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sexta-feira, dezembro 22, 2017

CIRO ALEGRÍA, GREIMAS, RONSARD, GUSTAV HOLST, LOLA ASTANOVA, OBIRICI, ASTECAS, ALESSANDRA CESTAC, HIROKO SAKAI & LUCIAH LOPEZ

DOS DIAS ÀS NOITES, O AMANHECER - Imagem: Love painting, art by Hiroko Sakai. - Espreito a tudo: o que se move e a mim, distinguindo fedores e perfumes, cantigas e catingas, luzes e escuridão. A tudo vejo, ouço o movimento, cheiro infortúnio e felicidade: o pêndulo da vida. Dentes que trincam nas narinas alargadas, bocas abertas e a ira na face dura pro combate, o súbito agir partindo pro ataque aos que defendem, os que retrucam, os que revidam, tocam a ira e tudo reverbera repulsivamente. Onde há guerra havia a paz perdida, desfocada, esquecida. Aos que perscrutam entre nebulosos e diáfanos, os que contraem as pupilas, estado de alerta. É preciso tomar cuidado, nunca se sabe. E os que vertem lágrimas, circunspectos ou alheios, rendidos da hora ante as circunstancias. Ouço o vozerio, algaravias escuras na vida noturna, admonições eventuais, censura, escancaro. E me calo prostrado na Noite Obscura, viagem pelas trevas. Tudo passa, o efêmero é a ordem e tudo se descarta e se transforma. Alguns entristecidos por nada e o espanto dos olhos aos olhares sensíveis, janelas da alma: força psíquica intangível irradiando poder especial. E se levantam temores, outras emoções. No fundo, no fundo tudo está bem, tudo dará certo, quer queira, quer não. É só a passagem, correnteza de águas do não saber. A tudo presencio e testemunho conquistas e fracassos, eu próprio entre prêmios e migalhas, todos entre o luxo e a miséria. Mais que a vida o teor da morte, o falso que se faz real, a mentira que se faz verdadeira. Sou-me inteiro com as pálpebras cerradas: pineal exposta às ultrafrequências das mais elevadas oitavas cósmicas. Vou além do visinvisível, quem vai da Lua ao Sol que vem, sou pro futuro na antecipação da aurora, emoção intensa e vívida no glorioso amanhecer. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com o compositor, arranjador e professor inglês Gustav Holst (1874-1934): The Planets Suite & Symphoniy in F Major The Costwolds; e com a pianista russa Lola Astanova: Rhapsody in blue Gershwin & The Chopin Project.  Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA: Todo parecer é imperfeito: ele oculta o ser; é a partir dele que se constroem um querer-ser e um dever-ser, o que já um desvio do sentido. Somente enquanto poder ser – ou pode-ser – é o parecer apenas suportável. Pensamento do lingüista lituano Algirdas Julius Greimas (1917-1992), que desenvolveu contribuições inestimáveis para a semiótica e narratologia.

AS LÁGRIMAS DE OBIRICI – Imagem: As lágrimas de Obirici, do escultor Mário Arjonas - [...] Mas com Obirici, uma linda jovem [...] Desde curumim ela nutria amor por um único índio. Nunca havia confessado sua paixão, no entanto. Amava em segredo, em silêncio, sozinha. Quis o destino que o índio por quem ela era apaixonada fosse escolhido o chefe guerreiro dos tapi-mirins. Obirici pensou, então, que chegara o momento para se declarar. – Grande chefe, estou aqui para dizer que te amo. Quero ser tua esposa, passara vida ao teulado. – Tu não és a única a declarar amor por mim, Obirici. – Outra índia se apresentou como tua pretendente? – Sim. Ela diz me amar como ninguém mais me amaria. – Mas eu te amo tanto quanto ela, mais até. E desde sempre. Desde que soube o que era amar alguém... [...] A outra índia parecia mais afeita ao arco e à flecha. Seus disparos eram precisos, fulminantes, certeiros. Cada flexha sua que acertava o alvo era como se acertasse também o coração de Obirici. Aos poucos, sua vitoria foi se tornando evidente. Perdeu Obirici. [...] Era noite de lua cheia, e para a lua Obirici chorou. [...] Obirici virou suas lágrimas, e suas lágrmas viraram um riacho, que foi fazendo seu caminho pela areia até chegar à aldeia. Primeiro assustados, depois consternados, os tapi-mirins perceberam que o rio eram as lágrimas de sofrimento de Obirici. Chamaram o arroi de Ibicuiretã, e os açorianos quando aqui chegaram, o rebatizaram de Passo da Areia, que deu nome ao bairro. Lenda extraída da obra Lendas gaúchas: 35 histórias com origem no imaginário popular rio-grandense (RBS, 2007), organizada por Pedro Hasse Filho. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

ASTECAS - [...] Ora, eu e meus amigos de infância frequentemente discutíamos, como imagino que até mesmo as crianças cristãs discutam, a respeito das diferenças entre o corpo do homem e o da mulher, e aquilo que acreditávamos que homem e mulher intimidade, como faziam, quem ia por cima, quais as variações, quanto tempo durava o ato e quantas vezes podia ser feito em seguida. Cada um de nós, primeiro em segredo, depois em reuniões competitivas, descobriu como verificar se seu tepuli estava bastante ereto e se seus ovos ololtin continham omicetl masculino em quantidade e capacidade de projeção não inferiores de nossos colegas. [...] ouvíamos avidamente a caçoada obscena dos trabalhadores adultos e suas lembranças de aventuras com muilheres, decerto exageradas ao serem contadas. [...] E lá estava eu, diante do corpo da mais bela virgem de Aztlan – não uma maatil barata e vulgar ou mesmo uma cara auyanimi, mas uma verdadeira princesa. [...] E, é claro, após algum tempo, ela abandonava toda a calma e eu já não estava mais tão nervoso e ambos gritávamos sons desarticulados de êxtase e deleite. A coisa que de melhor me lembro sobre essa cópula, e de todas as outras que se seguiram, é quão bem Patzcatl-Ameyadtl personificava o próprio nome, que quer dizer Fonte de Humores. Quando nos deitávamos, ela era exatamente isso. Conheci muitas mulheres desde então, mas nenhuma tão pródiga de humores. Naquela primeira vez, meu primeiro toque em sua tipili fez com que começasse a produzir um fluido claro como água, embora lubrificante. Logo estávamos nós dois – e o catre também – escorregadios e brilhantes. Quando finalmente partimos para o ato da penetração, a membrana de proteção virginal de Ameyatl, o chitoli, rompeu-se sem oferecer resistência. Ela era apertada como uma virgem, mas não precisei forçar. Meu tepuli, bem-vindo nesses humores, penetrou-a sem dificuldade. Em outras ocasiões, Amyatl começava a ficar molhada nem bem tirava o tochomitl, ou, mais tarde ainda, assim que entrava no meu quarto. Às vezes, ainda depois, quando estávamos vestidos na companhia de outras pessoas e nos comportando com impecável propriedade,ela me lançava um olhar que queria dizer? “Estou olhando para você, Tenamaxtli... e estou molhada por baixo das roupas”. [...] fiquei supreso quando a menina fez comigo, coma boca, aquilo que pensei que só tuilontli masculinos faziam entre si, porque fora o mesmo que Yeyac certa vez tentara fazer comigo. Mas meu tepuli estava mais maduro então e a menna o excitou com tanta pericia que irrompi em glorioso prazer. Então ela me mostrou como fazer o mesmo com xacapili dela. Aprendi que essa pérola discreta, embora muito menor que o órgão de um mhomem, pode também ser posto na boca, acariciada com a língua e sugada até impelir a mulher a verdadeiras convulsões de prazer. Ao aprender isso, comecei a suspeitar que mulher alguma realmente precisava de um homem, ou seja, de seu tepuli, uma vez que outra mulher, mesmo uma criança, podia dar-lhe o mesmo tipo de prazer. Quando eu disse isso,a garota riu, mas concordou, e me falou que o ato sexual entre mulheres se chama paclachuia. [...] E assim foi, e passamos a nos divertir um com o outro em todo momento de privacidade possível durante os cinco anos seguintes, mais ou menos. [...]. Trechos da obra Outono asteca (Record, 2003), de Gary Jennings. Veja mais aqui.

A SERPENTE DE OURO – [...] O índio da fazenda guarda o segredo da sua comunidade como o seu próprio. Sabe bem que todos são conversadores, mas não com os brancos. Mal divisam um rosto claro ou uma roupa diferente, fecham-se em copas, só abrindo a boca para responderem o necessário. Somente os seus paisanos fraternos, do mesmo meio familiar, das palestras à porta de suas casas, lhes ouvem dissertações sobre as trivialidades da vida diária ou das boas ou más colheitas. Eles sabem como choram as plantas durantes as secas,m de como a laguna se põe rubra, recordando a morte de antigos guerreiros degolados e atirados em suas águas por rebeldia; do que diz de o Sol, quando as nuvens passam por ele; e como os trovões são produzidos por São Isidro, o padroeiro dos fazendeiros, que, num corcel ferrado e brioso, galipa pelos céus, ordenando uma boa chuva. Ou também uma maravilhosa historia, por exemplo de Tungurbao, espécie de Dom João Tem´roio da selva, surgindo em Chuquiten, ninguém sabendo de onde viera, nem para onde fora, que tocava flauta de ouro em noites de luar, atrando e seduzindo donzelas com o feitiço de sua música maravilhosa, alta e clara, que enchia a comarca, jamais ouvida antes, nem depois, e que desapareceu, talvez, devido às lágrimas das mães de suas vitimas ou porque terminasse o seu pacto com o diabo... mas, isto foi há muito, muito tempo... [...]. Trecho do romance A serpente de ouro (Clube do Livro, 1972), do premiado escritor e jornalista peruano Ciro Alegría (1909-1967). Veja mais aqui.

SONETO & ODE DE RONSARD - 1 – Soneto: Foi para vós que ontem colhi, senhora, / este ramos de flores que ora envio. / Não no houvesse colhido e o vento e o frio / tê-las-iam crestado antes da autora. / Meditai nesse exemplo, que se agora / não sei mais do que o vosso outro macio / rosto nem boca de melhor feitio, / a tudo a idade afeia sem demora. / Senhora, o tempo foge...  o tempo foge... / com pouco morreremos e amanhã / já não seremos o que somos hoje... / Por quê é que o vosso coração hesita? / O tempo foge... a vida é breve e é vã... / Por isso, amai-me... enquanto sois bonita. 2 – Ode à Cassandra: Vem, amor, vem ver se a rosa, / que ontem, fresca e perfumosa, / se aberiu ao sol estival, / não perdeu o viço ainda / e conserva, rubra e linda, / cor a teu rosto igual. / Oh, amor! Vê quão depressa, / fenecendo, a rosa cessa / de ser bela e ser louçã! / Como é madrasta a Natura, / pois que tal flor jamais dura / do entardecer à manhã! / Meu conselho é, pois, amor, / que, enquanto na vida em flor, / encantos possam sobrar-te: / colhe, colhe a mocidade, / pois comoà rosa a idade / da beleza há de privar-te. Poemas do poeta renascentista francês Pierre de Ronsard (1524-1595). Veja mais aqui.

AS CONDECORAÇÕES DE LUCIAH LOPEZ
A poeta Luciah Lopez é homenageada com a Comenda Internacional Ruy Barbosa "O Águia de Haia", o Título Honorífico de Embaixadora da Paz pela OMDDH - Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos, vinculado a Organização das Nações Unidas (ONU), Certificado de Mérito Cultural 2016 e o Diploma de Benfeitor Cultural da Humanidade - FEBACLA. As condecorações internacionais vêm como fruto de um trabalho desenvolvido através de sua poesia e pensamento em prol da paz mundial. A cerimonia de entrega dos títulos aconteceu na Câmara Municipal de Niterói (RJ). no dia 08 de dezembro, com a presença de artistas e autoridades. Veja mais aqui.

Veja mais:
O teatro de Jean Racine aqui e aqui,
A poesia de Marinetti aqui e aqui
O teatro de Samuel Beckett aqui e aqui
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

A ARTE HIROKO SAKAI
A arte da pintora japonesa Hiroko Sakai.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista plástica, performer e designer gráfica Alessandra Cestac.
Veja mais aqui.
 

sexta-feira, novembro 17, 2017

MOACYR SCLIAR, ESOPO, JULIETA DE GODOY LADEIRA, HENRIQUETA LISBOA, RENATA MAGDA & MARAIAL

E PRONDE É QUE VOU MESMO, HEM? - Imagem: Between the worlds, arte da pintora polonesa Renata Magda. - Nunca me dera por vexado de tudo, avalie, se bem que sempre entrei no mato longe demais, bicho solto não enxerga o rabo mesmo. Havia a impressão de atrasado, ô menino tonto sempre fora, correndo atrás e às pressas, não sei nem pra quê, coisa daquela de inheto de não parar quieto nem a pulso, só os mais velhos achando graça das minhas desmesuradas pelejadas. Tanto é que me davam por caçula de tudo, nem sabia que para quem engole corda e da muita, a queda é maior no espatifado. Apois, tá! Andejo, ah, sempre fujão pelas frestas das portas e brechas de portões dos jardins, esgueirando solto, rua acima, ladeira abaixo, peito aberto de beiço virado pronde davam as ventas. Logo cedo aprendi com as coercitivas lapadas, pisas às pinotadas, esfregões de repuxar o couro, beliscões e cascudos, dois metros de bico de quase de quase tombar: a vida não era bem o que eu pensava que fosse. Quando fui ver, quase à beira do abismo. Com a topada saía tirando fino, findava esfolado, samboque do couro pendurado no arame farpado, ronchas nos inchaços. Tive muito de torcer o nariz, fazer ouvidos de mouco, dar o braço a torcer e sair assobiando como se tudo aquilo nunca nem fora comigo, tá doido, nunca vi mais gordo, sabe, nem pintado a ouro, destá. Eu que me roía por dentro, cada um o Uriah Heep que merece, num é Dickens? Quantas bangueladas pro prêmio e, na tacada final, não era nada daquilo, fila errada, o prêmio era do outro lado. O pior era ter de encarar o insosso, nada que um esforçozinho a mais não relasse a casca da pereba por costume magoada e perenemente restaurada no machucão dolorido. Sempre atrasado, quando ia ver já era tarde, já tinham levado o que era bom, só sobravam porcarias pras trepeças, farelos de festa. Pra quem só se viu ao lado do bloco do eu sozinho, tive que me virar em ser a principal atração e a plateia, isso ao mesmo tempo! É-hé! Como? A-rá! Ora, cada um chuta o bombo por zabumba, mexe no triângulo, sopra no pife, assobia e chupa cana, pronto, está feito o xote pé-de-serra. No mais é só ficar decorando adivinhações e charadas, das que sejam mais caprichadas, sem que no final, pra mim, não sobre uma só que preste por enrascada. U-hu! De tanto insistir, foi aí que me tornei o cara mais sem graça do planeta. Eu que me importa! Só queria mesmo era mostrar o meu serviço e, se prestasse de mesmo, saísse com um trocadinho que fosse no bolso. Pois é, por isso vivi sempre liso como a moléstia que vem e volta pra sucumbir o enfermo. E ainda tem quem chegue implicando com lei disso, regra daquilo, código de ética, de postura, sanção como a praga, pra quê, porra? Ou a gente aprende a fazer direito, ou se não tem nada pra contar que fique calado! Cuidar do que fala, senão tem cada muriçoca indigesta, mosca graúda como a peste, que em boca fechada, já dizia o ditado, não entra mosquito nem pra indigestão! Tome tento! O que eu falei, está dito. Vamos pra outra! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá: The Planets Suite, St. Paul’s Suit & Symphony in F Major The Cotswolds, do compositor, arranjador e professor inglês Gustav Holst; a interpretação da violoncelista estadunidense Alisa Weilerstein para o Concerto in D Major 1 de Haydn, Variations on a Rococo Theme op. 33 de Tchaikovsly & Hindemith Cellokonzert HR Sinfonieorchester; os álbuns Perto do coração, Mantiqueira, Só Xote e Música Popular Brasileira Contemporânea do produtor musical, arranjador, instrumentista, regente e compositor Nelson Ayres; e os álbuns Cidade Blues Rock nas Ruas & Salve a beleza da cantora, compositora e jornalista Mona Gadelha. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – A lua pediu à sua mãe que lhe fizesse um vestido. – Um vestido? – perguntou a mãe, espantada. – Não é possível fazer um vestido para você, minha filha. – Por que não? – Hoje você está gorda, amanhã você está magra; um dia você é lua cheia, outro dia você é lua nova. E ainda, às vezes, não é nem cheia, nem nova. Impossível fazer um vestido para alguém como você. E como a lua teimava, a mãe acabou com o assunto: - Decida a quantas anda, antes de querer um vestido. Extraída do livro Esopo: fábulas completas (Cosac Naify, 2013), do escritor grego Esopo (620 a.C. -  564 a.C.). Veja mais aqui e aqui.

UMA HISTÓRIA SOBRE A TERRA - A Terra é o nosso mundo. O mundo tem sido nosso amigo, ele nos oferece tanto... ele nos dá cada fruta gostosa, cada tarde bonitya. Aconte que o mundo vem sendo maltratado, poluído, queimado. Pensam que ele não sofre com isso? Esta é uma história que conta como a Terra anda triste, chegando a pensar até em sumir. Não some porque existe gente mais sabida, que entra na história e não deixa que isso aconteça. Nesta aventura, de muita informação, poesia e fantasia, você vai ficar sabendo mais sobre o meio em que vivemos, sobre o ar que respiramos. E sobre a arca de Noé e os astronautas. Mistura danada: não. É como a Terra. Ela gira, gira, e as coisas mais diferentes vão acontecendo. Este livro mostra que a Terra se dá bem com a Lua, os anjos e as estrelas, mas tem medo das pessoas. A ideia, então, é fazer com que ela goste da gente, sem receio. Mas para que isso aconteça é preciso cuidar dela com amor. Recebendo cuidado e atenção, a Terra será melhor para todos nós. [...]. Extraído da obra Antes que a Terra fuja: uma história pela limpeza do meio ambiente (Moderna, 2002), da escritora Julieta de Godoy Ladeira (1927-1997). Veja mais aqui.

MARAIAL – O município de Maraial está encravada numa região que possuía palmeiras deste tipo, Maraial, dando origem à sua denominação, havendo, inclusive, registros de que uma família denominada Maraiá teria sido a primeira a se extabeler naquela locadlidade. O povoado, portanto, teve inicio com a construção da ferrovia para abastecimento de trablhadoras, sendo inaugurada a estação em 1884. O distrito foi criado em 17 de dezembro de 1904, subordinado à Palmares. Em 14 de janeiro de 1913 tornou-se vila e foi elavada à categoria de município em 11 de setembro de 1928, sendo intalado em 1 de janeiro de 1929. O município é formado pelos distritos sede e Sertãozinho de Baixo e pelo povoado de Sertãozinho de Cima. Veja mais aqui.

CANIBAL - Em 1950, duas moças sobrevoaram os desolados altiplanos da Bolívia. O avião, um Piper, era pilotado por Bárbara; bela mulher, alta e loira, casada com um rico fazendeiro de Mato Grosso. Sua companheira, Angelina, apresentava-se como uma criatura esguia e escura, de grandes olhos assustados. As duas eram irmãs de criação. O sol declinava no horizonte, quando o avião teve uma pane. Manobrando desesperadamente, Bárbara conseguiu fazer uma aterrissagem forçada num platô. O avião, porém, ficou completamente destruído, e as duas mulheres encontravam-se, completamente sós, a milhares de quilômetros da vila mais próxima. Felizmente (e talvez prevendo esta eventualidade), Bárbara trazia consigo um grande baú, contendo os mais diversos víveres: rum Bacardi, anchovas, castanhas-do-pará, caviar do Mar Negro, morangos, rins grelhados, compota de abacaxi, queijo-de-minas, vidros de vitaminas. Esta mala estava intacta. Na manhã seguinte, Angelina teve fome. Pediu a Bárbara que lhe fornecesse um pouco de comida. Bárbara fez-lhe ver que não podia concordar; os víveres pertenciam a ela, Bárbara, e não a Angelina. Resignada, Angelina afastou-se, à procura de frutos ou raízes. Nada encontrou; a região era completamente árida. Assim, naquele dia ela nada comeu. Nem nos três dias subseqüentes. Bárbara, ao contrário, engordada a olhos vistos, talvez pela inatividade, uma vez que contentava-se em ficar deitada, comendo e esperando que o socorro aparecesse. Angelina, pelo contrário, caminhava de um lado para outro, chorando e lamentando-se, o que só contribuía para aumentar suas necessidades calóricas. No quarto dia, enquanto Bárbara almoçava, Angelina aproximou-se dela, com uma faca na mão. Curiosa, Bárbara parou de mastigar a coxinha de galinha, e ficou observando a outra, que estava parada, completamente imóvel. De repente Angelina colocou a mão esquerda sobre uma pedra e de um golpe decepou o seu terceiro dedo. O sangue jorrou. Angelina levou a mão à boca e sugou o próprio sangue. Como a hemorragia não cessasse, Bárbara fez um torniquete e aplicou-o à raiz do dedo. Em poucos minutos, o sangue parou de correr. Angelina apanhou o dedo do chão, limpou-o e devorou-o até os ossinhos. A unha, jogou-a fora, porque em criança tinham-lhe proibido roer unhas – feio vício. Bárbara observou-a em silêncio. Quando Angelina terminou de comer, pediu-lhe uma falange; quebrou-a, e com a lasca, palitou os dentes. Depois ficaram conversando, lembrando cenas da infância etc. Nos dias seguintes, Angelina comeu os dedos das mãos, depois os dos pés. Seguiram-se as pernas e as coxas. Bárbara ajudava-a a preparar as refeições, aplicando torniquetes, ensinando como aproveitar o tutano dos ossos etc. No décimo quinto dia, Angelina viu-se obrigada a abrir o ventre. O primeiro órgão que extraiu foi o fígado. Como estava com muita fome, devorou-o cru, apesar dos avisos de Bárbara, para que fritasse primeiro. Como resultado, ao fim da refeição, continuava com fome. Pediu à Bárbara um pedaço de pão para passar no molhinho. Bárbara negou-se a atender o pedido, relembrando as ponderações já feitas. Depois do baço e dos ovários, Angelina passou ao intestino grosso, onde teve uma desagradável surpresa; além das fezes (achado habitual neste órgão), encontrou, na porção terminal, um grande tumor. Bárbara observou que era por isto que a outra não vinha se sentindo bem há meses. Angelina concordou, acrescentando: “É pena que eu tenha descoberto isto só agora.” Depois, perguntou à Bárbara se faria mal comer o câncer. Bárbara aconselhou-a a jogar fora esta porção, que já estava até meio apodrecida; lembrou os preceitos higiênicos que devem ser mantidos sempre, em qualquer situação. No vigésimo dia, Angelina expirou; e foi no dia seguinte que a equipe de salvamento chegou ao altiplano. Ao verem o cadáver semidestruído, perguntaram a Bárbara o que tinha acontecido; e a moça, visando preservar intacta a reputação da irmã, mentiu pela primeira vez em sua vida:- Foram os índios. Os jornais noticiaram a existência de índios antropófagos na Bolívia, o que não corresponde à realidade. Conto extraído da obra Melhores contos (Global, 2003), do escritor e médico gaúcho Moacyr Scliar (1927-2011) , organizado por Regina Zilbermann. Veja mais aqui e aqui.

O TEMPO É UM FIO, HENRIQUETA LISBOA
O tempo é um fio
bastante frágil
Um fio fino
que à toa escapa.
O tempo é um fio.
Tecei! Tecei!
Rendas de bilro
com gentileza.
Com mais empenho
franças espessas.
Malhas e redes
com mais astúcia.
O tempo é um fio
que vale muito.
Franças espessas
carregam frutos.
Malhas e redes
apanham peixes.
O tempo é um fio
por entre os dedos.
Escapa o fio,
perdeu-se o tempo.
Lá vai o tempo
como um farrapo
jogado à toa.
Mas ainda é tempo!
Soltai os potros
aos quatro ventos,
mandai os servos
de um pólo a outro,
vencei escarpas,
voltai com o tempo
que já se foi!…
Poema do livro Poesia Geral (Duas Cidades, 1985); da poeta mineira Henriqueta Lisboa (1901-1985). Veja mais aqui.

Veja mais:

O pensamento de Lev Vygotsky aqui, aqui e aqui.
A literatura de Rachel de Queiroz aqui.
O pensamento de Jakob Böehme aqui.
A arte de Auguste Rodin aqui, aqui e aqui.
A literatura de Doris Lessing aqui, aqui e aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora polonesa Renata Magda.
Veja mais aqui.


quinta-feira, setembro 07, 2017

MURILO MENDES, HANS JONAS, DARCY RIBEIRO, GADAMER, LIVINGSTONE SMITH, ZHU HONGYU & MUITO MAIS!!!

BRASIL A SÉRIO, NÃO RIA! - Quando nasci já era carnaval no Brasil e salve salve vida nossa patriamada. Era mais de sessenta ao redor da televisão, os olhos pregados nas cenas da tela noite adentro de se perder hora e tempo na fumaça da escuridão. Só quando eu dei por mim já falavam de um país que ia pra frente, cantando o progresso e todos fora dele, não sabia como, mas era. Não sabia o porquê das botas e armas no corredor da minha casa, aos cochichos que o vizinho sumira de uma hora pra outra pra nunca mais e nunca mais era já e eu não sabia nas aulas de Moral e Cívica, nos desfiles do dia 7, e nunca mais era a cidade o Moscouzinho e nem soubera porque era um pega pra capar comunista salvando as criancinhas pra festa da padroeira dia 8. Assim era, ah, já era entressafra de maio pra comemorar a emancipação política no mês seguinte, com outras marchas juvenis pra quem agradava a si e ao suposto país entre golpes e marmeladas, pacotes e carestias e racismo e mamatas e compras de votos nos currais eleitorais a mando da botada da usina que anunciava a pejada só pro ano que vem e era nunca mais porque já era dos anos sessenta pros setenta e pros oitenta, vinte e cinco anos de tristeza com bandeira a meio pau da venta, sem festa nem alforria, enquanto politicólogos se enrolavam na TFP que organizava o desfile com seus fogos de artifício na marcha da pátria e da família, e tinha gente passando fome no canavial e gente presa torturada em nome da segurança nacional que nos dava maior insegurança e o Brasil pedia bis nos festivais de música e não havia amanhã pro futuro, nunca mais era só um milagre de mentirinha imitando estrangeiros e todo mundo levou a sério, como se sério fosse qualquer piada sem graça a esconder a verdade pra jamais ter coragem para justiçar os mortos, nem pra reforma agrária, nem pra verdade de nada, nem cidadania, nem dignidade nem nada porque a felicidade era urgente e pra nunca nunca mais e o que passou passou não voltaria mais pros vivos mais mortos que enterrados cadáveres na injustiça de sempre pra nunca mais e só restava cantar uma Nênia de Abril. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ: 24 HORAS NO AR!!!
Hoje na Rádio Tataritaritatá: The Planets Suite, St. Paul’s Suit & Symphony in F Major The Cotswolds, do compositor, arranjador e professor inglês Gustav Holst; a interpretação da violoncelista estadunidense Alisa Weilerstein para o Concerto in D Major 1 de Haydn, Variations on a Rococo Theme op. 33 de Tchaikovsly & Hindemith Cellokonzert HR Sinfonieorchester; os álbuns Perto do coração, Mantiqueira, Só Xote e Música Popular Brasileira Contemporânea do produtor musical, arranjador, instrumentista, regente e compositor Nelson Ayres; e os álbuns Cidade Blues Rock nas Ruas & Salve a beleza da cantora, compositora e jornalista Mona Gadelha. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE - [...] O homem é o único ser vivente que pode assumir responsabilidade diante do que faz, e com esse ‘pode’ já é de fato responsável [...] Por repensar o conceito de responsabilidade e sua extensão, nunca antes concebido, sobre o comportamento de nossa espécie inteira em relação à natureza, a filosofia dará o primeiro passo em direção a assumir essa responsabilidade. É meu desejo para a filosofia que persevere nesse empenho, sem medo de qualquer eventual dúvida referente ao seu sucesso. O século que está chegando tem direito a essa perseverança [...]. Trechos extraídos da obra O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica (Contraponto, 2005), do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993). Veja mais aqui.

BRASIL AOS TRANCOS E BARRANCOS - [...] Ao predomínio das multinacionais sobre a economia brasileira, a seu domínio sobre os órgãos formadores de opinião pública, a seu controle das redes de comunicação de massa, correspondem uma descaracterização progressiva de nossa cultura e uma alienação também crescente de nossa consciência nacional. Atitudes de desprezo para com o nosso país e de descaso para o nosso povo, que são inerentes à condição dos agentes das empresas que nos exploram, se difundem aos executivos brasileiros, por ela cooptados, e, destes, a camadas mais amplas, generalizando-se assim uma consciência espúria, fundada em valores estranhos e hostis a nós, que converte muitos dos brasileiros mais influentes em agentes ativos da recolonização do Brasil. São os que detestam os pobres, os pretos, os mulatos, os nordestinos, os gaúchos, culpando-os de sua penúria. Uma nova civilização começa a surgir debaixo dos nossos narizes. Ainda sem cara visível, ela já põe em causa todos os modos humanos a ser e de pensar, mesmo os aparentemente mais estáveis: o machismo e a feminilidade, a religião e a política, a juventude e a velhice, a beleza e a feiúra. Que seremos amanhã, nós, pessoas, poços, raças, na forma que temos hoje? Só sabemos ao certo que vamos ser outros; tão diferentes de nós, ou ainda mais do que nós somos de nossos ancestrais mais arcaicos. [...]. Trecho extraído da obra Aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu (Guanabara, 1985), do antropólogo e escritor Darcy Ribeiro (1922-1997). Veja mais aqui e aqui.

A VERDADE, SOMENTE A VERDADE? – [...] O fenômeno da compreensão e da maneira correta de se interpretar o que se entendeu não é apenas, e em especial, um problema da doutrina dos métodos aplicados nas ciências do espírito. Sempre houve também, desde os tempos mais antigos, uma hermenêutica teológica e outra jurídica, cujo caráter não era tão acentuadamente científico e teórico, mas, muito mais, assinalado pelo comportamento prático correspondente e a serviço do juiz ou do clérigo instruído. Por isso, desde sua origem histórica, o problema da hermenêutica sempre esteve forçando os limites que lhe são impostos pelo conceito metodológico da moderna ciência. Entender e interpretar os textos não é somente um empenho da ciência, já que pertence claramente ao todo da experiência do homem no mundo. Na sua origem, o fenômeno hermenêutico não é, de forma alguma, um problema de método. O que importa a ele, em primeiro lugar, não é estruturação de um conhecimento seguro, que satisfaça aos ideais metodológicos da ciência - embora, sem dúvida, se trate também aqui do conhecimento e da verdade. Ao se compreender a tradição não se compreende apenas textos, mas também se adquirem juízos e se reconhecem verdades. Mas que conhecimento é esse? Que verdade é essa? [...]. Trecho extraído da obra Verdade e método: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica (Vozes, 1998), do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer (1900-2002), discutindo a metodologia das ciências do espírito e da natureza na busca da verdade, à luz da ciência hermenêutica. 

POR QUE MENTIMOS? - No princípio havia a mentira [...] Mentimos para conseguir coisas que seriam mais difíceis de obter de outra forma [...] mentimos em qualquer circunstância na qual manipular o comportamento do outro pode ser vantajoso para nós [...]. Trechos extraídos do livro Por que mentimos: os fundamentos biológicos e psicológicos da mentira (Campus, 2006), do filósofo, psicólogo, professor PhD e historiador David Livingstone Smith, contando com as histórias de Adão e Eva, Rei Lear, Chapeuzinho Vermelho, histórias recheadas de invenções, são interessantes exatamente por satisfazerem a necessidade humana de mentir para observar que a mentira na raiz da herança cultural e a necessidade de enganar - inclusive a si mesmo - vai de um extremo a outro da cultura. Veja mais aqui e aqui.

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A verdade da independência do Brasil aqui
Fecamepa: corrupção X cláusula da reserva do possível aqui.
Saúde no Brasil aqui.
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Fecamepa aqui.
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A MULHER DO DESERTO
A mulher de areia
Penteia os cabelos de folhas de palmeira,
Estende as mãos de cardo
Pedindo águas
Depois descansa as mãos de cardo
Na humildade da pedra.
A mulher do deserto
Pensa nos seus amores infelizes
Pensa nos seus amores
Que se evaporam quando o Sol nasceu,
Depois não pode mais pensar
Porque o tempo é pouco para pedir água.
Poema extraído da obra Melhores poemas (Global, 2000), do poeta e prosador do Surrealismo brasileiro, Murilo Mendes (1901-1975). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte de fotógrafo Zhu Hongyu.
Veja mais aqui.

segunda-feira, setembro 05, 2016

DOLTO, QUIM MONZÓ, GUSTAV HOLST, HUIZINGA, MUNTHE, ELENA ESINA & TOM ZINE


ANDARILHO DAS MANHÃS E LUARES - (Imagem: Hiker In The Dawn, do pintor norueguês Ludwig Munthe (1841-1896) –Andarilho sou coração na mão, peito aberto, quisera tudo nem tão efêmero, mãos dadas com o irmão que nunca tive. Andejo sou por amanheceres de vida desbotada, céu quase nenhum e rostos famélicos na multidão pelas calçadas de surpresas no rol dos havidos, por entardeceres nas esquinas do que não se sabe, abraços perdidos dos que nunca chegam, por anoiteceres solitários de estradas estranhas, rodagens de nunca, asfaltos esburacados, caminhos tortuosos do que é desencontro na possível esperança de que tudo pode acontecer. Andarilho vou, voo do que não tem ninho, nem onde pousar, o pai derrotado, a mãe enterrada e as amizades distantes em sombrias lembranças. caminhante sou com o feito desfeito, inútil perseverança na barreira da indiferença: o êxito que só vale o fundo do poço ou pelo absorto trajeto dos que vêm e que vão, desvendando o que se traduz ignoto no meio da escuridão. Andejo sou entre farpas e gumes, como quem foi embora e não mais voltou, a seguir pela lâmina afiada de um tempo suspenso na lonjura do espaço. Caminheiro vou nas horas ausentes, luz de dentro Sol afora e tudo nada mais é que o prazer de viver. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais das aqui. 

Curtindo o álbum com a suíte de sete movimentos The Planets (Deutsche Grammophon 1993), do compositor, arranjador e professor inglês Gustav Holst (1874-1934), com a Berlin Phillarmonic Orchestra, sob a regência do maestro austríaco Herbert Von Karajan (1908-1989).

PESQUISA: O BRINCAR COMO ACONTECIMENTO
[...] a sociedade exprime sua interpretação da vida e do mundo por intermédio do jogo e a cultura surge sob a forma de jogo [...] em suas fases mais primitivas a cultura possui um caráter lúdico, que ela se processa segundo as formas e no ambiente do jogo [...] uma atividade livre, consciente, tomada como não séria e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. É uma atividade desligada do todo e qualquer interesse material, com a qual não se pode obter qualquer lucro, praticada dentro de limites espaciais e temporais próprios, segundo uma certa ordem e certas regras. [...]
Trecho extraído da obra Homo ludens (Perspectiva, 2000), do professor e historiador neerlandês Johan Huizinga (1872-1945). Veja mais aqui, aqui e aqui.

LEITURA 
[...] Não é que busque ideais inalcançáveis. Não é tão imbecil para crer que encontrará alguém sem defeitos. Se de verdade ama alguém, os defeitos são colocados numa gaveta e não são lembrados constantemente. Tentou amá-la. Tal como tentou amar Tessa, Neusa e Marta. Daria a vida para se apaixonar por qualquer uma delas. [...].
Trecho do romance O porquê de todas as coisas (Globo, 2004), do escritor, tradutor, músico, roteirista e jornalista catalão Quim Monzó.

PENSAMENTO DO DIA: 
[...] em cada idade, desde o nascimento à morte, não há pensamento, sentimento ou ato do individuo que não comporte em si a busca hedonista, isto é, a pulsão libidinal. Não existe vida sã sem vida sexual sã e, inversamente, não há vida sexual sã num individuo doente ou neurótico. [...].
O papel da sexualidade no desenvolvimento da pessoa, trecho extraído da obra Psicanálise e pediatria: as grandes noções da psicanálise (Guanabara, 1988), da médica e pediatra francesa Françoise Dolto (1908-1988). Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA; 
O meu poema Vida verde viva (Canto Verde) abaixo da foto do Povoado de Desemboque, na capa do calendário 2009 dos produtos Queijos Scala – Scalon & Cerchi Ltda, de Sacramento – Minas Gerais.

Veja mais sobre Amazônia, Josué de Castro & o Brasil, Manuel Ugarte, John Cage, Pierre Sonrel, Stanley Donem, Jacques-Louis David, Raquel Welsh, Karita Mattila, Fenelon Barreto & Literatura Infantil aqui.

E mais: Doris Lessing, Jean-Claude Brisseau, Octave Tassaert, Virginie Legeay, Maria Martins, Doro & Jade da Rocha aqui.

DESTAQUE
O meu poema Espera publicado no fanzine Tom Zine Poesias & Afins - Frei Gaspar – MG, #17 Ano II,  editado pelo escritor e editor de fanzine Tom Zine, que também edita o blog Tom Zine.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Once upon a time at Ladies Bay there was a Woman, by Elena Esina.
Veja aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



GLAUCE ROCHA, KRISZTINA TÓTH, JERRY JENKINS, JACQUES VALLÉE & OLINDA.

    Imagem: Ensaio de múltiplas dimensões , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Do lançamento TTTTT e...