Mostrando postagens com marcador Marisa Monte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marisa Monte. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, julho 23, 2018

CORTÁZAR, SCHOPENHAUER, CALVINO, COLERIDGE, MARISA MONTE, LENIR DE MIRANDA, SINHÁ TERTA & VITAL CORRÊA


AS ANJAS DA MORTE - Arte da artista visual Lenir de Miranda. - Teté e Loló, ou melhor Terezilda e Bromelinda no registro civil e batismo, nem são parentes, dão-se por irmãs, carne e unha. Para ter uma leve ideia, Teté é até hoje amansadora profissional, fera das mais brabas findam mansinha na mão dela. Pega cobra pelo gogó dela ficar molinha e virar bisquí. Ah, desata qualquer bronca, nó que se apresente, desmancha na hora com tudo preto no branco. Espevitada, bote brabeza pra ver e depois só o estrupício na parada. Já Loló é um pouco mais presepeira: campeã alagoiandubense de tiro ao alvo e de muitos Álvaros de Adoniran, coleciona apaixonados: uma ruma de ex-maridos e quase outros enrolamentos de se perder a conta. Afora isso e muito mais no rol do inenarrável, luta karatê e outras tantas artes marciais de deixar qualquer macobeba estirado no chão. É perita em quebra-de-braço, parrudo que apareça, ela só tiro e queda. As duas juntas, por mais simpáticas que se pareçam, já botaram muito macho para correr, avalie. Por aí, pronto, dá pra se ter um resumo dessas beldades. Compararam juntas um DKW – Wemag Belcar 67, Rabo de peixe, só pra desolarem os corações enamorados, arre égua! E até agora só engordam os boatos. Das muitas que contam, a pior é que são chamadas de Anjas da Morte. Por que? Bem, dizem que visitaram seu Joãozito de Trapiche, visita assim de cortesia. Três dias depois, o homem estava sepultado no cemitério da cidade. Tá, morreu de quê? De tanto rir. Como? O mesmo se deu com Joaquinildo Pezão que, talqualmente o anterior, gozava de suas plenas saúdes físicas e mentais. Três dias depois, foi pro saco. Seu Arquimenildo de Piruela, nunca se soube de homem mais sadio; tiro e queda: findou de pés juntos com dizeres numa lápide linda de morrer. Ah, Dona Carmelindonha fez até uma festa quando elas chegaram, de juntar gente no fuzuê da risadagem. Não deu outra, morreram todos os comparecentes, um atrás do outro, encarreados. Daí, não demorou muito, as duas passarem por famigeradas Anjas da Morte. Quem era doido de querer visita das duas? Pois bem, de tanto pintarem e bordarem de tudo juntos só no amiudado: Desaperrei, véio! Morriam de rir. Tem mais: depois de trocentos contatos de quinto grau com uma tuia de alienígenas doutras tantas galáxias, casarem e descasarem com seus respectivos maridos em divórcios ruidosos e cheios de perdas e danos, se apaixonarem por Josés e Manoéis que vieram e passaram batidos, tudo no descanso do além. E elas soltando as maiores pinoias da paróquia. Daí de anjas pras viúvas, elas se viram mortas passeando na cidade. Como é que pode? Não havia ninguém por onde passassem. Inicialmente achavam-se invisíveis, ninguém mais as viam. Será mesmo, mulher? Vamos ver. Encontraram um sujeito estranho e perguntaram se ele estava vivo: Eu? Já fui. Num disse, mulher, a gente está mortinha da silva, tais vendo? Zanzaram que só, não havia um pé de gente na rua. E, quem encontrassem, passava de nem vê-las. Deram, enfim, num bar que abria e encostaram à garçonete: Minha filha, traga logo uma cerveja que quero ver se é igualzinha a da gente. Era. Dali mais um pouco, encostaram à garçonete aos cochichos: Você está viva? A garçonete encarou e disse pra si: Duas bêbadas uma hora dessa da manhã, não pode. Entrou na jogada, sacou. Não, morri no ano passado. Teté e Loló entreolharam-se e caíram na gaitada. Beberam tanto e só acordaram dias depois num velório. Eita! De quem? Da garçonete. Morreu de quê? Ah, ela teve uma crise de riso e babau. Valha-me! Até ela. Vôte. Elas querem falar comigo, uma visitinha de nada. Eu, hem? © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da cantora, compositora, instrumentista e produtora musical Marisa Monte: Memórias, crônicas e declarações de amor, Inteira, Diariamente & Bem que se quis & muito mais nos mais de 2 milhões & 500 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Quando observamos a quantidade e a variedade de estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, nesse caso, as aparências também enganam. Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e para ganhar ares de importantes. A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoa que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. É com esse objetivo que tal geração frequenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos mais recentes, os de sua época e próprios da sua idade. Só o que é breve e novo! Assim como é nova a geração, que logo passa a emitir seus juízos – Quantos aos estudos feitos simplesmente para ganhar o pão de cada dia, nem os levei em conta. Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experiências, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma, no entanto, essa é a maneira de pensar que caracteriza uma cabeça filosófica. [...]. Trecho de Sobre a erudição e os eruditos, extraídos da obra A arte de escrever (L&PM, 2017), do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Veja mais aqui e aqui.

DO SENTIMENTO DE NÃO ESTAR DE TODO – [...] Sempre serei como um menino para muitas coisas, mas um desses meninos que, desde o começo, carregam consigo o adulto, de maneira que, quando o monstrinho chega verdadeiramente a adulto ocorre que, por sua vez, carrega consigo o menino, e nel mezzo del cammin dá-se uma coexistência poucas vezes pacífica de pelo menos duas aberturas para o mundo. Pode-se entender isso metaforicamente porém indica, em todo caso, um temperamento que não renunciou à visão pueril como preço da visão adulta. E essa justaposição, que faz o poeta e talvez o criminoso, e também o cronópio e o humorista (questão de doses diferentes, de acentuação aguda ou esdrúxula, de escolhas: agora jogo, agora mato) manifesta-se no sentido de não estar de todo em qualquer das estruturas, das teias que a vida arma e em que somos simultaneamente aranha e mosca. [...]. Trecho extraído da obra Histórias de cronópios e de famas (Civilização Brasileira, 1972), do escritor argentino de origem belga Julio Cortázar (1914-1984). Veja mais aqui e aqui.

CONHECER A CIDADE - [...] Essa cidade que não se elimina da cabeça é como uma armadura ou um retículo em cujos espaços cada um pode colocar as coisas que deseja recordar: nomes de homens ilustres, virtudes, números, classificações vegetais e minerais, datas de batalhas, constelações, partes do discurso. Entre cada noção e cada ponto de itinerário pode-se estabelecer uma relação de afinidades ou de contrastes que sirva de evocação à memoria. De modo que os homens mais sábios do mundo são os que conhecem. [...]. Trecho extraído da obra As cidades invisíveis (Folha, 2003), do escritor italiano Ítalo Calvino (1923-1985). Veja mais aqui.

O TRABALHO SEM A ESPERANÇA - Inteira movimenta-se a Natureza. As lesmas suas tocas deixam. / Movimentam-se as abelhas – os pássaro voos alçam – / E o Inverno, dormitando ao ar livre, /Exibe, no sorriso do rosto, de Primavera um sonho! / Enquanto isso, eu apenas algo inútil represento. / Mel não faço, nem caso, nem crio, nem canto. / Sei, contudo, que as margens, nas quais amarantos desabrocham, / A fonte encontraram, da qual fluem os arroios. / Desabrochai vós, ó amarantos! Desabrochai pra quem puderdes. / Pra mim, não desabrochais! Ricos arroios, pelo vosso curso deslizai! / Com lábios ofuscados, caminho com desgrinaldada fronte./ Entenderíeis os encantos que minha alma entorpecem? / O trabalho sem a Esperança néctar extrai numa peneira. / Sem um objetivo a Esperança morre. Poema do poeta, crítico e ensaísta inglês Samuel Taylor Coleridge (1772-1834).

SINHÁ TERTA
Desde pequenos meus três filhos ouviram minhas “histórias de Trancoso”. Usava das mesmas artimanhas de Sinhá Terta. Sentados à minha volta, eu dramatizava as falas, os gestos e saía contando fábulas, histórias de reis, rainhas, fadas boas e más, palácios encantados e lindas princesas. Era uma tranquilidade: de olhos esbugalhados, concentrados, acompanhavam todo o desenrolar das narrativas. Perguntavam e riam muito. Já existia a televisão mas era importante para mim, como mãe, repassar para eles as fantasias, sonhos e aventuras por mim vivenciados na infância. agora, a mesma dedicação tenho com Fausto, meu querido netinho, que ouve atentamente historias criadas ao saber da minha imaginação com os personagens que ele mais gosta: Lulu, Lele e Lili. E Sinhá Terta, para você que não tiveram o privilégio de conhecê-la, foi a fada boa que me viu nascer e aos meus irmãos [...] e com bondade e meiguice, nos fez viver uma infância feliz, plena e cheia de amor. [...].
Trecho de Uma forte presença na minha vida: Sinhá Terta, extraído da obra O príncipe do reino das sete luas e outras histórias (CEPE, s/d), da jornalista, advogada, escritora e jardinista Tereza Figueiredo.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

A poesia absoluta, o destino poético e o futuro da poesia & muito mais na Agenda aqui.
&
A redenção do amor, o pensamento de Etienne Souriau, a arte de Leila Diniz & Luciah Lopez, a música de Edu Lobo, Chiquinha Gonzaga, Renato Borghetti & Zélia Duncan aqui.
&
Você tem medo de quê?, O medo líquido de Zygmunt Bauman, O santuário do eu de Ralph M. Lewis, A arte de Sophia Narrett, a música de Quinteto Violado, Rachel .Podger, Duofel & Meredith Monk aqui.

APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Livros nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São Paulo. Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo. Fone: 11 98499-2985.
 

terça-feira, julho 11, 2017

BERTRAND RUSSEL, DORIS UHLICH, LAURA KNIGHT, LEILA PINHEIRO, LUIZ MELODIA, MARISA MONTE & JARDS MACALÉ.

O RATO, A COTIA E O CACHORRO – O rato Quejino andava folgado pra cima e pra baixo, depois que chegara de São Paulo carregado de gírias e modas. A cotia Rosmivilda logo deitou simpatia pras bandas do roedor, o que levantou ciumeira no delegado de polícia, o cachorrão Mauzão, que se dava por pretendente arreado de paixão pela prendada roedora. Deu-se então da autoridade policial investir pesado nos intentos, o que restou infrutífero, vez que a bandoleira já estava de braços, pernas e saias agarradas no cotovelo do Queijino, prometendo paixonite aguda aos beijos e afagos em casamento ainda não marcado. Um verdadeiro golpe nas pretenções de Mauzão que passou a se arrastar pelos cantos, todo encolhido e sem vontade pra mais nada na vida. Nem adiantou o tigre juiz de direito, nem o macaco escrivão, muito menos o burro advogado sacolejarem pra levantar os ânimos do coitado, tanto que ele nem se deu conta dos flertes da jeitosa filha da preguiça promotra de justiça. – Esse parece que está perdido mesmo -, disse o juiz. – Enjeitar minha filha, como é que pode? -, reclamou magoada a preguiça promotora. Mas, destá. O tempo passa e no meio do idílio, a cotia descobre que o Quejino estaba enrabichado com a catita Juanita, lá pras bandas do outro lado da cidade. A situação esquentou e o pau comeu: as duas entraram em guerra! E o rato, sabido que só, pés na bunda, pernas pra que te quero. No meio do bafafá apurou-se que a Juanita estava certa e de data marcada pro casório com ele, quando a Rosmivilda bafejou que estava embuchada de filhote dele pra dali poucos dias rebentar. Como é que é? A bomba sacudiu todo lugar e redondeza. Cadê aquele filho duma ratazana? Procuraram por ele, o lugar mais limpo. Foram então ter com o delegado Auzão que levantou as orelhas e partiu com um destacamento pesado à caça do fugitivo. Depois de luas e sóis na pisada, acharam o presepeiro solto na gandaia. Quando ouviu a voz de prisão, o danado quis correr, mas foi pego pelo rabo e arrastado até a presença das querelantes. Acunhado por tabefes e tapas por ambas ofendidas, findou quase morto na prisão. Foi aí que a catita revoltou-se de não querer mais vê-lo nem pintado a ouro, e a cutia teve um troço e abortou. Nessa hora o Auzão socorreu a Rosmivilda pro pronto socorro, enquanto que a jeitosa filha da preguiça mortificada de ciúmes, peiticou com a mãe promotora para mandar soltar o Quejino. E tanto fez que conseguiu até ganhar a simpatia do rato aprisionado. Enquanto o Auzão cobria de cuidados a cotia enferma, logo ela se enamorou da autoridade e firmaram casamento pra dali alguns dias. Por conta disso, a preguiça filha passou a cuidar com atenção redobrada do rato no seu esconderijo e logo misturaram pelos e patas de findarem entrelaçados pelos vínculos do amor. Depois de tantos entreveros, cada um o seu caminho, não se sabendo, ao certo, se foram felizes pra sempre, o que é muito pouco provável, afinal, ninguém sabe, não moram mais pela redondeza pra evitar brigas e dresgraças de rixas antigas, além do  mais muito tempo já passou. Por isso o amor é lindo e paz na Terra os bichos de boa vontade! Entrando pela perna de pinto, saindo pela perna de pato, o que já é outra história porque já é outro fato. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

O ELOGIO AO ÓCIO DE BERTRAND RUSSEL
[...] A moral do trabalho é a moral de escravos, e o mundo moderno não precisa da escravidão. [...] Porque o trabalho é um dever, e um homem não deveria receber salários proporcionalmente ao que produz, mas proporcionalmente à virtude demonstrada em seu esforço. Esta é a moral do Estado escravista, aplicada em circunstâncias totalmente diferentes daqueles na qual surgiu. Não é surpresa que o resultado tenha sido desastroso. [...] O uso sábio do lazer, deve-se conceder, é produto de civilização e educação. Um homem que tenha trabalhado longas horas a vida inteira fica entendiado se se torna subitamente ocioso. Mas sem considerável quantidade de lazer um homem é privado de muitas das melhores coisas. Não há mais nenhuma razão para que a maior parte da população sofra dessa privação; somente um ascetismo tolo, geralmente paroquiano, nos faz continuar a insistir em excessivas quantidades de trabalho agora que não há mais necessidade. [...] Em um mundo em que ninguém seja compelido a trabalhar mais do que quatro horas por dia, todas as pessoas que possuíssem curiosidade científica seriam capazes de satisfazê-la, e todo pintor seria capaz de pintar sem passar por privações, qualquer que seja a qualidade de suas pinturas. Jovens escritores não precisarão procurar a independência econômica indispensável às grandes obras, para as quais, quando a hora finalmente chega, terão perdido o gosto e a capacidade. Homens que, em seu trabalho profissional, tenham se interessado em alguma fase da economia ou governo, serão capazes de desenvolver suas idéias sem a distância acadêmica que faz o trabalho de economistas universitários freqüentemente parecer fora da realidade. Médicos terão tempo para aprender sobre o progresso da medicina, professores não estarão lutando exasperadamente para ensinar por métodos rotineiros coisas que aprenderam na juventude, que podem, no intervalo, terem se revelado falsas. Acima de tudo, haverá felicidade e alegria de viver, ao invés de nervos em frangalhos, fadiga e má digestão. O trabalho exigido será suficiente para tornar o lazer agradável, mas não suficiente para causar exaustão. Uma vez que os homens não ficarão cansados em seu tempo livre, eles não exigirão somente diversões passivas e monótonas. Ao menos um por cento provavelmente devotará o tempo não gasto no trabalho profissional para objetivos de alguma impotância pública e, como não dependerão destes objetivos para viver, sua originalidade não será tolhida, e não haverá necessidade de adaptar-se aos padrões estabelecidos pelos velhos mestres. [...].
Trechos de Elogio ao ócio (1932 – Sextante, 2002), do filósofo, matemático e pensador inglês Bertrand Russel (1872-1970). Veja mais aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Lagoa da Prata, O folclore no Brasil de Basílio de Magalhães, Chão de mínimos amantes de Moacir da Costa Lopes, Culturas e artes do pós-humano de Lucia Santaella, a música de Belchior, a fotografia de Tatiana Mikhina, a arte de Joseph Mallord William Turner & Wesley Duke Lee aqui.

E mais:
O trabalho do antropólogo de Roberto Cardoso de Oliveira, Monções de Sérgio Buarque de Holanda, a poesia de Karl Georg Büchner, a música de Antônio Carlos Gomes, o cinema de Alfred E. Green & Carmen Miranda, a arte de William Orpen, a pintura de Ivan Gregorewitch Olinsky & Charles-Antoine Coypel aqui.
Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda, a música de Antonio Carlos Gomes & Quinteto Violado, Joana Ramos & Givaldo Kleber aqui.
Recontando Caetano Veloso & Podres poderes aqui.
História dos hebreus de Flávio Josefo, Vidas paralelas de Plutarco, A civilização hispano-moura de Philipe Aziz, Cronologia pernambucana de Nelson Barbalho, Violência: crimes de trãnsito & arma de fogo aqui.
Umas do Doro & o jabá, Multimidiação do processo artístico de Augusto de Campos, Vila dos confins de Mário Palmério, Artêmis, a música de Rossini & Olga Peretyatko, o cinema de Jacques Rivette, a arte de Mademoiselle Rachel & Marie McDonald, a fotografia de Greg Williams & a poesia de Dalinha Catunda aqui.
Paixão Legendária & Santanna O Cantador, A patente de Luigi Pirandello, A história do mundo de Mel Brooks, As ciências e as artes de Jean-Jacques Rousseau, Guilhermina Suggia, a xilogravura de Nena Borges, Brincarte do Nitolino, a crônica de Aldemar Paiva, a poesia de Marly de Oliveira, a música de Felipe Radicetti & pintura de Maria Luisa Persson aqui.
A culpa é da Dilma, O Projeto Atman de Ken Wilber, a música de Heitor Villa-Lobos, O sermão do bom ladrão de Padre Antônio Vieira, a pintura de Peter Paul Rubens, a poesia de Henriqueta Lisboa, Prometeu acorrentado de Ésquilo, o cinema de Abbas Kiarostami & Juliette Binoche, a arte de Alex Toth & Ekaterina Mortensen aqui.
Preciso de um culpado, Platónov de Anton Tchékov, Peri Physeos de Anaxímenes de Mileto, A arte de furtar de Padre Antônio Vieira, As odes píticas de Píndaro, o cinema de Walter Lang & Susan Hayward, a arte de Dave Saint-Pierre, a música de Stanley Clarke, a pintura de Horace Vernet & Malcolm Liepke aqui.
Lugome, sua familia, seu infortúnio, A poesia erótica de José Paulo Paes, a música de Gina Biver, Fundamentos da História do Direito, O combate à corrupção nas prefeituras do Brasil, a pintura de Sofan Chan, a fotografia de Luiza Machado, a arte de Eiko Ojala & Rudson Costa aqui.
A arte de Tunga, Estética teatral de Redondo Junior, a poesia de César Vallejo, a música de Ná Ozzetti, a fotografia de Ruy Carvalho, a arte de Sônia Braga, Fecamepa & Os sapos na política de Edson Moura aqui.
Semáforos de sempre, vida adiante, Amor em tempos sombrios de Colm Tóibín, O serviço social de Marilda Villela Iamamoto, Ética & Marketing Social, a fotografia de Spencer Tunick & Esdras Rebouças Nobre, a arte de Vik Muniz & a música de Claudio Nucci aqui.
A sexta é dia da deusa, da musa, rainha, poeta, mulher, A história de Goethe, a literatura de Machado de Assis, Gozo fabuloso de Paulo Leminski, a música de Alexandra Stan, a fotografia de Marcos Guerra & a arte de Luciah Lopez aqui.
Na Volta da Jurema, Semiologia & comunicação lingüística de Eric Buyssen, Arrowsmith de Sinclair Lewis, O pensamento de Confúcio, a música de Guinga, a arte de Ida Zam & Laerte Coutinho aqui.
O amor dos namorados, A arte de amar de Erich Fromm, Sonetos de amor de Pablo Neruda, Cânticos dos Cânticos, A música de Edith Piaf, o cinema de Derek Cianfrance & Michelle Williams, a pintura de Julia Watkin & Cornelis le Mair, a arte de Henry Asencio & Grupo Femen aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

MAIS DO QUE NUA DE DORIS UHLICH
Projeto Mais do que nua (2012), oficina da premiadíssima dançarina e coreógrafa austríaca Doris Uhlich no ImPuls Tanz, Festival Internacional de Dança de Viena. (Imagem: fotos de Andrea Salzmann/Theresa Rauter). Veja mais aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especial com Leila Pinheiro do Brasil & Reencontro: cantando Gonzaguinha & Ivan Lins; Luiz Melodia ao vivo Convida & Maravilhas Contemporâneas; Marisa Monte Diariamente & grandes sucessos; e Jards Macalé Real Grandeza. Para conferir é só ligar o som e curtir.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora inglesa Laura Knight (1877-1970).
Veja mais aqui.

sexta-feira, julho 01, 2016

MIKE FEATHERSTONE, MARISA MONTE, JULIETA DE GODOY LADEIRA, KAMA SUTRA DE VĀTSYĀYANA, CRYSTAL BARBRE, RALF MOHR & LUCIAH LOPEZ


FREYARAVI & O CIRCO DOS PRAZERES - Arte da escritora, artista visual e blogueira Luciah Lopez – Era ela ali, céu do dia e natureza minha: Respeitável público! Hoje tem espetáculo? Tem sim, senhora. A esta hora da noite? Tem sim, senhora. Fará tudo que sua mestra mandar? Sim, senhora. A luz apagou, dia e noite se confundiam no labirinto do momento. E por um instante nada se movia, a calmaria do inexistente. De repente, uma diminuta ponta de luz surgiu lá longe. Quase imperceptível vagalume. E foi crescendo, crescente. E brilhou com intensidade, iluminando o que agora era nosso circo. Eis que ela rodopiava enquanto tudo reluzia e era a graça de uma palhacinha linda a me encantar com suas mesuras. Ganhou o meu sorriso e assim me conquistou. Aos poucos um novo rodopio e retirou a máscara e pintura, desnudou-se depondo sua roupa colorida em mim e me fez seu clown cheio de graça, seu saltimbanco brincante. E mais rodopiou protagonista com seu ilusionismo, magia de deusa nua, malabarista e eu coadjuvante e plateia interativa, para fazer do meu corpo e minha alma o picadeiro para suas acrobacias e saltos mortais. E mais rodopiava e me fazia tudo, ora cavalo para sua soberba hípica na maior destreza de montaria, hábil cavaleira, no glamour de sua performance de equitação, e a transformar-se equilibrista, a se segurar na corda do meu corpo e me fazer trapézio para evoluções da sua exibição equestre, a me galopar por mundos e universos jamais vistos e sequer sonhados; ora fera indomável na jaula de sua competência dominadora, a me fazer dócil domado por sua radiante beleza fascinante, a me fazer atravessar o seu círculo de fogo e cair na sua mágica forma de me ter em si e se fazer inteira em mim e minha; ora arrimo pra sua exímia índole saltadora da noite de todas as luzes e escuridão, ou veículo ousado pro globo da morte à beira do precipício de todos os limites de chão e mar de nossa finitude. E me fez dançar dentro dela, nômade de tudo, com todas as estripulias do seu malabarismo de ginasta, com os truques de sua magia envolvente, armadilhas de sua dança na nossa pantomina despudorada. E no auge do nosso espetáculo, ela, Freyaravi, a deusa-rainha, índia nua, concedeu-me a honra do nosso pas de deux no melodrama íntimo de céu aberto, natureza viva, universo imenso das dimensões imensuráveis, o nosso circo de todos os ilimitados e perenes prazeres. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais a respeito aquiaqui e aqui.

 Imagem: a arte da pintora Crystal Barbre, criadora da série Magnetisme Animal.

Curtindo o álbum coletânea Coleção (Universal Music/Pronomotor Records, 2016), da cantora, instrumentista, compositora e produtora Marisa Monte.

PESQUISA
[...] centros metropolitanos sobre a vida artística e intelectual, enquanto centros de cultura, artes, moda, indústrias culturais e entretenimento, televisão, publicações e música, enfrentam a competição mais intensa advinda de uma variedade de direções. Novas formas de capital cultural e uma série mais extensa de experiências simbólicas estão em oferta num campo de cidades mundiais cada vez mais globalizado – isto é, mais acessível por meio das finanças (dinheiro), comunicações (viagens) e informação (radiodifusão, publicações, mídia). [...]
Trecho da obra Cultura de Consumo e Pos-modernismo (Studio Nobel, 1995), do sociólogo britânico Mike Featherstone. Veja mais aqui.

LEITURA
[...] Se a literatura brasileira é das mais ricas em contos, a partir desse período evoluiu de forma muito expressiva, tanto em conquistas temáticas quanto em experiências estruturaus. Cresceu, rompeu barreiras, descobriu, renovou. E se projetou também no exterior por sua capacidade de expressar, de formas tão diferentes, com tanto talento, a fragmentação da vida moderna e o papel do ser humano numa sociedade como esta. [...].
Trecho do texto Antologia: matéria viva, na apresentação da obra Contos brasileiros contemporâneos: antologia de contos (Moderna, 1991), organizada pela escritora Julieta de Godoy Ladeira (1927-1997), apresentando um painel dos mais expressivos da literatura brasileira contemporânea, que vem demonstrando extraordinária força e capacidade de expressar de formas bem diferentes a fragmentação da vida moderna e o papel do ser humano nesse contexto. Nesta antologia, alguns dos mais destacados escritores brasileiros, com livros lançados a partir dos anos cinqüenta, podem ser lidos em contos bem característicos de seu estilo, técnica, talento e sensibilidade, obras da maioria desses autores têm se projetado com êxito também fora do país, traduzidas em diversos idiomas.

PENSAMENTO DO DIA:
 [...] O amor mútuo e comprovadamente verdadeiro, em que um tem consideração pelo outro como se fosse a si mesmo, é chamado de amor resultante da fé. [...] Depois que a jovem já travou relação com o homem [...] o homem deve esforçar-se para conquistá-la. [...] Elas devem ser tratadas com muita delicadeza, e homem deve agir com precaução. [...] Com crescente persistência, ele deve dissipar os medos dela e, aos poucos, fazer com que ela vá com ele a locais isolados, e lá ele deve abraçá-la e beijá-la. E, finalmente, no momento de dar a ela um pouco de noz de bétele ou de receber isso dela, ou no momento de trocar flores, ele deve tocar e pressionar as suas partes íntimas, levando suas tentativas a uma conclusão satisfatória. Quando o homem está empenhado em seduzir uma mulhe, ele não deve tentar seduzir nenhuma outra ao mesmo tempo. [...].
Trecho extraído da obra Kama Sutra (L&PM, 2013), do filósofo indiano de tradição Carvaka e Lokyata que viveu entre os séculos IV e Vi aC., Vātsyāyana. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA 
A arte na obra Naked Dance & Gymnastics, do fotógrafo Ralf Mohr.

Veja mais sobre Brincarte do Nitolino, Antônio Cândido, Dorothea Mackellar, Alceu Valença, Gottfried Wilhelm Leibniz, Lope de Vega, Emma Goldman, Gilvan Samico, Amaro Francisco Borges & Nina Kozoriz aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: arte da escritora, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
World Peace Flame, Humanitarian Projects
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja aqui e aqui.


MÁRIO QUINTANA, ANNE BOYER, KATE MANNE & JONES MANOEL

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Aroma da memória, flor despetalada... – Bella não era Isabella, a cantora perturbada do Blue Velvet . Nem a...