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quinta-feira, junho 23, 2016

JOSÉ CONDÉ, BURLE MARX, CUSSY DE ALMEIDA, CASCUDO, SERRADOR, RUTINALDO MIRANDA, SEVERINO BORGES, J. MIGUEL & VERMELHO


QUADRILHA DAS PAIXÕES MAIS INTENSAS – Imagem: A quadrilha, xilogravura de J. Miguel - As hostilidades pairavam tenebrosas nas imediações porque o pai da noiva prenha estava injuriado, arrancando os cabelos da venta e da barba, virado na gota serena e cagando raios. Tudo isso, justamente, por causa de um lazarento dum cabra muito do folgado e medroso que descabaçou a jovem donzela, morrendo de medo dele e, quando do comprovado embuchamento, se escafedera para lugar incerto e não sabido. Como o irmão do ultrajado era o sargento que fazia a vez de delegado na província de Alagoinhanduba, logo botou o destacamento de prontidão à caça do fugitivo. Nessa hora tudo estava fora dos conformes, o padre nervoso não parava de olhar para o relógio e a mundiça toda em volta estava em polvorosa. A qualquer momento a espoleta da desgraça podia ser acionada e não havia como medir as consequências. Por graça divina, eis que no maior agitado aponta o batalhão em marcha arretada no oitão da casa, abrindo espaço entre o povaréu e trazendo o salafrário pendurado pelos colhões. – Pronto! Agora pode começar o casório, seu padre! E ligeiro que ainda quero dar uma pisa nesse safado! -, gritou o sargento dando início à solenidade matrimonial. Todo mundo a postos, casal, padrinhos e familiares, começou o teitei que não durou mais de quinze minutos, encerrando logo após o sim dos noivos. Festa entre os convivas. Logo o que parecia malsinado foi transformado num foguetório que comeu no centro esvoaçando as bandeirolas e incendiando os esqueletos ao som da sanfona, zabumba e triângulo, no maior trupe de pé-de-serra dando o tom dos festejos. O cantor logo começou: - Vamos organizar a quadrilha! Nessa hora as moças casamenteiras ajeitaram o busto, espremeram as carnes e empinaram os peitos, deitando olhares manhosos e safadinhos pros seus preferidos. Os rapazes serelepes se encheram empáfias e mesuras, ajeitando a gola e a fivela, pisando forte no salto da bota e castigando nos esssseesssss, largando prosa mole carregada de galanteios pra cima delas. Logo as piscadelas acenderam os risinhos das sonsas, fascinando os mancebos agora encorajados a uma intimidade vigiada e envolvida pelo eflúvio do idílio no ar. Os afetos à flor pele, toques inadvertidos e mãos bobas pra lá e pra cá, tornando todos os casais reféns das raias das paixões. Lábios, suspiros, latências, simpatias, preferências e estreitamentos, mão na mão, outra na cintura, passos ensaiando movimentos embalando os corações apaixonados e tudo além da festa fazem o congraçamento do amor. E os casais enamorados logo se juntam no meio do terreiro e os paqueradores aproveitam do momento pra catar suas damas e firmar namoro sério. Logo fazem filas e lá se vai todo mundo no balancê. – En avant tour! – grita o cantor e todo mundo responde: Alavantu! Anarriê. Returner! Os seus lugares. Cavalheiros cumprimentam as damas. As damas cumprimentam os cavalheiros. Trocar de lado, trocar de novo, aos seus lugares. Passeio, trocar de dama, damas trocam de cavalheiro, olha o túnel, não pode ir pras moitas, nem pras capoeiras, aos seus lugares. Seu delegado tem dois casais que se desviaram no meio do caminho, estão chambregando na chã do roçado! Dancê. Caminho da roça, olha a cobra, é mentira! Aos seus lugares. Caracol, desviar, fazer a grande roda, damas à esquerda, cavalheiros à direita, coroar as damas, coroar cavalheiros, duas rodas, reformar a grande roda, aos seus lugares, dancê. A despedida. É hora de arrodear a mesa e provar da canjica, pamonha, angu, arroz doce, bolo de milho, milho cozido, quentão, pipoca, cuscuz, cocada, rolete de cana, pé-de-moleque. Eita, como é bom namorar de barriga cheia. Bucho cheio atrapalha safadear. A fogueira queima para comemorar a fartura da safra, muitos pedidos pra São João e São Pedro. As vitalinas se arranjam com Santo Antonio pra arrumar casamento, se ajoelham, fazem promessas e se aprontam pra hora da simpatia: enterre uma faca virgem numa bananeira pra saber logo o nome do noivo que virá como príncipe encantado. A noite vai adentro na madrugada, no outro dia os noivos nem viram direito o que é lua de mel. A vida volta ao normal, o inverno vai aguar a terra e a botada da cana na primavera trará outra safra feliz. E assim caminha o canavial. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


Imagem: nanquins da série Erótica, do arquiteto e pintor brasileiro Roberto Burle Marx (1909-1994). Veja mais aqui.

 Curtindo o álbum Chamada (1975), da Orquestra Armorial, sob a regência do violinista, compositor e regente Cussy de Almeida (1936-2010). Veja mais aqui.

PESQUISA
O livro Vaqueiros e cantadores (1939 - Itatiaia/EdUsp, 1984), do historiador, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Veja mais aqui.

LEITURA 
O romance Terra de Caruaru (Civilização Brasileira, 1977), de escritor e jornalista José Condé (1917-1971), trata dos conflitos gerados pela transição do mundo rural, tradicional e violento, para a cidade, a qual todos esperavam progresso. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
Eu me criei no sertão

E quase não tive escola

Mas aprendi a cantar

Dentro de toda bitola

Sem sair do meu terreiro

Nunca me faltou dinheiro

Cantando nesta viola
Setilha, ou verso de sete pés, do poeta cantador e repentista pernambucano Serrador - Manoel Leopoldino de Mendonça, nascido em meados do séc. XIX, em Bom Conselho (PE), onde faleceu em 1915. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA 
Cartaz do espetáculo O Casamento de Maria Feia, comédia de Rutinaldo Miranda Batista Junior, encenada pela Cia de Teatro Na Arte a Verdade, com direção de Rod Pereira, contando a história dos irmãos Zé das Baratas e Matilde que cruzam com Lamparina, primo de Lampião, que procura um cabra macho para casar sua filha, a Maria Feia.

Veja mais sobre Anna Akhmátova, João Guimarães Rosa, Rozana Lanzelotte, Giambattista Vico, João Silvério Trevisan, Vilmar Lopes, Eliseo d'Angelo Visconti, Luiz de Barros, Dercy Gonçalves, Roberto Santos, Walter Carvalho & Moacir aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Desejo, do xilogravurista Vermelho.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Imagem: Bandinha de pífano, xilogravura de Severino Borges.
Recital Musical Tataritaritatá.
Veja aqui.



sexta-feira, julho 04, 2014

SUSAN BROWNMILLER, CAROLINA QUINTERO VALVERDE, LUKÁCS, GOLDING & BOCCACCIO

 

LIÇÃO DO FOGO - O elemento e as dúvidas de Shakespeare, os rituais e a poética de Bachelard, o ponto de ignição e a mente de Plutarco, a língua e a orgia de Artaud. A reação, a pólvora chinesa e a sabedoria de Yourcenar. As chamas, a casa de Horácio e o sofrimento de Gandhi. O combustível e os livros de Valery. A combustão e as carruagens de Vangelis. A limpa da terra e os escondidos de Neruda, o cozinhamento e as brasas de Tagore, o calor e a passagem de Dante, a luz e o amor de Rilke, a propulsão e os impulsos de Poe, a fundição e a arte de Brecht, a forja e a poesia de Maiakoviski, a incineração e Gransci de Pasolini, os incêndios – da homérica Troia, das bombas de Guérnica, dos napalms do Vietnã, das guerras descabidas. Os riscos de queimadura e as vantagens de Wilde, a poluição e Gonzagão cantando Chico Mendes, a erosão e a Terra de Eliot, arma inexorável de destruição – ambição e desumanidade, as diversas formas de fanatismos dos autos-da-fé, a barbárie da inquisição secular renovada de sempre, o interior de Castañeda. As cinzas e a cremação, os pássaros de Stravinsky. Assim aprendemos a nos queimar ardentes de paixões, a nos aquecer do frio na solidão, a nos proteger de invasores e equívocos, a queima nossos fantasmas e esperança, a anunciar onde estamos ou se nos perdemos na primeira certeza, a cuidar de nós e de tudo, dominá-lo nem sempre dá certo. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - As palavras podem, através da devoção, da habilidade, da paixão e da sorte dos escritores, provar ser a coisa mais poderosa do mundo. Elas podem levar os homens a falar uns com os outros porque algumas dessas palavras em algum lugar expressam não apenas o que o escritor está pensando, mas o que um grande segmento do mundo está pensando... Precisamos de mais humanidade, mais cuidado, mais amor. Há quem espere que um sistema político produza isso; e outros que esperam que o amor produza o sistema. Minha própria fé é que a verdade do futuro está entre os dois e que nos comportaremos humanamente e um pouco humanamente, tropeçando, aleatoriamente generosos e galantes, tolamente e mesquinhamente sábios, até que o estupro de nosso planeta seja visto como a loucura absurda que isso é... Pensamento do escritor e dramaturgo William Golding (1911-1993), autor da obra O senhor das moscas. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU - É melhor agir e correr o risco de se arrepender do que se arrepender de não ter feito nada... Nada é tão indecente que não possa ser dito a outra pessoa se as palavras certas forem usadas para transmiti-lo... Pensamento do poeta e crítico literário italiano Giovanni Boccaccio (1313-1375), autor de Decameron, que é uma coleção de cem novelas escritas entre 1348 e 1353. O livro é estruturado como uma história que contêm 100 contos contados por um grupo de sete moças e três rapazes que se abrigam em um castelo próximo de Florença para fugir da peste negra, que afligia a cidade. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

TEORIA DO ROMANCE –[...] Afortunados os tempos para os quais o céu estrelado é o mapa dos caminhos transitáveis e a serem transitados, e cujos rumos a luz das estrelas ilumina. Tudo lhes é novo e no entanto familiar, aventuroso e no entanto próprio. O mundo é vasto, e no entanto é como a própria casa, pois o fogo que arde na alma é da mesma essência que as estrelas; distinguem-se eles nitidamente, o mundo e o eu, a luz e o fogo, porém jamais se tornarão para sempre alheios um ao outro, pois o fogo é a alma de toda luz e de luz veste-se todo fogo. Todo ato da alma torna-se, pois, significativo e integrado nessa dualidade: perfeito no sentido e perfeito para os sentidos; integrado, porque a alma repousa em si durante a ação; integrado, porque seu ato desprende-se dela e, tornado si mesmo, encontra um centro próprio e traça a seu redor uma circunferência fechada. [...] a épica, por colar-se à vida, eleva-a à imanência do sentido ("como pode a vida tornar-se essencial?"); o drama, por intensificar o sentido, desperta a essência para a vida ("como a essência pode tornar-se viva?") [...] Ainda que a vida não mais contasse com um sentido imanente, o drama logrou equilibrar-se na corda bamba da forma, o que lhe garantiu uma sobrevida negada à epopeia. Por virtude de suas leis internas, e não por fechar-se à nova realidadé1, é que o drama pôde perpetuar-se ao longo do tempo, encastelado numa redoma formal que o amarrava, por outros meios, à vida moderna. [...] De causa em causa, sobe-se à causa última, incondicionada, que não é efeito de outra causa. Ao longo de toda a série, a estrita necessidade que une os elos permite indagar o porquê do vínculo, a razão pela qual algo ocorre. Somente essa causa última dá uma resposta incontrastável à pergunta pelo motivo. [...] Trata-se, portanto, de uma luta levada a extremos, que simboliza num único embate o conjunto da vida, e na qual o homem tem sempre de sucumbir. [...] Não é com resignação melancólica que o herói aceita a ruína, mas de cabeça erguida, certo de realizar sua essência concreta no momento em que assume a fatalidade, sem os disfarces da vida comum, subindo ao degrau mais alto da existência [...]. Trechos extraídos da obra A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica (34, 2000), do filósofo, crítico literário e pensador marxista húngaro Georg Lukács (1885-1971), autor, entre outras obras, de O estilhaçar da forma em contato com a vida (1909) e do Ensaio sobre Kierkegaard - A alma e as formas (1911). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

CONTRA NOSSA VONTADE - [...] A violação é nada mais nada menos do que um processo consciente de intimidação através do qual todos os homens mantêm todas as mulheres num estado de medo. [...] Todo estupro é um exercício de poder, mas alguns estupradores têm uma vantagem que é mais do que física. Operam num ambiente institucionalizado que funciona a seu favor e no qual a vítima tem poucas hipóteses de reparar a sua queixa. A violação na escravatura e a violação em tempo de guerra são dois exemplos. Mas os violadores também podem operar num ambiente emocional ou numa relação de dependência que proporciona uma estrutura hierárquica e autoritária própria que enfraquece a resistência da vítima, distorce a sua perspectiva e confunde a sua vontade. [...]. Trechos extraídos da obra Against Our Will: Men, Women and Rape (Ballantine, 1993), da jornalista e escritora estadunidense Susan Brownmiller, que na obra Femininity (Ballantine, 1985), expressa que: [...] Dependendo do que estava disponível num determinado clima, uma variedade de fibras porosas eram usadas (e ainda são usadas na maioria dos países) para estancar o sangue mensal: enchimentos improvisados de raízes e cascas, tampões caseiros de papel amassado, algodão ou lã, e fraldas reutilizáveis feitas de pedaços de tecido grosso dobrados, os vergonhosos e volumosos trapos menstruais da geração da minha avó que eram furtivamente esfregados em água fria e deixados para secar em um lugar secreto [...] O aspecto animalesco dos pêlos corporais, para uma sensibilidade muito refinada, e o fato de as mulheres detidas não terem acesso às suas navalhas, levaram sem dúvida um criminologista pioneiro do século XIX, chamado Cesare Lombroso, a propor que o tipo de corpo da mulher infratora era caracteristicamente hirsuto. [...] Os pelos das pernas não eram um problema para as mulheres americanas antes da década de 1920 porque as pernas da maioria das mulheres nunca estavam à vista do público. Quando uma mudança de atitude em relação à recreação, moda e emancipação feminina durante a próspera Era do Jazz do pós-guerra tornou socialmente aceitável para mulheres de todas as idades e classes exporem seus membros, a modéstia em relação à propriedade de mostrar as pernas foi transformada com surpreendente rapidez em uma delicada autoconsciência em relação ao cabelo “feio”. [...] Biologicamente, uma mulher tem menos glândulas sudoríparas funcionais do que um homem e também tem um limiar de transpiração ligeiramente mais elevado, exceto durante a gravidez. Assim, as mulheres, em regra, transpiram menos que os homens, mas esta pequena diferença não foi considerada suficientemente grande para distinguir os sexos. Uma senhora não deve suar nada. [...]. Ela ainda expressa que: Um mundo sem violação seria um mundo em que as mulheres se movimentassem livremente sem medo dos homens. Que o estupro de alguns homens representa uma ameaça suficiente para manter todas as mulheres em constante estado de intimidação, sempre conscientes do conhecimento de que a ferramenta biológica deve ser respeitada, pois pode se transformar em arma com rapidez repentina, nascida de intenções prejudiciais... Em vez disso, do que os aberrantes da sociedade ou"estragadores de pureza", os homens que estupram servem na verdade como tropas de choque masculinas na linha de frente, guerrilheiros terroristas na mais longa batalha sustentada que o mundo já conheceu. Veja mais aqui e aqui.

 

MIGRAÇÕES - Longe das grandes migrações animais: \ os salmões que regressam à sua casa de água doce, \ as tartarugas marinhas que depositam os seus ovos na praia \ onde nasceram. \ Aqui falta-nos magnetismo, \ uma certa noção de espaço e tempo que nos diz para onde ir. \ Uma bússola dentro das borboletas \ faz com que elas viajem milhares de quilômetros sem se perderem. \ Os ursos farejam a vida a quilômetros de distância \ e os elefantes sempre se lembram de seus mortos. \ Nós, temos uma memória frágil \ e uma marca nos cromossomos \ que nos faz fugir por mar por terra. \ Então, migramos de um esquecimento para outro guiado pelo instinto. Poema da poeta costarriquenha Carolina Quintero Valverde, autora da obra Little Death in the Arctic (Perro Azul, 2010).

 

Curtindo Por una cabeza (Perfume de Mulher), de Carlos Gardel & Alfredo Le Pera, com Astor Piazzola.

BURLE MARX - O arquiteto e pintor brasileiro Roberto Burle Marx (1909-1994), produziu verdadeiros poemas paisagísticos. Para ele, o poeta Antonio Miranda escreveu Os jardins de Burle Marx: “Roberto entronizava tapetes vegetais, samambaias, gravatás. Pintava jardins tropicais. Cantos rodados cipós, palmeiras, trepadeiras redescobrindo a flora brasileira, no Itamaraty, no Alvorada – ou teria sido na Alemanha? – na floresta amazônica na Mata Atlântica dos manguezais aos canaviais. Roberto pintava com seivas florestais, cubistas, painéis herbóreos helicônias, aristolóquias ou pedras e heras, jardins suspensos, ninfeáceas. (Plantou, disseminou). São paisagens ou são painéis, são janelas para o interior, arestas e frestas de luz. Cores, formas, geometrias impossíveis, mutantes, são pinturas sem molduras, relevos, bordaduras, volumes. São memória e vida”. Veja mais aqui.

 Imagem: Negra, óleo sobre tela  (1941) de Roberto Burle Marx.


ADOLFO CASAIS MONTEIRO – O poeta, crítico e novelista português, Adolfo Vitor Casais Monteiro, em seu livro Poesias Completas (1969), escreveu o poema Toco-te e és verdade: “Toco-te e és verdade. Mas não serás em breve um sonho que passou? Agora tua cabeça pousando no meu ombro não mente: és bem presente, passarinho vivo no meu ramo pousado. Mas logo voarás e sumirão no escuro o ramo mais a árvore...”. Veja mais aqui, aqui aqui.


DORO E O BRASIL NA COPA DO MUNDO - Já dizia o apedeuta Doro: “Jogador só é bom quano tá no outro time; quando tá do lado da gente, é uma merda só. Purisso que digo: o time da gente só vale se o adversáo for bom! Tenho dito”. Veja mais aqui.


ADRIANA GARAMBONE –A atriz, dançarina e cantora Adriana Garambone Guerra é formada em Letras e cursou teatro na Casa de Arte Laranjeiras (CAL). Começou sua carreira como modelo em 1986, passando depois para o teatro e televisão. No teatro encenou diversas peças, desde Romeu e Julieta, de Shakespeare, Cole Porter – Ele nunca disse que me amava, e Gypsy... Gypsy Rose Lee, entre outras. No cinema fez O homem nu (1997) e Apolônio Brasil – O campeão da alegria (2003), ambos de Hugo Carvana. Na televisão fez diversos papéis para novelas e séries, a exemplo de As mãos de meu filho (2010), Rebelde (2011), Casamento blindado (2013), O amor e a morte (2013) e Milagres de Jesus (2014), entre outras participações. Hoje é o aniversário dela. Aqui, nossa homenagem: parabéns, Adriana, feliz aniversário & sucesso!


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