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segunda-feira, abril 01, 2019

COETZEE, GOGOL, BEATRIZ MILHAZES, SUZANA SALLES & DO IMPREVISTO AO IMPREVISÍVEL.


DO IMPREVISTO AO IMPREVISÍVEL – Vozes. Muitas vozes. Alguém falava na rua, atentei. Uns diziam disso e daquilo, não dava para entender direito. Distingui falarem do domingo e que tudo era fantástico, o país que ia, a vida passava, coisas de outro mundo e mais do que se desconhecia. Discerni do comentário sobre uma jovem deputada enquadrando eloquentemente um ministro estrangeiro que não sabia do Brasil muito menos de educação e queria mandar ensinar o que era dele e nada nosso, enquanto outra aflita pedia a Deus sua intervenção na causa e mais um terceiro ria dos descompassos, pilhérias soltas. Havia quem se benzesse, temiam o que estava por vir. Foi aí que despertei da hora, uma algaravia aos ouvidos, muita gente à rua. Agucei os sentidos e me dei conta algo ali por perto. Fiquei atento aos mínimos movimentos da turba. Sim estavam diante da minha casa, uma multidão. Como pode? O que havia? Para meu espanto, dei conta que alguém invadira o meu jardim e se aproximara à janela do meu quarto. Tem coisa. Um misto entre temor e curiosidade invadiu-me. O que terá sido? Levantei-me calmamente e fui abrir à janela. Muita gente mas muita gente mesmo em frente da minha casa. O que é isso? Um alvoroço, uns rezavam ajoelhados o rosário; outros só olhavam para a fumaça; tantos curiosos, bocas e ouvidos. O que estava próximo da varanda mostrou-me algo no meu telhado. Hem? Quase atônito, quis saber delas porque estavam ali, uma aglomeração e tanto. Insisti, indaguei, não dava para entender o que diziam. Estremeci, nunca se sabe. Apontavam, percebi uma fumaça por cima da minha residência, algo acontecia ali. Saí do quarto, ganhei a sala e ao me aproximar da porta que dava pro meu quintal, ouvi estalidos e movimento por lá. Tem gente aí, arrepiei. Não sabia o que fazer, titubiei. Tomei pé da situação. Antes, porém, respirei fundo e invoquei três vezes o Verbo Desconhecido. Criei coragem, destemido e arredio, abri a porta, um susto me fez fincar os pés no chão: luzes mínimas brilhavam a rodopiar em frente ao abacateiro, silhueta indistinguível. Sim, coisas aconteciam. Abri bem os olhos e a silhueta luminosa se esvaía contornando a árvore e se precipitando além do muro para sumir às vistas. Confiante, porém trêmulo, dei um passo. Nenhum sinal mais de nada por ali. Não sei qual a razão, de repente, fui até o basculante da cozinha, lá havia três frascos que nem sabia para que serviam e, intuitivamente, de um deles sacudi ao chão, era sal. No segundo vidro, enxofre. No terceiro, mercúrio. De repente cristais brotaram do chão e o Sol raiava no horizonte. Pude perceber, não havia nada. Uma quietude de paz invadiu-me e logo deu pra ver passou e já não eram tantos lá na frente. Voltei, atravessei minha casa, abri a porta da frente, cheguei à varanda e ainda pude ver que cada qual tomava a sua direção. Era segunda-feira, o dia amanhecera. Abri o portão, ao muro pude ainda enxergar muitas pessoas que seguiam ou dobravam as esquinas, logo minha rua voltou ao normal. Era manhã, a vida prosseguia. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS:
[...] O problema essencial da vida do Estado é o da sucessão: como assegurar que o poder passe de umas mãos para outras sem disputa armada. Em tempos tranquilos esquecemos os horrores da guerra civil, a rapidez com que ela resvala para o morticínio indiscriminado. [...] e mais uma vez a sombra de uma dor perpassou por mim, a dor que antes referi, de uma espécie metafísica ou pelo menos pós-física. [...] A necessidade, Necessità, é o princípio orientador de Maquiavel. A posição pré-maquiavélica era a da supremacia da lei moral. Se acontecesse a lei moral ser por vezes infringida, era uma infelicidade, mas no fim de contas os governantes eram apenas humanos. A nova posição, a maquiavélica, é que a infração à lei se justifica quando é necessária. Assim se inaugura o dualismo da cultura política moderna, que defende simultaneamente padrões de valores absolutos e relativos. O Estado moderno apela à moralidade, à religião e à lei natural como fundamentos ideológicos da sua existência. Ao mesmo tempo está pronto a infringir qualquer delas ou todas no interesse da sua própria conservação. Maquiavel não nega que as exigências que a moralidade nos coloca sejam absolutas. Ao mesmo tempo afirma que no interesse do Estado o governante “não raro se vê constrangido [necessitato] a agir contra a sua palavra, contra a caridade, a humanidade e a religião”. [...] não só sanciona a tortura dos prisioneiros feitos na chamada guerra ao terrorismo, como se empenha de todas as maneiras em subverter as leis e convenções que interditam a tortura. [...] A sua falta de vergonha é absolutamente extraordinária. Os seus desmentidos são menos que tíbios. A distinção que os seus advogados contratados estabelecem entre a tortura e a coerção é patentemente insincera, uma simples formalidade. No novo ordenamento que criamos, dizem eles implicitamente, os velhos poderes da vergonha foram abolidos. A aversão que vocês possam sentir não conta para nada. Vocês não nos podem tocar; somos demasiado poderosos. Demóstenes: Enquanto o escravo apenas teme a dor, aquilo que o homem livre mais teme é a vergonha. [...] torna-se uma questão moral: como, perante esta vergonha a que estou sujeito, hei-de comportar-me? Como salvo eu a minha honra? [...] A desonra não respeita distinções precisas. A desonra abate-se sobre os ombros da pessoa e, uma vez que se abate, não há argumentação inteligente capaz de a dissipar. [...].
Trechos recolhidos da obra Diário de um mau ano (Dom Quixote, 2008), do escritor sul-africano e Prêmio Nobel de Literatura de 2003, John Maxwell Coetzee, narrando a história de um livro dentro do livro, sobre os dias atuais, envolvendo conflitos étnicos, terrorismo, economia globalizada, desastres ecológicos, experiências genéticas, entre outros assuntos. Veja mais aqui

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da premiada artista visual e jornalista Beatriz Milhazes, que atua com ilustrações, colagens, gravuras e cenografia, mesclando procedimentos da Art Pop e referencias do universo feminino e artesanato brasileiro. 
Veja mais aqui, aqui, aquiaqui e aqui.

FORMAÇÃO DE PLATEIA EM MÚSICA
O livro Formação de plateia em música (Arx, 2004), de Clarice Miranda e Liana Justus, trata sobre o aprendizado comportamental diante de uma orquestra, os instrumentos e suas funções, entre outros assuntos ligados ao universo musical. Acompanha um Cr-ROM com aproximadamente 800 imagens co, apresentação de instrumentos e trechos de peças musicais que envolvem a história da música e a vida dos principais compositores e intérpretes, imagens, a apresentação de todos os instrumentos de uma orquestra e trechos de peças musicais, o material traz a história da música clássica e a vida e a obra dos principais compositores e intérpretes.
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A MÚSICA DE SUZANA SALLES
A música da cantora e jornalista ligada ao movimento da Vanguarda Paulista, Suzana Salles, que atua como intérprete da obra Bertolt Brecht & Kurt Weill, que já participou do grupo Sabor de Veneno, ao lado de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, foi vocalista da banda Aquilo Del Nisso, e lançou os cds Suzana Salles (1994), Concerto Cabaré (Davliú, 1997) e As sílabas (Dabliú, 2001). Veja mais aqui e aqui.
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A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente. É tolo quem pensa no futuro antes de pensar no presente.
A obra do escritor ucraniano Nikolai Gogol (1809-1852) aqui e aqui.


sábado, abril 01, 2017

GOGOL, ROBERTO FERRI, TORI AMOS, GEORGES LÉVIS, GRACY GAUSMANN, DORO & A MALDIÇÃO DE PINÓQUIO

O DORO E A MALDIÇÃO DO PINÓQUIO – Quando o Doro decidiu entrar pra militância política, apanhou que só para aprender a como fazer tudo direitinho e no fim dar tudo certo. O primeiro inconveniente da sua candidatura a vereador foi não ter a menor credibilidade: quanto mais prometesse o melhor ou falasse a verdade, ninguém dava ouvido; findava era falando pras paredes mesmo. Que coisa! Ele só conseguiu juntar um tiquinho de gente que fosse ao seu redor, no dia que acordou com a língua coçando e as ideias tudo revirando de bundacanasca no seu juízo, do cara mentir aos peidos até o cu apitar: eita, eu minto e o cu me denuncia, é? Maior mal-estar, cada peta, uma apitada; duas endrôminas, dois silvos; três ludríbios, três sibilos; teve uma hora que arreou uma penca de pinoias pra cima dos alesados, do procto virar sirene de plantão de quase não parar mais: Deus me acuda, meu santo Jesuisis Cristinho! Será o Benedito um negócio desse? E lá ia ele com a cloaca ouououououououououou, até desaparecer trocentas e tantas esquinas depois. E agora, meu? Botou a cachola pra funcionar. Como é que pode? Foi fazer o teste da goma para ver se alguma das pregas havia despregado, hummm. Conferência amiudada, re-conferência e nada; aí danou o indicador ânus adentro para ver se descobria alguma maleita ou jura de serviço; depois enfiou o maior-de-todos, quase rasgando tudo, dando conta, afinal, de um pitoco pequeno que aparecera no de repente lá no mais fundo dos seus fundilhos. A-há! O que é isso, rapaz? Destá. Vou dar um jeito nesse frebento que quer me desmoralizar. Às escondidas providenciou uma rolha medida e geometrizada, certinha no cabimento e enfiou lá no oiti-goroba dele, ah, chega aliviou-se com um meio sorriso, coube certinho – acreditava ele piamente resolvido o problema depois da certidão de não passar nenhum ventinho pelas brechas do furico -, e foi pro corpo a corpo com o eleitorado. Pôs a domingueira no maior vinco e foi largar ideia nas ouças dos bestões. Lá pras tantas, patranhas nas alturas, ele ancho e atrepado num tamborete na maior das empolgações, quando, sem mais nem menos, um pipoco estrondou dele sentir o tampo das costas ir pro beleleu. Minha Nossa Senhora do caralho a quatro, que porra foi que houve? Não queira saber: a rolha não só ploft zuuummmm voou na pressão, como saiu levando pregas, couro da bunda, pele das costas, com roupa e tudo no meio do maior merdeiro e fedentina. A sorte dele é que todo mundo correu, senão seria o flagrante da mais vexatória das situações. E o pior: certificou-se que estava com a maldição de Pinóquio – é que no boneco crescia o nariz, no caso dele era o cotoco do rabo. Imagine só o vexame desse rapaz! Será Deus o impossível? Hospitalizado, cada cirurgia que demovesse a protuberância aparecida, bastava ele escorregar na verdade, reaparecia. Não podia mais se sentar, parecia que estava com um rabo duro a coibir seu descanso. Da cama nem podia sair, a candidatura estava indo pro brejo, pedia pelo amor de Deus os médicos darem um jeito daquilo nunca mais aparecer, quando um outro que buscava a re-eleição apareceu para conquistar seu voto. Deixou-se levar no lero, horas de amolação e o cara lá só patati patatá, ele já perdendo a paciência, mirou de soslaio e sapecou: ô, mermão, você mentindo desse jeito, num lhe aparece nenhuma saliência pelo corpo, não? Eu não minto, sou político profissional buscando pela nona vez consecutiva ser re-eleito! Danou-se! Será que só eu sou o desgraçado? E a embromação persistia, o cara incansável, Doro apelou, pediu pra ele abrir o jogo, como é que é, hem? O sujeito lábias frouxas embolava tudo, não passava o serviço, até que com ajeitados, molha mão e outras subserviências, segredou: você tem que ir no Covil da Temerança tomar umas lições. Adonde é que fica isso? Deu-lhe um mapa e quando se viu completamente recuperado, foi de cadeira de rodas pro estabelecimento. Chegando lá, quase nem dava pra entrar de tanta gente, rádio, jornal, televisão, polícia de todo tipo, autoridades, funcionários, militantes, eleitores e cheleleus, até o presidente Nosferatu estava comandando a temerança toda: não ganhei, mas venci! Pra que existe golpe? E dava suas lições de trocentos anos de experiência nos maiores cambalachos do planeta. Ah, agora sim! Agora o Doro estava no trilho da casa da peste, quase pronto para engalobar quem aparecesse. Foi quando procurou por um dos promotores, perguntando o que haveria depois: ah, um regabofe com leituras e exercícios. Cuma? Achegue-se. E ele foi levado para um anexo, no qual ele não sabia como cabia tanta gente ali. Ah, todos estavam reunidos em torno do culto a Loki, tudo para armar todas as trapaças assumindo a forma que quisesse, aprendendo estratagemas traiçoeiros, truques, artimanhas, astúcias de mil estratégias para promover intrigas e fabricar mentiras, leituras dos versos do Edda, d’O príncipe de Maquiavel, Arte de Furtar do padre Manuel da Costa, História universal da infâmia de Borges, República de ladrões de Scott Lynch, afora lições de ilusionismo, hipnose, prestidigitação e todo tipo de charlatanismo - menino, o negócio é sério mesmo! Quando findou o banquete o Doro quase não conseguia pregar o sono de tão ávido para o dia amanhecer e aplicar nos beócios todo aprendizado recebido. Assim foi. E o primeiro que encontrou, deitou a maior loa e conferia os fundilhos. Aumentava na carga da cabeluda, passava a mão no papeiro e tudo tranquilo. A-há! Agora sim, agora vou ser o maior dos políticos do mundo! E foi. Melhor, está aprontando pra ser. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo álbuns da discografia e talento da cantora, compositora e pianista estadunidense Tori Amos. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Educação Infantil, Nauro Machado, Sergei Rachmaninoff, Abraham Maslow, Luz del Fuego, Edgar Leeteg, Lucélia Santos, A pesca das mulheres & J. Lanzelotti aqui.

E mais:
As trelas do Doro aqui.
Entre as pinoias duns dias de antanho & John La Farge aqui.
As trelas do Doro: o desmantelo da paixonite arrebentadora aqui.
A menina morta, o pai assassino, Dalton Trevisan, Caetano Veloso, Ute Lemper, Jemima Kirke, Jeff Koons, Dani Acioli & Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é aqui.
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Entre o científico-racional e o estético-emocional, Gert Eilenberger, Wesley Duke Lee, Chico Mário, Delphin Enjolras & Otto Stupakoff aqui.
Quem vai pra chuva é pra se molhar, Pierre Weil, Jasper Johns, José Miguel Wisnik, George Segal & Na lei da competição só se colabora pra vencer, o resto é conversa pra boi dormir aqui.
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A poesia de Maria Esther Maciel aqui.
Uma arenga de escritores: qualquer criança pode fazer, Bernard Shaw, Anton Walter Smetak, Costa-Gavras, Burrhus Frederic Skinner, Ivan Pavlov, Olga Benário, Kazimir Malevich, Irene Pappás, Herbert George Wells, Camila Morgado & Pegada de Carbono aqui.
Gilles Deleuze & Félix Guattari, Catarina Eufémia, Peter Gabriel, Sam Mendes & Mena Suvari, Vicente Caruso, História do Rádio, Sandra Fayad, Janne Eyre Melo Sarmento, Psicopatologia & memória aqui.
A Utopia Humana, Alfred Adler, Carybé, Rogério Duprat, Charles Dickens, Hector Babenco, Sônia Braga & Tchello D´Barros aqui.
Martin Buber, Saló & Pier Paolo Pasolini, Vangelis, Abelardo & Heloisa, Julio Verne & Rick Wakeman, Gustave Courbert & Arriete Vilela aqui.
Quando te vi, Christopher Marlowe, Mary Leakey, Duofel, François Truffaut, Dona Zica, Darren Aronofsky & Natalie Portman, Ewa Kienko Gawlik & Haim G. Ginott aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

A arte do desenhista e quadrinista francês Georges Lévis (1924-1988).

DESTAQUE: ALMAS MORTAS, DE NOKOLAI GÓGOL
[...] Mas deixemos agora de lado o problema de quem é o mais culpado. O problema que se nos defronta agora é que chegou a hora de salvarmos a nossa pátria. Que a nossa pátria está parecendo, não pela invasão de vinte tribos estrangeiras, mas por nossas próprias mãos. Que já se formou ao lado do governo legítimo, um outro governo, muito mais forte que o governo legal. Estabeleceram-se condições próprias, tudo tem preço marcado, e os preços já foram até levados ao conhecimento público. E estadista algum, embora seja o mais sábio de todos os legisladores e governantes, tem forças suficientes para remediar o mal, por mais que tente limitar a ação nefasta dos maus funcionários, nomeando para vigiá-los outros funcionários. Tudo será inútil enquanto cada um de nós não sentir que, assim como na época da revolta dos povos ele se armou contra os inimigos, assim ele dever armar-se e levantar-se contra a corrupção e a falsidade. É como homem, como irmão, ligado aos senhores pelos laços indissolúveis do sangue, que eu me dirijo agora a todos. Dirijo-me àqueles dentre os presentes que têm algum resquício de compreensão do que seja nobreza de ideias. Convido-os todos a se lembrarem do dever, que é o destino do homem, onde quer que ele se encontre. Convido-os a examinarem mais de perto o seu dever e a obrigação do seu cargo na terra, porque isto já se nos afigura de maneira distante e obscura, e mal e mal...
Trecho final da obra Almas Mortas (Abril Cultural, 1979), do escritor ucraniano Nikolai Gogol (1809-1852). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista plástico italiano Roberto Ferri.
Veja mais aquiaqui e aqui.

DEDICATÓRIA:
A edição de hoje é dedicada à cantora e compositora Gracy Gausmann.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.
 

MÁRIO QUINTANA, ANNE BOYER, KATE MANNE & JONES MANOEL

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Aroma da memória, flor despetalada... – Bella não era Isabella, a cantora perturbada do Blue Velvet . Nem a...