos da mística feminina, são, de certo modo, “mutações”, isto é, a imagem do que a americana poderia ser. Quando não podiam trabalhar em expediente integral para ganhar a vida, ocupavam algumas horas em tarefa que verdadeiramente as interessava; uma vez que para elas o tempo era essencial, muitas vezes passavam por cima dos detalhes e trabalhos inúteis da vida doméstica, tão do agrado da ativista profissional. [...] Essas mulheres sofreram e venceram a “descontinuidade cultural no condicionamento ao seu papel”, a “crise de situação” e a crise de identidade. Enfrentaram problemas e bem sérios, jogando com a gravidez, procurando babás e governantas, desistindo de boas situações quando o marido era transferido. Tiveram também que aguentar muita hostilidade das outras mulheres e inúmeras suportaram o ressentimento ativo do marido. Além disso, por causa da mística, várias sofreram desnecessários complexos de culpa. Era preciso — e ainda é — uma força de vontade extraordinária para ser fiel a esse plano de vida quando a sociedade não o apoia. Contudo, à diferença das donas de casa prisioneiras, cujos problemas se multiplicam com o passar dos anos, resolveram suas crises e prosseguiram caminho, resistindo às persuasões e às pressões, sem renunciar aos seus valores, muitas vezes dolorosos, pelos consolos da conformidade. Não se recolheram às suas conchas — enfrentaram os desafios do mundo. E hoje em dia sabem muito bem quem são. Realizaram, talvez sem o perceber, o que todo homem ou mulher deve fazer para se manter a par com o ritmo acelerado da história e encontrar ou conservar a sua individualidade em nossa sociedade niveladora. As crises de personalidade de homens e mulheres não podem ser resolvidas de uma geração para a outra; em nossa sociedade em rápida mutação precisam ser continuamente enfrentadas e resolvidas, para serem novamente enfrentadas e solucionadas no período de uma só existência. O plano de vida deve estar aberto a mudanças, à medida que novas possibilidades se apresentem, na sociedade e no íntimo de cada um. Americana alguma que inicie hoje sua busca saberá ao certo onde ela a conduzirá. Nenhuma a iniciará hoje sem lutas, sem conflitos, sem fazer apelo a toda a sua coragem. Mas as que conheci e que se adiantavam rapidamente nessa estrada desconhecida não lamentavam as dores, os esforços, os riscos. [...] Quando mães realizadas as conduzirem à segurança de sua condição de mulher não será necessário esforçar-se por ser feminina. Poderão evoluir à vontade, até que por seus próprios esforços encontrem sua personalidade. Não precisarão da atenção de um rapaz ou de um homem para se sentirem vivas. E quando não mais precisarem viver através do marido e dos filhos, os homens não temerão o amor e a força da mulher, nem precisarão das suas fraquezas para provar a própria masculinidade. E finalmente homem e mulher verão um ao outro como de fato são, o que talvez venha a ser um passo adiante na evolução humana. Quem sabe o que será a mulher quando finalmente livre para ser ela mesma? Quem sabe qual a contribuição da sua inteligência quando esta puder ser alimentada sem sacrifício do amor? Quem sabe das possibilidades do amor quando o homem e a mulher compartilharem não só dos filhos, do lar, de um jardim, da concretização de seu papel biológico, mas também das responsabilidades e paixões do trabalho que constrói o futuro humano e traz o pleno conhecimento da personalidade? Mal foi iniciada a busca da mulher pela própria identidade. Mas está próximo o tempo em que as vozes da mística feminina não poderão abafar a voz íntima que a impele ao seu pleno desabrochar.
Trechos extraídos da obra Mística feminina (Vozes, 1971), da escritora e feminista estadunidense Betty Friedan (1921-2006).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA 
A arte do pintor, fotógrafo e escultor holandês Peter Klashorst.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.

sexta-feira, julho 25, 2014

ALICIA KOZAMEH, DORIS KAREVA, JUDITH BUTLER & HEATHER GRAHAM

 


SORRIR SOBRE CICATRIZES E FERIDAS... – Preciso sorrir. Como posso se há guerras, fome, miséria? A dor do outro, mesmo na lonjura que seja, também é minha. Mesmo do outro lado mundo, também. E isso complica meu sono, atinge meu humor. Impossível pregar os olhos enquanto tantos ao relento enchendo as ruas noites e dias de todos os lugares do meu Brasilzão afora; quantas crianças privadas do brincar catando lixo ou vendendo brebotes nos semáforos, ou mesmo zanzando aos bandos importunando desavisados; muitas mulheres tísicas às esmolas, bebês esfomeados ao braço; tantos idosos com seus olhos profundos à beira da cova. Não há outra palavra mais adequada: covardia. E muita indiferença. O certo é que entre algozes há quem seja convicto de que não fez nem faz nada, preferem a pena capital, quando não promovem moralismos excludentes e mentem, fraudam, compram brigas e se dizem prontos para odiar e matar com a bala que é o falo do fanatismo e a mão de um deus castigador que jamais abençoou. Não consigo dormir, porque tanto eu quanto você também podemos dar um presunto legal num outro dia que possa durar longos vinte e um anos ou mais! Essa a nossa herança com o massacre de outros e de nós mesmos, pouco importa para tais, o que não pode nem deve ser prescrito. Quem capaz da alteridade, onde mais qualquer afeto... Vale a pena ainda sonhar, não sei mais... Quantas deformações e a que preço, a imoralidade e o ilegal: sou o alvo e é onde a batalha acontece: em mim mesmo. Contudo, apesar de tudo isso, precisamos sorrir. Só assim lamber as feridas para remover as cicatrizes do coração solidário e viver. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Há alguns anos, um membro de um público acadêmico me perguntou se eu achava que o Hamas e o Hezbollah pertenciam à "esquerda global" e respondi com dois pontos. Meu primeiro ponto foi meramente descritivo: essas organizações políticas se definem como sendo antiimperialistas, progressistas e de esquerda, sendo essas características da esquerda global, portanto, com base nisso, pode-se descrevê-las como parte da esquerda global. Meu segundo ponto foi crítico: como acontece com qualquer grupo da esquerda, é preciso decidir se é a favor ou contra aquele grupo, e é preciso avaliar criticamente sua posição. Pensamento da filósofa pós-estruturalista estadunidense Judith Butler, que na obra Corpos que importam: os limites discursivos do "sexo" (‎ N-1, 1993), procura esclarecer interpretações equivocadas acerca da performatividade, especialmente aquelas que vêem a encenação de sexo/gênero como uma escolha diária. Enfatiza ela o papel da repetição na performatividade, valendo-se da teoria da "iterabilidade" de Derrida, que é uma forma de "citacionalidade", ao assinalar que: [...] A performatividade não pode ser entendida fora de um processo de iterabilidade, repetições regularizadas e restritas de normas. E essa repetição não é realizada por um sujeito; essa repetição é o que capacita um sujeito e constitui a condição temporal para o sujeito. Essa iterabilidade implica que a 'performance' não é um 'ato' ou evento singular, mas uma produção ritualizada, um ritual reiterado sob e por meio de constrangimento, sob e por meio da força da proibição e do tabu, com a ameaça de ostracismo e até mesmo morte controlando e compelindo a forma da produção, mas não, vou insistir, determinando-a totalmente com antecedência. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Ela odiava ter um coração. Era apenas um órgão, ela sabia. Um órgão do corpo humano. Os corações não se partiram realmente. A emoção estava na alma... A escolha religiosa de um homem não importava nem um pouco se fosse o seu caminho para a decência e para se lembrar dos seus semelhantes. Pensamento da escritora estadunidense Heather Graham Pozzessere. Veja mais aqui.

 

PASSOS DEBAIXO D’ÁGUA – [...] Quantos passos, ela se pergunta? Em quantos milímetros os pés de sua mãe haviam desgastado a espessura do piso durante esses três anos e meio?... Fico tão cansado de pensar em tudo em termos de números. Além disso, nada poderá ser respondido a menos que você tenha estado lá. Você tem que ver e então obter a resposta. [...] Cheguei em casa e minha garganta estava inchada, como se o cadáver [do gato] tivesse se alojado ali, gordo e amarelo. Entre a língua e o esôfago. Fui direto para no banheiro e vomitei [...] Em Rosário, para sobreviver depois da prisão em uma cidade com um milhão de habitantes, quando apenas andando pelas ruas ao mesmo tempo você fatalmente encontra os mesmos rostos, os mesmos pés e, consequentemente, as mesmas pistolas (e se você não Se eu não os vejo, é porque eles ficam à espreita, sempre no músculo, debaixo de um doce ou, claro, de uma jaqueta). Agora, isso foi difícil. [...]. Trechos extraídos da obra Steps under Water (University of California Press, 1996), da escritora argentina Alicia Kozameh.

 

TRES POEMAS – EU TE AMO PORQUE... - E eu te amo porque \ eu te amo. \ Por que conhecer - \ você é apenas ar para mim. \ Sempre presente. PARA TODOS - Por todos \ os que se perderam no mar, \ por todos \ os que perderam o dia, \ rezo esta noite \ à luz fraca das velas, \ da última dor e poder de um coração cansado, \ rezo. \ Venham, \ vagabundos, bandidos e aleijados, \ vagabundos e cortesãs, \ quiromantes e cafetões, \ vagabundos, mentirosos, drogados, \ vagabundos, bebedores e pródigos; \ você, o assustado, o faminto, o frio, \ você, que nasceu sem pai, \ você, rejeitado pelo mundo, \ você, que está perdido e desesperado há tanto tempo - \ você terá as camas mais macias para descansar \ esta noite. \ Para você colocarei a mesa, \ bons vinhos e pratos deliciosos — \ venha. \ Eu irei reconhecê-lo, \ deve haver um pouco do seu sangue no meu... \ Apenas para um, o portão ficará em silêncio. \ Sádico, você é um estranho para mim. QUANDO ESCREVO - Quando escrevo, \ pastoreio palavras desatentas \ na encosta quase impossível \ da passagem do silêncio. \ Quando escrevo, \ pratico o domínio das sombras \ com o pulso frio e \ o florete à beira da escuridão final. \ Quando escrevo, \ escrevo numa linguagem totalmente proibitiva; \ meu banquete final é jejuar, \ a própria descoberta do céu. Poemas da poeta e tradutora estoniana Doris Kareva, autora dos livros Päevapildid (1978), Ööpildid (1980), Maailma Asemel (1992), Hingring (1997), Mandrágora (2002), Aja Kuju (2005), Tähendused (2007), Loige (2007), Deka (2008) e Sa pole üksi (2011), entre outros.

 

 Imagem: Foto da poeta, cenógrafa, designer e webcolunista carioca Paula Valéria de Andrade.

Ouvindo a Sinfonia nº 3, op. 63 (1939/1940), do compositor italiano Alfredo Casella (1883-1947), pela WDR Sinfonieorchester Köln, regência de Alun Francis.


ELIAS CANETTI – A magistral obra Auto-de-fé, do escritor e ensaísta búlgaro e Prêmio Nobel de Literatura de 1981, Elias Canetti (1905-1994), é uma das mais formidáveis que se possa registrar no nosso tempo. Desse maravilhoso livro destacamos o seguinte trecho na tradução de Luis de Almeida Campos: “[...] a quem interessava aquela disciplina tão recôndita? A juventude joga o futebol; os adultos apenas pensam em lucros e reservam os seus tempos livres para o amor. Para dormir dispõem de oito horas e para mandriar de outras oito, consagrando o resto do tempo a um trabalho odioso. Tinham endeusado não apenas o ventre, mas também o corpo todo. O Deus celestial dos chineses era mais digno e severo. Mesmo que o pequenito não fosse lá na próxima semana — coisa bastante improvável —, tinha na cabeça um nome nada fácil de esquecer: o do filósofo Meng. Há impulsos fortuitos e inesperados que podem orientar uma vida inteira”. Veja mais aqui e aqui. 

GESTÃO DE PESSOAS – A gestão de pessoas é um dos temas mais importantes na relação organizacional, justificando-se pelo fato de que o fator humano é de suma importância na gestão de pessoas e que, por isso, o equilíbrio de relações entre todos é o mais desejado buscando maior a produtividade e competitividade das organizações empresariais na atualidade. Para realização de um estudo acadêmico a respeito, se faz necessário investigar a importância da gestão de pessoas, analisando os fatores motivacionais que favorecem ao comprometimento dos colaboradores para o trabalho e o alcance das metas da organização, verificando a motivação ou desmotivação dos colaboradores e sua influência na qualidade dos serviços prestados, levantando dados a respeito das questões motivacionais entre os funcionários do departamento a ser estudado e apresentando o diagnóstico encontrado e oferecendo um prognóstico das necessidades de ações para a gestão de pessoas no tocante à motivação dos funcionários. Para tanto destacamos algumas fontes bibliográficas. PLANEJAMENTO, RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL – O livro Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal, de Benedito Rodrigues Pontes, trata do desafio de atrair e manter talentos, as questões relacionadas à colocação de pessoal, analise de cargo como instrumento do recrutamento e seleção de pessoal, planejamento de pessoal, recrutamento de pessoal, recrutamento interno e externo, seleção de pessoa, análise de currículo, testes de seleção, entrevista de seleção, integração de pessoal. MANUAL DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO – O livro Manual de treinamento e desenvolvimento, de Gustavo G. Boog, aborda os novos paradigmas do mundo dos negócios, do Taylorismo ao comportamentalismo, processos de mudança, espiritualidade nas empresas, capital intelectal, gestão do conhecimento e universidade corporativa, inteligência emocional e intuitiva, T&D estratéhgicos, relações social, estratégia de recursos jhumanos, concultoria intrna, gerenciamento Back to the future, mobilizando a organização para a qualidade, tecnologia da informação, métodos e técnicas, avaliação e validação dos resultados dos investimentos, estímulo, abordagens avançadas, simulação de jogos, técnicas de aprendizagem em ação, autodesenvolvimento, o novo funcionário, estahiários e traines, desenvolvimento do dirigente, desenvolbvimento de fhefia, desenvolvimento de equipoes,treinamento de segurança, lohistica em treinamento, planejamento de carreira, treinamento e comunidade. GESTÃO DE PESSOAS – O livro Gestão de pessoas, de Idalberto Chiavenato, trata dos novos desafios da gestão de pessoas e agregar, aplicar, recompensar, desenvolver, manter, monitorar, o futuro da gestão de pessoas, aspectos fundamentais da gestão de pessoas, gestão de pessoas em um ambiente dinâmico e competito, planejamento estratégico, recrutamento, seleção, orientação, modelagem de trabalho, avaliação do desempenho humano, remuneração, programas de incentivo, benefícios e serviços, treinamento, desenvolvimento de pessoas e organizações, relações com empregados, higiene, segurança e qualidade de vida, avaliação da função de gestão de pessoas, banco de dados e sistemas de informações de RH, entre outros. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, Lindolfo G. Competitividade e Recursos Humanos. Revista de Administração, São Paulo, v.27, n.4, p. 16-29, out /dez. 1992.
BARBOSA, Carolina. O papel do coaching dentro da organização. Belo Horizonte: CUU, 2009.
BATEMAN, T. Administração - Construindo Vantagem Competitiva. São Paulo: Atlas, 1998.
BOOG, Gustavo. Manual de treinamento e desenvolvimento. São Paulo: Pearson Education, 1999.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
______. Recursos humanos. São Paulo: Atlas, 1997.
______. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
______. Construção de talentos: coaching & mertoring – as novas ferramentas da gestão de pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002.
_______. Recursos humanos: o capital humano das organizações. São Paulo: Atlas, 2006.
DRUCKER, Peter Ferdinand. Administrando em tempos de grandes mudanças. São Paulo: Pioneira, 1996.
________. Administração de organizações sem fins lucrativos. São Paulo: Pioneira, 1994.
FREITAS, Carmen. Estudos da motivação e da liderança na indústria hoteleira da Ram. Funchal: UM, 2006.
GALHANAS, Carla. A motivação dos recursos humanos nos novos modelos de gestão da administração pública. Lisboa: ISEG, 2009.
GASPAR, Denis; PORTÁSIO, Renato. Liderança e coaching: desenvolvendo pessoas, recriando organizações. Revista de Ciências Gerenciais, Vol. XIII, nº 18, 2009.
MAXIMIANO, Antonio. Introdução à administração. São Paulo : Atlas, 2000.
MUSSAK, E. Gestão humanista de pessoas: o fator humano como diferencial competitivo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
PONTES, Benedito. Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal. São Paulo: LTr. 2010.
SAMPAIO, Maria Imaculada. Motivação no trabalho cooperativo: o caso da Rede Brasileira de Bibliotecas da área de psicologia – ReBAP. São Paulo: USP/ECA,2005.
VERGARA, S. C. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2009.



LOU ALBERGARIA – A escritora, economista e blogueira Lou Albergaria é autora do livro O cogumelo nasce da bosta da vaca profana, editado pelo Vidráguas. Entre seus poemas destacamos A biologia de Maturana: “A relação que tenho com meus poemas / é a mesma que tenho com as minhas fezes. / Depois de fazer, deixo ir. / Se vão servir pra adubo, fertilizante / Ou só mais uma forma de poluir o planeta, / não me cabe saber. O que sei é que preciso fazer / pra conseguir atenuar a culpa de existir / sem a melhor parte de mim”. Merece também destaque o seu poema Paz(word): “Que palavra é essa / que abre por dentro / Nina os demônios, e /liberta todos os detritos / O lirismo em prisão de concreto, e / ventre / A estética dos guetos / acorda / as telas / Eu, lexotaneio / em mais uma canção de Nina / Simone... / Se eu acordar / antes de mim / Eu não me encontro”.


CELIA MARA – Tive a oportunidade de conhecer o trabalho musical da excelente e maravilhosa cantora, violonista e compositora mineira Célia Mara, no Clube Caiubi de Compositores. Fiquei deveras maravilhado com seu trabalho, de queixo caído verdadeiramente. Os anos se passaram e ela continua cada vez melhor. Destacamos aqui a sua Matriaméricas: “Fico com o poder de sabotar dos cangaceiro / Dos sandinistas, Zapatistas e do Sendero. / A realidade nas américas sem martírio /Você vai ver. / Dá-lhe Matria amarga, maltratada, mal investida, / cobre de quem lhe tira a dignidade da vida./ Pois o povo que concede e elege também / tira o poder. /Que sejam bemvindas pacifistas do mundo inteiro,/ Unam-se sem-tierras,globalistas,los cocaleros. / Have fun nesse baile anybody José, Carmem ..../ E não faltava solidário nesse baile./ e everybody e everybody ê / Chico no es más la novedad, el desespero /Mira los ojos de las madres, de los ninõs /Sim! podemos cambiar nuestro destino ê ê ê ô / Danos matria amada, triunfante, fidedigna / Cubre com tu manto pleno donde vaya la vida / Y a los traídores que los saquen todos del poder. / Que sejam bem vindas pacifistas do mundo inteiro, / Unam-se sem-tierras, globalistas, los cocaleros. / Have fun nesse baile anybody José, Carmem .... / E não faltava solidário nesse baile./ e everybody e everybody ê / Esse baile é meu é seu é de quem vence tudo / É de quem tá na vida e de quem não é mudo / da mocidade das Américas com atitudes como você. / Vem de todo lado gente boa do mundo inteiro/ Falso brilhante não engana garimpeiro / Nossa moçada have fun até ao amanhecer./ Que sejam bem vindas pacifistas do mundo inteiro, / Unam-se sem-terras,globalistas, los cocaleros. / Have fun nesse baile anybody José,Carmem .... / E não faltava solidário nesse baile. /e everybody e everybody ê”. Veja mais Celia Mara aqui.


Veja mais sobre:
Fernando Pessoa & Albert Einstein aqui.

E mais:
Isadora Duncan & Simone de Beauvoir aqui.
Hilda Hilst & Zygmunt Bauman aqui.
Renata Pallottini & Carl Rogers aqui.
Daniela Spielmann & Eric Kandel aqui.
Bertolt Brecht, Nise da Silveira, Egberto Gismonti, Galileu Galilei, Irena Sendler, Michelangelo Antonioni, Charles André van Loo & Anna Paquin aqui.
A folia do prazer na ginofagia aqui.
Fecamepa & a Independência do Brasil aqui.
Têmis, Walter Benjamim, Luís da Câmara Cascudo, Sandie Shaw, Patrícia Melo, Marie Dorval, José Roberto Torero, Julia Bond & Iracema Macedo aqui.
Nise da Silveira & Todo dia é dia da mulher aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.



SHAILJA PATEL, JAY KRISTOFF, AYAAN HIRSI ALI & MARCELO GOMES

    Imagem: Acervo ArtLAM . Boboca pelas fantasmagorias do ciclo circadiano… - João Pila tinha muitos sonhos, todos de olhos abertos; n...