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quarta-feira, outubro 16, 2019

CHLOÉ DELAUME, DACIA MARAINI, DENISE STOKLOS, VIRGILIO, VIRGINIA BICUDO, PINDORAMA & LIA RODRIGUES


UMA DE GIMNOSOFISTAS: O Doro estava em estado de graça naquela sexta-feira. Encheu o tampo, correu bicho trocando as pernas e a língua e, lá pras tantas, achou, por bem dos birinaites, de tirar a roupa e sair por aí nu. Pode? O camburão passou e levou-lo pro xilindró. No outro dia, nem sabia onde estava. Foi, aos puxavanques, levado à presença de um delegado poeta que o interrogou: Quer dizer que o senhor é gimnosofista! Hem? Encarcera esse que além de reincidente é burro! Uma semana depois ele reaparece com a cara mais lisa. Onde andava Doro? Fui em cana! Danou-se! Que foi dessa vez? Ah, não foi Papai Noel não, foi por um tal de não sei que lá – na verdade, ele foi trancafiado pela primeira vez numa dessas vésperas de natal, quase matando a garotada de medo e intoxicação. Agora, não. E apertava as catracas do quengo para se lembrar como era mesmo o nome. Doutor Gulu que ouvia o relato dele, gritou: Estava nu? Gimnosofista! Isso mesmo, doutor, o que é que significa? Sábio nu. Eita! Eu já soube de um rei nu, mas sábio, nunca ouvi falar! Ah, na Índia antiga havia uns sábios gimnosofistas. Ah, tá, deu no mesmo, continuo sem entender patavina. Deixa para lá, é muito para um broco como você! E fechou-se em copas. Doro queria por que queria saber que desaforo era esse. Um dia lá, ficou sabendo. Veja como aqui. DUAS: SANTA PELONHA - Afredo Bocoió só vivia falando duma santa. Como é o nome dela? Santa Pelonha. Nunca ouvi falar. Ah, a santa que cura todas as dores, mô fio! Pelonha? Sim, essa mesma. E perguntaram a um e a outro, foram até o vigário, mas havia saído. Explica direito, vai. Aí Afredo debulhou: Foi uma raizeira mãe de santo, catimbozeira afamada das boas, quem me ensinou. Como assim? Se tiver qualquer dor, basta rezar por Santa Pelonha que fica bonzinho da hora. D-u-du-v-i-vi-d-o-do! Duvido! A-rá! Aí que você se engana, mô fio. Faça o teste! E fui ver. Veja mais abaixo e, depois, aqui. LÁ VAI TRES, SAIDEIRA - Apesar de ser dia do Pão e da Alimentação – que para mim é todo dia -, todo mundo tá correndo mesmo atrás é de ganha-pão (não estou falando do filme The Breadwinner, não, mas de sobrevivência mesmo!). E só ouço o povo falar de grafeno, nióbio, borofeno, essas coisas que ninguém sabe o que droga que é. Já vi gente dizer: Como é que se come grafeno, hem? Nióbio é doce ou salgado? O borofeno é bom pra digestão? Quando souberam que uma cientista usava um tecido de grafeno para espantar mosquitos, caíram na real: Isso é lá veneno, meu! Estão pensando em usá-lo como bateria de celular. Oxe, se tem gente que come pilha, deve comer isso também, ora! Ah, deve ser uma droga arretada para os doidões! E o borofeno? Deve ser a mesma merda. Ah. Mas o nióbio deve servir para alguma coisa! Lembra do Enéas? Ah, sim, o Coiso lá tá dando o maior cartaz pra isso também. E se come isso? Sei lá! Estão dizendo que o Brasil é quem tem mais disso aí que o resto do mundo! Ah, então serve para enricar mesmo! Então, tá. Vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Eu fui criada fechada em casa, quando saí foi para ir à escola e foi quando, pela primeira vez, na escola, a criançada começou: negrinha, negrinha. Quando eu estava em casa, eu nunca tinha ouvido. Então eu levei um susto. [...] Eu me interessei muito cedo por esse lado social. Não foi por acaso que procurei psicanálise e sociologia. Veja bem o que fiz: eu fui buscar defesas científicas para o íntimo, o psíquico, para conciliar a pessoa de dentro com a de fora. Fui procurar na sociologia a explicação para questões de status social. E na psicanálise, proteção para a expectativa de rejeição. Essa é a história. [...] Olha, a ideia de meu pai era que as pessoas valem pelo estudo, pelo preparo que têm estudando, isso era meu pai. Então, meu pai pôs todos na escola. [...] Lá na USP eram os grã-finos e eu não era grã-fina. Pensa que eu era boba? [risos] Eu sabia escolher. Eu vi lá, tudo era filho de papai, Almeida Prado e eu não. A Escola de Sociologia é gente operária, é lá que eu vou. É isso. Sabe, a gente tinha esse feeling. […] Eu disse: “Lá não era o meu lugar”. [...] desenvolvi um programa de divulgação de princípios de higiene mental segundo a Psicanálise, através da dramatização de textos que eu compunha, e eram levados ao ar semanalmente. Esses textos foram publicados no livro Nosso Mundo Mental em 1955. [...]. Era a hora da Higiene Mental se apresentar. Eu estava sentada e todos os médicos de pé, todos gritando: “Absurdo! Psicanalistas não médicos!” Foi horrível! Olha que eu quase me suicidei por isso. Você ouvir outras pessoas dizendo: você é charlatã! Ah! Você não fica de pé! Você vai pra casa e quer morrer [...]. Trechos de entrevistas concedidas e da obra Nosso Mundo Mental (IBDC, 1956), da socióloga e psicanalista Virginia Bicudo (1915-2003), que também é autora de estudos como Atitudes raciais de pretos e mulatos em São Paulo (Sociologia e Política, 2010), Comunicação não-verbal como expressão de onipotência e onisciência (Revista Brasileira de Psicanálise, 2003) e Incidência da realidade social no trabalho analítico (Revista Brasileira de Psicanálise, 2014), afora entrevistas concedidas aos jornalistas Cláudio João Tognolli, Marcos Maio, Ana Paula Musatti Braga, Anna Verônica Mautner e Luiz Meyer. Ela foi pioneira no estudo das relações sociais e primeira não médica a ser reconhecida como psicanalista.

 

O TEATRO DE DENISE STOKLOS

Teatro gera reflexão, produto que não se vende, que não interessa para nenhuma corporação... Teatro sempre trata de temas que são universais, atemporais e que dizem respeito a cada um que esteja sentado na plateia... O artista de teatro se difere de outros: sua função é ser uma espécie de arauto de sua comunidade, que se agrega em uma reunião sagrada, pedindo ao ator que lhe traga uma situação e um ponto de vista de análise crítica...

Pensamento da dramaturga, encenadora e atriz Denise Stoklos. Veja mais aqui & aqui.

 

AS BRUXAS DA REPÚBLICA, DE CHLOÉ DELAUME

[…] Era necessário um país onde a língua fosse uma questão, um desafio e um território. No princípio era a palavra, e o poder pertencia aos gramáticos. A regra da proximidade. Em 1767, Nicolas Beauzée, Gramática Geral: "O gênero masculino é considerado mais nobre que o feminino devido à superioridade do masculino sobre o feminino." Em 1772, Nicolas Beauzée, gramático, foi eleito para a Académie Française. Desde então, o masculino prevaleceu sobre o feminino, oficialmente, por golpe de espada, com a bênção de Bescherelle e os votos de felicidades do Pequeno Roberto. [...] Os desejos das mulheres francesas perfeitamente realizados, o novo começo e seus ensinamentos. liberdade, paridade, irmandade. [...] Cada vez mais, me pego rezando em meu espaço privado para uma entidade pertencente a um culto monoteísta masculino aprovado pelo Estado. [...].

Trechos extraídos da obra Les Sorcières de la République (Points, 2019), da escritora, musicista, cantora, artista e editora francesa Chloé Delaume (Nathalie Dalain), autora de obras como Une femme avec personne dedans (2012), S'écrire mode d'emploi: Vécu mis en fiction, mais jamais inventé (2006) e Le Cri du sablier (2001), expressando-se assim sobre a palavra: A Palavra é poder. Nunca se esqueça disso. A Palavra é poder, talvez até o supremo, e é por isso que o Ogro matou o dicionário.

 

EM LOUVOR À DESOBEDIÊNCIA

[...] O que eu faria sem livros? Tenho uma casa cheia deles, e mesmo assim nunca tenho o suficiente. Gostaria de ter um dia de 36 horas para ler à vontade. Tenho livros de todos os tamanhos: livros de bolso, livros de bolsa, livros de mala, livros de bolso, livros de prateleira, livros de mesa. E sempre carrego um comigo. Nunca se sabe: se encontro um tempinho, se me fazem esperar num escritório, seja nos correios ou no consultório médico, pego meu livro e leio. Quando estou com o nariz na página, não sinto o cansaço da espera. E, como diz Ortega y Gasset, num livro eu "fico preso", a ponto de ser difícil me perder. Saio dos livros com as pupilas dilatadas. Considero isso o maior, o mais certo, o mais profundo prazer da minha vida. [...].

Trecho extraído da obra Chiara di Assisi: Elogio della disobbedienza ( Rizzoli, 2013), da premiada escritora italiana Dacia Maraini, autora também dos livros: Il treno dell'ultima notte (2008), Bagheria (1993), The Silent Duchess(1990) e La larga vida de Marianna Ucrìa (1990), que assim se expressa sobre o amor: Sabe, às vezes é o amor dos outros que nos faz apaixonar: só vemos uma pessoa quando ela pede nossos olhos...


SANTA PELONHA
[...] Antes de ser queimada viva, tiraram-lhe lodo todos os dentes com seixos e lhe martirizaram todo o rosto [...] Depois do suplício: os seus dentes principalmente foram ajuntados como santas relíquias, e foram logo dispersos por diferentes igrejas da cristandade. [...] Pode-se dizer que logo depois do seu martírio é que os fieis têm tido recurso a ela em muitas enfermidades, e singularmente nas dores de dentes. [...] Estava senhora santa Pelonha em sua cadeira de ouro sentada, com a mão posta no queixo, passa Nosso Senhor Jesus e perguntou: - O que te doi, Pelonha? – Um dente, senhor! – Pois, Pelonha, do sul ao norte e do nascente ao poente, ficará esta criatura libre, sã e salva de dor de dentes, pontadas, nevralgia, estalicídio e força de sangue. Padre-nosso, ave-maria, oferecido às cincos chagas de Nosso Senhor Jesus. [...].
SANTA PELONHA - Trata-se de santa Apolônia virgem e mártirque também é conhecida por Polonha ou Pelonha – tratando-se de Apolônia de Alexandria que fez parte de um grupo de virgens mártires que padeceram em Alexandria, no Egito, durante um levante contra o cristianismo, antes da perseguição de Décio. De acordo com a lenda, durante sua tortura, teve todos os dentes violentamente arrancados e quebrados – padroeira dos dentistas e dos que sofrem com dores de dentes, conforme recolhido da obra Folklore médico-religioso: Santa Apolonia, abogada de la dentadura (Madrid, 1943), de Castillo de Lucas e personagem da comédia La Celestina, do século XV, de Fernando de Rojas, registrada no Dicionário do folclore brasileiro (Global, 2001), de Luis da Câmara Cascudo, e que possui oração corrente em todo o nordeste brasileiro. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Como abordar, ainda uma vez, as possíveis relações do estar junto? Misturando-se até a diluição? Afirmando limites e singularidades? Quais rituais, sacrifícios e acordos seriam necessários para a constituição de um coletivo, ainda que temporário? Que paisagens criar para Pindorama - nome indígena dado às terras brasileiras antes da chegada dos europeus? Ciclos de morte, transformação, vida.
PINDORAMA – O espetáculo Pindorama (2013), da Lia Rodrigues Companhia de Danças, criação da coreógrafa e artista Lia Rodrigues, que tem seu trabalhado reconhecido no Brasil e no exterior. Em entrevista ela expressou. Infelizmente nunca deixou de ser complicado trabalhar com arte e educação no Brasil. A situação melhorou bastante no início do governo Lula, mas ficou muito difícil no último ano, desde o golpe que colocou no poder um presidente deplorável, o Temer. Temos um ex-prefeito e um ex-governador na cadeia, para você ter ideia do desastre econômico e social que estamos vivendo. A ministra da Cultura disse que não vai mais dar dinheiro para festivais que mostram o nu. No Brasil, essa onda da direita é terrível, atinge todas as áreas, é uma situação seríssima, mas tem muita gente se mobilizando contra isso, o que é muito importante – é preciso estar muito atento e vigilante o tempo inteiro. É um boato que segue, que coloca artistas e pessoas que estão trabalhando há tantos anos em posições muito frágeis, muito difíceis. Veja mais aquiaqui e aqui.

A OBRA DE VIRGÍLIO
Há vários lobos dentro de mim, mas todos eles uivam para a mesma lua. Talvez um dia seja bom relembrar este dia.
A obra do poeta e filósofo romano clássico Públio Virgilio Maro (70aC-10aC) aquiaqui, aqui e aqui.
 

sexta-feira, outubro 31, 2008

GONZAGUINHA, BALANDIER, ELIZABETH EISENSTEIN, MENCKEN, PLUTARCO, GIMNOSOFISTA, MULHERADA & PEIDO


 
ETERNO GONZAGUINHA – Conheci a obra de Luiz Gonzaga Júnior (1945-1991), com o lançamento do seu primeiro álbum, de 1973 (EMI-Odeon), só no seu nome: gostei de cara das canções A felicidade bate a sua porta, Moleque e Sempre eu teu coração. Logo comprei o segundo, o de 1974 (EMI-Odeon), que emplacou os inesquecíveis Pois é, seu Zé, Rabiscos na areia e Galope que era tema de uma novela. O seguinte, Plano de voo (EMI-Odeon, 1975), com a inesquecível Mundo novo, vida nova; e a hilária Geraldinos e Arquibaldos. Depois o de 1976, Começaria tudo outra vez (EMI-Odeon, 1976), com a primeira na levada do jazz, Eu nem ligo; a canção Espere por mim, morena; e a abolerada faixa título. O álbum Moleque Gonzaguinha (EMI-Odeon, 1977), da primeira à última, fechando com Festa/Moleque, todo inesquecível. Veio Recado, de 1978, de chapa com a faixa título na maior, a participação de Milton Nascimento em O que foi feito devera, e Pessoa, com participação de Toninho Horta. Era a vez de Gonzaguinha da vida (EMI-Odeon, 1979), com hits proeminentes: Diga lá, meu coração; Não dá mais pra segurar (Explode coração); o samba Desenredo em parceria com Ivan Lins, contando uma versão hilária do descobrimento do Brasil e fechando, um pout pourri de Luiz Gonzaga. Em 1980, De volta ao começo, um álbum com grandes canções e participações: Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Frenéticas, Marília Medalha e MPB-4, afora os sucessos Ponto de interrogação, Grito de alerta e Sangrando. Em 1981, Coisa mais maior de grande – pessoa, com destaque para as canções Eu queria apenas que você soubesse e Redescobrir. Em 1982, Caminhos dos coração, destacando-se O que é, o que é, Maravida & Caminhos do coração. Em 1983, Alô, alô, Brasil, com canções como Feliz & Um homem também chora (Guerreiro menino). Em 1984, Grávido: com Lindo lago de amor abrindo um álbum fantástico. Em 1985, Olho de lince – trabalho de parto, destacando a canção Mamão com mel. Em 1987, Geral; em 1988, Corações marginais, com a esfuziante É; em 1990, Luizinho de Gonzagão Gonzaga Gonzaguinha; e em 1993, Cavaleiro solitário, reunindo seus sucessos num show ao vivo, isso afora outros discos ao vivo, como o Juntos (1991), com Gonzagão. Veja mais aqui, aqui & aqui.


DITOS & DESDITOS - O amor é a ilusão de que uma mulher é diferente das outras. Pensamento do jornalista, ensaista, satirista e crítico cultural estadunidense Henry Louis Mencken (1880-1956).

GIMNOSOFISTA – [...] Ele [Alexandre] capturou dez dos Gimnosofistas que tinham feito de tudo para fazer os Sabas se revoltarem causando grandes problemas para os macedônios. Estes filósofos tinham a fama de serem inteligentes e concisos ao responderem perguntas, e, portanto, Alexandre fez perguntas bastante difíceis a eles declarando que seria condenado à morte o primeiro que respondesse errôneamente a uma pergunta e assim sucessivamente; em seguida, ordenou a um deles, o mais velho de todos, para ser o juiz no concurso. A primeira pergunta era o que seria mais numeroso, os vivos ou os mortos, ao que um filósofo disse ser os vivos, já que os mortos já não existem mais. A segunda pergunta era o que produzia as maiores bestas, a terra ou os mares, ao que o segundo filósofo disse ser a terra, uma vez que os mares eram parte da terra. A terceira pergunta era qual seria o animal mais astuto, ao que o terceiro filósofo disse: "Aquele que até este momento o homem não descobriu." A quarta pergunta era por que eles induziram os Sabas a se revoltarem, ao que o quarto filósofo respondeu: "Porque eu queria que eles vivessem nobremente, ou então morressem nobremente". A quinta pergunta era o que era mais velho, o dia ou a noite, ao que o quinto filósofo respondeu: "O dia, por um dia"; e acrescentou sobre o fato do rei expressar espanto, que as questões difíceis devem ter respostas difíceis. Passando, então, para o sexto filósofo, Alexandre perguntou como um homem poderia ser mais amado; "Se", disse o filósofo, "ele é o mais poderoso e no entanto não inspira medo." Aos três restantes, a um deles foi perguntado como um homem poderia tornar-se um deus, ao que o sétimo filósofo respondeu: "Ao fazer algo que um homem não pode fazer"; aquele que foi perguntado qual era a mais forte, a vida ou a morte respondeu: "A vida, uma vez que ela suporta tantos males." E a última pergunta ao nono filósofo foi quanto tempo um homem deve viver, ao que ele respondeu: "Até que ele não considere a morte como melhor do que a vida." Assim, então, voltando-se para o décimo filósofo e juiz, Alexander ordenou-lhe dar a sua opinião. O juiz declarou que eles tinham respondido pessimamente, um pior que o outro. "Bem, então", disse Alexander, "deverás morrer primeiro por dar tal sentença." "Isso não pode ser, ó rei", disse o juiz, "a menos que tu disseste falsamente que condenaria à morte o primeiro deles quem respondesse pior. [...]. Trecho extraído da obra Alexandre e Cesar, vidas comparadas (Ediouro, 2002), do historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo grego Plutarco de Queroneia (Lucius Mestrius Plutarchus - 45-120dC), acerca do encontro de Alexandre, o grande, com os sábios da Índia, os chamados Gimnosofistas (ou sábios nus). Estes também foram tratados por Diógenes Laércio que observou serem eles pregadores da justiça e consideravam ímpia a prática da cremação, porém achavam lícito o casamento com mãe ou filha, praticavam a adivinhação e prognosticavam o futuro, alegando que os próprios deuses lhes apareciam. Eles diziam ainda que o ar está repleto de formas que se propagam como o vapor e penetram nos olhos dos adivinhos de visão aguçada. Eles proibiam adornos pessoais e o uso de ouro, usavam roupas brancas, dormiam no chão e se alimentavam de vegetais e pão rústico; seus bastões são de junco e usavam para apanhar com sua ponta o pedaço de queijo que comiam. As suas doutrinas estavam assentadas na humildade, austeridade, desapego às riquezas e a relação com as questões metafísicas. Esses filósofos influenciaram as ideias de filósofos gregos como Pitágoras, Demócrito, Pirro e Plotino. Veja mais aqui.

A IMPRENSA E A HUMANIDADE - [...] Quando a atenção se concentra nos grupos já então alfabetizados, torna-se claro que sua composição social requer maior reflexão. Terá a imprensa inicialmente servido ao clero e ao patriciado, como uma “arte divina”?, ou deveríamos antes imaginá-la como “amiga do pobre”? Ela foi descrita dos dois modos pelos contemporâneos, e provavelmente teve as duas funções. [...] Ao admitirmos que a substituição do discurso oral pela varredura silenciosa das linhas e a substituição dos contatos face a face por interações mais impessoais tiveram provavelmente conseqüências importantes, teremos de aceitar a decorrência de que precisamos pensar de modo menos metafórico e abstrato, e mais histórica e concretamente, sobre as diversas modalidades que decorreram, e sobre o modo como diferentes grupos foram afetados. [...]. Trechos extraídos da obra A revolução da cultura impressa: os primórdios da Europa Moderna (Ática, 1998), da historiadora estadunidense Elizabeth Eisenstein (1923-2016).

O PODER EM CENA – [...] A ordem das sociedades diferencia, classifica, hierarquiza e traça os limites proibidos por interditos. Contém e condiciona os papéis e os modelos de conduta. Ela pode ser ‘embaralhada’, desprezada, simbolicamente invertida, se não derrubada. A astúcia suprema é converter estas ameaças em vantagem, em meio de fortalecimento; é preciso fazer papel de fogo, reconhecendo as leis de uma termodinâmica social que exprime a função da desordem no próprio seio da ordem [...]. Trecho extraído da obra O poder em cena (EdUnB, 1982), do etnólogo, antropólogo e sociólogo francês Georges Balandier (1920-2016).

PAPO VAI, PAPO VEM, A MULHERADA...


BELEZA NÃO É FUNDAMENTAL II - PAPO DE MULHER FEIA – Gentamiga, danou-se tudo! Depois que eu postei aquele papo de BELEZA É MESMO FUNDAMENTAL?, que a cambada achou de atochar uma tuia de mail a respeito. A coisa entupiu minha caixa de mails e era só recado assim: "Deus abençoe as mulheres bonitas, e as feias se sobrar tempo”. Ou: "Mulher feia e limão, só com cachaça". Ou ainda: “Mulher feia só serve para peidar em festa”. E alguns mais desabusados: “Eu ia acabar com elas, mas aí os meninos de 14 anos iam morrer na mão... . E acrescentaram nominações para as coitadas das barangas e trubufus, confira a quantidade de nome que tem mulher feia: catira, bazuca, cadanga dos inferno, bagulháo, saco malenchido, desgraça da humanidade, erro da humanidade, hemorróida de cu-de-velho, brinquedo do cão, coisa horrenda, bruxa, micóia, cocô de monstro, javali das trevas, cão chupando manga, çxldkdfmgjgndika, cocoranga, jaburanga, nhãozão, canhão, fubanga, bozenga, catita, sobra de aborto frito, abarroamento, escracho do arregaço, tilanga, guinú, facada no boga, rascunho do capeta, bota terror, azeitona, azmodeu, filhote de cruiz-credo, sombra do capeta, chupa-cabra, forma de fazer capeta, aborto de cadela vesga, trem de dar em doido, trombada de jumento com um trem, catiroba, caticoco, demonio das taquarera, lombriga solitária, bosta de pomba, chulé nas teta, trabuco, pinóia, machorra, fubanga, fumo goiano, ratazana, cambeta, mapa do inferno, mistura de merda com bagulho, Pokemon do diabo, eita, boba torrero! Que é que é isso?



O QUE A MULHER FAZ PRA FICAR BONITA? - O Doro sempre apronta das dele. Agora ele ganhou o opróbrio buliçoso das distintas representantes femininas. Eis que ele achou por bem de cascaviar nas catracas do quengo dele, o que é que a mulher faz pra ficar bonita. Eu disse logo pra ele: to fora, meu! E ele desaforado foi enumerando:
- Premêro, mulé pra ficá bunita se empiriquita toda, muda a cor dos óio, se emperuca e pinta o cabelo, dá um trato na lata e enche a cara de brebote, lambuza os beiços de batom vivo, bota sutiã menor que o tamanho dos peito, aperta o cós da saia pra ficá bem-feita, se depila toda, pinta as unha, rebola toda reboculosa, empina a popa da bunda, anda de salto alto na pontinha dos pés, bota manha na fala, se agatinha revirando as espiada, se faz de difice, fica cheia de nove hora, se arrocha toda, se profuma toda, se ajeita toda, fica frochosa da gente amocegá sua trilha, eita, bicha tinhosa da gota! Até que quano a gente se auto-endoidece-se e leva pra casa no maior festêro, vixe que truvunca! Aí no outro dia qunano a festa é só ressaca, quela desmonta o teretetei todo, a gente s´assusta de dizê: - Vôte, minha fia, de quá qui foi a boléia do tratô qui ocê caiu, hem?
Mas deixando as presepadas do Doro de lado, falando sério: há um concurso na vera promovido pela Vila Mulher. O concurso pergunta: “O que uma MULHER é capaz de fazer para ficar BONITA?” A melhor frase ganha um NOTEBOOK da marca Dell, na cor branca! E se alguma das amigas que você indicou ganhar, você também ganhará um prêmio super legal! Aí, minha, boa sorte e participe. É só acessar: Vila Mulher e concorrer.



UMA PEIDADA BOA FAZ BEM PRA PRESSÃO (E PRA SAÚDE TAMBÉM!!!!)
Verdade gente! O gás peidante pode ajudar a tratar pressão alta, é o que diz um estudo pra lá de seríssimo. Apois veja: O sulfeto de hidrogênio é conhecido por mau cheiro. Na verdade é um gás que liberado em flatulências e em 'bombas de cheiro' pode desempenhar o papel de regular a pressão sangüínea, segundo um estudo da John Hopkins University, publicado pela revista especializada Science. Na verdade, diz o estudo que as pequenas quantidades de sulfeto de hidrogênio – um gás tóxico gerado por bactérias que vivem no intestino humano – é que são responsáveis pelo mau cheiro de flatulências, mas que fazem bem pra saúde, fazem. E eles avalizam. Apois ta. É que o estudo mostra que este gás também é produzido por uma enzima encontrada em células que revestem as artérias sanguíneas, chamada CSE, e ele teria o papel de relaxar essas artérias e baixar a pressão.As conclusões, tiradas a partir de um estudo com camundongos, podem levar a novos tratamentos para a pressão alta. Experiência: No estudo, camundongos geneticamente modificados para ter deficiência da enzima CSE apresentaram níveis de sulfeto de hidrogênio quase nulos, em comparação com camundongos normais. As cobaias com deficiência da enzima apresentavam pressão sanguínea cerca de 20% mais alta do que os normais, resultados comparáveis à pressão alta em humanos. Quando os camundongos modificados receberam um remédio para relaxar as artérias – metacolina – não houve diferença, indicando que o gás é responsável pelo relaxamento. Já se sabe que outro gás, o óxido nítrico, está envolvido no controle da pressão sanguínea. Disse o pesquisador Solomon Snyder: "Agora que sabemos que o sulfeto de hidrogênio tem um papel no controle da pressão, pode ser possível criar terapias com remédios que aumentem sua produção como alternativa para os atuais métodos de tratamento de hipertensão". Bem que eu desconfiava que pressão alta era falta de peidar frouxo. Bem que eu desconfiava mesmo. Essa foi uma dica do amigo Marcus Aranha. Afinal, Tataritaritatá também cuida da sua saúde. Então peide, perca a vergonha e viva bem!
PS: Ah, você tá sabendo daquela da tocha humana? Hehehehehehehehe! Veja mais aqui.

PIADINHA PRA DESCONTRAIR: (colaboração do amigo Chagas Lourenço).
Dois clitóris se encontram:
- Me disseram que você sofre de frigidez...
O outro rapidamente responde:
- São as más línguas... E agora um recado pras mulher feia:





Veja mais sobre:
Dignidade humana aqui, aqui e aqui.
Educação aqui, aqui e aqui.
Meio Ambiente aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
Pra saber viver não basta morrer, Leonardo Boff, Luchino Visconti, Emerson & Lake & Palmer, Núbia Marques, Felicitas, Pedro Cabral, Psicodrama & Teatro Espontâneo aqui.
Literatura de Cordel: História da princesa da Pedra Fina, de João Martins de Athayde aqui.
A arte de Jozi Lucka aqui.
Robimagaiver: pipoco da porra aqui.
Dhammapada, Maslow, Educação & Responsabilidade civil da propriedade aqui.
O romance e o Romantismo aqui.
A arte de Syla Syeg aqui.
Literatura de Cordel: Brasi caboco, de Zé da Luz aqui.


CRÔNICA DE AMOR POR ELA

 Leitora parabenizando o Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.

 

HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

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