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segunda-feira, outubro 01, 2012

NÍKOS KAZANTZÁKIS, HENRY MILLER, RECIFE, ANDREI TARKOVSKI, CHRISTIAN SCHAD & 30 ANOS DE ARTE CIDADÃ


 
 A arte do pintor alemão Christian Schad (1894-1982)

DITOS & DESDITOSTodos os problemas sociais e pessoais do homem vêm da ausência de amor do homem para consigo mesmo, da falta de respeito para consigo próprio. O homem, antes de tudo, está pronto para acreditar na autoridade dos outros. Tudo começa com o amor a si mesmo em primeiro lugar. De outra maneira é impossúvel compreender o outro, é impossível amá-lo. Extraído dos Diários do cineasta russo Andrei Tarkovski.

ALGUÉM FALOUOs professores ideais são os que se fazem de pontes, que convidam os alunos a atravessarem, e depois, tendo facilitado a travessia, desmoronam-se com prazer, encorajando-os a criarem suas próprias pontes. O coração do homem é um mistério negro e incontrolável; um jarro furado e com a boca sempre aberta e, mesmo que todos os rios da terra corram para dentro dele, permanece vazio e sedento. A maior das esperanças não o enche, será que a maior das desesperanças vai enchê-lo. Com clareza e calma, eu olho para o mundo e digo: Tudo o que eu vejo, ouço, paladar, olfato e tato são as criações de minha mente. O tempo tem sido para mim um bem supremo. Quando vejo os homens passear-se, ou gastar mal o seu tempo em discussões vãs. Tenho o desejo de ir a uma esquina e estirar a mão como um mendigo e dizer: Dei-me uma esmola, boas pessoas; dei-me um pouco do tempo que perdeis, uma hora, duas horas, o que quereis. Não existem idéias, existem indivíduos que carregam as idéias, e elas elevam os homens que as carregam. Verdadeiramente, nada se parece tanto com o olhar de Deus como o da criança. A poesia é o sal que impede as pessoas de apodrece. Pensamento do escritor e pensador grego Níkos Kazantzákis (1883-1957).

RECIFE[...] O Recife é uma cidade marcada por uma quantidade impressionante de imagens técnicas desde a segunda metade do século 19. Raras são as cidades periférias – pobres, espoliadas, decadentes – que não condensam tantas cicatrizes visuais. [...] Dessa cidade surgem, do ponto de vista das imagens, interpretações profundas e dolorosas, mas igualmente carregadas pelo desejo.[...] A cidade se constitui nas imagens, tanto quanto nas ruas, e dá ao passado um acesso mais forte do que a realidade poderia admitir. [...]. Trechos extraídos da obra A imagem e seus labirintos: o cinema clandestino do Recife 1930-1964 (Nektar, 2014), de Paulo Carneiro da Cunha Filho.

A arte do pintor alemão Christian Schad (1894-1982)


SEXUS, DE HENRY MILLER - [...] Mulher alguma é capaz de resistir à dádiva do amor absoluto [...] Só pensava em duas coisas – comida e sexo. Fui ao banheiro e, distraído, deixei a porta destrancada. Recuei um pouco por causa de um tesão lento e venenoso induzido pelo conhaque, e estava de pé assim, com o pau na mão e fazendo mira na privada numa curva alta, quando a porta se abriu de repente. Era Irene, a mulher do paralitico. Soltou uma exclamação abafada e começou a fechar a porta, mas por algum motivo, talvez por eu ter me mantido totalmente calmo e imperturbável, acabou ficando parada junto à porta e, enquanto eu terminava minha mijada, conversou comigo como se nada de incomum estivesse acontecendo. Um belo desempenho, disse ela, enquanto eu sacudia as últimas gotas. Você sempre fica assim a essa distância? Eu a peguei pela mão e puxei-a para dentro, trancando a porta com a mão livre. Não, por favor não faça isso, suplicou ela, com uma expressão de muito medo. Só um instante, murmurei, esfregando o pau em seu vestido. Cobri sua boca vermelha com os lábios. Por favor, por favor, implorava ela, tentando escapar do meu abraço. Você vai me desgraçar. Eu sabia que devia soltá-la. Mas trabalhava depressa e furiosamente. Eu vou soltá-la, disse eu, só mais um beijo. E dizendo isso apoiei suas costas na porta e, sem sequer me dar ao trabalho de levantar seu vestido, dei-lhe repetidas estocadas, emitindo uma carga considerável em seu vestido de seda negra. [...] Caminhamos um pouco, da estação do metrô até a cada dela. No meio do caminho, paramos debaixo de uma arvore e começamos os trabalhos. Enfiei a mão por baixo do seu vestido e ela remexeu em minha braguilha. Encostamo-nos no tronco da arvore. Era tarde e não havia vivalma à vista. Eu podia ter me deitado com ela ali mesmo na calçada. Ela tinha acabado de por meu pau para fora, e estava afastando as pernas para eu poder abrir caminho [...] Mara tremia como uma vara verde. Caminhamos até um terreno baldio e nos estendemos na relva. [...] A noite estava quente e eu me estendi de costas, olhando para as estrelas. Uma mulher passou mas não percebeu que estava deitado ali. Meu pau estava para fora e recomeçava a se manifestar com a brisa quente. Quando Mara voltou, ele já vibrava e corcoveava. Ela se ajoelhou ao meu lado com as ataduras e o iodo. Meu pau a fitava direto nos olhos. Ela se inclinou para a frente e abocanhou-o com avidez. Empurrei todas as coisas para o lado e a puxei para cima de mim. Quando disparei minha carga ela continuou a gozar, um orgasmo depois do outro, até eu pensar que aquilo jamais acabaria. [...] Anda não posso deixar você ir, disse ela. E em seguida atirou-se em cima de mim, beijando-me apaixonadamente e estendendo a mão para minha braguilha com uma pontaria mortífera. Dessa vez nem nos demos ao trabalho de procurar uma área desimpedida e caimos ali mesmo na calçada, debaixo de uma árvore enorme. A calçada não era confortável – precisei me deslocar alguns metros até um trecho de terra macia. Havia uma pequena poça d´água perto do cotovelo dela, e eu quis tirar o pau de novo para me deslocar mais alguns centímetros, mas quando tentei puxá-lo para fora ela ficou louca. Nunca mais tire isso de dentro de mim, pediu ela, ele me deixa louca. E me fode, me fode! Fique dentro dela me contendo por muito tempo. [...] Será que a Maude ainda está acordada? Estou sentindo um certo tesão. Andando de volta para casa, abro a braguilha e ponho o pau para fora. A boceta de Maude. Ela fode muito bem quando resolve. É preciso pegá-la semi-adormecida, com as defesas baixas.deitado, quietinho, e chegando por trás feito uma colher. Enfio a chave na fechadura e empurro o portão de ferro. Ferro frio contra um pau fremente. Preciso me esgueirar, dar um jeito de entrar nela quando ela ainda sonha. Subo a escada sem fazer barulho e me livro das minhas roupas. Eu a ouço virar-se na cama, aprontando-se no sono para apontar aquela bunda quente na minha direção. Enfio-me de mansinho na cama e a envolvo com meu corpo. Ela finge estar desacordada, morta para o mundo. Não posso me movimento muito depressa, ou ela acorda. Precisa acontecer com ela dormindo, caso contrario ela ficará ofendida. Ponho a ponta do meu pau perto dos pelos soltos. Ela está terrivelmente imóvel. Bem que quer, a vaca, mas não dá nenhum sinal. Tudo bem, pode se fazer de cachorro morto! Eu a desloco um pouco, só um pouquinho. Ela se comporta como um tronco encharcado. Vai continuar assim, com todo o peso e fingir que está dormindo. Bem, já enfiei a metade. Preciso deslocá-la um pouco para o lado, mas ela se encontra num estado móvel, e tudo está devidamente lubrificado. É maravilhoso foder a própria mulher como se ela fosse um cavalo morto. Você conhece cada ruga dos lençóis sedosos; pode demorar bastante, e ficar pensando no que quiser. O corpo é dela, mas a boceta é sua. A boceta e o pau, eles estão casados, por Deus, pouco importa que os corpos estejam indo em direções opostas. De manhã, os dois corpos irão encarar-se e trocar palavras casuais; agirão como se fossem independentes, como se o penis e aquela outra coisa só servissem para verter água. Profundamente adormecida, Eça não se incomoda com a maneira como eu a manipulo. Estou com um desses tesões imbecis e insensíveis, como se meu pau fosse uma mangueira de borracha sem bico. Com a ponta dos dedos, posso deslocá-la à vontade. Esporro nela e deixo tudo lá dentro, toda a mangueira de borracha grossa, quer dizer. Ela se abre e se fecha como uma flor. É uma agonia, mas a agonia do tipo certo. A flor diz: fique aqui, filhinho! A flor fala como uma esponja embriagada. A flor diz: aceito esse pedaço de carne para com ele me satisfazer até acordar. E o que diz o corpo, a carga independente que se desloca sobre rolamentos de esferas? O corpo está ferido e humilhado. O corpo perdeu temporariamente o nome e o endereço. O corpo gostaria de cortar fora aquele pau e guardá-lo para sempre dentro de si, como se fosse um canguru. Maude não é o corpo deitado de bunda para o céu, vitima indefesa de uma mangueira de borracha. Maude, se o autor fosse Deus e não seu marido, vê-se pudicamente de pé no meio de uma campina dourada [..] De fato, Maude, é uma delicia. [...] A relva verde e limpa, o cheiro do couro quente do animal, a coisa comprida e macia que ele enfia e tira – ah, Deus, quero que ele me foda como se eu fosse uma vaca. Og, quero foder e foder e foder...” “Então agora me coma!, sussurrou ela, e sua boca se contorcia com selvageria. Deitou-se atravessada na cama, com a saia em torno do pescoço. Tire!, implorou ela, febril demais para encontrar os fechos. Quero que você me coma como se nunca tivesse me comido na vida. Espere um pouco, disse eu, desvencilhando-me. Primeiro vou tirar essas coisas malditas. Depressa, depressa!, suplicou ela, enfie tudo, meu Deus, Val, eu não posso viver sem você...isso, bom, bom.... isso mesmo. Ela se contorcia como uma enguia. Oh Val, você não pode me deixar ir embora nunca. Com força, me abrace com força! Oh meu Deus, vou gozar... me abrace, me abrace. Esperei que os espasmos passassem. Você não gozou, não foi?, perguntou ela. Não goze ainda, deixe ai dentro. Não se mexa. Eu fiz o que ela pediu: meu pau estava bem fundo dentro dela e eu sentia as bandeirolas lá no fundo, agitando-se como avezinhas famintas. Espere um instante, querido.... espere. Ela acumulava forças para mais uma explosão. Seus olhos estavam úmidos e bem abertos, relaxados, pode-se dizer. À medida que o orgasmo foi chegando eles ficaram mais concentrados, dardejando loucamente de um canto ao outro, como se procurassem freneticamente alguma coisa em que pudessem se fixar. Agora, pode fazer agora, pediu ela com voz rouca. Vamos, agora meta em mim! Novamente, sua boca exibia aquela contorção selvagem, aquela expressão obscena de soslaio que, mais do que movimentos mais violentos do corpo, desencadeia o orgasmo do homem. Quando descarreguei o esperma quente dentro dela, ela teve convulsões. Parecia uma trapezista fazendo piruetas perto do reto. E, como ocorria frequentemente com ela, os orgasmos se sucederam em rápida sequencia. Cheguei quase a esbofeteá-la , para fazê-la parar com aquilo. [...] As vezes acho que o meu coração vai parar... e que vou morrer no meio disso. Estava relaxada, com a graça de uma pantera, as pernas bem afastadas, como que para deixar o esperma escorrer. Meu Deus, disse ela, levando uma das mãos ao meio das pernas, anda está escorrendo,... me dê uma toalha, por favor. Inclinado por cima dela com a toalha, enfiei meus dedos em sua boceta. Eu gostava de sentir como ela ficava depois de uma foda. Chegava a me dar arrepios. Não faça isso, implorou ela com voz fraca, ou vou começar tudo de novo. Enquanto falava, balançava a pélvis voluptuosamente. Bem de leve, Val... fiquei um pouco assada. Assim. Pois a mão em meu pulso e ficou com ela ali, conduzindo meus movimentos com uma pressão delicada mas segura de seus dedos. Finalmente, consegui retirar a mãe e imediatamente colei a boca em sua racha. Que maravilha, suspirou ela. Tinha fechado os olhos. Estava tornando a cair no vaio escuro do centro do seu ser. Estávamos deitados de lado, as pernas dela passadas em torno do meu pescoço. E então eu senti seus lábios encostando na minha pica. Eu estava separando suas nádegas com as duas mãos, meu olho fitando fixamente o pequeno botão castanho acima de sua boceta. Aquele é o cu dela, pensei eu. Era bom de se olhar. Tão pequenino, tão encolhido, como dele só pudessem sair pequenas titicas de ovelha negra. [...] A bunda nos diz tudo sobre a mulher, seu caráter, seu temperamento, se é sanguinea, mórbida, alegre ou volúvel, capa ou não de corresponder, se é maternal ou amante dos prazeres, se é leal u mentirosa por natureza. [...].

HENRY MILLER – Henry Miller nasceu na cidade de Nova York, em 1891, de pais germano-americanos e passou toda a infancia no Brooklyn. Em 1909 ingressou no City College of New York, onde permaneceu por apenas dois meses. Passou a trabalhar em empregos variados, que iam de motorista de taxi a bibliotecário, até ingressar, em 1920,, na empresa de telegrafo Western Union. Em 1924, deixou o emprego, divorciou-se da primeira mulher, com quem tinha uma filha, e passou a viver com June Smith, taxi-girl que o estimulou a levar adiante a carreira de escritor. Em 1928, Miller que já escrevera dois romances não publicados, foi com June para Paris, na esperança de encontrar um editor. De volta a Nova York, escreveu um terceiro romance e, com o fracasso de seu casamento, partiu de novo para a Europa, onde viveu por uma década. Sobrevivendo basicamente de doações e trabalhos esporádicos como jornalista, em Paris conheceu Anais Nin, com quem teve um longo relacionamento. Lá, ela ajudou a publicar, em 1934, seu primeiro e mais famoso romance, Trópico de Cancer. Fortemente autobiográfico e sexualmente explicito, o livro foi banido de países de língua inglesa, ficando proibido por quase 30 anos nos Estados Unidos. Com o inicio da Segunda Guerra Mundial, Miller passou seis meses na Grecia, em visita ao escritor Lawrence Durrel, seu amigo e um dos primeiros admiradores de sua obra, e nesse período escreveu Colossus of Maroussi. De volta aos Estados Unidos, viajou pelo país. De 1944 a 1963 morou no Big Sur, California. Em 1949 surgiu Sexus, primeiro volume da trilogia autobiiográfica A crucificação rosada, acompanhado de outros dois Plexus e Nexus, que narra sua luta em Nova York, na década de 1920, para se tornar escritor. Com a liberação dos seus livros nos Estados Unidos, Miller, já reconhecido pela critica como um dos maiores escritores americanos do século 20, tornou-se também um best-seller.em 1957, foi eleito para o National Institute of Arts and Letters e, nos anos 70, foi indicado para o Premio Nobel. Morreu em 1980, em sua casa em Pacific Palisades. Veja mais aqui.

30 ANOS DE ARTE CIDADÃ (RELEASE)– O escritor, compositor musical e radialista Luiz Alberto Machado comemora 30 anos de trajetória cidadã, iniciada com a publicação do seu primeiro livro de poesias “Para viver o personagem do homem”, em 1982, culminando em 2012 com seus projetos que envolvem as atividades infantis do personagem Nitolino e do trabalho musical, teatral e literário Tataritaritatá, bem como o alcance da marca de 500 mil acessos ao seu canal no YouTube e a indicação de duas de suas músicas gravadas pela cantora Sônia Melo indicadas ao Grammy..

Com formação em Letras e Direito, ele é autor de 7 livros de poesias, 7 infantis, 2 de crônicas, 1 cordel, peças teatrais e obras musicais. É editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites, do Rio de Janeiro, membro da Cooperativa da Música de Alagoas (Comusa), assessor de imprensa da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Miguel dos Campos (CDL/SMC) e cônsul em Alagoas da Associação Poetas Del Mundo.

Para o público infanto-juvenil, além dos livros publicados, ele realiza espetáculos teatrais e recreações educativas com contação de histórias em escolas, instituições e eventos, com o personagem oriundo do livro e DVD do espetáculo infantil Nitolino no Reino Encantado de Todas, que já realizou duas temporadas, em 2010 e 2011, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, além de ser integrante do Projeto CDL Criança da CDL/SMC e do Projeto Circo Itinerante Brincarte, das Edições Nascente.

Já o projeto Tataritaritatá envolve cordel, blogzine, site na internet, webradio, oficinas e show poético-musical já apresentado no Projeto Palco Aberto da BoiBumbarte, e Palavra Mínima da Comusa/Instituto Zumbi dos Palmares (IZP).

Toda sua trajetória está reunida na publicação 30 Anos de Arte Cidadã que será lançada nos próximos meses pelo autor. Maiores detalhes no www.luizalbertomachado.com.brou pelos fone 9606 4436. Veja mais das comemorações dos 30 anos de arte cidadã.





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O partoril de ponta de rua, Rainer Maria Rilke, Giacomo Puccini, Leucipo de Mileto, Jean-Luc Godard, Maria Callas, Katiuscia Canoro, Anna Karina, Louis Jean Baptiste Igout, Paolo Eleuteri Serpieri & Julia Crystal aqui.

E mais:
Papai noel amolestado, Maceió, José Paulo Paes, Egberto Gismonti, Paulo Leminski, Gerd Bornheim, Ralph Burke Tyree, Marco Vicário, Laura Antonelli, Daryl Hannah, Neurociência & Educação aqui.
O prazer do amor na varada da noite aqui.
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Sistema Tributário & o cordel de Janduhi Dantas Nóbrega aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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terça-feira, setembro 25, 2012

JUDITH MALINA, IGNACIO PADILLA, JORGE DE LIMA, PYM, EXUPÉRY, BAKHTIN, EÇA DE QUEIROZ, BOCCACCIO & LITERÓTICA

 

A arte da cantora lírica mezzo-soprano italiana Cecilia Bartoli, uma popular intérprete de óperas e recitais.

 


ASSIM ELA ME ESPERA... – Ela apareceu com uma placidez angelical, só muito depois, conferindo melhor, é que percebi sua inquietação. Primeiro ela se expôs com o vestido colado na carne esbanjando sedução no lascão da perna até a coxa, a insinuar a delícia que me aguardava na sua intimidade. A maior provocação: uma cobrança que estava ali de corpo e alma pronta pra ser devorada pela minha loucura mais estabanada de cobiça priápica. Diante do meu delírio, ela então depôs o decote de seios fartos: ali estavam dois apetitosos volumes de me dar água na boca, recheados pelos desejos mais ousados e pecaminosos, prontos para serem apalpados e saboreados pela minha gula mais que faminta. Diante da minha implacável possessão ela mais se afastou arredia para se mostrar num baby doll ousado a desmascarar sua farta lúbrica escultura corporal, estava mais que exultante a ponto de incendiar meu membro se dilatando insinuante na minha região púbica. Não havia como esconder e nem me fiz de rogado e acompanhando seus movimentos, pronto estava para arrancar-lhe as vestes e assim tê-la completamente desnudada na minha posse de vez de sua gostosura. Mais se distanciava como quem escapulisse resoluta, a recuar instigante da minha perseguição, até que acuada sentou-se e mais que desajeitada escancarou as pernas para que eu flagrasse seu ventre estufado na calcinha sedutora pronta para explodir de volúpia. Ouso então açoitá-la esfregando meu membro rijo na sua pele e por toda sua excelsa tentação. Ela se estreitou como se tentasse recompor, porém, removeu lenta e provocantemente a calcinha para que acompanhasse o trajeto dela ser removida deslizante pelas coxas e pernas e pudesse, com isso, ganhar sua aquiescência e já prever ali o quão disposta se encontrava para me abocanhar de paixão avassaladora, entregando-se inteiramente para ser sacrificada por meu apetite insaciável de tê-la sob os meus domínios. Assim se entregou para que eu atravessasse suas noites e quantos dias orgíacos dentro dela. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Os homens não têm mais tempo de conhecer nada. Compram coisas feitas nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos... Eis o meu segredo. É muito simples não se vê bem a não ser com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Pensamento do escritor, ilustrador e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry (1900 – 1944). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O gosto pela leitura difere muito do gosto pelos livros. As pessoas ociosas que, para matar tempo, devoram jornais, revistas e romances, quase nunca têm um volume predileto. Os amantes de livros possuem sempre muitas obras preciosas, mais pela paixão da forma do que pela matéria que contêm. Pensamento do escritor português Eça de Queiroz (1845-1900). Veja mais aqui.

 

ESTÉTICA DA CRIAÇÃO – [...] A capacidade de ver o tempo, de ler o tempo no todo espacial do mundo e, por outro lado, de perceber o preenchimento do espaço não como um fundo imóvel e um dado acabado de uma vez por todas mas como um todo em formação, como acontecimento; é a capacidade de ler os indícios do curso do tempo em tudo, começando pela natureza e terminando pelas regras e ideias humanas (até conceitos abstratos). [...]. Trecho extraído da obra Estética da criação verbal (Martins Fontes, 2003), do filósofo e pensador russo teórico da cultura e das artes Mikhail Bakhtin (1895-1975). Veja mais aqui e aqui.

 

ESPAÇO LITERÁRIO – [...] Só há, em literatura, espaço sobre o qual se possa falar, espaço que seja percebido por um sujeito em sua presença no mundo. Assumo, diante disso, a definição do espaço literário como conjunto de referências discursivas, em determinado texto ficcional e estético, a locais, movimentos, objetos, corpos e superfícies, percebidos pelos personagens ou pelo narrador (de maneira efetiva ou imaginária) em seus elementos constitutivos (composição, grandeza, extensão, massa, textura, cor, contorno, peso, consistência), e às múltiplas relações que essas referências estabelecem entre si [...]. Trecho extraído de Espaço literário, percepção e perspectiva (Aletria, 2007), do professor Paulo Astor Soethe.

 

DIÁRIO, LIVING THEATRE – [...] tampouco pode mencionar os gritos lancinantes no meio da noite durante as rotineiras e repetidas sessões de tortura, com a intenção de extorquir delações, ou os tristes relatos de cada um que retornava, se é que retornava, depois de ter sido torturado tantas vezes. [...]. Trecho extraído da obra Diário de Judith Malina: O Living Theatre em Minas Gerais (Ed UFMG, 2008), da atriz, dramaturga e poeta teuto-americana Judith Malina (1926-2015). Veja mais aqui.

 

JANE & PRUDENCE - [...] Ah, mas era esplêndido as coisas que as mulheres faziam pelos homens o tempo todo, pensou Jane. Fazendo-os sentir, às vezes não mais do que um olhar casual, que eram amados, admirados e desejados quando não eram dignos de nenhuma dessas coisas – permitindo-lhes se enfeitar e estufar sua plumagem como pássaros e aquecer-se ao sol de amor, real ou imaginário, não importa qual. [...] Trecho extraído da obra Jane and Prudence (1953 – Moyer Bell, 1999), da escritora britânica Barbara Pym. Veja mais aqui.

 

MANIFESTO CRACK - III. setenario de bolso - 1. Cansaço e despejo: Se Pessoa conseguiu criar sozinho toda uma geração numa Lisboa ditatorial estéril de literatura, foi, ideias à parte, por cansaço. Certa manhã, depois de um sonho inquieto, Álvaro de Campos acordou para escrever: “Porque ouço, vejo. Confesso: está cansado.” E em sua insônia nasceu a grande poesia. Da mesma forma, acredito que todas as rupturas vêm, desde os delírios mais cotidianos até as revoluções mais sangrentas e radicais; não por ideologias, mas por fadiga. É por isso que aqui também é desnecessário procurar definições contundentes, teorias. Talvez apareçam apenas alguns "ismos" estranhos que são mais um jogo do que um manifesto. Há sim uma mera reação contra a exaustão; Cansaço que a grande literatura latino-americana e o duvidoso realismo mágico se tornaram, para nossas cartas, magia trágica; cansado dos discursos patrióticos que por tanto tempo nos fizeram acreditar que Rivapalacio escrevia melhor que seu contemporâneo Poe, como se proximidade e qualidade fossem uma e a mesma coisa; cansado de escrever mal para que se leia mais, não melhor; cansaço do engajado; cansado das letras que voam em círculos como moscas em seus próprios cadáveres. Desse esgotamento surge uma certidão de óbito generalizada, não apenas literária, mas até circunstancial. Não estou falando de pessimismo ou existencialismo falsificado ou ultrapassado. Talvez sempre tenhamos a vantagem de que o espírito da comédia, do riso e da caricatura se tornem alternativas. cansado de escrever mal para que se leia mais, não melhor; cansaço do engajado; cansado das letras que voam em círculos como moscas em seus próprios cadáveres. Desse esgotamento surge uma certidão de óbito generalizada, não apenas literária, mas até circunstancial. Não estou falando de pessimismo ou existencialismo falsificado ou ultrapassado. Talvez sempre tenhamos a vantagem de que o espírito da comédia, do riso e da caricatura se tornem alternativas. cansado de escrever mal para que se leia mais, não melhor; cansaço do engajado; cansado das letras que voam em círculos como moscas em seus próprios cadáveres. Desse esgotamento surge uma certidão de óbito generalizada, não apenas literária, mas até circunstancial. Não estou falando de pessimismo ou existencialismo falsificado ou ultrapassado. Talvez sempre tenhamos a vantagem de que o espírito da comédia, do riso e da caricatura se tornem alternativas. 2. Sobre o concurso ausente e outras definições no pensamento negativo O termo siciliano “geração sem luta” não é tão gratuito quanto alguns pensam. A ironia está aí para quem leu Ortega y Gasset, e sabe que entre as características que ele apontou para constituir uma geração estava o concurso. Bem, a ausência de contenção é um dos poucos elementos que nos unifica, gostemos ou não. E se algo está acontecendo com os romances do Crack, não é um movimento literário, mas simplesmente e simplesmente uma atitude. Não há mais proposta do que a falta de proposta. Deixaremos que outros mais piedosos o elaborem no devido tempo, o que sem dúvida o farão. Esta não é a única definição no discurso negativo, não é apenas a falta de contenção: como se fôssemos escolásticos definindo Deus ou inferno, só se poderia dizer que, mais do que "ser alguma coisa", os romances de crack "não são muitas coisas ”, são tudo e nada, essa expressão com que Borges definiu corretamente Shakespeare. Às vezes as definições matam o mistério, e não vale a pena escrever uma literatura sem mistério. 3. Criacionismo para escatologia - Não nos enganemos: não há originalidade escatológica nos romances de Crack, certamente apocalípticos. Seria injusto conceder-lhes esta linha, injusta com uma tradição muito longa que, aliás, não é exatamente mexicana. Como se isso não bastasse, o fim das ideologias e a queda do muro de Berlim já estavam bem à frente da escrita; Há algum tempo deixaram-nos como herança um mundo feito de sufixos, apenas sufixos que acrescentamos, às vezes com seriedade e quase sempre em tom de brincadeira, ao que já existia, ao que já existia. Beckett já previu uma situação do gênero há muito tempo, não com Godot, mas com seu Endgame. Como Hamm e Cov, não escrevemos a partir do apocalipse, que é antigo, mas de um mundo além do fim. Se parece haver um desejo criacionista nesses romances, não no sentido literal do tipo Huidobro, mas no mais amplo Faulkner, Onetti, Rulfo e muitos outros, é porque se julga necessário construir esse cosmo grotesco para ter um direito maior e mais crível de destruí-lo. E uma vez destruído, só então os romances de Crack começam a aparecer dentro do império do caos. 4. O cronotopo zero, ou em direção a uma estética do deslocamento - Este mundo além do mundo não aspira a profetizar ou simbolizar nada. Talvez haja às vezes armadilhas para um efeito de estranheza em homenagem a Brecht e Kafka, algo para o grotesco, algo para a paráfrase caricatural; Na realidade, o que os romances do Crack buscam é alcançar histórias cujo cronotopo, em termos bakhtinianos, seja zero: nenhum lugar e nenhum tempo, todos os tempos e lugares e nenhum. Do cômico extraímos o que foi feito acidentalmente, há mais de meio milênio e acidentalmente, pelos refundadores de Amadís de Gaula e o que, há apenas cinco anos, o austríaco Ransmayr fez ao colocar seu Públio Ovidio Nasón diante de um buquê de microfones. O deslocamento nesses romances do Crack não será, afinal, mas uma imitação de uma realidade louca e deslocada, 5. O nimbo e a palavra - O romance Crack, então, tem que renovar a linguagem dentro de si, ou seja, alimentando-a com suas cinzas mais antigas. Resta aos outros, aos que têm fé, tratar a linguagem com as gírias das bandas ou com o discurso roqueiro, que já tem gosto de velho. Há mais livros ainda a serem feitos. Para cortar há tecido na peremiologia, na oralidade do rapsodo, nos arcaísmos e na linguagem atávica, na oralidade e no folclore, na retórica menestréis-clerical. Esses recursos, pelo menos, têm demonstrado maior resistência ao tempo e, embora essa alquimia pareça mais difícil, seus resultados são mais ricos. 6. Em louvor aos monstros - Ninguém mais escreve romances, ou melhor: ninguém mais escreve romances totais. Mas, eu me pergunto, romances para quem?Totais para quem? Eles são escritos? Seria melhor falar de romances supremos e nomes como Cervantes, Sterne, Rabelais e Dante, com todos aqueles que os seguiram abertamente. São organismos que não devem nos assustar porque são gigantescos, nem devemos ser privados deles porque são monstruosos. Mais arrogante me parecerá o autor que se distancia desses gigantes alegando uma incapacidade duvidosa, do que nós – que os assumem abertamente, que chafurdam com eles. A literatura que nega sua tradição não pode e não deve crescer nela. Nenhum monstro nega suas sombras. Romance ou anti-romance, espelho contra espelho, só assim é possível romper com uma continuidade digna. 7. Ruptura e continuidade - Sacudir o pote de carrapatos não vale a pena. Este é um jogo, como tudo o que vale na literatura. A palavra é uma e a mesma; o romance, digam o que digam, vem de sempre e continua. Quebrá-lo, ele prevalece. De fato, se não há nada de novo sob o sol, é porque o velho vale a novidade. Trecho do Manifesto Crack escrito pelo escritor mexicano Ignacio Padilla (1968–2016), com os demais integrantes Eloy Urroz, Jorge Volpi e Pedro Angel Palou. Veja mais aqui.

 

QUATRO POEMASI - Tu, mulher, criatura limitada como eu, / Recebes a melhor parte do meu culto. / Eu te amo pela tua elegância, pela tua mentira, / pela tua vida teatral. / E nem ao menos posso repousar a cabeça na / pedra do teu corpo. / Só tu, demônio, nunca me faltas nem um instante. II - Eu te amei sem condições, por isso reinas / Sobre minha alma incontida de poeta. / És, talvez sem querer, o laço enigmático / Que me prende à idéia essencial de Deus. III - A POESIA ABANDONA A CIÊNCIA À SUA PRÓPRIA SORTE: Eu e tu somos o duplo princípio masculino e / feminino / Encarregado de desenvolver em outrem / Os elementos de poesia vindos do homem e da / mulher. / Nós somos a consciência regendo a vida física: / Atingimos a profundeza do sofrimento / Pela vigilância contínua dos sentidos. / No nosso espírito cresce dia a dia em volume / A idéia que fomos criados à imagem e / semelhança de Deus / E que o universo foi feito para nos servir de / cenário. IV - CAIM E ABEL: Sinal de contradição / Posto um dia neste mundo / Tu és o quinto elemento / Agregado pelo poeta / Que te ama e te assimila / E é bebido por ti. / Tu és na verdade, mulher, / Construção e destruição. Poemas do médico, escritor, tradutor e pintor Jorge de Lima (1893-1953). Veja mais aqui e aqui.

 

SEGUNDA JORNADA DO DECAMERÃO DE BOCCACCIO: FILOMENA - SEGUNDA NOVELA – [...] Numa das dependências interiores do referido castelo, vivia certa mulher viúva, tão linda de corpo como as que mais lindas o fossem. [...] Muitas e muitas vezes a viúva comprazeu-se fitando-o, sem dar demonstração disso; e apreciou-o em seu intimo. Aliás, como o marques devera ter vindo e não viera, para ficar a noite em sua companhia, a mulher estava com o apetite concupiscente bem desperto. Por isso, em sua mente, já se unira ao belo Reinaldo. Finda a ceia, a mesa foi retirada. A viúva consultou a criada para saber se, já que o marquês a enganara, não seria de bom aviso que ela tirasse o maior e mais agradável partido possível da companhia a sorte lhe oferecia daquele modo. A criada, conhecendo o intimo desejo de sua patroa, aconselhou-a que o satisfizesse quanto fosse do seu agrado. Desse modo a viúva, regressando à sala onde ficava a lareira, e onde deixara Rinaldo a sós, pôs-se a olhar para ele amorosamente e disse: - Então, Rinaldo? [...] Fique tranqüilo: alegre-se! Você está como em sua casa. Aliás, desejo dizer-lhe que, vendo-o assim com essas roupas que pertencem ao meu falecido marido, você até passou a parecer-me ele em pessoa. Por esta razão esta noite, senti, por mais de mil vezes, vontade de abraçá-lo e de beijá-lo; e está claro que, não fosse por recear desagradá-lo, certamente já o teria feito. Ouvindo isto, e vendo os clarões sensuais que relampejavam nos olhos daquela mulher, Rinaldo, que, como homem, nada tinha de tolo, correu ao encontro dela, os braços abertos, exclamando: - Mulher esplendorosa! Acho que poderei dizer para sempre que é por sua causa que ainda estou vivo! Contemplo a situação da qual você me tirou, e comparo-a com o estado em que você me deixou. Seria grande a minha vilania, se eu não fizesse todos os esforços para satisfazê-la em tudo o que for de seu agrado. Assim sendo, dê largas ao seu desejo, satisfazendo-o. abrace-me, beije-me, visto que eu a abraçarei e a beijarei com enorme e sincero entusiasmo. Ditas estas, não precisaram eles dizer mais palavras. A mulher, ardendo toda em amoroso enleio, de imediato atirou-se aos braços dele. Deu-lhe mil beijos, ansiosa, apertando-o contra o peito; foi por ele beijada mil vezes, veementemente. Deixando a sala da lareira, ambos encaminharam-se para o quarto de dormir; não demoraram a meter-se na cama; e as vezes sem conta satisfizeram os repsectivos desejos, antes que raiasse o novo dia. [...].
GIOVANI BOCCACCIO - O Decamerão, numa tradução de Torrieri Guimarães, foi escrito em 1350 pelo escritor italiano que nasceu em Paris, Giovani Boccaccio (1313-1375), uma obra em prosa que relata em dez histórias curtas, contadas por sete moças e três rapazes que se refugiam no campo para escapar da peste negra, os conflitos entre os valores cristãos e o espírito libertino da época, questões ligada à transição para o Renascimento. O “Decameron” é composto por cem histórias que abrangem as mais peculiares paixões e comportamentos humanos, e mantêm em viva presença, os clamores da carne, a infidelidade e as trapaças sexuais A obra tem a propriedade de revelar em cada conto que o proibido e o pecaminoso vigiados pelas autoridades no final da Idade Média, concretizavam-se em práticas habituais no dia-a-dia das pessoas comuns, do clero e da nobreza. Na obra, conforme dito anteriormente, há dez personagens principais que, para fugir da peste, refugiaram-se em um castelo, onde nada havia a fazer. Teriam que passar ali muito tempo, até que o ambiente externo voltasse à salubridade. Para ocupar-se, cada um dos personagens contou uma história em cada um dos dez dias. Essa obra, apesar der ter sido escrita há mais de seiscentos anos, ainda pode ser lida como enorme prazer. Por isso, tornou-se um clássico da prosa ocidental e um dos maiores livros eróticos de todos os tempos. FONTE: BOCCACCIO, Giovani. Decamerão. São Paulo: Abril, 1979. Veja mais Decameron aqui.


30 ANOS, 500 MIL NO YOUTUBE E GRAMMY – Gentamiga, nas comemorações de 30 anos da minha trajetória, festejamos a chegada dos 500 mil acessos no meu canal do YouTube e a indicação das minhas músicas Desejo e Aurora/Minha Voz, gravadas pela cantora Sonia Mello, ao Grammy. Divido com vocês convidando-os para participar da nossa festa!!!!




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