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quinta-feira, março 06, 2014

POE, WILLA CATHER, LYDDA FRANCO FARÍAS, MAYIM BIALIK, JULIETTE ADAM, HUMOR & ESCREVER

 


CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO – Escrever tem sido meu exercício de existir. Foi-se o tempo em que era divertido conversar com outros. Além das dificuldades de conversar, de dialogar pelo menos, de crescer com papos coletivos e esclarecedores, empolgantes, agora não, estão todos sobrecarregados de manifestações de queixumes e negatividades, um arrazoado quase incomunicavel, pulando de assunto em tema para se tentar manter dialogicamente. Tudo muito nivelado por baixo, quando não equivocado. Hoje não, quase solilóquios de achismos a chover no molhado, quando não errôneas interpretações acerca disso ou daquilo e mesmo daquiloutro. Tento abrir diálogos mas não consigo ir além do monocordioso tudo bem, como vai, vez que não consigo encontrar quem disposto a aprender ou dividir o que sabe num nível digamos tolerável, superior, menos raso ou recheados de refutáveis e infundadas teorias de conspiração. Sinto que todos estão contaminados pela mediocridade. Procuro então pessoas com bom humor, com versatilidade e nível dialogal que não estejam aseentadas em opiniões sectárias, pessoas elevadas, instruidas e que possam querer ou buscar pelo aprimoramento. Contudo, percebo: não é no outro que há problema. Com a idade tenho ficado impaciente, escuto o outro quando há algo de relevante no que é dito, de revelador e, de preferência, libertador, bem humorado. Tenho disposição para escutar, desde que seja algo mais verdadeiro, não apenas desabafos ou exposição de indignações que não vão além da própria infelicidade, se pelo menos abrissem a possibilidade do altruísmo. Sei que preciso ouvir mais, entretanto é sempre tendenciosamente levado para a mesmice, superficial. Por falta de quem conversar e ouvir, recolho-me e tento, então, comigo mesmo travar qualquer que seja o diálogo possível com as paredes ou o que houver pelo ambiente. Sei que sou chato, talvez metido demais, doido ou mentiroso. Outros tantos aparecem do nada, não me acrescentam mais do que já sei. Assim converso com meus próprios pensamentos, meus próprios erros, minhas derrotas recorrentes e a necessidade urgente de um êxito que seja, um alívio qualquer, uma chance a mais que me liberte, de uma sorte completa – não aos pedaços insuficientes e insatisfatórias - e busco por mais acertos, afinal. Descubro assim que escrevo inicialmente por não ter muito com quem trocar ideias. Tenho existido no que escrevo, no que busco dizer falando comigo mesmo e me reinventando nesse diálogo. Escrevo para organizar o que sou e identificar quantos sou além de emissor e receptor de mim mesmo. E porque me encontro agora diane de uma situação de nenhuma interação que, quando ocorre, está repleta de dissonâncias, incompreensões, desconfortos e até antipatias. Escrevo para não apenas sufocar minhas insatisfações, para que possa melhorar, possa reaprender e me superar, me legitimar e me amplie como humano, mesmos sabendo da minha pequenez. Daí escrevo para ser menos incapaz a cada dia, para almejar a capacidade de ser e estar acima de sentimentos primitivos, com a satisfação de que há algo melhor e maior e possa ser e me tornar melhor e mais do que sou, mais interativo, intuitivoi, amigável, terno e mútuo na relação consigo mesmo e com tudo e todas as coisas. Escrevo para que eu seja melhor e maior a cada dia. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Eu vim como a maioria de nós - não sabendo nada e tentando aprender tudo... Quando você está preparada para rejeitar a sabedoria convencional, aí tudo se abre para saber mais... Não se importe muito com a conformidade.... Pensamento da atriz, escritora e neurocientista estadunidense Mayim Bialik.

 

ALGUÉM FALOU - A morte é a abertura de uma vida mais sutil. Na flor liberta o perfume; na crisálida, a borboleta; no homem, a alma... Pensamento da escritora francesa Juliette Adam (1836-1936).

 

FILOSOFIA DA COMPOSIÇÃO – [...] Meu pensamento seguinte referiu-se à escolha de uma impressão, ou efeito, a ser obtido; e aqui bem posso observar que, através de toda a elaboração, tive firmemente em vista o desejo de tornar a obra apreciável por todos. Seria levado longe demais de meu assunto imediato, se fosse demonstrar um ponto sobre o qual tenho repetidamente insistido e que, entre poetas, não tem a menor necessidade de demonstração; refiro-me ao ponto de que a Beleza é a única província legítima do poema. Poucas palavras, contudo, para elucidar meu verdadeiro pensamento, que alguns de meus amigos tiveram inclinação para interpretar mal. O prazer que seja ao mesmo tempo o mais intenso, o mais enlevante e o mais puro é, creio eu, encontrado na contemplação do belo. Quando, de fato, os homens falam de Beleza, querem exprimir, precisamente, não uma qualidade, como se supõe, mas um efeito; referem-se, em suma, precisamente àquela intensa e pura elevação da alma - e não da inteligência ou do coração - de que venho falando e que se experimenta em conseqüência da contemplação do Belo. Ora, designo a Beleza como a província do poema, simplesmente porque é evidente regra de arte que os efeitos deveriam jorrar de causas diretas, que os objetivos deveriam ser alcançados pelos meios melhor adaptados para atingi-los. E ninguém houve ainda bastante tolo, para negar que a elevação especial a que aludi, é mais prontamente atingida num poema. Quanto ao objetivo Verdade, ou a satisfação do intelecto, e ao objetivo Paixão, ou a excitação do coração, são eles muito mais prontamente atingíveis na prosa, embora também, até certa extensão, na poesia. A Verdade, de fato, demanda uma precisão, e a Paixão uma familiaridade (o verdadeiramente apaixonado me compreenderá), que são inteiramente antagônicas daquela Beleza que, asseguro, é a excitação ou a elevação agradável da alma. De modo algum se segue, de qualquer coisa aqui dita, que a paixão e mesmo a verdade não possam ser introduzidas, proveitosamente introduzidas até, num poema, porque elas podem servir para elucidar ou auxiliar o efeito geral, como as discordâncias em música, pelo contraste; mas o verdadeiro artista sempre se esforçara, em primeiro lugar, para harmonizá-las, na submissão conveniente ao alvo predominante, e, em segundo lugar, para revesti-las, tanto quanto possível, daquela Beleza que é a atmosfera e a essência do poema. Encarando, então, a Beleza como a minha província, minha seguinte questão se referia ao tom de sua mais alta manifestação, e todas as experiências têm demonstrado que esse tom é o da tristeza. A beleza de qualquer espécie, em seu desenvolvimento supremo, invariavelmente provoca na alma sensitiva as lágrimas. A melancolia é, assim, o mais legítimo de todos os tons poéticos. Estando assim determinadas a extensão, a província e o tom, entreguei-me à indução normal, a fim de obter algum efeito artístico agudo que me pudesse servir de nota-chave na construção do poema, algum eixo sobre o qual toda a estrutura devesse girar. Passando cuidadosamente em revista todos os efeitos artísticos usuais, ou, mais propriamente, situações, no sentido teatral não deixei de perceber de imediato que nenhum tinha sido tão universalmente empregado como o do refrão. A universalidade desse emprego bastou para me assegurar de seu valor intrínseco e evitou-me a necessidade de submetê-lo à análise. Considerei-o, contudo, em relação a sua suscetibilidade de aperfeiçoamento e vi logo que ainda se achava num estado primitivo. Como é comumente usado, o refrão poético, ou estribilho, não só se limita ao verso lírico, mas depende, para impressionar, da força da monotonia, tanto no som, como na idéia. O prazer somente se extrai pelo sentido de identidade, de repetição. Resolvi fazer diversamente, e assim elevar o efeito, aderindo em geral à monotonia do som, porém continuamente variando na da idéia: isto é, decidi produzir continuamente novos efeitos, pela variação da aplicação do estribilho, permanecendo este, na maior parte das vezes, invariável. Assentados tais pontos, passei a pensar sobre a natureza de meu refrão. Desde que sua aplicação deveria ser repetidamente variada, era claro que esse refrão deveria ser breve, pois haveria insuperáveis dificuldades na aplicação de qualquer sentença extensa. Em proporção à brevidade da sentença estaria, naturalmente, a facilidade da variação. Isso imediatamente me levou a uma só palavra como o melhor refrão. Suscitou-se, então, a questão do caráter da palavra. Tendo-me inclinado por um refrão, a divisão do poema em estância surgia, naturalmente, como corolário, formando o refrão o fecho de cada estância. Não cabia dúvida de que tal fecho, para ter força, devia ser sonoro e suscetível de ênfase prolongada; e tais considerações inevitavelmente me levaram ao o prolongado, como a mais sonora vogal, em conexão com o r como a consoante mais aproveitável. [...]. Trecho extraído da obra A Filosofia da Composição (7 Letras, 2011), do escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1840). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

CARTAS - [...] Suponho que o teste de decência de alguém é o quanto de luta alguém pode travar depois de parar de se importar e depois de descobrir que nunca poderá agradar às pessoas que deseja agradar. [...] Mas escrever é um negócio estranho. Se alguém faz algo que é preciso e cuidadoso o suficiente para ultrapassar os limites, para se dedicar ao trabalho que é levado a sério, é preciso ter um conhecimento incomum ou uma simpatia peculiar pelos personagens com os quais lida. Não se pode escrever sempre sobre o que mais se admira - você deve, por algum acidente, ter visto seu caráter muito profundamente, e é esse acidente de intensa realização dele que dá tom e distinção à sua escrita sobre ele, que o eleva. acima do lugar-comum, ou seja [...] Parece-me que o prazer que se sente numa obra de arte é apenas uma coisa que não é preciso explicar. [...] A grande chave do sucesso é trabalhar quando você não é adequado, imagino. [...]. Trecho extraídos da obra The Selected Letters (Vintage, 2014), da escritora estadunidense Willa Cather (1873-1947). Veja mais aqui, aqui & aqui.


 

DOIS POEMAS - I - Meu poema começa para ninguém porque ninguém é absolvição \ todo mundo usa manchas escuras \ aqui as coisas não acontecem são ditas naturalmente \ essas pessoas tem pele de vitórias passadas não assimilam \ essas pessoas felizes sonham com heróis da independência \ nesta cidade não mata-se \ música suave atravessa a distância \ salmo profundo flutua no mais alto \ é a vigília do poeta que sonha \ gato agachado na escuridão \ aspiro à outra margem \ esta orgia de cordas é um cerco contínuo \ na verdade não me arrependo \ de algum lugar a vida sai de sua retirada \ evaporando os fantasmas da véspera \ em algum lugar não aqui essas pessoas estão felizes. II – quando já não é mais um corpo \ e não é nada \ infiltração ou \ ausência de pesadelo por onde passa às vezes \ amante que era \ uma boneca quebrada \ morte mórbida essa que não me deixa \ uma flor intermitente para a lapela da sua camisa \ para que você não pense em me deixar no exílio \ na confusão \ da única palavra. Poemas da poeta venezuelana Lydda Franco Farías (1943-2004).

 


TODO DIA É DIA DA MULHER – Como já dizia a antropóloga, pensadora e psicóloga norte-americana Margaret Mead:  “Sempre que liberamos uma mulher, libertamos um homem”. Veja mais aqui.


DORO – A Dona Marcialita, distintíssima senhora Doro, tem sempre uma afirmação quando perguntam pelas qualidades do seu marido: - Faz muita coisa, nada que preste!

O PEIDO E A EDUCAÇÃO, SEGUNDO ERASMO DE ROTERDAM - “Não é polido saudar um homem quando urina ou defeca. Faz mal à saúde reter a urina, convém despejá-la em segredo. Alguns recomendam ao jovem reter um peido contraindo as nádegas. Mas não! É errado contrair uma doença por querer ser educado. Se se pode sair convém fazer a distância. Caso contrário, deve-se seguir o velho preceito: encobrir o barulho com uma tosse” (Erasmo de Roterdam, De cibilitate morun Puerilium). Veja mais Momentos de Reflexão.

PORQUE CANTAR JÁ NÃO MUDA EM MANHÃ – Quando musiquei o poema do poetamigo Fernando Fiorese não poderia jamais prever que seria carregado posteriormente de muita alegria. Eis que fomos agraciados com um presente maravilhoso da Meimei Corrêa ao realizar o clipe que nos premiou. Obrigado, Fernando; obrigado, Meimei. Veja detalhes aqui. 

PESQUISA ALAGOAS – Nos últimos dias foi encetada uma pesquisa para saber qual a ciência que o povo alagoano tem acerca de Graciliano Ramos. Uma numerosa equipe de pesquisadoras treinadas foi pros bairros, bares, avenidas, beira da praia, enfim, quase 3 mil moças foram de pranchetas na mão para fazer tal pesquisa. Com a apuração feita, 90% responderam que o  bairro é bom, mas anda abandonado de segurança, saúde, educação e etc e tal; 5% disseram que longe pra dedéu!; 3% disseram que é mais longe que o Infinito Bentes; 2% mandaram se lascar (entre outras coisas não mencionáveis para o decoro público, segundo a pudica pesquisadora). Como o Tataritaritatá não tem censura, para se ter ideia dessas outras coisas: 12.475 mandaram os pesquisadores treinadíssimos tomar no cu; 11.275 perguntaram: - Quem é esse? É o novo candidato ao governo do Estado nas próximas eleições?; 856 disseram estar apressados e que não tinham tempo pra porra nenhuma; 754 quando viram as perguntas logo perguntaram: - Que cancro da porra era isso?; pronto, esse foi o resultado, tirante as respostas que foram canceladas porque eram dos que sabiam de quem se tratava. O cancelamento se deu porque, entre os que sabiam, 12 eram baianos, 11 pernambucanos, 10 mineiros, 9 paraibanos, 8 cearenses, 7 potiguares, 6 capixabas, 5 maranhenses, 4 paraenses, 3 argentinos, 2 cariocas e 1 acreano que estava de férias. Moral da história: alagoano mesmo só gosta da vida dos outros.

A PRIMAVERA DE GINSBERG: VALENDO MAIS QUE NUNCA! – A terra é redonda e, ainda assim, cagam pelos quatro cantos do mundo. PS: esse é um papo pro Tocha Humana.


Veja mais sobre:
Da semente ao caos, Lasciva na Ginofagia & a arte de Vanice Zimerman aqui.

E mais:
Toni Morrison & A Filosofia de Schelling aqui.
O Princípio Federativo de Proudhon & a poesia de Ione Perez aqui.
A obra de Hermes Trismegistos & o cinema de István Szabó aqui.
Aleister Crowley & Regina Spektor aqui.
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A Filosofia de Deleuze & Guattari, O Umbigo de Rubens Rewald & Anna Cecília Junqueira aqui.
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André Breton, Marlos Nobre, Nikos Kazantzákis, Toni Morrison, Milos Forman, Adolf Ulrik Wertmüller, Natalie Portman & Tanussi Cardoso aqui.
Carson McCullers, Nicolau Copérnico, Max Klinger, Rogério Tutti, José Carlos Capinam, Alberto Dines, István Szabó & Krystyna Janda aqui.
Crença: pelo direito de viver e deixar viver aqui.
A injustiça braba de todo dia aqui.
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As trelas do Doro: o bacharel das chapuletadas aqui.
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A Ilha Deserta de Deleuze & Guattari, a piada Será que tá morto aqui.
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Saúde no Brasil aqui.
A rapidinha pro prazer dela aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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sexta-feira, outubro 31, 2008

GONZAGUINHA, BALANDIER, ELIZABETH EISENSTEIN, MENCKEN, PLUTARCO, GIMNOSOFISTA, MULHERADA & PEIDO


 
ETERNO GONZAGUINHA – Conheci a obra de Luiz Gonzaga Júnior (1945-1991), com o lançamento do seu primeiro álbum, de 1973 (EMI-Odeon), só no seu nome: gostei de cara das canções A felicidade bate a sua porta, Moleque e Sempre eu teu coração. Logo comprei o segundo, o de 1974 (EMI-Odeon), que emplacou os inesquecíveis Pois é, seu Zé, Rabiscos na areia e Galope que era tema de uma novela. O seguinte, Plano de voo (EMI-Odeon, 1975), com a inesquecível Mundo novo, vida nova; e a hilária Geraldinos e Arquibaldos. Depois o de 1976, Começaria tudo outra vez (EMI-Odeon, 1976), com a primeira na levada do jazz, Eu nem ligo; a canção Espere por mim, morena; e a abolerada faixa título. O álbum Moleque Gonzaguinha (EMI-Odeon, 1977), da primeira à última, fechando com Festa/Moleque, todo inesquecível. Veio Recado, de 1978, de chapa com a faixa título na maior, a participação de Milton Nascimento em O que foi feito devera, e Pessoa, com participação de Toninho Horta. Era a vez de Gonzaguinha da vida (EMI-Odeon, 1979), com hits proeminentes: Diga lá, meu coração; Não dá mais pra segurar (Explode coração); o samba Desenredo em parceria com Ivan Lins, contando uma versão hilária do descobrimento do Brasil e fechando, um pout pourri de Luiz Gonzaga. Em 1980, De volta ao começo, um álbum com grandes canções e participações: Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Frenéticas, Marília Medalha e MPB-4, afora os sucessos Ponto de interrogação, Grito de alerta e Sangrando. Em 1981, Coisa mais maior de grande – pessoa, com destaque para as canções Eu queria apenas que você soubesse e Redescobrir. Em 1982, Caminhos dos coração, destacando-se O que é, o que é, Maravida & Caminhos do coração. Em 1983, Alô, alô, Brasil, com canções como Feliz & Um homem também chora (Guerreiro menino). Em 1984, Grávido: com Lindo lago de amor abrindo um álbum fantástico. Em 1985, Olho de lince – trabalho de parto, destacando a canção Mamão com mel. Em 1987, Geral; em 1988, Corações marginais, com a esfuziante É; em 1990, Luizinho de Gonzagão Gonzaga Gonzaguinha; e em 1993, Cavaleiro solitário, reunindo seus sucessos num show ao vivo, isso afora outros discos ao vivo, como o Juntos (1991), com Gonzagão. Veja mais aqui, aqui & aqui.


DITOS & DESDITOS - O amor é a ilusão de que uma mulher é diferente das outras. Pensamento do jornalista, ensaista, satirista e crítico cultural estadunidense Henry Louis Mencken (1880-1956).

GIMNOSOFISTA – [...] Ele [Alexandre] capturou dez dos Gimnosofistas que tinham feito de tudo para fazer os Sabas se revoltarem causando grandes problemas para os macedônios. Estes filósofos tinham a fama de serem inteligentes e concisos ao responderem perguntas, e, portanto, Alexandre fez perguntas bastante difíceis a eles declarando que seria condenado à morte o primeiro que respondesse errôneamente a uma pergunta e assim sucessivamente; em seguida, ordenou a um deles, o mais velho de todos, para ser o juiz no concurso. A primeira pergunta era o que seria mais numeroso, os vivos ou os mortos, ao que um filósofo disse ser os vivos, já que os mortos já não existem mais. A segunda pergunta era o que produzia as maiores bestas, a terra ou os mares, ao que o segundo filósofo disse ser a terra, uma vez que os mares eram parte da terra. A terceira pergunta era qual seria o animal mais astuto, ao que o terceiro filósofo disse: "Aquele que até este momento o homem não descobriu." A quarta pergunta era por que eles induziram os Sabas a se revoltarem, ao que o quarto filósofo respondeu: "Porque eu queria que eles vivessem nobremente, ou então morressem nobremente". A quinta pergunta era o que era mais velho, o dia ou a noite, ao que o quinto filósofo respondeu: "O dia, por um dia"; e acrescentou sobre o fato do rei expressar espanto, que as questões difíceis devem ter respostas difíceis. Passando, então, para o sexto filósofo, Alexandre perguntou como um homem poderia ser mais amado; "Se", disse o filósofo, "ele é o mais poderoso e no entanto não inspira medo." Aos três restantes, a um deles foi perguntado como um homem poderia tornar-se um deus, ao que o sétimo filósofo respondeu: "Ao fazer algo que um homem não pode fazer"; aquele que foi perguntado qual era a mais forte, a vida ou a morte respondeu: "A vida, uma vez que ela suporta tantos males." E a última pergunta ao nono filósofo foi quanto tempo um homem deve viver, ao que ele respondeu: "Até que ele não considere a morte como melhor do que a vida." Assim, então, voltando-se para o décimo filósofo e juiz, Alexander ordenou-lhe dar a sua opinião. O juiz declarou que eles tinham respondido pessimamente, um pior que o outro. "Bem, então", disse Alexander, "deverás morrer primeiro por dar tal sentença." "Isso não pode ser, ó rei", disse o juiz, "a menos que tu disseste falsamente que condenaria à morte o primeiro deles quem respondesse pior”. [...]. Trecho extraído da obra Alexandre e Cesar, vidas comparadas (Ediouro, 2002), do historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo grego Plutarco de Queroneia (Lucius Mestrius Plutarchus - 45-120dC), acerca do encontro de Alexandre, o grande, com os sábios da Índia, os chamados Gimnosofistas (ou sábios nus). Estes também foram tratados por Diógenes Laércio que observou serem eles pregadores da justiça e consideravam ímpia a prática da cremação, porém achavam lícito o casamento com mãe ou filha, praticavam a adivinhação e prognosticavam o futuro, alegando que os próprios deuses lhes apareciam. Eles diziam ainda que o ar está repleto de formas que se propagam como o vapor e penetram nos olhos dos adivinhos de visão aguçada. Eles proibiam adornos pessoais e o uso de ouro, usavam roupas brancas, dormiam no chão e se alimentavam de vegetais e pão rústico; seus bastões são de junco e usavam para apanhar com sua ponta o pedaço de queijo que comiam. As suas doutrinas estavam assentadas na humildade, austeridade, desapego às riquezas e a relação com as questões metafísicas. Esses filósofos influenciaram as ideias de filósofos gregos como Pitágoras, Demócrito, Pirro e Plotino. Veja mais aqui.

A IMPRENSA E A HUMANIDADE - [...] Quando a atenção se concentra nos grupos já então alfabetizados, torna-se claro que sua composição social requer maior reflexão. Terá a imprensa inicialmente servido ao clero e ao patriciado, como uma “arte divina”?, ou deveríamos antes imaginá-la como “amiga do pobre”? Ela foi descrita dos dois modos pelos contemporâneos, e provavelmente teve as duas funções. [...] Ao admitirmos que a substituição do discurso oral pela varredura silenciosa das linhas e a substituição dos contatos face a face por interações mais impessoais tiveram provavelmente conseqüências importantes, teremos de aceitar a decorrência de que precisamos pensar de modo menos metafórico e abstrato, e mais histórica e concretamente, sobre as diversas modalidades que decorreram, e sobre o modo como diferentes grupos foram afetados. [...]. Trechos extraídos da obra A revolução da cultura impressa: os primórdios da Europa Moderna (Ática, 1998), da historiadora estadunidense Elizabeth Eisenstein (1923-2016).

O PODER EM CENA – [...] A ordem das sociedades diferencia, classifica, hierarquiza e traça os limites proibidos por interditos. Contém e condiciona os papéis e os modelos de conduta. Ela pode ser ‘embaralhada’, desprezada, simbolicamente invertida, se não derrubada. A astúcia suprema é converter estas ameaças em vantagem, em meio de fortalecimento; é preciso fazer papel de fogo, reconhecendo as leis de uma termodinâmica social que exprime a função da desordem no próprio seio da ordem [...]. Trecho extraído da obra O poder em cena (EdUnB, 1982), do etnólogo, antropólogo e sociólogo francês Georges Balandier (1920-2016).

PAPO VAI, PAPO VEM, A MULHERADA...


BELEZA NÃO É FUNDAMENTAL II - PAPO DE MULHER FEIA – Gentamiga, danou-se tudo! Depois que eu postei aquele papo de BELEZA É MESMO FUNDAMENTAL?, que a cambada achou de atochar uma tuia de mail a respeito. A coisa entupiu minha caixa de mails e era só recado assim: "Deus abençoe as mulheres bonitas, e as feias se sobrar tempo”. Ou: "Mulher feia e limão, só com cachaça". Ou ainda: “Mulher feia só serve para peidar em festa”. E alguns mais desabusados: “Eu ia acabar com elas, mas aí os meninos de 14 anos iam morrer na mão... . E acrescentaram nominações para as coitadas das barangas e trubufus, confira a quantidade de nome que tem mulher feia: catira, bazuca, cadanga dos inferno, bagulháo, saco malenchido, desgraça da humanidade, erro da humanidade, hemorróida de cu-de-velho, brinquedo do cão, coisa horrenda, bruxa, micóia, cocô de monstro, javali das trevas, cão chupando manga, çxldkdfmgjgndika, cocoranga, jaburanga, nhãozão, canhão, fubanga, bozenga, catita, sobra de aborto frito, abarroamento, escracho do arregaço, tilanga, guinú, facada no boga, rascunho do capeta, bota terror, azeitona, azmodeu, filhote de cruiz-credo, sombra do capeta, chupa-cabra, forma de fazer capeta, aborto de cadela vesga, trem de dar em doido, trombada de jumento com um trem, catiroba, caticoco, demonio das taquarera, lombriga solitária, bosta de pomba, chulé nas teta, trabuco, pinóia, machorra, fubanga, fumo goiano, ratazana, cambeta, mapa do inferno, mistura de merda com bagulho, Pokemon do diabo, eita, boba torrero! Que é que é isso?



O QUE A MULHER FAZ PRA FICAR BONITA? - O Doro sempre apronta das dele. Agora ele ganhou o opróbrio buliçoso das distintas representantes femininas. Eis que ele achou por bem de cascaviar nas catracas do quengo dele, o que é que a mulher faz pra ficar bonita. Eu disse logo pra ele: to fora, meu! E ele desaforado foi enumerando:
- Premêro, mulé pra ficá bunita se empiriquita toda, muda a cor dos óio, se emperuca e pinta o cabelo, dá um trato na lata e enche a cara de brebote, lambuza os beiços de batom vivo, bota sutiã menor que o tamanho dos peito, aperta o cós da saia pra ficá bem-feita, se depila toda, pinta as unha, rebola toda reboculosa, empina a popa da bunda, anda de salto alto na pontinha dos pés, bota manha na fala, se agatinha revirando as espiada, se faz de difice, fica cheia de nove hora, se arrocha toda, se profuma toda, se ajeita toda, fica frochosa da gente amocegá sua trilha, eita, bicha tinhosa da gota! Até que quano a gente se auto-endoidece-se e leva pra casa no maior festêro, vixe que truvunca! Aí no outro dia qunano a festa é só ressaca, quela desmonta o teretetei todo, a gente s´assusta de dizê: - Vôte, minha fia, de quá qui foi a boléia do tratô qui ocê caiu, hem?
Mas deixando as presepadas do Doro de lado, falando sério: há um concurso na vera promovido pela Vila Mulher. O concurso pergunta: “O que uma MULHER é capaz de fazer para ficar BONITA?” A melhor frase ganha um NOTEBOOK da marca Dell, na cor branca! E se alguma das amigas que você indicou ganhar, você também ganhará um prêmio super legal! Aí, minha, boa sorte e participe. É só acessar: Vila Mulher e concorrer.



UMA PEIDADA BOA FAZ BEM PRA PRESSÃO (E PRA SAÚDE TAMBÉM!!!!)
Verdade gente! O gás peidante pode ajudar a tratar pressão alta, é o que diz um estudo pra lá de seríssimo. Apois veja: O sulfeto de hidrogênio é conhecido por mau cheiro. Na verdade é um gás que liberado em flatulências e em 'bombas de cheiro' pode desempenhar o papel de regular a pressão sangüínea, segundo um estudo da John Hopkins University, publicado pela revista especializada Science. Na verdade, diz o estudo que as pequenas quantidades de sulfeto de hidrogênio – um gás tóxico gerado por bactérias que vivem no intestino humano – é que são responsáveis pelo mau cheiro de flatulências, mas que fazem bem pra saúde, fazem. E eles avalizam. Apois ta. É que o estudo mostra que este gás também é produzido por uma enzima encontrada em células que revestem as artérias sanguíneas, chamada CSE, e ele teria o papel de relaxar essas artérias e baixar a pressão.As conclusões, tiradas a partir de um estudo com camundongos, podem levar a novos tratamentos para a pressão alta. Experiência: No estudo, camundongos geneticamente modificados para ter deficiência da enzima CSE apresentaram níveis de sulfeto de hidrogênio quase nulos, em comparação com camundongos normais. As cobaias com deficiência da enzima apresentavam pressão sanguínea cerca de 20% mais alta do que os normais, resultados comparáveis à pressão alta em humanos. Quando os camundongos modificados receberam um remédio para relaxar as artérias – metacolina – não houve diferença, indicando que o gás é responsável pelo relaxamento. Já se sabe que outro gás, o óxido nítrico, está envolvido no controle da pressão sanguínea. Disse o pesquisador Solomon Snyder: "Agora que sabemos que o sulfeto de hidrogênio tem um papel no controle da pressão, pode ser possível criar terapias com remédios que aumentem sua produção como alternativa para os atuais métodos de tratamento de hipertensão". Bem que eu desconfiava que pressão alta era falta de peidar frouxo. Bem que eu desconfiava mesmo. Essa foi uma dica do amigo Marcus Aranha. Afinal, Tataritaritatá também cuida da sua saúde. Então peide, perca a vergonha e viva bem!
PS: Ah, você tá sabendo daquela da tocha humana? Hehehehehehehehe! Veja mais aqui.

PIADINHA PRA DESCONTRAIR: (colaboração do amigo Chagas Lourenço).
Dois clitóris se encontram:
- Me disseram que você sofre de frigidez...
O outro rapidamente responde:
- São as más línguas... E agora um recado pras mulher feia:





Veja mais sobre:
Dignidade humana aqui, aqui e aqui.
Educação aqui, aqui e aqui.
Meio Ambiente aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
Pra saber viver não basta morrer, Leonardo Boff, Luchino Visconti, Emerson & Lake & Palmer, Núbia Marques, Felicitas, Pedro Cabral, Psicodrama & Teatro Espontâneo aqui.
Literatura de Cordel: História da princesa da Pedra Fina, de João Martins de Athayde aqui.
A arte de Jozi Lucka aqui.
Robimagaiver: pipoco da porra aqui.
Dhammapada, Maslow, Educação & Responsabilidade civil da propriedade aqui.
O romance e o Romantismo aqui.
A arte de Syla Syeg aqui.
Literatura de Cordel: Brasi caboco, de Zé da Luz aqui.


CRÔNICA DE AMOR POR ELA

 Leitora parabenizando o Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.

 

ANNE CARSON, FRANÇOISE VERGÈS, TAHMIMA ANAM & SETÍGONO

    Imagem: Pulsações caósmicas , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Em rota de colisão, a sorte...