Mostrando postagens com marcador Hélio Pellegrino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hélio Pellegrino. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, janeiro 22, 2018

RILKE, MARGARET LOCK, STRAVINSKY, HÉLIO PELLEGRINO, MARIA JOÃO PIRES, ANTÔNIO MARIA, LÉLIA FROTA, GODARD, ELENA ESINA & JAMES DRINKWATER

UM ESPIRRO, UMA CAGADA - Imagem: Long day in Gigaro Beach, do pintor e escultor inglês James Drinkwater. - Quem não conhece Zé Espirro? Esse não é seu nome de batismo nem de registro civil, passou a ser depois do primeiro atchim encarreado. Além de ser uma figurinha carimbada e popular que nem bolacha, ele é bem servido de nariz: lembra bem um bico de tucano. Tanto que também o chamam de Pinóquio: mente que o cu apita. Quando quer se esconder de cobrador ou desafeto, todo mundo sabe o seu paradeiro só pela esternutação. E por onde passa deixa rastros, outro incomodo: além da zoada com borrifo pra tudo quanto é lado, a golfada fede e como fede, meu. A inhaca é uma mistura de coisa choca com mundiça azeda, já viu, né? Por causa disso, diz ele, tudo dá errado na vida: pensa às avessas, de cabeça pra baixo. Como? Todo atrapalhado. Sai pra comprar pão, aí dá o repuxo, ao invés do que tinha por fazer, finda vendendo a casa do vizinho. E pode? Quando sai de casa pro trabalho, em vez de tirar o carro da garagem e dirigir até a repartição, solta o espirrado de vê-lo, lá vai, a nado, correnteza afora. Está vendo só? Tudo culpa dessa desgraçada de moléstia espirratória que eu tenho. Vou todo certinho e basta um fungado na venta, quando dou fé, estou ao contrário. Já virei pelo avesso não sei quantas vezes, dá um trabalho da porra pra desvirar. Basta uma coceirinha de nada nos fiapos do buraco do nariz, lá vem o desmantelo. Quantas e muitas vezes deixou uma potoca de catarro na sopa do delegado, no seio robusto da mulher do juiz, nas coxas de minissaia da filha do coronel, até na goela do padre – essa foi demas: o padre na maior empolgação no púlpito e um perfume forte duma distinta do lado deu-lhe uma coceira nas narinas, aí já viu, o esguicho entrou pela boca adentro de engasgar o pároco no meio da missa. Haja inconveniente. Desgraça de vida essa minha, já ando comendo todo tipo de pólvora de bomba pra ver se dou fim nisso ou me lasco de uma vez. Piorou. Já levei tanto furo de injeção nas veias e na bunda, de não se ter onde mais furar. Já disse: acerte os ovos que estoura tudo pra ver se resolve. É humilhação demais. Preso muitas vezes, não tem mais como se virar em dinheiro para pagar a fiança. E sai reclamando: faço o espetáculo e ainda tenho que pagar o couvert. Pode um negócio desse? Ainda ontem mesmo ele passou por mim na maior das carreiras. Pronde vai, meu? Soltei um que caguei-me todinho, porra! Ave! Vai findar feito a Tocha Humana, tá sabendo? © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá é dia de especial com o compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971): Firebird, Rite orf Spring & Symphonis of Winds (veja mais  aqui) ; e da pianista portuguesa naturalizada brasileira, Maria João Pires: Concerto para piano nº 17 de Mozart & Sonata nº 32, op. 111, de Beethoven; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIAFiz algo contra o medo. Fiquei sentado e escrevi. Extraído da obra Os cadernos de Malte Laurinds Brigge (L&PM, 2009), do escritor alemão Rainer Maria Rilke (1875-1926). Veja mais aqui e aqui.

HOLÍSTICA MÉDICA – [...] significa considerar todos os aspectos do organimos humano como interligados e interdependentes. Num sentido mais amplo, significa reconhecer ainda que o organismo está em constante interação com seu ambiente natural e social. [...] O valor do conhecimento subjetivo é certamente algo que poderíamos aprender com o Oriente. Nós nos tornamos tão obcecados pelo conhecimento racional, a objetividade e a quantificação que sentimos extrema insegurança com a experiência e os valores humanos. [...]. No nível da assistência primária à saúde, isti é, no dos cuidados do dia-a-dia, os próprios pacientes, seus familiares e o governo deveriam assumir quase totalmente a responsabilidade pela saúde e pela cura. No nível secundário, isto é, no da assistência hospitalar, e dos casos de emergência, a maior parte da responsabilidade caberia ao médico – mas até mesmo aqui ele respeitaria a capacidade do próprio corpo para curar-se e não tentaria dominar o processo de cura. [...] O movimento holístico na saúde com certeza caminha nessa direção. Entretanto, uma medicina verdadeiramente holística exigirá mudanças bastante fundamentais em nossas atitudes, em nossas práticas de socialização, em nossa educação e em nossos valores básicos. Isso só acontecerá muito gradualmente - talvez nunca. [...]. Pensamento da médica antropóloga canadense, Margaret Lock, que tem desenvolvido estudos e trabalhos nas áreas de antropologia do corpo, epistemologia comparativa do conhecimento e prática médica, bem como o impacto global das tecnologias biomédicas emergentes. Extraído da obra Sabedoria incomum: conversa com pessoas notáveis (Cultrix, 1995) de Fritjof Capra. Veja mais aqui.

O HUMANO & O ANIMAL - [...] Acontece que nós, humanos, somos fratura, ruptura, salto qualitativo da natureza para a cultura. Somos exilados de nossa condição biológica e da Lei Cósmica que a preside. Perdemos os instintos, no bom e honrado sentido animal da palavra. Somos, sim, animais, mas animais políticos – zoon politikon -, tendo que criar as leis da polis por termos rompido – e este é o pecado original! – com a Lei que rege o sol, as estrelas, as plantas e os bichos. O animal, através do instinto, obedece integralmente à relojoaria cósmica. Ele não se extravia, não erra, não tem errância. O animal traz consigo, pronto, o mapa da mina. Sua certeza vem avalizada por milhões e milhões de anos. O instinto é memória imemorial, resposta eficaz, esplendor da espécie, indene à dúvida. Nós, humanos, nascemos prematurados, desequipados, sem fortes instintos que nos costurem ao mundo, fazendo dele, desde o começo, a nossa casa. Somos ruptura com a ordem cósmica e, por isto mesmo, criadores de civilização. Somos, em nossa origem, desgarramento, derrelição, extravio, liberdade. Somos, em nosso centro ontológico, falta, fenda, spaltung. [...]. Trecho de Instituição, linguagem, liberdade, extraído do livro A burrice do demônio (Rocco, 1989), do psicanalista e escritor Hélio Pellegrino (1924-1988). Veja mais aqui e aqui.

LOUVAÇÃO A OUTUBRO – [...] Enfim, Outubro, você chegou e de felizes se chamem todos os seus dias. Esta primeira meia hora – e que Deus a espiche – está excelente. Continue assim. Faça-me esquecer as agruras de agosto e setembro, essa duplinha ruim, que tanto judiou de nós. Não queremos nada, além de água na torneira, luz na lâmpada, cabelo na cabeça, dinheiro no bolso, comida na boca (qualquer outro, em vez de comida, escreveria beijo), beleza aos olhos e amor no coração. Extraído de Pernoite: crônicas (Martins Fontes/Funarte, 1989), do poeta, radialista e compositor pernambucano Antônio Maria (1921-1964). Veja mais aqui.

AQUERÔNTICOÉ de noite que os mortos voltam / em sua barca de papel / a roçar a porta do sono / em que inermes escurecemos / mais um dia – pulmão de chama / contraindo a luz da manhã! / É de noite pela amurada / que vêm se debruçar conosco / e indulgem – apenas sorriem / sem qualquer resguardo, sem ênfase - / em ir e vir, em ter partido. / Impressões de viagem? Alheias / como a do perfil de um dracma. / Remiram-nos maliciosos / pensos de ternura se quedam / em sua fosca primavera, / atrás de embaciados acenos, / pacientes, à nossa espera. Extraído do livro Poesia Reunida (1956-2006 / Bem-te-vi, 2012), da premiada escritora, antropóloga e crítica de arte Lélia Coelho Frota (1938-2010). Veja mais aqui.

FILM SOCIALISME
O Film socialisme (2010), do cineasta franco-suiço Jean-Luc Godard, feito em três movimentos que contam os dilemas da modernidade: o primeiro, Des choses comme ça (Tais coisas) é definido em um cruzeiro, com conversas multilíngues entre uma coleção heterogênea de passageiros, envolvendo personagens como um criminoso de guerra envelhecido, um ex-funcionário da ONU e um detetive russo, contando com a participação da cantora e poeta estadunidense Patti Smith; o segundo Notre Europe (Nossa Europa), está situado em um posto de gasolina e envolve um par de filhos, uma menina e seu irmão mais novo, convocando seus pais para comparecer perante o "tribunal da infância", exigindo respostas sérias sobre os temas de liberdade, igualdade e fraternidade; o terceiro, Nos humanités (Our humanities), visita seis locais lendários: Egito, Palestina, Odessa, Grécia, Nápoles e Barcelona. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Veja mais:
Apesar de tudo que já foi feito, somos todos mínimos, a literatura de Aníbal Machado, a fotografia de Ryan McGinley, a música de Loalwa Braz & a arte de Gustavo Rosa aqui.
Poemas & canções da Crônica de amor por ela aqui.
Sulina, a opulência da beldade, Graciliano Ramos, A cultura midiática de Douglas Kellner, Horácio, a pintura de André Derain, a música de Ronaldo Bastos, A poesia de Wanda Cristina da Cunha, A promiscuidade de Pedro Vicente & Lavinia Pannunzio, Gattaca de Andrew Niccol & Uma Thurman, Cindy Sherman & Thaís Motta aqui.
Iangaí, ó linda, Olinda, Fecamepa & os primórdios da corrupção no Brasil, Ari Barroso & Plácido Domingo, G. Graça Campos & a Esteatopigia aqui.
Francis Bacon, Antonio Gramsci, August Strindberg, a pintura de Lidia Wylangowska, a música de Luciana Mello, Marília Pêra & o grafite Vagner Santana aqui.
Um troço bulindo no quengo com a poesia de Abel Fraga & Fernando Fiorese & o desenho de Fabiano Peixoto aqui.
A Gestalt-terapia de Fritz Perls aqui.
Educação Ambiental aqui.
Probidade administrativa aqui.
Big Shit Bôbras: a chegada e os participantes aqui.
A trupe do Fecamepa aqui.
Doutor Zé Gulu: de heróis, mitos & o escambau aqui.
Doutor Zé Gulu: sujeito, indivíduo, quem aqui.
Poetas do Brasil: Afonso Paulo Lins, Carmen Silvia Presotto, Adriano Nunes, Eliane Auer & Natanael Lima Júnior aqui.
A arte do guerreiro no planejamento e atendimento, Pedagogia do Sucesso, A educação e a crise do capitalismo, Formação do pesquisador em educação, Educação a Distância, Cultura & Sociedade aqui.
Norbert Elias & Princípios fundamentais de filosofia aqui.
Pierre Bourdieu, Psicologia Escolar, Direito & Internet aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
&
Agenda de Eventos 35 anos de arte cidadã aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora russa Elena Esina.
Veja mais aqui.
 

quinta-feira, março 23, 2017

HÉLIO PELLEGRINO, NOBUO UEMATSU, MAT COLLISHAW, RAOUL DUFY, IDEOLOGIAS & DANICLECI MATIAS SOUZA

O CERTO & O ERRADO NO REINO DAS IDEOLOGIAS - Lembro-me bem quando menino sapeca, aos quatro anos de idade, aprendendo o alfabeto, a saudosa prima-tia ensinava a ler e escrever, ajeitando meus garranchos no caderno. Primeiro ela colocava a sua caligrafia formosa e arredondada para eu preencher por cima e, depois, copiar embaixo tudo que ela havia escrito. Lindo o seu olhar azulado e seu sorriso reluzente ao conferir a tarefa cumprida: tudo a maior seboseira. Ela caía às gargalhadas, parecia mais que eu já dava sinais de que não tinha jeito. Até ali, tudo que aprendera fora imitando os pais, familiares, parentes e achegados. Dois anos depois das lições dela toda tarde, fui fazer o primário na escola maçônica da Fraternidade Palmarense, na qual a não menos fascinante professora Hilda, me encantava em cada manhã de aula – tanto que pra ela diariamente escrevia uns versinhos que foram publicados no suplemento Júnior, do Diário de Pernambuco. Eu já queria ser poeta, pode? Queria. Daí pro ginasial, o trajeto do meu aprendizado: o nome das coisas, a história dos vencedores, a forma como se comportar, conteúdos muitos e diversos que iam desde a gramática e leitura das ciências e matemática, tudo para que eu soubesse o que era certo ou errado. Os tempos eram de Moral e Cívica na leva do Brasil ame-o ou deixo-o. Cá comigo eu desconfiava muito de certas convicções que exacerbavam na retidão do caráter, valorizando a virtude e o amor à Pátria, quando eu não entendia muito bem o significado de virtude ou caráter, justiça ou direito, só somar, subtrair, multiplicar ou dividir, sim senhor, sim senhora, responder às perguntas e ver grafado na prova uma nota pros meus equívocos. Muitos professores não facultavam a possibilidade de qualquer questionamento, devia prestar bem atenção e não perguntar nada, se não entendesse que levasse a dúvida até o dia em que uma alma caridosa resolvesse esclarecer. Por conta disso, não entendia muito bem a razão da escola em si e de ali estudar, era tudo muito confuso: toneladas de informações depositadas goela abaixo, disciplinas de todo tipo com conteúdos forçados e que asseveravam ser inarredavelmente o certo a ser seguido por todos. Ou aprendia, ou era burro. Todos os meus colegas não perguntavam nada, não queriam se passar por iletrado jumento, só eu metido e cheio das pregas inventava de questionar pra levar um toque de arrodeio com um riso sarcástico na minha cara: preste atenção! E ali, como em qualquer lugar que chegasse, sempre identificava de um lado a turma que rasgava elogios pras coisas e, do outro, a acerba trupe dos insatisfeitos. Nessas ocasiões de confronto se fazia uso de costume adquirido na escola: só balançar a cabeça. Quanto mais se esforçava para aguçar o discernimento, mais a coisa se complicava. Como eu sempre quis ser um metido maior do que sou, havia aquela minha intrometida insolência de adiantado e linguarudo em saber o porquê dos porquês. Evidente que por causa disso eu não era bem visto e excluído entre os da minha faixa etária, me dando mais com os mais velhos, quando, na verdade, eu mais me sentia na relação, tanto com uns como com outros, um peixe fora d’água. Ou eu não entendia nada, ou estavam todos me enrolando. Foi na adolescência que eu dei um chega para lá: peraí, como é que é mesmo, hem? Por conta própria comecei a folhear e pregar a vista em livros e mais livros, coleções, enciclopédias, dicionários. Uns diziam isso, outros diziam aquilo, maniqueístas de plantão; e como era farta a tuia de papagaios tagarelas e sectários, quanto mais arremedo, maior algaravia. Quando não era o bem e o mal, era o bonito e o feio, o bom e o mau, direita ou esquerda, pra lá ou pra cá, pra cima ou pra baixo, de banda ou de lado, pra frente ou pra trás, e por aí vai, cada um que puxasse destilando sua persuasão. Bastava qualquer indagação para o que se parecia claro e exato se tornar bastante nebuloso, fonte de discussões acaloradas de findar entre tapas e bofetes pela imposição do ponto de vista desta ou daquela preferência. Entender que era bom, nada. Quanto mais me diziam o que era certo, mais eu me convencia de que estava errado. Quanto mais impunham o correto, mais se mostrava o equívoco. Muitas vezes cheguei a desconfiar na constatação de que um era o outro: o certo errado e o errado certo e, ainda por cima, vice-versa, até aprender que, na verdade, nem existem, são só convencionados. É que no reino das ideologias ambos se definem, se misturam e se estabelecem de acordo com a conveniência. Da minha parte aprendi que além do 1 tem o 2, o 3, o 4 e... o infinito. Eu, hem? Vamos aprumar a conversa. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo a arte musical do compositor japonês Nobuo Uematsu.

Veja mais sobre:
Enquanto a vida passa..., Lidia Wylangowska, Victor Meirelles & Suzanne Marie Leclair aqui.

E mais:
Sanha, Erich Fromm, Moacyr Scliar, Akira Kurosawa, Nikolai Rimsky-Korsakov, Menotti Del Picchia & Jean-Hippolyte Flandrin aqui.
Federico Garcia Lorca aqui.
Frineia, Euclides da Cunha, Federico Fellini, Ana Terra, Amedée Ernest Chausson, Antonio Parreiras, Jean-Léon Gérôme & Programa Tataritaritatá aqui.
AIDS & Educação, John Dewey. & EaD aqui.
Sincretismo religioso aqui.
Racismo aqui.
O trabalho da mulher aqui.
Levando os direitos a sério, de Ronald Dworkin aqui.
Ética & Moral aqui.
A luta pelo direito, de Rudolf von Ihering aqui.
Saúde da Mulher aqui.
Quando a folia é maior em mim, A lenda Vapidiana Árvore de Tamoromu & Antúlio Madureira aqui.
A folia do frevo no meu coração, Galo da Madrugada, Nelson Ferreira & Jae Ellinger aqui.
Uma prosa nos entreversos do amor, Marco Ferreri & Andréa Ferréol, Fernado Alves, Maestro Duda & Luciah Lopez aqui.
A folia do biritoaldo desandou no carnaval, Frevo do mundo & Mário Hélio aqui.
Proezas do Biritoaldo aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

A arte do artista visual inglês Mat Collishaw.

DESTAQUE: HELIO PELLEGRINO
Caminha errante o velho rei da terra,
sangrando a cada passo o seu desterro.
Pesa-lhe luz demais, ausência de erro
e de noite — montanha que o soterra.
Cego de sua verdade, desenterra
do peito transfixado não o ferro
que o punge por inteiro, nem o berro
que lhe sobe das entranhas, enquanto erra.
Com sua garra terrosa de mendigo,
busca arrancar da carne não a morte
que o rodeia na treva, vinho forte
desde sempre provado. O desabrigo
que o atormenta é outro: sol candente
que vara a sua cegueira — e o faz vidente
.
A cegueira de Édipo, poema extraído da obra Minérios Domados: Poesia Reunida (Rocco, 1993), do psicanalista e escritor Hélio Pellegrino (1924-1988).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor francês Raoul Dufy (1877-1953).
Veja mais aquiaqui e aqui.

DEDICATÓRIA:
A edição de hoje é dedicada à amiga Danicleci Matias Souza & Park kids Locadora

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.
 

segunda-feira, abril 07, 2008

GRAMSCI, HÉLIO PELLEGRINO, GIANETTI, SKINNER, CHICO CARUSO, PAUL AVRIL, PSICOLOGIA DA SAÚDE & LITERÓTICA




A DELÍCIA DO BEIJO RELUZENTE – A tua reluzência de indelével pajuçara te faz dominante na alcova serena de nossa entrega, onde eu juro querer-te a mais da conta sob a sedução de um espectador da tua dança gambeta que torna a nossa fogueira nefanda mais queimante no galardão da oferenda a nos premiar um gozo próximo da overdose real. Ah, quanta majestade nua saltatriz para a minha sentinela indômita que no desespero procura alcançar tua freguesia inteira e fazer-te minha, capaz de invadir tripetrepe todos os teus esconderijos de Ménade lépida, de Tiade acessível à palma da minha mão pedinte. Ah, vem, Iara minha, vem com o teu beijo alucinado litigar nossos vadios desejos com a chama que faísca de teus lábios de cocksucker gulosa, de gulp-girl mais que desejada, para que eu possa enlouquecido blow-job ofertar-te minha satisfação de sorvete de morango lambido e chupado. Ah, vem, Iara minha, Iara nua, vem tépida como a quintessência de tua manifestação que eu quero à mão-tenente explorar teu rendengue com minha língua a apoderar-se do teu chanisco com tucuras providentes até que nossa perversão possa explodir tua compleição robusta ingênita e possuir-te inteira com teu sabor agridoce de freguesia desejada. Ah, vem, Iara minha, Iara nua, quero possuir-te toda de popa à proa, minha enlouquecida, minha transbordante que remexe, que se vira, se arrepia a dar-me o dorso nu, os ombros de santantonio para que eu possa probo mais diligente ocupar-me de tuas ancas, que pai-joão delicioso, que pódice saboroso, que capitel de sonhos desejados! Ah! Iara minha, como sou feliz em fazer-te mais que lua possuída a me saciar nos teus queixumes de fogosa insone, nos teus dotes de gostosa imune, na tua alma de maravilha realizada. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.



PENSAMENTO DO DIA: Enquanto você tiver sonhando com milagre ou com a sorte grande, de uma coisa esteja certa: você jamais tirará o pé da bosta! (LAM)

O PRAZER O prazer nos livra da loucura. Pensamento extraído da obra A burrice do demônio (Rocco, 1989), do psicanalista e escritor Hélio Pellegrino (1924-1988). Veja mais aqui e aqui.

O AMOR - O amor é que torna possível o encontro entre seres tão diferentes. O resto é ilusão. Há diferenças na forma de homens e mulheres se amarem. O homem se sente atraído pelo visual, enquanto as mulheres se deixa tocar pela coisa mais intima: uma delicadeza desata um processo. Pensamento do cartunista, chargista, caricaturista, músico e humorista Chico Caruso.

O PAPEL DO INTELECTUAL PARA ANTONIO GRAMSCI - “Criar uma nova cultura não significa apenas fazer descobertas originais, significa também e, sobretudo, difundir criticamente verdades já descobertas, socializá-las por assim dizer, transformá-las, portanto, em base de ações vitais, em elemento de coordenação e de ordem intelectual e moral. O fato de que uma multidão de homens seja conduzida a pensar concretamente e de maneira unitária a realidade presente, é um fato filosófico bem mais importante e original do que a descoberta, por parte de um gênio filosófico de uma verdade que permaneça patrimônio de pequenos grupos intelectuais” (Antonio Gramsci). Veja mais aqui.

CIÊNCIA E COMPORTAMENTO HUMANO – O livro Ciência e comportamento humano, de Burhus Frederic Skinner, trata de comportamento do organismo humano, análise funcional e de dados, o homem-máquina, ação reflexa e reflexos condicionados, comportamento operante, curvas de aprendizagem, propriedades quantitativas, extinção operante, reforçadores condicionados, modelagem, reforço diferencial, reforço intermitente, discriminação operante, o controle do comportamento pelo meio ambiente, análise dos estímulos, indução, discriminação, abstração, privação e saciação, necessidades e impulsos, o tempo como variável, o individuo e a espécie, emoção, aversão, evitação, ansiedade, punição e seus efeitos, função e aspectos, traços, supersimplificação, encadeamento, autocontrole, técnicas de controle, pensamento, origem e manutenção do comportamento de decidir, originalidade nas ideais, eventos privados, visão condicionada e operante, o eu, comportamento social, controle pessoal e pelo grupo, agências controladoras, o governo e a lei, contracontrole, religião, psicoterapia, controle econômico, reforço e comportamento com dinheiro, economia, esquemas de remuneração, educação, reforço educacional e contracontrole, cultura, usos e costumes, juízos de valor, planejamento cultural, o problema do controle e o destino do individuo. REFERÊNCIA: SKINNER, Burhus Frederic. Ciência e comportamento humano. São Paulo: Martins Fontes, 2003. Veja mais aqui.

ILUSÕES DA ALMA – O livro Ilusões da alma, do economista e cientista social Eduardo Gianetti, trata acerca das teorias fisicalistas do cérebro que consideram uma ilusão qualquer ato de comando sobre o próprio cérebro, tornando-se um relato em primeira pessoa de uma conversão filosófica, observando a frágil consciência que o ser humano de si próprio. O autor traz a explicação fisicalista por meio de um exemplo da neuroeconomia, aplicação do método e da abordagem das neurociências à teoria econômica. A pesquisa mostra que diante de uma opção de compra duas áreas do cérebro medem forças e disputam o controle da ação. De um lado, uma área do cérebro com seus receptores de dopamina sempre a postos à mínima oportunidade de satisfação que se ofereça. Do outro lado está a região do cérebro associada a sensações de desconforto e desprazer como as que são causadas por mau cheiro, insultos ou desembolso de dinheiro. Pelos circuitos neurais movidos no embate é possível prever com segundos de antecedência se o potencial comprador vai ou não adquirir um determinado bem. Entende-se que a relação mente-cérebro não é uma questão simples, ao contrário do que se imagina. E o livro é classificado como um romance. Podia ser considerado um ensaio, um livro filosófico. Na primeira parte trata do tumor físico. Na segunda, Libido sciendi. E na terceira, o tumor metafísico. REFERÊNCIA: GIANNETTI, Eduardo. A ilusão da alma: biografia de uma ideia fixa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. Veja mais aqui e aqui.

INTERFACES DA PSICOLOGIA COM A SAÚDE – O livro Interfaces da psicologia com a saúde, de Silvana Scortegagna e Cionara Beninca, aborda temas como doenças crônicas, cuidando da criança hospitalizada, avaliação, diagnóstico, adoecer na adolescência, câncer de mama e universo feminino, insuficiência renal crônica, da diálise ao transplante renal, repercussões emocionais do transplante cardíaco adulto na vida do paciente, humanização do currículo médico, entre outros importantes temas. REFERÊNCIA: SCORTEGAGNA, Silvana; BENINCA, Cionara. Interfaces da psicologia com a saúde. Passo Fundo: UPF, 2004.

A ARTE DE PAUL AVRIL
A arte de Paul Avril (Édouard-Henri Avril – 1849-1928)


MOTIVANDO SUA EXISTÊNCIA - Aqui também a gente se trai e cai numa de auto-ajuda (e própria ajuda, também). Nós que somos humanos de verdade temos uma motivação para nos inspirar, muito embora o exemplo não seja lá essas coisas, mas vale a pena. Então, se Lula chegou a ser presidente do Brasil por que a gente também não pode melhorar de vida, hem? Sonhar vale ou não vale a pena? Vale, sim. E o melhor de tudo: é de grátis. Então, acabei de receber o mail com este felizardo!



ISSO É BRASILSILSILSILSILSILSILLLL!!!!!!
Gentamiga, acabei de receber por mail uma interessante visão do brasileiro vendo o Brasil. Vou começar por mim, veja como o nordestino vê o Brasil.

Agora veja o sulista...

Agora veja o paulista...

Por fim, agora veja como o carioca vê o Brasil.

Tudo isso sem contar com a "integração" nacional a partir do monopólio das emissoras de tv tudo centrada no eixo Rio-São Paulo, virando tudo uma meleca de carioquês com paulistês e pqp! Isto é Brasilsilsilsilsilsilsill!!!



Veja mais sobre:
O caso de Tomé & Vitalina, Hannah Arendt, Stanislaw Ponte Preta, Edward Estlin Cummings, Paul Simon e Art Garfunkel, Irene Ravache, Marcus Vinicius Cesar, Cecília Kerche & Benedito Calixto de Jesus aqui.

E mais:
Fecamepa: quando o furacão dá no suspiro do bandido, de uma coisa fique certa: a gente não vale nada aqui.
Tolinho & Bestinha: Quando Bestinha emputecido prestou depoimento arrepiado aqui.
Onde não tem mata-burro a gente manda ver no trupé & Maíra Dvorek aqui.
Neuroeducação aqui.
Segure a onda & tataritaritatá aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Uma leitora parabenizando o Tataritaritatá!!!
Veja aqui e aqui.



CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA

Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.
 
 
 

MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...